Caderno de Lesgislação Bolsa Familia

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<ul><li><p>Coletnea da LegislaoBsica do Cadastronico e do ProgramaBolsa Famlia</p><p>Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome</p></li><li><p>2014 Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome (MDS) Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc)</p><p>Governo Federal Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome </p><p>Secretaria Nacional de Renda de Cidadania</p><p>Coletnea da Legislao Bsica do Cadastro nico e do Programa Bolsa Famlia(A legislao expressa nesta coletnea foi mantida de acordo com o texto original publicado)</p><p> permitida a reproduo total ou parcial, desde que citada a fonte. 1 edio 20122 edio 2013</p><p>2 edio atualizada 20132 edio atualizada maio/2014</p><p>Distribuies e informaes</p><p>Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome Secretaria Nacional de Renda de Cidadania </p><p>Av. W3 Norte SEPN Quadra 515, Bloco B, 5 Andar Sala 548 CEP: 70770-502 Braslia/DF </p><p>Endereo eletrnico: www.mds.gov.br Correios eletrnicos: bolsa.familia@mds.gov.br e cadastrounico@mds.gov.br</p></li><li><p>Sumrio</p><p>APRESENTAO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7</p><p>LEGISLAO BSICA DO CADASTRO NICO . . . . . . . . . . . 9</p><p>DECRETO N 6.135, DE 26 DE JUNHO DE 2007 11PORTARIA N 177, DE 16 DE JUNHO DE 2011 15PORTARIA N 10, DE 30 DE JANEIRO DE 2012 32INSTRUO NORMATIVA N 001/SENARC/MDS, DE 26 DE AGOSTO DE 2011 43INSTRUO NORMATIVA N 002/SENARC/MDS, DE 26 DE AGOSTO DE 2011 47PORTARIA N 94, DE 4 DE SETEMBRO DE 2013 52</p><p>LEGISLAO BSICA DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA . . . . 55</p><p>LEI N 10.836, DE 9 DE JANEIRO DE 2004 57DECRETO N 5.209 DE 17 DE SETEMBRO DE 2004 64DECRETO N 7.788, DE 15 DE AGOSTO DE 2012 87PORTARIA GM/MDS N 246, DE 20 DE MAIO DE 2005 91PORTARIA N 360, DE 12 DE JULHO DE 2005 103PORTARIA N 555, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2005 113PORTARIA N 666, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2005 137PORTARIA N 341, DE 07 DE OUTUBRO DE 2008 147PORTARIA N 256, DE 19 DE MARO DE 2010 152PORTARIA N 617, DE 11 DE AGOSTO DE 2010 162PORTARIA N 754, DE 20 DE OUTUBRO DE 2010 167PORTARIA N 251, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012 180</p><p>LEI ORGNICA DA ASSISTNCIA SOCIAL . . . . . . . . . . . . 189</p><p>LEI N 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993 191</p><p>NDICE REMISSIVO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209</p></li><li><p>Apresentao</p></li><li><p>7Apresentao</p><p>Esta publicao contm a legislao bsica do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal (Cadnico) e do Programa Bolsa Famlia (PBF) e tem a finalidade de complementar o material instrucional do curso de gesto organizado pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc) do Ministrio de Desenvolvimento Social e Combate Fome (MDS).</p><p>O objetivo disponibilizar aos gestores e tcnicos de forma gil e efetiva, a legislao do Cadastro nico e do PBF, para consultas, leituras de aprofundamento e pesquisas, apoiando-os nas atividades de gesto e de operacionalizao dos programas sociais sob sua responsabilidade.</p><p>A coletnea apresentada em quatro blocos: i) a legislao bsica do Cadastro nico; ii) a legislao bsica do Programa Bolsa Famlia; iii) a Lei Orgnica de Assistncia Social; e iv) o ndice remissivo que orienta leituras de temas especficos.</p><p>Alm da consulta a esta Coletnea de Legislao, importante acessar periodicamente o endereo eletrnico do Bolsa Famlia, para atualizao das informaes, normas e outros procedimentos que podem ser eventualmente implantados ou alterados pelo MDS.</p><p> indicado que este material de apoio seja lido e estudado com ateno. Seu uso fundamental para respaldar e orientar as aes de gesto que buscam o enfrentamento da pobreza e das desigualdades sociais, grandes desafios da sociedade brasileira. </p><p>Boa leitura!