Caderno de Lesgislação Bolsa Familia

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  • Coletnea da LegislaoBsica do Cadastronico e do ProgramaBolsa Famlia

    Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome

  • 2014 Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome (MDS) Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc)

    Governo Federal Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome

    Secretaria Nacional de Renda de Cidadania

    Coletnea da Legislao Bsica do Cadastro nico e do Programa Bolsa Famlia(A legislao expressa nesta coletnea foi mantida de acordo com o texto original publicado)

    permitida a reproduo total ou parcial, desde que citada a fonte. 1 edio 20122 edio 2013

    2 edio atualizada 20132 edio atualizada maio/2014

    Distribuies e informaes

    Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome Secretaria Nacional de Renda de Cidadania

    Av. W3 Norte SEPN Quadra 515, Bloco B, 5 Andar Sala 548 CEP: 70770-502 Braslia/DF

    Endereo eletrnico: www.mds.gov.br Correios eletrnicos: bolsa.familia@mds.gov.br e cadastrounico@mds.gov.br

  • Sumrio

    APRESENTAO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7

    LEGISLAO BSICA DO CADASTRO NICO . . . . . . . . . . . 9

    DECRETO N 6.135, DE 26 DE JUNHO DE 2007 11PORTARIA N 177, DE 16 DE JUNHO DE 2011 15PORTARIA N 10, DE 30 DE JANEIRO DE 2012 32INSTRUO NORMATIVA N 001/SENARC/MDS, DE 26 DE AGOSTO DE 2011 43INSTRUO NORMATIVA N 002/SENARC/MDS, DE 26 DE AGOSTO DE 2011 47PORTARIA N 94, DE 4 DE SETEMBRO DE 2013 52

    LEGISLAO BSICA DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA . . . . 55

    LEI N 10.836, DE 9 DE JANEIRO DE 2004 57DECRETO N 5.209 DE 17 DE SETEMBRO DE 2004 64DECRETO N 7.788, DE 15 DE AGOSTO DE 2012 87PORTARIA GM/MDS N 246, DE 20 DE MAIO DE 2005 91PORTARIA N 360, DE 12 DE JULHO DE 2005 103PORTARIA N 555, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2005 113PORTARIA N 666, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2005 137PORTARIA N 341, DE 07 DE OUTUBRO DE 2008 147PORTARIA N 256, DE 19 DE MARO DE 2010 152PORTARIA N 617, DE 11 DE AGOSTO DE 2010 162PORTARIA N 754, DE 20 DE OUTUBRO DE 2010 167PORTARIA N 251, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012 180

    LEI ORGNICA DA ASSISTNCIA SOCIAL . . . . . . . . . . . . 189

    LEI N 8.742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993 191

    NDICE REMISSIVO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 209

  • Apresentao

  • 7Apresentao

    Esta publicao contm a legislao bsica do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal (Cadnico) e do Programa Bolsa Famlia (PBF) e tem a finalidade de complementar o material instrucional do curso de gesto organizado pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc) do Ministrio de Desenvolvimento Social e Combate Fome (MDS).

    O objetivo disponibilizar aos gestores e tcnicos de forma gil e efetiva, a legislao do Cadastro nico e do PBF, para consultas, leituras de aprofundamento e pesquisas, apoiando-os nas atividades de gesto e de operacionalizao dos programas sociais sob sua responsabilidade.

    A coletnea apresentada em quatro blocos: i) a legislao bsica do Cadastro nico; ii) a legislao bsica do Programa Bolsa Famlia; iii) a Lei Orgnica de Assistncia Social; e iv) o ndice remissivo que orienta leituras de temas especficos.

    Alm da consulta a esta Coletnea de Legislao, importante acessar periodicamente o endereo eletrnico do Bolsa Famlia, para atualizao das informaes, normas e outros procedimentos que podem ser eventualmente implantados ou alterados pelo MDS.

    indicado que este material de apoio seja lido e estudado com ateno. Seu uso fundamental para respaldar e orientar as aes de gesto que buscam o enfrentamento da pobreza e das desigualdades sociais, grandes desafios da sociedade brasileira.

    Boa leitura!

  • LEGISLAO BSICA DO CADASTRO NICO

  • 11

    DECRETO N 6 .135, DE 26 DE JUNHO DE 2007

    Dispe sobre o Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal e d outras providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso da atribuio que lhe confere o art. 84, inciso VI, al-nea a, da Constituio,

    DECRETA:

    Art. 1 O Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal reger-se- pelas disposi-es deste Decreto.

    Art. 2 O Cadastro nico para Programas Sociais - Cadnico instrumento de identificao e caracterizao scio-econmica das famlias brasileiras de baixa renda, a ser obrigatoriamente utilizado para seleo de beneficirios e integrao de programas sociais do Governo Federal voltados ao atendimento desse pblico.

    1 A obrigatoriedade de utilizao do Cadnico no se aplica aos programas administrados pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS.

    2 Na operacionalizao do Benefcio de Prestao Continuada da Assistncia Social, defini-do pelo art. 20 da Lei no 8.742, de 7 de dezembro de 1993, facultada a utilizao do Cad-nico, na forma estabelecida pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    3 O Cadnico constitudo por sua base de dados, instrumentos, procedimentos e sistemas eletrnicos.

    Art. 3 Os dados e as informaes coletados sero processados na base nacional do Cadnico, de forma a garantir:

    I - a unicidade das informaes cadastrais;

    II - a integrao, por meio do cadastro, dos programas e polticas pblicas que o utilizam; e

    III - a racionalizao do processo de cadastramento pelos diversos rgos.

    Pargrafo nico. A fim de que se atinjam os objetivos do caput, ser atribudo a cada indivduo cadastrado um nmero de identificao social, nos termos estabelecidos pelo rgo gestor nacional do Cadnico.

    Art. 4 Para fins deste Decreto, adotam-se as seguintes definies:

    I - famlia: a unidade nuclear composta por um ou mais indivduos, eventualmente ampliada por outros indivduos que contribuam para o rendimento ou tenham suas despesas atendidas por aquela unidade familiar, todos moradores em um mesmo domiclio.

  • 12

    DECRETO N 6 .135

    II - famlia de baixa renda: sem prejuzo do disposto no inciso I:

    a) aquela com renda familiar mensal per capita de at meio salrio mnimo; ou

    b) a que possua renda familiar mensal de at trs salrios mnimos;

    III - domiclio: o local que serve de moradia famlia;

    IV - renda familiar mensal: a soma dos rendimentos brutos auferidos por todos os membros da famlia, no sendo includos no clculo aqueles percebidos dos seguintes programas:

    a) Programa de Erradicao do Trabalho Infantil;

    b) Programa Agente Jovem de Desenvolvimento Social e Humano;

    c) Programa Bolsa Famlia e os programas remanescentes nele unificados;

    d) Programa Nacional de Incluso do Jovem - Pr-Jovem;

    e) Auxlio Emergencial Financeiro e outros programas de transferncia de renda destinados populao atingida por desastres, residente em Municpios em estado de calamidade pblica ou situao de emergncia; e

    f) demais programas de transferncia condicionada de renda implementados por Estados, Dis-trito Federal ou Municpios;

    V - renda familiar per capita: razo entre a renda familiar mensal e o total de indivduos na famlia.

    Art. 5 Compete ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome:

    I - gerir, em mbito nacional, o Cadnico;

    II - expedir normas para a gesto do Cadnico;

    III - coordenar, acompanhar e supervisionar a implantao e a execuo do Cadnico; e

    IV - fomentar o uso do Cadnico por outros rgos do Governo Federal, pelos Estados, Distrito Federal e Municpios, nas situaes em que seu uso no for obrigatrio.

    Art. 6 O cadastramento das famlias ser realizado pelos Municpios que tenham aderido ao Cadnico, nos termos estabelecidos pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, observando-se os seguintes critrios:

    I - preenchimento de modelo de formulrio estabelecido pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome;

    II - cada pessoa deve ser cadastrada em somente uma famlia;

    III - o cadastramento de cada famlia ser vinculado a seu domiclio e a um responsvel pela unidade familiar, maior de dezesseis anos, preferencialmente mulher;

  • 13

    DECRETO N 6 .135

    IV - as informaes declaradas pela famlia sero registradas no ato de cadastramento, por meio do formulrio a que se refere o inciso I, devendo conter informaes relativas aos seguin-tes aspectos, sem prejuzo de outros julgados necessrios:

    a) identificao e caracterizao do domiclio;

    b) identificao e documentao civil de cada membro da famlia;

    c) escolaridade, participao no mercado de trabalho e rendimento.

    1 Famlias com renda superior a que se refere o art. 4o, inciso II, podero ser includas no Cadnico, desde que sua incluso esteja vinculada seleo ou ao acompanhamento de pro-gramas sociais implementados por quaisquer dos trs entes da Federao.

    2 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome expedir normas para o ca-dastramento de famlias que estejam ao abrigo de instituies ou que no possuam domiclio fixo.

    Art. 7 As informaes constantes do Cadnico tero validade de dois anos, contados a partir da data da ltima atualizao, sendo necessria, aps este perodo, a sua atualizao ou reva-lidao, na forma disciplinada pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    Art. 8 Os dados de identificao das famlias do Cadnico so sigilosos e somente podero ser utilizados para as seguintes finalidades:

    I - formulao e gesto de polticas pblicas; e

    II - realizao de estudos e pesquisas.

    1 So vedadas a cesso e a utilizao dos dados do Cadnico com o objetivo de contatar as famlias para qualquer outro fim que no aqueles indicados neste artigo.

    2 A Unio, os Estados, os Municpios e o Distrito Federal podero utilizar suas respectivas bases para formulao e gesto de polticas pblicas no mbito de sua jurisdio.

    3 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome poder ceder a base de dados nacional do Cadnico para sua utilizao, por rgos do Poder Executivo Federal, em polticas pblicas que no tenham o Cadnico como instrumento de seleo de beneficirios.

    4 Os dados a que se refere este artigo somente podero ser cedidos a terceiros, para as fi-nalidades mencionadas no caput, pelos rgos gestores do Cadnico no mbito da Unio, do Distrito Federal e dos Municpios.

    5 A utilizao dos dados a que se refere o caput ser pautada pelo respeito dignidade do cidado e sua privacidade.

    6 A utilizao indevida dos dados disponibilizados acarretar a aplicao de sano civil e penal na forma da lei.

    Art. 9 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome adotar medidas peridicas

  • 14

    DECRETO N 6 .135

    para a verificao permanente da consistncia das informaes cadastrais.

    Art. 10. O registro de informaes inverdicas no Cadnico invalidar o cadastro da famlia.

    Art. 11. Com o objetivo de orientar os Municpios sobre o quantitativo de famlias a serem cadastradas, o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome tornar disponvel a estimativa do nmero de famlias com os perfis de renda mensal indicados no art. 4o, inciso II, por Municpio, que ser atualizada anualmente.

    Art. 12. Os recursos oramentrios para fazer face s despesas operacionais comuns decor-rentes do processamento de que trata o caput sero alocados ao oramento anual do Minis-trio de Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    Art. 13. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicao.

    Art. 14. Ficam revogados o Decreto no 3.877, de 24 de julho de 2001, e o Decreto de 24 de outubro de 2001, que cria Grupo de Trabalho para os fins que especifica e dispe sobre o Ca-dastramento nico para Programas Sociais do Governo Federal.

    Braslia, 26 de junho de 2007; 186 da Independncia e 119 da Repblica.

    LUIZ INCIO LULA DA SILVAPatrus Ananias

    Este texto no substitui o publicado no DOU de 27.6.2007

  • 15

    PORTARIA N 177, DE 16 DE JUNHO DE 2011

    Define procedimentos para a gesto do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal, revoga a Portaria n 376, de 16 de outubro de 2008, e d outras providncias.

    A MINISTRA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe conferem o art. 27, II da Lei n 10.683, de 28 de maio de 2003, o art. 1 do Anexo I do Decreto n 7.079, de 26 de janeiro de 2010, o art. 2, V, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e o art. 5, II do Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007, e tendo em vista o disposto na Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004 e no Decreto n 6.135, de 2007,

    CONSIDERANDO a implantao do Sistema de Cadastro nico - Verso 7, a qual abrange novos formulrios de cadastramento e a reformulao do Sistema Operacional do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal;

    CONSIDERANDO os compromissos assumidos pelos entes federados que aderiram ao Progra-ma Bolsa Famlia e ao Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal, em confor-midade com o que estabelecem as Portarias GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005, n 350, de 3 de outubro de 2007 e n 256, de 19 de maro de 2010;

    CONSIDERANDO a necessidade de orientar os Estados, o Distrito Federal e os Municpios quanto aos critrios, procedimentos e instrumentos para a gesto do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal; e

    CONSIDERANDO a importncia do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal como instrumento de gesto e implementao de polticas sociais voltadas para famlias de baixa renda, executadas pelo Governo Federal, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municpios,

    RESOLVE:

    Art. 1 Regulamentar a gesto e operacionalizao do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico.

    CAPTULO IDISPOSIES PRELIMINARES

    Seo IDas Definies e Conceituaes

    Art. 2 Para fins do disposto nesta Portaria, considera-se:

    I - famlia: a unidade nuclear composta por uma ou mais pessoas, eventualmente ampliada por outras que contribuam para o rendimento ou tenham suas despesas atendidas por ela, todas moradoras em um mesmo domiclio;

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    PORTARIA N 177

    II - domicilio: o local que serve de moradia famlia;

    III - morador: a pessoa que:

    a) tem o domiclio como local habitual de residncia e nele reside na data da entrevista;

    b) embora ausente na data da entrevista, tem o domiclio como residncia habitual; ou

    c) est internada ou abrigada em estabelecimentos de sade, Instituies de Longa Permann-cia para Idosos, equipamentos que prestam Servios de Acolhimento, instituies de privao de liberdade, ou em outros estabelecimentos similares, por um perodo igual ou inferior a 12 meses, tomando como referncia a data da entrevista.

    IV - responsvel pela unidade familiar - RF: um dos componentes da famlia e morador do do-miclio, com idade mnima de 16 anos e, preferencialmente, do sexo feminino;

    V - famlia em situao de rua: aquela que, vivendo na extrema pobreza, utiliza os logradouros pblicos e as reas degradadas como espao de moradia e de sustento, de forma temporria ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporrio ou como moradia provisria, conforme definido no Decreto n 7.053, de 23 de dezembro de 2009;

    VI - povos indgenas: aqueles descendentes de populaes que habitavam o pas ou uma re-gio geogrfica pertencente ao pas na poca da conquista ou da colonizao ou do estabeleci-mento das atuais fronteiras estatais e que, seja qual for sua situao jurdica, conservam todas as suas prprias instituies sociais, econmicas, culturais e polticas, ou parte dela, conforme definido no art. 1 da Conveno n 169/1989 da Organizao Internacional do Trabalho - OIT, aprovada pelo Decreto Legislativo n 143, de 20 de junho de 2002;

    VII - comunidades quilombolas: os grupos tnico-raciais, segundo critrios de auto-atribuio, com trajetria histrica prpria, dotados de relaes territoriais especficas, com presuno de ancestralidade negra relacionada com a resistncia opresso histrica sofrida, conforme art. 2 do Decreto n 4.887, de 20 de novembro de 2003;

    VIII - pessoas resgatadas de trabalho em condio anloga de escravido: aquelas que foram submetidas a qualquer uma das situaes de trabalho forado, servido por dvida, jornada exaustiva e trabalho degradante, e que foram resgatadas pelos grupos de fiscalizao dos r-gos competentes;

    IX - cadastro vlido: aquele que atende integralmente aos requisitos de validao, fixados con-forme a verso do Sistema de Cadastro nico em utilizao no municpio e Distrito Federal;

    X - cadastro atualizado: o registro familiar que, no prazo mximo de dois anos contados da data de sua incluso ou ltima atualizao no Cadnico, foi objeto de alterao de informa-es especficas; e

    XI - cadastro revalidado: o registro familiar que, no prazo mximo de dois anos contados da data de sua incluso ou ltima atualizao no Cadnico, foi objeto de confirmao de que as informaes especficas de todas as pessoas da famlia mantiveram-se inalteradas.

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    PORTARIA N 177

    Pargrafo nico. Os requisitos de validao de que trata o inciso IX e as informaes especficas de que tratam os incisos X e XI sero definidos em Instrues Normativas a serem expedidas pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC, em observncia s especificidades e diferenas entre o Aplicativo de Entrada e Manuteno de Dados do Cadastro nico - Verso 6.05, e o Sistema de Cadastro nico - Verso 7.

    CAPTULO IIDISPOSIES GERAIS

    Seo IDo Processo de Cadastramento das Famlias no Cadnico

    Art. 3 O cadastramento compreende as seguintes fases:

    I - identificao do pblico a ser cadastrado;

    II - coleta de dados;

    III - incluso de dados no sistema de cadastramento; e

    IV - atualizao ou revalidao de dados cadastrais.

    Subseo IDa Identificao do Pblico e Coleta de Dados para o Cadnico

    Art. 4 A coleta de dados ser precedida por aes de identificao do pblico a ser cadastra-do, definidas conforme as especificidades locais, e observados os critrios estabelecidos no art. 4 do Decreto n 6.135, de 2007.

    Art. 5 A coleta de dados poder ser realizada por meio de quaisquer dos seguintes canais:

    I - prioritariamente, por meio de visita domiciliar s famlias, a fim de garantir o cadastramento da populao com dificuldade de acesso s informaes ou de locomoo aos postos fixos ou itinerantes de coleta de dados;

    II - em postos de coleta fixos, situados preferencialmente nas reas de concentrao residen-cial das famlias de baixa renda, dotados de infraestrutura apropriada ao atendimento dessa populao, incluindo a adequao ao atendimento preferencial a gestantes, idosos e pessoas com deficincia; ou

    III - em postos de coleta itinerantes, para atendimento de demandas pontuais ou de famlias do-miciliadas em reas distantes ou de difcil acesso, os quais tambm devem ser dotados de infra-estrutura mnima para o atendimento preferencial a gestantes, idosos e pessoas com deficincia.

    1 Independentemente da forma de coleta de dados adotada, o municpio e o Distrito Fede-ral devem manter postos de atendimento fixos em constante funcionamento, para atender s famlias que procuram o Poder Pblico local para o cadastramento ou atualizao cadastral.

    2 Em caso de utilizao exclusiva das formas de cadastramento dispostas nos incisos II e III, o municpio e o Distrito Federal devem fazer a verificao das informaes coletadas de pelo

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    PORTARIA N 177

    menos 20% (vinte por cento) das famlias cadastradas por meio de visita domiciliar, a fim de avaliar a fidedignidade dos dados coletados nos postos de atendimento.

    Art. 6 A coleta dos dados cadastrais ser preferentemente realizada por meio do preenchi-mento dos formulrios do Cadnico.

    1 Aps a coleta dos dados da famlia, o formulrio do Cadnico ser assinado pelo entrevis-tado, pelo entrevistador e pelo responsvel pelo cadastramento.

    2 A coleta de dados poder ser realizada eletronicamente, com preenchimento direto no Sistema de Cadastro nico, desde que:

    I - seja efetuada a impresso dos formulrios preenchidos, a serem assinados pelo entrevista-do, pelo entrevistador e pelo responsvel pelo cadastramento; ou

    II - seja utilizada a folha resumo, conforme modelo constante do Anexo I desta Portaria, com a assinatura do entrevistado, do entrevistador e do responsvel pelo cadastramento, que conte-nha, no mnimo, a transcrio das seguintes informaes:

    a) cdigo domiciliar constante do formulrio de cadastramento da verso 6 ou cdigo familiar atribudo pelo Sistema de Cadastro nico da verso 7;

    b) data da entrevista;

    c) endereo de residncia da famlia;

    d) composio familiar com nome completo, Nmero de Identificao Social - NIS, se houver, data de nascimento e renda total do RF e de cada componente da famlia.

    Art. 7 Para a realizao da entrevista e da coleta dos dados, necessrio que a famlia apre-sente os seguintes documentos:

    I - obrigatoriamente para o RF, exceo dos casos de cadastramento diferenciado definidos no Captulo VI desta Portaria:

    a) o nmero de inscrio no Cadastro de Pessoa Fsica - CPF; ou

    b) o nmero do Ttulo de Eleitor.

    II - para os demais componentes da famlia, qualquer documento de identificao previsto no formulrio de cadastramento.

    1 Caso algum componente da famlia no possua documento de identificao ou a Certido de Nascimento, o municpio e o Distrito Federal devero encaminh-lo aos servios de registro civil de pessoas naturais ou para os servios de emisso de documentao civil.

    2 Alm dos documentos indicados no caput, deve ser solicitada ao RF a apresentao de comprovantes de endereo e de matrcula escolar das crianas e adolescentes entre 06 (seis) e 17 (dezessete) anos, caso algum componente esteja frequentando escola.

    3 A ausncia de quaisquer dos comprovantes mencionados no pargrafo anterior no impe-dir o cadastramento da famlia.

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    PORTARIA N 177

    Art. 8 As crianas e os adolescentes em situao de abrigamento por mais de doze meses po-dero ser cadastrados no domiclio de sua famlia, desde que seja emitido parecer do Conselho Tutelar atestando que existem condies para a reintegrao da criana ou adolescente famlia.

    Art. 9 Os formulrios impressos, ou as folhas resumo, sero arquivados em boa guarda por um perodo mnimo de cinco anos, contados da data de encerramento do exerccio em que ocorrer a incluso ou atualizao dos dados relativos s famlias cadastradas, nos termos do 1 do art. 33 do Decreto n 5.209, de 2004.

    Pargrafo nico. Havendo dificuldade de manuteno do arquivo dos formulrios impressos, os formulrios preenchidos podem ser arquivados em meio magntico, conforme definido no caput, desde que possuam as assinaturas do entrevistado, do entrevistador e do responsvel pelo cadastramento.

    Subseo IIDa Incluso de Dados no Cadnico

    Art. 10. A incluso dos dados cadastrais na base nacional do Cadnico ser realizada mediante as seguintes atividades:

    I - digitao dos dados informados pela famlia no Sistema do Cadastro nico;

    II - atribuio do Cdigo Familiar ou Cdigo Domiciliar, conforme a verso do Sistema de Ca-dastro nico em utilizao no municpio e no Distrito Federal; e

    III - localizao ou atribuio de NIS para cada componente da famlia.

    Art. 11. No processamento dos dados cadastrais ser atribudo, para cada componente da famlia, um NIS de carter nico, pessoal e intransfervel.

    Pargrafo nico. O NIS ser atribudo pela Caixa Econmica Federal - CAIXA, de acordo com as regras de unicidade adotadas por este rgo, as quais incluiro, entre suas variveis, sem prejuzo da utilizao de outras:

    I - nome completo da pessoa;

    II - data de nascimento;

    III - nmero de qualquer documento de identificao previsto no Formulrio de Cadastramento; e

    IV - nome completo da me.

    Subseo IIIDa Atualizao e da Revalidao dos Dados

    Art. 12. Os procedimentos de atualizao e revalidao dos registros cadastrais pelo municpio e Distrito Federal tm como objetivo assegurar a unicidade, a completude, a atualidade e a fidedignidade dos dados cadastrais.

    Pargrafo nico. Os procedimentos de que trata o caput requerem a verificao, junto a cada famlia cadastrada, de todas as informaes registradas no respectivo cadastro, o que deve ocorrer pelo menos a cada dois anos, conforme art. 7 do Decreto n 6.135, de 2007.

  • 20

    PORTARIA N 177

    Art. 13. Nos procedimentos de atualizao e revalidao dos dados da famlia prevalecer a informao mais recente de caracterizao de pessoa dentre aquelas inseridas pelo municpio e Distrito Federal e as constantes das bases derivadas de outros sistemas de informaes ge-ridos pela CAIXA.

    Art. 14. A substituio do RF, quando vinculada sua excluso do cadastro da famlia, dever ser efetuada mediante a identificao de qualquer das seguintes situaes:

    I - falecimento do antigo RF, mediante a entrega de cpia da Certido de bito;

    II - separao de fato ou dissoluo de unio estvel, mediante declarao firmada pelo novo RF, sem prejuzo de averiguao por parte do gestor local;

    III - abandono do lar, violncia domstica ou desaparecimento do antigo RF, mediante apre-sentao de Boletim de Ocorrncia.

    1 Quando a substituio do RF derivar da sua invalidez, deve haver a entrega de cpia do respectivo Laudo Mdico.

    2 Na impossibilidade de apresentao de documentao formal que identifique a ocorrn-cia das situaes descritas nos incisos II e III do caput e no 1, a substituio do RF poder ser realizada com a apresentao de parecer atestando o motivo da substituio, elaborado e assinado por servidor vinculado gesto municipal do Cadnico.

    3 Os documentos comprobatrios de que trata este artigo, inclusive o parecer citado no 2 ou sua cpia, devero ser anexados ao formulrio de cadastramento da famlia ou folha resumo, e arquivados durante o perodo de cinco anos, ou digitalizados, conforme disposto no art. 9.

    Art. 15. Quando as informaes especficas das famlias, previstas nas Instrues Normati-vas relativas a cada verso do Sistema de Cadastro nico, mantiverem-se inalteradas, mesmo transcorridos mais de dois anos da data de sua incluso ou ltima atualizao, o municpio e o Distrito Federal devero realizar o procedimento da Revalidao Cadastral, que constitui a confirmao das informaes especficas em relao a todas as pessoas da famlia.

    Pargrafo nico. A revalidao de cadastros produzir os mesmos efeitos da atualizao cadastral.

    Art. 16. Nos casos em que a famlia mudar de municpio, a gesto local do municpio de origem dever, sempre que possvel, orient-la a se apresentar ao rgo responsvel pelo Cadnico no municpio de destino, munida dos documentos necessrios realizao do procedimento de atualizao cadastral.

    Pargrafo nico. A mudana da famlia de um municpio ou de uma das regies administrativas do Distrito Federal ensejar a coleta dos dados pelo municpio de destino mediante a presena do RF e a apresentao dos respectivos documentos de identificao dos integrantes da fam-lia, conforme os procedimentos dispostos em Instruo Normativa especfica.

    Seo IIDa Excluso de Cadastros

    Art. 17. O municpio e o Distrito Federal efetuaro a excluso de pessoa da base do Cadnico quando ocorrer quaisquer das seguintes situaes:

  • 21

    PORTARIA N 177

    I - falecimento da pessoa;

    II - desligamento da pessoa da famlia em que est cadastrada;

    III - Solicitao da pessoa; e

    IV - deciso judicial.

    Pargrafo nico. Para cada pessoa excluda, deve ser preenchida a Ficha de Excluso de Pes-soa, conforme Anexo II desta Portaria.

    Art. 18. O municpio e o Distrito Federal apenas efetuaro a excluso do cadastro da famlia da base do Cadnico quando ocorrer quaisquer das seguintes situaes:

    I - falecimento de toda a famlia, considerando-se para esse efeito a definio de famlia con-tida no inciso I do art. 2;

    II - recusa da famlia em prestar informaes;

    III - omisso ou prestao de informaes inverdicas pela famlia, por comprovada m-f;

    IV - solicitao da famlia;

    V - deciso judicial; ou

    VI - no localizao da famlia para atualizao ou revalidao cadastral, por perodo igual ou superior a quatro anos contados da incluso ou da ltima atualizao cadastral.

    1 O Municpio e o Distrito Federal podero efetuar a excluso do cadastro de famlia cuja renda seja superior estabelecida no inciso II do art. 4 do Decreto 6.135, de 2007, ressalva-dos os casos cobertos pelo 1 do art. 6 do referido Decreto.

    2 Nos casos previstos neste artigo, a excluso dever ser realizada aps a emisso de pare-cer, conforme modelo constante do Anexo III desta Portaria, elaborado e assinado por servidor pblico vinculado gesto local do Cadnico, atestando a ocorrncia do motivo da excluso.

    3 Na hiptese do inciso VI, o parecer dever conter tambm o registro de que a famlia foi procurada por pelo menos duas vezes durante o perodo de quatro anos contados da incluso ou da ltima atualizao cadastral, sem ter sido localizada, o que motivou a excluso de seu cadastro.

    Art. 19. Os documentos comprobatrios dos motivos da excluso do cadastro da pessoa ou da famlia, inclusive o parecer de que trata o 1 do art. 18 ou sua cpia, devero ser anexados ao formulrio de cadastramento da famlia, ou folha resumo, e arquivados durante o perodo de cinco anos, ou ainda digitalizados, conforme disposto no art. 9.

    Seo IIIDa Administrao da Base de Dados do Cadnico.

    Art. 20. A administrao da base de dados do Cadnico, em mbito federal, ser realizada pela SENARC com o apoio operacional da CAIXA e de outras entidades contratadas ou conveniadas, se necessrio.

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    PORTARIA N 177

    Art. 21. Em mbito local, a administrao da base de dados do Cadnico ser realizada pelo municpio e pelo Distrito Federal, nos termos de sua adeso, regulamentada pela Portaria GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005, e ser disciplinada por Instrues Normativas especficas.

    Seo IVDas Medidas de Controle e Preveno de Fraudes e Inconsistncias Cadastrais

    Art. 22. Cabe ao municpio e ao Distrito Federal responder pela integridade e veracidade dos dados das famlias cadastradas.

    Art. 23. Havendo evidncias de omisso de informaes ou de prestao de informaes inve-rdicas pela famlia, o municpio e o Distrito Federal adotaro as providncias necessrias para apurao dos fatos e averiguao da fidedignidade dos dados cadastrados.

    1 Caso persistam dvidas acerca da integridade e veracidade dos dados declarados pela fam-lia, mesmo aps a averiguao por parte do municpio e do Distrito Federal, dever ser solicitada ao RF a assinatura de termo especfico, por meio do qual assuma a responsabilidade pela veraci-dade das informaes coletadas, o qual dever conter, pelo menos, os seguintes itens:

    I - relao dos componentes da unidade familiar sob sua responsabilidade que no tenham como comprovar a renda declarada;

    II - cincia de que a omisso da verdade e a prestao de informaes inverdicas tero reflexo sobre os benefcios concedidos com base nos dados constantes de seu cadastro; e

    III - compromisso de atualizar o cadastro de sua famlia, sempre que houver alguma alterao em sua composio, situao socioeconmica e endereo de residncia, informando tais mu-danas ao gestor local do Cadnico e do Programa Bolsa Famlia - PBF.

    2 O termo a que se refere o 1 dever ser anexado ao formulrio de cadastramento da fa-mlia ou Folha Resumo, e arquivado durante o perodo de cinco anos, ou ainda digitalizados, conforme disposto no art. 9.

    Seo VDo Cadastramento Diferenciado

    Art. 24. Cadastramento diferenciado refere-se ao processo de coleta de dados e incluso, no Cadnico, de informaes de famlias que apresentem caractersticas socioculturais e/ou eco-nmicas especficas que demandem formas especiais de cadastramento.

    1 O cadastramento diferenciado ser aplicado aos seguintes segmentos populacionais:

    I - comunidades quilombolas;

    II - povos indgenas;

    III - famlias em situao de rua; e

    IV - pessoas resgatadas de trabalho em condio anloga de escravido.

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    PORTARIA N 177

    2 A SENARC poder definir estratgias, estabelecer articulaes e fixar procedimentos de cadastramento diferenciados para outros segmentos populacionais especficos, em conside-rao s suas particularidades.

    3 No cadastramento de famlias quilombolas e indgenas, no obrigatria a apresentao de CPF ou Ttulo de Eleitor para o RF, devendo ser apresentado qualquer outro documento de identificao previsto no Formulrio Principal de Cadastramento.

    4 O indgena que no possuir documento poder apresentar a Certido Administrativa de Nascimento - RANI, expedida pela Fundao Nacional do ndio - FUNAI.

    5 Para incluso de famlias em situao de rua no Cadnico, ser utilizado o endereo do equipamento de assistncia social de referncia e, na ausncia deste, o endereo da institui-o de acolhimento.

    Seo VIDas Atribuies no mbito da Gesto do Cadnico

    Art. 25. Cabe SENARC, entre outras atribuies:

    I - coordenar, acompanhar e supervisionar, no mbito federal, a gesto, a implantao e a execuo do Cadnico;

    II - articular os processos de capacitao de gestores e de outros agentes pblicos envolvidos com a operao do Cadnico;

    III - autorizar o envio de formulrios de coleta de dados, mediante solicitao formal feita pelo municpio e pelo Distrito Federal;

    IV - avaliar a conformidade e qualidade do Cadnico, definindo estratgias para assegurar a veracidade e aumentar a qualidade das informaes nele registradas;

    V - fomentar o uso do Cadnico por outros rgos do Governo Federal, pelos Estados, Distrito Federal e Municpios, nas situaes em que seu uso no for obrigatrio, como ferramenta de planejamento e integrao de polticas pblicas voltadas populao de baixa renda;

    VI - emitir regulamentos e outras instrues sobre o Cadnico para subsidiar procedimentos necessrios sua operacionalizao;

    VII - disponibilizar atendimento aos governos locais para esclarecimentos de dvidas referen-tes ao Cadnico;

    VIII - adotar medidas de controle e preveno de fraudes ou inconsistncias cadastrais, dispo-nibilizando canais para o recebimento de denncias;

    IX - promover, por meio da articulao com outros setores do MDS ou com outros rgos do Governo Federal, aperfeioamentos do formulrio e do sistema de informaes do Cadnico, visando melhoria da qualidade das informaes coletadas;

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    PORTARIA N 177

    X - disponibilizar para os Estados, periodicamente, a base de dados dos municpios situados em seu territrio, observado o disposto no Decreto n 6.135, de 2007, especialmente no que toca ao sigilo dos dados;

    XI - disponibilizar acesso s bases de dados do Cadnico para outras secretarias e rgos do MDS, bem como para outros rgos do Poder Executivo Federal e terceiros, observado o dis-posto no Decreto n 6.135, de 2007, especialmente no que toca ao sigilo dos dados;

    XII - adotar procedimentos de fiscalizao e controle, com intuito de detectar falhas ou irregu-laridades nos dados cadastrais.

    Art. 26. A gesto do Cadnico, no mbito estadual, deve seguir as seguintes diretrizes, con-forme estabelecido no Pacto de Aprimoramento da Gesto dos Estados e do Distrito Federal celebrado pelo estado nos termos da Portaria MDS n 350, de 3 de outubro de 2007 e no Termo de Adeso ao PBF celebrado pelo estado nos termos da Portaria MDS n 256, de 19 de maro de 2010:

    I - promoo, em sua rea de abrangncia, da utilizao do Cadnico como ferramenta de pla-nejamento e integrao de polticas pblicas estaduais voltadas populao de baixa renda;

    II - disponibilizao de apoio tcnico aos municpios na gesto do Cadnico;

    III - coordenao, gerenciamento, execuo e co-financiamento de programas de capacitao de gestores do Cadnico, bem como profissionais, conselheiros e prestadores de servios en-volvidos na gesto e operacionalizao do mesmo;

    IV - proposio SENARC de estratgias para aperfeioar a qualidade dos dados registrados no Cadnico;

    V - implementao de estratgias, desenvolvidas pela SENARC ou no prprio mbito estadual, em parceria com municpios e/ou rgos representativos dos respectivos segmentos popula-cionais, para o cadastramento de povos indgenas e comunidades quilombolas; e

    VI - implementao de estratgia, desenvolvida pela SENARC ou no prprio mbito estadual, de apoio ao acesso da populao de baixa renda, inclusive indgenas e quilombolas, docu-mentao civil, com prioridade para o registro civil de nascimento.

    Pargrafo nico. Fica delegada ao () Secretrio (a) Nacional de Renda de Cidadania compe-tncia para, se necessrio, celebrar termos aditivos aos Termos de Adeso ao PBF celebrados pelos estados nos termos da Portaria GM/MDS n 256, de 2010, ou celebrar novos Termos de Adeso com aqueles estados que ainda no o tenham feito, com vistas a contemplar, dentre as atribuies do rgo gestor estadual do Cadnico, as constantes deste artigo.

    Art. 27. No mbito dos municpios e Distrito Federal, a gesto do Cadnico ser executada de acordo com os termos da Portaria GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005, mediante as seguintes atividades:

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    PORTARIA N 177

    I - identificao das famlias a serem cadastradas e coleta de seus dados nos formulrios especficos;

    II - digitao, no Sistema de Cadastro nico, dos dados coletados nos formulrios de cadastra-mento, acompanhando o processamento realizado pela CAIXA;

    III - atualizao dos registros cadastrais, sempre que houver modificao nos dados das famlias, ou revalidao dos mesmos, confirmando que as informaes especficas se mantiveram inalteradas;

    IV - promoo da utilizao dos dados do Cadnico para o planejamento e gesto de polticas pblicas locais voltadas populao de baixa renda, executadas no mbito do municpio ou Distrito Federal;

    V - adoo de medidas para o controle e a preveno de fraudes ou inconsistncias cadastrais, disponibilizando, ainda, canais para o recebimento de denncias;

    VI - adoo de procedimentos que certifiquem a veracidade dos dados;

    VII - zelo pela guarda e sigilo das informaes coletadas e digitadas, nos termos do art. 8 do Decreto n 6.135, de 2007;

    VIII - disponibilizao s Instncias de Controle Social - ICS de acesso aos formulrios do Ca-dnico e aos dados e informaes constantes em sistema informatizado desenvolvido para gesto, controle e acompanhamento do PBF e dos Programas Remanescentes, bem como as informaes relacionadas s condicionalidades; e

    IX - encaminhamento s ICS:

    a) do resultado das aes de atualizao cadastral efetuadas pelo municpio, motivadas por inconsistncia de informaes constantes no cadastro da famlia;

    b) de cpias dos termos de responsabilidade previstos no 1 do art. 23, assinados pelo RF, quando se aplicar; e

    c) de cpias dos pareceres previstos no 1 do art. 18, quando se aplicar.

    Pargrafo nico. Fica delegada ao () Secretrio (a) Nacional de Renda de Cidadania compe-tncia para celebrar termos aditivos aos Termos de Adeso ao PBF e ao Cadnico celebrados pelos municpios e Distrito Federal nos termos da Portaria GM/MDS n 246, de 2005, ou cele-brar novos Termos de Adeso com aqueles entes que ainda no o tenham feito, com vistas a complementar as atribuies previstas neste artigo.

    Art. 28. As atribuies da CAIXA na implementao do Cadnico sero dispostas em contrato especfico de prestao de servios a ser firmado com o Governo Federal.

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    PORTARIA N 177

    CAPTULO IIIDISPOSIES FINAIS

    Art. 29. Os procedimentos de coleta dos dados da famlia, de incluso no Cadnico, bem como os de atualizao e revalidao de dados cadastrais sero detalhados em Instrues Normativas especficas, em observncia s especificidades e diferenas entre o Aplicativo de Entrada e Ma-nuteno de Dados do Cadastro nico - Verso 6.05, e o Sistema de Cadastro nico - Verso 7.

    Art. 30. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    Art. 31. Fica revogada a Portaria GM/MDS n 376, de 16 de outubro de 2008.

    TEREZA CAMPELLO

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    PORTARIA N 177

    ANEXO I - FOLHA RESUMO CADASTRO NICO - V7

    I - INFORMAES RELATIVAS AO CADASTRO DA FAMLIA

    1.01 - CDIGO FAMILIAR: 1.10 - DATA DA ENTREVISTA: / /

    RENDA PER CAPITA DA FAMLIA: R$

    II - ENDEREO DA FAMLIA

    1.11 - LOCALIDADE:

    1.12 - TIPO: 1.13 - TTULO:

    1.14 - NOME:

    1.15 - NMERO: 1.16 - COMPLEMENTO DO NMERO:

    1.17 - COMPLEMENTO ADICIONAL:

    1.18 - CEP: 1.20 - REFERNCIA PARA LOCALIZAO:

    III - COMPONENTES DA FAMLIA

    4.02 - NOME COMPLETO:

    4.03 - NIS: 4.06 - DATA DE NASCIMENTO: / /

    4.07 - PARENTESCO COM RESPONSVEL FAMILIAR:

    4.02 - NOME COMPLETO:

    4.03 - NIS: 4.06 - DATA DE NASCIMENTO: / /

    4.07 - PARENTESCO COM RESPONSVEL FAMILIAR:

    4.02 - NOME COMPLETO:

    4.03 - NIS: 4.06 - DATA DE NASCIMENTO: / /

    4.07 - PARENTESCO COM RESPONSVEL FAMILIAR:

    4.02 - NOME COMPLETO:

    4.03 - NIS: 4.06 - DATA DE NASCIMENTO: / /

    4.07 - PARENTESCO COM RESPONSVEL FAMILIAR:

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    PORTARIA N 177

    4.02 - NOME COMPLETO:

    4.03 - NIS: 4.06 - DATA DE NASCIMENTO: / /

    4.07 - PARENTESCO COM RESPONSVEL FAMILIAR:

    4.02 - NOME COMPLETO:

    4.03 - NIS: 4.06 - DATA DE NASCIMENTO: / /

    4.07 - PARENTESCO COM RESPONSVEL FAMILIAR:

    Local e data

    Assinatura do Responsvel pela Unidade Familiar (RF)

    Assinatura do entrevistador / Responsvel pelo cadastramento

    Caso o RF no saiba assinar, o entrevistador registrar a expresso A ROGO e, a seguir, o nome do RF.

    (A ROGO a expresso jurdica utilizada para indicar que a identificao, substituindo a assinatura, foi delegada

    a outra pessoa)

  • 29

    PORTARIA N 177

    ANEXO II - FICHA DE EXCLUSO DE PESSOA

    Cdigo domiciliar ou cdigo familiar:

    NIS do Responsvel pela Unidade Familiar (RF):

    Data da excluso: / /

    Nome da Pessoa:

    NIS de Pessoa:

    Motivo da excluso:

    ( ) Falecimento da pessoa

    ( ) Desligamento da pessoa da famlia em que est cadastrada

    ( ) Solicitao da pessoa

    ( ) Deciso judicial

    (Local ), (data)

    Assinatura do Responsvel pela Unidade Familiar (RF)

    Assinatura do entrevistador / Responsvel pelo cadastramento

    Caso o RF no saiba assinar, o entrevistador registrar a expresso A ROGO e, a seguir, o nome do RF.

    (A ROGO a expresso jurdica utilizada para indicar que a identificao, substituindo a assinatura, foi delegada

    a outra pessoa)

  • 30

    PORTARIA N 177

    ANEXO III - FICHA DE EXLUSO DA FAMLIA

    Cdigo domiciliar ou cdigo familiar:

    NIS do Responsvel pela Unidade Familiar (RF):

    Data da excluso: / /

    Motivo da excluso:

    ( ) Falecimento de toda a famlia

    ( ) Recusa da famlia em prestar informaes

    ( ) Omisso ou prestao de informaes inverdicas pela famlia

    ( ) Solicitao da famlia

    ( ) Deciso judicial

    ( ) No localizao da famlia por perodo igual ou superior a 4 anos

    ( ) Outro:

    Parecer/Observaes:

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    PORTARIA N 177

    (Local ), (data)

    Assinatura do Responsvel pela Unidade Familiar (RF)

    Assinatura do entrevistador / Responsvel pelo cadastramento

    Caso o RF no saiba assinar, o entrevistador registrar a expresso A ROGO e, a seguir, o nome do RF.

    (A ROGO a expresso jurdica utilizada para indicar que a identificao, substituindo a assinatura, foi delegada

    a outra pessoa)

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    PORTARIA N 10, DE 30 DE JANEIRO DE 2012

    Disciplina critrios e procedimentos para a dispo-nibilizao e a utilizao de informaes contidas no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico, institudo pelo Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007.

    A MINISTRA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe conferem o art. 87, pargrafo nico, II, da Constituio, o art. 27, II da Lei n 10.683, de 28 de maio de 2003, o art. 1 do Anexo I do Decreto n 7.079, de 26 de janei-ro de 2010, o art. 2, V, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e ainda o art. 5, II do Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007.

    CONSIDERANDO a previso de sigilo dos dados contidos no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal, bem como as finalidades da sua utilizao, conforme disposto no artigo 8 do Decreto 6.135, de 26 de junho de 2007;

    CONSIDERANDO as demandas por parte de setores da sociedade e do Poder Pblico para a obteno e a utilizao dos dados das famlias constantes na base do Cadnico; e

    CONSIDERANDO a necessidade de tornar pblicos os critrios e os procedimentos para a ces-so e a utilizao destes dados, resolve:

    Art. 1 Disciplinar os critrios e procedimentos para a disponibilizao e utilizao de dados constantes do Cadastro nico de Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico, institudo pelo Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007.

    Pargrafo nico. A cesso e utilizao dos dados a que se refere este artigo sero pautadas pelo respeito dignidade do cidado e sua privacidade.

    Art. 2 As informaes constantes do Cadnico que no permitam a identificao de pessoas e famlias nele inscritas podero ser cedidas, mediante solicitao formal enviada Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome - SENARC/MDS.

    1 A solicitao supracitada deve esclarecer a finalidade da utilizao dos dados e apresentar justificativas que motivem a sua cesso.

    2 O recurso da criptografia ser utilizado nos casos em que o nvel de desagregao da infor-mao requerida tratar-se de famlia ou pessoa cadastrada.

    3 A cesso dos dados a que se refere o caput ato discricionrio do MDS.

    Art. 3 Os dados de identificao podero ser fornecidos pela SENARC, desde que observados os procedimentos e diretrizes estabelecidos nos artigos 6 a 11 desta Portaria.

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    PORTARIA N 10

    Art. 4 Os dados de identificao dos indivduos e famlias registrados no Cadnico so sigilo-sos e somente podero ser utilizados para as seguintes finalidades:

    I - formulao e gesto de polticas pblicas; e

    II - realizao de estudos e pesquisas.

    Art. 5 Constituem dados de identificao dos indivduos e das famlias:

    I - nome;

    II - documentos pessoais;

    III - endereo;

    IV - Nmero de Identificao Social - NIS;

    V - cdigo da famlia; e/ou

    VI - nmero de telefone fixo e mvel.

    Art. 6 A SENARC ceder os dados identificados do Cadnico para utilizao por parte de r-gos e entidades da Administrao Pblica Federal responsveis pela implementao de pro-gramas sociais a que se refere o art. 2 do Decreto n 6.135, de 2007.

    1 A cesso a que se refere o caput est condicionada ao recebimento, pela SENARC, de soli-citao formal do rgo ou entidade interessada, da qual constem:

    I - as justificativas para a cesso dos dados, com a especificao dos programas ou projetos em que sero utilizados, a identificao das informaes solicitadas e a periodicidade com a qual devero ser disponibilizadas pela SENARC; e

    II - termos de responsabilidade e de compromisso de manuteno de sigilo assinados pelo representante legal da instituio e pelos tcnicos que tero acesso aos dados solicitados, conforme modelos constantes, respectivamente, dos Anexo I e IV.

    2 Aps o recebimento da documentao referida neste artigo, a SENARC formalizar proces-so administrativo e se manifestar a respeito da completude dos documentos apresentados e do atendimento aos requisitos estabelecidos no Decreto n 6.135, de 2007 e nesta Portaria.

    3 As disposies deste artigo aplicam-se tambm cesso dos dados do Cadnico a con-cessionrias e permissionrias de servios pblicos, paraestatais e outras instituies, pblicas ou privadas, legalmente responsveis pela implementao dos programas referidos no art. 2 do Decreto n 6.135, de 2007, vinculando-se a utilizao dos dados exclusivamente execuo desses programas.

    4 Nos casos mencionados no pargrafo anterior, alm dos requisitos previstos no 1 do art. 6 desta Portaria, deve ser apresentado SENARC o instrumento formal que comprove a responsabilidade legal do rgo ou instituio pela implementao dos programas referidos no art. 2 do Decreto n 6.135, de 2007.

    Art. 7 A SENARC poder ceder os dados identificados do Cadnico a rgos e entidades da Administrao Pblica Federal, para sua utilizao em polticas pblicas que no tenham o

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    PORTARIA N 10

    Cadnico como instrumento obrigatrio de seleo ou acompanhamento de beneficirios, mediante solicitao formal na qual restem claras as finalidades da utilizao dos dados, ob-servando as exigncias indicadas no 1 do artigo 6 desta Portaria.

    Pargrafo nico. Aps o recebimento da documentao referida neste artigo, a SENARC formali-zar processo administrativo e se manifestar pelo deferimento ou indeferimento do pedido, con-forme o atendimento aos requisitos estabelecidos no Decreto n 6.135, de 2007 e nesta Portaria.

    Art. 8 Os rgos e entidades da Administrao Pblica Federal podero disponibilizar acesso aos dados identificados do Cadnico, cedidos pela SENARC, a instituies com as quais te-nham vnculo legal e que estejam responsveis pela execuo dos programas que esto sob sua gesto, mediante:

    I - autorizao formal da SENARC;

    II - estabelecimento de instrumento que formalize o repasse dos dados instituio executora, responsabilizando-a pelo sigilo e pela confidencialidade destes;

    III - implementao de poltica e mecanismos de segurana da informao que identifique e responsabilize cada indivduo vinculado instituio que tenha acesso aos dados identificados.

    Art. 9 A cesso e o uso de dados identificados do Cadnico por parte de organismos interna-cionais, organizaes da sociedade civil e empresas privadas no abrangidas no 3 do art. 6 desta Portaria podero ocorrer, a critrio da SENARC, por meio de estabelecimento de Acordo de Cooperao Tcnica.

    Art. 10. Os rgos e entidades indicados nos artigos 6, 7, 8 e 9 desta Portaria devem com-prometer-se a informar a SENARC sobre a substituio dos signatrios dos Termos de Respon-sabilidade, tal como dos responsveis pelo acompanhamento dos Planos de Trabalho relacio-nados aos Acordos de Cooperao Tcnica estabelecidos.

    Art. 11. A SENARC poder ceder dados identificados do Cadnico a instituies de ensino, ins-titutos de pesquisas e pesquisadores para a realizao de estudos e pesquisas.

    1 A cesso dos dados est condicionada apresentao, pela instituio, de solicitao for-mal, acompanhada dos seguintes documentos:

    I - projeto de pesquisa que abranja:

    a) justificativa para a necessidade de acesso aos dados do Cadnico para a realizao do estu-do ou pesquisa;

    b) indicao das variveis existentes na base de dados do Cadnico que sero utilizadas e dos motivos que justifiquem a necessidade da informao identificada;

    c) informao da referncia temporal a ser considerada na gerao dos dados.

    II - termo de responsabilidade e de compromisso de manuteno de sigilo assinados, conforme modelos constantes dos anexos II e IV, por meio do qual a instituio de ensino ou o instituto de pesquisa compromete-se a utilizar os dados disponibilizados, exclusivamente, para as necessida-des do projeto de pesquisa apresentado, ficando estabelecida a obrigatoriedade da guarda do sigilo das informaes e vedada qualquer outra forma de utilizao ou cesso a terceiros.

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    PORTARIA N 10

    2 No caso de solicitao apresentada por pesquisador individual, a documentao formal enviada SENARC deve conter, alm do projeto descrito no inciso I do pargrafo anterior:

    I - termo de responsabilidade assinado, conforme modelo constante do anexo III, por meio do qual o pesquisador compromete-se a utilizar os dados disponibilizados, exclusivamente, para as necessidades do projeto de pesquisa apresentado, ficando estabelecida a obrigatoriedade da guarda do sigilo das informaes e vedada qualquer forma de utilizao ou cesso a terceiros; e

    II - carta de apresentao que comprove sua vinculao instituio de ensino ou pesquisa, assinada pelo orientador acadmico ou responsvel pela instituio.

    3 Aps o recebimento da documentao a que se refere este artigo, a SENARC proceder na forma disciplinada no pargrafo nico do art. 7.

    4 Na hiptese de deferimento da solicitao, a SENARC disponibilizar ao requerente o ar-quivo contendo as informaes solicitadas, de acordo com o formato e o leiaute acordado en-tre as partes, mediante entrega do Termo de Recebimento assinado pelo solicitante SENARC, conforme modelo constante do Anexo V.

    5 O requerimento de informaes adicionais necessrias realizao de projeto de estudo ou pesquisa cuja solicitao de dados do Cadnico j foi deferida pela SENARC:

    I - ensejar aditivo ao processo administrativo inicial, dispensando a reapresentao da docu-mentao indicada nos 1 e 2;

    II - observar, contudo, as demais exigncias indicadas neste artigo, inclusive a necessidade de manifestao da SENARC, na forma do 3.

    6 Assim que o estudo ou a pesquisa forem concludos e o respectivo relatrio tiver sido fina-lizado, o solicitante dever enviar cpia SENARC, em formato impresso e eletrnico.

