caderno linha azul 16 de janeiro 2015

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Jornal O Estado (Ceará)

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  • Linha Azul FORTALEZA - CEAR - BRASILSexta-feira, 16 de janeiro de 2015

    (SALMOS 6.9)

    O Senhor j ouviu a minha splica, o Senhor aceitar a minha orao

    Voc pode achar fcil fotografar prdios, afinal, eles no se contorcem e nem dizem que no querem suas fotos tiradas. O Iratu

    que o diga, ele quem se mexe de um lado para outro, e captura, diariamente, atravs de suas lentes, imagens dos edifcios emblem-ticos de Fortaleza e que contam parte da histria da Cidade. De hoje em diante, o leitor do Caderno Linha Azul vai poder apreciar as belas fotos da nossa cidade, alm de apresentar parte da paisagem urbana da Capital, tambm mostra um pouco da nossa paisagem ambiental.

  • 2LINHA AZUL

    EDITORA: Wanda Palhano COORDENAO GERAL:

    Soraya de Palhano COLABORAO: Iratu Freitas PROJETO: Kelton Vasconcelos DIAGRAMAO E ARTE FINAL: J. Jnior e Rafael F. Gomes

    EXPEDIENTE

    J estamos na metade do ms de janeiro. Na verdade o ano mal comeou e, ainda tem gente esperando que algo trans-forme suas vidas. Para muitos, tudo continua igual . Isso acontece por que grande parte das pessoas espera o Ano Novo chegar, a sexta-feira, o vero, os feriados passarem , sempre uma longa e interminvel espera pela tal felicidade . obvio que no necessrio aguardar tanto . A felicidade e qualquer senti-mento que permita aquela sensao de paz , est no agora, no instante. Para sentir basta direcionar o olhar para a simplicidade que nos rodeia. ali que mora a felicidade. No espere a felicidade para ser feliz. Pense nisso.

    CONVERSANDO A GENTE SE ENTENDE

    Gente amiga, precisamos de lazer qual precisamos de alimentao. Precisamos compreender que, quando nos privamos de uma boa distrao, de uma boa conver-sa, de uma boa palestra ou mesmo de um jogar conversa fora provamos que no co-nhecemos o sentido bom da vida.

    Nada reabastece mais a nossa alma do que uma boa amizade, uma conversao alegre e descompromissada de segredos que voltemos para casa sem temores de que nossa conversa possa ser vazada. Lembremo-nos que para que esta con-versa exista, precisamos conservar nossa amizade, fazer um timo alicerce que ja-mais seja abalado.

    Confiana a argamassa que devemos usar para dar consistncia a este alicerce. Esta a receita para termos amigos ideais e duradouros. Amigos de infncia, de ado-lescncia, do colgio, da faculdade, do tra-balho e outros mais.

    Depois de a amizade construda, neces-sita de reabastecimento, e nada reabaste-ce mais a nossa alma do que um pouco de considerao, e isto se d por meio de um telefonema sem aguardarmos uma data especial, sem esta forma de regar o que plantamos a plantinha morre por falta de trato. J notou?

    Os afazeres da vida quase no nos d tempo suficiente para este luxo lazer, po-rm, quem no organiza sua vida deixando espao para recreao, dentro em pouco estar embrutecido, ensimesmado e sozi-nho. preciso atentar para este perigo.

    Amigos so irmos presenteados por Deus para nos ouvir nas horas mais difceis. Muitas vezes o que conversamos com ami-gos, no temos coragem de conversar com irmos. Talvez porque o irmo traga consi-go, estampada na face lembranas da re-preenso dos pais.

    Algo muito importante quando se trata de considerao cumprir horrios. No dei-xarmos amigos esperando no carro se vo nos apanhar, ou no deixa-los muito tem-po sozinhos nossa espera seja onde for. Lembre-se: pontualidade uma cortesia da realeza e como tal deve ser cultivada!

    Nada mais benfazejo na vida, do que um reencontro mensal com amigos para pre-encher todas as lacunas existenciais e nos mostrar o sentido da vida.

    LAZER...

    IAN GOMESian.gomes2008@gmail.com

    Variedades

    MATUSAHILA SANTIAGOmatusahilasantiago@hotmail.com

    Toque Social

    A tua salvao espero, SENHOR!GNESIS 49 : 18

    ARTE - A CAI-XA Cultural Fortaleza apresenta, entre os dias 22 e 25 deste ms, o espetculo de dana Fukushima Mon Amour, novo solo de Tadashi .

    NEGCIOS - A 9 Feira Interna-cional de Energia Renovveis - ALL ABOUT ENERGY 2015, acontecer , hoje , sexta no Novo Terminal de Passageiros Docas do Cear - Porto do Mucuripe, s 17h.

    EXPANSO - A maior loja virtual de objetos de decora-o do Brasil , com 14 franquias espa-

    lhadas pelo Pas, a Urban Arts, chega a Fortaleza no prximo dia 29 deste ms.

    DIVERSO - As bandas Mastruz com Leite, Magn -cos e Limo com Mel se renem amanh, sbado, no Siar Hall, para cantar os sucessos que marca-ram o forr .

    PEQUENOS -Um sonho de Criana Frias no mundo dos brin-quedos integra a programao de frias do Shopping Del paseo O evento acontece at 6 de fevereiro.

    FORTALEZA - CEAR - BRASILSexta-feira, 16 de janeiro de 2015

    RVEILLON NO NUTICO

    ALMOO

    Bastante movimentado o rveillon do Nutico Atltico Clube. Demnios da Garoa, Evaldo Gouveia e Unidos das Cachorras foram as atraes que animaram os convidados.

    Alguns nomes da imprensa e de formadores de opinio, reuniram-se num almoo, no Restaurante O Banquete, para confraternizao.