</p></li><li><p>LEGISLAO BSICA DO CADASTRO NICO</p></li><li><p>11</p><p>DECRETO N 6 .135, DE 26 DE JUNHO DE 2007</p><p>Dispe sobre o Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal e d outras providncias.</p><p>O PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso da atribuio que lhe confere o art. 84, inciso VI, al-nea a, da Constituio,</p><p>DECRETA:</p><p>Art. 1 O Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal reger-se- pelas disposi-es deste Decreto.</p><p>Art. 2 O Cadastro nico para Programas Sociais - Cadnico instrumento de identificao e caracterizao scio-econmica das famlias brasileiras de baixa renda, a ser obrigatoriamente utilizado para seleo de beneficirios e integrao de programas sociais do Governo Federal voltados ao atendimento desse pblico.</p><p> 1 A obrigatoriedade de utilizao do Cadnico no se aplica aos programas administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS.</p><p> 2 Na operacionalizao do Benefcio de Prestao Continuada da Assistncia Social, defini-do pelo art. 20 da Lei no 8.742, de 7 de dezembro de 1993, facultada a utilizao do Cad-nico, na forma estabelecida pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.</p><p> 3 O Cadnico constitudo por sua base de dados, instrumentos, procedimentos e sistemas eletrnicos.</p><p>Art. 3 Os dados e as informaes coletados sero processados na base nacional do Cadnico, de forma a garantir:</p><p>I - a unicidade das informaes cadastrais;</p><p>II - a integrao, por meio do cadastro, dos programas e polticas pblicas que o utilizam; e</p><p>III - a racionalizao do processo de cadastramento pelos diversos rgos.</p><p>Pargrafo nico. A fim de que se atinjam os objetivos do caput, ser atribudo a cada indivduo cadastrado um nmero de identificao social, nos termos estabelecidos pelo rgo gestor nacional do Cadnico.</p><p>Art. 4 Para fins deste Decreto, adotam-se as seguintes definies:</p><p>I - famlia: a unidade nuclear composta por um ou mais indivduos, eventualmente ampliada por outros indivduos que contribuam para o rendimento ou tenham suas despesas atendidas por aquela unidade familiar, todos moradores em um mesmo domiclio.</p></li><li><p>12</p><p>DECRETO N 6 .135 </p><p>II - famlia de baixa renda: sem prejuzo do disposto no inciso I:</p><p>a) aquela com renda familiar mensal per capita de at meio salrio mnimo; ou</p><p>b) a que possua renda familiar mensal de at trs salrios mnimos;</p><p>III - domiclio: o local que serve de moradia famlia;</p><p>IV - renda familiar mensal: a soma dos rendimentos brutos auferidos por todos os membros da famlia, no sendo includos no clculo aqueles percebidos dos seguintes programas:</p><p>a) Programa de Erradicao do Trabalho Infantil;</p><p>b) Programa Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano;</p><p>c) Programa Bolsa Famlia e os programas remanescentes nele unificados;</p><p>d) Programa Nacional de Incluso do Jovem - Pr-Jovem;</p><p>e) Auxlio Emergencial Financeiro e outros programas de transferncia de renda destinados populao atingida por desastres, residente em Municpios em estado de calamidade pblica ou situao de emergncia; e</p><p>f) demais programas de transferncia condicionada de renda implementados por Estados, Dis-trito Federal ou Municpios;</p><p>V - renda familiar per capita: razo entre a renda familiar mensal e o total de indivduos na famlia.</p><p>Art. 5 Compete ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome:</p><p>I - gerir, em mbito nacional, o Cadnico;</p><p>II - expedir normas para a gesto do Cadnico;</p><p>III - coordenar, acompanhar e supervisionar a implantao e a execuo do Cadnico; e</p><p>IV - fomentar o uso do Cadnico por outros rgos do Governo Federal, pelos Estados, Distrito Federal e Municpios, nas situaes em que seu uso no for obrigatrio.