    Art. 12. A utilizao indevida dos dados disponibilizados na forma desta Portaria acarretar a aplicao de sano administrativa, civil e penal na forma da lei.

    Pargrafo nico. Entende-se como utilizao indevida toda e qualquer exposio de dados que represente violao privacidade das famlias e pessoas que constam na base de dados do Cadastro nico, estando vedado o repasse de dados de identificao dos cidados e famlias cadastrados, para pessoas fsicas, jurdicas ou para a sociedade em geral, sem motivaes fun-damentadas em legislao ou deciso judicial.

    Art. 13. Os rgos gestores do Cadnico no mbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios somente podero ceder a terceiros os dados cadastrais, referentes sua esfera administrativa, observando as disposies desta Portaria.

    Art. 14. Os casos omissos nesta Portaria sero dirimidos pela SENARC.

    Art. 15. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    TEREZA CAMPELLO

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    PORTARIA N 10

    ANEXO I

    TERMO DE RESPONSABILIDADE

    Termo de Responsabilidade pela utilizao de dados identificados do Cadastro nico de Progra-mas Sociais do Governo Federal, regulamentado pelo Decreto n. 6.135, de 26 de julho de 2007.

    O/A (nome da Instituio ou do delegatrio), com sede estabelecida na (endereo), localizada(o) em (nome da cidade e do pas), doravante chamado(a) de SIGNATRIO(A), neste ato representado(a) por (nome do Ministro(a), Presidente, Diretor(a)), (nacionalidade), RG n xxx expedido pela (sigla do rgo expedidor)/(UF), e CPF n XXX.XXX.XXX-XX, firma o presente TERMO DE RESPONSABILI-DADE, que disciplina a utilizao da base de dados do Cadastro nico de Programas Sociais do Governo Federal (Cadnico) mediante as clusulas e condies descritas a seguir.

    CLUSULA PRIMEIRA DO OBJETO

    O presente termo estabelece as regras que regulam a utilizao dos dados identificados do Cadastro nico, pelo(a) SIGNATRIO(A), sem prejuzo dos parmetros legais vigentes.

    CLUSULA SEGUNDA - DAS OBRIGAES DO SIGNATRIO

    O(A) SIGNATRIO(A) compromete-se, por meio do presente Termo, a utilizar os dados iden-tificados do Cadastro nico exclusivamente para a identificao e seleo dos beneficirios do Programa (nome do Programa), bem como para a sua gesto, e a guardar sigilo sobre o contedo solicitado.

    O(A) SIGNATRIO(A) poder permitir o acesso aos dados disponibilizados, mediante assinatura de Termo de Compromisso de Manuteno de Sigilo, somente aos servidores e tcnicos assim identificados:

    (Nome) (CPF)

    (Nome) (CPF)

    (Nome) (CPF)

    (Nome) (CPF)

    O(A) SIGNATRIO(A) compromete-se a no disponibilizar e/ou ceder os dados a terceiros que no sejam legalmente responsveis pela implementao e operacionalizao do Programa (nome do programa).

    O(A) SIGNATRIO(A) poder ceder os dados a instituies com as quais tenham vnculo legal e que estejam responsveis pela execuo do programa supracitado, mediante:

    I - Envio do instrumento formal que comprova a responsabilidade legal da instituio pela im-plementao do referido programa;

  • 37

    PORTARIA N 10

    II - Autorizao formal da SENARC;

    III - Estabelecimento de instrumento que formalize o repasse dos dados instituio executora, responsabilizando-a pelo sigilo e pela confidencialidade destes;

    IV - Implementao de poltica e mecanismos de segurana da informao que identifique e responsabilize cada indivduo vinculado instituio que tenha acesso aos dados identifica-dos.

    O(A) SIGNATRIO(A) compromete-se a informar a SENARC sobre a substituio do responsvel pelo presente Termo e pelo(s) Termo(s) de Compromisso de Manuteno do Sigilo.

    CLUSULA TERCEIRA - DAS PENALIDADES

    O(A) SIGNATRIO(A), bem como os servidores, tcnicos e instituies envolvidos na imple-mentao e operacionalizao do referido Programa, respondero civil e criminalmente pela utilizao dos dados identificados do Cadastro nico para fins diversos do previsto na Clusula Segunda deste Termo, e por quaisquer danos causados pela divulgao inadequada de infor-maes contidas no Cadastro nico.

    E, por estar de pleno acordo, firma o presente Termo, em 3 (trs) vias de igual teor e forma.

    (Local), de de 20

    (nome do Ministro(a), Presidente, Diretor(a))

    (CPF)

  • 38

    PORTARIA N 10

    ANEXO II

    TERMO DE RESPONSABILIDADE

    Termo de Responsabilidade pela utilizao da Base de Dados do Cadastro nico de Programas Sociais do Governo Federal, regulamentado pelo Decreto n. 6.135, de 26 de julho de 2007.

    A/O (nome do instituto/universidade/empresa), com sede estabelecida na(o) (endereo), localizada(o) em (nome da cidade e do pas), doravante chamada(o) de SIGNATRIA(O), neste ato representada(o) por (nome do solicitante), (tipo de vnculo com a instituio - por exem-plo, professor adjunto em regime de dedicao exclusiva), (nacionalidade), RG n xxx expedido pela (sigla do rgo expedidor)/(UF), e CPF n XXX.XXX.XXX-XX, firma o presente TERMO DE RESPONSABILIDADE, que disciplina a utilizao dos dados identificados do Cadastro nico de Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro nico) mediante as clusulas e condies descritas a seguir.

    CLUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO

    O presente termo estabelece as regras que regulam a utilizao dos dados identificados do Cadastro nico, pela(o) SIGNATRIA(O), sem prejuzo dos parmetros legais vigentes.

    CLUSULA SEGUNDA - DAS OBRIGAES DO SIGNATRIO

    A(O) SIGNATRIA(O) compromete-se, por meio do presente Termo, a utilizar os dados iden-tificados do Cadastro nico exclusivamente para as consultas e estudos acadmicos e de in-teresse do projeto (nome do projeto), e a guardar sigilo sobre o contedo solicitado, sendo vedada qualquer forma de disponibilizao e/ou cesso a terceiros.

    A(O) SIGNATRIA(O) poder permitir o acesso aos dados disponibilizados, mediante assinatura de Termo de Compromisso e Manuteno do Sigilo (modelo anexo), somente aos pesquisado-res vinculados ao projeto supramencionado, assim identificados:

    (Nome) (CPF)

    (Nome) (CPF)

    (Nome) (CPF)

    (Nome) (CPF)

    A(O) SIGNATRIA(O) compromete-se a enviar, ao MDS, cpia do relatrio produzido, em for-mato impresso e eletrnico, assim que o estudo tiver sido finalizado.

  • 39

    PORTARIA N 10

    CLUSULA TERCEIRA - DAS PENALIDADES

    A(O) SIGNATRIA(O), bem como os pesquisadores envolvidos no projeto, responder civil e criminalmente pela utilizao do banco de dados do Cadastro nico para fins diversos do pre-visto na Clusula Segunda, e por quaisquer danos causados pela divulgao inadequada de informaes contidas no Cadastro nico.

    E, por estar de pleno acordo, firma o presente Termo, em 3 (trs) vias de igual teor e forma.

    (Local), de de 20

    (nome do representante da instituio de ensino/instituto de pesquisa)

    (CPF)

  • 40

    PORTARIA N 10

    ANEXO III

    TERMO DE RESPONSABILIDADE

    Termo de Responsabilidade pela utilizao dos dados identificados do Cadastro nico de Programas Sociais do Governo Federal, regulamentado pelo Decreto n. 6.135, de 26 de julho de 2007.

    (nome do pesquisador), (nacionalidade), RG n xxx expedido pela (sigla do rgo expedidor)/(UF), e CPF n XXX.XXX.XXX-XX, firma o presente TERMO DE RESPONSABILIDADE, que discipli-na a utilizao dos dados identificados do Cadastro nico de Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro nico) mediante as clusulas e condies descritas a seguir.

    CLUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO

    O presente termo estabelece as regras que regulam a utilizao dos dados identificados do Cadastro nico, pelo(a) SIGNATRIO(A), sem prejuzo dos parmetros legais vigentes.

    CLUSULA SEGUNDA - DAS OBRIGAES DO SIGNATRIO

    O(A) SIGNATRIO(A) compromete-se, por meio do presente Termo, a utilizar os dados iden-tificados do Cadastro nico exclusivamente para as consultas e estudos acadmicos e de in-teresse do projeto (nome do projeto), e a guardar sigilo sobre o contedo solicitado, sendo vedada qualquer forma de disponibilizao e/ou cesso a terceiros.

    O(A) SIGNATRIO(A) compromete-se a enviar, ao MDS, cpia do relatrio produzido, em for-mato impresso e eletrnico, assim que o estudo tiver sido finalizado.

    CLUSULA TERCEIRA - DAS PENALIDADES

    O(A) SIGNATRIO(A) responder civil e criminalmente pela utilizao dos dados identificados do Cadastro nico para fins diversos do previsto na Clusula Segunda, e por quaisquer danos causados pela divulgao inadequada de informaes contidas no Cadastro nico.

    E, por estar de pleno acordo, firma o presente Termo, em 3 (trs) vias de igual teor e forma.

    (Local), de de 20

    (nome do solicitante)

    (CPF)

  • 41

    PORTARIA N 10

    ANEXO IV

    MINISTRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME - MDS

    NOME DO RGO / DA ENTIDADE

    TERMO DE COMPROMISSO DE MANUTENO DE SIGILO

    Eu, (nome), (cargo, funo/setor onde trabalha), (n CPF), declaro estar ciente da habilitao que me foi conferida para manuseio de dados identificados do Cadastro nico de Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico/MDS.

    No tocante s atribuies a mim conferidas, no mbito do Termo de Responsabilidade acima referido, comprometo-me a:

    a) manusear as bases de dados identificados do Cadastro nico de Programas Sociais do Go-verno Federal apenas por necessidade de servio, ou em caso de determinao expressa, des-de que legal, de superior hierrquico;

    b) manter a absoluta cautela quando da exibio de dados em tela, impressora, ou, ainda, na gravao em meios eletrnicos, a fim de evitar que deles venham a tomar cincia pessoas no autorizadas;

    c) no me ausentar do terminal sem encerrar a sesso de uso das bases, garantindo assim a impossibilidade de acesso indevido por pessoas no autorizadas; e

    d) manter sigilo dos dados ou informaes sigilosas obtidas por fora de minhas atribuies, abstendo-me de revel-los ou divulg-los, sob pena de incorrer nas sanes civis e penais de-correntes de eventual divulgao.

    Braslia (DF), de de 20

    (assinatura)

    (nome)

    (cargo/funo/setor)

    (n do CPF)

  • 42

    PORTARIA N 10

    ANEXO V

    TERMO DE RECEBIMENTO

    Recebi do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome (Secretaria Nacional de Renda de Cidadania / Departamento do Cadastro nico), em (ms de recebimento) de (ano de recebimento), os seguintes arquivos de dados:

    -

    -

    (Local de recebimento), de de 20

    (Nome)

    (cargo)

    (CPF / documento de identificao)

    (Instituio qual est vinculado)

    Ao Departamento do Cadastro nico

    Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - Senarc

    Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome - MDS

  • 43

    INSTRUO NORMATIVA N 002/SENARC/MDS, DE 26 DE AGOSTO DE 2011

    Estabelece as definies tcnicas e os procedimentos operacionais necessrios para a utilizao da Verso 7 dos Formulrios e do Sistema de Cadastro nico no mbito da Portaria n 177, de16 de junho de 2011.

    Art. 1 Esta Instruo Normativa estabelece definies tcnicas e procedimentos operacionais necessrios para a utilizao da Verso 7 do Formulrio Principal de Cadastramento (Caderno Verde) e dos Formulrios Suplementares, bem como do Sistema de Cadastro nico, no mbito da Portaria n 177, de16 de junho de 2011.

    Pargrafo nico. As disposies desta Instruo Normativa aplicam-se aos cadastros que foram includos ou atualizados na Verso 7 do Sistema de Cadastro nico, excetuando-se aqueles que possuem a origem de migrados no Sistema de Cadastro nico.

    CAPTULO I CONCEITOS E DEFINIES

    Art. 2 Conforme determina o art. 2, inciso IX, da Portaria n 177, de16 de junho de 2011, considera-se vlido o cadastro familiar que atenda integralmente os seguintes requisitos:

    I - preenchimento de todos os campos obrigatrios do Formulrio Principal de Cadastramento, do Formulrio Suplementar 1 e, quando pertinente, o Suplementar 2;

    II - Responsvel pela Unidade Familiar (RF) com idade igual ou superior a 16 anos;

    III - registro de pelo menos um dos documentos de identificao previstos no Formulrio Prin-cipal de Cadastramento para todos os componentes da famlia;

    IV - registro do nmero do CPF ou do Titulo de Eleitor para o RF, exceo dos casos de cadas-tramento diferenciado definidos na Seo V do Captulo II da Portaria n 177, de16 de junho de 2011, que podero apresentar qualquer documento de identificao previsto no Formulrio Principal de Cadastramento;

    V - todos os nmeros de CPF registrados possuem dgito verificador vlido e titularidade correta; e

    VI - ausncia de multiplicidade na base nacional do Cadastro nico.

    Pargrafo nico. At a implantao da Verso 7 do Sistema de Cadastro nico, em todos os municpios e no Distrito Federal, a titularidade do CPF ser verificada apenas entre pessoas cadastradas no mesmo municpio, sendo que, quando a multiplicidade envolver pessoas de municpios distintos, os cadastros das famlias sero marcados com indicativo de pendncia, no implicando sua invalidao.

  • 44

    INSTRUO NORMATIVA N 002

    Art. 3 Conforme determina o art. 2, inciso X, da Portaria n 177, de16 de junho de 2011, so informaes especficas utilizadas para identificar a atualizao cadastral:

    I - endereo domiciliar;

    II - renda familiar;

    III - composio familiar, com incluso ou excluso de membros na famlia;

    IV- CPF ou Ttulo de Eleitor para o RF;

    V - para famlias quilombolas e indgenas, qualquer outro documento de identificao previsto no Formulrio Principal de Cadastramento, inclusive o Registro Administrativo de Nascimento Indgena (Rani), para os indgenas;

    VI - substituio do RF;

    VII - cdigo Inep; e

    VIII - srie escolar.

    CAPTULO II PROCEDIMENTOS DE COLETA, INCLUSO, ATUALIZAO

    E REVALIDAO DOS DADOS CADASTRAIS

    Art. 4 A incluso das informaes cadastrais na base nacional do Cadastro nico ser realiza-da mediante os seguintes procedimentos:

    I - Coleta de dados no Formulrio Principal de Cadastramento, Formulrio Suplementar 1 e, quando pertinente, o Suplementar 2;

    II - digitao dos dados coletados no Sistema de Cadastro nico, disponvel no Portal de Rela-cionamento da Caixa Econmica Federal (CAIXA);

    III - atribuio automtica do Cdigo Familiar pelo Sistema; e

    IV - localizao/atribuio do Nmero de Identificao Social (NIS) para cada componente da famlia.

    Art. 5 permitido o cadastramento de pessoas sem documentao civil, para fins de identifi-cao desta condio de vulnerabilidade e de encaminhamento da pessoa aos rgos compe-tentes para a aquisio dos documentos civis bsicos. Pargrafo nico. At que a pessoa ob-tenha documento de identificao civil e que tal informao seja registrada em seu cadastro, no ter NIS e no poder ser considerada para o clculo da renda familiar.

    Pargrafo nico. At que a pessoa obtenha documento de identificao civil e que tal informa-o seja registrada em seu cadastro, no ter NIS e no poder ser considerada para o clculo da renda familiar.

    Art. 6 Os procedimentos de atualizao e revalidao dos registros cadastrais pelo municpio requerem a verificao de todas as informaes registradas no cadastro de cada famlia.

  • 45

    INSTRUO NORMATIVA N 002

    1 O procedimento de atualizao cadastral requer a alterao das informaes especficas descritas no art. 3 desta Instruo Normativa para ao menos um dos componentes da famlia.

    2 A revalidao cadastral ser realizada mediante a execuo de funcionalidade especfica disponvel no Sistema de Cadastro nico.

    CAPTULO III PROCEDIMENTOS DE EXCLUSO DOS DADOS CADASTRAIS

    Art. 7 O municpio somente poder efetuar a excluso do cadastro da famlia da base do Ca-dastro nico nas seguintes situaes:

    I - falecimento de toda a famlia, considerando-se para esse efeito a definio de famlia conti-da no inciso I do art. 2 da Portaria n 177, de16 de junho de 2011;

    II - recusa da famlia em prestar informaes;

    III - omisso ou prestao de informaes inverdicas pela famlia, por comprovada m-f;

    IV - solicitao da famlia;

    V - deciso judicial; ou

    VI - no localizao da famlia para atualizao ou revalidao cadastral, por perodo igual ou superior a quatro anos contados da incluso ou da ltima atualizao cadastral.

    1 Nos casos previstos no inciso I, o Sistema de Cadastro nico obrigar o preenchimento, para cada um dos componentes da famlia, das seguintes informaes de Certido de bito:

    a) nmero do Termo;

    b) livro;

    c) folha;

    d) data de emisso;

    e) UF;

    f) municpio; e

    g) nome do cartrio.

    2 Nos casos previstos nos incisos II e III, o Sistema de Cadastro nico obrigar o preenchi-mento das seguintes informaes sobre parecer que ateste a ocorrncia, emitido por servidor pblico vinculado gesto municipal do Cadastro nico:

    a) nmero do parecer;

    b) data de emisso;

    c) nome da Assistente Social ou do servidor responsvel pela emisso do parecer;

  • 46

    INSTRUO NORMATIVA N 002

    d) o nmero de registro do profissional da rea de Assistncia Social, no Conselho Regional de Servio Social, ou nmero de identificao do servidor junto gesto municipal do Cadastro nico, a depender do responsvel pela emisso do parecer;

    e) UF; e

    f) municpio.

    3 Nos casos previstos nos incisos IV, V e VI, o preenchimento do Complemento do Motivo no Sistema de Cadastro nico ser opcional.

    4 Nos casos previstos no inciso VI, o Sistema de Cadastro nico somente permitir a exclu-so do cadastro da famlia caso as informaes no tenham sido atualizadas ou revalidadas por perodo superior a 48 meses, contados da incluso ou da ltima atualizao cadastral.

    Art. 8 O municpio poder efetuar a excluso de pessoa da base do Cadastro nico quando ocorrer:

    I - falecimento da pessoa;

    II - desligamento da pessoa da famlia em que est cadastrada;

    III - desligamento voluntrio da pessoa; e

    IV - deciso judicial.

    1 Nos casos previstos no inciso I, o Sistema de Cadastro nico obrigar o preenchimento das informaes de Certido de bito, conforme descrito no art. 6, 1, desta Instruo Normativa.

    2 Nos casos previstos nos incisos II, III e IV, o preenchimento do Complemento do Motivo no Sistema de Cadastro nico ser opcional.

    Art. 9 Considerando o disposto nos arts. 6 e 7 desta Instruo, o municpio visando excluir o cadastro de pessoa ou famlia deve realizar os seguintes procedimentos:

    I - localizar o cadastro da pessoa ou famlia a ser excludo; e

    II - excluir o cadastro da base.

    Pargrafo nico. A excluso do cadastro ser lgica, sendo que este permanecer visvel ao municpio no estado de Cadastro Excludo.

    CAPTULO IV MUDANA DE MUNICPIO PELA FAMLIA CADASTRADA

    Art. 10. Quando a famlia deixar o municpio onde se encontra cadastrada, caber:

    I - ao gestor municipal do Cadastro nico no municpio de origem: entregar ao RF, quando solicitado, cpia do cadastro da famlia, contendo todas as informaes atualizadas, impressa por meio do Sistema de Cadastro nico.

  • 47

    INSTRUO NORMATIVA N 002

    II - ao gestor municipal do Cadastro nico no municpio de destino:

    a) consultar o cadastro da famlia na base do Cadastro nico;

    b) transferir o cadastro da famlia ou pessoa para o seu municpio; e

    c) atualizar todos os dados da famlia de acordo com sua nova situao.

    1 Quando a mudana de municpio ocorrer somente para parte da famlia, a cpia impressa do cadastro dever conter apenas as informaes dos formulrios das pessoas que esto dei-xando o municpio.

    2 A transferncia de parte da famlia, por meio do sistema, somente ser possvel quando o mu-nicpio de origem e o de destino estiverem operando na Verso 7 do Sistema de Cadastro nico.

    3 O municpio de origem no dever excluir o cadastro de pessoa ou de famlia que se mudou.

    LUS HENRIQUE PAIVASecretrio Nacional de Renda de Cidadania Substituto

  • 48

    PORTARIA N 94, DE 4 DE SETEMBRO DE 2013

    Dispe sobre o processo de averiguao das informa-es cadastrais do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal e d outras providncias.

    A MINISTRA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe conferem o art. 27, inciso II, alneas d e g, da Lei n 10.683, de 28 de maio de 2003, e os arts. 1, IV e VIII, e 13 do Anexo I do Decreto n 7.493, de 2 de junho de 2011, tendo em vista o disposto nos arts. 2, 5 e 9 do Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007, e

    CONSIDERANDO os compromissos assumidos pelos entes federados que aderiram ao Progra-ma Bolsa Famlia - PBF e ao Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal, em conformidade com as Portarias MDS n 246, de 20 de maio de 2005, n 350, de 3 de outubro de 2007, e n 256, de 19 de maro de 2010, resolve:

    Art. 1 Disciplinar o processo de averiguao das informaes do Cadastro nico para Progra-mas Sociais do Governo Federal - Cadnico, denominado Averiguao Cadastral, de acordo com as normas desta Portaria.

    Art. 2 A Averiguao Cadastral consiste em um conjunto de procedimentos administrativos realizados pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome - MDS, com o obje-tivo de verificar sistemtica e periodicamente a consistncia das informaes registradas na base de dados do Cadnico e desencadear medidas para o tratamento das inconsistncias identificadas.

    1 A Averiguao Cadastral poder ser realizada, conforme a convenincia ou necessidade do MDS, a partir da realizao dos seguintes procedimentos:

    I - anlise dos dados provenientes de cruzamentos entre as informaes registradas na base de dados do Cadnico e aquelas constantes em outros registros administrativos dos governos federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal ou de empresas concessionrias e permis-sionrias de servios pblicos, quando disponveis para cruzamento;

    II - anlise da consistncia interna dos dados do Cadnico;

    III - comparao dos dados do Cadnico com dados provenientes de pesquisas amostrais e dos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE; ou

    IV - outras anlises, a critrio do MDS.

    2 Os cruzamentos de informao referidos no inciso I do 1 podero ser realizados direta-mente pelo MDS, por rgos de controle e por outros rgos ou entidades pblicas detentoras de bases de dados, cujos registros possam ser comparados aos do Cadnico.

    3 As informaes cadastrais registradas no Cadnico sero consideradas inconsistentes, para os efeitos desta Portaria, quando apresentarem:

  • 49

    PORTARIA N 94

    I - divergncia entre a informao declarada no Cadnico e aquela registrada, para a mesma pessoa ou famlia, em outros registros administrativos utilizados como referncia; ou

    II - discrepncia entre as informaes declaradas no Cadnico e seus valores esperados, a par-tir da anlise das demais informaes registradas no cadastro da famlia.

    4 A definio das inconsistncias poder ser ampliada a partir de outras anlises realizadas pelo MDS.

    Art. 3 A Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC avaliar a convenincia e a opor-tunidade em dar incio a uma averiguao cadastral, devendo, para tanto, considerar:

    I - a qualidade da base de dados utilizada para o cruzamento com o Cadnico;

    II - o custo-benefcio dos procedimentos envolvidos no processo e sua contribuio para a qualificao da base de dados do Cadnico.

    1 Na gerao do pblico alvo de cada averiguao cadastral, a SENARC identificar e selecio-nar os cadastros com dados inconsistentes quanto composio familiar, bito ou renda de cada componente da famlia, ou a outras eventuais inconsistncias identificadas.

    2 A Averiguao Cadastral abranger, no que couber, todos os componentes das famlias cadastradas no Cadnico.

    3 As averiguaes cadastrais sero realizadas conforme cronograma a ser definido pela SENARC.

    Art. 4 Caber SENARC, no mbito de cada averiguao cadastral:

    I - elaborar documento contendo:

    a) a metodologia utilizada para a definio do pblico identificado com inconsistncias cadas-trais;

    b) os motivos para a realizao da Averiguao Cadastral; e

    c) o nmero de registros cadastrais que apresentam indcios de inconsistncias.

    II - disponibilizar aos municpios e ao Distrito Federal listagem das famlias com dados cadas-trais inconsistentes, por meio dos sistemas de gesto do Cadnico e do Programa Bolsa Fam-lia disponveis na internet, mantendo-a periodicamente atualizada;

    III - expedir e divulgar no portal do MDS na internet instrues operacionais contendo orien-taes relacionadas aos procedimentos e prazos para tratamento das inconsistncias identifi-cadas;

    IV - comandar aes de gesto dos benefcios do PBF, de acordo com as orientaes da ins-truo operacional especfica de cada averiguao cadastral e as normas do PBF, a partir das atualizaes cadastrais executadas ao longo do processo e dos demais procedimentos fixados em instruo operacional; e

    V - expedir documento contendo os resultados de cada averiguao cadastral.

  • 50

    PORTARIA N 94

    Art. 5 Caber aos municpios e ao Distrito Federal, que aderiram ao Cadnico, no mbito de cada averiguao cadastral:

    I - identificar e localizar, a partir de listagens disponibilizadas pela SENARC, as famlias com dados cadastrais inconsistentes residentes em seus respectivos territrios;

    II - realizar a atualizao cadastral das famlias a que se refere o inciso I, conforme os prazos e orientaes estabelecidos pela SENARC em instruo operacional especfica; e

    III - disponibilizar, para assinatura do Responsvel pela Unidade Familiar, caso persistam dvi-das acerca da integridade e veracidade dos dados declarados, o termo especfico previsto no 1 do art. 23 da Portaria MDS n 177, de 16 de junho de 2011, por meio do qual assume a responsabilidade pelas informaes declaradas.

    1 A atualizao cadastral por meio de visita domiciliar ser realizada prioritariamente e, obrigatoriamente, nos casos indicados pela SENARC.

    2 O termo a que se refere o inciso III dever ser anexado ao Formulrio de Cadastramento ou Folha Resumo e arquivado durante o perodo de 5 (cinco) anos, conforme o art. 9 da Portaria MDS n 177, de 2011.

    3 Caso, durante o processo de atualizao cadastral, os municpios ou o Distrito Federal identifiquem evidncias de omisso de informaes ou prestao de informaes inverdicas, adotaro as providncias necessrias apurao dos fatos em procedimento de fiscalizao especfico.

    Art. 6 A Averiguao Cadastral processo autnomo e no se confunde com os processos especficos de reviso cadastral e de fiscalizao do PBF.

    Art. 7 A SENARC acompanhar a identificao de pessoas e famlias que compem o pblico alvo de cada averiguao cadastral, bem como o cumprimento, pela famlia, dos procedimen-tos previstos na instruo operacional especfica que visa ao tratamento da inconsistncia.

    Pargrafo nico. O acompanhamento de que trata o caput poder:

    I - aprimorar e orientar as averiguaes cadastrais subsequentes; e

    II - gerar efeitos sobre a participao das famlias cadastradas nos programas usurios do Ca-dnico, conforme critrios a serem definidos pela SENARC, em seu mbito, ou pelos rgos gestores dos respectivos programas.

    Art. 8 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    TEREZA CAMPELLO

  • LEGISLAO BSICA DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA

  • 53

    LEI N 10 .836, DE 9 DE JANEIRO DE 2004

    Cria o Programa Bolsa Famlia e d outras providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA, Fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Art. 1 Fica criado, no mbito da Presidncia da Repblica, o Programa Bolsa Famlia, destina-do s aes de transferncia de renda com condicionalidades.

    Pargrafo nico. O Programa de que trata o caput tem por finalidade a unificao dos pro-cedimentos de gesto e execuo das aes de transferncia de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mnima vinculado Educao - Bolsa Es-cola, institudo pela Lei n 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso Alimentao - PNAA, criado pela Lei n o 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mnima vinculada Sade - Bolsa Alimentao, institudo pela Medida Provisria n o 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxlio-Gs, institudo pelo Decreto n 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento nico do Governo Federal, institudo pelo De-creto n 3.877, de 24 de julho de 2001.

    Art. 2 Constituem benefcios financeiros do Programa, observado o disposto em regulamento:

    I - o benefcio bsico, destinado a unidades familiares que se encontrem em situao de ex-trema pobreza;

    II - o benefcio varivel, destinado a unidades familiares que se encontrem em situao de po-breza e extrema pobreza e que tenham em sua composio gestantes, nutrizes, crianas entre 0 (zero) e 12 (doze) anos ou adolescentes at 15 (quinze) anos, sendo pago at o limite de 5 (cinco) benefcios por famlia; (Redao dada pela Lei n 12.512, de 2011)

    III - o benefcio varivel, vinculado ao adolescente, destinado a unidades familiares que se encontrem em situao de pobreza ou extrema pobreza e que tenham em sua composio adolescentes com idade entre 16 (dezesseis) e 17 (dezessete) anos, sendo pago at o limite de 2 (dois) benefcios por famlia. (Redao dada pela Lei n 11.692, de 2008)

    IV - o benefcio para superao da extrema pobreza na primeira infncia, no limite de 1 (um) por famlia, destinado s unidades familiares beneficirias do Programa Bolsa Famlia e que, cumulativamente: (Includo pela Lei n 12.722, de 2012)

    a) tenham em sua composio crianas de 0 (zero) a 6 (seis) anos de idade; e (Includo pela Lei n 12.722, de 2012)

    b) apresentem soma da renda familiar mensal e dos benefcios financeiros previstos nos incisos I a III igual ou inferior a R$ 70,00 (setenta reais) per capita. (Includo pela Lei n 12.722, de 2012)

    1 Para fins do disposto nesta Lei, considera-se:

    I - famlia, a unidade nuclear, eventualmente ampliada por outros indivduos que com ela possuam laos de parentesco ou de afinidade, que forme um grupo domstico, vivendo sob o mesmo teto e que se mantm pela contribuio de seus membros;

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    III - renda familiar mensal, a soma dos rendimentos brutos auferidos mensalmente pela totali-dade dos membros da famlia, excluindo-se os rendimentos concedidos por programas oficiais de transferncia de renda, nos termos do regulamento.

    2 O valor do benefcio bsico ser de R$ 58,00 (cinqenta e oito reais) por ms, concedido a famlias com renda familiar mensal per capita de at R$ 60,00 (sessenta reais). (Redao dada pela Lei n 11.692, de 2008)

    3 Sero concedidos a famlias com renda familiar mensal per capita de at R$ 120,00 (cento e vinte reais), dependendo de sua composio: (Redao dada pela Lei n 11.692, de 2008)

    I - o benefcio varivel no valor de R$ 18,00 (dezoito reais); e (Redao dada pela Lei n 11.692, de 2008)

    II - o benefcio varivel, vinculado ao adolescente, no valor de R$ 30,00 (trinta reais). (Redao dada pela Lei n 11.692, de 2008)

    4 Os benefcios financeiros previstos nos incisos I, II, III e IV do caput podero ser pagos cumulativamente s famlias beneficirias, observados os limites fixados nos citados incisos II, III e IV. (Includo pela Lei n 12.722, de 2012)

    5 A famlia cuja renda familiar mensal per capita esteja compreendida entre os valores estabelecidos no 2 e no 3 deste artigo receber exclusivamente os benefcios a que se referem os incisos II e III do caput deste artigo, respeitados os limites fixados nesses incisos. (Redao dada pela Lei n 11.692, de 2008)

    6 Os valores dos benefcios e os valores referenciais para caracterizao de situao de pobreza ou extrema pobreza de que tratam os 2 e 3 podero ser majorados pelo Poder Executivo, em razo da dinmica socioeconmica do Pas e de estudos tcnicos sobre o tema, atendido o disposto no pargrafo nico do art. 6.

    7 Os atuais beneficirios dos programas a que se refere o pargrafo nico do art. 1 , me-dida que passarem a receber os benefcios do Programa Bolsa Famlia, deixaro de receber os benefcios daqueles programas.

    8 Considera-se benefcio varivel de carter extraordinrio a parcela do valor dos benefcios em manuteno das famlias beneficirias dos Programas Bolsa Escola, Bolsa Alimentao, PNAA e Auxlio-Gs que, na data de ingresso dessas famlias no Programa Bolsa Famlia, exce-da o limite mximo fixado neste artigo.

    9 O benefcio a que se refere o 8 ser mantido at a cessao das condies de elegibili-dade de cada um dos beneficirios que lhe deram origem.

    10. O Conselho Gestor Interministerial do Programa Bolsa Famlia poder excepcionalizar o cumprimento dos critrios de que trata o 2 , nos casos de calamidade pblica ou de situao de emergncia reconhecidos pelo Governo Federal, para fins de concesso do benefcio bsico em carter temporrio, respeitados os limites oramentrios e financeiros.

    11. Os benefcios financeiros previstos nos incisos I, II, III e IV do caput sero pagos, mensal-mente, por meio de carto magntico bancrio fornecido pela Caixa Econmica Federal com a identificao do responsvel, mediante o Nmero de Identificao Social - NIS, de uso do Governo Federal. (Redao dada pela Lei n 12.722, de 2012)

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    12. Os benefcios podero ser pagos por meio das seguintes modalidades de contas, nos termos de resolues adotadas pelo Banco Central do Brasil: (Redao dada pela Lei n 11.692, de 2008)

    I contas-correntes de depsito vista; (Includo pela Lei n 11.692, de 2008)

    II - contas especiais de depsito vista; (Includo pela Lei n 11.692, de 2008)

    III - contas contbeis; e (Includo pela Lei n 11.692, de 2008)

    IV - outras espcies de contas que venham a ser criadas. (Includo pela Lei n 11.692, de 2008)

    13. No caso de crditos de benefcios disponibilizados indevidamente ou com prescrio do prazo de movimentao definido em regulamento, os crditos revertero automaticamente ao Programa Bolsa Famlia.

    14. O pagamento dos benefcios previstos nesta Lei ser feito preferencialmente mulher, na forma do regulamento.

    15. O benefcio para superao da extrema pobreza na primeira infncia corresponder ao valor necessrio para que a soma da renda familiar mensal e dos benefcios financeiros supere o valor de R$ 70,00 (setenta reais) per capita e ser calculado por faixas de renda. (Includo pela Lei n 12.722, de 2012)

    16. Caber ao Poder Executivo: (Includo pela Lei n 12.722, de 2012)

    I - definir as faixas de renda familiar per capita e os respectivos valores a serem pagos a ttulo de benefcio para superao da extrema pobreza na primeira infncia, conforme previsto no 15; e (Includo pela Lei n 12.722, de 2012)

    II - ajustar, de acordo com critrio a ser estabelecido em ato especfico, o valor definido para a renda familiar per capita, para fins do pagamento do benefcio para superao da extrema pobreza na primeira infncia. (Includo pela Lei n 12.722, de 2012)

    17. Os beneficirios com idade a partir de 14 (quatorze) anos e os mencionados no inciso III do caput deste artigo podero ter acesso a programas e cursos de educao e qualificao profissionais. (Includo pela Lei n 12.817, de 2013)

    Art. 2-A. A partir de 1o de maro de 2013, o benefcio previsto no inciso IV do caput do art. 2o ser estendido, independentemente do disposto na alnea a desse inciso, s famlias bene-ficirias que apresentem soma da renda familiar mensal e dos benefcios financeiros previstos nos incisos I a III do caput do art. 2o, igual ou inferior a R$ 70,00 (setenta reais) per capita. (Includo pela Lei n 12.817, de 2013)

    Art. 3 A concesso dos benefcios depender do cumprimento, no que couber, de condiciona-lidades relativas ao exame pr-natal, ao acompanhamento nutricional, ao acompanhamento de sade, freqncia escolar de 85% (oitenta e cinco por cento) em estabelecimento de ensino regular, sem prejuzo de outras previstas em regulamento.

    Pargrafo nico. O acompanhamento da freqncia escolar relacionada ao benefcio previsto no inciso III do caput do art. 2 desta Lei considerar 75% (setenta e cinco por cento) de fre-qncia, em conformidade com o previsto no inciso VI do caput do art. 24 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996. (Includo pela Lei n 11.692, de 2008)

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    Art. 4 Fica criado, como rgo de assessoramento imediato do Presidente da Repblica, o Conselho Gestor Interministerial do Programa Bolsa Famlia, com a finalidade de formular e in-tegrar polticas pblicas, definir diretrizes, normas e procedimentos sobre o desenvolvimento e implementao do Programa Bolsa Famlia, bem como apoiar iniciativas para instituio de polticas pblicas sociais visando promover a emancipao das famlias beneficiadas pelo Pro-grama nas esferas federal, estadual, do Distrito Federal e municipal, tendo as competncias, composio e funcionamento estabelecidos em ato do Poder Executivo.

    Art. 5 O Conselho Gestor Interministerial do Programa Bolsa Famlia contar com uma Secre-taria-Executiva, com a finalidade de coordenar, supervisionar, controlar e avaliar a operaciona-lizao do Programa, compreendendo o cadastramento nico, a superviso do cumprimento das condicionalidades, o estabelecimento de sistema de monitoramento, avaliao, gesto oramentria e financeira, a definio das formas de participao e controle social e a interlo-cuo com as respectivas instncias, bem como a articulao entre o Programa e as polticas pblicas sociais de iniciativa dos governos federal, estadual, do Distrito Federal e municipal.

    Art. 6 As despesas do Programa Bolsa Famlia correro conta das dotaes alocadas nos programas federais de transferncia de renda e no Cadastramento nico a que se refere o pargrafo nico do art. 1, bem como de outras dotaes do Oramento da Seguridade Social da Unio que vierem a ser consignadas ao Programa.

    Pargrafo nico. O Poder Executivo dever compatibilizar a quantidade de beneficirios do Programa Bolsa Famlia com as dotaes oramentrias existentes.

    Art. 7 Compete Secretaria-Executiva do Programa Bolsa Famlia promover os atos admi-nistrativos e de gesto necessrios execuo oramentria e financeira dos recursos origi-nalmente destinados aos programas federais de transferncia de renda e ao Cadastramento nico mencionados no pargrafo nico do art. 1.

    1 Excepcionalmente, no exerccio de 2003, os atos administrativos e de gesto necessrios execuo oramentria e financeira, em carter obrigatrio, para pagamento dos benefcios e dos servios prestados pelo agente operador e, em carter facultativo, para o gerenciamento do Programa Bolsa Famlia, sero realizados pelos Ministrios da Educao, da Sade, de Mi-nas e Energia e pelo Gabinete do Ministro Extraordinrio de Segurana Alimentar e Combate Fome, observada orientao emanada da Secretaria-Executiva do Programa Bolsa Famlia quanto aos beneficirios e respectivos benefcios.

    2 No exerccio de 2003, as despesas relacionadas execuo dos Programas Bolsa Escola, Bolsa Alimentao, PNAA e Auxlio-Gs continuaro a ser executadas oramentria e financei-ramente pelos respectivos Ministrios e rgos responsveis.

    3 No exerccio de 2004, as dotaes relativas aos programas federais de transferncia de renda e ao Cadastramento nico, referidos no pargrafo nico do art. 1 , sero descentraliza-das para o rgo responsvel pela execuo do Programa Bolsa Famlia.

    Art. 8 A execuo e a gesto do Programa Bolsa Famlia so pblicas e governamentais e dar--se-o de forma descentralizada, por meio da conjugao de esforos entre os entes federa-dos, observada a intersetorialidade, a participao comunitria e o controle social.

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    1 A execuo e a gesto descentralizadas referidas no caput sero implementadas median-te adeso voluntria dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios ao Programa Bolsa Famlia. (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    2 Fica institudo o ndice de Gesto Descentralizada do Programa Bolsa Famlia - IGD, para utilizao em mbito estadual, distrital e municipal, cujos parmetros sero regulamentados pelo Poder Executivo, e destinado a: (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    I - medir os resultados da gesto descentralizada, com base na atuao do gestor estadual, dis-trital ou municipal na execuo dos procedimentos de cadastramento, na gesto de benefcios e de condicionalidades, na articulao intersetorial, na implementao das aes de desen-volvimento das famlias beneficirias e no acompanhamento e execuo de procedimentos de controle; (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    II - incentivar a obteno de resultados qualitativos na gesto estadual, distrital e municipal do Programa; e (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    III - calcular o montante de recursos a ser transferido aos entes federados a ttulo de apoio financeiro. (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    3 A Unio transferir, obrigatoriamente, aos entes federados que aderirem ao Programa Bolsa Famlia recursos para apoio financeiro s aes de gesto e execuo descentralizada do Progra-ma, desde que alcancem ndices mnimos no IGD. (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    4 Para a execuo do previsto neste artigo, o Poder Executivo Federal regulamentar: (Inclu-do pela Lei n 12.058, de 2009)

    I - os procedimentos e as condies necessrias para adeso ao Programa Bolsa Famlia, in-cluindo as obrigaes dos entes respectivos; (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    II - os instrumentos, parmetros e procedimentos de avaliao de resultados e da qualidade de gesto em mbito estadual, distrital e municipal; e (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    III - os procedimentos e instrumentos de controle e acompanhamento da execuo do Progra-ma Bolsa Famlia pelos entes federados. (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    5 Os resultados alcanados pelo ente federado na gesto do Programa Bolsa Famlia, afe-ridos na forma do inciso I do 2 sero considerados como prestao de contas dos recursos transferidos. (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    6 Os Estados, o Distrito Federal e os Municpios submetero suas prestaes de contas s respectivas instncias de controle social, previstas no art. 9, e, em caso de no aprovao, os recursos financeiros transferidos na forma do 3 devero ser restitudos pelo ente federado ao respectivo Fundo de Assistncia Social, na forma regulamentada pelo Poder Executivo Fe-deral. (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

    7 O montante total dos recursos de que trata o 3 no poder exceder a 3% (trs por cento) da previso oramentria total relativa ao pagamento de benefcios do Programa Bolsa Famlia, devendo o Poder Executivo fixar os limites e os parmetros mnimos para a transfern-cia de recursos para cada ente federado. (Includo pela Lei n 12.058, de 2009)

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    LEI N 10 .836

    Art. 9 O controle e a participao social do Programa Bolsa Famlia sero realizados, em mbi-to local, por um conselho ou por um comit instalado pelo Poder Pblico municipal, na forma do regulamento.

    Pargrafo nico. A funo dos membros do comit ou do conselho a que se refere o caput considerada servio pblico relevante e no ser de nenhuma forma remunerada.

    Art. 10. O art. 5 da Lei n 10.689, de 13 de junho de 2003, passa a vigorar com a seguinte alterao:

    Art. 5 As despesas com o Programa Nacional de Acesso Alimentao correro conta das dotaes oramentrias consignadas na Lei Oramentria Anual, inclusive oriundas do Fundo de Combate e Erradicao da Pobreza, institudo pelo art. 79 do Ato das Disposies Constitu-cionais Transitrias. (NR)

    Art. 11. Ficam vedadas as concesses de novos benefcios no mbito de cada um dos progra-mas a que se refere o pargrafo nico do art. 1 .

    Pargrafo nico. A validade dos benefcios concedidos no mbito do Programa Nacional de Acesso Alimentao - PNAA - Carto Alimentao encerra-se em 31 de dezembro de 2011. (Includo pela Lei n 12.512, de 2011)

    Art. 12. Fica atribuda Caixa Econmica Federal a funo de Agente Operador do Programa Bolsa Famlia, mediante remunerao e condies a serem pactuadas com o Governo Federal, obedecidas as formalidades legais.

    Art. 13. Ser de acesso pblico a relao dos beneficirios e dos respectivos benefcios do Pro-grama a que se refere o caput do art. 1.

    Pargrafo nico. A relao a que se refere o caput ter divulgao em meios eletrnicos de acesso pblico e em outros meios previstos em regulamento.

    Art. 14. Sem prejuzo das responsabilidades civil, penal e administrativa, o servidor pblico ou o agente da entidade conveniada ou contratada responsvel pela organizao e manuteno do cadastro de que trata o art. 1 ser responsabilizado quando, dolosamente: (Redao dada pela Lei n 12.512, de 2011)

    I - inserir ou fizer inserir dados ou informaes falsas ou diversas das que deveriam ser ins-critas no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico; ou (Includo pela Lei n 12.512, de 2011)

    II - contribuir para que pessoa diversa do beneficirio final receba o benefcio. (Includo pela Lei n 12.512, de 2011)

    1 (Revogado). (Redao dada pela Lei n 12.512, de 2011)

    2 O servidor pblico ou agente da entidade contratada que cometer qualquer das infraes de que trata o caput fica obrigado a ressarcir integralmente o dano, aplicando-se-lhe multa nunca inferior ao dobro e superior ao qudruplo da quantia paga indevidamente. (Redao dada pela Lei n 12.512, de 2011)

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    LEI N 10 .836

    Art. 14-A. Sem prejuzo da sano penal, ser obrigado a efetuar o ressarcimento da importn-cia recebida o beneficirio que dolosamente tenha prestado informaes falsas ou utilizado qualquer outro meio ilcito, a fim de indevidamente ingressar ou se manter como beneficirio do Programa Bolsa Famlia. (Includo pela Lei n 12.512, de 2011)

    1 O valor apurado para o ressarcimento previsto no caput ser atualizado pelo ndice Na-cional de Preos ao Consumidor Amplo - IPCA, divulgado pela Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. (Includo pela Lei n 12.512, de 2011)

    2 Apurado o valor a ser ressarcido, mediante processo administrativo, e no tendo sido pago pelo beneficirio, ao dbito sero aplicados os procedimentos de cobrana dos crditos da Unio, na forma da legislao de regncia. (Includo pela Lei n 12.512, de 2011)

    Art. 15. Fica criado no Conselho Gestor Interministerial do Programa Bolsa Famlia um cargo, cdigo DAS 101.6, de Secretrio-Executivo do Programa Bolsa Famlia.

    Art. 16. Na gesto do Programa Bolsa Famlia, aplicarse-, no que couber, a legislao mencio-nada no pargrafo nico do art. 1, observadas as diretrizes do Programa.

    Art. 17. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicao.

    Braslia, 9 de janeiro de 2004; 183 da Independncia e 116 da Repblica.

    LUIZ INCIO LULA DA SILVAJos Dirceu de Oliveira e Silva

    Este texto no substitui o publicado no DOU. de 12.1.2000

  • 60

    DECRETO N 5 .209 DE 17 DE SETEMBRO DE 2004

    Regulamenta a Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, que cria o Programa Bolsa Famlia, e d outras providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso da atribuio que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alnea a, da Constituio, e tendo em vista o disposto na Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004,

    DECRETA:

    Art. 1 O Programa Bolsa Famlia, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, ser regi-do por este Decreto e pelas disposies complementares que venham a ser estabelecidas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    Art. 2 Cabe ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome coordenar, gerir e operacionalizar o Programa Bolsa Famlia e, em especial, executar as seguintes atividades: (Redao dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - realizar a gesto dos benefcios do Programa Bolsa Famlia; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - supervisionar o cumprimento das condicionalidades e promover a oferta dos programas complementares, em articulao com os Ministrios setoriais e demais entes federados; (In-cludo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    III - acompanhar e fiscalizar a execuo do Programa Bolsa Famlia, podendo utilizar-se, para tanto, de mecanismos intersetoriais; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    IV - disciplinar, coordenar e implementar as aes de apoio financeiro qualidade da gesto e da execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    V - coordenar, gerir e operacionalizar o Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    CAPTULO IDAS DISPOSIES PRELIMINARES

    Seo IDa Finalidade do Programa Bolsa Famlia

    Art. 3 O Programa Bolsa Famlia tem por finalidade a unificao dos procedimentos de gesto e execuo das aes de transferncia de renda do Governo Federal e do Cadastramento ni-co do Governo Federal, institudo pelo Decreto n 3.877, de 24 de julho de 2001.

  • 61

    DECRETO N 5 .209

    1 Os programas de transferncia de renda cujos procedimentos de gesto e execuo foram unificados pelo Programa Bolsa Famlia, doravante intitulados Programas Remanescentes, nos termos da Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, so:

    I - Programa Nacional de Renda Mnima vinculada educao Bolsa Escola, institudo pela Lei n 10.219, de 11 de abril de 2001;

    II - Programa Nacional de Acesso Alimentao PNAA Carto Alimentao, criado pela Lei n 10.689, de 13 de junho de 2003;

    III - Programa Nacional de Renda Mnima vinculado sade Bolsa Alimentao, institudo pela Medida Provisria no 2.206-1, de 6 de setembro de 2001; e

    IV - (Revogado pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    2 Aplicam-se aos Programas Remanescentes as atribuies referidas no art. 2 deste Decre-to, cabendo ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome disciplinar os proce-dimentos necessrios gesto unificada desses programas.

    Art. 4 Os objetivos bsicos do Programa Bolsa Famlia, em relao aos seus beneficirios, sem prejuzo de outros que venham a ser fixados pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, so:

    I - promover o acesso rede de servios pblicos, em especial, de sade, educao e assistn-cia social;

    II - combater a fome e promover a segurana alimentar e nutricional;

    III - estimular a emancipao sustentada das famlias que vivem em situao de pobreza e extrema pobreza;

    IV - combater a pobreza; e

    V - promover a intersetorialidade, a complementaridade e a sinergia das aes sociais do Po-der Pblico.

    Seo IIDo Conselho Gestor do Programa Bolsa Famlia

    Art. 5 O Conselho Gestor do Programa Bolsa Famlia - CGPBF, rgo colegiado de carter deli-berativo, vinculado ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, previsto pelo art. 4 da Lei n 10.836, de 2004, e na Lei n 10.869, de 13 de maio de 2004, tem por finalidade formular e integrar polticas pblicas, definir diretrizes, normas e procedimentos sobre o de-senvolvimento e implementao do Programa Bolsa Famlia, bem como apoiar iniciativas para instituio de polticas pblicas sociais visando promover a emancipao das famlias benefi-ciadas pelo Programa nas esferas federal, estadual, do Distrito Federal e municipal.

    Art. 6 O CGPBF ser composto pelos titulares dos seguintes rgos e entidade:

    I - Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, que o presidir;

  • 62

    DECRETO N 5 .209

    II - Ministrio da Educao;

    III - Ministrio da Sade;

    IV - Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto;

    V - Ministrio da Fazenda;

    VI - Casa Civil da Presidncia da Repblica; e

    VII - Caixa Econmica Federal.

    Pargrafo nico. O Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome poder convidar a participar das reunies representantes de rgos das administraes federal, esta-dual, do Distrito Federal e municipal, de entidades privadas, inclusive organizaes no-gover-namentais, de acordo com a pauta da reunio.

    Art. 7 Fica criado o Comit Executivo do CGPBF, integrado por representante do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, que o coordenar, e por representantes dos demais rgos e entidade a que se refere o art. 6, com a finalidade de implementar e acom-panhar as decises do CGPBF.

    Pargrafo nico. Os representantes referidos no caput e seus respectivos suplentes sero in-dicados pelos titulares dos respectivos rgos e entidade representados e designados pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    Art. 8 O CGPBF poder instituir grupos de trabalho, em carter temporrio, para analisar ma-trias sob sua apreciao e propor medidas especficas necessrias implementao de suas decises.

    Art. 9 Ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome caber prover apoio tc-nico-administrativo e os meios necessrios execuo dos trabalhos do CGPBF e seus grupos de trabalhos.

    Art.10. A participao no CGPBF ser considerada prestao de servio relevante e no remu-nerada.

    Pargrafo nico. No ser remunerada a participao no Comit Executivo e nos grupos de trabalho referidos no art. 7 e 8, respectivamente.

    Seo IIIDas Competncias e das Responsabilidades dos Estados, Distrito Federal e Municpios na

    Execuo do Programa Bolsa Famlia

    Art. 11. A execuo e gesto do Programa Bolsa Famlia dar-se- de forma descentralizada, por meio da conjugao de esforos entre os entes federados, observada a intersetorialidade, a participao comunitria e o controle social.