    Demnios da Garoa

    Evaldo Gouveia Rejane Porto e Elenilton Jorge

    Eveline Medeiros e Islay Rangel

    Serginho Ferreira com Helena

    Lota o do clube Parquinho para as crian as montado no clube

    Izakeline Ribeiro, Felipe Davila, Liliane Pereira e Juciana Gurgel Joelma Leal e Maryllene Freitas

    Mara Cristina e Anchieta J nior

    Jully Louren o e Cl vis Holanda

    Tarcilia Rego e Liliane Pereira

    Thais e Zilda Queiroz

    Paula Lima e Carol Gauche

    Gabriela Dourado

    Renato Abreu e esposa Jos Rego e Pedro Jorge Medeiros

    Bateria Unidos da Cachorra

    Walter Filho e ngela Fernandes

    Marina, Pedro Jorge Medeiros, Eveline e Pedro Filho

  • Ariadny Nogueira

    Bruna Viera e Gustavo Leite

    M rian Brasil Magalh es e Ana B rbara Moraes

    Andr Silva, Gilberto Silva e C ssia Guimar es

    Fernanda Montenegro, Rodrigo Leit o, Rafael Feitosa e Cindy Vicentino

    Leonardo, Mariana, Daniel e Regis Nogueira

    Luna Beca e Rafael Beca

    Jordete Franco e Glaucia Andrade

    Fabrizio Gandin, Giuseppe Spasiano e Ana Cl udia Fac

    Reginaldo Almeida, Alicia Sousa, Amanda Sousa e Ros ngela Sousa

    3FORTALEZA - CEAR - BRASILSexta-feira, 16 de janeiro de 2015LINHA AZUL

    A quem tenho eu no cu seno a ti [Deus]? E na terra no h quem eu deseje alm de ti (SALMOS 73.25)

  • Deus o meu rochedo, nele con arei; o meu escudo, e a fora da minha salvao, o meu alto retiro, e o meu refgio. meu Salvador, II SAMUEL 22 : 3

    A primeira vez em que, ainda univer-sitrio, estive na Frana, foi no meio da dcada de 60. Fiquei hospedado, em Paris, no Hotel de La Rpublique, onde, por acaso, estava a simptica seleo sovitica de futebol. Fiquei encantado com o pas, mas notava - como me ad-vertira o franco-cearense Grard Boris - que o francs , quase sempre, res-mungo e no se a nava muito com os que no so de l. O ano de 1968 ainda no havia acontecido.

    Nesse mesmo tempo, percorri quase todo o interior desse belo pas a bordo de nibus. Um dia, uma amiga foi aco-metida de mal intestinal e o veculo pa-rou em posto de combustvel. Foi-nos dito que s dariam direito ao uso do banheiro se houvesse abastecimento. Enquanto a discusso acontecia, falei para a amiga resolver o seu problema. O gerente saiu soltando palavres, mas o objetivo fora atingido.

    De outra feita, j neste sculo, passei um Rveillon por l. Estava defronte Torre Eiffel, era frio. O que mais se via eram fogos de artifcio, imigrantes afri-canos e rabes. Poucos ocidentais e orientais. Txis no apareciam. Os me-trs nesse dia eram gratuitos esta-vam apinhados. As margens do Rio Sena pareciam uma lixeira, garrafas, papeles e latas boiavam em sua superfcie. A so-

    luo foi aceitar, por preo exorbitante, o uso de carro particular, dirigido por al-gum de origem arbica. Ele justi cou: s h um dia deste em cada ano.

    Esta introduo pessoal, episdica, rasa, e refere que o francs nato no tem muita pacincia com turistas (so mais de 75 milhes por ano, dez vezes o que o Brasil recebe no mesmo perodo). Ao mesmo tempo, dizer dessa mudan-a na origem das pessoas em grandes eventos de confraternizao. Os nativos permaneciam em casa, os de fora pulu-lavam nas avenidas e parques.

    preciso no esquecer que a Fran-a, tal como outros pases europeus, exerceu o colonialismo na frica, sia e no Oriente Mdio. O m dessa inva-so ocorreu apenas no comeo da se-gunda metade do sculo passado. So muitas as ex-colnias.

    O fato que os nativos desses pa-ses francofnicos se acharam com o direito de procurar melhor condio de trabalho na antiga metrpole. A par disso, as 30 ditaduras que contaminam o Oriente Mdio, bero do islamismo, promoveram o surgimento de grupos tais como o Hamas, Taliban, Estado Islmico, Jihad, Al Qaeda, Hizbollah e Boko Haram.

    Alguns desses grupos reivindicam a autoria de atentados, tais como o

    acontecido revista Charlie Hebdo que, se autointitulava journal irrespon-sable. C para ns, o Hebdo abusou do direito de atacar a gura sagrada para os muulmanos do profeta Ma-om. Usava humor, stira e at debo-che. Desde 2011, a revista estava com apoio policial, face entreveros e amea-as recebidos.

    O repdio natural e a comoo so re exos da estupefao da maioria dos franceses e europeus. Entretanto, os dois irmos encapuzados e autores do atentado e mortos no dia seguinte eram franceses de nascimento, mas lhos de muulmanos. Uma primeira questo a se levantar: embora france-ses, eles foram ou no integrados aos costumes da ptria do dstico Liberda-de, Igualdade e Fraternidade?

    Quem saiu lucrando com o episdio foi a direita francesa que, comandada por Marine Le Pen, culpou todos os seis milhes de muulmanos que mo-ram na Frana e tirou dividendos polti-cos para a prxima eleio presidencial. A imigrao em massa de diferentes aconteceu conforme j referi acima e, ainda, por