</p><p>Art. 6 O cadastramento das famlias ser realizado pelos Municpios que tenham aderido ao Cadnico, nos termos estabelecidos pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, observando-se os seguintes critrios:</p><p>I - preenchimento de modelo de formulrio estabelecido pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome;</p><p>II - cada pessoa deve ser cadastrada em somente uma famlia;</p><p>III - o cadastramento de cada famlia ser vinculado a seu domiclio e a um responsvel pela unidade familiar, maior de dezesseis anos, preferencialmente mulher;</p></li><li><p>13</p><p>DECRETO N 6 .135 </p><p>IV - as informaes declaradas pela famlia sero registradas no ato de cadastramento, por meio do formulrio a que se refere o inciso I, devendo conter informaes relativas aos seguin-tes aspectos, sem prejuzo de outros julgados necessrios:</p><p>a) identificao e caracterizao do domiclio;</p><p>b) identificao e documentao civil de cada membro da famlia;</p><p>c) escolaridade, participao no mercado de trabalho e rendimento.</p><p> 1 Famlias com renda superior a que se refere o art. 4o, inciso II, podero ser includas no Cadnico, desde que sua incluso esteja vinculada seleo ou ao acompanhamento de pro-gramas sociais implementados por quaisquer dos trs entes da Federao.</p><p> 2 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome expedir normas para o ca-dastramento de famlias que estejam ao abrigo de instituies ou que no possuam domiclio fixo.</p><p>Art. 7 As informaes constantes do Cadnico tero validade de dois anos, contados a partir da data da ltima atualizao, sendo necessria, aps este perodo, a sua atualizao ou reva-lidao, na forma disciplinada pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.</p><p>Art. 8 Os dados de identificao das famlias do Cadnico so sigilosos e somente podero ser utilizados para as seguintes finalidades:</p><p>I - formulao e gesto de polticas pblicas; e </p><p>II - realizao de estudos e pesquisas.</p><p> 1 So vedadas a cesso e a utilizao dos dados do Cadnico com o objetivo de contatar as famlias para qualquer outro fim que no aqueles indicados neste artigo.</p><p> 2 A Unio, os Estados, os Municpios e o Distrito Federal podero utilizar suas respectivas bases para formulao e gesto de polticas pblicas no mbito de sua jurisdio.</p><p> 3 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome poder ceder a base de dados nacional do Cadnico para sua utilizao, por rgos do Poder Executivo Federal, em polticas pblicas que no tenham o Cadnico como instrumento de seleo de beneficirios.</p><p> 4 Os dados a que se refere este artigo somente podero ser cedidos a terceiros, para as fi-nalidades mencionadas no caput, pelos rgos gestores do Cadnico no mbito da Unio, do Distrito Federal e dos Municpios.</p><p> 5 A utilizao dos dados a que se refere o caput ser pautada pelo respeito dignidade do cidado e sua privacidade.</p><p> 6 A utilizao indevida dos dados disponibilizados acarretar a aplicao de sano civil e penal na forma da lei. </p><p>Art. 9 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome adotar medidas peridicas </p></li><li><p>14</p><p>DECRETO N 6 .135 </p><p>para a verificao permanente da consistncia das informaes cadastrais.</p><p>Art. 10. O registro de informaes inverdicas no Cadnico invalidar o cadastro da famlia.</p><p>Art. 11. Com o objetivo de orientar os Municpios sobre o quantitativo de famlias a serem cadastradas, o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome tornar disponvel a estimativa do nmero de famlias com os perfis de renda mensal indicados no art. 4o, inciso II, por Municpio, que ser atualizada anualmente.</p><p>Art. 12. Os recursos oramentrios para fazer face s despesas operacionais comuns decor-rentes do processamento de que trata o caput sero alocados ao oramento anual do Minis-trio de Desenvolvimento Social e Combate Fome.</p><p>Art. 13. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicao.</p><p>Art. 14. Ficam revogados o Decreto no 3.877, de 24 de julho de 2001, e o Decreto de 24 de outubro de 2001, que cria Grupo de Trabalho para os fins que especifica e dispe sobre o Ca-dastramento nico para Programas Sociais do Governo Federal.</p><p>Braslia, 26 de junho de 2007; 186 da Independncia e 119 da Repblica.