    1 Os entes federados podero aderir ao Programa Bolsa Famlia, observados os critrios, condies e procedimentos estabelecidos pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Com-bate Fome, por meio de termo especfico, com os seguintes efeitos: (Redao dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

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    DECRETO N 5 .209

    I - fixao de suas competncias e responsabilidades na gesto e na execuo do Programa Bolsa Famlia; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - possibilidade de recebimento de recursos do Ministrio do Desenvolvimento Social e Com-bate Fome para apoiar a gesto do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    2 As adeses e os convnios firmados entre os entes federados e a Unio no mbito dos programas remanescentes, que se encontrarem em vigor na data de publicao deste Decreto, tero validade at 31 de dezembro de 2005.

    3 So condies para a adeso ao Programa Bolsa Famlia, sem prejuzo de outras que ve-nham a ser fixadas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome: (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - existncia formal e o pleno funcionamento de instncia de controle social na respectiva es-fera federativa, na forma definida no art. 29; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - indicao de gestor municipal do Programa Bolsa Famlia e, no caso dos Estados e do Distri-to Federal, do coordenador do Programa. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    4 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome fixar os demais procedimen-tos a serem observados pelos Estados, Municpios e Distrito Federal para aderir ao Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-A. O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome disciplinar os meca-nismos de funcionamento do ndice de Gesto Descentralizada do Programa Bolsa Famlia - IGD, previsto no 2 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004, como instrumento de promoo e fortalecimento da gesto intersetorial do Programa Bolsa Famlia, nas seguintes modalidades: (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - ndice de Gesto Descentralizada dos Municpios - IGD-M, a ser aplicado aos Municpios e ao Distrito Federal; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - ndice de Gesto Descentralizada Estadual - IGD-E, a ser aplicado aos Estados. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    1 O valor do ndice obtido pelo ente federado, na periodicidade e sistemtica fixadas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome: (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - indicar os resultados alcanados na gesto do Programa Bolsa Famlia em sua esfera; e (Inclu-do pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - determinar o montante de recursos a ser regularmente transferido pelo Governo Federal ao ente federado que tenha aderido ao Programa Bolsa Famlia, para apoio financeiro s aes de gesto e execuo descentralizada, atendidas as referncias mnimas fixadas pelo Minist-rio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

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    2 Os resultados alcanados pelo ente federado na gesto do Programa Bolsa Famlia, aferidos na forma do inciso I do 2 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004, sero considerados como pres-tao de contas dos recursos transferidos. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    3 O montante total dos recursos no poder exceder a previso de recursos para apoio gesto divulgada anualmente pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome para os entes federados, observados os limites fixados de acordo com o 7 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    4 Para fins de clculo do IGD-E, podero ser considerados dados relativos gesto descen-tralizada dos respectivos Municpios, sem prejuzo de outros critrios, na forma definida em ato do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    5 Os repasses dos recursos para apoio financeiro s aes de gesto e execuo descentrali-zada do Programa Bolsa Famlia previstos no 3 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004, sero re-alizados diretamente do Fundo Nacional de Assistncia Social aos Fundos de Assistncia Social dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    6 Para fins de fortalecimento das instncias de controle social dos entes federados, pelo menos trs por cento dos recursos transferidos para apoio financeiro s aes de gesto e execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia sero destinados a atividades de apoio tcnico e operacional ao respectivo colegiado, na forma fixada pelo Ministrio do Desenvolvi-mento Social e Combate Fome.

    Art. 11-B. O IGD medir a qualidade da gesto descentralizada do Programa Bolsa Famlia, em conformidade com o disposto no inciso I do 2 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004, conside-rando as seguintes variveis, entre outras fixadas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome: (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - integridade e atualizao das informaes do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - envio das informaes sobre o acompanhamento do cumprimento das condicionalidades nas reas de sade e educao pelos beneficirios do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-C. Os recursos de que trata o 3 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004, devero ser apli-cados nas aes de gesto e execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia, em especial nas seguintes atividades: (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    I - gesto de condicionalidades, realizada de forma intersetorial, compreendendo as atividades necessrias para o registro, sistematizao e anlise das informaes relacionadas frequn-cia escolar, agenda de sade e a outras aes que venham a ser fixadas como condicionali-dades do Programa Bolsa Famlia; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - gesto de benefcios; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    III - acompanhamento das famlias beneficirias, em especial daquelas em situao de maior vulnerabilidade social, realizada de forma articulada entre as reas de assistncia social, sade e educao; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

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    IV - identificao e cadastramento de novas famlias, atualizao e reviso dos dados do Cadas-tro nico para Programas Sociais do Governo Federal referentes aos cidados residentes no territrio do ente federado; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    V - articulao intersetorial para o planejamento, implementao e avaliao de aes volta-das ampliao do acesso das famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia aos servios pblicos, em especial os de sade, educao e acompanhamento familiar realizado pela assis-tncia social; (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012

    VI - atividades relacionadas ao acompanhamento e fiscalizao do Programa Bolsa Famlia, inclusive aquelas requisitadas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome; (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012

    VII - gesto articulada e integrada com os benefcios e servios socioassistenciais previstos na Lei n 8.742, de 1993; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    VIII - apoio tcnico e operacional s instncias de controle social dos entes federados, confor-me 6 do art. 11-A; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    IX - outras atividades a serem estabelecidas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Com-bate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-D. O planejamento da aplicao de recursos para apoio financeiro s aes de gesto e execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia ser realizado pelo seu gestor, nas res-pectivas esferas de governo, na forma prevista pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Pargrafo nico. O planejamento de que trata o caput dever considerar a intersetorialidade das reas de assistncia social, sade e educao, entre outras, alm de integrar os Planos de Assistncia Social de que trata o inciso III do art. 30 da Lei 8.742, de 1993, na forma a ser definida em ato do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-E. A aplicao dos recursos para apoio financeiro s aes de gesto e execuo des-centralizada do Programa Bolsa Famlia transferidos aos entes federados dever integrar as prestaes de contas anuais dos Fundos de Assistncia Social dos Estados, Municpios e Distri-to Federal, em item especfico. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-F. A prestao das contas da aplicao dos recursos para apoio financeiro s aes de gesto e execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia, nos termos do 6 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004, ser submetida pelo ente federado ao respectivo Conselho de As-sistncia Social, que dever: (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - receber, analisar e manifestar-se sobre a aprovao, integral ou parcial, ou rejeio da presta-o de contas anual da aplicao dos recursos; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - informar ao rgo executor e ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, em prazo a ser definido por este, da ocorrncia de eventuais irregularidades na utilizao dos recursos; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

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    III - promover a divulgao das atividades executadas, de forma transparente e articulada, com os rgos de controle interno e externo da Unio e dos Estados. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-G. A avaliao da prestao de contas de que trata o art. 11-F ser efetuada em sistema informatizado, a ser disponibilizado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, com base em ato normativo que disciplinar: (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - os procedimentos; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - o formato e o contedo do relatrio de avaliao; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    III - a documentao necessria; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    IV - os prazos para o envio das prestaes de contas ao Conselho previsto no art. 11-F, assim como para manifestao desses colegiados; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    V - os procedimentos especficos para a apreciao da prestao de contas da aplicao dos recursos para apoio financeiro s aes de gesto e execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia repassados em 2009. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-H. Os repasses financeiros para apoio s aes de gesto e execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia sero suspensos, sem prejuzo de outras sanes administrativas, civis e penais previstas na legislao em vigor, quando comprovada manipulao indevida das infor-maes relativas aos elementos que constituem o IGD, a fim de alcanar os ndices mnimos de que trata o 3 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Pargrafo nico. Alm da suspenso de recursos de que trata o caput, haver a instaurao de tomada de contas especial e a adoo de providncias para regularizao das informaes e reparao do dano, sem prejuzo das demais medidas legais aplicveis aos responsveis. (In-cludo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-I. As prestaes de contas da aplicao dos recursos para apoio s aes de gesto e execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia, de que tratam os arts. 11-E, 11-F e 11-G, assim como a documentao comprobatria da utilizao dos recursos, devero ser arquiva-das pelos respectivos entes federados pelo perodo de cinco anos, contados do julgamento das contas pelo Conselho previsto no art. 11-F. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Pargrafo nico. A documentao comprobatria das despesas realizadas em apoio gesto do Programa Bolsa Famlia nos entes federados dever identificar os recursos financeiros dele originrios. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 11-J. O saldo dos recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Assistncia So-cial aos Fundos de Assistncia Social dos Municpios, Estados e Distrito Federal, decorrente de transferncias para apoio financeiro gesto do Programa Bolsa Famlia, existente em 31 de dezembro de cada ano, poder ser reprogramado no exerccio seguinte, desde que no esteja comprometido, nos termos do art. 73 da Lei n 4.320, de 17 de maro de 1964. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 12. Sem prejuzo do disposto no 1 do art. 11, e com vistas a garantir a efetiva conju-gao de esforos entre os entes federados, podero ser celebrados acordos de cooperao

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    entre a Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios, tendo como objeto programas e polticas sociais orientadas ao pblico beneficirio do Programa Bolsa Famlia, observada, no que cou-ber, a legislao especfica relativa a cada um dos programas de que trata o art. 3. (Redao dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    1 Os acordos de cooperao de que trata o caput devero contribuir para quaisquer das seguintes finalidades: (Redao dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - promoo da emancipao sustentada das famlias beneficirias; (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - garantia de acesso aos servios pblicos que assegurem o exerccio da cidadania; ou (Inclu-do pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    III - complementao financeira do valor dos benefcios do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    2 Na hiptese do inciso III do 1, o acordo de cooperao poder ser firmado entre o ente federado interessado e o agente operador do Programa Bolsa Famlia, observado modelo aprovado em ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Reda-o dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    3 (Revogado pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 13. Cabe aos Estados:

    I - constituir coordenao composta por representantes das suas reas de sade, educao, assistncia social e segurana alimentar, quando existentes, responsvel pelas aes do Pro-grama Bolsa Famlia, no mbito estadual;

    II - promover aes que viabilizem a gesto intersetorial, na esfera estadual;

    III - promover aes de sensibilizao e articulao com os gestores municipais;

    IV - disponibilizar apoio tcnico-institucional aos Municpios;

    V - disponibilizar servios e estruturas institucionais, da rea da assistncia social, da educao e da sade, na esfera estadual;

    VI - apoiar e estimular o cadastramento pelos Municpios;

    VII - estimular os Municpios para o estabelecimento de parcerias com rgos e instituies municipais, estaduais e federais, governamentais e no-governamentais, para oferta dos pro-gramas sociais complementares; e

    VIII - promover, em articulao com a Unio e os Municpios, o acompanhamento do cumpri-mento das condicionalidades.

    Art. 14. Cabe aos Municpios:

    I - designar rea responsvel pelas aes de gesto e execuo do Programa Bolsa Famlia e pela articulao intersetorial das reas, entre outras, de sade, educao, assistncia social e segurana alimentar, quando existentes; (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012.

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    DECRETO N 5 .209

    II - proceder inscrio das famlias pobres do Municpio no Cadastramento nico do Governo Federal;

    III - promover aes que viabilizem a gesto intersetorial, na esfera municipal;

    IV - disponibilizar servios e estruturas institucionais, da rea da assistncia social, da educa-o e de sade, na esfera municipal;

    V - garantir apoio tcnico-institucional para a gesto local do programa;

    VI - constituir rgo de controle social nos termos do art. 29;

    VII - estabelecer parcerias com rgos e instituies municipais, estaduais e federais, governa-mentais e no-governamentais, para oferta de programas sociais complementares; e

    VIII - promover, em articulao com a Unio e os Estados, o acompanhamento do cumprimen-to das condicionalidades.

    Art. 15. Cabe ao Distrito Federal:

    I - constituir coordenao composta por representantes das suas reas de sade, educao, assistncia social e segurana alimentar, quando existentes, responsvel pelas aes do Pro-grama Bolsa Famlia, no mbito do Distrito Federal;

    II - proceder inscrio das famlias pobres no Cadastramento nico do Governo Federal;

    III - promover aes que viabilizem a gesto intersetorial;

    IV - disponibilizar servios e estruturas institucionais, da rea da assistncia social, da educa-o e da sade;

    V - garantir apoio tcnico-institucional para a gesto local do programa;

    VI - constituir rgo de controle social nos termos do art. 29;

    VII - estabelecer parcerias com rgos e instituies do Distrito Federal e federais, governa-mentais e no-governamentais, para oferta de programas sociais complementares; e

    VIII - promover, em articulao com a Unio, o acompanhamento do cumprimento das condi-cionalidades.

    Seo IVDo Agente Operador

    Art. 16. Cabe Caixa Econmica Federal a funo de Agente Operador do Programa Bolsa Famlia, mediante remunerao e condies pactuadas com o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, obedecidas as exigncias legais.

    1 Sem prejuzo de outras atividades, a Caixa Econmica Federal poder, desde que pactua-dos em contrato especfico, realizar, dentre outros, os seguintes servios:

    I - fornecimento da infra-estrutura necessria organizao e manuteno do Cadastramen-to nico do Governo Federal;

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    II - desenvolvimento dos sistemas de processamento de dados;

    III - organizao e operao da logstica de pagamento dos benefcios;

    IV - elaborao de relatrios e fornecimento de bases de dados necessrios ao acompanha-mento, ao controle, avaliao e fiscalizao da execuo do Programa Bolsa Famlia por parte dos rgos do Governo Federal designados para tal fim.

    2 As despesas decorrentes dos procedimentos necessrios ao cumprimento das atribuies de que trata o 1, sero custeadas conta das dotaes oramentrias consignadas ao Pro-grama Bolsa Famlia.

    3 A Caixa Econmica Federal, com base no 2 do art. 12 e com a anuncia do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, poder subcontratar instituio financeira para a realizao do pagamento dos benefcios.

    CAPTULO IIDAS NORMAS DE ORGANIZAO E FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    Seo IDa Gesto de Benefcios e do Ingresso de Famlias no Programa Bolsa Famlia

    (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 17. A gesto dos benefcios do Programa Bolsa Famlia compreende as etapas necessrias transferncia continuada dos valores referentes aos benefcios financeiros previstos na Lei n 10.836, de 2004, desde o ingresso das famlias at seu desligamento, englobando, principal-mente, os seguintes procedimentos: (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    I - habilitao e seleo de famlias cadastradas no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal e concesso dos benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    II - administrao dos benefcios para implantao, continuidade dos pagamentos e controle da situao e composio dos benefcios financeiros; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    III - monitoramento da emisso e entrega da notificao sobre a concesso de benefcio ao seu titular; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    IV - acompanhamento dos processos de emisso, expedio, entrega e ativao dos cartes magnticos da conta contbil de que trata o inciso III do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004; e (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    V - acompanhamento da rede de canais de pagamento posta disposio das famlias bene-ficirias durante o perodo de pagamento, das formas de saque utilizadas e da qualidade dos servios prestados. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    VI - promoo e acompanhamento de acordos de cooperao entre a Unio, os Estados, Dis-trito Federal e Municpios de que trata o inciso III do 1 do art. 12. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

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    Pargrafo nico. O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome disciplinar as demais regras necessrias gesto dos benefcios do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 17-A. O ingresso das famlias no Programa Bolsa Famlia ocorrer na forma estabelecida pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, aps o registro de seus inte-grantes no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 18. O Programa Bolsa Famlia atender s famlias em situao de pobreza e extrema pobre-za, caracterizadas pela renda familiar mensal per capita de at R$ 154,00 (cento e cinquenta e quatro reais) e R$ 77,00 (setenta e sete reais), respectivamente. (Redao dada pelo Decreto n 8.232, de 2014)

    1 As famlias elegveis ao Programa Bolsa Famlia, identificadas no Cadastramento nico do Governo Federal, podero ser selecionadas a partir de um conjunto de indicadores sociais capazes de estabelecer com maior acuidade as situaes de vulnerabilidade social e econmi-ca, que obrigatoriamente dever ser divulgado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    2 O conjunto de indicadores de que trata o 1 ser definido com base nos dados relativos aos integrantes das famlias, a partir das informaes constantes no Cadastramento nico do Governo Federal, bem como em estudos scio-econmicos.

    3 As famlias beneficiadas pelos Programas Remanescentes sero incorporadas, gradual-mente, ao Programa Bolsa Famlia, desde que atendam aos critrios de elegibilidade do Pro-grama Bolsa Famlia, observada a disponibilidade oramentria e financeira.

    4 As famlias beneficiadas pelos Programas Remanescentes, enquanto no forem transferi-das para o Programa Bolsa Famlia nos termos do 3, permanecero recebendo os benefcios no valor fixado na legislao daqueles Programas, desde que mantenham as condies de elegibilidade que lhes assegurem direito percepo do benefcio.

    5 A validade dos benefcios concedidos no mbito do Programa Auxlio-Gs encerra-se em 31 de dezembro de 2008. (Includo pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    Seo IIDos Benefcios Concedidos

    Art. 19. Constituem benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia:

    I - benefcio bsico, no valor mensal de R$ 77,00 (setenta e sete reais), destinado a unidades familiares que se encontrem em situao de extrema pobreza; (Redao dada pelo Decreto n 8.232, de 2014)

    II - benefcio varivel, no valor mensal de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) por beneficirio, at o limite de R$ 175,00 (cento e setenta e cinco reais) por famlia, destinado a unidades familiares que se encontrem em situao de pobreza ou extrema pobreza e que tenham em sua compo-sio: (Redao dada pelo Decreto n 8.232, de 2014) (Efeitos Financeiros)

    a) gestantes; (Redao dada pelo Decreto n 7.494, de 2011)

    b) nutrizes; (Redao dada pelo Decreto n 7.494, de 2011)

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    c) crianas entre zero e doze anos; ou (Redao dada pelo Decreto n 7.494, de 2011)

    d) adolescentes at quinze anos; (Redao dada pelo Decreto n 7.494, de 2011)

    III - benefcio varivel vinculado ao adolescente, no valor mensal de R$ 42,00 (quarenta e dois re-ais) por beneficirio, at o limite de R$ 84,00 (oitenta e quatro reais) por famlia, destinado a uni-dades familiares que se encontrem em situao de pobreza ou extrema pobreza e que tenham em sua composio adolescentes com idade de dezesseis a dezessete anos matriculados em es-tabelecimentos de ensino; (Redao dada pelo Decreto n 8.232, de 2014) (Efeitos Financeiros)

    IV - benefcio varivel de carter extraordinrio: constitui-se de parcela do valor dos benefcios das famlias remanescentes dos Programas Bolsa Escola, Bolsa Alimentao, Carto Alimenta-o e Auxlio Gs que, na data da sua incorporao ao Programa Bolsa Famlia, exceda o limite mximo fixado para o Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 6.917, de 2009)

    V - benefcio para superao da extrema pobreza, cujo valor ser calculado na forma do 3, no limite de um por famlia, destinado s unidades familiares beneficirias do Programa Bolsa Famlia que apresentem soma da renda familiar mensal e dos benefcios financeiros previstos nos incisos I a III do caput igual ou inferior a R$ 77,00 (setenta e sete reais) per capita. (Reda-o dada pelo Decreto n 8.232, de 2014) (Efeitos Financeiros)

    a) (Revogado pelo Decreto n 8.232, de 2014) (Efeitos Financeiros)

    b) (Revogado pelo Decreto n 8.232, de 2014) (Efeitos Financeiros)

    1 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome regulamentar a concesso e a manuteno de benefcios variveis gestante e nutriz e do benefcio para superao da extrema pobreza, para disciplinar sua operacionalizao continuada. (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    2 O benefcio varivel de carter extraordinrio de que trata o inciso IV ter seu montante arredondado para o valor inteiro imediatamente superior, sempre que necessrio. (Redao dada pelo Decreto n 6.917, de 2009)

    3 O valor do benefcio para superao da extrema pobreza ser o resultado da diferena entre R$ 77,01 (setenta reais e um centavo) e a soma per capita referida no inciso V do caput, multi-plicado pela quantidade de membros da famlia, arredondado ao mltiplo de R$ 2,00 (dois reais) imediatamente superior. (Redao dada pelo Decreto n 8.232, de 2014) (Efeitos Financeiros)

    Art. 20. Os benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia podero ser complementados pelos Estados, Distrito Federal e Municpios, observado o constante no art. 12.

    Art. 21. A concesso dos benefcios do Programa Bolsa Famlia tem carter temporrio e no gera direito adquirido, devendo a elegibilidade das famlias, para recebimento de tais benef-cios, ser obrigatoriamente revista a cada perodo de dois anos. (Redao dada pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    1 Sem prejuzo do disposto nas normas de gesto de benefcios e de condicionalidades do Programa Bolsa Famlia, a renda familiar mensal per capita fixada no art. 18, no perodo de que trata o caput, poder sofrer variaes sem que o fato implique o imediato desligamento da famlia beneficiria do Programa. (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

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    DECRETO N 5 .209

    2 Caber ao Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome expedir ato fixando: (Includo pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    I - as diretrizes e procedimentos para a operacionalizao da reviso de elegibilidade das fam-lias para recebimento de benefcios; (Includo pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    II - os critrios e mecanismos para contagem dos prazos de atualizao de cadastros de bene-ficirios; e (Includo pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    III - os prazos e procedimentos para atualizao de informaes cadastrais para as famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia que estejam com dados desatualizados no Cadastro nico. (Includo pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    Seo IIIDo Pagamento dos Benefcios

    (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 22. O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome disciplinar a operacio-nalizao do pagamento de benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia, contemplando: (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    I - a divulgao do calendrio de pagamento; (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    II - as atividades e os procedimentos relativos utilizao dos cartes magnticos da conta contbil prevista no inciso III do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004; e (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    III - as formas de pagamento nos canais autorizados a atender as famlias beneficirias. (Inclu-do pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 23. A incluso da famlia no Programa Bolsa Famlia produzir os seguintes efeitos, no que se refere ao pagamento dos benefcios financeiros: (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    I - registro dos benefcios financeiros em sistema eletrnico com base nas informaes cons-tantes do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    II - emisso e entrega da notificao da concesso do benefcio financeiro famlia por meio do envio de correspondncia ao endereo registrado no Cadastro nico para Programas So-ciais do Governo Federal, ou por outra sistemtica fixada pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    III - emisso e expedio dos cartes magnticos da conta contbil prevista no inciso III do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, para saque dos benefcios financeiros. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 23-A. O titular do benefcio do Programa Bolsa Famlia ser preferencialmente a mulher, devendo, quando possvel, ser ela previamente indicada como responsvel pela unidade fami-liar no ato do cadastramento. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

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    DECRETO N 5 .209

    1 Os cartes magnticos da conta contbil prevista no inciso III do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, e as senhas eletrnicas de uso pessoal e intransfervel dos titulares do be-nefcio, devero ser entregues em prazo e condies previamente fixadas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    2 Na hiptese de impedimento do titular, ser permitido o pagamento do benefcio finan-ceiro do Programa Bolsa Famlia ao portador de declarao da prefeitura envolvida ou do Go-verno do Distrito Federal, que lhe confira poderes especficos para o seu recebimento. (Inclu-do pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 23-B. Os benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia sero pagos por meio da conta contbil prevista no inciso III do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004. (Includo pelo De-creto n 7.013, de 2009)

    1 Na hiptese de o titular do benefcio possuir a conta especial de depsito vista, prevista no inciso II do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, os benefcios financeiros sero desta-cados da conta prevista no caput e nela creditados. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    2 O crdito dos benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia na conta especial de dep-sito vista, prevista no inciso II do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, no ser realizado na ocorrncia de impedimentos tcnicos, operacionais ou normativos, tais como: (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    I - bloqueio, suspenso, inativao ou encerramento da conta especial de depsito vista nos casos previstos em regulamentao bancria; ou (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    II - bloqueio dos benefcios financeiros inicialmente depositados na conta contbil nas hip-teses previstas neste Decreto e nos demais atos que disciplinam a gesto de benefcios do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    3 O crdito dos benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia na conta corrente de depsito vista, prevista no inciso I do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, poder ser efetuado aps o estabelecimento dos procedimentos necessrios pelo Ministrio do Desen-volvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 24. Os benefcios financeiros mantidos disposio do titular na conta contbil prevista no inciso III do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, que no forem sacados no prazo de trs meses, sero restitudos ao Programa Bolsa Famlia de acordo com o procedimento estabele-cido pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    1 O prazo para a efetivao do saque previsto no caput poder ser ampliado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome para os beneficirios que residam em Munic-pios com acesso precrio rede bancria ou com declarao de situao de emergncia ou de calamidade pblica. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    2 A restituio de que trata o caput no se aplica aos benefcios financeiros disponibilizados nas contas bancrias de que tratam os incisos I e II do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

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    DECRETO N 5 .209

    Seo IVDa Administrao dos Benefcios

    (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 25. As famlias atendidas pelo Programa Bolsa Famlia permanecero com os benefcios liberados mensalmente para pagamento, salvo na ocorrncia das seguintes situaes:

    I - comprovao de trabalho infantil na famlia, nos termos da legislao aplicvel;

    II - descumprimento de condicionalidade que acarrete suspenso ou cancelamento dos bene-fcios concedidos, na forma do 4 do art. 28; (Redao dada pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    III - omisso de informaes ou prestao de informaes falsas para o cadastramento que habilitem indevidamente o declarante e sua famlia ao recebimento dos benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia ou dos Programas Remanescentes; (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    IV - desligamento por ato voluntrio do beneficirio ou por determinao judicial;

    V - alterao cadastral na famlia, cuja modificao implique a inelegibilidade ao Programa, observado o disposto no art. 21; (Redao dada pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    VI - ausncia de saque dos benefcios financeiros por perodo superior ao estabelecido pelo Minist-rio do Desenvolvimento Social e Combate Fome; (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    VII - esgotamento do prazo: (Includo pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    a) para ativao dos cartes magnticos da conta contbil indicada no inciso III do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004; (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    b) para reviso de benefcios, na forma do art. 21. (Includo pelo Decreto n 6.392, de 2008)

    VIII - desligamento em razo de posse do beneficirio do Programa Bolsa Famlia em cargo eletivo remunerado, de qualquer das trs esferas de Governo. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    1 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome definir, quando for o caso, os procedimentos a serem adotados para cada uma das hipteses previstas no caput. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    2 Comprovada a existncia de trabalho infantil, o caso dever ser encaminhado aos rgos competentes. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Seo VDa Insero Financeira das Famlias do Cadastro nico para Programas Sociais do Gover-no Federal e da Incluso Bancria dos Titulares dos Benefcios do Programa Bolsa Famlia

    (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 26. O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome incentivar a insero finan-ceira das famlias registradas no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal pelo acesso a servios financeiros oferecidos pela Caixa Econmica Federal ou outras instituies fi-nanceiras, em condies adequadas ao seu perfil. (Redao dada pelo Decreto n 7.013, de 2009)

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    DECRETO N 5 .209

    Pargrafo nico. A insero financeira de que trata o caput e sua operacionalizao sero ob-jeto de acordo entre o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome e a Caixa Eco-nmica Federal ou outra instituio financeira, que dever contemplar: (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    I - oferta de instrumentos financeiros capazes de contribuir para a promoo da emancipao econmico-financeira das famlias de que trata o caput, respeitando-se a capacidade de com-prometimento financeiro dos cadastrados; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    II - garantia de amplo e fcil acesso a informaes adequadas e claras acerca dos servios fi-nanceiros, especialmente no que se refere a taxas de juros, prazos, custos ou riscos referentes aos servios; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    III - proteo das famlias de que trata o caput contra venda casada, constrangimento e outros abusos na comercializao de servios financeiros, principalmente os que decorram da sua vulnerabilidade scio-econmica, por meio de aes preventivas e punitivas pertinentes; (In-cludo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    IV - previso de instrumentos que possam garantir o atendimento e a resposta s reclamaes, denncias ou sugestes das famlias, em prazos equiparados aos dos demais clientes, respei-tadas as exigncias legais e normativas dos rgos de regulao do mercado; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    V - promoo de aes de educao financeira das famlias de que trata o caput e divulgao de informaes sobre a utilizao adequada dos servios financeiros ofertados; e (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    VI - fornecimento peridico ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome de dados e informaes que possibilitem a realizao de pesquisas sobre o impacto, a eficincia, a efetividade e as potencialidades da insero financeira promovida no mbito do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 26-A. A insero financeira prevista no art. 26, sempre que possvel, contemplar a inclu-so bancria dos titulares de benefcios financeiros do Programa Bolsa Famlia, preferencial-mente, por meio da conta especial de depsito vista de que trata o inciso II do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    1 O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, observada a regulamentao do Conselho Monetrio Nacional, poder firmar acordo com a Caixa Econmica Federal ou outra instituio financeira estabelecendo as condies para abertura da conta especial de que trata o caput, desde que preveja, no mnimo, a gratuidade para: (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    I - abertura e manuteno da conta especial de depsito vista; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    II - fornecimento de carto bancrio com leiaute do Programa Bolsa Famlia; (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    III - solicitao ou impresso de consultas de saldo e de extratos bancrios; e (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

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    DECRETO N 5 .209

    IV - realizao de depsitos e saques. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    2 O acordo de que trata o 1 delimitar, conforme o caso, a quantidade ou periodicidade, adicional ao estabelecido em regulamentao do Conselho Monetrio Nacional, para uso dos servios abrangidos pela gratuidade prevista no referido dispositivo. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 26-B. O titular do benefcio do Programa Bolsa Famlia que possuir ou efetuar a abertura da conta especial de depsito vista, prevista no inciso II do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, passar automaticamente a receber seus benefcios financeiros por meio desta conta, ressalvado o disposto no 2 do art. 23-B. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Pargrafo nico. Os titulares dos benefcios do Programa Bolsa Famlia podero optar, a qual-quer tempo, pelo crdito continuado do benefcio financeiro na conta contbil prevista no inciso III do 12 do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, observado o procedimento estabeleci-do pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    Art. 26-C. O Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome far a articulao com instituies pblicas e da sociedade civil para promover aes coordenadas e continuadas de promoo da insero e educao financeiras destinadas aos beneficirios do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.013, de 2009)

    CAPTULO IIIDAS NORMAS DE ACOMPANHAMENTO, CONTROLE SOCIAL

    E FISCALIZAO DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    Seo IDo Acompanhamento das Condicionalidades

    Art. 27. As condicionalidades do Programa Bolsa Famlia previstas no art. 3 da Lei n 10.836, de 2004, representam as contrapartidas que devem ser cumpridas pelas famlias para a manu-teno dos benefcios e se destinam a: (Redao dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    I - estimular as famlias beneficirias a exercer seu direito de acesso s polticas pblicas de sade, educao e assistncia social, promovendo a melhoria das condies de vida da popu-lao; e (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    II - identificar as vulnerabilidades sociais que afetam ou impedem o acesso das famlias bene-ficirias aos servios pblicos a que tm direito, por meio do monitoramento de seu cumpri-mento. (Includo pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Pargrafo nico. Caber s diversas esferas de governo garantir o acesso pleno aos servios p-blicos de sade, educao e assistncia social, por meio da oferta desses servios, de forma a viabilizar o cumprimento das contrapartidas por parte das famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia. (Redao dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    Art. 28. So responsveis pelo acompanhamento e fiscalizao do cumprimento das condicio-nalidades vinculadas ao Programa Bolsa Famlia, previstas no art. 3 da Lei n 10.836, de 2004:

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    DECRETO N 5 .209

    I - o Ministrio da Sade, no que diz respeito ao acompanhamento do crescimento e desen-volvimento infantil, da assistncia ao pr-natal e ao puerprio, da vacinao, bem como da vigilncia alimentar e nutricional de crianas menores de sete anos; e

    II - o Ministrio da Educao, no que diz respeito freqncia mnima de oitenta e cinco por cento da carga horria escolar mensal, em estabelecimentos de ensino regular, de crianas e adolescentes de seis a quinze anos, e de setenta e cinco por cento da carga horria escolar mensal de jovens com idade de dezesseis a dezessete anos. (Redao dada pelo Decreto n 6.917, de 2009)

    1 Compete ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome o apoio, a articu-lao intersetorial e a superviso das aes governamentais para o cumprimento das condi-cionalidades do Programa Bolsa Famlia, bem assim a disponibilizao da base atualizada do Cadastramento nico do Governo Federal aos Ministrios da Educao e da Sade.

    2 As diretrizes e normas para o acompanhamento das condicionalidades dos Programas Bolsa Famlia e Remanescentes sero disciplinadas em atos administrativos conjuntos do Mi-nistrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome e o Ministrio da Sade, nos termos do inciso I, e o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome e o Ministrio da Educa-o, nos termos do inciso II.

    3 Os Estados, Distrito Federal e Municpios que reunirem as condies tcnicas e opera-cionais para a gesto do acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Famlia podero exercer essa atribuio na forma disciplinada pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome e o Ministrio da Sade, nos termos do inciso I, e o Ministrio da Educao, nos termos do inciso II.

    4 Ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome disciplinar a gesto das condicionalidades do Programa Bolsa Famlia, especialmente no que diz respeito s consequencias do seu cumprimento e descumprimento pelas famlias beneficirias e s hip-teses de interrupo temporria dos efeitos decorrentes do seu descumprimento. (Redao dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    5 No sero penalizadas com a suspenso ou cancelamento do benefcio as famlias que no cumprirem as condicionalidades previstas, quando no houver a oferta do respectivo ser-vio ou por fora maior ou caso fortuito.

    Seo IIDo Controle Social

    Art. 29. O controle e participao social do Programa Bolsa Famlia devero ser realizados, em mbito local, por instncia de controle social formalmente constituda pelo Municpio ou pelo Distrito Federal, respeitada a paridade entre governo e sociedade, sem prejuzo de outras compe-tncias que lhes sejam atribudas pela legislao. (Redao dada pelo Decreto n 7.332, de 2010)

    1 (Revogado pelo Decreto n 7.332, de 2010)

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    DECRETO N 5 .209

    2 Por deciso do Poder Pblico municipal ou do Distrito Federal, o controle social do Pro-grama Bolsa Famlia poder ser realizado por conselho ou instncia anteriormente existente, garantidas a paridade prevista no caput e a intersetorialidade prevista no 1.

    3 Os Municpios podero associar-se para exercer o controle social do Programa Bolsa Fam-lia, desde que se estabelea formalmente, por meio de termo de cooperao intermunicipal, a distribuio de todas as competncias e atribuies necessrias ao perfeito acompanhamento dos Programas Bolsa Famlia e Remanescentes colocados sob sua jurisdio.

    Art. 30. O controle social do Programa Bolsa Famlia no nvel estadual poder ser exercido por conselho, institudo formalmente, nos moldes do art. 29.

    Art. 31. Cabe aos conselhos de controle social do Programa Bolsa Famlia:

    I - acompanhar, avaliar e subsidiar a fiscalizao da execuo do Programa Bolsa Famlia, no mbito municipal ou jurisdicional;

    II - acompanhar e estimular a integrao e a oferta de outras polticas pblicas sociais para as famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia;

    III - acompanhar a oferta por parte dos governos locais dos servios necessrios para a reali-zao das condicionalidades;

    IV - estimular a participao comunitria no controle da execuo do Programa Bolsa Famlia, no mbito municipal ou jurisdicional;

    V - elaborar, aprovar e modificar seu regimento interno; e

    VI - exercer outras atribuies estabelecidas em normas complementares do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    Art. 32. Para o pleno exerccio, no mbito do respectivo Municpio ou, quando for o caso, do Estado ou do Distrito Federal, das competncias previstas no art. 31, ao conselho de controle social ser franqueado acesso aos formulrios do Cadastramento nico do Governo Federal e aos dados e informaes constantes em sistema informatizado desenvolvido para gesto, controle e acompanhamento do Programa Bolsa Famlia e dos Programas Remanescentes, bem como as informaes relacionadas s condicionalidades, alm de outros que venham a ser definidos pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    1 A relao de beneficirios do Programa Bolsa Famlia dever ser amplamente divulgada pelo Poder Pblico municipal e do Distrito Federal.

    2 A utilizao indevida dos dados disponibilizados acarretar a aplicao de sano civil e penal na forma da lei.

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    DECRETO N 5 .209

    Seo IIIDa Fiscalizao

    Art. 33. A apurao das denncias relacionadas ao recebimento indevido de benefcios dos Programas Bolsa Famlia e Remanescentes, nos termos dos artigos 14 e 14-A da Lei n 10.836, de 2004, ser realizada pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministrio do De-senvolvimento Social e Combate Fome. (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012

    1 Os documentos que contm os registros realizados no Cadastramento nico do Governo Federal devero ser mantidos pelos Municpios e Distrito Federal pelo prazo mnimo de cinco anos, contados da data de encerramento do exerccio em que ocorrer a incluso ou atualiza-o dos dados relativos s famlias cadastradas.

    2 A Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome solicitar gesto municipal ou coordenao estadual do Programa informa-es, pareceres e outros documentos necessrios instruo dos procedimentos de fiscalizao e acompanhamento do Programa Bolsa Famlia. (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    3 O no atendimento s solicitaes previstas no 2, nos prazos definidos pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, poder repercutir: (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    I - no valor dos recursos repassados a ttulo de apoio gesto descentralizada do Programa; e (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    II - na adoo de medidas definidas quando da adeso dos entes federados ao Programa, de que trata o 1 do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    Art. 34. Sem prejuzo da sano penal aplicvel, o beneficirio que dolosamente prestar infor-maes falsas ou utilizar qualquer outro meio ilcito para indevidamente ingressar ou se man-ter como beneficirio do Programa Bolsa Famlia ser obrigado a ressarcir o valor recebido de forma indevida, mediante processo administrativo, conforme disposto no art. 14-A da Lei n 10.836, de 2004. (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    1 A Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome poder, diretamente ou por meio de articulao com a gesto municipal ou do Distrito Federal, convocar beneficirios do Programa Bolsa Famlia ou remanescentes, que devero comparecer perante a rea responsvel pela gesto local do Programa e apresentar as informaes requeridas. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    2 No caso de no atendimento convocao prevista no 1, nos prazos definidos em ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome, a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome poder pro-mover a excluso do beneficirio do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    3 A pessoa excluda do Programa na forma prevista no 2 somente poder retornar con-dio de beneficirio aps decorrido prazo previsto definido em ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

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    DECRETO N 5 .209

    4 Verificadas a inexistncia de dolo por parte de beneficirio que tenha recebido indevida-mente o benefcio ou a impossibilidade de sua comprovao, o benefcio ser cancelado e o respectivo processo ser arquivado. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    5 Verificada a existncia de indcios de dolo por parte do beneficirio que tenha prestado informaes falsas ou utilizado qualquer outro meio ilcito, a fim de indevidamente ingressar ou se manter no Programa Bolsa Famlia, este ser notificado a apresentar defesa no prazo mximo de trinta dias, contado da data de recebimento da notificao. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    6 Quando no for apresentada defesa ou quando esta for julgada improcedente, o processo ser concludo e o beneficirio ser notificado a realizar o ressarcimento do valor recebido indevidamente, a ser pago no prazo de sessenta dias, contado do recebimento da notificao. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    7 Da deciso de que trata o 5 caber recurso ao Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome, no prazo de trinta dias, contado da data de recebimento da notifi-cao oficial da deciso do processo que apurou o dolo do beneficirio. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    8 O recurso de que trata o 7 ter efeito suspensivo. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    9 Permanecendo, em qualquer caso, a deciso pelo ressarcimento dos recursos recebidos indevidamente, o beneficirio ficar impedido de reingressar no programa pelo perodo de um ano contado da quitao do ressarcimento. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    10. A devoluo voluntria dos recursos recebidos de forma indevida pelo beneficirio, inde-pendentemente de atualizao monetria, no ensejar a instaurao de procedimento admi-nistrativo de que trata o caput, desde que: (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    I - anteceda o recebimento de denncia ou identificao de indcios de recebimento indevido em qualquer processo de fiscalizao; e (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    II - corresponda ao valor integralmente recebido no perodo em que o beneficirio no se enquadrava nos critrios para recebimento de benefcios do Programa Bolsa Famlia. (Includo pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    Art. 35. Constatada a ocorrncia de irregularidade na execuo local do Programa Bolsa Fa-mlia, conforme estabelecido no art. 14 da Lei n 10.836, de 2004, que ocasione pagamento indevido de benefcios do Programa Bolsa Famlia, sem prejuzo de outras sanes adminis-trativas, cveis e penais, caber Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome: (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    I - promover o cancelamento dos benefcios resultantes do ato irregular praticado; (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    II - recomendar ao Poder Executivo Municipal ou do Distrito Federal a instaurao de sindicn-cia ou de processo administrativo disciplinar relativo ao servidor pblico ou ao agente da enti-dade conveniada ou contratada responsvel; (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

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    DECRETO N 5 .209

    III - propor autoridade competente a instaurao de tomada de contas especial, com o ob-jetivo de submeter ao exame preliminar do Sistema de Controle Interno e ao julgamento do Tribunal de Contas da Unio os casos e situaes identificados nos procedimentos de fiscali-zao que configurem a prtica de ato ilegal, ilegtimo ou antieconmico de que resulte dano ao Errio, na forma do art. 8 da Lei n 8.443, de 16 de julho de 1992; e (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    IV - aplicar a sano prevista no 2 do art. 14 da Lei n 10.836, de 2004, caso o servidor p-blico ou o agente da entidade conveniada ou contratada seja responsabilizado, administrativa ou judicialmente, pela prtica dolosa prevista nos incisos I ou II do caput do referido artigo. (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    1 Os crditos Unio decorrentes da aplicao do disposto no inciso IV do caput, sero constitudos tendo em vista os seguintes casos e situaes relativos operacionalizao do Programa Bolsa Famlia: (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    I - apropriao indevida de cartes que resulte em saques irregulares de benefcios;

    II - prestao de declarao falsa que produza efeito financeiro;

    III - insero de dados inverdicos no Cadastramento nico do Governo Federal de Programas Sociais do Governo Federal que resulte na incorporao indevida de beneficirios no programa;

    IV - cobrana de valor indevido s famlias beneficirias por unidades pagadoras dos Progra-mas Bolsa Famlia e Remanescentes; ou

    V - cobrana, pelo Poder Pblico, de valor associado realizao de cadastramento de famlias.

    2 Os casos no previstos no 1 sero objeto de anlise e deliberao do Ministrio do Desen-volvimento Social e Combate Fome, por meio da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania.

    3 Do ato de constituio dos crditos caber recurso quanto gradao da multa, que de-ver ser apresentado ao Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome, no prazo de trinta dias, contado da data de recebimento da notificao de cobrana. (Redao dada pelo Decreto n 7.852, de 2012)

    4 O recurso interposto nos termos do 3 ter efeito suspensivo.

    5 A deciso final do julgamento de recurso regularmente interposto dever ser pronunciada dentro de sessenta dias a contar da data de recebimento das alegaes e documentos do con-traditrio, endereados Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, em Braslia DF.

    CAPTULO IVDAS DISPOSIES TRANSITRIAS E FINAIS

    Art. 36. As informaes e os procedimentos exigidos nos termos deste Decreto, bem assim os decorrentes da prtica dos atos delegados na forma do art. 8 da Lei n 10.836, de 2004, pode-ro ser encaminhados por meio eletrnico, mediante a utilizao de aplicativos padronizados de utilizao obrigatria e exclusiva.

  • 82

    DECRETO N 5 .209

    Pargrafo nico. Os aplicativos padronizados sero acessados mediante a utilizao de senha in-dividual, e ser mantido registro que permita identificar o responsvel pela transao efetuada.

    Art. 37. A partir da data de publicao deste Decreto, o recebimento do benefcio do Progra-ma Bolsa Famlia implicar aceitao tcita de cumprimento das condicionalidades a que se referem os arts. 27 e 28.

    Art. 38. At a data de publicao deste Decreto, ficam convalidados os quantitativos de bene-fcios concedidos a partir da vigncia da Medida Provisria n 132, de 20 de outubro de 2003, e os recursos restitudos nos termos do art. 24.

    Art. 39. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicao.

    Braslia, 17 de setembro de 2004; 183 da Independncia e 116 da Repblica.

    LUIZ INCIO LULA DA SILVAPatrus Ananias

    Este texto no substitui o publicado no DOU de 20.9.2004

  • 83

    DECRETO N 7 .788, DE 15 DE AGOSTO DE 2012

    Regulamenta o Fundo Nacional de Assistncia So-cial, institudo pela Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993, e d outras providncias.

    A PRESIDENTA DA REPBLICA, no uso da atribuio que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituio, e tendo em vista o disposto na Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993,

    DECRETA:

    Art. 1 O Fundo Nacional de Assistncia Social - FNAS, fundo pblico de gesto oramentria, financeira e contbil, institudo pela Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993, tem como obje-tivo proporcionar recursos para cofinanciar gesto, servios, programas, projetos e benefcios de assistncia social.

    Art. 2 Caber ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, enquanto rgo responsvel pela coordenao da Poltica Nacional de Assistncia Social, gerir o FNAS, sob orientao e acompanhamento do Conselho Nacional de Assistncia Social - CNAS.

    1 A proposta oramentria do FNAS constar das polticas e programas anuais e plurianuais do Governo federal e ser submetida apreciao e aprovao do CNAS.

    2 O oramento do FNAS integrar o oramento do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    Art. 3 Constituem recursos do FNAS:

    I - os consignados a seu favor na Lei Oramentria Anual;

    II - as receitas provenientes de alienao de bens mveis e imveis da Unio destinados as-sistncia social;

    II - as receitas provenientes de aluguis de bens imveis da Unio destinados assistncia social; e

    IV - outras fontes que vierem a ser institudas.

    Pargrafo nico. Podero ser realizadas descentralizaes internas e externas para o FNAS, nos termos do Decreto n 825, de 28 de maio de 1993, para atender despesas com servios, programas ou projetos de assistncia social, de que trata o inciso II do caput do art. 12 da Lei n 8.742, de 1993.

    Art. 4 Os recursos repassados pelo FNAS destinam-se ao:

    I - cofinanciamento dos servios de carter continuado e de programas e projetos de assistn-cia social, destinado ao custeio de aes e ao investimento em equipamentos pblicos da rede socioassistencial dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios;

  • 84

    II - cofinanciamento da estruturao da rede socioassistencial dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, incluindo ampliao e construo de equipamentos pblicos, para aprimo-rar a capacidade instalada e fortalecer o Sistema nico da Assistncia Social - SUAS;

    III - atendimento, em conjunto com os Estados, o Distrito Federal e os Municpios, s aes assistenciais de carter de emergncia;

    IV - aprimoramento da gesto de servios, programas, projetos e benefcios de assistncia so-cial, por meio do ndice de Gesto Descentralizada - IGD do SUAS, para a utilizao no mbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, conforme legislao especfica;

    V - apoio financeiro s aes de gesto e execuo descentralizada do Programa Bolsa Famlia pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municpios, por meio do ndice de Gesto Descen-tralizada do Programa Bolsa Famlia - IGD, conforme legislao especfica;

    VI - pagamento, operacionalizao, gesto, informatizao, pesquisa, monitoramento e avalia-o do benefcio de prestao continuada e de renda mensal vitalcia; e

    VII - atendimento das despesas de operacionalizao que visem implementar aes de assis-tncia social.

    1 Os recursos de que tratam os incisos I, IV e V do caput sero transferidos, de forma regular e automtica, diretamente do FNAS para os fundos de assistncia social dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, independente de celebrao de convnio, ajuste, acordo, contrato ou instrumento congnere, observados os critrios aprovados pelo CNAS, vista de avaliaes tcnicas peridicas, realizadas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    2 Os recursos de que tratam os incisos II e III do caput podero ser transferidos, de forma automtica, diretamente do FNAS para os fundos de assistncia social dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, independente de celebrao de convnio, ajuste, acordo, contrato ou instrumento congnere, conforme disciplinado em ato do Ministro de Estado do Desenvol-vimento Social e Combate Fome.

    3 Os recursos de que trata o inciso VI do caput sero repassados pelo Ministrio do De-senvolvimento Social e Combate Fome diretamente ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, por meio de celebrao de termo de cooperao ou outro instrumento definido em ato conjunto do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome e do Presidente do INSS.

    4 Os recursos de que trata o inciso I do caput tambm podero ser utilizados pelos entes federados:

    I - para pagamento de profissionais que integrarem equipes de referncia, nos termos do art. 6-E da Lei n 8.742, de 1993; e

    II - para capacitao de recursos humanos e desenvolvimento de estudos e pesquisas essen-ciais execuo de servios, programas e projetos de assistncia social.

    5 O FNAS poder repassar recursos destinados assistncia social aos entes federados por meio de convnio, ajuste, acordo, contrato ou instrumento congnere, sendo vedado ao con-venente transferir a terceiros a execuo do objeto do instrumento.

  • 85

    DECRETO N 7 .788

    Art. 5 So condies para transferncia de recursos do FNAS aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios:

    I - a instituio e o funcionamento de Conselho de Assistncia Social;

    II - a instituio e o funcionamento de Fundo de Assistncia Social, devidamente constitudo como unidade oramentria;

    III - a elaborao de Plano de Assistncia Social; e

    IV - a comprovao oramentria de recursos prprios destinados assistncia social, aloca-dos em seus respectivos fundos de assistncia social.

    Pargrafo nico. O planejamento das atividades a serem desenvolvidas com recursos do FNAS integrar o Plano de Assistncia Social, na forma definida em ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    Art. 6 Os recursos transferidos do FNAS aos fundos dos Estados, Distrito Federal e Municpios sero aplicados segundo prioridades estabelecidas em planos de assistncia social, aprovados por seus respectivos conselhos, observada, no caso de transferncia a fundos municipais, a compatibilizao com o plano estadual e o respeito ao princpio da equidade.

    Art. 7 O cofinanciamento federal de servios, programas e projetos de assistncia social e de sua gesto, no mbito do SUAS, poder ser realizado por meio de blocos de financiamento.

    Pargrafo nico. Consideram-se blocos de financiamento o conjunto de servios, programas e projetos, devidamente tipificados e agrupados, e sua gesto, na forma definida em ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    Art. 8 A prestao de contas da utilizao de recursos federais de que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 4, repassados para os fundos de assistncia social dos Estados, dos Munic-pios e do Distrito Federal, ser realizada por meio de declarao anual dos entes recebedores ao ente transferidor, mediante relatrio de gesto submetido apreciao do respectivo con-selho de assistncia social, que comprovar a execuo das aes.

    1 Para fins de prestao de contas dos recursos federais de que trata inciso I do caput do art. 4, considera-se relatrio de gesto as informaes relativas execuo fsica e financeira dos recursos transferidos, declaradas pelos entes federados em instrumento informatizado especfico, disponibilizado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    2 A prestao de contas, na forma do caput, ser submetida aprovao do FNAS.

    Art. 9 A utilizao e prestao de contas de recursos federais recebidos pelos fundos de assis-tncia social dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal, de que tratam os incisos IV e V do caput do art. 4, observar o disposto em legislao especfica.

    Art. 10. Os recursos de que trata o inciso I do caput do art. 4 podero ser repassados pelos fundos estaduais, municipais e do Distrito Federal para entidades e organizaes que com-pem a rede socioassistencial, observados os critrios estabelecidos pelos respectivos conse-lhos, o disposto no art. 9 da Lei n 8.742, de 1993, e a legislao aplicvel.

  • 86

    DECRETO N 7 .788

    Art. 11. Os demonstrativos da execuo oramentria e financeira do FNAS sero submetidos apreciao do CNAS trimestralmente, de forma sinttica, e anualmente, de forma analtica.

    Art. 12. O FNAS atuar de forma integrada com as unidades de programao financeira do Mi-nistrio de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome, de que tratam o inciso II do caput do art. 4, o inciso II do caput do art. 11 e o inciso II do caput do art. 17 da Lei n 10.180, de 6 de fevereiro de 2001.

    Art. 13. O Ministrio de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome expedir as nor-mas necessrias para a execuo deste Decreto.

    Art. 14. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicao.

    Art. 15. Ficam revogados os Decretos no 1.605, de 25 de agosto de 1995, e n 2.529, de 25 de maro de 1998.

    Braslia, 15 de agosto de 2012; 191 da Independncia e 124 da Repblica.

    DILMA ROUSSEFFGuido MantegaMiriam BelchiorTereza Campello

    Este texto no substitui o publicado no DOU de 16.8.2012

  • 87

    PORTARIA GM/MDS N 246, DE 20 DE MAIO DE 2005

    Aprova os instrumentos necessrios formalizao da adeso dos municpios ao Programa Bolsa Famlia, designao dos gestores municipais do Programa e informao sobre sua instncia local de controle social, e define o procedimento de adeso dos entes locais ao referido Programa.

