caderno enem azul 2012 sbado

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  • 1. LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUES SEGUINTES EXAME NACIONAL DO ENSINO MDIO A COR DO SEU CADERNO DE QUESTES AZUL. MARQUE-A EM SEU CARTO-RESPOSTA 1 Este CADERNO DE QUESTES contm 90 questes numeradas de 1 a 90, dispostas da seguinte maneira: a. as questes de nmero 1 a 45 so relativas rea de Cincias Humanas e suas Tecnologias; b. as questes de nmero 46 a 90 so relativas rea de Cincias da Natureza e suas Tecnologias. 2 Confira se o seu CADERNO DE QUESTES contm a quantidade de questes e se essas questes esto na ordem mencionada na instruo anterior. Caso o caderno esteja incompleto, tenha qualquer defeito ou apresente divergncia, comunique ao aplicador da sala para que ele tome as providncias cabveis. 3 Verifique, no CARTO-RESPOSTA, se os seus dados esto registrados corretamente. Caso haja alguma divergncia, comunique-a imediatamente ao aplicador da sala. 4 ATENO: aps a conferncia, escreva e assine seu nome nos espaos prprios do CARTO-RESPOSTA com caneta esferogrfica de tinta preta. 5 ATENO: transcreva no espao apropriado do seu CARTO-RESPOSTA, com sua caligrafia usual, considerando as letras maisculas e minsculas, a seguinte frase: 6 Marque no CARTO-RESPOSTA, no espao apropriado, a opo correspondente cor desta capa. 7 No dobre, no amasse nem rasure o CARTO-RESPOSTA, pois ele no poder ser substitudo. 8 Para cada uma das questes objetivas, so apresentadas 5 opes identificadas com as letras A, B, C, D e E. Apenas uma responde corretamente questo. 9 No CARTO-RESPOSTA, preencha todo o espao compreendido no crculo correspondente opo escolhida para a resposta. A marcao em mais de uma opo anula a questo, mesmo que uma das respostas esteja correta. 10 O tempo disponvel para estas provas de quatro horas e trinta minutos. 11 Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTO- RESPOSTA. Os rascunhos e as marcaes assinaladas no CADERNO DE QUESTES no sero considerados na avaliao. 12 Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue este CADERNO DE QUESTES e o CARTO-RESPOSTA. 13 Voc poder deixar o local de prova somente aps decorridas duas horas do incio da aplicao e poder levar seu CADERNO DE QUESTES ao deixar em definitivo a sala de provas nos 30 minutos que antecedem o trmino da prova. 14 Voc ser excludo do exame no caso de: a. prestar, em qualquer documento, declarao falsa ou inexata; b. perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicao das provas, incorrendo em comportamento indevido durante a realizao do Exame; c. se comunicar, durante as provas, com outro participante verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma; d. utilizar qualquer tipo de equipamento eletrnico e de comunicao durante a realizao do Exame; e. utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento, em benefcio prprio ou de terceiros, em qualquer etapa do Exame; f. utilizar livros, notas ou impressos durante a realizao do Exame; g. se ausentar da sala de provas levando consigo o CADERNO DE QUESTES antes do prazo estabelecido e/ou o CARTO-RESPOSTA a qualquer tempo; h. no cumprir com o disposto no edital do Exame. 1 DIA CADERNO 1AZUL PROVA DE CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS PROVA DE CINCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS *AZUL75SAB0* Ler descobrir-se na experincia do outro.