</p><p>LUIZ INCIO LULA DA SILVAPatrus Ananias</p><p>Este texto no substitui o publicado no DOU de 27.6.2007</p></li><li><p>15</p><p>PORTARIA N 177, DE 16 DE JUNHO DE 2011</p><p>Define procedimentos para a gesto do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal, revoga a Portaria n 376, de 16 de outubro de 2008, e d outras providncias.</p><p>A MINISTRA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe conferem o art. 27, II da Lei n 10.683, de 28 de maio de 2003, o art. 1 do Anexo I do Decreto n 7.079, de 26 de janeiro de 2010, o art. 2, V, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e o art. 5, II do Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007, e tendo em vista o disposto na Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004 e no Decreto n 6.135, de 2007,</p><p>CONSIDERANDO a implantao do Sistema de Cadastro nico - Verso 7, a qual abrange novos formulrios de cadastramento e a reformulao do Sistema Operacional do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal;</p><p>CONSIDERANDO os compromissos assumidos pelos entes federados que aderiram ao Progra-ma Bolsa Famlia e ao Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal, em confor-midade com o que estabelecem as Portarias GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005, n 350, de 3 de outubro de 2007 e n 256, de 19 de maro de 2010;</p><p>CONSIDERANDO a necessidade de orientar os Estados, o Distrito Federal e os Municpios quanto aos critrios, procedimentos e instrumentos para a gesto do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal; e</p><p>CONSIDERANDO a importncia do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal como instrumento de gesto e implementao de polticas sociais voltadas para famlias de baixa renda, executadas pelo Governo Federal, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municpios,</p><p>RESOLVE:</p><p>Art. 1 Regulamentar a gesto e operacionalizao do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico.</p><p>CAPTULO IDISPOSIES PRELIMINARES</p><p>Seo IDas Definies e Conceituaes</p><p>Art. 2 Para fins do disposto nesta Portaria, considera-se:</p><p>I - famlia: a unidade nuclear composta por uma ou mais pessoas, eventualmente ampliada por outras que contribuam para o rendimento ou tenham suas despesas atendidas por ela, todas moradoras em um mesmo domiclio;</p></li><li><p>16</p><p>PORTARIA N 177</p><p>II - domicilio: o local que serve de moradia famlia;</p><p>III - morador: a pessoa que:</p><p>a) tem o domiclio como local habitual de residncia e nele reside na data da entrevista;</p><p>b) embora ausente na data da entrevista, tem o domiclio como residncia habitual; ou</p><p>c) est internada ou abrigada em estabelecimentos de sade, Instituies de Longa Permann-cia para Idosos, equipamentos que prestam Servios de Acolhimento, instituies de privao de liberdade, ou em outros estabelecimentos similares, por um perodo igual ou inferior a 12 meses, tomando como referncia a data da entrevista. </p><p>IV - responsvel pela unidade familiar - RF: um dos componentes da famlia e morador do do-miclio, com idade mnima de 16 anos e, preferencialmente, do sexo feminino; </p><p>V - famlia em situao de rua: aquela que, vivendo na extrema pobreza, utiliza os logradouros pblicos e as reas degradadas como espao de moradia e de sustento, de forma temporria ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporrio ou como moradia provisria, conforme definido no Decreto n 7.053, de 23 de dezembro de 2009;</p><p>VI - povos indgenas: aqueles descendentes de populaes que habitavam o pas ou uma re-gio geogrfica pertencente ao pas na poca da conquista ou da colonizao ou do estabeleci-mento das atuais fronteiras estatais e que, seja qual for sua situao jurdica, conservam todas as suas prprias instituies sociais, econmicas, culturais e polticas, ou parte dela, conforme definido no art. 1 da Conveno n 169/1989 da Organizao Internacional do Trabalho - OIT, aprovada pelo Decreto Legislativo n 143, de 20 de junho de 2002;</p><p>VII - comunidades quilombolas: os grupos tnico-racia...</p></li></ul>