    O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, com base na Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e no uso das atribuies que lhe confere o art. 2 do Decreto n 5.209 , de 17 de setembro de 2004, e CONSIDERANDO:

    Que os municpios brasileiros so entes autnomos, de acordo com o art. 18, caput, da Cons-tituio da Repblica;

    Que a realizao dos objetivos da Repblica Federativa do Brasil de erradicar a pobreza e a marginalizao, assim como de reduzir as desigualdades sociais e regionais, previstos no art. 3o, III, da Constituio, depende do compartilhamento de responsabilidades, da cooperao e da coordenao de aes entre a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os municpios, de acordo com a diretriz inscrita no art. 204, I, da Lei Maior;

    Que o Programa Bolsa Famlia, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, constitui uma poltica intersetorial voltada ao enfrentamento da pobreza, ao apoio pblico e eman-cipao das famlias em situao de vulnerabilidade scio-econmica, requerendo, para sua efetividade, cooperao interfederativa e coordenao das aes dos entes pblicos envolvi-dos em sua gesto e execuo;

    Que os recursos financeiros repassados aos cidados beneficirios do Programa Bolsa Famlia representam um instrumento de recuperao e dinamizao da economia local dos munic-pios brasileiros; e

    A necessidade de formalizar a adeso dos entes federados ao Programa Bolsa Famlia, em vir-tude do fim da vigncia, em 31 de dezembro de 2005, das adeses e convnios aos programas remanescentes, conforme disposto no art. 11, 2 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, assegurando assim a continuidade no funcionamento do Programa Bolsa Famlia;

    RESOLVE:

    Art. 1 Aprovar os instrumentos necessrios adeso dos municpios ao Programa Bolsa Fam-lia, institudo pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, na forma dos documentos contidos nos Anexos desta Portaria, assim como definir o procedimento de adeso dos entes locais ao referido Programa.

  • 88

    Pargrafo nico. Os anexos mencionados no caput tm os seguintes contedos:

    I Anexo I: Termo de Adeso do Municpio ao Programa Bolsa Famlia e ao Cadastro nico de Programas Sociais;

    II Anexo II: Formulrio de Designao do Gestor Municipal do Programa Bolsa Famlia; e

    III Anexo III: Formulrio para Formalizao da Instncia de Controle Social do Programa Bolsa Famlia.

    Art. 2 So requisitos da adeso do municpio ao Programa Bolsa Famlia:

    I a existncia formal e o pleno funcionamento de um comit ou conselho local de controle social do Programa Bolsa Famlia; e

    II a indicao do gestor municipal do Programa.

    1 O municpio interessado em aderir ao Programa Bolsa Famlia manifestar sua vontade mediante o preenchimento, a assinatura e o envio dos documentos contidos nos Anexos I, II e III desta Portaria Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC.

    2 O termo de adeso ao Programa, apresentado no Anexo I desta Portaria, dever ser obri-gatoriamente assinado pelo prefeito municipal, ou por seu substituto formalmente designado.

    3 A adeso de que trata o caput produzir seus efeitos a partir da assinatura do Termo de Adeso pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome, aps seu envio pelo municpio.

    4 O termo de adeso sistematiza os compromissos assumidos pelo municpio signatrio ao tornar-se participante do Programa Bolsa Famlia, respondendo assim pela gesto e execuo da iniciativa em seu territrio de abrangncia.

    5 A adeso ao Programa de acordo com o disposto nesta norma substitui os termos de coo-perao firmados sob o amparo do art. 12, caput, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, sem prejuzo dos termos vigentes na data de publicao desta Portaria.

    Art. 3 A expanso do nmero de beneficirios do Programa Bolsa Famlia, no nvel municipal, depender prioritariamente da adeso ao Programa Bolsa Famlia firmada segundo os proce-dimentos estabelecidos pela presente Portaria, bem como da execuo regular e bem gerida do Programa no mbito local.

    Pargrafo nico. A adeso ao Programa e sua execuo regular e bem gerida, pelo municpio, tambm podero ser levadas em considerao em processos de destinao voluntria de re-cursos pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, respeitada a legislao que disciplina os programas implementados por este rgo.

    Art. 4 Ser enviada instncia responsvel pela gesto do Programa Bolsa Famlia em cada Estado cpia do conjunto dos termos de adeso firmados pelos municpios situados em seu territrio de abrangncia.

    Art. 5 O municpio que aderir ao Programa Bolsa Famlia por meio do procedimento previsto nesta Portaria se tornar elegvel ao recebimento de recursos financeiros para o desenvolvi-

  • 89

    PORTARIA N 246

    mento de sua capacidade de gesto do Programa Bolsa Famlia e do Cadastro nico de Progra-mas Sociais, conforme dispuser norma especfica.

    Art. 6 Os municpios disporo de cento e vinte dias, contados a partir da data de publicao desta Portaria, para realizarem o procedimento de adeso ao Programa Bolsa Famlia.

    Pargrafo nico. No decorrer do perodo indicado no caput, a SENARC encaminhar mensal-mente instncia responsvel pela gesto do Programa Bolsa Famlia em cada Estado a lista-gem de seus municpios que aderirem ao procedimento previsto nesta Portaria.

    Art. 7 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    PATRUS ANANIAS DE SOUSAMinistro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome

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    PORTARIA N 246

    ANEXO I

    TERMO DE ADESO AO PROGRAMA BOLSA FAMLIA E AOCADASTRO NICO DE PROGRAMAS SOCIAIS

    O Municpio de , Estado , inscrito no CNPJ/MF sob o n , doravante denominado MUNICPIO, neste ato representado pelo(a) Prefeito(a) , brasileiro(a), RG n , e CPF n , e o Governo Federal, por intermdio do MINISTRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, inscrito no CNPJ/MF sob o n 05.526.783/0001-65, situado na Esplanada dos Ministrios, Bloco C, 5 andar, em Braslia, DF, doravante denominado MINISTRIO, representado neste ato pelo Ministro de Estado, Sr. PATRUS ANANIAS DE SOUSA, brasileiro, RG n 889.329 SSP/MG e CPF n 174.864.406-87, e CONSIDERANDO:

    Que os municpios brasileiros so entes autnomos, de acordo com o art. 18, caput, da Cons-tituio da Repblica;

    Que a realizao dos objetivos da Repblica Federativa do Brasil de erradicar a pobreza e a marginalizao, assim como de reduzir as desigualdades sociais e regionais, previstos no art. 3o, III, da Constituio, depende do compartilhamento de responsabilidades, da cooperao e da coordenao de aes entre a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os municpios, de acordo com a diretriz inscrita no art. 204, I, da Lei Maior;

    Que o Programa Bolsa Famlia, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, constitui uma poltica intersetorial voltada ao enfrentamento da pobreza, ao apoio pblico e eman-cipao das famlias em situao de vulnerabilidade scio-econmica, requerendo, para sua efetividade, cooperao interfederativa e coordenao das aes dos entes pblicos envolvi-dos em sua gesto e execuo;

    Que os recursos financeiros repassados aos cidados beneficirios do Programa Bolsa Famlia representam um instrumento de recuperao e dinamizao da economia local dos munic-pios brasileiros; e

    A necessidade de formalizar a adeso dos entes federados ao Programa Bolsa Famlia, em vir-tude do fim da vigncia, em 31 de dezembro de 2005, das adeses e convnios aos programas remanescentes, conforme disposto no art. 11, 2 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, assegurando assim a continuidade no funcionamento do Programa Bolsa Famlia;

    RESOLVEM firmar o presente TERMO DE ADESO, que ser regido pelas seguintes clusulas e condies:

    CLUSULA PRIMEIRA DO OBJETO

    A adeso do MUNICPIO ao Programa Bolsa Famlia, a fim de cooperar, no mbito de seu terri-trio, com o MINISTRIO, segundo o previsto no art. 11, caput e 1, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004.

  • 91

    PORTARIA N 246

    CLUSULA SEGUNDA DOS REQUISITOS

    O MUNICPIO, ao firmar o presente Termo, atesta o cumprimento das seguintes aes:

    I - constituio formal e suporte ao efetivo funcionamento de Conselho ou Comit de Controle Social do Programa Bolsa Famlia, ou delegao de competncia a um conselho ou instncia anteriormente existente, respeitada a intersetorialidade e a paridade entre governo e socie-dade, nos termos do art. 29 do Decreto n 5.209, de 2004.

    II - designao do gestor local do Programa Bolsa Famlia, o qual dever responder:

    a) pela interlocuo com a instncia local de controle social do Programa;

    b) pela gesto e coordenao municipal do programa;

    c) pela articulao com os governos federal e estadual; e

    d) pela integrao do Programa Bolsa Famlia com as reas de sade, educao, assistncia social e segurana alimentar, dentre outras, quando existentes, visando ao desenvolvimento das aes do Programa Bolsa Famlia no mbito municipal; e

    III - informao ao MINISTRIO a respeito do gestor local do Programa e da instncia de con-trole social mencionados nos incisos I e II, por meio do preenchimento e envio dos formulrios constantes dos Anexos I e II deste Termo de Adeso Secretaria Nacional de Renda de Cida-dania - SENARC.

    CLUSULA TERCEIRA DOS COMPROMISSOS DO MINISTRIO

    O MINISTRIO assumir as seguintes atribuies em relao ao municpio aderente, no mbito do Programa Bolsa Famlia:

    I - implementar o pagamento mensal de benefcios s famlias beneficirias, no territrio do municpio, na forma do art. 16 do Decreto n 5.209, de 2004;

    II - disciplinar e normatizar os procedimentos de gesto e de execuo do Programa Bolsa Fa-mlia e do Cadastro nico previsto no art. 1, pargrafo nico, da Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, coordenando e gerenciando a sua implementao, no mbito federal, e promovendo a integrao de aes entre a Unio e o municpio;

    III - elaborar e tornar disponvel ao municpio a Programao Financeira relativa ao Programa Bolsa Famlia;

    IV - desenvolver, e disponibilizar ao municpio, instrumentos e sistemas de gesto do Cadastro nico, de gesto de benefcios, de acompanhamento de condicionalidades, dentre outros;

    V - tornar disponveis ao municpio, de forma rotineira, informaes e eventuais bases de da-dos a respeito de:

    a) famlias cadastradas no Cadastro nico;

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    PORTARIA N 246

    b) famlias selecionadas como beneficirias do Programa Bolsa Famlia;

    c) famlias que recebem recursos financeiros dos Programas Remanescentes, definidos no art. 3o, 1 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004;

    d) benefcios bloqueados ou cancelados;

    e) cartes no entregues e benefcios no sacados;

    f) resultados das aes de fiscalizao;

    g) resultados de aes de monitoramento do programa e de seus instrumentos operacionais;

    h) estratgias de expanso e de incluso de novas famlias;

    i) outras necessrias ao planejamento da execuo das aes do programa na esfera municipal;

    VI - apoiar a capacitao dos agentes envolvidos na gesto e execuo do Programa e do Ca-dastro nico, compreendendo os gestores, tcnicos, profissionais das reas de assistncia so-cial, sade e educao, conselheiros, entre outros, em articulao com o municpio e, sempre que possvel, com o Estado onde este se situa;

    VII - promover a articulao e a integrao do Programa Bolsa Famlia com programas comple-mentares executados no mbito federal, com foco no atendimento das famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia;

    VIII - tornar disponveis ao municpio, aos cidados e aos demais interessados, canais de comu-nicao, para o recebimento de sugestes e de denncias sobre eventuais irregularidades na implementao do Programa; e

    IX - enviar instncia responsvel pela gesto do Programa Bolsa Famlia, no Estado onde se situa o MUNICPIO, cpia do presente Termo de Adeso.

    CLUSULA QUARTA DOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS PELO MUNICPIOS

    O MUNICPIO compromete-se a:

    I. proceder inscrio das famlias em situao de pobreza e extrema pobreza, de acordo com as definies do art. 18, caput, do Decreto n 5.209, de 2004, residentes em seu territrio, na base de dados do Cadastro nico dos Programas Sociais do Governo Federal Cadastro nico, mantendo as informaes atualizadas e organizadas;

    II. realizar a gesto dos benefcios do Programa Bolsa Famlia e Programas Remanescentes con-cedidos pelo Governo Federal s famlias que residem em seu territrio compreendendo as atividades de bloqueio, desbloqueio ou o cancelamento de benefcios dos Programas -, observa-da a legislao vigente e as normas e instrumentos de gesto disponibilizados pelo MINISTRIO;

    III. promover a apurao e/ou o encaminhamento, s instncias cabveis, de denncias sobre irregularidades na execuo do Programa Bolsa Famlia e/ou no Cadastro nico no mbito local;

  • 93

    PORTARIA N 246

    IV. promover, em articulao com os Governos Federal e Estadual, o acesso dos beneficirios do Programa Bolsa Famlia aos servios de educao e sade, a fim de permitir o cumprimento das condicionalidades pelas famlias beneficirias;

    V. acompanhar o cumprimento das condicionalidades pelas famlias beneficirias, segundo normas e instrumentos disponibilizados pelo Governo Federal;

    VI. proceder ao acompanhamento das famlias beneficirias, em especial atuando nos casos de maior vulnerabilidade social;

    VII. estabelecer parcerias com rgos e instituies municipais, estaduais e federais, governa-mentais e no-governamentais, para a oferta de programas complementares aos beneficirios do Programa Bolsa Famlia, especialmente aes de alfabetizao, de capacitao profissional e de gerao de emprego e renda desenvolvidas em sua esfera de competncias.

    1 - A expanso do nmero de beneficirios do Programa Bolsa Famlia, no nvel municipal, depender prioritariamente da adeso ao Programa Bolsa Famlia, bem como da execuo regular e bem gerida do Programa no mbito local.

    2 - A adeso do MUNICPIO ao Programa e sua execuo regular e bem gerida tambm po-dero ser levadas em considerao em processos de destinao voluntria de recursos pelo MI-NISTRIO, respeitada a legislao que disciplina os programas implementados por este rgo.

    CLUSULA QUINTA DA DENNCIA OU DA RESCISO

    Este Termo poder ser denunciado pelos partcipes e rescindido a qualquer tempo, mediante notificao por escrito, com antecedncia mnima de 60 (sessenta) dias, ficando as partes res-ponsveis pelas obrigaes assumidas durante o perodo de vigncia.

    CLUSULA SEXTA DAS ALTERAES

    O presente Termo poder ser alterado durante a sua vigncia, de comum acordo entre os par-tcipes, mediante Termo Aditivo devidamente justificado, seguindo o mesmo procedimento previsto na Clusula Quinta, sendo vedada a modificao do objeto.

    CLUSULA STIMA DO PESSOAL

    Em qualquer situao, os profissionais envolvidos na execuo dos trabalhos decorrentes da vigncia deste Termo permanecero subordinados s entidades s quais estejam vinculados, no se estabelecendo qualquer tipo de relao empregatcia com o PARTCIPE a que estiverem prestando servios.

    CLUSULA OITAVA DA PUBLICAO

    O extrato do presente termo ser publicado pelo MINISTRIO no Dirio Oficial da Unio.

  • 94

    PORTARIA N 246

    CLUSULA NONA DO FORO

    As partes elegem o Foro da Justia Federal do Distrito Federal como o competente para dirimir quaisquer dvidas ou questes fundadas neste Termo, com a excluso de qualquer outro, por mais privilegiado que seja.

    , de de .

    PATRUS ANANIAS DE SOUZA Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome

    Prefeito(a) do Municpio de

    TESTEMUNHAS:

    NOME: NOME:

    CPF: CPF:

    RG: RG:

  • 95

    PORTARIA N 246

    ANEXO II

    FORMULRIO DE DESIGNAO DO GESTOR MUNICIPAL DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    1. DADOS DA PREFEITURA

    Nome do municpio CNPJ UF

    Nome do (a) Prefeito(a)

    Endereo para correspondncia

    Bairro CEP Tel ( )

    Endereo Eletrnico (E-mail) Fax ( )

    2. DADOS DO RGO GESTOR DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    Secretaria de:

    a. ( ) Assistncia Social b. ( ) Sade c. ( ) Educao

    d. ( ) Governo / Gabinete do Prefeito e. ( ) Outra. Qual?

    Nome do Gestor Sexo ( ) F ( ) M

    CPF

    Cargo/Funo Escolaridade: ( ) Doutorado

    ( ) Mestrado ( ) Mdio completo

    ( ) Ps-graduao ( ) Mdio incompleto

    ( ) Superior completo ( ) Fundamental completo

    ( ) Superior incompleto ( ) Fundamental incompleto

    Endereo Profissional

    Bairro CEP Tel ( )

    Endereo Eletrnico (E-mail) Fax ( )

  • 96

    PORTARIA N 246

    3. A REA RESPONSVEL PELO PROGRAMA BOLSA FAMLIA A MESMA QUE COORDENA O CADASTRO NICO?

    ( ) Sim ( ) No

    Se a resposta for NO, a qual Secretaria est vinculado o Cadastro nico?

    a. ( ) Assistncia Social b. ( ) Sade c. ( ) Educao

    d. ( ) Governo / Gab. Prefeito e. ( ) Outra. Qual?

    4. DESIGNAO DO GESTOR DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    Designo o(a) Senhor(a) ,

    Gestor do Programa Bolsa Famlia neste Municpio.

    Assinatura do Prefeito

    CPF:

    Assinatura do Gestor Municipal do Programa

    CPF:

    , de de .

  • 97

    PORTARIA N 246

    ANEXO III

    FORMULRIO PARA FORMALIZAO DA INSTNCIA DE CONTROLE SO-CIAL DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    1. DADOS DA PREFEITURA

    Nome do municpio CNPJ UF

    Nome do (a) Prefeito(a)

    Endereo para correspondncia

    Bairro CEP Tel ( )

    Endereo Eletrnico (E-mail) Fax ( )

    2. DADOS DA INSTNCIA DE CONTROLE SOCIAL

    Nome da Instncia:

    Endereo para correspondncia:

    Bairro: CEP: Tel: ( )

    Endereo Eletrnico (E-mail) Fax ( )

    3. A INSTNCIA RESPONSVEL PELO CONTROLE SOCIAL DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA FOI CRIADA ESPECIALMENTE PARA O PROGRAMA? (art. 29, 2, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004)

    ( ) Sim ( ) No

    4. COMPOSIO DA INSTNCIA

    Nmero de representantes do governo:

    Nmero de representantes da sociedade civil:

    5. DADOS DOS INTEGRANTES DA INSTNCIA DE CONTROLE SOCIAL

    Nome Cargo/Funo Instituio/Segmento que representa Sexo Escolaridade

  • 98

    PORTARIA N 246

    Legenda Escolaridade:

    (1) Doutorado (4) Nvel superior completo (7) Nvel mdio incompleto

    (2) Mestrado (5) Nvel superior incompleto (8) Nvel fundamental completo

    (3) Curso de Ps-graduao (6) Nvel mdio completo (9) Nvel fundamental incompleto

    6. FORMALIZAO DA INSTNCIA DE CONTROLE SOCIAL DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    Confirmo a indicao da instncia de controle social do Programa Bolsa Famlia acima, res-peitadas a intersetorialidade e a paridade entre governo e sociedade, e as diretrizes da Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004.

    Assinatura do Prefeito

    CPF:

    Assinatura do Responsvel pelo Programa

    CPF:

    , de de .

    OBSERVAO: Anexar cpia do documento de instituio da instncia municipal de controle social do Programa Bolsa Famlia ou, se for o caso, do documento de delegao do controle social deste programa a conselho ou instncia anteriormente existente, conforme disposto no art. 29, 2, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004.

  • 99

    PORTARIA N 360, DE 12 DE JULHO DE 2005

    Estabelece critrios e procedimentos relativos transferncia de recursos financeiros aos municpios, Estados e Distrito Federal, destinados implementa-o e desenvolvimento do Programa Bolsa Famlia e manuteno e aprimoramento do Cadastro nico de Programas Sociais.

    O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso de suas atribuies legais, conferidas pelo Art. 27, II da Lei n 10.683, de 23 de maio de 2003, modificada pela Lei n 10.869, de 13 de maio de 2004, e pelo art. 2 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e CONSIDERANDO:

    Que o Programa Bolsa Famlia, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e regulamen-tado pelo Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, constitui uma poltica intersetorial voltada ao enfrentamento da pobreza, ao apoio pblico e ao desenvolvimento das famlias em situao de vulnerabilidade socioeconmica, requerendo, para sua efetividade, cooperao in-terfederativa e coordenao das aes dos entes pblicos envolvidos em sua gesto e execuo;

    A necessidade de implementar aes de incorporao gradual das famlias beneficiadas pelos programas remanescentes ao Programa Bolsa Famlia, visando unificao de polticas sociais de transferncia condicionada de renda, conforme estabelece o art. 18, 3, do Decreto ri 5.209, de 17 de setembro de 2004, assim como de extino dos instrumentos daqueles pro-gramas, especialmente do Cadastro do Programa Bolsa Escola;

    A continuidade do processo de incluso, no Programa Bolsa Famlia, das famlias brasileiras que estejam em situao de pobreza e extrema pobreza, circunstncias definidas pelo art. 18, caput, do Decreto n 5.209, de 19 de setembro de 2004, de forma a atingir os objetivos do programa;

    A responsabilidade do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, gestor de programas de transferncia de renda no mbito federal, pela articulao, apoio tcnico e abor-dagem, junto aos municpios e estados, de aes integradas para a organizao da logstica de coleta de dados e das informaes relativas s populaes alvo e aos beneficirios de programas sociais, conforme disposto no art. 3 do Decreto n 3.877, de 24 de julho de 2001;

    O disposto na Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (Lei Orgnica de Assistncia Social - LOAS), e no Decreto n 1.605, de 25 de agosto de 1995, que regulamenta o funcionamento do Fundo Nacional de Assistncia Social, criado por aquela lei;

    O disposto na Portaria GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005, e na Instruo Normativa MDS n 1, de 20 de maio de 2005, quanto adeso dos municpios ao Programa Bolsa Famlia e ao controle social sobre o Programa;

  • 100

    A necessidade de dotar os municpios de condies para a operao das atividades de cadas-tramento, manuteno do Cadastro nico de Programas Sociais e atualizao das informaes scio-econmicas e de identificao das famlias cadastradas;

    As recomendaes consignadas pelo Tribunal de Contas da Unio, em especial as que se des-tinam definio de forma de repasse de recursos do Governo Federal aos municpios, para a operao do Cadastro nico;

    O disposto no Decreto n 5.074, de 11 de maio de 2004, o qual aprova a estrutura regimental do MDS e define as competncias da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC no que diz respeito gesto do Cadastro nico dos Programas Sociais do Governo Federal, em mbito nacional; e

    A necessidade de disciplinar e estabelecer requisitos para a validao das informaes conti-das no Cadastro nico de Programas Sociais do Governo Federal;

    RESOLVE:

    Art. 1 Estabelecer que os Municpios, em razo do resultado alcanado com a gesto local do Cadastro nico de Programas Sociais - Cadnico e da realizao do cadastramento e atualiza-o dos registros cadastrais, e que os Estados, em face da realizao de atividades de apoio tc-nico e logstico ao processo de cadastramento, contaro, durante os anos de 2005 e 2006, com a cooperao financeira do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome - MDS. (Alterado pela Portaria MDS n 416, de 14 de novembro de 2007).

    Art. 2 O MDS transferir os recursos financeiros de que trata o art. 1 de acordo com o pro-cedimento previsto nesta Portaria, remunerando os registros vlidos, independentemente do momento de incluso dos mesmos no Cadnico, observado o prazo previsto no pargrafo nico do art. 4. (Alterado pela Portaria MDS n 416, de 14 de novembro de 2007)

    1 Devero ser cadastradas pelo municpio as famlias de baixa renda residentes em seu ter-ritrio, assim entendidas como aquelas cuja renda familiar mensal no ultrapassar 1/2 salrio mnimo per capita.

    2 Para terem direito ao recebimento dos recursos mencionados no art. 1, os municpios devero realizar aes de cadastramento de famlias e de atualizao das bases de dados dos seus cidados includas no Cadnico, e a transferncia desses recursos ocorrer com base na apurao dos registros vlidos, de acordo com os procedimentos estabelecidos na presente portaria, assim como com o resultado decorrente das seguintes atividades: (Alterado pela Por-taria MDS n 416, de 14 de novembro de 2007).

    I - atualizao dos dados das famlias j inscritas no Cadnico;

    II - complementao, no Cadnico, dos dados das famlias que recebem benefcios relativos aos programas remanescentes Bolsa-Escola e Auxlio-Gs e que ainda estejam cadastradas no Cadastro do Bolsa-Escola - CADBES;

    III - incluso de dados de famlias com renda mensal per capita de at R$ 100,00, elegveis ao Programa Bolsa-Famlia, atividade que se aplica apenas e to-somente nos casos dos muni-cpios em que o nmero de famlias com dados a atualizar e a complementar, resultante da

  • 101

    PORTARIA N 360

    soma das atividades constantes dos incisos I e II anteriores, inferior ao nmero estimado de famlias pobres e de extremamente pobres.

    3 O nmero potencial total de cadastros que podero ser submetidos s atividades previstas no 2 deste artigo, dando ensejo remunerao do municpio que as realizar, equivaler soma:

    I - do nmero das famlias cadastradas no Cadnico at o dia 31 de maro de 2005;

    II - do nmero de famlias originrias do CADBES, cujos dados at 31 de maro de 2005 ainda no foram complementados no Cadnico, e que recebem benefcios dos Programas Bolsa Escola e Auxlio Gs; e

    III - do nmero de cadastros a incluir, entendido como a diferena entre a estimativa de pobres do municpio, definidas como pblico alvo do Programa Bolsa Famlia, e a soma dos cadastros mencionados nos incisos I e II.

    4 De acordo com os requisitos de validao dos cadastros estabelecidos no art. 50 desta Portaria, os municpios recebero R$ 6,00 (seis reais) por cadastro atualizado ou includo de acordo com os procedimentos previstos nos incisos do 2 deste artigo.

    5 Ao executar as atividades previstas no 2 deste artigo, o municpio dever transmitir a base de dados resultante ao agente operador do Programa Bolsa Famlia, que a encaminhar ao MDS, para que este efetue o pagamento, aps verificao e validao da base de dados, em conformidade com o disposto no art. 5 desta Portaria.

    6 Os municpios e Estados podero acessar os arquivos contendo as informaes relativas ao volume potencial de cadastros a serem remunerados, aos valores estimados de recursos a serem transferidos e aos nmeros de suas respectivas operaes de atualizao, complemen-tao e incluso de cadastros no site www.ands.cav.hr .

    Art. 3 Consideram-se registros vlidos, para efeitos de remunerao pelos procedimentos previstos na presente portaria, aqueles constantes na base de dados do Cadnico que aten-dam concomitantemente aos seguintes requisitos:

    I - apresentar todos os campos obrigatrios do Formulrio de Cadastramento para Programas Sociais do Governo Federal, institudo pelo Decreto n 3.877, de 2001, preenchidos integral-mente para todos os membros da famlia cadastrada e domiclios correspondentes; e

    II - apresentar, no que se refere ao responsvel legal de 16 anos ou mais, o registro de pelo menos um documento com controle de emisso nacional, quais sejam, Cadastro de Pessoa Fsica - CPF e/ou Ttulo Eleitoral.

    Art. 4 O prazo de envio das informaes ao MDS, remuneradas segundo o disposto na presen-te portaria, encerra-se em 31 de dezembro de 2005.

    Pargrafo nico. Os cadastros atualizados e complementados no Cadnico a partir de 10 de janeiro de 2006 sero aceitos pelo MDS, mas no sero remunerados sob a forma estabelecida na presente portaria.

  • 102

    PORTARIA N 360

    Art. 5 O MDS, por meio da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC, atestar a validade dos registros inseridos pelos municpios, o que gerar direito transferncia dos recursos financeiros.

    1 A fim de atestar a validade dos cadastros atualizados e complementados, o MDS avaliar a base de dados do Cadnico constante em 31 de julho de 2005, e repetir o procedimento a cada dois meses.

    2 A remunerao final pelos cadastros atualizados, complementados e includos levar em conta a validao prevista no caput deste artigo.

    3 Sem prejuzo dos procedimentos de comparao de bases de dados de que trata este ar-tigo, o MDS poder realizar estudos amostrais, a fim de atestar a qualidade do Cadnico dos municpios, e o resultado de tais testes poder repercutir na remunerao pelas atividades de atualizao e migrao de cadastros.

    Art. 6 Os recursos financeiros de que trata esta Portaria sero transferidos diretamente do Fundo Nacional de Assistncia Social - FNAS aos Fundos Municipais de Assistncia Social dos municpios habilitados gesto municipal da assistncia.

    1 Os recursos sero transferidos apenas e to-somente aos municpios que formalizarem a adeso ao Programa Bolsa Famlia e ao Cadnico, de acordo com o procedimento previsto na Portaria GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005.

    2 Os recursos de que trata o pargrafo anterior sero transferidos em pelo menos duas parcelas:

    I - A primeira parcela ser transferida no momento da adeso do municpio ao Programa Bolsa Famlia e ao Cadnico, e corresponder a 20% (vinte por cento) do valor financeiro estimado para cada municpio, calculado com base no disposto no art. 2 desta Portaria; e

    II - As parcelas seguintes sero pagas a cada perodo de dois meses, durante a vigncia do ora-mento do ano de 2005, aps o MDS realizar os procedimentos de validao previstos no art. 5 desta Portaria, deduzidos os valores transferidos quando da adeso do municpio ao Programa e as transferncias realizadas a partir da adeso.

    3 O envio dos cadastros atualizados, complementados e includos pelos municpios, acom-panhados da respectiva validao dos mesmos pela SENARC, ser considerado como presta-o de contas dos recursos transferidos pelo MDS.

    4 Para os municpios que no estiverem sob gesto municipal da assistncia social, na forma da Norma Operacional Bsica aprovada pela Portaria GM/MDS n 736, de 15 de dezembro de 2004, ou da que estiver ento vigente, os recursos sero transferidos sob forma de convnio, a ser firmado entre o municpio e o MDS, mantida a exigncia de adeso ao Programa Bolsa Famlia e os demais critrios definidos na presente portaria.

    Art. 7 Para que o Estado faa jus ao recebimento dos recursos financeiros, seu representante legal dever assinar o termo de adeso ao processo de atualizao cadastral, publicado no anexo I da presente portaria, e envi-lo ao MDS.

  • 103

    PORTARIA N 360

    1 O termo de adeso dos Estados ao processo de atualizao cadastral dever ser encami-nhado SENARC, acompanhado de um plano de trabalho que detalhe sua proposta de atua-o em relao aos itens previstos nos incisos do 3 deste artigo.

    2 A adeso de que trata o caput produzir seus efeitos a partir da aprovao do plano de trabalho de que trata o pargrafo anterior e da assinatura do Ministro de Estado do Desenvol-vimento Social e Combate Fome.

    3 A transferncia de recursos financeiros aos Estados ser feita diretamente do Fundo Na-cional de Assistncia Social aos Fundos Estaduais de Assistncia Social nos casos em que a totalidade dos municpios localizados no territrio do respectivo Estado tenha aderido ao Pro-grama Bolsa Famlia, segundo o disposto na portaria GM/MDS/n 246, de 2005 e, ainda, con-siderando o cumprimento, pelos Estados, das seguintes condies:

    I - desenvolvimento de atividades de capacitao que subsidiem o trabalho de seus municpios no processo de cadastramento e atualizao cadastral;

    II - desenvolvimento de atividades de apoio tcnico aos municpios, segundo a demanda e a capacidade tcnica e de gesto dos mesmos;

    III - dsponibilizao aos municpios, quando necessrio, de infra-estrutura de logstica para transmisso de dados;

    IV - implementao de estratgia que apie o acesso das populaes pobre e extremamente pobre a documentos de identificao;

    V - formatao de estratgia para apoio ao cadastramento de populaes tradicionais, em es-pecial comunidades indgenas e remanescentes de quilombos, no Cadnico.

    4 A assinatura de termo de adeso apresentado no anexo I no substitui processos de coo-perao especficos, assinados entre o MDS e o Estado, com vistas integrao de programas de transferncia de renda, implementao do Programa Bolsa Famlia e ao detalhamento das competncias dos Estados na operao do Programa.

    5 Os Estados que receberem recursos financeiros de acordo com o procedimento previsto neste artigo prestaro contas de sua aplicao SENARC at o dia 28 de abril de 2006.

    Art. 8 O volume total de recursos que pode ser transferido pelo MDS a cada Estado equiva-lente a 10% (dez por cento) do total de recursos estimado para os municpios situados em seu territrio de abrangncia.

    1 Os recursos sero transferidos em pelo menos trs parcelas:

    I - A primeira parcela ser transferida aps completada a adeso do Estado ao processo de atualizao cadastral e corresponder a 20% (vinte por cento) do valor financeiro estimado para o Estado, calculado na forma disposta no caput deste artigo.

    II - 20% (vinte por cento) aps a adeso do total de municpios situados no territrio do Estado ao Programa Bolsa Famlia, segundo o disposto na Portaria GM/MDS n 246, de 2005.

  • 104

    PORTARIA N 360

    III - As parcelas seguintes, correspondentes a 60% da estimativa de recursos, sero transferidas a cada perodo de dois meses, durante a vigncia do oramento do ano de 2005, e acompa-nharo o desembolso dos recursos para os respectivos municpios.

    2 Os Estados somente faro jus ao recebimento das parcelas previstas no inciso III do par-grafo anterior aps a adeso de todos os municpios situados em seus respectivos territrios ao Programa Bolsa Famlia e ao Cadnico.

    Art. 9 Os municpios que no tiverem atualizado e complementado cadastros equivalentes a, no mnimo, 20% (vinte por cento) do total estimado at o dia 31 de dezembro de 2005, deve-ro devolver os recursos recebidos quando da adeso ao Programa.

    Pargrafo nico. A devoluo de recursos dever ser feita at o ms de abril de 2006 e ter como referncia relatrio de cadastros vlidos formatado pela SENARC, a partir da consolida-o de informaes sobre as bases de dados dos municpios.

    Art. 10. A partir do ms de outubro de 2005 sero bloqueados os benefcios pagos por meio do CADBES, especificamente Bolsa Escola e Auxlio Gs, que no estiverem atualizados e com-plementados no Cadnico.

    Art. 11. As transferncias para municpios e Estados tratadas nesta Portaria sero custeadas por meio da rubrica 6524, Servios de Concesso, Manuteno, Pagamento e Cessao dos Benefcios de Transferncia de Renda, constante do oramento do MDS.

    Art. 12. De forma a contribuir para que o Ministrio Pblico, a Controladoria Geral da Unio e o Tribunal de Contas da Unio, dentre outras instncias de fiscalizao e controle, possam acompanhar o processo de transferncia de recursos previsto nesta Portaria, assim como rea-lizar suas atribuies na qualidade de signatrios da Rede Pblica de Fiscalizao do Programa Bolsa Famlia, instituda em 20 de janeiro de 2005, o MDS manter tais rgos e instituies informados a respeito do desenvolvimento das atividades previstas nesta Portaria.

    Pargrafo nico. Os municpios devero informar s respectivas instncias de controle social do Programa Bolsa Famlia todo e qualquer envio de informao de atualizao cadastral e de incluso de novos cadastros ao MDS.

    Art. 13. Ao Distrito Federal cabero todas as atribuies e direitos previstos, nesta Portaria, para os municpios.

    Art. 14. A SENARC estabelecer os procedimentos necessrios implementao dos processos regulamentados por meio da presente portaria.

    Art. 15. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    PATRUS ANANIAS DE SOUZAMinistro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome

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    PORTARIA N 360

    ANEXO I

    TERMO DE ADESO DOS ESTADOS AO PROCESSO DE ATUALIZAO CADASTRAL

    CADASTRO NICO DE PROGRAMAS SOCIAIS E PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    O Estado de , inscrito no CNPJ/MF sob o n , doravante denominado ESTADO, neste ato representado pelo(a) Governador(a) , brasileiro(a), RG n , e CPF n , e a Unio, por intermdio do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, inscrito no CNPJ/MF sob o n 05.526.783/0001-65, situado na Esplanada dos Ministrios, Bloco C, 50 andar, em Braslia, DF, doravante denominado MINISTRIO, representado neste ato pelo Ministro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome, Sr. PATRUS ANANIAS DE SOUSA, brasileiro, RG n 889.329 SSP/MG e CPF n 174.864.406-87, e CONSIDERANDO:

    Que os Estados brasileiros so entes autnomos, de acordo com o art. 18, caput, da Constitui-o da Repblica;

    Que a realizao dos objetivos da Repblica Federativa do Brasil de erradicar a pobreza e a marginalizaro, assim como de reduzir as desigualdades sociais e regionais, previstos no art. 30, III, da Constituio, depende do compartilhamento de responsabilidades, da cooperao e da coordenao de aes entre a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os municpios, de acordo com a diretriz inscrita no art. 204, I, da Lei Maior; e

    O previsto no art, 7, caput, da Portaria GM/MDS n XXX, de DD de junho de 2005, que condi-ciona o recebimento de recursos financeiros por parte dos Estados, no mbito do processo de atualizao do Cadastro nico de Programas Sociais a ser realizado pelos municpios, neces-sidade de assinatura de termo de adeso especfico;

    RESOLVEM firmar o presente TERMO DE ADESO AO PROCESSO DE ATUALIZAO CADAS-TRAL, que ser regido pelas seguintes clusulas e condies:

    CLUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO

    A adeso do ESTADO ao processo de atualizao da base de dados do Cadastro nico de Pro-gramas Sociais do Governo Federal - Cadnico, a ser realizado pelos municpios que o com-pem, a fim de cooperar, no mbito de seu territrio, com o MINISTRIO , segundo o previsto no art. 70 da Portaria GM/MDS n XXX, de DD de junho de 2005, e no art. 11, caput e 1, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004.

    CLUSULA SEGUNDA - DOS COMPROMISSOS DO MINISTRIO

    O MINISTRIO assumir as seguintes atribuies em relao ao ESTADO, no que se refere ao objeto do presente Termo:

    I - transferir recursos financeiros, nos termos do art. 1, c/c o art. 7, ambos da Portaria GM/MDS n XX, de 2005, para o co-financiamento das atividades de apoio ao processo de atualizao

  • 106

    PORTARIA N 360

    da base de dados do Cadnico pelos municpios do ESTADO, de acordo com os procedimentos estabelecidos naquela Portaria;

    II - disciplinar e normatizar os procedimentos de transferncia voluntria de recursos ao ES-TADO e a seus municpios para a atualizao do Cadnico, coordenando e gerenciando a sua implementao, no mbito federal, e promovendo a integrao de aes entre a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os municpios;

    III - tornar disponveis ao ESTADO, de forma rotineira, informaes e eventuais bases de dados a respeito de:

    a) famlias cadastradas no Cadnico que habitem seu territrio;

    b) nmero potencial de cadastros a ser remunerado a cada municpio, em funo de ativida-des desenvolvidas com base no art. 20, 20, incisos I a III da Portaria GM/MDS n XX, de 2005;

    c) famlias selecionadas como beneficirias do Programa Bolsa Famlia que habitem seu terri-trio;

    d) famlias que recebem recursos financeiros dos Programas Remanescentes, definidos no art. 30, 10 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, em especial dos Programas Bolsa Escola e Auxlio Gs;

    e) resultados das aes de monitoramento e fiscalizao do Cadnico;

    f) resultados dos testes da validade do Cadnico dos municpios previstos no art. 5 da Porta-ria GM/MDS no XX, de 2005, a serem realizados pelo MINISTRIO;

    g) estratgias de expanso e de incluso de novas famlias no Programa Bolsa Famlia; e

    h) outras aes necessrias ao planejamento da execuo, na esfera estadual, das atribuies assumidas pelo ESTADO mediante o presente Termo;

    IV - capacitar as coordenaes estaduais -para apoiar os municpios na gesto e execuo do Programa Bolsa Famlia e do Cadnico;

    V - tornar disponveis ao ESTADO, a seus municpios e cidados e aos demais interessados, canais de comunicao para o recebimento de sugestes e de denncias sobre eventuais irre-gularidades na implementao do Cadnico e do Programa Bolsa Famlia; e

    VI - enviar instncia responsvel pela gesto do Programa Bolsa Famlia do ESTADO a relao de municpios que firmaram Termo de Adeso ao programa no mbito de seu territrio.

    CLAUSULA TERCEIRA DOS COMPROMISSOS ASSUMIDOS PELO ESTADO

    O ESTADO, no mbito de seu territrio, compromete-se a:

    I - desenvolver atividades de capacitao que subsidiem o trabalho dos municpios no proces-so de cadastramento e de atualizao cadastral da base de dados do Cadnico, em atendimen-to ao disposto na Portaria GM/MDS n XX, de 2005, e eventuais atos normativos expedidos pelo MINISTRIO relacionados ao assunto;

  • 107

    PORTARIA N 360

    II - desenvolver atividades de apoio tcnico aos municpios, segundo a demanda e a capacida-de tcnica e de gesto desses municpios;

    III - disponibilizar aos municpios, quando necessrio, infra-estrutura de logstica para digita-o e transmisso de dados ao Cadnico;

    IV - implementar estratgia de apoio ao acesso de suas populaes pobre e extremamente pobre a documentos de identificao;

    V - formatar estratgia para apoio incluso no Cadnico de populaes tradicionais e espe-cficas, em especial de comunidades indgenas e remanescentes de quilombos;

    VI - utilizar o banco de dados do Cadnico, exclusivamente, para a realizao das atividades previstas neste Termo de Adeso ou para consultas e estudos concernentes aos programas de transferncia de renda;

    VII - guardar sigilo sobre o contedo da base de dados do Cadnico, sendo vedada qualquer forma de utilizao ou cesso a terceiros;

    VIII - encaminhar Plano de Trabalho Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC do MINISTRIO, conforme previsto no art. 70, 1, da Portaria GM/MDS n XX, de 2005; e

    IX - prestar contas, SENARC, da aplicao dos recursos recebidos nos termos do art. 70 da Portaria n XX, de 2005, at o dia 28 de abril de 2006.

    CLUSULA QUARTA DA DENNCIA OU DA RESCISO

    Este Termo poder ser denunciado pelos partcipes e rescindido a qualquer tempo, mediante notificao por escrito, com antecedncia mnima de 60 (sessenta) dias, ficando as partes res-ponsveis pelas obrigaes assumidas durante o perodo de vigncia.

    CLUSULA QUINTA DAS ALTERAES

    O presente Termo poder ser alterado durante a sua vigncia, de comum acordo entre os par-tcipes, mediante Termo Aditivo devidamente justificado, seguindo o mesmo procedimento previsto na Clusula Quarta, sendo vedada a modificao de seu objeto.

    CLAUSULA SEXTA DO PESSOAL

    Em qualquer situao, os profissionais envolvidos na execuo dos trabalhos decorrentes da vigncia deste Termo permanecero subordinados s entidades ou rgos aos quais estejam vinculados, no se estabelecendo qualquer tipo de relao empregatcia com o Partcipe a que estiverem prestando servios.

    CLUSULA STIMA DA PUBLICAO

    O extrato do presente termo ser publicado pelo MINISTRIO no Dirio Oficial da Unio.

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    PORTARIA N 360

    CLUSULA OITAVA DO FORO

    As partes elegem o Foro da Justia Federal do Distrito Federal como o competente para dirimir quaisquer dvidas ou questes fundadas neste Termo, com a excluso de qualquer outro, por mais privilegiado que seja.

    CLUSULA NONA DAS DISPOSIES GERAIS

    O presente Termo de Adeso refere-se exclusivamente ao processo de atualizao cadastral de que trata a Portaria GM/MDS n XX, de 2005, sem prejuzo dos termos de compromisso ou de cooperao firmados entre o ESTADO e o MINISTRIO.

    , de de .

    PATRUS ANANIAS DE SOUZAMinistro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome

    Governador(a) do Estado de(o)

    TESTEMUNHAS:

    NOME: NOME:

    CPF: CPF:

    RG: RG:

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    PORTARIA N 555, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2005

    Estabelece normas e procedimentos para a gesto de benefcios do Programa Bolsa Famlia, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004.

    O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe confere a Lei n 10.683, de 28 de maio de 2003, e no Decreto n 5.550, de 22 de setembro de 2005, combinado com o disposto na Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e no art. 2 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e CONSIDERANDO:

    Que o Programa Bolsa Famlia, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, constitui uma poltica intersetorial voltada ao enfrentamento da pobreza e emancipao das famlias em situao de vulnerabilidade scio-econmica, requerendo, para sua efetividade, cooperao in-terfederativa e coordenao das aes dos entes pblicos envolvidos em sua gesto e execuo;

    O art. 8 da Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, que estabelece que a execuo e a gesto do Programa Bolsa Famlia so pblicas e governamentais e dar-se-o de forma descentraliza-da, por meio da conjugao de esforos entre os entes federados, observada a intersetoriali-dade, a participao comunitria e o controle social;

    A necessidade de implementar aes de incorporao gradual das famlias beneficiadas pelos programas remanescentes ao Programa Bolsa Famlia, visando unificao de polticas sociais de transferncia condicionada de renda, conforme estabelece o art. 18, 3, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, assim como de extino dos instrumentos especficos de gesto daqueles programas;

    Os compromissos assumidos pelos municpios que aderirem ao Programa Bolsa Famlia e ao Cadastro nico de Programas Sociais, em conformidade com o que estabelece a Portaria GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005, que aprova os instrumentos necessrios formalizao da adeso dos municpios ao Programa Bolsa Famlia, designao dos gestores municipais do Programa e informao sobre sua instncia local de controle social, e define o procedimento de adeso dos entes locais ao referido Programa;

    A competncia da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania-SENARC, disposta no art. 7, do Anexo I, do Decreto n 5.074, de 17 de setembro de 2004, para a coordenao, implementa-o, acompanhamento, controle e superviso de planos, programas e projetos relativos aos Programas Bolsa Famlia e demais Remanescentes;

    A necessidade de conferir aos municpios os procedimentos, instrumentos e mecanismos para a execuo descentralizada das atividades que integram a gesto dos benefcios do Programa Bolsa Famlia e dos Programas Remanescentes;

    A necessidade de prover s instncias de controle social do Programa Bolsa Famlia acesso a informaes e instrumentos sobre a gesto de benefcios, visando consecuo de suas atri-buies, ao aumento da transparncia das aes sociais e a possibilitar maior participao da sociedade, conforme o art. 10, da Instruo Normativa GM/MDS n 1, de 20 de maio de 2005; e

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    A importncia de divulgar os atuais procedimentos e rotinas da gesto de benefcios, no obstante a possibilidade de futuros aprimoramentos na presente norma na medida em que avanos na gesto do Programa Bolsa Famlia e aperfeioamentos dos sistemas informatizados venham modificar a gesto de benefcios ora regulamentada, resolve:

    CAPTULO IDa Definio da Gesto de Benefcios do Programa Bolsa Famlia (Redao dada pela Porta-

    ria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    Art. 1 Na gesto de benefcios do Programa Bolsa Famlia PBF e dos Programas Remanescen-tes, em observncia ao disposto no art. 8 da Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e nos arts. 2 e 26 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, sero aplicadas as regras disciplina-das nesta Portaria.

    Art. 1-A. A gesto de benefcios do Programa Bolsa Famlia (PBF) compreender todas as etapas necessrias transferncia continuada dos valores referentes aos benefcios financei-ros previstos na Lei n 10.836, de 2004, desde o ingresso da famlia at seu desligamento do Programa, englobando as seguintes aes: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - habilitao, seleo e concesso de benefcios financeiros s famlias cadastradas no Cadas-tro nico para Programas Sociais do Governo Federal (Cadnico), na forma da Portaria GM/MDS n 341, de 7 de outubro de 2008;

    II - administrao de benefcios necessria implantao e continuidade do pagamento mensal s famlias pertencentes ao PBF, abrangendo a alterao da situao ou da composio de seus benefcios financeiros;

    III - monitoramento da entrega e ativao, pela Caixa Econmica Federal (CAIXA), Agente Ope-rador do PBF, de cartes magnticos do Programa; e

    IV acompanhamento da operao de pagamento de benefcios do PBF disponibilizada pelo Agente Operador.

    Pargrafo nico. Para a execuo das aes de gesto de benefcios a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc) manter em funcionamento o Sistema de Gesto de Benefcios do PBF.

    Art. 1-B. So conceitos inerentes gesto de benefcios: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - benefcios da famlia: o conjunto de todos os benefcios especficos transferidos famlia por meio de seu respectivo Responsvel pela Unidade Familiar;

    II - benefcios especficos da famlia: so os benefcios financeiros previstos no art. 2 da Lei n 10.836, de 2004, concedidos na forma da Portaria GM/MDS n 341, de 2008, a saber:

    a) benefcio bsico: vinculado s famlias extremamente pobres

    b) benefcio varivel: vinculado a crianas e adolescentes de at 15 anos, gestantes e nutrizes;

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    PORTARIA N 555

    c) benefcio varivel vinculado ao adolescente (BVJ): vinculado a jovens de 16 e 17 anos; e

    d) benefcio varivel de carter extraordinrio: destinado s famlias dos Programas Rema-nescentes Bolsa Escola, Bolsa Alimentao, Carto Alimentao e Auxlio-Gs, calculado o seu valor e prescrio no ato da migrao para o PBF.

    III - parcela: o valor financeiro a ser transferido mensalmente, calculado com base nos bene-fcios que a famlia possui no momento em que realizado o processo de gerao da folha de pagamento do PBF;

    IV - conta de pagamento de benefcios: so as modalidades de contas mantidas pela CAIXA ou Instituio Financeira contratada pelo Agente Operador para disponibilizao de parcelas fa-mlia, tendo o Responsvel pela Unidade Familiar como titular da conta, conforme disposto no art. 2, 12 da Lei n 10.836, de 2004; as contas de pagamento de benefcios podem assumir as seguintes modalidades:

    a) contas contbeis;

    b) contas-correntes de depsito vista;

    c) contas especiais de depsito vista; e

    d) outras espcies de contas que venham a ser criadas. (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    V - guia de pagamento bancria: guia individual para saque de benefcios exclusivamente em agncias da CAIXA, em caso de perda, dano ou extravio do carto magntico;

    VI - carto magntico: o dispositivo utilizado nas operaes de pagamento de benefcios Bolsa Famlia, conforme o disposto no art. 2, 11 da Lei n 10.836, de 2004; e

    VII - calendrio operacional do PBF: o cronograma de aes, pactuado entre a CAIXA e a Senarc, visando execuo de processos operacionais direta ou indiretamente relacionados gerao da folha de pagamento e ao cumprimento do calendrio de pagamento do Programa, nos termos da Portaria GM/MDS n 532, de 3 de novembro de 2005.

    Pargrafo nico. Em decorrncia das atividades de gesto de benefcios realizadas, os benef-cios da famlia, assim como as parcelas, podero assumir, entre outras, as seguintes situaes:

    I - includo: resulta da atividade de incluso de benefcios;

    II - liberado: resulta da atividade de liberao e/ou reverses de benefcios;

    III - bloqueado: resulta da atividade de bloqueio de benefcios;

    IV - suspenso: resulta da atividade de suspenso de benefcios; ou

    V - cancelado: resulta da atividade de cancelamento de benefcios.

    Art. 1-C. A gesto de benefcios caber, de forma comum, sem prejuzo do disposto no art. 13, inciso II do Decreto n 5.209, de 2004: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

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    PORTARIA N 555

    I - Senarc, que atuar sempre que necessrio, de maneira irrestrita, na execuo das ativi-dades de gesto de benefcios, e, em carter exclusivo, nos casos previstos nos incisos I e IV e pargrafo nico, do art. 1-A desta Portaria; e (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    II - ao municpio, caso tenha aderido ao PBF nos termos da Portaria GM/MDS n 246, de 2005, com a utilizao do Sistema de Gesto de Benefcios do PBF.

    1 A responsabilidade pela execuo da administrao dos benefcios no mbito dos munic-pios caber ao Gestor Municipal do PBF, designado formalmente nos termos da Portaria GM/MDS n 246, de 2005.

    2 Caso o municpio no tenha aderido ao PBF, dever enviar Senarc, por ofcio, Formul-rio-padro de Gesto de Benefcios citado nesta Portaria para processamento de atividades de administrao de benefcios.

    3 As atividades de administrao de benefcios executadas pelos municpios devero:

    I - ser registradas no Formulrio-padro de Gesto de Benefcios;

    II - ser organizadas de forma a permitir o acompanhamento de todas as etapas de execuo.

