caderno bairros - 04/05/2011 - jornal semanrio

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Caderno Bairros - Jornal Semanário - Edição nº 2717 - 04/05/2011 - Bento Gonçalves

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  • Quarta-feira, 4 de maio de 2011

    pginas 4 e 5

    A VOZ DOS BAIRROS

    Rachas na Rua Isidoro Cavedon, no bairro Ouro Verde

    Bairros

    Por trs das gradesMoradores de diversos bairros da cidade esto com medo. Uma onda de assaltos e furtos vem ocorrendo frequentemente, trazendo preocupao aos habitantes da terra da uva e vinho

    pgina 3

    SocialProjeto transforma a vida de moradores do Fenavinho

    pgina 3

    FOTOS BETTINA SCHNKE

    FlamengoA memria do clube do bairro So Roque

    pgina 7

    ARQUIVO

    TradioA histria da benzedeira do Licorsul

    pgina 6

  • Editorial

    2 Quarta-feira, 4 de maio de 2011 Bairros

    Autoestima infantilARTIGO

    Edio: Bettina Schnke bairros@jornalsemanario.com.brColaborao: Noemir LeitoReviso: Juliana Gelattireporter6@jornalsemanario.com.brDiamagramao: Maiara Alvarezdiamagrador@jornalsemanario.com.brProjeto Grfico: Maiara Alvarez

    Caderno

    Este caderno faz parte da edio 2717, de quarta-feira, 4 de maio de 2011, do Jornal Semanrio

    BairrosDireo: Henrique Alfredo Caprarajornal.semanario@italnet.com.brSEDEWolsir A. Antonini, 451Bairro Fenavinho Bento Gonalves, RSFone: 54 3455-4500

    Segura no . regular. No um dos lugares mais seguros do estado, mas tambm no est entre os pioresJos Czar Bielak, 46 anosVila Nova

    Enquete: Voc considera Bento Gonalves uma cidade segura?

    Eu considero uma cidade segura. Tem bandidos sim, mas voc consegue caminhar noite tranquilamente Mrcio Balestrini, 38 anosCidade Alta

    No . Pelo menos isso que mostra nos jornais e na televiso: assaltos e roubos todos os dias Teresinha Causa, 49 anosSo Francisco

    FOTOS BETTINA SCHNKE

    Autoestima um sentimento que permite criana dar importncia e va-lor a ela prpria. Os pais desempenham um papel fundamental na construo desse sentimento nos seus filhos. Todo este processo inicia na infncia. Por isso importante ensinar criana que ela tem a capacidade de realizar suas atividades muito bem e que em outros momentos poder ter dificuldades, mas sempre se espera que faa o melhor que puder. Tambm cabe aos pais permitir que tenham a livre expresso dos seus sentimentos, mesmos quando forem negativos, com a devida orientao e respeito do seu espao e limites.

    Durante os primeiros meses e durante a infncia, necessrio opor-tunizar aes que tornem a criana mais confiante em suas atividades, para que consigam assumir desafios, e que desenvolvam a segurana para acreditar na sua prpria capacidade, sabendo aceitar as frustraes das expectativas que porventura no se realizaram.

    fundamental que pais ou respon-sveis preservem algum tempo do seu dia para se dedicarem criana, sem se preocuparem com os afazeres, a fim de fortalecer os vnculos afetivos com ela desde bem cedo. nesta interao afetiva que construmos sentimentos positivos ou negativos e sua autoima-gem.

    Toda criana precisa de cuidados dirios, com as expresses que proferi-

    Foi-se o tempo em que cidades menores ou do interior eram consideradas mais seguras que as grandes metrpoles. Nos dias atuais, a criminalidade est presente nas grandes e pequenas cidades do pas.

    Segundo dados estatsticos, a cada 24 horas 2,6 assaltos ou furtos ocorrem nas ruas de Bento Gonalves. Se formos nos referenciar pelo nmero de habitantes, que j passa dos 100 mil, relativamente um nmero muito baixo, comparado a outras cidades com menos moradores e um ndice maior de criminalidade.

    Mas a sensao de insegurana e de medo, que toma conta de estabelecimentos comerciais e residncias espalhadas pelos mais de 40 bairros da cidade, visvel. Moradores e comerciantes esto se trancando, literalmente. No h grade, alarme ou cachorro que transmita a sensao de segurana, e caminhar pelas ruas tranquilamente j no mais possvel.

    A segurana pblica uma das garantias fundamentais e est includa na Constituio Brasileira. uma atividade pertinente aos rgos pblicos com o propsito de proteger os cidados e controlar as manifestaes de criminalidade e da violncia.

    Os bento-gonalvenses precisam se sentir seguros para transmitir segurana aos nossos visitantes. No s em pocas de grandes feiras que os brigadianos devem circulam pelos bairros, como acontece no bairro Fenavinho. Isso deve ocorrer sempre. Segurana nunca demais.

    mos a ela. Os elogios sem exageros, dedicao e ateno so fatores de mo-tivao para continuar superando seus limites e construir sua autoestima. Por isso essas aes devem ter fundamento, ser sinceras e especiais. O elogio deve partir do corao para motivar a criana que est recebendo. Devemos entender que palavras de carinho e amor so construtivas, motivadoras e podem at mudar a vida das pessoas.