  • 2. CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 1 CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS Questes de 1 a 45 QUESTO 01 Charge annima. BURKE, P. A fabricao do rei. Rio de Janeiro: Zahar, 1994. Na Frana, o rei Lus XIV teve sua imagem fabricada por um conjunto de estratgias que visavam sedimentar uma determinada noo de soberania. Neste sentido, a charge apresentada demonstra A a humanidade do rei, pois retrata um homem comum, sem os adornos prprios vestimenta real. B a unidade entre o pblico e o privado, pois a figura do rei com a vestimenta real representa o pblico e sem a vestimenta real, o privado. C o vnculo entre monarquia e povo, pois leva ao conhecimento do pblico a figura de um rei despretensioso e distante do poder poltico. D o gosto esttico refinado do rei, pois evidencia a elegncia dos trajes reais em relao aos de outros membros da corte. E a importncia da vestimenta para a constituio simblica do rei, pois o corpo poltico adornado esconde os defeitos do corpo pessoal. QUESTO 02 Esclarecimento a sada do homem de sua menoridade, da qual ele prprio culpado. A menoridade a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direo de outro indivduo. O homem o prprio culpado dessa menoridade se a causa dela no se encontra na falta de entendimento, mas na falta de deciso e coragem de servir-se de si mesmo sem a direo de outrem. Tem coragem de fazer uso de teu prprio entendimento, tal o lema do esclarecimento. A preguia e a covardia so as causas pelas quais uma to grande parte dos homens, depois que a natureza de h muito os libertou de uma condio estranha, continuem, no entanto, de bom grado menores durante toda a vida. KANT, I. Resposta pergunta: o que esclarecimento? Petrpolis: Vozes, 1985 (adaptado). Kant destaca no texto o conceito de Esclarecimento, fundamental para a compreenso do contexto filosfico da Modernidade. Esclarecimento, no sentido empregado por Kant, representa A a reivindicao de autonomia da capacidade racional como expresso da maioridade. B o exerccio da racionalidade como pressuposto menor diante das verdades eternas. C a imposio de verdades matemticas, com carter objetivo, de forma heternoma. D a compreenso de verdades religiosas que libertam o homem da falta de entendimento. E a emancipao da subjetividade humana de ideologias produzidas pela prpria razo. *AZUL75SAB1*
  • 3. CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 2 QUESTO 03 Texto I O que vemos no pas uma espcie de espraiamento e a manifestao da agressividade atravs da violncia. Isso se desdobra de maneira evidente na criminalidade, que est presente em todos os redutos seja nas reas abandonadas pelo poder pblico, seja na poltica ou no futebol. O brasileiro no mais violento do que outros povos, mas a fragilidade do exerccio e do reconhecimento da cidadania e a ausncia do Estado em vrios territrios do pas se impem como um caldo de cultura no qual a agressividade e a violncia fincam suas razes. Entrevista com Joel Birman. A Corrupo um crime sem rosto. Isto. Edio 2099, 3 fev. 2010. Texto II Nenhuma sociedade pode sobreviver sem canalizar as pulses e emoes do indivduo, sem um controle muito especfico de seu comportamento. Nenhum controle desse tipo possvel sem que as pessoas anteponham limitaes umas s outras, e todas as limitaes so convertidas, na pessoa a quem so impostas, em medo de um ou outro tipo. ELIAS, N. O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. Considerando-se a dinmica do processo civilizador, tal como descrito no Texto II, o argumento do Texto I acerca da violncia e agressividade na sociedade brasileira expressa a A incompatibilidade entre os modos democrticos de convvio social e a presena de aparatos de controle policial. B manuteno de prticas repressivas herdadas dos perodos ditatoriais sob a forma de leis e atos administrativos. C inabilidade das foras militares em conter a violncia decorrente das ondas migratrias nas grandes cidades brasileiras. D dificuldade histrica da sociedade brasileira em institucionalizar formas de controle social compatveis com valores democrticos. E incapacidade das instituies poltico-legislativas em formular mecanismos de controle social especficos realidade social brasileira. QUESTO 04 Disponvel em: http://quadro-a-quadro.blog.br. Acesso em: 27 jan. 2012. Com sua entrada no universo dos gibis, o Capito chegaria para apaziguar a agonia, o autoritarismo militar e combater a tirania. Claro que, em tempos de guerra, um gibi de um heri com uma bandeira americana no peito aplicando um sopapo no Frer s poderia ganhar destaque, e o sucesso no demoraria muito a chegar. COSTA, C. Capito Amrica, o primeiro vingador: crtica. Disponvel em: www.revistastart.com.br. Acesso em: 27 jan. 2012 (adaptado). A capa da primeira edio norte-americana da revista do Capito Amrica demonstra sua associao com a participao dos Estados Unidos na luta contra A a Trplice Aliana, na Primeira Guerra Mundial. B os regimes totalitrios, na Segunda Guerra Mundial. C o poder sovitico, durante a Guerra Fria. D o movimento comunista, na Guerra do Vietn. E o terrorismo internacional, aps 11 de setembro de 2001. *AZUL75SAB2*
  • 4. CH - 1 dia | Caderno 1 - AZUL - Pgina 3 QUESTO 05 Torna-se claro que quem descobriu a frica no Brasil, muito antes dos europeus, foram os prprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta no se restringia apenas ao reino lingustico, estendia-se tambm a outras reas culturais, inclusive da religio. H razes para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, no demoraram em perceber a existncia entre si de elos culturais mais profundos. SLENES, R. Malungu, ngoma vem! frica coberta e descoberta do Brasil. Revista USP, n. 12, dez./jan./fev. 1991-92 (adaptado). Com base no texto, ao favorecer o contato de indivduos de diferentes partes da frica, a experincia da escravido no Brasil tornou possvel a A formao de uma identidade cultural afro-brasileira. B superao de aspectos culturais africanos por antigas tradies europeias. C reproduo de conflitos entre grupos tnicos africanos. D manuteno das caractersticas culturais especficas de cada etnia. E resistncia incorporao de elementos culturais indgenas. QUESTO 06 Ns nos recusamos a acreditar que o banco da justia falvel. Ns nos recusamos a acreditar que h capitais insuficientes de oportunidad