    4 Os Formulrios-padro de Gesto de Benefcios:

    I - devero permanecer arquivados, em boas condies de guarda e armazenamento, pelo prazo mnimo de 5 (cinco) anos, contados da data de realizao da atividade de gesto de be-nefcios, sem prejuzo do disposto no art. 54, caput da Lei n 9.784, de 29 de janeiro de 1999;

    II - sero preenchidos com base em informaes advindas de pareceres tcnicos da Prefeitura Municipal, emitidos por profissionais da rea de assistncia social ou tcnicos de fiscalizao ou auditoria; e

    III - podero ser substitudos, a critrio da gesto municipal, por relatrio emitido diretamente pelo Sistema de Gesto de Benefcios do PBF.

    5 Caber CAIXA efetuar a entrega do carto magntico do PBF ao respectivo titular do benefcio, sendo vedada gesto municipal quaisquer das seguintes aes:

    I - manipular o carto magntico;

    II - guardar o carto magntico;

    III - reter o carto magntico; e/ou

    IV - armazenar o carto magntico.

    Art. 1-D. A Senarc tornar disponveis consultas e relatrios das informaes registradas no Sistema de Gesto de Benefcios do PBF aos seguintes agentes, mediante prvio credencia-mento para obteno de senha eletrnica: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

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    PORTARIA N 555

    I - coordenadores estaduais do PBF;

    II - instncias de Controle Social do PBF, nas esferas municipal, estadual e do Distrito Federal;

    III - rgos de controle interno e externo do Governo Federal; e

    IV - funcionrios da CAIXA, conforme regras estabelecidas em contrato.

    Art. 2 So as seguintes as atividades de administrao de benefcios, de que trata o art. 1-A, que geraro efeitos: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - sobre todos os benefcios da famlia:

    a) incluso de benefcios;

    b) liberao de benefcios;

    c) reavaliao de benefcios;

    d) bloqueio de benefcios;

    e) suspenso de benefcios;

    f) cancelamento de benefcios;

    g) reverso de atividades de gesto de benefcios:

    i. desbloqueio de benefcios;

    ii. reverso de suspenso de benefcios;

    iii. reverso de cancelamento de benefcios; e

    h) reincluso de benefcios.

    II - sobre benefcios especficos da famlia:

    a) bloqueio de BVJ;

    b) suspenso de BVJ;

    c) cancelamento de benefcio bsico;

    d) cancelamento de benefcio varivel;

    e) cancelamento de BVJ;

    f) reverses de atividades de gesto de benefcios especficas:

    i. desbloqueio de BVJ;

    ii. reverso de suspenso de BVJ;

    iii. reverso de cancelamento de benefcio bsico;

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    PORTARIA N 555

    iv. reverso de cancelamento de benefcio varivel; e

    v. reverso de cancelamento de BVJ.

    Art. 3 A incluso de benefcios a atividade de administrao de benefcios necessria implantao do pagamento mensal s famlias ingressas no Programa, em decorrncia da con-cesso realizada segundo o disposto na Portaria n 341, de 7 de outubro de 2008, do Minist-rio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    1 A incluso de benefcios possui carter transitrio enquanto no for confirmada pela famlia beneficiria, que tem o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, contado da data em que o benefcio for registrado como includo no Sistema de Gesto de Benefcios, para a execuo das seguintes aes: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    I - cadastramento, pelo Responsvel pela Unidade Familiar, de senha eletrnica individual do carto magntico em estabelecimento credenciado do Agente Operador ou de instituio fi-nanceira autorizada; e (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    II - realizao de procedimentos necessrios reviso da elegibilidade, prevista no art. 21 do Decreto n 5.209, de 2004, na forma da regulamentao especfica.

    2 A incluso de benefcios ter os seguintes efeitos:

    I - registro na situao de includo no Sistema de Gesto de Benefcios do PBF dos benefcios fi-nanceiros que a famlia doravante receber, com base nas informaes constantes do Cadnico;

    II - definio da modalidade de conta para saque de benefcios, conforme o disposto no 12, do art. 2 da Lei n 10.836, de 2004;

    III - emisso e expedio de carto magntico pela CAIXA ou Instituio Financeira autorizada; e

    IV - emisso e entrega de notificao da concesso famlia, por meio do envio de correspon-dncia ao endereo registrado no Cadnico, ou por outra sistemtica eventualmente autori-zada pela Senarc.

    3 A Senarc poder autorizar a liberao de parcelas, mantendo-se o benefcio na situao de includo at sua confirmao, enquanto a famlia beneficiria no executar os procedi-mentos de que trata o 1.

    4 Decorrido o prazo de 120 (cento e vinte) dias, contado da data em que o benefcio for registrado como includo, sem a confirmao pela famlia beneficiria das aes definidas no 1, o benefcio ser bloqueado automaticamente pela Senarc. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    5 Esgotado o prazo de 180 (cento e oitenta) dias previsto no 1 deste artigo, o benefcio ser cancelado automaticamente pela Senarc. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

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    PORTARIA N 555

    Art. 4 A liberao de benefcios a atividade de administrao de benefcios que autoriza a continuidade de pagamento dos benefcios financeiros da famlia em situao de normalidade no PBF, sendo executada automaticamente pela Senarc e nos seguintes casos: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - depois de confirmada a incluso de benefcios pela famlia, conforme o art. 3 desta Porta-ria;

    II - em decorrncia de atividades de reverso de benefcios, com resultado positivo, previstas nesta Portaria; e

    III - aps transcorrido o prazo da suspenso de benefcios e de BVJ, conforme o art. 7, 3 e 15-B, 3 desta Portaria.

    1 A liberao de benefcios, com resultado positivo, ter os seguintes efeitos:

    I - registro na situao de liberado no Sistema de Gesto de Benefcios do PBF dos benefcios financeiros; e

    II - disponibilizao das parcelas de pagamento nos meses subseqentes, a partir do momento da gerao das respectivas folhas de pagamento.

    2 Observado o calendrio operacional do PBF, a Senarc poder autorizar a liberao de par-celas de pagamento, ou frao, conforme informaes cadastrais disponveis no Sistema de Gesto de Benefcios poca da autorizao, nos seguintes casos:

    I - para correo de erro operacional no processamento da folha de pagamento j gerada, limitada a retroao a 12 (doze) parcelas;

    II - cumprimento de deciso judicial; ou

    III - recurso administrativo deferido no mbito da Senarc, limitada gerao de 12 (doze) parcelas.

    Art. 5 A reavaliao de benefcios a atividade de administrao de benefcios utilizada para verificao eletrnica do cumprimento das regras de elegibilidade pela famlia, visando a sua permanncia no PBF, sendo realizada automaticamente pela Senarc nos seguintes casos: (Re-dao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - depois de processadas as alteraes cadastrais da famlia beneficiria do PBF, ocorridas no mbito do Cadnico;

    II - depois de realizadas as atividades de reverso de benefcios nos casos citados nesta Portaria; ou

    III - para compatibilizao de informaes entre o Cadnico e o Sistema de Gesto de Benefcios, a critrio da Senarc.

    Pargrafo nico. A reavaliao de benefcios ter como efeitos: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - liberao de benefcios, conforme as regras de elegibilidade do PBF sejam atendidas; e

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    PORTARIA N 555

    III - cancelamento de benefcios, caso alguma regra de elegibilidade do PBF no seja atendida, observadas as normas de reviso cadastral estabelecidas na Portaria n 617, de 11 de agosto de 2010, do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    CAPTULO IIDas Atividades da Gesto de Benefcios do PBF

    Art. 6 O bloqueio de benefcios a atividade de administrao de benefcios utilizada para impedir temporariamente a famlia beneficiria de efetuar o saque de parcelas geradas, sendo realizada em qualquer das seguintes hipteses: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - Trabalho infantil na famlia;

    II - Durante procedimento de averiguao de cadastramento, quando houver indcios de:

    a) renda familiar mensal per capita superior ao limite de meio salrio mnimo, utilizado no Cadastro nico; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 617, de 11 de agosto de 2010, DOU de 12/08/2010)

    b) no localizao de crianas ou adolescentes nos estabelecimentos regulares de ensino; (Re-dao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    c) no adequao s regras de definio de cadastro vlido, citadas no inciso II, do art. 4 da Portaria GM/MDS n 376, de 16 de outubro de 2008, e observado normas complementares editadas e publicadas pela Senarc; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    d) No localizao da famlia no endereo informado no Cadnico.

    e) crianas ou adolescentes em situao de abrigamento, exceto na hiptese de o Conselho Tutelar ter atestado as condies para a reintegrao da criana ou adolescente famlia, con-forme o art. 25, 7 da Portaria GM/MDS n 376, de 2008. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    III - Durante procedimento de averiguao de acmulo de benefcios financeiros do PBF com os do Programa de Erradicao do Trabalho Infantil (PETI);

    IV - Por deciso judicial; ou

    V - em decorrncia da no realizao da reviso cadastral das famlias beneficirias do PBF no prazo normativo; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 617, de 11 de agosto de 2010, DOU de 12/08/2010)

    VI - omisso de informao ou de prestao de informaes falsas, apurados em cruzamento do Cadnico com outras bases de dados, conforme disposto no art. 18 da Portaria GM/MDS n 376, de 2008; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

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    PORTARIA N 555

    VII - em decorrncia de procedimentos de fiscalizao do MDS, conforme art. 35, inciso I do Decreto n 5.209, de 2004; ou (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    VIII - em cumprimento Portaria GM/MDS n 321, de 29 de setembro de 2008, que trata da gesto de condicionalidades do PBF: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    a) descumprimento de condicionalidades; ou

    b) ausncia de informaes sobre o acompanhamento de condicionalidades, na forma do art. 10 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008.

    IX - decurso do prazo de 120 (cento e vinte) dias do benefcio na situao de includo, sem a confirmao pela famlia beneficiria, na forma do 4 do art. 3 desta Portaria. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    1 O bloqueio de benefcios financeiros ter os seguintes efeitos:

    I - Impedimento da retirada das parcelas de pagamento ainda no sacadas pela famlia; e

    II - Impedimento do saque das parcelas de pagamento dos meses subseqentes at o desblo-queio, se for o caso.

    2 O bloqueio do benefcio financeiro no implica, por si s, o desligamento da famlia do PBF.

    3 Salvo disposio em contrrio da Senarc, benefcios bloqueados h mais de 6 (seis) meses sero automaticamente cancelados contados da notificao do bloqueio, observado o calen-drio operacional do PBF. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    4 A partir da gerao da folha de pagamento, as informaes sobre benefcios bloqueados h mais de 1 (um) ms estaro disponveis em relatrio especfico do Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, com acesso permitido aos agentes citados no art. 1-D desta Portaria, para monitoramento das aes efetuadas. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    5 A famlia beneficiria do PBF encontrada em situao de trabalho infantil, permanecer com os benefcios bloqueados at a cessao do fato, admitidas outras providncias previs-tas na regulamentao da poltica de erradicao do trabalho infantil e em consonncia com o disposto no pargrafo nico, do art. 25 do Decreto n 5.209, de 2004. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    6 Nas hipteses dos incisos I a III deste artigo, ser obrigatria a emisso de um dos pa-receres tcnicos citados no inciso II, 4, do art. 1-C desta Portaria, quando o bloqueio for realizado diretamente pelos municpios. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    7 Os benefcios bloqueados pelos motivos previstos nos incisos I a VII deste artigo devero, depois de elucidados os fatos, ser desbloqueados ou cancelados. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

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    PORTARIA N 555

    8 O bloqueio de benefcios nas situaes previstas nos incisos V a VIII deste artigo ser re-alizado exclusivamente pela Senarc. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    9 O bloqueio de benefcios com base no inciso VIII, alnea a deste artigo, impede a retira-da de parcelas a partir da data de efetivao do bloqueio, sem afetar as parcelas anteriormen-te geradas. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    10. A notificao de bloqueio ocorrer via mensagem em extrato de pagamento e, sempre que possvel, mediante envio de comunicao via correio ao endereo informado no Cadastro nico ou qualquer outro meio autorizado pela Senarc. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    Art. 7 A suspenso de benefcios a atividade de administrao de benefcios utilizada para sustar temporariamente, no prazo determinado no art. 4 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008, a gerao de parcelas transferidas s famlias do PBF, sendo realizada exclusivamente pela Senarc nos casos abaixo: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - descumprimento de condicionalidades; ou

    II - ausncia de informaes sobre o acompanhamento de condicionalidades, na forma do art. 10 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008.

    1 A suspenso de benefcios ter os seguintes efeitos:

    I - interrupo da disponibilizao das parcelas de pagamento nos meses subseqentes, na forma do art. 4 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008; e

    II - a retomada automtica da disponibilizao das parcelas de pagamento, depois de encerra-do o prazo citado no caput deste artigo.

    2 A suspenso do benefcio, por si s, no implica o desligamento da famlia do PBF.

    3 Haver a liberao automtica de benefcios, conforme o art. 4, inciso III desta Portaria, depois de encerrado o prazo citado no caput deste artigo.

    Art. 8 O cancelamento de benefcios a atividade de administrao de benefcios utilizada para efetuar o desligamento da famlia do PBF, sendo realizada em qualquer uma das seguin-tes situaes: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - desligamento voluntrio da famlia, mediante declarao escrita do Responsvel pela Uni-dade Familiar;

    II - deciso judicial;

    III - repercusso de alterao cadastral que implique inelegibilidade ao PBF, em especial nas seguintes situaes: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

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    PORTARIA N 555

    a) depois de encerrado o perodo de validade do benefcio, caso a renda familiar mensal per capita no Cadastro nico permanea superior estabelecida para o PBF, nos termos do 3 do art. 6 da Portaria n 617, de 11 de agosto de 2010, do MDS; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 617, de 11 de agosto de 2010, DOU de 12/08/2010)

    b) cadastro excludo da base nacional do Cadnico; ou

    c) renda familiar mensal per capita superior ao limite de meio salrio mnimo, utilizado no mbito do Cadastro nico. (Includo pela Portaria GM/MDS n 617, de 11 de agosto de 2010, DOU de 12/08/2010)

    IV - no adequao s regras de definio de cadastro vlido, citadas no inciso II, do art.4 da Portaria GM/MDS n 376, de 2008, e observado normas complementares editadas e publica-das pela Senarc;

    V - decurso do prazo de permanncia do benefcio na situao de bloqueado, na forma do art. 6, 3 desta Portaria, aproveitando-se no registro, quando possvel, o motivo que deu origem ao bloqueio; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    VI - acmulo de benefcios financeiros do PBF com os do Programa de Erradicao do Trabalho Infantil (PETI); (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    VII - em decorrncia da no realizao da reviso cadastral das famlias beneficirias do PBF no prazo normativo; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 617, de 11 de agosto de 2010, DOU de 12/08/2010)

    VIII - omisso de informao ou de prestao de informaes falsas, apurados em cruzamento do Cadnico com outras bases de dados, conforme disposto no art. 18 da Portaria GM/MDS n 376, de 2008; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    IX - posse de beneficirio do PBF em cargo eletivo remunerado de qualquer das 3 (trs) esfe-ras de governo; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    X - em decorrncia de procedimentos de fiscalizao do MDS, conforme art. 35, inciso I do Decreto n 5.209, de 2004; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    XI - em cumprimento Portaria GM/MDS n 321, de 2008, que trata da gesto de condiciona-lidades do PBF: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    a) descumprimento de condicionalidades; ou

    b) ausncia de informaes sobre o acompanhamento de condicionalidades, na forma do art. 10 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008.

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    PORTARIA N 555

    XII - reiterada ausncia de saque de benefcios, em 6 (seis) parcelas consecutivas, conforme o art. 24 do Decreto n 5.209, de 2004; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outu-bro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    XIII - esgotamento do prazo de 180 (cento e oitenta) dias previsto no 1 do art. 3 desta Portaria, para confirmao pela famlia beneficiria da atividade de incluso de benefcios; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    XIV - em decorrncia de cancelamento de todos os benefcios variveis, quando a famlia no possuir benefcio bsico concedido; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    XV - em decorrncia de cancelamento do benefcio bsico, quando a famlia no possuir be-nefcios variveis concedidos; ou (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    XVI - em funo da prescrio do benefcio varivel de carter extraordinrio, quando a famlia no possuir benefcios bsico ou variveis concedidos, conforme o disposto no art. 2, 4 e no art. 5, 3 da Portaria GM/MDS n 737, de 15 de dezembro de 2004. (Includo pela Porta-ria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    1 O cancelamento do benefcio ter os seguintes efeitos: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - cancelamento das parcelas de pagamento ainda no sacadas pela famlia;

    II - interrupo da disponibilizao das parcelas de pagamento nos meses subseqentes, na forma do art. 4 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008;

    III - desligamento da famlia do PBF; e

    IV - cancelamento do respectivo carto magntico em prazo a ser estipulado pela Senarc.

    2 A partir da gerao da folha de pagamento, as informaes sobre benefcios cancelados no ms anterior estaro disponveis em relatrio especfico do Sistema de Gesto de Benef-cios do PBF, com acesso permitido aos agentes citados no art. 1-D desta Portaria, para mo-nitoramento das aes efetuadas. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    3 A famlia beneficiria do PBF encontrada em situao de trabalho infantil, ter seus bene-fcios cancelados depois de esgotados os recursos para a cessao do fato, obedecida a regu-lamentao da poltica de erradicao do trabalho infantil e em consonncia com o disposto no pargrafo nico, do art. 25 do Decreto n 5.209, de 2004. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    4 O cancelamento de benefcios nas situaes previstas nos incisos III a VIII e X a XVI deste artigo ser realizado exclusivamente pela Senarc. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

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    PORTARIA N 555

    Art. 9 O desbloqueio de benefcios a atividade de administrao de benefcios destinada a desfazer o bloqueio de benefcios anteriormente efetuado, sendo realizado pela Senarc ou pelos municpios em decorrncia da elucidao ou finalizao das situaes que deram origem ao de bloqueio. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    Pargrafo nico. O desbloqueio de benefcios ter os seguintes efeitos: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - liberao das parcelas anteriormente bloqueadas que ainda estejam dentro do prazo de validade fixado no art. 24 do Decreto n 5.209, de 2004; e (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    II - liberao de benefcios, conforme o art. 4 desta Portaria. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    III - gerao de parcelas que durante o perodo de bloqueio tenham sido restitudas ao Progra-ma Bolsa Famlia por fora do art. 24 do Decreto n 5.209, de 2004. (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    Art. 10. A reverso de suspenso de benefcios a atividade de administrao de benefcios destinada a desfazer a suspenso de benefcios anteriormente efetuada, sendo realizada pela Senarc ou pelos municpios, para retificao de erro operacional no processamento ou no envio das informaes sobre condicionalidades do PBF pelos municpios, conforme o caso, aos Ministrios da Sade, da Educao e Secretaria Nacional de Assistncia Social. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    1 A reverso de suspenso de benefcios ter os seguintes efeitos, se efetuada no perodo de at 2 (dois) meses da data da suspenso, observado o calendrio operacional do PBF: (In-cludo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - reavaliao de benefcios, conforme o art. 5 desta Portaria; e (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    II - disponibilizao das parcelas anteriormente suspensas, at a gerao da prxima folha de pagamento, caso a reavaliao citada no inciso I resulte em liberao de benefcios. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    2 Superado o prazo citado no 1 deste artigo, a reverso da suspenso de benefcios no ser permitida, salvo mediante recurso administrativo nos termos da Portaria GM/MDS n 321, de 2008. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    Art. 11. A reverso de cancelamento de benefcios a atividade de administrao de bene-fcios destinada a desfazer o cancelamento de benefcios que tenha ocorrido h no mximo 180 (cento e oitenta) dias, sendo realizada pela Senarc ou pelos municpios em razo de fato superveniente ao de cancelamento que implique a necessidade de retificao do cancela-mento ocorrido anteriormente. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

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    PORTARIA N 555

    1 A reverso de cancelamento de benefcios ter os seguintes efeitos, se efetuada dentro do perodo citado no caput deste artigo: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - reavaliao de benefcios, conforme o art. 5 desta Portaria; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    II - retorno da famlia ao Programa e gerao de parcelas a partir da prxima folha de paga-mento, caso a reavaliao citada no inciso I resulte em liberao de benefcios; e (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    III - disponibilizao das parcelas anteriormente canceladas, caso a reavaliao citada no inciso I resulte em liberao de benefcios. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    2 (Revogado pela Portaria GM/ MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    3 A reverso de cancelamento de benefcios em prazo superior ao citado no caput deste artigo caber apenas Senarc, e nas seguintes hipteses: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - para correo de erro operacional na folha de pagamento j gerada, limitada a retroao a 12 (doze) parcelas, conforme informaes cadastrais disponveis no Sistema de Gesto de Benefcios poca da reverso de cancelamento;

    II - cumprimento de deciso judicial; ou

    III - cumprimento de deciso em sede de recurso administrativo deferido no mbito da Senarc, limitada gerao de 12 (doze) parcelas.

    4 O decurso do prazo para reverso de cancelamento de benefcios implicar no cancela-mento do respectivo carto Bolsa Famlia, em prazo a ser estipulado pela Senarc. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    5 A reverso de cancelamento de benefcios cancelados pelo motivo de desligamento vo-luntrio poder ser realizada pelos municpios ou pela Senarc dentro do prazo mximo de 36 (trinta e seis) meses, contados do dia em que ocorreu a ao de cancelamento. (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    6 A reverso de cancelamento de benefcios cancelados pelo motivo de desligamento vo-luntrio no disponibilizar o pagamento de parcelas anteriormente revertidas ao PBF. (Inclu-do pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    Art. 12. A reincluso de benefcios a atividade de administrao de benefcios que, realizada pela Senarc ou pelos municpios, d possibilidade de reingresso famlia no PBF depois de su-perado o prazo de reverso de cancelamento de benefcios. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    1 A reincluso de benefcios ter os seguintes efeitos: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

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    PORTARIA N 555

    I - reconduo do cadastro da famlia ao processo de habilitao, com aplicao das regras constantes da Portaria GM/MDS n 341, de 2008, que pode resultar na habilitao ou na no--habilitao do registro da famlia a novo ingresso no PBF; e

    II - subordinao do cadastro da famlia habilitado s regras de seleo e concesso constantes da Portaria GM/MDS n 341, de 2008, em condies de igualdade com as demais famlias.

    2 Sempre que possvel, a reincluso de benefcios ser executada automaticamente pela Senarc, com aproveitamento das alteraes cadastrais da famlia efetuadas no Cadnico pelos municpios. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    3 Nos casos em que no for possvel o aproveitamento automtico das alteraes cadastrais, observada norma regulamentar especfica publicada pela Senarc, a reincluso de benefcios se dar com a utilizao do Sistema de Gesto de Benefcios pelos municpios ou pela Senarc. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    Art. 13. As seguintes atividades de administrao de benefcios, incidentes sobre benefcios especficos da famlia beneficiria do PBF, sero realizadas automaticamente pela Senarc, me-diante anlise das alteraes cadastrais efetuadas pelos municpios no Cadastro nico: (Reda-o dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    I - cancelamento de benefcio bsico, varivel ou BVJ; e (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    II - reverso de cancelamento de benefcio bsico, varivel ou BVJ. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    1 No caso das atividades indicadas no inciso I, observado o disposto no art. 6 da Portaria n 617, de 2010, do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, aps encerrado o perodo de validade do benefcio, ocorrer o cancelamento dos benefcios financeiros da famlia, caso a renda familiar mensal per capita no Cadastro nico permanea superior es-tabelecida para a concesso desses benefcios. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    2 A anlise das alteraes cadastrais efetuadas pelos municpios no Cadastro nico servir para verificar as regras de elegibilidade do PBF constantes da Portaria n 341, de 2008, do Mi-nistrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome, gerando os seguintes efeitos: (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    I - cancelamento de benefcio bsico, varivel ou BVJ, caso alguma regra de elegibilidade do PBF no seja atendida, observadas s normas de reviso cadastral estabelecidas na Portaria n 617, de 2010, do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome; (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    II - concesso e reverso de cancelamento de benefcio bsico, varivel ou BVJ, conforme as regras de elegibilidade do PBF sejam atendidas; e (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

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    PORTARIA N 555

    III - registro dos benefcios financeiros na respectiva situao no Sistema de Gesto de Bene-fcios. (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    3 Os casos abaixo levaro ao cancelamento de benefcio varivel ou BVJ, exclusivamente pela Senarc, por meio do Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, sempre nos meses de janei-ro, tendo como referncia a data de 31 de dezembro do ano anterior: (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    I - para os adolescentes de 16 (dezesseis) anos que no puderam ser migrados para o BVJ, em razo do preenchimento das 2 (duas) vagas disponveis para a famlia por outros adolescentes do domiclio; e (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    II - para os adolescentes que tenham completado 18 (dezoito) anos e estiverem ligados ao BVJ. (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    4 Sero cancelados: (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    I - o benefcio varivel vinculado gestante, aps a gerao da 9 (nona) parcela; e (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    II - o benefcio varivel vinculado nutriz, aps a gerao da 6 (nona) parcela. (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    5 O cancelamento de benefcio especfico no resulta no cancelamento das parcelas ainda no sacadas pela famlia. (Includo pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    Art. 15. O bloqueio de BVJ a atividade de administrao de benefcios utilizada para impedir temporariamente a famlia do PBF de efetuar o saque de parcelas geradas, sendo realizada em qualquer das seguintes hipteses: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - por deciso judicial;

    II - durante procedimento de averiguao de cadastramento, quando houver indcios de no localizao dos adolescentes nos estabelecimentos regulares de ensino; (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    III - em decorrncia de procedimentos de fiscalizao do MDS, conforme art. 35, inciso I do Decreto n 5.209, de 2004; ou (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    IV - ausncia de informaes sobre o acompanhamento de condicionalidades, na forma do art. 10 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    1 O bloqueio de BVJ ter os seguintes efeitos: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

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    PORTARIA N 555

    I - registro do respectivo BVJ na situao de bloqueado no Sistema de Gesto de Benefcios;

    II - impedimento de retirada das respectivas parcelas de BVJ ainda no sacadas pela famlia; e

    III - impedimento do saque das parcelas de BVJ geradas nos meses subseqentes.

    2 O bloqueio de BVJ, por si s, no implica o desligamento do adolescente do PBF. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    3 Salvo disposio em contrrio da Senarc, benefcios que tenham sido bloqueados h mais de 6 (seis) meses sero automaticamente cancelados, contados da notificao do bloqueio, observado o calendrio operacional do PBF e o 10 do art 6 desta Portaria. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    4 A partir da gerao da folha de pagamento, as informaes sobre benefcios que tenham sido bloqueados h mais de 1 (um) ms estaro disponveis em relatrio especfico do Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, com acesso permitido aos agentes citados no art. 1-D desta Portaria, para monitoramento das aes efetuadas. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    5 Na hiptese do inciso II deste artigo, ser obrigatria a emisso de um dos pareceres tcnicos citados no inciso II, 4, do art. 1-C desta Portaria, quando o bloqueio for realizado diretamente pelos municpios. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    6 Os BVJ bloqueados pelos motivos previstos nos incisos II e III deste artigo devero, depois de elucidados os fatos, ser desbloqueados ou cancelados. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    7 O bloqueio de BVJ nas situaes previstas nos incisos III e IV deste artigo ser realizado ex-clusivamente pela Senarc. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    Art. 15-A. O desbloqueio de BVJ a atividade de administrao de benefcios destinada a desfazer o bloqueio de BVJ anteriormente efetuado, sendo realizado pela Senarc ou pelos municpios, em decorrncia da elucidao ou finalizao das situaes que deram origem ao de bloqueio. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    Pargrafo nico. O desbloqueio de BVJ ter os seguintes efeitos:

    I - liberao das parcelas anteriormente bloqueadas que ainda estejam dentro do prazo de validade fixado no art. 24 do Decreto n 5.209, de 2004; e

    II - liberao de benefcios, conforme o art. 4 desta Portaria.

    Art. 15-B. A suspenso de BVJ a atividade de administrao de benefcios utilizada para sustar temporariamente, no prazo determinado no art. 5 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008, a ge-rao de parcelas deste benefcio financeiro especfico, sendo realizada exclusivamente pela Se-

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    PORTARIA N 555

    narc no caso de descumprimento de condicionalidades por parte de respectivo adolescente da famlia. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    1 A suspenso de BVJ ter os seguintes efeitos:

    I - registro do respectivo BVJ na situao de suspenso no Sistema de Gesto de Benefcios; e

    II - interrupo da disponibilizao das respectivas parcelas do BVJ nos meses subseqentes, na forma do art. 5 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008.

    2 A suspenso do BVJ, por si s, no implica o desligamento do adolescente do PBF.

    3 Haver a liberao automtica do BVJ, conforme o art. 4, inciso III desta Portaria, depois de encerrado o prazo citado no caput deste artigo.

    Art. 15-C. A reverso de suspenso de BVJ a atividade de administrao de benefcios desti-nada a desfazer a

    suspenso de BVJ anteriormente efetuada, sendo realizada pela Senarc ou pelos municpios, para retificao de erro operacional no processamento ou no envio das informaes sobre condicionalidades do PBF pelos municpios ao Ministrio da Educao. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    1 A reverso de suspenso de BVJ ter os seguintes efeitos, se efetuada no perodo de at 2 (dois) meses da data da suspenso, observado o calendrio operacional do PBF:

    I - reavaliao de benefcios, conforme o art. 5 desta Portaria; e

    II - disponibilizao das parcelas do BVJ anteriormente suspensas, at a gerao da prxima folha de pagamento, caso a reavaliao citada no inciso I resulte em liberao de benefcios.

    2 Superado o prazo citado no 1 deste artigo, a reverso de suspenso de BVJ no ser permitida, salvo mediante recurso administrativo nos termos da Portaria n 321, de 29 de se-tembro de 2008, do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (Redada dada pela Portaria GM/MDS n 271, de 4 de outubro de 2011, DOU de 6/10/2011)

    Art. 16. Os cancelamentos de benefcios financeiros do PBF eventualmente realizados pela SENARC ou pelos municpios possibilitaro a realizao de novas concesses no respectivo Municpio, observada a disponibilidade oramentrio-financeira.

    Art. 17. No mbito das pactuaes realizadas pelo Governo Federal com estados ou munic-pios sero aplicadas as regras disciplinadas nesta Portaria.

    1 Realizada alguma atividade de gesto de benefcios citada nesta Portaria sobre os benefcios do PBF, seus efeitos repercutiro, automaticamente, sobre os benefcios complementares asso-ciados da Pactuao da respectiva famlia, observada normas adicionais editada pela SENARC e respeitado o disposto em Termo de Cooperao ou Convnio firmado com o Governo Federal.

    2 Realizada por Estados ou municpios qualquer atividade de gesto de benefcios, igual ou similar citada nesta Portaria, sobre os benefcios complementares da pactuao firmada, seus efeitos no repercutiro, automaticamente, sobre os benefcios do PBF da respectiva

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    famlia, salvo quando autorizao nesse sentido conste do Termo de Cooperao ou Convnio firmado com o Governo Federal.

    Art. 18. O responsvel legal da famlia poder apresentar recurso ao Gestor Municipal do PBF contra a execuo de atividade de gesto de benefcios de sua famlia.

    Art. 18-A. As alteraes das informaes da famlia registradas no Cadnico em situaes que modifiquem a sua elegibilidade, bem como em outras circunstncias definidas em normas que regem o funcionamento desse instrumento, tero reflexo sobre as atividades de gesto de benefcios. (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009

    1 O prazo para a interposio dos recursos de que trata o caput de 30 (trinta) dias, con-tados a partir da primeira tentativa de saque do benefcio pelo responsvel legal, ocorrida depois bloqueio, cancelamento ou suspenso realizados.

    2 O Gestor Municipal do PBF dispor de, no mximo, 30 (trinta) dias para deliberar sobre o recurso apresentado, a partir do respectivo registro de entrada no protocolo municipal.

    3 Em caso de no deliberao, pelo Gestor Municipal do PBF, a respeito do recurso no prazo estabelecido no 2 deste artigo, o responsvel legal poder encaminhar a solicitao direta-mente para a SENARC, a qual caber deliberar sobre o requerimento apresentado, observadas as regras estabelecidas por essa Secretaria acerca dos seguintes temas:

    I - Forma de interposio de recursos;

    II - Procedimento administrativo especfico; e

    III - Procedimentos para liberao de parcelas de pagamento retroativas, admitida a adaptao das

    atividades de gesto de benefcios previstas nesta Portaria.

    CAPTULO IIIDa Gesto de Benefcios Concedidos no mbito dos Programas Remanescentes

    Art. 19. Para efeito de padronizao e unificao de procedimentos de gesto, os dispositivos de gesto de benefcios do PBF previstos nos arts. 6 a 11 e 13, incisos II e V, desta Portaria, sero aplicados na gesto dos benefcios concedidos no mbito dos Programas Bolsa Escola, Bolsa Alimentao, Carto Alimentao e Auxlio- Gs, denominados Programas Remanescen-tes, conforme o disposto no art. 3, 1 do Decreto n 5.209, de 2004, observado o seguinte: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    I - A atividade de bloqueio de benefcios prevista no art. 6 no ser aplicvel:

    a) Nos Programas Carto Alimentao e Auxlio-gs mesmo que se verifiquem as hipteses:

    1) Trabalho infantil na famlia;

    2) Descumprimento de condicionalidades do PBF, observada norma especfica; e

    3) Ao de averiguao de acmulo de benefcios financeiros dos referidos programas com

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    os do PETI.

    b) No Programa Bolsa Alimentao, quando se verificar a hiptese de bloqueio para averigua-o de acmulo de benefcios financeiros dos referidos programas com os do PETI.

    II - as atividades de desbloqueio e reverso de cancelamento de benefcios previstas nos arts. 9 e 11 sero aplicveis a todos os Programas Remanescentes; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    III - as atividades de suspenso e reverso de suspenso de benefcios previstas nos arts. 7 e 10 sero aplicveis apenas aos Programas Bolsa Escola e Bolsa Alimentao; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    IV - na atividade de cancelamento de benefcios variveis previstas no art. 13, inciso II: (Reda-o dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    a) a idade limite de 16 (dezesseis) anos aplica-se exclusivamente ao Programa Bolsa Escola;

    b) para as famlias beneficirias do Programa Bolsa Alimentao, ser utilizada a idade limite de 7 (sete) anos.

    V - a atividade de reverso de cancelamento de benefcios variveis prevista no art. 13, inciso V, ser aplicvel apenas aos Programas Bolsa Escola e Bolsa Alimentao; (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    VI - Na atividade de cancelamento de benefcio prevista no art. 14:

    a) as hipteses de cancelamento por descumprimento reiterado de condicionalidades e por cancelamento de todos os benefcios variveis sero aplicveis apenas aos Programas Bolsa Escola e Bolsa Alimentao;

    b) a hiptese de cancelamento por acmulo de benefcios financeiros do PBF com os do PETI ser aplicvel apenas ao Programa Bolsa Escola.

    VII - o bloqueio e o cancelamento de benefcios por renda per capita familiar superior, previs-tos no art. 6, inciso II, alnea a e no art. 8, inciso III, alnea a, sero aplicveis: (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    a) Nos Programas Bolsa Escola e Bolsa Alimentao quando a renda per capita familiar for superior a R$ 90,00 (noventa reais); e

    b) Nos Programas Carto Alimentao e Auxlio-gs quando a renda per capita familiar for superior a meio salrio-mnimo.

    1 No mbito dos Programas Remanescentes ser aplicvel o prazo de 90 (noventa) dias para o saque das parcelas de pagamento, conforme o art. 24, caput, do Decreto n 5.209, de 2004.

    2 A realizao de qualquer uma das atividades de gesto de benefcios citadas neste artigo ter efeitos semelhantes sobre os benefcios financeiros da mesma famlia, caso aplicvel.

    3 As atividades de gesto de benefcios aplicveis aos Programas Remanescentes no po-dero resultar em novas concesses de benefcios nesses Programas ainda que decorram de

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    alteraes das informaes registradas no Cadnico.

    CAPTULO IVDas Atribuies no mbito da Gesto de Benefcios

    Art. 20. Compete ao Gestor Municipal do Programa Bolsa Famlia dos municpios que aderirem ao PBF nos termos da Portaria GM/MDS n 246, de 2004, sem detrimento de outras responsa-bilidades, o exerccio das seguintes atribuies:

    I - Realizar a gesto de benefcios das famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia e dos Programas Remanescentes no municpio;

    II - Promover o credenciamento dos funcionrios da Prefeitura e dos integrantes da instncia de controle social municipal que tero acesso ao Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, se-gundo procedimentos fixados pela SENARC;

    III - Cumprir o disposto na Instruo Normativa GM/MDS n 1, de 20 de maio de 2005, espe-cialmente o previsto no art. 10 e no art. 13, incisos IV, V, VII e IX;

    IV - Analisar as demandas de bloqueio, de cancelamento ou reverso de benefcios encami-nhadas pelas instncias de controle social, promovendo, quando cabveis, as atividades de gesto de benefcios competentes;

    V - Promover a capacitao dos agentes responsveis no municpio pela gesto local de benefcios;

    VI - Contribuir para o fortalecimento dos instrumentos de transparncia governamental, di-vulgando aos rgos pblicos locais e sociedade civil organizada as informaes relativas aos benefcios do Programa Bolsa Famlia e dos Programas Remanescentes, utilizando meios diversificados de publicizao;

    VII - Verificar periodicamente a conformidade da situao das famlias beneficirias do PBF e dos Programas Remanescentes aos critrios de elegibilidade desses programas, se necessrio utilizando tcnicas de amostragem estatstica;

    VIII - Atender aos pleitos de informao ou de esclarecimentos da Rede Pblica de Fiscalizao;

    IX - Informar SENARC eventuais deficincias ou irregularidades identificadas na prestao dos servios de competncia do Agente Operador ou de sua rede credenciada na localidade (correspondente bancrio, agentes lotricos e etc.);

    X - emitir a declarao prevista no art. 23, 2 do Decreto n 5.209, de 2004, no caso de subs-tituio de Responsvel pela Unidade Familiar da famlia beneficiria do PBF ou dos Programas Remanescentes; e (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    XI Analisar e deliberar sobre os recursos apresentados pelas famlias, em decorrncia do dis-posto no art. 18 desta Portaria.

    Pargrafo nico. O Gestor Municipal do PBF estar sujeito ao disposto no art. 14 da Lei n

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    10.836, de 2004, e nos arts. 34 e 35 do Decreto n 5.209, de 2004, quando sua conduta con-correr para o pagamento indevido de benefcios.

    Art. 21. Compete ao Gestor Estadual do Programa Bolsa Famlia, sem detrimento de outras responsabilidades, o exerccio das seguintes atribuies:

    I - Cumprir o disposto na Instruo Normativa GM/MDS n 1, de 20 de maio de 2005, espe-cialmente o previsto nos arts. 10 e 13, e demais normas sobre a matria que venham a ser editadas pela SENARC;

    II - Promover o credenciamento dos funcionrios do Governo Estadual e dos integrantes da instncia de controle social estadual que tero acesso ao Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, segundo procedimentos fixados pela SENARC;

    III - Promover a capacitao dos agentes responsveis nos municpios e no Estado pela gesto de benefcios;

    IV - Contribuir para o fortalecimento dos instrumentos de transparncia governamental, di-vulgando a rgos pblicos estaduais e sociedade civil organizada as informaes relativas aos benefcios do Programa Bolsa Famlia e dos Programas Remanescentes, utilizando meios diversificados de publicizao;

    V - Informar SENARC eventuais deficincias ou irregularidades identificadas na prestao dos servios de competncia do Agente Operador ou de sua rede credenciada na localidade (correspondente bancrio, agentes lotricos e etc.); e

    VI - Acompanhar a gesto de benefcios realizada pelos municpios no respectivo Estado.

    Art. 22. Compete instncia municipal de controle social do Programa Bolsa Famlia, sem de-trimento de outras responsabilidades, o exerccio das seguintes atribuies:

    I - Informar SENARC eventuais deficincias ou irregularidades identificadas na prestao dos servios de competncia do Agente Operador ou de sua rede credenciada na localidade (cor-respondente bancrio, agentes lotricos e etc.); e

    II - Acompanhar a realizao da gesto de benefcios do Municpio, preferencialmente, uti-lizando o Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, mediante credenciamento realizado pelo Gestor Municipal do Programa Bolsa Famlia.

    Art. 23. Compete instncia estadual de controle social do Programa Bolsa Famlia, sem detri-mento de outras responsabilidades, o exerccio das seguintes atribuies:

    I - Informar SENARC eventuais deficincias ou irregularidades identificadas na prestao dos servios de competncia do Agente Operador ou de sua rede credenciada na localidade (cor-respondente bancrio, agentes lotricos e etc.); e

    II - Acompanhar a realizao da gesto de benefcios no Estado, preferencialmente, com a uti-lizao do Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, mediante credenciamento realizado pelo Gestor Estadual do Programa Bolsa Famlia.

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    Art. 24. Compete SENARC, sem detrimento de outras responsabilidades, o exerccio das se-guintes atribuies:

    I - Editar normas complementares disciplinando a gesto de benefcios do PBF e dos Progra-mas Remanescentes;

    II - Orientar os Estados e municpios sobre assuntos relacionados gesto de benefcios;

    III - Planejar, conceber e realizar, em parceria com Estados e municpios, a capacitao dos agentes responsveis pela gesto de benefcios, assim como dos membros das respectivas instncias de controle social;

    IV - Promover a capacitao da Rede Pblica de Fiscalizao quanto gesto de benefcios;

    V - Promover a articulao regional dos responsveis pela gesto de benefcios;

    VI - Promover o intercmbio de experincias entre os Gestores Municipais do PBF, com vistas identificao de exemplos de boas prticas de gesto de benefcios, divulgando-as em mbito nacional;

    VII - Garantir aos municpios que aderiram ao PBF, aos Estados e aos agentes integrantes da Rede Pblica de Fiscalizao acesso ao Sistema de Gesto de Benefcios;

    VIII - Promover o funcionamento do Sistema de Gesto de Benefcios e seu constante aprimo-ramento;

    IX - Analisar e deliberar sobre recurso apresentado pelas famlias, em decorrncia do disposto no art. 18 desta Portaria;

    X - Acompanhar o desenvolvimento das atividades realizadas pelos responsveis pela gesto de benefcios nos Estados e municpios;

    XI Realizar auditorias nos sistemas e nas informaes do Cadnico e do Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, deliberando sobre os resultados obtidos; e

    XII - Tomar as providncias cabveis para a investigao das denncias de irregularidades e punio dos responsveis.

    CAPTULO VDas Disposies Transitrias e Finais

    Art. 25. No tocante aos benefcios do PBF e dos Programas Remanescentes bloqueados na data de publicao desta Portaria ser observado o seguinte:

    I - Para os benefcios bloqueados no exerccio de 2005, o cancelamento ocorrer depois de 6 (seis) meses da publicao desta Portaria, caso os benefcios ainda permaneam bloqueados ao fim desse prazo; e

    II - Para os benefcios bloqueados nos exerccios anteriores a 2005, o cancelamento ocorrer a partir da publicao desta Portaria, caso os benefcios ainda permaneam bloqueados.

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    PORTARIA N 555

    Art. 26. Os benefcios dos Programas Remanescentes, concedidos com base no extinto Cadas-tro do Bolsa Escola (CADBES), sero bloqueados a partir de 1 de abril de 2006, salvo quando a complementao de dados da respectiva famlia tenha sido feita pelo Municpio. (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 68, de 08 de maro de 2006, DOU de 10/03/2006).

    Art. 27. O Agente Operador, obedecendo a cronograma fixado com a SENARC e publicizado aos Municpios, efetuar as devidas adaptaes nos sistemas computacionais de operao do PBF, sendo adotados transitoriamente os seguintes procedimentos:

    I As atividades de gesto de benefcios do Programa Bolsa Alimentao sero executadas pela SENARC, cabendo aos municpios a realizao, quando cabvel, das alteraes pertinentes no cadastro das famlias e o encaminhamento dos respectivos Formulrios-padro de Gesto de Benefcios SENARC;

    II - A reverso de suspenso de benefcio e a reverso de cancelamento de benefcio sero realizados exclusivamente pela SENARC, cabendo aos municpios encaminhar, por ofcio, os respectivos Formulrios padro de Gesto de Benefcios para processamento;

    III - O cancelamento de benefcio varivel e a reverso de cancelamento de benefcio varivel sero realizados pelos municpios diretamente no Sistema de Gesto de Benefcios do PBF, cabendo aos Gestores Municipais do PBF realizar as alteraes pertinentes no cadastro das famlias; e

    Pargrafo nico. medida que os sistemas computacionais do Agente Operador forem sendo adaptados, os procedimentos citados neste artigo perdero eficcia, cabendo ao municpio realiz-los diretamente no Sistema de Gesto de Benefcios do PBF.

    Art. 28. Para os fins desta Portaria, aplicam-se ao Distrito Federal as disposies referentes aos municpios.

    Art. 29. Ficam convalidados os atos de gesto de benefcios realizados anteriormente edio desta Portaria.

    Art. 29-A. O art. 10 da Portaria GM/MDS n 321, de 2008, passa a vigorar com a seguinte reda-o: (Includo pela Portaria GM/MDS n 344, de 21 de outubro de 2009, DOU de 22/10/2009)

    Art. 10. .........................................................................................................................................

    Pargrafo nico. O disposto no caput deste artigo poder ser aplicado a todas as modalidades de benefcio da famlia, concomitantemente, ou somente ao BVJ.

    Art. 30. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    PATRUS ANANIAS DE SOUSA

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    PORTARIA N 666, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2005

    Disciplina a integrao entre o Programa Bolsa Famlia e o Programa de Erradicao do Trabalho Infantil.

    O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso de suas atribuies, conferidas pela Lei n 10.638, de 28 de maio de 2003, e nas atribuies que lhe confere o art. 2 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e CONSIDERANDO:

    O disposto no art. 227, caput, da Constituio Federal, que determina que dever da famlia, da sociedade e do Estado colocar as crianas e os adolescentes a salvo de toda forma de neglign-cia, explorao, violncia, crueldade e opresso, e que um dos aspectos desta proteo especial a proibio de qualquer trabalho aos menores de dezesseis anos, salvo na condio de apren-diz, a partir dos quatorze anos de idade (CF, art. 7, XXXIII, combinado com o art. 227, 3, I);

    Os compromissos assumidos pela Unio, diante da comunidade das naes, por meio da rati-ficao da Conveno Internacional da Criana e do Adolescente, da Organizao das Naes Unidas ONU; e das Convenes Internacionais n 138 (Idade Mnima para Incio ao Trabalho) e n 182 (Proibio das Piores Formas de Trabalho Infantil), ambas da Organizao Internacio-nal do Trabalho OIT;

    O disposto no Captulo V do Estatuto da Criana e do Adolescente ECA (Lei n 8.069, de 13 de julho de 1990), que probe o trabalho abaixo da idade mnima legalmente estabelecida, garante o direito profissionalizao, bem como estabelece normas para a proteo daqueles com idade permitida ao trabalho;

    Que o Programa Bolsa Famlia PBF, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, cons-titui a poltica intersetorial do Governo Federal voltada ao enfrentamento da pobreza e ao desenvolvimento das famlias em situao de vulnerabilidade scio-econmica, abrangendo em seu pblico-alvo, famlias com situao de trabalho infantil, com diferentes graus e perfis de vulnerabilidade;

    O disposto no art. 3 da Lei n 10.836, de 2004, segundo o qual novas condicionalidades podem ser agregadas ao Programa Bolsa Famlia, por regulamento, assim como no art. 1 do Decreto n 5.209, de 2004, que prev que o referido programa ser regido pelo Decreto e pelas disposies complementares estabelecidas pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome; e Que os Programas Bolsa Famlia PBF e de Erradicao do Trabalho Infantil PETI so priori-dades do Governo Federal, especialmente no que se refere aos objetivos, respectivamente, de combater a pobreza e de erradicar o trabalho de crianas e adolescentes, resolve:

    Art. 1 Estabelecer a integrao entre o Programa Bolsa Famlia PBF, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e o Programa de Erradicao do Trabalho Infantil PETI, regido pela Portaria SEAS/MPAS n 458, de 4 de outubro de 2001

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    PORTARIA N 666

    CAPTULO IDos Objetivos e da Forma de Integrao entre o PBF e o PETI

    Art. 2 A integrao entre o PBF e o PETI perseguir os seguintes objetivos:

    I - racionalizao e aprimoramento dos processos de gesto do PBF e do PETI;

    II - ampliao da cobertura do atendimento das crianas ou adolescentes em situao de tra-balho infantil do PETI;

    III - extenso das aes scio-educativas e de convivncia do PETI para as crianas ou adoles-centes do PBF em situao de trabalho infantil; e

    IV - universalizao do PBF para as famlias que atendem aos seus critrios de elegibilidade.

    Art. 3 Para os efeitos da integrao de que trata esta Portaria:

    I - o componente de transferncia de renda para as famlias que atendam ao critrio de elegi-bilidade do PBF ser tido como benefcio do PBF;

    II - o componente de aes scio-educativas e de convivncia que devem ser freqentadas pelas crianas e adolescentes das famlias oriundas do PETI, assim como pelas famlias beneficirias do PBF que apresentem situao de trabalho infantil, ser tido como parte integrante do PETI; e

    III - o componente de transferncia de renda para as famlias que no atendam ao critrio de elegibilidade do PBF ser tido como benefcio financeiro do PETI.

    CAPTULO IIDa Seleo de Famlias e da Concesso e Manuteno

    de Benefcios Financeiros do PBF e do PETI

    Art. 4 No que se refere ao componente de transferncia de renda, as famlias em situao de trabalho infantil, ainda no inscritas no PETI ou no PBF, devero ser includas:

    I - no PBF, caso tenham renda per capita mensal igual ou inferior a R$ 100,00 (cem reais); ou

    II - no PETI, caso tenham renda per capita mensal superior a R$ 100,00 (cem reais).

    Art. 5 A seleo de famlias para ingresso no PBF seguir as regras definidas na Lei n 10.836, de 2004, sendo consideradas, para efeito de concesso de benefcios financeiros mencionados no art. 3, I, desta Portaria, as famlias em situao de trabalho infantil que apresentem:

    I - renda familiar per capita mensal igual ou inferior a R$ 100,00 (cem reais);

    II - informaes da famlia corretamente inseridas no Cadastramento nico de Programas So-ciais do Governo Federal Cadnico, institudo pelo Decreto n 3.877, de 24 de julho de 2001; e

    III - situao de trabalho infantil de que trata o caput, devidamente registrada no Cadnico, segundo as regras definidas nesta Portaria.

    Pargrafo nico. A concesso dos benefcios financeiros do PBF ser efetuada pela Secreta-ria Nacional de Renda de Cidadania SENARC, respeitada a disponibilidade oramentrio-financeira existente.

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    PORTARIA N 666

    Art. 6 A seleo de famlias para ingresso no PETI seguir as regras definidas na Portaria SEAS/MPAS n 458, de 2001, sendo consideradas para efeito de concesso de benefcios financeiros de que trata o art. 3, III, as famlias:

    I - Cuja renda familiar per capita mensal seja superior a R$ 100,00 (cem reais);

    II - Cujas informaes estejam corretamente inseridas no Cadnico; e

    III - cuja situao de trabalho infantil seja devidamente registrada no Cadnico, segundo as regras definidas nesta Portaria.

    Pargrafo nico. A concesso dos benefcios financeiros de que trata o caput para as famlias selecionadas ser efetuada pela Secretaria Nacional de Assistncia Social SNAS, respeitada a disponibilidade oramentrio-financeira existente, segundo o disposto no art. 15 desta Por-taria.

    Art. 7 Sero gradualmente transferidas para o PBF, respeitada a disponibilidade oramentria e financeira existente, as famlias usurias do PETI que apresentarem, simultaneamente, as seguintes caractersticas:

    Renda familiar per capita mensal igual ou inferior a R$ 100,00 (cem reais); e

    Benefcios financeiros do PETI operacionalizados pela Caixa Econmica Federal.

    1 Permanecero no PETI operacionalizado pela Caixa Econmica Federal, para todos os efeitos, as famlias:

    Que possuam apenas os benefcios financeiros do PETI; e Cuja transferncia para o PBF impli-que reduo no montante dos benefcios financeiros recebidos do PETI operacionalizados pela Caixa Econmica Federal.