    Cabe aos pais procurar entender as necessidades e possibilidades da criana como sendo a melhor forma para terem uma vida saudvel. Portando devem estabelecer metas de acordo com a realidade e sua faixa etria, ofe-recendo oportunidades de desenvolvi-mento sem superproteger, ridicularizar, pressionar ou compar-la. Assim ela formar um conceito positivo de si mesma. Os limites so necessrios e de-terminantes para um crescimento sadio. Educar para a autoestima saber que limites so vitais para um crescimento harmonioso e saudvel, tornando--se parte integrante no processo do crescimento humano. Todas as aes realizadas pela criana necessitam de dilogo, reflexo e muito amor.

    Daiane Ieda Nunes Supervisora escolar

    E.E.E.F. General Amaro Bittencourt

  • 3Quarta-feira, 4 de maio de 2011Bairros

    A VOZ DOS BAIRROSNoemir Leitonarleitao@gmail.com

    bairros@jornalsemanario.com.br

    SolidariedadeOs retalhos que viram esperana e rendaProjeto resgata a dignidade de moradores com a confeco de panos de limpeza

    Um projeto no bairro Fe-navinho tem trazido es-perana e motivao para os moradores da regio. H 15 anos o Projeto Esperana en-sina a homens e mulheres uma profisso.

    Fundado por Orandina Amianti, 69 anos, a propos-ta trabalha na recuperao de famlias carentes atravs do trabalho. Proporcionamos s famlias de baixa renda a opor-tunidade de aprender uma ati-vidade, com o intuito de desen-volver o amor pelo trabalho, e beneficiando financeiramente. Ao mesmo tempo, queremos proporcionar a valorizao hu-mana dessas pessoas perante a sociedade, explica Dina, como gosta de ser chamada.

    Dina conta que ensina os in-teressados a fazer reformas de roupas, confeco de panos de limpeza e tambm a reali-zar trabalhos com estofaria. Quando as pessoas nos pro-curam pedindo ajuda, ns rea-lizamos uma visita social para ver as condies em que a fa-mlia se encontra e ajudamos como podemos. Nosso foco hoje ensinar a costurar pani-nhos de limpeza, disse.

    Com o lema Somos anjos de uma asa s e para podermos voar temos que nos abraar uns aos outros, a entidade foi cria-da com o objetivo de mudar a vida dos moradores do bairro e arredores. Eu trabalhava na secretaria de ao social e eu

    Bettina Schnke

    Orandina Amianti ensina uma profisso a homens e mulheres

    Lurdes Borges recebe o auxlio da ONG para costurar e vender panos

    via muitas famlias irem pedir ajuda. Achei isso muito triste e resolvi fazer alguma coisa para mudar a vida deles e mostrar que eles tm condies de fa-zer alguma coisa por eles mes-mos, relata dona Dina.

    Atualmente, cerca de 20 fa-mlias contam com o apoio de Dina e suas cinco voluntrias. Alm de ensinar, o projeto empresta mquinas de costura para as famlias e oferece todos os recursos para a confeco dos panos, como retalhos e li-nhas. No temos verbas. Con-tamos, exclusivamente, com a ajuda e colaborao de empre-sas parceiras e da comunidade, que doam os materiais e tam-bm roupas e alimentos, que entregamos para as famlias, completa Dina.

    Sustento

    A famlia de dona Lurdes Borges, 63 anos, uma das que recebem o auxilio e o apoio do

    projeto Esperana. Moradora da Vila dos Eucaliptos, Lurdes procurou a ajuda da entidade quando ela surgiu, em 1995. Elas me ensinaram a costurar e me emprestaram uma mqui-na. Hoje ainda fao os paninhos de limpeza, que vendo para firmas e oficinas mecnicas, disse Lurdes. Com a venda dos panos, a dona de casa consegue pagar a Previdncia Social, para garantir a aposentadoria, a luz e ajuda com outras despesas da casa. Esse trabalho nos ajuda bastante. No d para parar de fazer, finaliza.

    Reconhecimento

    No ms de abril, Orandina Amianti foi homenageada pelo Lions Clube Bento Gonalves Fmina Integrao pela atua-o comunitria e pela contri-buio ao desenvolvimento do municpio. muito gratifican-te receber um prmio como esse. Fico muito feliz de ter o projeto reconhecido pelas en-tidades da cidade, orgulha-se Dina. O prmio uma forma de reconhecimento da entidade para homenagear os cidados do municpio que praticam o dom de servir para ajudar aos necessitados. Este o quarto prmio que dona Dina recebe em reconhecimento ao tra-balho do projeto Esperana. A entidade aceita a doao de retalhos de malhas e tambm fraldas. Informaes pelo tele-fone 3454.2418.

    MUNICIPAL

    Certificados so entregues s alunas

    No dia 20 de abril, aconteceu o encerramento das oficinas de Incluso Produtiva, realiza-das pela Secretaria Municipal de Habitao e Assistncia So-cial, no bairro Municipal.

    Cerca de 20 alunas receberam os certificados das oficinas de artesanato, pintura em tecido e pintura em tela realizadas de novembro de 2010 a abril deste ano. As oficinas foram direcio-nadas para as famlias benefi-cirias do Programa Bolsa Fa-mlia e referenciadas no Centro de Referncia da Assistncia Social (CRAS), localizado no bairro Cidade Alta.

    O objetivo do projeto oportunizar alternativas para a gerao de renda para as famlias, na busca pela auto-nomia e superao da vulne-rabilidade social. Este projeto tambm faz parte das aes intersetoriais do Programa de Preveno Violncia (PPV) que, desde