    2 As famlias que recebem benefcios financeiros do PETI, operacionalizados mediante con-vnios firmados pelos entes federados com o Fundo Nacional de Assistncia Social FNAS, se-ro gradualmente includas no PBF ou no PETI operacionalizado pela Caixa Econmica Federal, desde que estejam inscritas no Cadnico, respeitado ainda o seguinte:

    I - Se a renda per capita mensal da famlia for superior a R$ 100,00 (cem reais), a famlia ser includa no PETI operacionalizado pela Caixa Econmica Federal, mantendo os benefcios fi-nanceiros dos programas remanescentes, caso existentes;

    II - Se a famlia possui renda per capita mensal igual ou inferior a R$ 100,00 (cem reais), a fa-mlia ser includa no PBF, sem prejuzo do disposto no art. 8 desta Portaria.

    Art. 8 As famlias que sejam simultaneamente usurias do PETI e beneficirias dos Programas Bolsa Alimentao, Carto Alimentao ou Auxlio Gs, e forem transferidas para o PBF, faro jus ao Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio.

    1 O valor do Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio ser calculado pela diferena entre o valor que a famlia receberia apenas pelo PBF e o somatrio dos benefcios financeiros rece-bidos dos Programas Remanescentes e do PETI.

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    PORTARIA N 666

    2 Se a diferena obtida pelo clculo definido no pargrafo anterior resultar em nmero no inteiro, o valor financeiro do Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio ser arredondado para o valor inteiro imediatamente superior.

    3 A liberao do pagamento do Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio obedecer ao disposto na legislao dos benefcios do PBF, ficando a este vinculado.

    4 O Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio ter seu prazo de prescrio estabelecido com base nos dados do Cadnico e na data de concesso dos benefcios dos Programas Rema-nescentes, de acordo com o seguinte:

    I - para famlias advindas do Programa Bolsa-Alimentao, ser considerado como prazo-limite para concesso do Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio o primeiro dia do ms e o ano em que a criana mais nova da famlia completar 6 anos e 11 meses de vida, de acordo com a composio familiar no Cadnico na data de concesso do benefcio no PBF;

    II - Para as famlias oriundas do Carto Alimentao, ser considerado como prazo-limite para concesso do Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio o perodo de 24 (vinte e quatro) meses a partir da data de concesso do Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio no PBF;

    III - para famlias oriundas do Programa Auxlio-Gs, ser considerado como prazo-limite para concesso o perodo de 12 meses a partir da data de concesso do Benefcio Varivel de Car-ter Extraordinrio no PBF;

    IV - para famlias oriundas de mais de um Programa Remanescente, tendo por base o Nme-ro de Identificao Social NIS do responsvel legal, ser considerada como data-limite para concesso a regra que resultar no maior perodo de prescrio.

    Art. 9 Os benefcios financeiros do PBF e do PETI no sero liberados para pagamento se for comprovada a ocorrncia de trabalho infantil nas famlias.

    1 Em conformidade com o disposto no art. 6, 5, da Portaria GM/MDS n 555, de 11 de novembro de 2005, comprovada a existncia de trabalho infantil em famlia beneficiria do PBF, os benefcios financeiros sero bloqueados at a cessao do trabalho infantil e a inscri-o da famlia em atividades scio-educativas e de convivncia, desbloqueando-se em seguida ao cumprimento dessas obrigaes.

    2 Comprovada a existncia de trabalho infantil em famlia usuria do PETI, os benefcios fi-nanceiros sero bloqueados at a cessao do trabalho infantil, desbloqueando-se em seguida ao cumprimento dessa obrigao.

    3 A recusa da famlia beneficiria do PBF ou usuria do PETI em cumprir as obrigaes dispostas nos 1 e 2 deste artigo dever ser comunicada aos rgos competentes para as providncias cabveis e implicar o cancelamento dos beneficirios financeiros, em conformi-dade, para as famlias do PBF, com o disposto no art. 14.

    3 da Portaria GM/MDS n 555, de 2005.

    4 Ser aplicvel o cancelamento dos benefcios financeiros e o desligamento das famlias desses programas se decorridos 6 (seis) meses do bloqueio dos benefcios financeiros.

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    PORTARIA N 666

    5 Comprovada a existncia de trabalho infantil em famlia beneficiria do PBF, o cadastro da famlia dever ser imediatamente atualizado segundo o disposto no art. 11 desta Portaria.

    Art. 10. A famlia beneficiria do PBF no poder receber simultaneamente os benefcios fi-nanceiros do PETI, sejam estes operacionalizados por meio da Caixa Econmica Federal ou mediante convnios firmados pelos entes federados com o FNAS, devendo ser bloqueado ou cancelado o benefcio financeiro de menor valor, por parte do gestor que identificar a duplici-dade de pagamentos.

    1 Na hiptese dos valores pagos em duplicidade no PBF e no PETI serem iguais, o bloqueio ou o cancelamento ser aplicvel ao benefcio financeiro do PETI.

    2 O bloqueio ser cabvel quando houver indcio de acmulo de benefcios financeiros, re-gistrado formalmente a partir de auditoria ou fiscalizao realizadas.

    3 O cancelamento ser cabvel quando houver a confirmao do acmulo de benefcios financeiros, registrada formalmente.

    4 No que se refere ao disposto nos 2 e 3, caso os benefcios a serem bloqueados ou cancelados pertenam ao PBF, devero ser observados procedimentos da Portaria GM/MDS n 555, de 2005.

    CAPTULO IIIDo Cadastramento das Famlias em Situao de Trabalho Infantil

    Art. 11. As famlias em situao de trabalho infantil devero ter suas informaes inseridas no Cadnico, atentando-se para obrigatoriedade do preenchimento do seguinte:

    I - Para as crianas ou adolescentes da famlia em situao de trabalho infantil devero ser preenchidas as informaes do campo n 270 do formulrio do Cadnico;

    II - Para o responsvel legal da famlia, definido preferencialmente como a mulher de idade igual ou superior a 16 (dezesseis) anos, o registro de ao menos um documento de emisso e controle nacional, notadamente o CPF ou o Ttulo de Eleitor; e

    III - Para o domiclio e todas as pessoas da famlia, o preenchimento de todos os campos obri-gatrios do formulrio do Cadnico.

    Art. 12. Nos municpios onde residam famlias usurias do PETI cujos benefcios financeiros sejam operacionalizados mediante convnio firmado pelo FNAS, as Prefeituras devero inserir as informaes relativas a cada famlia em situao de trabalho infantil no Cadnico, obrigato-riamente, at 31 de maro de 2006.

    Pargrafo nico. A SENARC e a SNAS definiro, em ato administrativo conjunto, a data a partir da qual no sero mais realizados os repasses financeiros previstos nos convnios firmados pelo FNAS com os entes federados para o pagamento de benefcios financeiros do PETI.

    CAPTULO IVDas Condicionalidades do PBF e das Atividades Scio-educativas e de Convivncia do PETI

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    PORTARIA N 666

    Art. 13. As crianas ou adolescentes em situao de trabalho infantil, cujas famlias sejam beneficirias do PBF, sero inseridas nas atividades scio-educativas e de convivncia pro-porcionadas pelo PETI, nos termos da Portaria SEAS/MPAS n 458, de 2001, sem prejuzo do cumprimento das condicionalidades de sade e de educao do PBF.

    1 A SNAS ser responsvel pelo acompanhamento do cumprimento das atividades scio--educativas e de convivncia para as famlias em situao de trabalho infantil beneficirias do PBF ou usurias do PETI.

    2 As diretrizes e normas para o acompanhamento e a fiscalizao das atividades scio-educa-tivas e de convivncia sero disciplinadas em ato administrativo conjunto da SENARC e da SNAS.

    Art. 14. As famlias em situao de trabalho infantil, beneficirias do PBF ou usurias do PETI, na forma, respectivamente, do art. 3, I e III, desta Portaria, que descumprirem as atividades scio-educativas ou de convivncia no tero seus benefcios financeiros liberados.

    1 As diretrizes e normas para a repercusso financeira do descumprimento das atividades scio-educativas e de convivncia sero disciplinadas em ato administrativo conjunto da SE-NARC e da SNAS.

    2 No sero penalizadas as famlias que no cumprirem atividades scio-educativas ou de convivncia previstas quando no houver a oferta do respectivo servio ou por fora maior ou caso fortuito.

    Art. 15. Havendo disponibilidade oramentrio-financeira, a SNAS promover a oferta de ati-vidades socioeducativas e de convivncia para as famlias em situao de trabalho infantil beneficirias do PBF ou usurias do PETI, por meio dos municpios que formam a rede de implementao do PETI, de acordo com os critrios de partilha de recursos do PETI previstos na Norma Operacional Bsica - NOB/SUAS, aprovada pela Resoluo n 130, de 15 de julho de 2005, do Conselho Nacional de Assistncia Social.

    CAPTULO VDas Atribuies Relativas Integrao entre o PBF e o PETI

    Art. 16. Cabero ao Gestor Municipal do PBF, cujo municpio tenha formalmente aderido ao programa, nos termos da Portaria GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005, sem detrimento de outras responsabilidades, as seguintes atribuies:

    I - analisar as demandas de bloqueio e de cancelamento de benefcios financeiros do PBF re-metidas pelas instncias de gesto, participao ou controle social, promovendo as aes de gesto de benefcios cabveis;

    II - promover a atualizao do cadastro das famlias beneficirias do PBF em situao de tra-balho infantil; e

    III - manter interlocuo com o gestor do PETI no municpio, se for o caso.

    Art. 17. Cabero ao Gestor Estadual do PBF, cujo Estado tenha formalmente aderido ao proces-so de atualizao cadastral disciplinado pela Portaria GM/MDS n 360, de 12 de julho de 2005,

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    PORTARIA N 666

    sem detrimento de outras responsabilidades, as seguintes atribuies:

    I - apoiar a atualizao do cadastro das famlias beneficirias do PBF em situao de trabalho infantil; e

    II - manter interlocuo com o gestor do PETI no Estado, se for o caso.

    Art. 18. Cabero instncia municipal de controle social do PBF, sem detrimento de outras responsabilidades, as seguintes atribuies:

    I - comunicar aos Gestores Municipais do PBF e do PETI os casos de famlias beneficirias do PBF em situao de trabalho infantil em sua localidade;

    II - manter interlocuo com a Comisso Municipal de Erradicao do Trabalho Infantil; e,

    III - comunicar aos Gestores Municipais do PBF e do PETI a respeito de famlias que recebam re-cursos desses programas que no estejam respeitando a freqncia s aes scio-educativas e de convivncia, sobre a inexistncia ou precariedade da oferta destas aes no mbito local.

    Art. 19. Cabero instncia estadual de controle social do PBF, sem detrimento de outras res-ponsabilidades, as seguintes atribuies:

    I - comunicar aos Gestores Estaduais ou Municipais do PBF e do PETI os casos de famlias bene-ficirias do PBF em situao de trabalho infantil em seu territrio de abrangncia; e

    II - manter interlocuo com a Comisso Estadual de Erradicao do Trabalho Infantil.

    Art. 20. Cabero SENARC, sem detrimento de outras responsabilidades, as seguintes atribuies:

    I - transferir recursos ao agente operador para pagamento dos benefcios financeiros mencio-nados no art. 3, I, desta Portaria;

    II - orientar os Estados e municpios sobre assuntos relacionados integrao entre o PBF e o PETI, no que lhe couber;

    III - disciplinar questes operacionais pertinentes integrao entre o PBF e o PETI, em con-junto com a SNAS;

    IV - garantir aos agentes autorizados em normas especficas acesso ao Sistema Informatizado de Gesto de Benefcios do PBF;

    V - realizar a repercusso do descumprimento das atividades scio-educativas e de convivn-cia nos benefcios financeiros das famlias em situao de trabalho infantil beneficirias do PBF, segundo normas vigentes e informaes encaminhadas pela SNAS;

    VI - promover o intercmbio de experincias entre os Estados e municpios, divulgando-as em mbito nacional; e

    VII - acompanhar o desenvolvimento das atividades realizadas pelos gestores do PBF nos Es-tados e municpios.

    Art. 21. Cabero ao Gestor Municipal do PETI, sem prejuzo de outras responsabilidades, as

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    PORTARIA N 666

    seguintes atribuies:

    I - analisar as demandas de bloqueio ou de cancelamento de benefcios financeiros do PETI oriundas das instncias de gesto, participao ou controle social, promovendo, quando cab-vel, as aes de gesto de benefcios competentes;

    II - promover a incluso no Cadnico das famlias usurias do PETI com benefcios financeiros operacionalizados mediante convnio firmado pelo FNAS;

    III - prover a oferta de atividades scio-educativas e de convivncia para as famlias em situa-o de trabalho infantil beneficirias do PBF ou usurias do PETI, segundo a legislao vigente;

    IV - encaminhar SNAS o resultado do acompanhamento das atividades scio-educativas e de convivncia para as famlias em situao de trabalho infantil beneficirias do PBF ou usurias do PETI, segundo normas vigentes; e

    V - manter interlocuo com o gestor do PBF no Municpio, se for o caso.

    Art. 22. Cabero ao Gestor Estadual do PETI, sem detrimento de outras responsabilidades, as seguintes atribuies:

    I - apoiar a incluso no Cadnico das famlias usurias do PETI com benefcios financeiros ope-racionalizados mediante convnio firmado pelo FNAS;

    II - prover a oferta de atividades scio-educativas e de convivncia para as famlias em situao de trabalho infantil beneficirias do PBF ou usurias do PETI, segundo a legislao vigente;

    III - encaminhar SNAS o resultado do acompanhamento das atividades scio-educativas e de convivncia para as famlias em situao de trabalho infantil beneficirias do PBF ou usurias do PETI, segundo normas vigentes; e

    IV - manter interlocuo com o gestor do PBF no Estado.

    Art. 23. Cabero Comisso Municipal de Erradicao do Trabalho Infantil do PETI, sem detri-mento de outras responsabilidades, as seguintes atribuies:

    I - comunicar aos Gestores Municipais do PBF e do PETI os casos de famlias beneficirias do PBF em situao de trabalho infantil em sua localidade;

    II - manter interlocuo com a instncia municipal de controle social do PBF; e

    III - comunicar aos Gestores Municipais do PBF e do PETI a respeito de famlias que recebam recursos desses programas que no estejam cumprindo a freqncia s aes scio-educati-vas e de convivncia, ou sobre a inexistncia de oferta destas aes no mbito local.

    Art. 24. Cabero Comisso Estadual de Erradicao do Trabalho Infantil do PETI, sem detri-mento de outras responsabilidades, as seguintes atribuies:

    I - comunicar aos Gestores Estaduais ou Municipais do PBF e do PETI os casos de famlias be-neficirias do PBF em situao de trabalho infantil em sua localidade; e

    II - manter interlocuo com a instncia estadual de controle social do PBF.

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    PORTARIA N 666

    Art. 25. Cabero SNAS, sem detrimento de outras responsabilidades, as seguintes atribui-es:

    I - transferir recursos ao agente operador para pagamento dos benefcios financeiros mencio-nados no art. 3, III, desta Portaria;

    II - orientar os Estados e municpios sobre assuntos relacionados integrao entre o PBF e o PETI, no que lhe couber;

    III - regulamentar assuntos pertinentes integrao de que trata esta Portaria, em conjunto com a SENARC;

    IV - promover a oferta de atividades scio-educativas e de convivncia para as famlias em si-tuao de trabalho infantil beneficirias do PBF ou usurias do PETI, por meio dos municpios que formam a rede de implementao do PETI;

    V - realizar o acompanhamento das atividades scio-educativas e de convivncia para as fam-lias em situao de trabalho infantil beneficirias do PBF ou usurias do PETI, segundo normas vigentes, encaminhando SENARC as informaes relativas ao PBF;

    VI - garantir aos agentes autorizados em normas especficas o acesso ao Sistema Informatizado de Gesto de Benefcios do PETI;

    V - realizar a repercusso do descumprimento das atividades scio-educativas e de convivn-cia nos benefcios financeiros das famlias em situao de trabalho infantil beneficirias do PETI, segundo normas vigentes;

    VI - promover a articulao regional dos responsveis pela erradicao do trabalho infantil;

    VII - promover o intercmbio de experincias entre os Estados e municpios, com vistas iden-tificao de exemplos de boas prticas de erradicao do trabalho infantil, divulgando-as em mbito nacional; e

    VIII - acompanhar o desenvolvimento das atividades realizadas pelos responsveis pela erradi-cao do trabalho infantil nos Estados e municpios.

    CAPTULO VIDas Disposies Transitrias e Finais

    Art. 26. Para os fins desta Portaria, aplicam-se ao Distrito Federal as disposies referentes aos municpios.

    Art. 27. No anexo da Portaria SEAS/MPAS n 458, de 2001, ficam alterados os seguintes dispositivos:

    I - O item 3 - Pblico-Alvo, pargrafo primeiro, passa a vigorar com a seguinte redao: o PETI atender as diversas situaes de trabalho de crianas e adolescentes, com idade inferior a 16 (dezesseis) anos de famlias com renda per capita mensal superior a R$ 100,00 (cem reais).

    II - Ao item 5.9 Critrios de Concesso da Bolsa, fica adicionado o seguinte pargrafo:

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    PORTARIA N 666

    A freqncia mnima da criana e do adolescente nas atividades do ensino regular e da Jor-nada Ampliada ser exigida no percentual de 85% (oitenta e cinco) da carga horria mensal.

    III - Ao item 5.10 Atividades da Jornada Ampliada, fica adicionado o seguinte pargrafo: As famlias em situao de trabalho infantil, beneficirias do Programa Bolsa Famlia, tero as crianas o um adolescentes nessa situao inseridas nas atividades scio-educativas e de con-vivncia proporcionadas pelo PETI.

    Art. 28. O art. 5, 3, da Portaria GM/MDS n 737, de 15 de dezembro de 2005, fica alterado para o seguinte:

    3 Para as famlias oriundas do Carto Alimentao, ser considerado como prazo-limite para concesso do Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio o perodo de 24 (vinte e qua-tro) meses a partir da data de concesso do Benefcio Varivel de Carter Extraordinrio no PBF.

    Art. 29. O Agente Operador, obedecendo a cronograma fixado pela SENARC e a SNAS, efetuar as devidas adaptaes nos sistemas computacionais de operao do Cadnico, do PBF e do PETI, divulgando aos Municpios os prazos do referido cronograma.

    Art. 30. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    PATRUS ANANIAS DE SOUSAMinistro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome

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    PORTARIA N 341, DE 07 DE OUTUBRO DE 2008

    Dispe sobre procedimentos operacionais necess-rios ao ingresso de famlias no Programa Bolsa Famlia.

    O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe conferem o inciso II do pargrafo nico do art. 87 da Constituio, a al-nea h do inciso II do art. 27 da Lei 10.683, de 28 de maio de 2003, o inciso VIII do art. 1 do Decreto n. 5.550, de 22 de setembro de 2005, e os arts. 1 e 21 do Decreto 5.209, de 17 de setembro de 2004 e tendo em vista o disposto no item 2.1 do Acrdo n. 60/2008 do Tribunal de Contas da Unio, proferido nos autos do TC n. 022.093/2006-5,

    RESOLVE:

    Seo IDisposies Preliminares

    Art. 1 Disciplinar as atividades operacionais para ingresso de famlias no Programa Bolsa Fam-lia PBF realizadas, periodicamente, pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania Senarc.

    Art. 2 A realizao das atividades operacionais para ingresso de famlias no Programa Bolsa Famlia PBF depender de:

    I cadastramento prvio das famlias no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal Cadnico, regido pelo Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007;

    II disponibilidade oramentria e financeira, segundo a Lei Oramentria Anual em vigor; e

    III existncia de estimativa de famlias pobres nos municpios, calculada a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica IBGE, sem prejuzo de anlise e estudos formu-lados por outras instituies do Governo Federal.

    1 Fica definida como cobertura do PBF, em determinado municpio ou estado, a diviso en-tre o nmero de famlias beneficirias do PBF e o nmero estimado de famlias pobres daquela Unidade Federativa, obtido conforme o inciso III.

    2 O cadastramento das famlias no Cadnico no implica ingresso no PBF.

    Art. 3 Constituem processos operacionais necessrios ao ingresso de famlias no PBF:

    I habilitao;

    II seleo; e

    III - concesso.

  • 144

    PORTARIA N 341

    Seo IIDa Habilitao

    Art. 4 A habilitao o procedimento de identificao das famlias inscritas no Cadnico eleg-veis ao PBF, desde que atendam simultaneamente s regras gerais e especficas de elegibilidade.

    1 So regras gerais de elegibilidade de cada famlia:

    I possuir informaes cadastrais vlidas e atualizadas, conforme regulamento do Cadnico;

    II apresentar renda mensal per capita familiar igual ou inferior ao limite definido no caput do art. 18 do Decreto n 5.209, de 2004, para a situao de pobreza; e

    III ter crianas e/ou adolescentes de zero a dezessete anos includas no respectivo cadastro, na hiptese da renda mensal per capita familiar estar compreendida entre os limites de pobre-za e de extrema pobreza de que trata o caput do art. 18 do Decreto n 5.209, de 2004.

    2 So regras especficas de elegibilidade de cada famlia:

    I para habilitao ao benefcio financeiro bsico a famlia deve apresentar a renda mensal per capita igual ou inferior ao limite definido no art. 18 do Decreto n 5.209, de 2004, para a situao de extrema pobreza;

    II para habilitao ao benefcio financeiro varivel, a famlia deve ter em sua composio crianas e/ou adolescentes de zero a quinze anos;

    III para habilitao ao benefcio financeiro varivel vinculado ao adolescente, a famlia deve ter em sua composio adolescentes de dezesseis ou dezessete anos que possuam informa-es de matrcula escolar em estabelecimento regular de ensino, apuradas mediante dados do Cadnico e/ou informaes fornecidas pelo Ministrio da Educao; ou

    IV para habilitao do benefcio financeiro varivel de carter extraordinrio e do benefcio financeiro varivel gestante ou nutriz sero cabveis, respectivamente, o disposto na Portaria MDS n 737, de 15 de dezembro 2004, e o regulamento de que trata o 1 do art. 19 do De-creto n 5.209, de 2004.

    3 As regras especficas de cada benefcio financeiro do PBF somente sero verificadas em relao aos cadastros das famlias que previamente atendam s regras gerais de elegibilidade.

    Art. 5 Quanto regra de elegibilidade geral, sero consideradas no habilitadas ao PBF as famlias inscritas no Cadnico que se enquadrem em qualquer das seguintes hipteses de inelegibilidade:

    I famlias com renda mensal per capita familiar superior ao limite definido no art. 18 do De-creto n 5.209, de 2004, para a condio de pobreza;

    II famlias com renda mensal per capita familiar compreendida entre os limites de pobreza e de extrema pobreza de que trata o caput do art. 18 do Decreto n 5.209, de 2004, e que no possuem cadastradas crianas e/ou adolescentes de zero a dezessete anos;

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    PORTARIA N 341

    III - famlias com benefcios financeiros do Programa de Erradicao do Trabalho Infantil em valores superiores aos do PBF, conforme o disposto na Portaria MDS n 666, de 28 de de-zembro de 2005;

    IV - famlias cuja habilitao tenha sido obstada por deciso judicial; ou

    V - famlias inscritas no Cadnico, porm com cadastros que apresentem inconsistncias ca-dastrais, das quais so exemplos as seguintes:

    a) cadastro excludo, de acordo com norma aplicvel ao Cadnico;

    b) cadastro com multiplicidade de inscries de pessoas, em conformidade com as normas do Cadnico;

    c) cadastro com Responsvel pela Unidade Familiar RF cuja idade seja menor do que dezes-seis anos;

    d) cadastro oriundo do extinto Cadastro do Bolsa Escola - CADBES, gravado no Cadnico, po-rm, sem a devida complementao de dados;

    e) cadastro desatualizado h mais de vinte e quatro meses; ou (Redao dada pela Portaria GM/MDS n 617, de 11 de agosto de 2010, DOU de 12/08/2010)

    f) cadastro com omisses e/ou incorrees de dados e/ou informaes, observadas as normas do Cadnico.

    Pargrafo nico. Deciso da SENARC poder desabilitar famlias em decorrncia de informao obtida a partir de procedimentos de auditoria/fiscalizao.

    Art. 6 Quanto s regras de elegibilidade especfica, sero consideradas no habilitadas aos be-nefcios financeiros do PBF as famlias que se enquadrem em qualquer das seguintes hipteses:

    I - quanto ao benefcio financeiro bsico, famlias com renda mensal per capita familiar superior ao limite definido no art. 18 do Decreto n 5.209, de 2004, para a condio de extrema pobreza;

    II - quanto ao benefcio financeiro varivel, famlias que no tenham em sua composio fami-liar crianas e/ou adolescentes de zero a quinze anos; ou

    III - quanto ao benefcio financeiro varivel vinculado ao adolescente:

    a) famlias que no tenham em sua composio adolescentes com idade entre dezesseis e dezessete anos; ou

    b) famlias cujos adolescentes indicados na alnea anterior no possuam informaes de ma-trcula escolar em estabelecimento regular de ensino, apuradas mediante dados do Ministrio da Educao e/ou do Cadnico.

    Art. 7 As famlias habilitadas ao PBF podero ser dispostas em categorias, de modo a distin-guir aquelas que possuam informaes cadastrais especficas e/ou condies de maior vulne-rabilidade social, abaixo exemplificadas:

  • 146

    PORTARIA N 341

    I cadastros habilitados de famlias em situao de trabalho infantil, conforme informaes constantes do Cadnico;

    II - cadastros habilitados de famlias com integrantes libertos de situao anloga a de trabalho escravo;

    III - cadastros habilitados de famlias quilombolas;

    IV - cadastros habilitados de famlias indgenas;

    V cadastros habilitados de famlias residentes em municpios ou estados constantes de ter-mos de cooperao, conforme o disposto no art. 12 do Decreto n 5.209, de 2004; ou

    VI cadastros habilitados de famlias beneficirias de Programas Remanescentes, definidos na forma do 1 do art. 3 do Decreto n 5.209, de 2004.

    Seo IIIDa Seleo

    Art. 8 A seleo o procedimento de definio da quantidade mxima de famlias habilitadas por municpio que podero ingressar no PBF em determinada folha de pagamento, mediante a aplicao de sucessivos critrios de priorizao.

    1 A seleo se dar de modo automtico no Sistema de Gesto de Benefcios, classificando em ordem de prioridade as categorias de que trata o art. 7, assim como os municpios com menor cobertura do PBF.

    2 O Sistema de Gesto de Benefcios utilizar quaisquer dos seguintes parmetros de prio-rizao, sem prejuzo da adio de outros pela Senarc:

    I a ordenao das categorias de que trata o caput do art. 7 desta Portaria; ou

    II a fixao, a partir das categorias tratadas no art. 7, da quantidade mxima de cadastros habilitados que podero ser selecionados para uma determinada folha de pagamento do PBF.

    Seo IVDa Concesso

    Art. 9 A concesso o processo operacional que, vinculado aos limites quantitativos obtidos a partir da seleo, permite identificar individualmente cada uma das famlias que ingressaro no PBF em determinada folha de pagamentos do Programa.

    Pargrafo nico. Havendo excedente municipal de cadastros habilitados face ao limite quan-titativo da seleo, ser dada prioridade aos cadastros das famlias com menor renda mensal per capita e maior nmero de crianas e adolescentes de zero a dezessete anos, sem prejuzo da utilizao dos mecanismos previstos no 1 do art. 18 do Decreto n 5.209, de 2004.

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    PORTARIA N 341

    Seo VDisposies Finais

    Art. 10. O Agente Operador do PBF, observando a cronograma fixado com a Senarc, efetuar, no que lhe couber, as devidas adaptaes nos sistemas computacionais do PBF e do Cadnico para cumprimento do disposto nesta norma.

    Art. 11. Para os fins desta Portaria aplicam-se ao Distrito Federal as disposies referentes aos municpios.

    Art. 12. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    PATRUS ANANIASMinistro de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome

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    PORTARIA N 256, DE 19 DE MARO DE 2010

    Estabelece normas, critrios e procedimentos para o apoio financeiro gesto estadual do Programa Bolsa Famlia e d outras providncias.

    O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe conferem o art. 87, pargrafo nico, inciso II, da Constituio da Repblica, o art. 27, inciso II, da Lei n 10.683, de 23 de maio de 2003, e o pargrafo nico do art. 17 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e com fundamento no art. 8 da Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e no art. 2 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004; resolve:

    Art. 1 Estabelecer que as aes de apoio financeiro da Unio gesto e execuo do Pro-grama Bolsa Famlia - PBF e do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico, realizadas pelos Estados, disciplinadas pelo art. 8 da Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, sero executadas mediante transferncias de recursos do Ministrio do Desenvol-vimento Social e Combate Fome - MDS queles entes federados, observados os critrios, procedimentos, sistemticas de clculo e parmetros definidos nesta Portaria. (redao dada pelo art. 15 da Portaria n 754, de 25/10/2010)

    1 Para fazer jus ao recebimento do apoio financeiro de que trata o caput, o Estado dever: (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011).

    I - aderir, formalmente, ao PBF; (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    II - designar, formalmente, coordenador estadual responsvel pela gesto do PBF no Estado;

    (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    III - constituir, formalmente, Coordenao Intersetorial do PBF, na qual devero estar repre-sentadas, pelo menos, as seguintes reas do governo estadual: (includo pelo art. 2 da Porta-ria n 319, de 29/11/2011)

    a) assistncia social; (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    b) educao; e (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    c) sade; (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    IV - aderir, formalmente, ao Sistema nico de Assistncia Social - SUAS. (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    2 As atividades a serem desenvolvidas com os recursos de que trata o caput devero ser pla-nejadas pelo coordenador estadual do PBF, de maneira articulada e integrada, levando em con-siderao as demandas e necessidades da gesto do programa, no que se refere s reas de as-sistncia social, educao e sade. (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

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    PORTARIA N 256

    3 O coordenador estadual do PBF ser o responsvel pela observncia da aplicao dos recursos nas finalidades a que se destinam. (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011).

    4 O Estado dever disponibilizar o planejamento de que trata o 2 ao Conselho Estadual de Assistncia Social. (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    Art. 2 O MDS transferir mensalmente, na forma do art. 3, recursos financeiros ao Estado que tenha aderido ao Programa Bolsa Famlia - PBF e ao Cadnico, observadas as disposi-es da Portaria n 246, de 20 de maio de 2005, do MDS, a fim de apoiar o ente municipal na realizao alternativa ou cumulativa das seguintes atividades: (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    I - articulao com os coordenadores estaduais de sade e de educao para a gesto das condicionalidades e acompanhamento das famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia;

    II - apoio tcnico e operacional s instncias de controle social dos entes federados, conforme o 6 do art. 11-A do Decreto n 5.209, de 2004; (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    III - gesto da coordenao estadual do PBF, assim como da estruturao da unidade; (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    IV - capacitao de gestores e tcnicos municipais em gesto e operacionalizao do Cadnico e do PBF, de operadores em sistema de Cadnico em sistema de gesto de benefcios e em sistema de condicionalidades, bem como de entrevistadores para preenchimento dos formu-lrios do Cadnico; (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    V - formulao e implementao de estratgias que apoiem os municpios na localizao de famlias pobres e extremamente pobres visando sua incluso no Cadnico, em especial da-quelas pertencentes aos grupos populacionais tradicionais e especficos; (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    VI - apoio gesto municipal de condicionalidades do PBF e sistematizao e anlise dessas informaes;

    VII - formulao, avaliao e acompanhamento de propostas alternativas para a melhoria na logstica de pagamentos de benefcios e na distribuio e entrega de cartes do Programa Bolsa Famlia, pelos municpios;

    VIII - mobilizao da rede estadual para o fornecimento de informaes sobre frequncia esco-lar, acompanhamento de sade e acompanhamento dos servios socioeducativos;

    IX - apoio ao acompanhamento das famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia;

    X - implementao de estratgias para permitir o acesso das famlias de baixa renda includas no Cadnico, em especial daquelas que fazem parte do pblico-alvo do PBF, ao Registro Civil de Nasci-mento e documentao civil bsica; (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    XI - articulao intersetorial para o planejamento, implementao e avaliao de aes volta-das ampliao do acesso das famlias beneficirias do PBF aos servios pblicos, em especial

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    PORTARIA N 256

    aos de sade, educao e acompanhamento familiar realizado pela assistncia social; (reda-o dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    XII - fiscalizao do Programa Bolsa Famlia, atendendo a demandas formuladas pelo MDS;

    XIII - apoio gesto articulada e integrada do Programa Bolsa Famlia com os benefcios e ser-vios socioassistenciais previstos na Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993;

    XIV - outras atividades de apoio gesto do PBF e do Cadnico em municpios do Estado. (re-dao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    XV - articulao intersetorial para o planejamento, implementao e avaliao de aes voltadas ampliao do acesso das famlias includas no Cadnico aos programas sociais que o utilizam como instrumento de seleo de seus beneficirios, bem como aos demais servios voltados populao de baixa renda; e (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    XVI - outras atividades de gesto e execuo do PBF e do Cadnico. (includo pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    Pargrafo nico. vedado aos Estados utilizar os recursos repassados pelo MDS para paga-mento de pessoal efetivo e de gratificaes de qualquer natureza.

    Art. 3 O valor do apoio financeiro gesto estadual do Programa Bolsa Famlia ser calculado por meio do ndice de Gesto Descentralizada dos Estados - IGD-E, definido pela SENARC com fundamento nos critrios previstos nesta Portaria.

    1 A avaliao do desempenho dos Estados na gesto do Programa Bolsa Famlia ser feita com base no IGD-E.

    2 O clculo do ndice de que trata o caput ser realizado mensalmente, gerando efeitos financeiros no mesmo ms de seu clculo.

    3 Os parmetros utilizados para clculo do IGD-E, que no possam ser atualizados mensal-mente, podero ser utilizados por mais de um perodo, a critrio da SENARC.

    4 O MDS divulgar periodicamente, em seu endereo eletrnico, os resultados atualizados do IGD-E, assim como os valores financeiros a serem transferidos a cada Estado.

    5 Cada Estado ter um teto mensal de apoio financeiro a receber, a ser definido e divulgado anualmente pelo MDS em seu endereo eletrnico na internet.

    Art. 4 O IGD-E refletir o desempenho de cada Estado, e ser calculado pela multiplicao dos seguintes fatores: (alterado pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    I - fator de operao do PBF, composto pela mdia aritmtica simples das seguintes taxas: (al-terado pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    a) Taxa de Cobertura Qualificada de Cadastros, calculada pela diviso do somatrio do nmero de cadastros vlidos no perfil do Cadnico no Estado pelo somatrio do nmero de famlias estimadas como pblico-alvo do Cadnico no Estado; (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

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    b) Taxa de Atualizao Cadastral, calculada pela diviso do somatrio do nmero de cadastros domiciliares vlidos no perfil do Cadnico no Estado atualizados nos ltimos dois anos pelo somatrio do nmero de cadastros vlidos no perfil do Cadnico no Estado; (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    c) Taxa de Freqncia Escolar, calculada pela diviso do somatrio do nmero de crianas e adolescentes, pertencentes a famlias beneficirias do Programa Bolsa famlia no Estado, com informaes de freqncia escolar pelo somatrio do nmero total de crianas e adolescentes pertencentes a famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia no Estado; e (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    d) Taxa de Acompanhamento da Agenda de Sade, calculada pela diviso do somatrio do nmero de famlias com perfil sade no Estado, com informaes de acompanhamento de condicionalidades de sade, pelo somatrio do nmero total de famlias com perfil sade no Estado. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    II - fator de adeso ao Sistema nico de Assistncia Social (SUAS), que expressa se o estado aderiu ao SUAS, de acordo com a NOB SUAS; (alterado pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    III- fator de existncia de Coordenao Intersetorial do Programa Bolsa Famlia, na qual deve-ro estar representadas, pelo menos, as seguintes reas do governo estadual: (alterado pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    a) assistncia social; (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    b) educao; (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    c) sade; (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    IV - fator de informao da apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E, que indica se o gestor do Fundo Estadual de Assistncia Social registrou em sistema informati-zado disponibilizado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome a mencio-nada comprovao de gastos ao Conselho Estadual de Assistncia Social; e (alterado pelo art. 2 da Portaria n 319, de 29/11/2011).

    V - fator de informao da aprovao total da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E pelo Conselho Estadual de Assistncia Social, que indica se este colegiado registrou em sistema infor-matizado disponibilizado pelo MDS a aprovao integral das contas apresentadas pelo gestor do Fundo Estadual de Assistncia Social. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    1 Para fins do clculo do IGD-E, consideram-se:

    I - cadastro vlido: aquele que atende ao previsto no inciso IX do art. 2 da Portaria n 177, de 16 de junho de 2011, do MDS, observados os requisitos definidos nas Instrues Normativas expedidas pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC, de que trata o seu par-grafo nico; (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

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    PORTARIA N 256

    II - cadastro atualizado: aquele que atende ao previsto nos incisos X e XI do art. 2 da Portaria n 177, de 2011, do MDS, observadas as informaes especficas definidas nas Instrues Nor-mativas expedidas pela SENARC, de que trata o seu pargrafo nico; (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    III - nmero de famlias estimadas como pblico-alvo do Cadnico: a estimativa do nmero de famlias com renda mensal per capita de at meio salrio mnimo, definida pelo MDS, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE. (includo pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    2 O MDS divulgar, em seu endereo eletrnico, o ano base que utilizar como referncia para os clculos de que tratam este artigo.

    3 Apenas recebero recursos financeiros para o apoio gesto do Programa Bolsa Famlia os Estados que apresentarem valor de IGD-E igual ou superior a 0,6 (seis dcimos).

    4 Para os Estados aptos a receberem os recursos de apoio gesto do Programa Bolsa Fa-mlia, na forma do pargrafo anterior, o total de recursos a ser transferido equivaler soma:

    I - do produto da multiplicao do IGD-E apurado no ms pelo valor correspondente a 80% (oitenta por cento) do teto mensal estabelecido para o Estado; e

    II - do valor resultante da apurao dos seguintes incentivos financeiros:

    a) 5% (cinco por cento) do teto mensal de apoio financeiro ao Estado quando todos os seus municpios apresentarem, em seus respectivos ndices de Gesto Descentralizada, no mesmo ms de competncia do IGD-E, Taxas de Cobertura Qualificada de Cadastros igual ou superior a 0,8 (oito dcimos);

    b) 5% (cinco por cento) do teto mensal de apoio financeiro ao Estado quando todos os seus mu-nicpios apresentarem, em seus respectivos ndices de Gesto Descentralizada, no mesmo ms de competncia do IGD-E, Taxas de Atualizao Cadastral igual ou superior a 0,8 (oito dcimos);

    c) 5% (cinco por cento) do teto mensal de apoio financeiro ao Estado quando todos os seus municpios apresentarem, em seus respectivos ndices de Gesto Descentralizada, no mesmo ms de competncia do IGD-E, Taxas de Frequncia Escolar igual ou superior a 0,75 (setenta e cinco dcimos);

    d) 5% (cinco por cento) do teto mensal de apoio financeiro ao Estado quando todos os seus municpios apresentarem, em seus respectivos ndices de Gesto Descentralizada, no mesmo ms de competncia do IGD-E, Taxas de Acompanhamento da Agenda de Sade igual ou superior a 0,6 (seis dcimos).

    5 Aos fatores previstos nos inciso II, III, IV e V do caput sero atribudos os seguintes valores: (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    I - 0 (zero), quando: (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    a) o Estado no tiver aderido ao SUAS; (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

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    PORTARIA N 256

    b) o Estado no tiver constitudo Comisso Intersetorial do Programa Bolsa Famlia, na forma do inciso III do caput. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    c) o Estado no tiver informado, em sistema disponibilizado pelo MDS, no prazo estabelecido conforme disposto no art. 6, a apresentao da comprovao de gastos dos recursos do ndi-ce de Gesto Descentralizada Estadual - IGD-E ao respectivo Conselho Estadual de Assistncia Social; ou (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    d) o Conselho Estadual de Assistncia Social no tiver informado a aprovao total da compro-vao de gastos dos recursos transferidos, no prazo estabelecido conforme disposto no art. 6; (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    II - 1 (um), quando: (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    a) o Estado tiver aderido ao SUAS; (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    b) o Estado tiver constitudo Comisso Intersetorial do Programa Bolsa Famlia, na forma do inciso III do caput. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    c) o Estado tiver informado, em sistema disponibilizado pelo MDS, no prazo estabelecido con-forme disposto no art. 6, a apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E ao respectivo Conselho Estadual de Assistncia Social; ou (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    d) o Conselho Estadual de Assistncia Social tiver informado a aprovao total da comprova-o de gastos dos recursos transferidos, no prazo estabelecido conforme disposto no art. 6. (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    6 Na ocorrncia da hiptese prevista no 5, inciso I, alnea c, o fator de informao da apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E ser igual a zero at a apresen-tao da comprovao de gastos, registrada em sistema disponibilizado pelo MDS. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    7 Na ocorrncia da hiptese prevista no 5, inciso I, alnea d, o fator de informao da aprovao total da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E pelo Conselho Municipal de Assistncia Social ser igual a 0 (zero) at o saneamento das pendncias ou a devoluo dos valores no aprovados para o Fundo Estadual de Assistncia Social, sendo o repasse restabele-cido aps o registro da deliberao do Conselho Estadual de Assistncia Social, sem retroativi-dade dos efeitos financeiros. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    8 Os fatores citados nos incisos IV e V do caput, sero apurados a partir do ms de abril de 2011, sendo considerados com valor 1 (um) at aquela apurao. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    9 O fator citado no inciso III do caput, ser apurado a partir do ms de janeiro de 2011, sendo considerado com valor 1 (um) at aquela apurao. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

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    PORTARIA N 256

    Art. 5 As transferncias de que trata esta Portaria sero custeadas por meio de dotaes cons-tantes do oramento do MDS em ao oramentria especfica, limitadas disponibilidade oramentria anual. (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    Art. 5-A Os Estados estaro sujeitos suspenso dos repasses financeiros de que trata esta Portaria, sem prejuzo de outras sanes, quando houver manipulao das informaes relati-vas aos parmetros que formam o IGD-E, a fim de alterar os valores a que fazem jus. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    Pargrafo nico. Na ocorrncia da hiptese prevista no caput, haver ainda a instaurao de tomada de contas especial e a adoo de providncias para regularizao das informaes e reparao do dano, sem prejuzo das demais medidas legais aplicveis aos responsveis (inclu-do pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    Art. 6 A comprovao de gastos relativa aos recursos recebidos a ttulo de apoio gesto e execuo estaduais do PBF e do Cadnico, de acordo com a sistemtica estabelecida na presente Portaria, dever acompanhar a prestao de contas anual dos respectivos fundos estaduais de assistncia social e ficar disponvel, no prprio Estado, ao MDS e aos rgos de controle interno e externo, para verificao quando for o caso. (redao dada pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010).

    1 Os Estados que tiverem recebido recursos de apoio financeiro gesto e execuo estaduais do PBF e do Cadastro nico devero informar, anualmente, ao Ministrio do desenvolvimento Social e Combate Fome, por meio do Sistema de Informao do Sistema nico de Assistncia Social - SUASWEB, as deliberaes tomadas pelos Conselhos Estaduais de Assistncia Social acerca da comprovao de gastos dos recursos repassados, observados os prazos estabelecidos na Portaria n625, de 2010. (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 319, de 30/11/2011)

    I - 30 de abril do ano seguinte ao trmino do exerccio, para o lanamento das informaes sobre a apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD ao respectivo Conselho de Assistncia Social; e (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 30/11/2011)

    II - 31 de maio do ano seguinte ao trmino do exerccio, para lanamento do resultado do pa-recer do respectivo Conselho de Assistncia Social quanto anlise da comprovao de gastos a que se refere o inciso I. (includo pelo art. 2 da Portaria n 319, de 30/11/2011)

    2 - As informaes lanadas eletronicamente em sistemas disponibilizados pelo MDS, presu-mem-se verdadeiras e so de inteira responsabilidade de seus declarantes. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    3 Os prazos previstos nos incisos I e II do 1 presumem a disponibilidade do aplicativo para lanamento das informaes, referido no art. 6 da Portaria n 625, de 10 de agosto de 2010, at o dia 28 de fevereiro do ano em que deve ocorrer o lanamento das informaes, sendo prorrogado quando no ocorrer a disponibilidade at a referida data, conforme prazos a seguir: (includo pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

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    PORTARIA N 256

    I - ltimo dia do ms em que completar sessenta dias contados da disponibilizao do aplica-tivo a que se refere este pargrafo, para o lanamento das informaes sobre a apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD ao respectivo Conselho de Assistncia Social; e (includo pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    II - ltimo dia do ms em que completar noventa dias contados da disponibilizao do aplica-tivo a que se refere este pargrafo, para lanamento do resultado do parecer do respectivo Conselho de Assistncia Social quanto anlise da comprovao de gastos a que se refere o inciso I. (includo pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    4 A SENARC poder promover a alterao dos prazos previstos neste artigo, devidamente justificada. (includo pelo art. 1 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    Art. 6-A Caber ao Conselho Estadual de Assistncia Social apreciar e deliberar sobre as com-provaes de gastos dos recursos recebidos a ttulo de apoio financeiro gesto descentra-lizada do PBF, enviadas pelo Fundo Estadual de Assistncia Social. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    1 Aps sua avaliao e deliberao pelo respectivo Conselho de Assistncia Social, em caso de aprovao integral, esse colegiado providenciar a insero dos dados contidos nos docu-mentos em sistema informatizado disponibilizado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    2 Em caso de no aprovao ou aprovao parcial das contas: (includo pelo art. 15 da Por-taria n 754, de 20/10/2010)

    I - os recursos financeiros referentes s contas rejeitadas sero restitudos, no prazo de 30 (trinta) dias contados da formalizao da manifestao do Conselho Estadual de Assistncia Social, pelo ente federado ao respectivo Fundo de Assistncia Social; e (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    II - o Conselho de Assistncia Social informar ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Com-bate Fome, por meio de sistema informatizado, tanto a deciso, com o detalhamento dos motivos que ensejaram a deciso, quanto devoluo dos recursos ao Fundo Estadual de As-sistncia Social. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    Art. 6-B O Estado dever destinar, pelo menos, 3% (trs por cento) dos recursos transferidos, segundo a sistemtica fixada nesta Portaria, para o financiamento de atividades de apoio tc-nico e operacional do controle social envolvido com a gesto do PBF. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    Pargrafo nico. A execuo dos recursos de que trata o caput dever constar da comprovao de gastos de que trata o art. 6 desta Portaria. (includo pelo art. 15 da Portaria n 754, de 20/10/2010)

    Art. 7 A SENARC expedir normas operacionais necessrias execuo do disposto nesta Portaria.

  • 156

    PORTARIA N 256

    Art. 8 O art. 3 da Portaria MDS n 351, de 10 de outubro de 2007, passa a vigorar com a seguinte redao:

    Art. 3 Os Estados que aderirem ao SUAS, na forma desta Portaria, podero receber o incen-tivo financeiro ao aprimoramento da gesto gerido por meio do ndice de Gesto Descentra-lizada Estadual - IGD-E, repassado pelo Fundo Nacional de Assistncia Social diretamente aos Fundos Estaduais de Assistncia Social. (NR)

    Pargrafo nico. Sem prejuzo da observncia dos procedimentos de adeso previstos na pre-sente Portaria, o Distrito Federal, em virtude de sua organizao particular, no receber os recursos relativos ao IGD-E.

    .........................................................................................................................................................

    Art. 9 Ficam convalidados os atos de adeso dos Estados ao Programa Bolsa Famlia, forma-lizados de acordo com os artigos 1 e 2 da Portaria GM/MDS n 76, de 6 de maro de 2008.

    Art. 10. Fica revogada a Portaria GM/MDS n 76, de 6 de maro de 2008.

    Art. 11. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    PATRUS ANANIAS

  • 157

    PORTARIA N 256

    ANEXOFORMULRIO PARA FORMALIZAO DA INSTNCIA ESTADUAL INTERSETORIAL

    DO PROGRAMA BOLSA FAMLIA E CADASTRO NICO

    1. Dados do Estado

    Nome do Estado CNPJ

    Nome do(a) Governador(a)

    Endereo para correspondncia

    Bairro CEP Telefone

    Endereo Eletrnico (E-mail) Fax

    2. Dados da Secretaria de Assistncia Social ou correspondente

    Nome do(a) Secretrio(a)

    Endereo para correspondncia

    Bairro CEP Telefone

    Endereo Eletrnico (E-mail) Fax

    3. Composio da Instncia Estadual Intersetorial do Programa Bolsa Famlia e Cadastro nico

    Nome

    Endereo Eletrnico (E-mail)

    Telefone Fax

    Orgo que representa Servidor estvel ( ) Sim ( ) No

    Funo/ cargo que ocupa

    Nome

    Endereo Eletrnico (E-mail)

    Telefone Fax

    Orgo que representa Servidor estvel ( ) Sim ( ) No

    Funo/ cargo que ocupa

    Nome

    Endereo Eletrnico (E-mail)

    Telefone Fax

    Orgo que representa Servidor estvel ( ) Sim ( ) No

    Funo/ cargo que ocupa

    Nome

    Endereo Eletrnico (E-mail)

    Telefone Fax

    Orgo que representa Servidor estvel ( ) Sim ( ) No

    Funo/ cargo que ocupa

    Nome

    Endereo Eletrnico (E-mail)

    Telefone Fax

    Orgo que representa Servidor estvel ( ) Sim ( ) No

    Funo/ cargo que ocupa

    Confirmo a indicao dos representantes acima designados para comporem aInstncia Estadual Intersetorial do Programa Bolsa Famlia e Cadastro nico

    , , / /

    Assinatura do(a) Secretrio(a) Estadual de Assistncia Social ou correspondente

    Assinatura do(a) Governador(a)

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    PORTARIA N 617, DE 11 DE AGOSTO DE 2010

    Estabelece normas e procedimentos para a reviso cadastral dos beneficirios do Programa Bolsa Famlia, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004.

    A MINISTRA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe conferem a Lei n 10.683, de 28 de maio de 2003, e o Decreto n 7.079, de 26 de janeiro de 2010, e tendo em vista o disposto na Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e nos arts. 2 e 21, 2, do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004,

    RESOLVE:

    Art.1 Disciplinar a reviso cadastral das famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia (PBF).

    Pargrafo nico. A reviso cadastral consiste na verificao peridica das informaes socio-econmicas dos registros cadastrais das famlias beneficirias do PBF, com vistas a avaliar o atendimento das condies de elegibilidade para continuidade do recebimento dos benefcios financeiros do Programa.

    Art. 2 A reviso cadastral dar-se- por um procedimento de atualizao ou revalidao cadas-tral das informaes constantes do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro nico), aplicando-se, quanto operacionalizao desse procedimento, a Portaria GM/MDS n 376, de 16 de outubro de 2008, e demais instrues estabelecidas pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc).

    Art. 3 Em observncia ao disposto no 2 do art. 21 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome (MDS) realizar anual-mente a reviso cadastral de famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia (PBF), a partir de planejamento realizado pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc).

    1 A convocao das famlias constantes da reviso cadastral dever ser feita anualmente pela Senarc, mediante listagem contendo as famlias beneficiadas pelo PBF cujas informaes cadastrais, ao final do ano anterior, estejam com mais de dois anos sem nenhuma atualizao ou revalidao, segundo os dados disponveis no Cadastro nico.

    2 No ser includa na listagem da reviso cadastral famlia beneficiria do PBF que tenha tido atualizao ou revalidao de suas informaes cadastrais, voluntariamente ou mediante convocao pelo municpio, dentro do intervalo de dois anos de que trata o pargrafo anterior.

    3 A divulgao das famlias constantes da listagem da reviso cadastral se dar sem prejuzo da utilizao de outros meios de veiculao disponveis:

    I aos municpios e aos estados, por meio do Sistema de Gesto de Benefcios; e

    II s prprias famlias, por meio de mensagens impressas nos comprovantes de pagamento de benefcios financeiros.

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    PORTARIA N 617

    4 A critrio da Senarc, famlias beneficirias de programas remanescentes podero ser inclu-das na listagem da reviso cadastral, aplicando-se, no que couber, o disposto nesta Portaria.

    Art. 4 Em mbito municipal, a atualizao ou revalidao cadastral das famlias em reviso cadastral poder ser realizada de forma escalonada ao longo do respectivo ano, em etapas mensais, de janeiro a outubro, tendo como referncia o dgito verificador do Nmero de Iden-tificao Social NIS do responsvel pela unidade familiar, conforme tabela em anexo.

    Art. 5 A famlia beneficiria do PBF convocada para realizao de sua reviso cadastral dever apresentar-se ao municpio, sob pena de bloqueio de seu benefcio financeiro e posterior can-celamento, na forma da Portaria GM/MDS n 555, de 2005.

    Pargrafo nico. Preferencialmente, as atividades de bloqueio e cancelamento ocorrero, respec-tivamente, nos meses de novembro do prprio ano e de janeiro do ano subseqente, sendo ad-mitida a alterao deste cronograma pela Senarc, com comunicao tempestiva aos municpios.

    Art. 6 Conforme disposto no 1 do art. 21 do Decreto n 5.209, de 2004, fica estabelecido o perodo de validade do benefcio das famlias beneficirias do PBF no qual a renda per capita familiar constante do cadastro da famlia poder ultrapassar o limite citado no art. 18 do De-creto n 5.209, de 2004, sem que haja o imediato cancelamento dos benefcios pelo motivo de renda per capita superior, permanecendo aplicveis os demais motivos de cancelamento de benefcios definidos na Portaria n 555, de 2005, alterada pela Portaria n 344, de 2009.

    1 O aumento de renda de que trata o caput no poder ultrapassar o limite de meio salrio mnimo, estabelecido pelo Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007, como renda familiar per ca-pita mxima admitida para inscrio da famlia no Cadastro nico, valor a partir do qual caber o cancelamento do benefcio do PBF pelo motivo de renda per capita superior ao limite permitido.

    2 A data final do perodo de validade de benefcio de que trata o caput ser 31 de outubro do ano em que a famlia for includa no pblico da Reviso Cadastral, conforme o art. 3 desta Portaria, tendo por base a posio do Cadastro nico de 31 de dezembro de 2009.

    3 Ultrapassada a data de validade a que se refere o pargrafo anterior, os benefcios finan-ceiros das famlias indicadas no caput ficaro sujeitos reavaliao, conforme disposto na Portaria GM/MDS n 555, de 2005, podendo ser cancelados caso a renda familiar mensal per capita esteja acima do limite estabelecido no art. 18 do Decreto n 5.209, de 2004.

    4 A reverso do cancelamento dos benefcios resultante da situao indicada no pargrafo anterior se dar nos termos da Portaria GM/MDS n 555, de 2005, e ter como requisito a atu-alizao cadastral da renda familiar mensal per capita para limite no superior ao estabelecido no art. 18 do Decreto n 5.209, de 2004.

    5 Durante o perodo de validade a que se refere o caput, a reverso de cancelamento dos benefcios se dar nos termos da Portaria GM/MDS n 555, de 2005, e respeitar a possibili-dade de variao da renda familiar mensal per capita para valor no superior a meio salrio mnimo, estabelecido pelo Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007.

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    PORTARIA N 617

    6 O disposto no caput no se aplica s famlias:

    I que estejam sujeitas a processo de auditoria do Cadastro nico ou a procedimento de fis-calizao da Senarc; ou

    II em situao de irregularidade identificada pelas auditorias constantes das Instrues Ope-racionais Senarc n 30, de 14 de maio de 2009, e n 31, 17 de julho de 2009, podendo ocorrer o cancelamento do benefcio assim que encerrados os prazos fixados nessas Instrues Ope-racionais.

    Art. 7 Os arts. 6, 8 e 13 da Portaria GM/MDS n 555, de 11 de novembro de 2005, passam a vigorar com a seguinte redao:

    Art. 6 ..........................................................................................................................................

    .....................................................................................................................................................

    II ................................................................................................................................................

    a) renda familiar mensal per capita superior ao limite de meio salrio mnimo, utilizado no Cadastro nico;

    .....................................................................................................................................................

    V - em decorrncia da no realizao da reviso cadastral das famlias beneficirias do PBF no prazo normativo;

    ............................................................................................................................................ (NR)

    Art. 8 .........................................................................................................................................

    .....................................................................................................................................................

    III ...............................................................................................................................................

    a) depois de encerrado o perodo de validade do benefcio, caso a renda familiar mensal per capita no Cadastro nico permanea superior estabelecida para o PBF, nos termos do 3 do art. 6 da Portaria n 617, de 11 de agosto de 2010, do MDS;

    .....................................................................................................................................................

    c) renda familiar mensal per capita superior ao limite de meio salrio mnimo, utilizado no mbito do Cadastro nico.

    .....................................................................................................................................................

    VII em decorrncia da no realizao da reviso cadastral das famlias beneficirias do PBF no prazo normativo;

    ............................................................................................................................................ (NR)

    Art. 13 ..........................................................................................................................................

    .....................................................................................................................................................

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    PORTARIA N 617

    1 No caso do inciso I, observado o disposto no 3 do art. 6 da Portaria n 617, de 11 de agosto de 2010, do MDS, depois de encerrado o perodo de validade do benefcio, ocorrer o cancelamento do benefcio bsico, caso a renda familiar mensal per capita no Cadastro nico permanea superior estabelecida para a concesso desse benefcio. (NR)

    Art. 8 O art. 5, V, e, da Portaria n 341, de 7 de outubro de 2008, do MDS, passa a vigorar com a seguinte redao:

    Art. 5 ..........................................................................................................................................

    .....................................................................................................................................................

    V ................................................................................................................................................

    .....................................................................................................................................................

    e) cadastro desatualizado h mais de vinte e quatro meses.

    ............................................................................................................................................ (NR)

    Art. 9 A Senarc fixar as normas e orientaes necessrias aplicao do disposto nesta Por-taria.

    Art. 10. Ficam convalidados os atos adotados pela Senarc relacionados implantao da reviso cadastral dos beneficirios do PBF, notadamente aqueles decorrentes do disposto nas Instru-es Operacionais Senarc n 28, de 13 de fevereiro de 2009, e n 34, de 23 de dezembro de 2009.

    Art. 11. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    MRCIA HELENA CARVALHO LOPESMinistra de Estado do Desenvolvimento Social e Combate Fome

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    PORTARIA N 617

    ANEXO

    Ms de reviso cadastral, segundo o final do NIS do Responsvel pela Unidade Familiar

    Final do NIS Ms de reviso cadastral

    1 Janeiro

    2 Fevereiro

    3 Maro

    4 Abril

    5 Maio

    6 Junho

    7 Julho

    8 Agosto

    9 Setembro

    0 Outubro

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    PORTARIA N 754, DE 20 DE OUTUBRO DE 2010*

    Estabelece aes, normas, critrios e procedimentos para o apoio gesto e execuo descentralizadas do Programa Bolsa Famlia, no mbito dos municpios, e d outras providncias.

    A MINISTRA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso de suas atribuies legais, conferidas pelo art. 87 da Constituio Federal, tendo em vista o disposto na Lei n 10.683, de 28 de maio de 2003, na Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, no Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e no Decreto n 7.332, de 19 de outubro de 2010,

    CONSIDERANDO as condies de adeso dos municpios ao Programa Bolsa Famlia, estabele-cidas por meio da Portaria GM/MDS n 246, de 20 de maio de 2005;

    CONSIDERANDO a necessidade de implementar aes de apoio financeiro gesto e exe-cuo descentralizadas do Programa Bolsa Famlia, que devero abranger os componentes de gesto de benefcios, condicionalidades, programas complementares, e do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal; e

    CONSIDERANDO o carter intersetorial do Programa Bolsa Famlia, particularmente no que se refere ao acompanhamento e controle do cumprimento das condicionalidades de sade e educa-o e ao encaminhamento das famlias mais vulnerveis para acompanhamento familiar, resolve:

    CAPTULO IDO OBJETO

    Art. 1 Estabelecer que as aes de apoio financeiro da Unio gesto e execuo do Pro-grama Bolsa Famlia - PBF e do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico, realizadas pelos municpios, disciplinadas pelo art. 8 da Lei n 10.836, de 9 de ja-neiro de 2004, sero executadas mediante transferncias de recursos do Ministrio do Desen-volvimento Social e Combate Fome - MDS queles entes federados, observados os critrios, procedimentos, sistemticas de clculo e parmetros definidos nesta Portaria.

    1 As atividades a serem desenvolvidas com os recursos de que trata o caput devero ser planejadas pelo gestor municipal do PBF, de maneira articulada e integrada, levando em con-siderao as demandas e necessidades da gesto do programa, no que se refere s reas de assistncia social, educao e sade.

    2 O municpio dever disponibilizar o planejamento de que trata o 1 instncia municipal de controle social do PBF e ao Conselho Municipal de Assistncia Social.

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    PORTARIA N 754

    CAPTULO IIDA FORMA DA TRANSFERENCIA E DO CLCULO DOS VALORES

    Art. 2 O MDS transferir mensalmente, na forma do art. 4, recursos financeiros ao municpio que tenha aderido ao PBF e ao Cadnico, observadas as disposies da Portaria n 246, de 20 de maio de 2005, do MDS, a fim de apoiar o ente municipal na realizao alternativa ou cumu-lativa de atividades: (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    I - de gesto de condicionalidades de sade e de educao;

    II - de gesto de benefcios;

    III - de acompanhamento das famlias inscritas no Cadnico, em especial as beneficirias do PBF; (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    IV - de gesto dos processos de cadastramento, contemplando atividades de identificao do pblico a ser cadastrado, entrevista e coleta de dados, incluso dos dados no sistema de cadastramento, manuteno das informaes cadastradas, capacitao de entrevistadores e operadores do Sistema de Cadnico, bem como outras atividades que visem qualificar a base de dados do Cadnico; (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    V - de articulao intersetorial para o planejamento, implementao e avaliao de aes vol-tadas ampliao do acesso das famlias beneficirias do PBF aos servios pblicos, em es-pecial os de sade, educao e acompanhamento familiar realizado pela assistncia social; (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    VI - relacionadas ao acompanhamento e fiscalizao do PBF, inclusive aquelas requisitadas pelo MDS; (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    VII - de gesto articulada e integrada com os benefcios e servios socioassistenciais previs-tos na Lei n 8.742, de 7 de dezembro de 1993; (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    VIII - de apoio tcnico e operacional s instncias de controle social dos entes federados, con-forme 6 do art. 11-A do Decreto n 5.209, de 2004; (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    IX - de formulao e implementao de estratgias para a localizao de famlias pobres e extremamente pobres visando sua incluso no Cadnico, em especial daquelas pertencentes aos grupos populacionais tradicionais e especficos; (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    X - de reviso dos dados de famlias beneficirias do PBF; (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    XI - de gesto da rea responsvel pelas aes de gesto e execuo do PBF e do Cadnico no municpio, assim como de estruturao da unidade; (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    XII - de articulao intersetorial para o planejamento, implementao e avaliao de aes vol-

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    PORTARIA N 754

    tadas ampliao do acesso das famlias includas no Cadnico aos programas sociais que o utilizam como instrumento de seleo de seus beneficirios, bem como aos demais servios voltados populao de baixa renda; e (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    XIII - outras atividades de gesto e execuo local do PBF e do Cadnico. (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    1 O gestor municipal do PBF ser o responsvel pela observncia da aplicao dos recursos de que trata esta Portaria nas finalidades a que se destinam.

    2 Os recursos financeiros de que trata o caput sero transferidos diretamente do Fundo Nacional de Assistncia Social - FNAS para os Fundos Municipais de Assistncia Social.

    3 As transferncias de que trata esta Portaria sero custeadas por meio de dotaes cons-tantes do oramento do MDS em ao oramentria especfica, limitadas disponibilidade oramentria anual. (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    Art. 3 O ndice de Gesto Descentralizada Municipal IGDM ser o instrumento de aferio da qualidade da gesto municipal das atividades descentralizadas do PBF e do Cadnico.

    1 O IGD-M variar de 0 (zero) a 1 (um) e ser calculado por meio da multiplicao dos se-guintes fatores:

    I - Fator de operao do PBF, composto pela mdia aritmtica simples das seguintes taxas:

    a) Taxa de Cobertura Qualificada de Cadastros, calculada pela diviso do nmero de cadastros vlidos de famlias com perfil Cadnico, no municpio, pela somatria do nmero de famlias estimadas como pblico-alvo do Cadnico no municpio;

    b) Taxa de Atualizao Cadastral, calculada pela diviso do nmero de cadastros vlidos de famlias com perfil Cadnico, no municpio, atualizados nos ltimos dois anos, pelo nmero de cadastros vlidos com perfil Cadnico no municpio;

    c) Taxa de Acompanhamento da Frequncia Escolar, calculada pela diviso do nmero de crianas e adolescentes pertencentes s famlias beneficirias do PBF, no municpio, com in-formaes de frequncia escolar, pelo nmero total de crianas e adolescentes pertencentes a famlias beneficirias do PBF no municpio; e

    d) Taxa de Acompanhamento da Agenda de Sade, calculada pela diviso do nmero de fa-mlias beneficirias com perfil sade, no municpio, com informaes de acompanhamento de condicionalidades de sade, pelo nmero total de famlias com perfil sade no municpio.

    II - fator de adeso ao Sistema nico de Assistncia Social (SUAS), que expressa se o municpio aderiu ao SUAS, de acordo com a NOB SUAS;

    III - fator de informao da apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD-M, que indica se o gestor do Fundo Municipal de Assistncia Social registrou em sistema informa-tizado disponibilizado pelo MDS a mencionada comprovao de gastos ao Conselho Municipal de Assistncia Social; e

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    PORTARIA N 754

    IV - fator de informao da aprovao total da comprovao de gastos dos recursos do IGD-M pelo Conselho Municipal de Assistncia Social, que indica se este colegiado registrou em siste-ma informatizado disponibilizado pelo MDS a aprovao integral das contas apresentadas pelo gestor do Fundo Municipal de Assistncia Social.

    2 Aos fatores previstos nos inciso II, III e IV do 1 sero atribudos os seguintes valores:

    I - 0 (zero), quando:

    a) o municpio no tiver aderido ao SUAS;

    b) o municpio no tiver informado, em sistema disponibilizado pelo MDS, no prazo estabele-cido conforme disposto no art. 9, a apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD-M ao respectivo Conselho Municipal de Assistncia Social; ou (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    c) o Conselho Municipal de Assistncia Social no tiver informado a aprovao total da com-provao de gastos dos recursos transferidos, no prazo estabelecido conforme disposto no art. 9; (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    II - 1 (um), quando:

    a) o municpio tiver aderido ao SUAS;

    b) o municpio tiver informado, em sistema disponibilizado pelo MDS, no prazo estabelecido conforme disposto no art. 9, a apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IG-D-M ao respectivo Conselho Municipal de Assistncia Social; ou (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    c) o Conselho Municipal de Assistncia Social tiver informado a aprovao total da comprova-o de gastos dos recursos transferidos, no prazo estabelecido conforme disposto no art. 9. (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    3 Na ocorrncia da hiptese prevista no 2, inciso I, alnea b, o fator de informao da apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD-M ser igual a zero at a apre-sentao da comprovao de gastos, registrada em sistema disponibilizado pelo MDS.

    4 Na ocorrncia da hiptese prevista no 2, inciso I, alnea c, o fator de informao da aprovao total da comprovao de gastos dos recursos do IGD-M pelo Conselho Municipal de Assistncia Social ser igual a zero at o saneamento das pendncias ou a devoluo dos valores no aprovados para o Fundo Municipal de Assistncia Social, sendo o repasse restabe-lecido aps o registro da deliberao do Conselho Municipal de Assistncia Social, sem retro-atividade dos efeitos financeiros.

    5 A apurao das alteraes no IGD-M ser mensal, consideradas as informaes atualiza-das dos parmetros que o compem, sendo o valor transferido ao municpio no ms subse-quente ao da apurao.

    6 Os parmetros que no possam ser atualizados mensalmente podero ser utilizados por mais de um perodo, a critrio da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC.

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    PORTARIA N 754

    7 Os fatores citados nos incisos III e IV do 1, sero apurados a partir do ms de abril de 2011, sendo considerados com valor 1 (um) at a aquela apurao.

    Art. 4 Sem prejuzo do disposto no art. 5, o valor mensal a ser transferido ao municpio ser obtido pela soma:

    I - do valor calculado pela multiplicao do resultado obtido do IGD-M alcanado pelo mu-nicpio, pelo valor de referncia de R$ 3,25 (trs reais e vinte e cinco centavos) por cadastro vlido de famlia inscrita na Base Nacional do Cadastro nico no ms anterior ao do ms de referncia do clculo, com renda familiar mensal per capita de at 1/2 salrio mnimo no mu-nicpio, atualizados nos ltimos dois anos, at o limite da estimativa do nmero de famlias identificadas como pblico-alvo do Cadastro nico no municpio; e (redao dada pelo art. 1 da Portaria n 319, de 29/11/2011).

    II - do valor resultante da apurao dos seguintes incentivos financeiros:

    a) 3% (trs por cento) do valor apurado no inciso I do caput, proporcionais ao acompanha-mento das famlias beneficirias em situao de descumprimento de condicionalidades, que estejam em processo de acompanhamento familiar;

    b) 3% (trs por cento) do valor apurado no inciso I do caput a todos os municpios, exceto aqueles que, no respectivo perodo de apurao, estejam em situao de atraso em relao ao cumprimento de prazo estabelecido pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania - SENARC para o atendimento de demanda de fiscalizao encaminhada ao municpio em razo do dis-posto no 2 do art. 33 do Decreto n 5.209, de 2004; (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    c) 2% (dois por cento) do valor apurado no inciso I do caput, quando o municpio tiver 100% (cem por cento) dos dados referentes gesto municipal atualizados h menos de um ano, registrados em sistema disponibilizado pelo MDS; e

    d) 2% (dois por cento) do valor apurado no inciso I do caput, quando o municpio apresentar ao menos 96% (noventa e seis por cento) de cartes entregues, na data de apurao do IGD-M.

    1 Sero consideradas em processo de acompanhamento, para aplicao do disposto na alnea a do inciso II, as famlias beneficirias registradas em sistema de condicionalidades monitoradas por meio:

    I - das aes socioassistenciais realizadas no mbito do Sistema nico de Assistncia Social - SUAS, por intermdio dos Centros de Referncia de Assistncia Social - CRAS, dos Centros de Referncia Especializada em Assistncia Social - CREAS ou das equipes de assistncia social dos municpios; e

    II - de aes realizadas no mbito de outras polticas sociais, conforme legislao especfica.

    2 Para os municpios que no tiverem registro de descumprimento de condicionalidades no ms de clculo do IGD-M, ser considerada, para o clculo do parmetro previsto na alnea a do inciso II do caput, a mdia dos doze ltimos meses, contados at o ms do clculo.

    3 Os dados referentes gesto municipal mencionados na alnea c do inciso II do caput so os relativos:

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    PORTARIA N 754

    I - ao prefeito e prefeitura municipal;

    II - ao gestor do PBF e sua equipe de apoio;

    III - instncia municipal de controle social do PBF e aos seus integrantes, seja ela o Conselho Municipal de Assistncia Social ou outra exclusiva ou designada; e (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    IV - ao Conselho Municipal de Assistncia Social e aos seus componentes.

    4 Para o clculo do nmero de cartes entregues, referidos na alnea d do inciso II do caput, no sero considerados:

    I - o nmero de cartes emitidos at 60 (sessenta) dias antes da data de apurao do IGD-M; e

    II - o nmero de cartes cancelados.

    Art. 5 Os recursos de apoio gesto e execuo descentralizadas do PBF e do Cadnico sero transferidos apenas para municpios cujo IGD-M atingir o valor igual ou superior a 0,55 (cinquenta e cinco centsimos) e cujas taxas que compem o fator de operao do PBF, indica-dos no inciso I do 1 do art. 3, apresentem valor igual ou superior a 0,20 (vinte centsimos).

    Pargrafo nico. Fica assegurado aos municpios que atingirem os ndices estabelecidos no caput o repasse do valor mnimo de R$ 687,50 (seiscentos e oitenta e sete reais e cinquenta centavos).

    CAPTULO IIIDA SUSPENSO DOS REPASSES

    Art. 6 Os municpios estaro sujeitos suspenso dos repasses financeiros de que trata esta Portaria, sem prejuzo de outras sanes, quando houver manipulao das informaes relati-vas aos parmetros que formam o IGD-M, a fim de alterar os valores a que fazem jus.

    Pargrafo nico. Alm da suspenso de recursos de que trata o caput, haver a instaurao de tomada de contas especial e a adoo de providncias para regularizao das informaes e reparao do dano, sem prejuzo das demais medidas legais aplicveis aos responsveis.

    CAPTULO IVDA COMPROVAO DE GASTOS DA EXECUO DOS RECURSOS TRANSFERIDOS

    Art. 7 A comprovao de gastos relativa aplicao dos recursos recebidos a ttulo de apoio gesto descentralizado do PBF e do Cadnico, de acordo com a sistemtica estabelecida na presente Portaria, dever acompanhar a prestao de contas anual dos respectivos fundos municipais de assistncia social e ficar disponvel, no prprio municpio, ao MDS e aos rgos de controle interno e externo, para verificao quando for o caso.

    Art. 8 Caber ao Conselho Municipal de Assistncia Social apreciar e deliberar sobre as pres-taes de contas da aplicao dos recursos recebidos a ttulo de apoio financeiro gesto descentralizada do PBF, enviadas pelo Fundo Municipal de Assistncia Social.

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    PORTARIA N 754

    1 Aps sua avaliao e deliberao pelo respectivo Conselho de Assistncia Social, em caso de aprovao integral, esse colegiado providenciar a insero dos dados contidos nos docu-mentos em sistema informatizado disponibilizado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    2 Em caso de no aprovao ou aprovao parcial das contas:

    I - os recursos financeiros referentes s contas rejeitadas sero restitudos, no prazo de 30 (trinta) dias contados da formalizao da manifestao do Conselho Municipal de Assistncia Social, pelo ente federado ao respectivo Fundo de Assistncia Social; e

    II - o Conselho de Assistncia Social informar ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Comba-te Fome, por meio de sistema informatizado, tanto a deciso, com o detalhamento dos motivos que a ensejaram, quanto a devoluo dos recursos ao Fundo Municipal de Assistncia Social.

    Art. 9 Os municpios que tiverem recebido recursos de apoio financeiro gesto e execuo estaduais do PBF e do Cadnico devero informar anualmente ao MDS, por meio do Sistema de Informao do Sistema nico de Assistncia Social - SUASWEB, as deliberaes tomadas pelos Conselhos Municipais de Assistncia Social acerca da comprovao de gastos dos recur-sos repassados, observadas as seguintes datas limite: (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    I - 30 de abril do ano seguinte ao trmino do exerccio, para o lanamento das informaes sobre a apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD ao respectivo Conselho de Assistncia Social; e (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    II - 31 de maio do ano seguinte ao trmino do exerccio, para lanamento do resultado do pa-recer do respectivo Conselho de Assistncia Social quanto anlise da comprovao de gastos a que se refere o inciso I. (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    1 As informaes lanadas eletronicamente em sistemas disponibilizados pelo MDS presu-mem-se verdadeiras e so de inteira responsabilidade de seus declarantes. (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    2 Os prazos previstos nos incisos I e II do 1 presumem a disponibilidade do aplicativo para lanamento das informaes, referido no art. 6 da Portaria n 625, de 10 de agosto de 2010, at o dia 28 de fevereiro do ano em que deve ocorrer o lanamento das informaes, sendo prorrogado quando no ocorrer a disponibilidade at a referida data, conforme prazos a seguir: (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    I - ltimo dia do ms em que completar sessenta dias, contados da disponibilizao do aplica-tivo a que se refere este pargrafo, para o lanamento das informaes sobre a apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD ao respectivo Conselho de Assistncia Social; e (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    II - ltimo dia do ms em que completar noventa dias, contados da disponibilizao do apli-cativo a que se refere este pargrafo, para lanamento do resultado do parecer do respectivo Conselho de Assistncia Social quanto anlise da comprovao de gastos a que se refere o inciso I. (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

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    PORTARIA N 754

    3 A SENARC poder promover a alterao dos prazos previstos neste artigo, devidamente justificada. (includo pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    CAPTULO VDAS DISPOSIES GERAIS E FINAIS

    Art. 10. Caber SENARC:

    I - expedir normas regulamentares e orientaes operacionais necessrias execuo do dis-posto nesta Portaria;

    II - apurar mensalmente o IGD-M dos municpios que tenham aderido ao PBF e ao Cadnico;

    III - efetuar o clculo dos valores financeiros que porventura devam ser transferidos aos muni-cpios para apoiar a gesto e a execuo descentralizadas do PBF e do Cadnico.

    IV - transferir ao FNAS os crditos oramentrios e financeiros referentes ao apoio gesto descentralizada do PBF e do Cadnico.

    V - verificar, com base nas informaes disponveis nos sistemas eletrnicos colocados dis-posio dos municpios, a existncia de anlise da comprovao de gastos por parte dos Con-selhos Municipais de Assistncia Social;

    VI - armazenar, em meio eletrnico, as informaes relativas s transferncias financeiras dos recursos repassados a ttulo de apoio financeiro gesto e execuo descentralizadas do PBF e do Cadnico; e

    VII - informar, por meio da pgina de internet do MDS - http:// www. mds. gov. br:

    a) mensalmente, os resultados atualizados do IGD-M e os valores financeiros a serem transfe-ridos, por municpio; e

    b) anualmente, a previso de recursos a transferir totalidade dos municpios.

    Art. 11. O municpio dever destinar, pelo menos, 3% (trs por cento) dos recursos transferi-dos, segundo a sistemtica fixada nesta Portaria, para o financiamento de atividades de apoio tcnico e operacional do controle social envolvido com a gesto do PBF.

    Pargrafo nico. A execuo dos recursos de que trata o caput dever constar da comprovao de gastos de que trata o art. 7 desta Portaria.

    Art. 12. Para os fins desta Portaria, adotam-se as seguintes definies:

    I - cadastro vlido: aquele que atende ao previsto no inciso IX do art. 2 da Portaria n 177, de 16 de junho de 2011, observados os requisitos definidos nas Instrues Normativas expedidas pela SENARC, de que trata o seu pargrafo nico; (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    II - cadastro atualizado: aquele que atende ao previsto nos incisos X e XI do art. 2 da Portaria n 177, de 2011, observadas as informaes especficas definidas nas Instrues Normativas

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    PORTARIA N 754

    expedidas pela SENARC, de que trata o seu pargrafo nico; (redao dada pelo art. 2 da Por-taria n 103, de 30/09/2013).

    III - nmero de famlias estimadas como pblico-alvo do Cadnico: a estimativa do nmero de famlias com renda mensal per capita de at meio salrio mnimo, definida pelo MDS, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica - IBGE; e (redao dada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013).

    IV - famlias com perfil Cadnico: aquelas cadastradas cuja renda mensal per capita seja de at meio salrio mnimo.

    1 Caso um cadastro no tenha sofrido qualquer atualizao, o municpio dever promover a revalidao cadastral, na forma prevista no art. 17 da Portaria n 376, de 16 de outubro de 2008, confirmando as informaes contidas no cadastro da famlia, sob pena de o cadastro deixar de ser considerado vlido e atualizado, para efeito de clculo do IGD-M.

    2 A confirmao de que trata o 1 deve ser feita a cada perodo de vinte e quatro meses, contados da data de incluso ou da ltima atualizao.

    3 At que a SENARC tenha acesso informao relativa atualizao ou revalidao cadas-tral do perodo mencionado no 2, os valores referentes Taxa de Atualizao Cadastral pre-vista na alnea b do inciso I do 1 do art. 3, correspondentes aos meses no processados, sero os apurados no ltimo processamento.

    4 At que a SENARC tenha acesso s informaes sistematizadas necessrias ao clculo dos incentivos financeiros de que trata o inciso II do art. 4, os valores financeiros correspondentes no sero transferidos aos municpios.

    Art. 13. Aplica-se ao Distrito Federal o disposto nesta Portaria.

    Art. 14. O 1 do art. 6 da Portaria n 617, de 11 de agosto de 2010, passa a vigorar com a seguinte redao:

    Art. 6 ..........................................................................................................................................

    1 Mesmo com a variao de que trata o caput, a renda familiar mensal per capita no poder ultrapassar o valor de meio salrio mnimo, estabelecido pelo Decreto n 6.135, de 26 de junho de 2007, como critrio de renda para inscrio da famlia no Cadnico, valor a partir do qual caber o cancelamento do beneficio do PBF pelo motivo de renda per capita superior ao limite permitido.

    ........................................................................................................................................... (NR).

    Art. 15. A Portaria n 256, de 19 de maro de 2010, do MDS, passa a vigorar com a seguinte redao:

    Art. 1 Estabelecer que as aes de apoio financeiro da Unio gesto e execuo do Pro-grama Bolsa Famlia - PBF e do Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal - Cadnico, realizadas pelos Estados, disciplinadas pelo art. 8 da Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, sero executadas mediante transferncias de recursos do Ministrio do Desenvol-vimento Social e Combate Fome - MDS queles entes federados, observados os critrios, procedimentos, sistemticas de clculo e parmetros definidos nesta Portaria.

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    PORTARIA N 754

    1 As atividades a serem desenvolvidas com os recursos de que trata o caput devero ser planejadas pelo coordenador estadual do PBF, de maneira articulada e integrada, levando em considerao as demandas e necessidades da gesto do programa, no que se refere s reas de assistncia social, educao e sade. (redao alterada pelo art. 1 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    2 O coordenador estadual do PBF ser o responsvel pela observncia da aplicao dos recursos nas finalidades a que se destinam. (redao alterada pelo art. 1 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    3 O Estado dever disponibilizar o planejamento de que trata o 1 instncia estadual de controle social do PBF e ao Conselho Estadual de Assistncia Social. (redao alterada pelo art. 1 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    Art. 2 O MDS transferir mensalmente, na forma do art. 3, recursos financeiros ao Estado que tenha aderido ao PBF e ao Cadnico, observadas as disposies da Portaria n 246, de 20 de maio de 2005, do MDS, a fim de apoiar o ente municipal na realizao de atividades: (reda-o alterada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    .....................................................................................................................................

    Art. 4 O IGD-E refletir o desempenho de cada Estado, e ser calculado pela multiplicao dos seguintes fatores:

    I - fator de operao do PBF, composto pela mdia aritmtica simples das seguintes taxas:

    a) Taxa de Cobertura Qualificada de Cadastros, calculada pela diviso do somatrio do nmero de cadastros vlidos no perfil do Cadnico no Estado pelo somatrio do nmero de famlias estimadas como pblico-alvo do Cadnico no Estado;

    b) Taxa de Atualizao Cadastral, calculada pela diviso do somatrio do nmero de cadastros domiciliares vlidos no perfil do Cadnico no Estado atualizados nos ltimos dois anos pelo somatrio do nmero de cadastros vlidos no perfil do Cadnico no Estado;

    c) Taxa de Freqncia Escolar, calculada pela diviso do somatrio do nmero de crianas e adolescentes, pertencentes a famlias beneficirias do Programa Bolsa famlia no Estado, com informaes de freqncia escolar pelo somatrio do nmero total de crianas e adolescentes pertencentes a famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia no Estado; e

    d) Taxa de Acompanhamento da Agenda de Sade, calculada pela diviso do somatrio do n-mero de famlias com perfil sade no Estado, com informaes de acompanhamento de condi-cionalidades de sade, pelo somatrio do nmero total de famlias com perfil sade no Estado.

    II - fator de adeso ao Sistema nico de Assistncia Social (SUAS), que expressa se o estado aderiu ao SUAS, de acordo com a NOB SUAS;

    III - fator de existncia de Coordenao Intersetorial do Programa Bolsa Famlia, na qual deve-ro estar representadas, pelo menos, as seguintes reas do governo estadual:

    a)assistncia social;

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    PORTARIA N 754

    b)educao;

    c)sade;

    d)planejamento; e (revogado pelo art. 6 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    e)trabalho. (revogado pelo art. 6 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    V - fator de informao da apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E, que indica se o gestor do Fundo Estadual de Assistncia Social registrou em sistema informatizado disponibilizado pelo MDS a mencionada comprovao de gastos ao Conselho Estadual de As-sistncia Social; e (redao alterada pelo art. 1 da Portaria n 319, de 29/11/2011)

    V - fator de informao da aprovao total da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E pelo Conselho Estadual de Assistncia Social, que indica se este colegiado registrou em siste-ma informatizado disponibilizado pelo MDS a aprovao integral das contas apresentadas pelo gestor do Fundo Estadual de Assistncia Social.

    .....................................................................................................................................

    5 Aos fatores previstos nos inciso II, III, IV e V do caput sero atribudos os seguintes valores:

    I - 0 (zero), quando:

    a) o Estado no tiver aderido ao SUAS;

    b) o Estado no tiver constitudo Comisso Intersetorial do Programa Bolsa Famlia, na forma do inciso III do caput.

    c) o Estado no tiver informado, em sistema disponibilizado pelo MDS, no prazo estabelecido no 3 do art. 6 da Portaria GM/MDS n 625, de 10 de agosto de 2010, a apresentao da compro-vao de gastos dos recursos do IGD-E ao respectivo Conselho Estadual de Assistncia Social; ou

    d) o Conselho Estadual de Assistncia Social no tiver informado a aprovao total da compro-vao de gastos dos recursos transferidos, no prazo estabelecido no 2 do art. 6 da Portaria GM/MDS n 625, de 2010; (redao alterada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    II - 1 (um), quando:

    a) o Estado tiver aderido ao SUAS;

    b) o Estado tiver constitudo Comisso Intersetorial do Programa Bolsa Famlia, na forma do inciso III do caput.

    c) o Estado tiver informado, em sistema disponibilizado pelo MDS, no prazo estabelecido no 3 do art. 6 da Portaria GM/MDS n 625, de 10 de agosto de 2010, a apresentao da compro-vao de gastos dos recursos do IGD-E ao respectivo Conselho Estadual de Assistncia Social; ou (redao alterada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    d) o Conselho Estadual de Assistncia Social tiver informado a aprovao total da comprova-o de gastos dos recursos transferidos, nos prazos estabelecidos no 2 do art. 6 da Portaria GM/MDS n 625, de 2010; (redao alterada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

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    PORTARIA N 754

    6 Na ocorrncia da hiptese prevista no 5, inciso I, alnea c, o fator de informao da apresentao da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E ser igual a zero at a apresen-tao da comprovao de gastos, registrada em sistema disponibilizado pelo MDS.

    7 Na ocorrncia da hiptese prevista no 5, inciso I, alnea d, o fator de informao da aprovao total da comprovao de gastos dos recursos do IGD-E pelo Conselho Municipal de Assistncia Social ser igual a 0 (zero) at o saneamento das pendncias ou a devoluo dos valores no aprovados para o Fundo Estadual de Assistncia Social, sendo o repasse restabe-lecido aps o registro da deliberao do Conselho Estadual de Assistncia Social, sem retroati-vidade dos efeitos financeiros.

    8 Os fatores citados nos incisos IV e V do caput, sero apurados a partir do mes de abril de 2011, sendo considerados com valor 1 (um) at aquela apurao.

    9 O fator citado no inciso III do caput, ser apurado a partir do ms de janeiro de 2011, sendo considerado com valor 1 (um) at aquela apurao.

    .....................................................................................................................................

    Art. 5-A Os Estados estaro sujeitos suspenso dos repasses financeiros de que trata esta Portaria, sem prejuzo de outras sanes, quando houver manipulao das informaes relati-vas aos parmetros que formam o IGD-E, a fim de alterar os valores a que fazem jus.

    Pargrafo nico. Na ocorrncia da hiptese prevista no caput, haver ainda a instaurao de tomada de contas especial e a adoo de providncias para regularizao das informaes e reparao do dano, sem prejuzo das demais medidas legais aplicveis aos responsveis

    Art. 6 A comprovao de gastos relativa aos recursos recebidos a ttulo de apoio gesto e execuo estaduais do PBF e do Cadnico, de acordo com a sistemtica estabelecida na presente Portaria, dever acompanhar a prestao de contas anual dos respectivos fundos estaduais de assistncia social e ficar disponvel, no prprio Estado, ao MDS e aos rgos de controle interno e externo, para verificao quando for o caso.

    1 Os Estados que tiverem recebido recursos de apoio financeiro gesto e execuo estadu-ais do PBF e do Cadnico devero informar, anualmente, ao MDS, por meio do Sistema de In-formao do Sistema nico de Assistncia Social - SUASWEB, em Relatrio Anual de Execuo Tcnico-Fsico-Financeiro especifico para o IGD-E, as deliberaes tomadas pelos Conselhos Estaduais de Assistncia Social acerca da comprovao de gastos dos recursos repassados, observados os prazos estabelecidos na Portaria GM/MDS n 625, de 2010. (redao alterada pelo art. 2 da Portaria n 103, de 30/09/2013)

    2 - As informaes lanadas eletronicamente em sistemas disponibilizados pelo MDS, presu-mem-se verdadeiras e so de inteira responsabilidade de seus declarantes.

    .....................................................................................................................................

    Art. 6-A Caber ao Conselho Estadual de Assistncia Social apreciar e deliberar sobre as com-provaes de gastos dos recursos recebidos a ttulo de apoio financeiro gesto descentrali-zada do PBF, enviadas pelo Fundo Estadual de Assistncia Social.

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    1 Aps sua avaliao e deliberao pelo respectivo Conselho de Assistncia Social, em caso de aprovao integral, esse colegiado providenciar a insero dos dados contidos nos docu-mentos em sistema informatizado disponibilizado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome.

    2 Em caso de no aprovao ou aprovao parcial das contas:

    I - os recursos financeiros referentes s contas rejeitadas sero restitudos, no prazo de 30 (trinta) dias contados da formalizao da manifestao do Conselho Estadual de Assistncia Social, pelo ente federado ao respectivo Fundo de Assistncia Social; e

    II - o Conselho de Assistncia Social informar ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Com-bate Fome, por meio de sistema informatizado, tanto a deciso, com o detalhamento dos motivos que ensejaram a deciso, quanto devoluo dos recursos ao Fundo Estadual de Assistncia Social.

    Art. 6-B O Estado dever destinar, pelo menos, 3% (trs por cento) dos recursos transferidos, segundo a sistemtica fixada nesta Portaria, para o financiamento de atividades de apoio tc-nico e operacional do controle social envolvido com a gesto do PBF.

    Pargrafo nico. A execuo dos recursos de que trata o caput dever constar da comprovao de gastos de que trata o art. 6 desta Portaria.

    ........................................................................................................................................... (NR).

    Art. 16. Revogam-se:

    I - a Portaria GM/MDS n 148, de 27 de abril de 2006;

    II - a Portaria GM/MDS n 256, de 18 de julho de 2006;

    III - a Portaria GM/MDS n 40, de 25 de janeiro de 2007;

    IV - a Portaria GM/MDS n 66, de 3 de maro de 2008; e

    V - a Portaria GM/MDS n 220, de 25 de junho de 2008.

    Art. 17. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicao, devendo as novas metodo-logias de clculo do IGD-M e do IGD-E, introduzidas por este instrumento, valer a partir da competncia de outubro de 2010.

    MRCIA HELENA CARVALHO LOPES

    (*) Republicada por ter sado, no DOU de 21-10-2010, Seo 1, pg. 86, com incorreo no original.

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    PORTARIA N 251, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012

    Regulamenta a gesto das condicionalidades do Progra-ma Bolsa Famlia, revoga a Portaria GM/MDS n 321, de 29 de setembro de 2008, e d outras providncias.

    A MINISTRA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE FOME, no uso das atribuies que lhe conferem o art. 27, inciso II, da Lei n 10.683, de 23 de maio de 2003, e os arts. 2, 27 e 28 do Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, e

    CONSIDERANDO que o Programa Bolsa Famlia, criado pela Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e regulamentado pelo Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004, tem por objetivos bsicos promover o acesso rede de servios pblicos, em especial de educao, sade e as-sistncia social; combater a fome e promover a segurana alimentar e nutricional; estimular o desenvolvimento das capacidades das famlias que vivem em situao de pobreza e extrema pobreza; combater a pobreza; e promover a intersetorialidade, a complementariedade e a sinergia das aes sociais do Poder Pblico;

    CONSIDERANDO o disposto na Seo I do Captulo III do regulamento do Programa Bolsa Fa-mlia, a qual trata do acompanhamento das condicionalidades pelas instncias de gesto e de execuo dessa poltica social;

    CONSIDERANDO que, no contexto do Programa Bolsa Famlia, as condicionalidades visam a ampliar o acesso das famlias s polticas de sade, educao e assistncia social, promovendo a melhoria das condies de vida da populao beneficiria, assim como a fortalecer a capaci-dade de o Poder Pblico oferecer tais servios;

    CONSIDERANDO que o adequado monitoramento das condicionalidades permite a identifica-o de vulnerabilidades que afetam ou impedem o acesso das famlias beneficirias aos servi-os a que tm direito, demandando aes do Poder Pblico voltadas a seu acompanhamento;

    CONSIDERANDO, no que couber, o disposto nas Portarias Interministeriais MEC/MDS n 3.789, de 17 de novembro de 2004, e MS/MDS n 2.509, de 18 de novembro de 2004, como tambm, na Portaria MDS n 666, de 28 de dezembro de 2005;

    CONSIDERANDO que a efetividade do funcionamento do Programa Bolsa Famlia depende da cooperao interfederativa e da coordenao das aes entre polticas setoriais e entre os entes pblicos envolvidos em sua gesto e execuo, conforme os mecanismos previstos na Lei n 10.836, de 9 de janeiro de 2004; no Decreto n 5.209, de 17 de setembro de 2004; nas Portarias MDS ns 246, de 20 de maio de 2005; 256, de 19 de maro de 2010; e 754, de 20 de outubro de 2010, e nos acordos de adeso celebrados entre o Governo Federal e os estados, Distrito Federal e municpios; e

    CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar a gesto das condicionalidades e de definir os efeitos decorrentes do descumprimento aplicveis sobre os benefcios financeiros do Pro-grama Bolsa Famlia, resolve:

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    PORTARIA N 251

    CAPTULO IDISPOSIES PRELIMINARES

    Art. 1 Regulamentar a gesto das condicionalidades do Programa Bolsa Famlia - PBF.

    Pargrafo nico. Para os fins desta Portaria, gesto de condicionalidades compreende as se-guintes atividades e procedimentos:

    I - identificao do pblico com perfil para acompanhamento das condicionalidades de educa-o, sade e assistncia social;

    II - coleta de informaes, pelo municpio e/ou pelo estado, no que couber, e registro peridico nos sistemas disponibilizados pelos Ministrios do Desenvolvimento Social e Combate Fome - MDS, da Educao - MEC e da Sade - MS;

    III - aplicao dos efeitos previstos na legislao e na presente Portaria, decorrentes do des-cumprimento de condicionalidades; e

    IV - anlise e sistematizao de informaes sobre o acompanhamento das condicionalidades pelas famlias beneficirias do Programa Bolsa Famlia - PBF, para subsidiar o acompanhamento por outras polticas pblicas, de forma a reduzir as situaes de vulnerabilidade de tais famlias.

    CAPTULO II DAS CONDICIONALIDADES

    Art. 2 So condicionalidades do PBF, de acordo com o art.3 da Lei n 10.836, de 2004, art. 28 do Decreto n 5.209, de 2004, arts. 13 e 14 da Portaria MDS n 666, de 2005:

    I - na rea de educao:

    a) para as crianas ou adolescentes de 6 (seis) a 15 (quinze) anos de idade, a matrcula e a frequncia mnima de 85% (oitenta e cinco por cento) da carga horria escolar mensal; e

    b) para os adolescentes de 16 (dezesseis) e 17 (dezessete) anos de idade, cujas famlias re-cebam o Benefcio Varivel Vinculado ao Adolescente - BVJ, a matrcula e a frequncia mnima de 75% (setenta e cinco por cento) da carga horria escolar mensal;

    II - na rea de sade:

    a) para as gestantes e nutrizes, o comparecimento s consultas de pr-natal e a assistncia ao puerprio, visando promoo do aleitamento materno e dos cuidados gerais com a ali-mentao e sade da criana; e

    b) para as crianas menores de 7 (sete) anos, o cumprimento do calendrio de vacinao e o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil;

    III - na rea de assistncia social, para as crianas e adolescentes de at 15 (quinze) anos, em risco ou retiradas do trabalho infantil, a frequncia mnima de 85% (oitenta e cinco por cento) da carga horria relativa aos Servios de Convivncia e Fortalecimento de Vnculos - SCFV.

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    PORTARIA N 251

    CAPTULO IIIDOS EFEITOS DO DESCUMPRIMENTO, DA INTERRUPO

    TEMPORRIA DOS EFEITOS E DO RECURSO

    Art. 3 Os efeitos decorrentes do descumprimento das condicionalidades do PBF sero gra-dativos e aplicados de acordo com os descumprimentos identificados no histrico da famlia.

    Pargrafo nico. Para os fins desta Portaria, o histrico da famlia de que trata o caput consiste do conjunto dos sucessivos descumprimentos de condicionalidades e respectivos efeitos gra-dativos aplicados s famlias beneficirias.

    Art. 4 As famlias beneficirias do PBF com crianas ou adolescentes de at 15 (quinze) anos de idade, nutrizes ou gestantes, e adolescentes de 16 (dezesseis) e 17 (dezessete) anos bene-ficirios do BVJ que descumprirem as condicionalidades, ficam sujeitos aos seguintes efeitos, aplicados de forma sucessiva:

    I - advertncia, no primeiro registro de descumprimento;

    II - bloqueio do benefcio por um ms, no segundo registro de descumprimento;

    III - suspenso do benefcio, por dois meses, a partir do terceiro registro de descumprimento, e reiteradamente, a partir da ocorrncia de novos episdios de descumprimento; e

    IV - cancelamento do benefcio, observados os procedimentos do 2 deste artigo.

    1 A aplicao da advertncia mencionada no inciso I no produzir efeito sobre o benefcio financeiro.

    2 O cancelamento dos benefcios financeiros do PBF em decorrncia do descumprimento das condicionalidades ocorrer quando, simultaneamente:

    I - a famlia estiver na fase de suspenso;

    II - o acompanhamento desta famlia estiver ativo e registrado no Sistema de Condicionalida-des - Sicon; e

    III - se aps 12 (doze meses), contados do dia em que simultaneamente tenham comeado a vi-gorar as condies previstas nos incisos I e II, a famlia apresentar novo descumprimento, com efeito no benefcio no primeiro perodo de acompanhamento de condicionalidade posterior.

    3 Os efeitos decorrentes do descumprimento das condicionalidades de que tratam a alnea a do inciso I, e os incisos II e III, todos do art. 2 desta Portaria, incidiro sobre todos os benefcios financeiros transferidos famlia, inclusive o Benefcio Varivel Vinculado ao Adolescente - BVJ.

    4 O efeito decorrente do descumprimento da condicionalidade de que trata o art. 2, I, b, desta Portaria, afetar exclusivamente o BVJ associado ao integrante da famlia em situao de descumprimento.

    Art. 5 A incluso da famlia em situao de descumprimento de condicionalidades nos servi-os socioassistenciais, com registro no Sicon, dever basear-se no nmero de efeitos, dentre aqueles indicados nos incisos I a III do caput do art. 4 desta Portaria, que lhe forem aplicados, priorizando-se as famlias com maior nmero de suspenses.

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    PORTARIA N 251

    1 Os efeitos decorrentes do descumprimento de condicionalidades podero ser interrompi-dos no Sicon mediante registro neste sistema:

    I - de que a famlia em situao de descumprimento est em acompanhamento socioassistencial; e

    II - de que a manuteno da transferncia de renda famlia foi avaliada como necessria para superao de sua situao de vulnerabilidade.

    2 A interrupo temporria dos efeitos decorrentes do descumprimento de condicionalida-des ter vigncia de 6 (seis meses), podendo, por meio de comando no Sicon:

    I - cessar antes do decurso deste perodo; e

    II - ser prorrogada por igual perodo.

    Art. 6 Quanto aos efeitos decorrentes do descumprimento de condicionalidades, revistos no art. 4 desta Portaria:

    I - a Secretaria Nacional de Renda de Cidadania SENARC do MDS, no mbito de suas atribui-es, realizar a aplicao dos efeitos dos descumprimentos nos meses de maro, maio, julho, setembro e novembro de cada ano; e

    II - a aplicao dever ser informada por meio de notificao escrita ao responsvel pela Uni-dade Familiar e/ou por mensagem no extrato da famlia.

    Art. 7 Os efeitos de que trata o art. 4 desta Portaria sero aplicados gradativamente quando o tempo decorrido entre um efeito de descumprimento e o seguinte for menor ou igual a 6 (seis) meses.

    1 Quando o tempo decorrido entre um efeito de descumprimento e o seguinte for superior ao prazo estabelecido no caput deste artigo, os registros anteriores de descumprimento de condicionalidades sero desconsiderados, no que se refere aplicao de efeitos gradativos.

    2 A interrupo temporria dos efeitos decorrentes do descumprimento, no perodo de 6 (seis) meses, implica o reincio da atribuio dos efeitos de que trata o art. 4.

    Art. 8 As famlias no sero consideradas em situao de descumprimento de condicionalidades:

    I - nos casos em que fique demonstrada a inexistncia de oferta do respectivo servio, fora maior ou caso fortuito, conforme previsto no 5 do art. 28 do Decreto n 5.209, de 2004; ou

    II - em decorrncia de questes de sade ou outros motivos sociais reconhecidos pelo MDS, MEC e MS.

    Pargrafo nico. As condies descritas nos incisos I e II deste artigo devem ser registradas pelos municpios ou estados nos respectivos sistemas de informao, de acordo com as res-ponsabilidades estabelecidas no 3 do art. 28 do Decreto n 5.209, de 2004.

    Art. 9 As famlias sem informao de acompanhamento das condicionalidades podero ter seus benefcios bloqueados ou suspensos pela SENARC.

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    PORTARIA N 251

    Art. 10. Os efeitos decorrentes do descumprimento das condicionalidades podero ser revis-tos mediante recurso administrativo, a ser apresentado pelo Responsvel pela Unidade Fami-liar gesto municipal do PBF, conforme regras a serem estabelecidas pela Senarc.

    1 A gesto municipal do PBF dever:

    I - avaliar as justificativas apresentadas nos recursos; e

    II - arquivar a documentao que comprove as justificativas alegadas pela famlia, bem como o parecer com a fundamentao da deciso.

    2 A gesto municipal do PBF poder reconhecer, independentemente da interposio de recurso pela famlia, erros comprovados no registro de condicionalidades, podendo, nesta si-tuao, realizar no Sicon a anulao dos efeitos no histrico da famlia e sobre o benefcio financeiro, por meio da funcionalidade de recurso.

    CAPTULO IVDAS ATRIBUIES DOS GESTORES

    Art. 11. A gesto de condicionalidades do PBF envolver o exerccio de atribuies comple-mentares e coordenadas no mbito da Unio, estados e municpios, e ser realizada por meio da conjugao de esforos entre os entes federados, observada a descentralizao, a interse-torialidade e os compromissos assumidos na adeso ao PBF, conforme as Portarias MDS n 256, de 2010, e n 754, de 2010.

    Pargrafo nico. Os responsveis pela gesto do PBF no governo federal, estados e municpios devero informar e orientar as famlias beneficirias sobre seus direitos e responsabilidades no mbito do PBF.

    Art. 12. So atribuies da SENARC, no que se refere gesto das condicionalidades:

    I - definir, em conjunto com as secretarias competentes do MEC e do MS, assim como com a Secretaria Nacional de Assistncia Social - SNAS do MDS, o calendrio de coleta e registro das condicionalidades;

    II - gerar e fornecer s secretarias competentes do MEC e do MS, e SNAS, base de dados com informaes sobre o pblico a ser acompanhado, para que seja realizado o registro peridico do acompanhamento das respectivas condicionalidades do PBF;

    III - supervisionar as aes de coleta de informaes e de registro peridico nos sistemas de informao;

    IV - consolidar os resultados do acompanhamento das condicionalidades, bem como provi-denciar a aplicao dos efeitos decorrentes do descumprimento sobre a folha de pagamento do PBF; e

    V - promover a articulao intersetorial e intergovernamental, assim como prover apoio insti-tucional, a fim de:

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    PORTARIA N 251

    a) estimular o acompanhamento das famlias em situao de descumprimento de condicio-nalidades, pelas diferentes polticas setoriais, com vistas a identificar as situaes de vulnera-bilidade, promover o acesso aos servios e assegurar renda; e

    b) articular aes complementares nas reas de educao, sade e assistncia social, a fim de qualificar a oferta desses servios sociais bsicos.

    Art. 13. So atribuies da SNAS, no que se refere gesto das condicionalidades:

    I - realizar a coleta e o registro peridico das informaes referentes condicionalidade previs-ta no inciso III do art. 2 desta Portaria, encaminhando-as SENARC ao final de cada perodo;

    II - informar e mobilizar a gesto municipal da assistncia social sobre os descumprimentos de condicionalidades e seus respectivos motivos, com vistas a garantir a oferta local de servios e aes de proteo bsica e/ou proteo especial da assistncia social, direcionada s famlias em situao de vulnerabilidade e risco social;

    III - apoiar, estimular e orientar os municpios para que estes realizem:

    a) o acompanhamento das famlias beneficirias do PBF em situao de descumprimento de condicionalidades, por meio de seus servios de proteo bsica e de proteo especial; e

    b) o registro, no Sicon, de que as famlias em situao de descumprimento foram inseridas em servio socioassistencial de acompanhamento familiar; e

    IV - orientar os municpios sobre os procedimentos relacionados ao cancelamento de benef-cios do Programa Bolsa Famlia, observando sempre o disposto no 2 do art. 4 desta Portaria.

    Art. 14. Aos coordenadores estaduais do PBF, no que se refere gesto de condicionalidades e considerando o acordado nos termos de adeso especficos assinados pelos estados, caber:

    I - realizar articulaes com os gestores das polticas setoriais especficas para que seja reali-zada a coleta e o registro das condicionalidades previstas no Programa, quando o acesso ao servio se realizar em estabelecimento estadual;

    II - atuar em cooperao com os municpios para garantir o registro das informaes relativas s condicionalidades;

    III - apoiar os municpios localizados em seu territrio na realizao da gesto de condiciona-lidades do Programa;

    IV - atribuir, dentro de sua esfera de competncia, mecanismos de acessos e perfis de usurios no mbito do Sicon, para viabilizar a realizao de atividades e tarefas de gesto de condicionalidades;

    V - realizar, dentro de sua esfera de competncia e perfil atribudo, as operaes necessrias para a gesto das condicionalidades no Sicon; e

    VI - elaborar planejamento anual intersetorial do estado, em parceria com as reas de assis-tncia social, sade e educao, para a articulao de aes complementares nessas reas, assim como para o desenvolvimento e apoio das aes de gesto de condicionalidades do PBF e de acompanhamento familiar.

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    PORTARIA N 251

    Art. 15. Aos gestores municipais do PBF, no que refere gesto de condicionalidades e con-siderando o acordado nos termos de adeso especficos assinados pelos municpios, caber:

    I - atuar em cooperao com os responsveis pelo registro do acompanhamento das condicio-nalidades nas reas de sade, educao e assistncia social, para garantir a coleta das informa-es de acordo com os calendrios definidos;

    II - analisar o recurso administrativo de que trata o art. 10 desta Portaria e, em caso de provi-mento do recurso, realizar o registro no Sicon e as aes necessrias sua execuo;

    III - notificar formalmente o Responsvel pela Unidade Familiar, quando necessrio, nos casos de descumprimento de condicionalidades, sem prejuzo de outras formas de notificao;

    IV - analisar as informaes sobre descumprimento de condicionalidades e encaminhar as famlias beneficirias do PBF, em situao de descumprimento, s reas responsveis pelo acompanhamento familiar e oferta dos servios socioassistenciais;

    V - monitorar, em conjunto com a rea de vigilncia socioassistencial, o registro do acompa-nhamento das famlias em descumprimento no Sicon;

    VI - atribuir, dentro de sua esfera de competncia, mecanismos de acessos e perfis de usurios no mbito do Sicon;

    VII - realizar, dentro de sua esfera de competncia e perfil atribudo, as operaes necessrias para a gesto das condicionalidades no Sicon; e

    VIII - elaborar planejamento anual intersetorial do municpio, em parceria com as reas de as-sistncia social, sade e educao, para a articulao de aes complementares nessas reas, assim como para o desenvolvimento e apoio das aes de gesto de condicionalidades do PBF e de acompanhamento familiar.

    CAPTULO VDAS DISPOSIES FINAIS

    Art. 16. A SENARC poder considerar as particularidades dos grupos populacionais tradicionais e especficos, identificados no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal Cadastro nico, na aplicao das normas e procedimentos de gesto de condicionalidades do PBF, previstas nesta Portaria, at que seja publicada regulamentao especfica.

    Art. 17. Os dados relativos s condicionalidades, bem como o histrico da famlia, devero ser utilizados exclusivamente para as finalidades previstas nesta Portaria, em observncia privacidade das famlias, sem prejuzo das informaes que devem ser prestadas aos rgos de controle.

    Art. 18. Os atos previstos nesta Portaria sero realizados em consonncia com as normas e procedimentos da gesto de benefcios do PBF.

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    PORTARIA N 251

    Art. 19. Em observncia legislao que criou o Programa e aos compromissos assumidos na adeso ao PBF, vedado aos estados e municpios:

    I - instituir outros efeitos relacionados s condicionalidades do PBF sobre os benefcios finan-ceiros pagos s famlias alm dos previstos nesta Portaria;

    II - instituir outras condicionalidades do PBF famlia; e

    III - utilizar formas de comunicao humilhantes ou constrangedoras a respeito do descumpri-mento das condicionalidades.

    Art. 20. Para os fins desta Portaria, o Distrito Federal, no que couber, equiparado aos muni-cpios.

    Art. 21. Fica delegada SENARC e SNAS, em conjunto, no mbito de suas respectivas com-petncias, a edio de normas e orientaes complementares para o cumprimento do estabe-lecido nesta Portaria.

    Art. 22. Esta portaria entra em vigor na data de sua publicao.

    Art. 23. Fica revogada a Portaria MDS n 321, de 29 de setembro de 2008.

    TEREZA CAMPELLO

  • LEI ORGNICA DA ASSISTNCIA SOCIAL

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    LEI N 8 .742, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1993

    Dispe sobre a organizao da Assistncia Social e d outras providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA, fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    LEI ORGNICA DA ASSISTNCIA SOCIAL

    CAPTULO IDas Definies e dos Objetivos

    Art. 1 A assistncia social, direito do cidado e dever do Estado, Poltica de Seguridade Social no contributiva, que prov os mnimos sociais, realizada atravs de um conjunto integrado de aes de iniciativa pblica e da sociedade, para garantir o atendimento s necessidades bsicas.

    Art. 2 A assistncia social tem por objetivos: (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    I - a proteo social, que visa garantia da vida, reduo de danos e preveno da incidn-cia de riscos, especialmente: (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    a) a proteo famlia, maternidade, infncia, adolescncia e velhice; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    b) o amparo s crianas e aos adolescentes carentes; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    c) a promoo da integrao ao mercado de trabalho; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    d) a habilitao e reabilitao das pessoas com deficincia e a promoo de sua integrao vida comunitria; e (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    e) a garantia de 1 (um) salrio-mnimo de benefcio mensal pessoa com deficincia e ao ido-so que comprovem no possuir meios de prover a prpria manuteno ou de t-la provida por sua famlia; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    II - a vigilncia socioassistencial, que visa a analisar territorialmente a capacidade protetiva das famlias e nela a ocorrncia de vulnerabilidades, de ameaas, de vitimizaes e danos; (Reda-o dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    III - a defesa de direitos, que visa a garantir o pleno acesso aos direitos no conjunto das provi-ses socioassistenciais. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    Pargrafo nico. Para o enfrentamento da pobreza, a assistncia social realiza-se de forma integrada s polticas setoriais, garantindo mnimos sociais e provimento de condies para atender contingncias sociais e promovendo a universalizao dos direitos sociais. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

  • 188

    Art. 3 Consideram-se entidades e organizaes de assistncia social aquelas sem fins lucra-tivos que, isolada ou cumulativamente, prestam atendimento e assessoramento aos bene-ficirios abrangidos por esta Lei, bem como as que atuam na defesa e garantia de direitos. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 So de atendimento aquelas entidades que, de forma continuada, permanente e plane-jada, prestam servios, executam programas ou projetos e concedem benefcios de prestao social bsica ou especial, dirigidos s famlias e indivduos em situaes de vulnerabilidade ou risco social e pessoal, nos termos desta Lei, e respeitadas as deliberaes do Conselho Nacio-nal de Assistncia Social (CNAS), de que tratam os incisos I e II do art. 18. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 So de assessoramento aquelas que, de forma continuada, permanente e planejada, prestam servios e executam programas ou projetos voltados prioritariamente para o fortale-cimento dos movimentos sociais e das organizaes de usurios, formao e capacitao de lideranas, dirigidos ao pblico da poltica de assistncia social, nos termos desta Lei, e respei-tadas as deliberaes do CNAS, de que tratam os incisos I e II do art. 18. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    3 So de defesa e garantia de direitos aquelas que, de forma continuada, permanente e planejada, prestam servios e executam programas e projetos voltados prioritariamente para a defesa e efetivao dos direitos socioassistenciais, construo de novos direitos, promoo da cidadania, enfrentamento das desigualdades sociais, articulao com rgos pblicos de defesa de direitos, dirigidos ao pblico da poltica de assistncia social, nos termos desta Lei, e respeitadas as deliberaes do CNAS, de que tratam os incisos I e II do art. 18. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    CAPTULO IIDos Princpios e das Diretrizes

    Seo IDos Princpios

    Art. 4 A assistncia social rege-se pelos seguintes princpios:

    I - supremacia do atendimento s necessidades sociais sobre as exigncias de rentabilidade econmica;

    II - universalizao dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatrio da ao assistencial al-canvel pelas demais polticas pblicas;

    III - respeito dignidade do cidado, sua autonomia e ao seu direito a benefcios e servios de qualidade, bem como convivncia familiar e comunitria, vedando-se qualquer compro-vao vexatria de necessidade;

    IV - igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminao de qualquer natureza, garantindo-se equivalncia s populaes urbanas e rurais;

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    V - divulgao ampla dos benefcios, servios, programas e projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo Poder Pblico e dos critrios para sua concesso.

    Seo IIDas Diretrizes

    Art. 5 A organizao da assistncia social tem como base as seguintes diretrizes:

    I - descentralizao poltico-administrativa para os Estados, o Distrito Federal e os Municpios, e comando nico das aes em cada esfera de governo;

    II - participao da populao, por meio de organizaes representativas, na formulao das polticas e no controle das aes em todos os nveis;

    III - primazia da responsabilidade do Estado na conduo da poltica de assistncia social em cada esfera de governo.

    CAPTULO IIIDa Organizao e da Gesto

    Art. 6 A gesto das aes na rea de assistncia social fica organizada sob a forma de sistema descentralizado e participativo, denominado Sistema nico de Assistncia Social (Suas), com os seguintes objetivos: (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    I - consolidar a gesto compartilhada, o cofinanciamento e a cooperao tcnica entre os en-tes federativos que, de modo articulado, operam a proteo social no contributiva; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    II - integrar a rede pblica e privada de servios, programas, projetos e benefcios de assistn-cia social, na forma do art. 6-C; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    III - estabelecer as responsabilidades dos entes federativos na organizao, regulao, manu-teno e expanso das aes de assistncia social;

    IV - definir os nveis de gesto, respeitadas as diversidades regionais e municipais; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    V - implementar a gesto do trabalho e a educao permanente na assistncia social; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    VI - estabelecer a gesto integrada de servios e benefcios; e (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    VII - afianar a vigilncia socioassistencial e a garantia de direitos. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 As aes ofertadas no mbito do Suas tm por objetivo a proteo famlia, materni-dade, infncia, adolescncia e velhice e, como base de organizao, o territrio.(Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

  • 190

    2 O Suas integrado pelos entes federativos, pelos respectivos conselhos de assistncia social e pelas entidades e organizaes de assistncia social abrangidas por esta Lei. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    3 A instncia coordenadora da Poltica Nacional de Assistncia Social o Ministrio do De-senvolvimento Social e Combate Fome. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 6-A. A assistncia social organiza-se pelos seguintes tipos de proteo: (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    I - proteo social bsica: conjunto de servios, programas, projetos e benefcios da assistncia social que visa a prevenir situaes de vulnerabilidade e risco social por meio do desenvolvi-mento de potencialidades e aquisies e do fortalecimento de vnculos familiares e comunit-rios; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    II - proteo social especial: conjunto de servios, programas e projetos que tem por objetivo contribuir para a reconstruo de vnculos familiares e comunitrios, a defesa de direito, o fortalecimento das potencialidades e aquisies e a proteo de famlias e indivduos para o enfrentamento das situaes de violao de direitos. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Pargrafo nico. A vigilncia socioassistencial um dos instrumentos das protees da as-sistncia social que identifica e previne as situaes de risco e vulnerabilidade social e seus agravos no territrio. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 6-B. As protees sociais bsica e especial sero ofertadas pela rede socioassistencial, de forma integrada, diretamente pelos entes pblicos e/ou pelas entidades e organizaes de assistncia social vinculadas ao Suas, respeitadas as especificidades de cada ao. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 A vinculao ao Suas o reconhecimento pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome de que a entidade de assistncia social integra a rede socioassistencial. (In-cludo pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 Para o reconhecimento referido no 1, a entidade dever cumprir os seguintes requisi-tos: (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    I - constituir-se em conformidade com o disposto no art. 3; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    II - inscrever-se em Conselho Municipal ou do Distrito Federal, na forma do art. 9; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    III - integrar o sistema de cadastro de entidades de que trata o inciso XI do art. 19. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    3 As entidades e organizaes de assistncia social vinculadas ao Suas celebraro conv-nios, contratos, acordos ou ajustes com o poder pblico para a execuo, garantido financia-mento integral, pelo Estado, de servios, programas, projetos e aes de assistncia social, nos limites da capacidade instalada, aos beneficirios abrangidos por esta Lei, observando-se as disponibilidades oramentrias. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

  • 191

    4 O cumprimento do disposto no 3 ser informado ao Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome pelo rgo gestor local da assistncia social. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 6-C. As protees sociais, bsica e especial, sero ofertadas precipuamente no Centro de Referncia de Assistncia Social (Cras) e no Centro de Referncia Especializado de Assistncia Social (Creas), respectivamente, e pelas entidades sem fins lucrativos de assistncia social de que trata o art. 3 desta Lei. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 O Cras a unidade pblica municipal, de base territorial, localizada em reas com maiores ndices de vulnerabilidade e risco social, destinada articulao dos servios socioassistenciais no seu territrio de abrangncia e prestao de servios, programas e projetos socioassisten-ciais de proteo social bsica s famlias. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 O Creas a unidade pblica de abrangncia e gesto municipal, estadual ou regional, destinada prestao de servios a indivduos e famlias que se encontram em situao de risco pessoal ou social, por violao de direitos ou contingncia, que demandam intervenes especializadas da proteo social especial. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    3 Os Cras e os Creas so unidades pblicas estatais institudas no mbito do Suas, que pos-suem interface com as demais polticas pblicas e articulam, coordenam e ofertam os servios, programas, projetos e benefcios da assistncia social. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 6-D. As instalaes dos Cras e dos Creas devem ser compatveis com os servios neles ofertados, com espaos para trabalhos em grupo e ambientes especficos para recepo e atendimento reservado das famlias e indivduos, assegurada a acessibilidade s pessoas ido-sas e com deficincia. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 6-E. Os recursos do cofinanciamento do Suas, destinados execuo das aes continu-adas de assistncia social, podero ser aplicados no pagamento dos profissionais que integra-rem as equipes de referncia, responsveis pela organizao e oferta daquelas aes, confor-me percentual apresentado pelo Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome e aprovado pelo CNAS. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Pargrafo nico. A formao das equipes de referncia dever considerar o nmero de fam-lias e indivduos referenciados, os tipos e modalidades de atendimento e as aquisies que de-vem ser garantidas aos usurios, conforme deliberaes do CNAS. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 7 As aes de assistncia social, no mbito das entidades e organizaes de assistncia social, observaro as normas expedidas pelo Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS), de que trata o art. 17 desta lei.

    Art. 8 A Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios, observados os princpios e dire-trizes estabelecidos nesta lei, fixaro suas respectivas Polticas de Assistncia Social.

    Art. 9 O funcionamento das entidades e organizaes de assistncia social depende de prvia inscrio no respectivo Conselho Municipal de Assistncia Social, ou no Conselho de Assistn-cia Social do Distrito Federal, conforme o caso.

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    1 A regulamentao desta lei definir os critrios de inscrio e funcionamento das entida-des com atuao em mais de um municpio no mesmo Estado, ou em mais de um Estado ou Distrito Federal.

    2 Cabe ao Conselho Municipal de Assistncia Social e ao Conselho de Assistncia Social do Distrito Federal a fiscalizao das entidades referidas no caput na forma prevista em lei ou regulamento.

    3 (Revogado pela Lei n 12.101, de 2009)

    4 As entidades e organizaes de assistncia social podem, para defesa de seus direitos referentes inscrio e ao funcionamento, recorrer aos Conselhos Nacional, Estaduais, Muni-cipais e do Distrito Federal.

    Art. 10. A Unio, os Estados, os Municpios e o Distrito Federal podem celebrar convnios com entidades e organizaes de assistncia social, em conformidade com os Planos aprovados pelos respectivos Conselhos.

    Art. 11. As aes das trs esferas de governo na rea de assistncia social realizam-se de for-ma articulada, cabendo a coordenao e as normas gerais esfera federal e a coordenao e execuo dos programas, em suas respectivas esferas, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios.

    Art. 12. Compete Unio:

    I - responder pela concesso e manuteno dos benefcios de prestao continuada definidos no art. 203 da Constituio Federal;

    II - cofinanciar, por meio de transferncia automtica, o aprimoramento da gesto, os servios, os programas e os projetos de assistncia social em mbito nacional; (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    III - atender, em conjunto com os Estados, o Distrito Federal e os Municpios, s aes assisten-ciais de carter de emergncia.

    IV - realizar o monitoramento e a avaliao da poltica de assistncia social e assessorar Esta-dos, Distrito Federal e Municpios para seu desenvolvimento. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 12-A. A Unio apoiar financeiramente o aprimoramento gesto descentralizada dos servios, programas, projetos e benefcios de assistncia social, por meio do ndice de Gesto Descentralizada (IGD) do Sistema nico de Assistncia Social (Suas), para a utilizao no mbi-to dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal, destinado, sem prejuzo de outras aes a serem definidas em regulamento, a: (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    I - medir os resultados da gesto descentralizada do Suas, com base na atuao do gestor estadual, municipal e do Distrito Federal na implementao, execuo e monitoramento dos servios, programas, projetos e benefcios de assistncia social, bem como na articulao in-tersetorial; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

  • 193

    II - incentivar a obteno de resultados qualitativos na gesto estadual, municipal e do Distrito Federal do Suas; e (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    III - calcular o montante de recursos a serem repassados aos entes federados a ttulo de apoio financeiro gesto do Suas. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 Os resultados alcanados pelo ente federado na gesto do Suas, aferidos na forma de regulamento, sero considerados como prestao de contas dos recursos a serem transferidos a ttulo de apoio financeiro. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 As transferncias para apoio gesto descentralizada do Suas adotaro a sistemtica do ndice de Gesto Descentralizada do Programa Bolsa Famlia, previsto no art. 8 da Lei no 10.836, de 9 de janeiro de 2004, e sero efetivadas por meio de procedimento integrado que-le ndice. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    3 (VETADO). (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    4 Para fins de fortalecimento dos Conselhos de Assistncia Social dos Estados, Municpios e Distrito Federal, percentual dos recursos transferidos dever ser gasto com atividades de apoio tcnico e operacional queles colegiados, na forma fixada pelo Ministrio do Desenvol-vimento Social e Combate Fome, sendo vedada a utilizao dos recursos para pagamento de pessoal efetivo e de gratificaes de qualquer natureza a servidor pblico estadual, municipal ou do Distrito Federal. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 13. Compete aos Estados:

    I - destinar recursos financeiros aos Municpios, a ttulo de participao no custeio do paga-mento dos benefcios eventuais de que trata o art. 22, mediante critrios estabelecidos pelos Conselhos Estaduais de Assistncia Social; (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    II - cofinanciar, por meio de transferncia automtica, o aprimoramento da gesto, os servios, os programas e os projetos de assistncia social em mbito regional ou local; (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    III - atender, em conjunto com os Municpios, s aes assistenciais de carter de emergncia;

    IV - estimular e apoiar tcnica e financeiramente as associaes e consrcios municipais na prestao de servios de assistncia social;

    V - prestar os servios assistenciais cujos custos ou ausncia de demanda municipal justifi-quem uma rede regional de servios, desconcentrada, no mbito do respectivo Estado.

    VI - realizar o monitoramento e a avaliao da poltica de assistncia social e assessorar os Municpios para seu desenvolvimento. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 14. Compete ao Distrito Federal:

    I - destinar recursos financeiros para custeio do pagamento dos benefcios eventuais de que trata o art. 22, mediante critrios estabelecidos pelos Conselhos de Assistncia Social do Dis-trito Federal; (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

  • 194

    II - efetuar o pagamento dos auxlios natalidade e funeral;

    III - executar os projetos de enfrentamento da pobreza, incluindo a parceria com organizaes da sociedade civil;

    IV - atender s aes assistenciais de carter de emergncia;

    V - prestar os servios assistenciais de que trata o art. 23 desta lei.

    VI - cofinanciar o aprimoramento da gesto, os servios, os programas e os projetos de assis-tncia social em mbito local; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    VII - realizar o monitoramento e a avaliao da poltica de assistncia social em seu mbito. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 15. Compete aos Municpios:

    I - destinar recursos financeiros para custeio do pagamento dos benefcios eventuais de que trata o art. 22, mediante critrios estabelecidos pelos Conselhos Municipais de Assistncia Social; (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    II - efetuar o pagamento dos auxlios natalidade e funeral;

    III - executar os projetos de enfrentamento da pobreza, incluindo a parceria com organizaes da sociedade civil;

    IV - atender s aes assistenciais de carter de emergncia;

    V - prestar os servios assistenciais de que trata o art. 23 desta lei.

    VI - cofinanciar o aprimoramento da gesto, os servios, os programas e os projetos de assis-tncia social em mbito local; (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    VII - realizar o monitoramento e a avaliao da poltica de assistncia social em seu mbito. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 16. As instncias deliberativas do Suas, de carter permanente e composio paritria entre governo e sociedade civil, so: (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    I - o Conselho Nacional de Assistncia Social;

    II - os Conselhos Estaduais de Assistncia Social;

    III - o Conselho de Assistncia Social do Distrito Federal;

    IV - os Conselhos Municipais de Assistncia Social.

    Pargrafo nico. Os Conselhos de Assistncia Social esto vinculados ao rgo gestor de assis-tncia social, que deve prover a infraestrutura necessria ao seu funcionamento, garantindo recursos materiais, humanos e financeiros, inclusive com despesas referentes a passagens e dirias de conselheiros representantes do governo ou da sociedade civil, quando estiverem no exerccio de suas atribuies. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

  • 195

    Art. 17. Fica institudo o Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS), rgo superior de de-liberao colegiada, vinculado estrutura do rgo da Administrao Pblica Federal respon-svel pela coordenao da Poltica Nacional de Assistncia Social, cujos membros, nomeados pelo Presidente da Repblica, tm mandato de 2 (dois) anos, permitida uma nica reconduo por igual perodo.

    1 O Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS) composto por 18 (dezoito) membros e respectivos suplentes, cujos nomes so indicados ao rgo da Administrao Pblica Federal responsvel pela coordenao da Poltica Nacional de Assistncia Social, de acordo com os critrios seguintes:

    I - 9 (nove) representantes governamentais, incluindo 1 (um) representante dos Estados e 1 (um) dos Municpios;

    II - 9 (nove) representantes da sociedade civil, dentre representantes dos usurios ou de orga-nizaes de usurios, das entidades e organizaes de assistncia social e dos trabalhadores do setor, escolhidos em foro prprio sob fiscalizao do Ministrio Pblico Federal.

    2 O Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS) presidido por um de seus integrantes, eleito dentre seus membros, para mandato de 1 (um) ano, permitida uma nica reconduo por igual perodo.

    3 O Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS) contar com uma Secretaria Executiva, a qual ter sua estrutura disciplinada em ato do Poder Executivo.

    4 Os Conselhos de que tratam os incisos II, III e IV do art. 16, com competncia para acom-panhar a execuo da poltica de assistncia social, apreciar e aprovar a proposta orament-ria, em consonncia com as diretrizes das conferncias nacionais, estaduais, distrital e muni-cipais, de acordo com seu mbito de atuao, devero ser institudos, respectivamente, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municpios, mediante lei especfica. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 18. Compete ao Conselho Nacional de Assistncia Social:

    I - aprovar a Poltica Nacional de Assistncia Social;

    II - normatizar as aes e regular a prestao de servios de natureza pblica e privada no campo da assistncia social;

    III - acompanhar e fiscalizar o processo de certificao das entidades e organizaes de assis-tncia social no Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome; (Redao dada pela Lei n 12.101, de 2009)

    IV - apreciar relatrio anual que conter a relao de entidades e organizaes de assistncia social certificadas como beneficentes e encaminh-lo para conhecimento dos Conselhos de Assistncia Social dos Estados, Municpios e do Distrito Federal; (Redao dada pela Lei n 12.101, de 2009)

    V - zelar pela efetivao do sistema descentralizado e participativo de assistncia social;

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    VI - a partir da realizao da II Conferncia Nacional de Assistncia Social em 1997, convocar ordinariamente a cada quatro anos a Conferncia Nacional de Assistncia Social, que ter a atribuio de avaliar a situao da assistncia social e propor diretrizes para o aperfeioamen-to do sistema; (Redao dada pela Lei n 9.720, de 26.4.1991)

    VII - (Vetado.)

    VIII - apreciar e aprovar a proposta oramentria da Assistncia Social a ser encaminhada pelo rgo da Administrao Pblica Federal responsvel pela coordenao da Poltica Nacional de Assistncia Social;

    IX - aprovar critrios de transferncia de recursos para os Estados, Municpios e Distrito Fede-ral, considerando, para tanto, indicadores que informem sua regionalizao mais eqitativa, tais como: populao, renda per capita, mortalidade infantil e concentrao de renda, alm de disciplinar os procedimentos de repasse de recursos para as entidades e organizaes de assistncia social, sem prejuzo das disposies da Lei de Diretrizes Oramentrias;

    X - acompanhar e avaliar a gesto dos recursos, bem como os ganhos sociais e o desempenho dos programas e projetos aprovados;

    XI - estabelecer diretrizes, apreciar e aprovar os programas anuais e plurianuais do Fundo Na-cional de Assistncia Social (FNAS);

    XII - indicar o representante do Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS) junto ao Con-selho Nacional da Seguridade Social;

    XIII - elaborar e aprovar seu regimento interno;

    XIV - divulgar, no Dirio Oficial da Unio, todas as suas decises, bem como as contas do Fundo Nacional de Assistncia Social (FNAS) e os respectivos pareceres emitidos.

    Pargrafo nico. (Revogado pela Lei n 12.101, de 2009)

    Art. 19. Compete ao rgo da Administrao Pblica Federal responsvel pela coordenao da Poltica Nacional de Assistncia Social:

    I - coordenar e articular as aes no campo da assistncia social;

    II - propor ao Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS) a Poltica Nacional de Assistncia Social, suas normas gerais, bem como os critrios de prioridade e de elegibilidade, alm de padres de qualidade na prestao de benefcios, servios, programas e projetos;

    III - prover recursos para o pagamento dos benefcios de prestao continuada definidos nesta lei;

    IV - elaborar e encaminhar a proposta oramentria da assistncia social, em conjunto com as demais da Seguridade Social;

    V - propor os critrios de transferncia dos recursos de que trata esta lei;

    VI - proceder transferncia dos recursos destinados assistncia social, na forma prevista nesta lei;

  • 197

    VII - encaminhar apreciao do Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS) relatrios trimestrais e anuais de atividades e de realizao financeira dos recursos;

    VIII - prestar assessoramento tcnico aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municpios e s en-tidades e organizaes de assistncia social;

    IX - formular poltica para a qualificao sistemtica e continuada de recursos humanos no campo da assistncia social;

    X - desenvolver estudos e pesquisas para fundamentar as anlises de necessidades e formula-o de proposies para a rea;

    XI - coordenar e manter atualizado o sistema de cadastro de entidades e organizaes de assis-tncia social, em articulao com os Estados, os Municpios e o Distrito Federal;

    XII - articular-se com os rgos responsveis pelas polticas de sade e previdncia social, bem como com os demais responsveis pelas polticas scio-econmicas setoriais, visando eleva-o do patamar mnimo de atendimento s necessidades bsicas;

    XIII - expedir os atos normativos necessrios gesto do Fundo Nacional de Assistncia So-cial (FNAS), de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS);

    XIV - elaborar e submeter ao Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS) os programas anuais e plurianuais de aplicao dos recursos do Fundo Nacional de Assistncia Social (FNAS).

    CAPTULO IVDos Benefcios, dos Servios, dos Programas e dos Projetos de Assistncia Social

    Seo IDo Benefcio de Prestao Continuada

    Art. 20. O benefcio de prestao continuada a garantia de um salrio-mnimo mensal pes-soa com deficincia e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou mais que comprovem no possuir meios de prover a prpria manuteno nem de t-la provida por sua famlia. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 Para os efeitos do disposto no caput, a famlia composta pelo requerente, o cnjuge ou companheiro, os pais e, na ausncia de um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmos soltei-ros, os filhos e enteados solteiros e os menores tutelados, desde que vivam sob o mesmo teto. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 Para efeito de concesso deste benefcio, considera-se pessoa com deficincia aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza fsica, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interao com diversas barreiras, podem obstruir sua participao plena e efetiva na sociedade em igualdade de condies com as demais pessoas. (Redao dada pela Lei n 12.470, de 2011)

  • 198

    3 Considera-se incapaz de prover a manuteno da pessoa com deficincia ou idosa a fam-lia cuja renda mensal per capita seja inferior a 1/4 (um quarto) do salrio-mnimo. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    4 O benefcio de que trata este artigo no pode ser acumulado pelo beneficirio com qual-quer outro no mbito da seguridade social ou de outro regime, salvo os da assistncia mdica e da penso especial de natureza indenizatria. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    5 A condio de acolhimento em instituies de longa permanncia no prejudica o direito do idoso ou da pessoa com deficincia ao benefcio de prestao continuada. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    6 A concesso do benefcio ficar sujeita avaliao da deficincia e do grau de impedi-mento de que trata o 2, composta por avaliao mdica e avaliao social realizadas por mdicos peritos e por assistentes sociais do Instituto Nacional de Seguro Social - INSS. (Re-dao dada pela Lei n 12.470, de 2011)

    7 Na hiptese de no existirem servios no municpio de residncia do beneficirio, fica assegurado, na forma prevista em regulamento, o seu encaminhamento ao municpio mais prximo que contar com tal estrutura. (Includo pela Lei n 9.720, de 30.11.1998)

    8 A renda familiar mensal a que se refere o 3 dever ser declarada pelo requerente ou seu representante legal, sujeitando-se aos demais procedimentos previstos no regulamento para o deferimento do pedido.(Includo pela Lei n 9.720, de 30.11.1998)

    9 A remunerao da pessoa com deficincia na condio de aprendiz no ser considerada para fins do clculo a que se refere o 3 deste artigo. (Incldo pela Lei n 12.470, de 2011)

    10. Considera-se impedimento de longo prazo, para os fins do 2 deste artigo, aquele que produza efeitos pelo prazo mnimo de 2 (dois) anos. (Incldo pela Lei n 12.470, de 2011)

    Art. 21. O benefcio de prestao continuada deve ser revisto a cada 2 (dois) anos para avalia-o da continuidade das condies que lhe deram origem. (Vide Lei n 9.720, de 30.11.1998)

    1 O pagamento do benefcio cessa no momento em que forem superadas as condies re-feridas no caput, ou em caso de morte do beneficirio.

    2 O benefcio ser cancelado quando se constatar irregularidade na sua concesso ou utilizao.

    3 O desenvolvimento das capacidades cognitivas, motoras ou educacionais e a realizao de atividades no remuneradas de habilitao e reabilitao, entre outras, no constituem motivo de suspenso ou cessao do benefcio da pessoa com deficincia. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    4 A cessao do benefcio de prestao continuada concedido pessoa com deficincia no impede nova concesso do benefcio, desde que atendidos os requisitos definidos em regula-mento. (Redao dada pela Lei n 12.470, de 2011)

    Art. 21-A. O benefcio de prestao continuada ser suspenso pelo rgo concedente quando a pessoa com deficincia exercer atividade remunerada, inclusive na condio de microempre-endedor individual. (Includo pela Lei n 12.470, de 2011)

  • 199

    1 Extinta a relao trabalhista ou a atividade empreendedora de que trata o caput deste artigo e, quando for o caso, encerrado o prazo de pagamento do seguro-desemprego e no tendo o beneficirio adquirido direito a qualquer benefcio previdencirio, poder ser reque-rida a continuidade do pagamento do benefcio suspenso, sem necessidade de realizao de percia mdica ou reavaliao da deficincia e do grau de incapacidade para esse fim, respeita-do o perodo de reviso previsto no caput do art. 21. (Includo pela Lei n 12.470, de 2011)

    2 A contratao de pessoa com deficincia como aprendiz no acarreta a suspenso do benefcio de prestao continuada, limitado a 2 (dois) anos o recebimento concomitante da remunerao e do benefcio. (Includo pela Lei n 12.470, de 2011)

    Seo IIDos Benefcios Eventuais

    Art. 22. Entendem-se por benefcios eventuais as provises suplementares e provisrias que integram organicamente as garantias do Suas e so prestadas aos cidados e s famlias em virtude de nascimento, morte, situaes de vulnerabilidade temporria e de calamidade p-blica. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 A concesso e o valor dos benefcios de que trata este artigo sero definidos pelos Esta-dos, Distrito Federal e Municpios e previstos nas respectivas leis oramentrias anuais, com base em critrios e prazos definidos pelos respectivos Conselhos de Assistncia Social. (Reda-o dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 O CNAS, ouvidas as respectivas representaes de Estados e Municpios dele partici-pantes, poder propor, na medida das disponibilidades oramentrias das 3 (trs) esferas de governo, a instituio de benefcios subsidirios no valor de at 25% (vinte e cinco por cento) do salrio-mnimo para cada criana de at 6 (seis) anos de idade. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    3 Os benefcios eventuais subsidirios no podero ser cumulados com aqueles institudos pelas Leis no 10.954, de 29 de setembro de 2004, e no 10.458, de 14 de maio de 2002. (Reda-o dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    Seo IIIDos Servios

    Art. 23. Entendem-se por servios socioassistenciais as atividades continuadas que visem me-lhoria de vida da populao e cujas aes, voltadas para as necessidades bsicas, observem os ob-jetivos, princpios e diretrizes estabelecidos nesta Lei. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 O regulamento instituir os servios socioassistenciais. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 Na organizao dos servios da assistncia social sero criados programas de amparo, entre outros: (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    I - s crianas e adolescentes em situao de risco pessoal e social, em cumprimento ao dis-posto no art. 227 da Constituio Federal e na Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criana e do Adolescente); (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    II - s pessoas que vivem em situao de rua. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

  • 200

    Seo IVDos Programas de Assistncia Social

    Art. 24. Os programas de assistncia social compreendem aes integradas e complementares com objetivos, tempo e rea de abrangncia definidos para qualificar, incentivar e melhorar os benefcios e os servios assistenciais.

    1 Os programas de que trata este artigo sero definidos pelos respectivos Conselhos de As-sistncia Social, obedecidos os objetivos e princpios que regem esta lei, com prioridade para a insero profissional e social.

    2 Os programas voltados para o idoso e a integrao da pessoa com deficincia sero de-vidamente articulados com o benefcio de prestao continuada estabelecido no art. 20 desta Lei. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 24-A. Fica institudo o Servio de Proteo e Atendimento Integral Famlia (Paif), que integra a proteo social bsica e consiste na oferta de aes e servios socioassistenciais de prestao continuada, nos Cras, por meio do trabalho social com famlias em situao de vul-nerabilidade social, com o objetivo de prevenir o rompimento dos vnculos familiares e a vio-lncia no mbito de suas relaes, garantindo o direito convivncia familiar e comunitria. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Pargrafo nico. Regulamento definir as diretrizes e os procedimentos do Paif. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 24-B. Fica institudo o Servio de Proteo e Atendimento Especializado a Famlias e Indi-vduos (Paefi), que integra a proteo social especial e consiste no apoio, orientao e acom-panhamento a famlias e indivduos em situao de ameaa ou violao de direitos, articulan-do os servios socioassistenciais com as diversas polticas pblicas e com rgos do sistema de garantia de direitos. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Pargrafo nico. Regulamento definir as diretrizes e os procedimentos do Paefi. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 24-C. Fica institudo o Programa de Erradicao do Trabalho Infantil (Peti), de carter intersetorial, integrante da Poltica Nacional de Assistncia Social, que, no mbito do Suas, compreende transferncias de renda, trabalho social com famlias e oferta de servios socio-educativos para crianas e adolescentes que se encontrem em situao de trabalho. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    1 O Peti tem abrangncia nacional e ser desenvolvido de forma articulada pelos entes fede-rados, com a participao da sociedade civil, e tem como objetivo contribuir para a retirada de crianas e adolescentes com idade inferior a 16 (dezesseis) anos em situao de trabalho, ressal-vada a condio de aprendiz, a partir de 14 (quatorze) anos. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 As crianas e os adolescentes em situao de trabalho devero ser identificados e ter os seus dados inseridos no Cadastro nico para Programas Sociais do Governo Federal (Cadnico), com a devida identificao das situaes de trabalho infantil. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

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    Seo VDos Projetos de Enfrentamento da Pobreza

    Art. 25. Os projetos de enfrentamento da pobreza compreendem a instituio de investimento econmico-social nos grupos populares, buscando subsidiar, financeira e tecnicamente, inicia-tivas que lhes garantam meios, capacidade produtiva e de gesto para melhoria das condies gerais de subsistncia, elevao do padro da qualidade de vida, a preservao do meio-am-biente e sua organizao social.

    Art. 26. O incentivo a projetos de enfrentamento da pobreza assentar-se- em mecanismos de articulao e de participao de diferentes reas governamentais e em sistema de cooperao entre organismos governamentais, no governamentais e da sociedade civil.

    CAPTULO VDo Financiamento da Assistncia Social

    Art. 27. Fica o Fundo Nacional de Ao Comunitria (Funac), institudo pelo Decreto n 91.970, de 22 de novembro de 1985, ratificado pelo Decreto Legislativo n 66, de 18 de dezembro de 1990, transformado no Fundo Nacional de Assistncia Social (FNAS).

    Art. 28. O financiamento dos benefcios, servios, programas e projetos estabelecidos nesta lei far-se- com os recursos da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, das demais contribuies sociais previstas no art. 195 da Constituio Federal, alm daqueles que compem o Fundo Nacional de Assistncia Social (FNAS).

    1 Cabe ao rgo da Administrao Pblica responsvel pela coordenao da Poltica de Assistncia Social nas 3 (trs) esferas de governo gerir o Fundo de Assistncia Social, sob orien-tao e controle dos respectivos Conselhos de Assistncia Social. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

    2 O Poder Executivo dispor, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da data de publicao desta lei, sobre o regulamento e funcionamento do Fundo Nacional de Assistncia Social (FNAS).

    3 O financiamento da assistncia social no Suas deve ser efetuado mediante cofinancia-mento dos 3 (trs) entes federados, devendo os recursos alocados nos fundos de assistncia social ser voltados operacionalizao, prestao, aprimoramento e viabilizao dos servios, programas, projetos e benefcios desta poltica. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 28-A. Constitui receita do Fundo Nacional de Assistncia Social, o produto da alienao dos bens imveis da extinta Fundao Legio Brasileira de Assistncia. (Includo pela Medida Provisria n 2.187-13, de 2001)

    Art. 29. Os recursos de responsabilidade da Unio destinados assistncia social sero au-tomaticamente repassados ao Fundo Nacional de Assistncia Social (FNAS), medida que se forem realizando as receitas.

  • 202

    Pargrafo nico. Os recursos de responsabilidade da Unio destinados ao financiamento dos benefcios de prestao continuada, previstos no art. 20, podero ser repassados pelo Mi-nistrio da Previdncia e Assistncia Social diretamente ao INSS, rgo responsvel pela sua execuo e manuteno.(Includo pela Lei n 9.720, de 30.11.1998)

    Art. 30. condio para os repasses, aos Municpios, aos Estados e ao Distrito Federal, dos recursos de que trata esta lei, a efetiva instituio e funcionamento de:

    I - Conselho de Assistncia Social, de composio paritria entre governo e sociedade civil;

    II - Fundo de Assistncia Social, com orientao e controle dos respectivos Conselhos de Assis-tncia Social;

    III - Plano de Assistncia Social.

    Pargrafo nico. , ainda, condio para transferncia de recursos do FNAS aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios a comprovao oramentria dos recursos prprios destina-dos Assistncia Social, alocados em seus respectivos Fundos de Assistncia Social, a partir do exerccio de 1999. (Includo pela Lei n 9.720, de 30.11.1998)

    Art. 30-A. O cofinanciamento dos servios, programas, projetos e benefcios eventuais, no que couber, e o aprimoramento da gesto da poltica de assistncia social no Suas se efetuam por meio de transferncias automticas entre os fundos de assistncia social e mediante alo-cao de recursos prprios nesses fundos nas 3 (trs) esferas de governo. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Pargrafo nico. As transferncias automticas de recursos entre os fundos de assistncia so-cial efetuadas conta do oramento da seguridade social, conforme o art. 204 da Constituio Federal, caracterizam-se como despesa pblica com a seguridade social, na forma do art. 24 da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 30-B. Caber ao ente federado responsvel pela utilizao dos recursos do respectivo Fundo de Assistncia Social o controle e o acompanhamento dos servios, programas, proje-tos e benefcios, por meio dos respectivos rgos de controle, independentemente de aes do rgo repassador dos recursos. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 30-C. A utilizao dos recursos federais descentralizados para os fundos de assistncia so-cial dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal ser declarada pelos entes recebedores ao ente transferidor, anualmente, mediante relatrio de gesto submetido apreciao do respectivo Conselho de Assistncia Social, que comprove a execuo das aes na forma de regulamento. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

    Pargrafo nico. Os entes transferidores podero requisitar informaes referentes aplica-o dos recursos oriundos do seu fundo de assistncia social, para fins de anlise e acompa-nhamento de sua boa e regular utilizao. (Includo pela Lei n 12.435, de 2011)

  • 203

    CAPTULO VIDas Disposies Gerais e Transitrias

    Art. 31. Cabe ao Ministrio Pblico zelar pelo efetivo respeito aos direitos estabelecidos nesta lei.

    Art. 32. O Poder Executivo ter o prazo de 60 (sessenta) dias, a partir da publicao desta lei, obe-decidas as normas por ela institudas, para elaborar e encaminhar projeto de lei dispondo sobre a extino e reordenamento dos rgos de assistncia social do Ministrio do Bem-Estar Social.

    1 O projeto de que trata este artigo definir formas de transferncias de benefcios, servi-os, programas, projetos, pessoal, bens mveis e imveis para a esfera municipal.

    2 O Ministro de Estado do Bem-Estar Social indicar Comisso encarregada de elaborar o projeto de lei de que trata este artigo, que contar com a participao das organizaes dos usurios, de trabalhadores do setor e de entidades e organizaes de assistncia social.

    Art. 33. Decorrido o prazo de 120 (cento e vinte) dias da promulgao desta lei, fica extinto o Conselho Nacional de Servio Social (CNSS), revogando-se, em conseqncia, os Decretos-Lei ns 525, de 1 de julho de 1938, e 657, de 22 de julho de 1943.

    1 O Poder Executivo tomar as providncias necessrias para a instalao do Conselho Nacio-nal de Assistncia Social (CNAS) e a transferncia das atividades que passaro sua competncia dentro do prazo estabelecido no caput, de forma a assegurar no haja soluo de continuidade.

    2 O acervo do rgo de que trata o caput ser transferido, no prazo de 60 (sessenta) dias, para o Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS), que promover, mediante critrios e prazos a serem fixados, a reviso dos processos de registro e certificado de entidade de fins filantrpicos das entidades e organizao de assistncia social, observado o disposto no art. 3 desta lei.

    Art. 34. A Unio continuar exercendo papel supletivo nas aes de assistncia social, por ela atualmente executadas diretamente no mbito dos Estados, dos Municpios e do Distrito Fe-deral, visando implementao do disposto nesta lei, por prazo mximo de 12 (doze) meses, contados a partir da data da publicao desta lei.

    Art. 35. Cabe ao rgo da Administrao Pblica Federal responsvel pela coordenao da Po-ltica Nacional de Assistncia Social operar os benefcios de prestao continuada de que trata esta lei, podendo, para tanto, contar com o concurso de outros rgos do Governo Federal, na forma a ser estabelecida em regulamento.

    Pargrafo nico. O regulamento de que trata o caput definir as formas de comprovao do direito ao benefcio, as condies de sua suspenso, os procedimentos em casos de curatela e tutela e o rgo de credenciamento, de pagamento e de fiscalizao, dentre outros aspectos.

    Art. 36. As entidades e organizaes de assistncia social que incorrerem em irregularidades na aplicao dos recursos que lhes foram repassados pelos poderes pblicos tero a sua vin-culao ao Suas cancelada, sem prejuzo de responsabilidade civil e penal. (Redao dada pela Lei n 12.435, de 2011)

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    Art. 37. O benefcio de prestao continuada ser devido aps o cumprimento, pelo reque-rente, de todos os requisitos legais e regulamentares exigidos para a sua concesso, inclusive apresentao da documentao necessria, devendo o seu pagamento ser efetuado em at quarenta e cinco dias aps cumpridas as exigncias de que trata este artigo. (Redao dada pela Lei n 9.720, de 30.11.1998) (Vide Lei n 9.720, de 30.11.1998)

    Pargrafo nico. No caso de o primeiro pagamento ser feito aps o prazo previsto no caput, aplicar-se- na sua atualizao o mesmo critrio adotado pelo INSS na atualizao do primeiro pagamento de benefcio previdencirio em atraso. (Includo pela Lei n 9.720, de 30.11.1998)

    Art. 38. (Revogado pela Lei n 12.435, de 2011)

    Art. 39. O Conselho Nacional de Assistncia Social (CNAS), por deciso da maioria absoluta de seus membros, respeitados o oramento da seguridade social e a disponibilidade do Fundo Nacional de Assistncia Social (FNAS), poder propor ao Poder Executivo a alterao dos limi-tes de renda mensal per capita definidos no 3 do art. 20 e caput do art. 22.

    Art. 40. Com a implantao dos benefcios previstos nos arts. 20 e 22 desta lei, extinguem-se a renda mensal vitalcia, o auxlio-natalidade e o auxlio-funeral existentes no mbito da Previ-dncia Social, conforme o disposto na Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991.

    1 A transferncia dos benefcirios do sistema previdencirio para a assistncia social deve ser estabelecida de forma que o atendimento populao no sofra soluo de continuidade. (Redao dada pela Lei n 9.711, de 20.11.1998

    2 assegurado ao maior de setenta anos e ao invlido o direito de requerer a renda mensal vitalcia junto ao INSS at 31 de dezembro de 1995, desde que atenda, alternativamente, aos requisitos estabelecidos nos incisos I, II ou III do 1 do art. 139 da Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991. (Redao dada pela Lei n 9.711, de 20.11.1998

    Art. 41. Esta lei entra em vigor na data da sua publicao.

    Art. 42. Revogam-se as disposies em contrrio.

    Braslia, 7 de dezembro de 1993, 172 da Independncia e 105 da Repblica.

    ITAMAR FRANCO Jutahy Magalhes Jnior

    Este texto no substitui o publicado no D.O.U de 8.12.1998

  • NDICE REMISSIVO

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    ndice Remissivo por Assunto

    1) ASSISTNCIA SOCIAL

    Informaes Gerais

    Benefcio de prestao continuada: pg. 201Benefcios eventuais: pg. 203Competncia da Unio: pg. 196Competncia do Conselho Nacional de Assistncia Social: pg. 199Competncia do Distrito Federal:: pg. 197Competncia dos Estados: pg. 197Competncia dos Municpios: pg. 198Definies e Objetivos da Assistncia Social: pg. 191Diretrizes: pg. 193Financiamento: pg. 205Fundo Nacional de Assistncia Social: pg. 205Gesto do FNAS: pg. 87Instituio do CNAS: pg. 199Organizao e da gesto da Assistncia Social: pg. 193Princpios da Assistncia Social: pg. 192Programas de Assistncia Social: pg. 204Servios socioassistenciais: pg. 203

    2) CADASTRO NICO

    a) Informaes Gerais

    Atualizao e da Revalidao dos Dados: pg. 19Cadastramento das Famlias no Cadnico: pg. 17Cadastramento Diferenciado: pg. 22Competncia do MDS: pg. 12Conceituao e objetivos: pg. 11Controle e Preveno de Fraudes e Inconsistncias: pg. 22Definio de famlia: pg. 11Excluso de Cadastros: pg. 20Gesto do Cadastro nico: pg. 23Identificao do Pblico e Coleta de Dados: pg. 17Incluso de dados: pg. 19Procedimentos para utilizao e disponibilizao de informaes: pg. 32

    b) Formulrios

    Ficha de excluso de famlia: pg. 21, 30Ficha de Excluso de Pessoa: pg. 21, 29Folha resumo: pg. 18, 27Termo de compromisso de manuteno de sigilo: pg. 33, 41Termo de recebimento: pg. 35, 42Termo de responsabilidade para utilizao de dados identificados do Cadastro nico: pg. 35, 40Termo de responsabilidade pela utilizao da base de dados do Cadastro nico: pg. 34, 38

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    3) PETI

    Informaes Gerais

    Atribuies relativas integrao entre o PBF e o PETI: pg. 142Cadastramento de famlias em situao de trabalho infantil: pg. 141Condicionalidades do PBF e das atividades scio-educativas e de convivncia: pg. 141Instituio do PETI: pg. 204Integrao entre o PBF e o PETI: pg. 138Seleo de famlias e concesso e manuteno de benefcios: pg. 138

    4) PROGRAMA BOLSA FAMLIA

    a) Informaes Gerais

    Adeso dos municpios: pg. 91Agente Operador - CAIXA: pg. 72Apoio financeiro aos estados: pg. 152Competncia do Distrito Federal: pg. 72Competncia dos estados: pg. 71Competncia dos municpios: pg. 71Competncias e responsabilidades dos estados, DF e municpios: pg. 66Concesso: pg. 150Conselho Gestor: pg. 65Conselho Gestor Interministerial do PBF: pg. 60Controle Social: pg. 81Criao do PBF: pg. 57Finalidade: pg. 64Gesto de Benefcios: pg. 133Gesto descentralizada: pg. 60Gesto PBF/MDS: pg. 64Habilitao ao PBF: pg. 148Ingresso das famlias no PBF: pg. 74Insero financeira e incluso bancria: pg. 78Prestao de contas: pg. 69Programas Remanescentes: pg. 65Reviso cadastral: pg. 162Seleo de famlias: pg. 150Transferncia de recursos aos estados: pg. 106

    b) Benefcios

    Administrao de benefcios do PBF: pg. 117Administrao de benefcios/ incidentes: pg. 127Bloqueio de benefcios: pg. 120Cancelamento de benefcios: pg. 122Desbloqueio de benefcios: pg. 125Gesto de Benefcios: pg. 73Gesto de benefcios/programas remanescentes: pg. 131Pagamento de benefcios: pg. 76Reincluso de benefcios: pg. 126Reverso de suspenso de benefcios: pg. 125Suspenso de benefcios: pg. 122Tipos de benefcios: pg. 57

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    c) Condicionalidades

    Acompanhamento das condicionalidades: pg. 81Conceito: pg. 80Cumprimento das condicionalidades: pg. 59Gesto das condicionalidades: pg. 181

    d) Fiscalizao

    Agente pblico: pg. 62Ampla defesa: pg. 84Apurao agente pblico: pg. 84Apurao beneficirio: pg. 83Cobrana dos crditos da Unio: pg. 63Deciso/ julgamento: pg. 84Denncias: pg. 83Devoluo voluntria: pg. 84Infraes/ agente pblico: pg. 62Infraes/ beneficirio: pg. 63Multa: pg. 62Notificao: pg. 84Processo administrativo: pg. 84Recurso/ agente pblico: pg. 85Recurso/ beneficirio: pg. 84Ressarcimento/ beneficirio: pg. 63Valor apurado: pg. 63

    e) Formulrios

    Designao do Gestor Municipal: pg. 92, 99Formalizao da Instncia de Controle Social: pg. 92, 101Termo de Adeso do Municpio ao PBF e ao Cadastro nico: pg. 92, 94Termo de adeso dos estados: pg. 106