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  • CONCURSO PBLICO

    C A D E R N O D E P R O V A S

    CADERNO

    18CARGO: Tc. Judicirio / Assist. Social

    PROVAS: Lngua Portuguesa Noes de Informtica Noes de Direito Conhecimentos Especficos Redao

    LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUES ABAIXO:1 - Este caderno de provas contm um total de 60 (Sessenta) questes objetivas, sendo 15 de

    Lngua Portuguesa, 5 de Noes de Informtica, 20 de Direito, 20 de Conhecimentos Especficos e Redao. Confira-o.

    2 - Confira se este caderno corresponde ao cargo para o qual voc est concorrendo.

    3 - Esta prova ter, no mximo, 5h (Cinco horas) de durao, includo o tempo destinado transcrio de suas respostas no gabarito oficial.

    4 - No perca tempo em questes, cujas respostas lhe paream difceis, volte a elas se lhe sobrar tempo.

    5 - Respondidas as questes, voc dever passar o gabarito para a sua folha de respostas, usando caneta esferogrfica azul ou preta.

    6 - Em nenhuma hiptese haver substituio da Folha de Respostas por erro do candidato.

    7 - Este caderno dever ser devolvido ao fiscal, juntamente, com sua folha de respostas, devidamente preenchidos e assinados.

    8 - O candidato s poder se ausentar do recinto das provas aps 1 (uma) hora contada a partir do efetivo incio das mesmas.

    9 - Voc pode transcrever suas respostas na ltima folha deste caderno e a mesma poder ser destacada.

    10 - O gabarito oficial da prova objetiva ser publicado no Dirio do Judicirio e nos endereos www.ejef.tjmg.jus.br e www.fumarc.org.br, dois dias depois da realizao da prova.

    11 - A comisso organizadora da FUMARC Concursos lhe deseja uma boa prova!

    15 / ABRIL / 2012

    TJMG/MG

    TARDE

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    [ Caderno 18 ]

    Prezado (a) candidato (a)Coloque seu nmero de inscrio e nome no quadro abaixo:

    N de Inscrio Nome

    LNGUA PORTUGUESA

    Leia, atentamente, os textos I e II para responder s questes de 01 a 08.

    TEXTO I

    Cidadezinha qualquer

    Casas entre bananeiras Mulheres entre laranjeiras Pomar amor cantar.

    Um homem vai devagar. Um cachorro vai devagar. Um burro vai devagar.

    Devagar... as janelas olham.

    Eta vida besta, meu Deus.(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia potica. 2. ed. So Paulo: Abril, 1982, p. 37.)

    TEXTO II

    Cidadezinha Qualquer versus Nadpolis

    1. Cidadezinha Qualquer, os leitores fiquem sabendo logo, uma cidade comum localizada em uma regio distante de um longnquo pas. O que os leitores no sabiam ainda, pois eu ainda no lhes contei, e agora conto, que existe uma cidade chamada Nadpolis, sede de um municpio fronteirio com Cidadezinha Qualquer. (...) Nadpolis era uma cidade meio antiptica mesmo. No, no era birra dos cidados cidadequalquerianos: Nadpolis tinha um ar arrogante e antiptico! A comear pelo nome pomposo. Esse polis grego e sofisticado no final do nome, essa pose forada que destoa do ambiente natural da regio, renega a histria... Isso para no falar da mania que tinham os nadopolenses de apregoar as vantagens de viver em um municpio como o seu. Era comum ouvi-los dizer:

    2. - Nadpolis a cidade mais porreta da regio; l todo mundo veve bem e nis no tem os pobrema qui as outra cidade de perto tudo tem...

    3. Para que os leitores no julguem o autor muito parcial bom que se diga: realmente Nadpolis era mais prspera do que Cidadezinha Qualquer. Graas ao incremento de sua agricultura e grande soma de recursos e trabalho que isto envolve, Nadpolis, quela poca, vivia o seu perodo de esplendor. Grandes e suntuosas construes erguiam-se por toda parte, o comrcio local atraa compradores de toda a proximidade, a vida noturna era agitadssima. Grupos de visitantes eram levados para pontos estratgicos para serem orientados por um agente turstico sobre as maravilhas da cidade. Como no podia deixar de ser, a arrecadao da Prefeitura local tambm era das melhores. (COTRIM, Fabiano. http://www.faroldacidade.com.br. Postado em 01/04/2008. Texto adaptado)

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    [ Caderno 18 ]

    QUESTO 01

    Compare o Texto I com o Texto II e avalie as afirmativas.

    I. No Texto I, o ltimo verso funciona como elemento surpresa, pois introduz um comentrio que muda totalmente a pro-posta do poema.

    II. No Texto II, o narrador confere um tom irnico e bem-humorado narrativa e faz uso da gria para caracterizar a fala dos habitantes do lugar.

    III. Nos dois textos, as cidades s quais os autores se referem so reais, embora apresentem tambm caractersticas fantasmagricas.

    IV. No Texto II, em alguns momentos, o narrador dialoga com o leitor, na tentativa de torn-lo cmplice do que pretende relatar.

    Est de acordo com os textos o que se afirma SOMENTE em

    a) I.b) II e III.c) I e IV.d) I, II e IV.

    QUESTO 02

    Considere as afirmaes seguintes e assinale a CORRETA.

    a) Os termos cidadequalquerianos e nadopolenses (Texto II) constituem neologismos, entendendo-os como aquelas unidade lexicais que so sentidas como novas na comunidade lingustica.

    b) O ttulo do Texto II tem uma conotao negativa expressa pela noo de insuficincia contida na palavra versusc) Uma das diferenas entre os textos I e II que o Texto II apresenta uma redao que no exige tanta inferncia e no

    carrega tanto contedo pressuposto no Texto I.d) No Texto II h alternncia de traos narrativos e dissertativos ao longo dos pargrafos, com ausncia de traos descri-

    tivos mesclados a comentrios interpretativos.

    QUESTO 03

    Transpondo corretamente para a voz ativa a orao para serem orientados por um agente turstico (Texto II, 3), obtm-se:

    a) para que fossem orientados por um agente turstico.b) para um agente turstico os orientarem.c) para que um agente turstico lhes orientassem.d) para um agente turstico instru-los.

    QUESTO 04

    Sobre o Texto I, possvel afirmar que o poema

    a) mostra, com sentimento piedoso e comiserao, o desajuste existencial do homem diante da vida.b) aborda, com uma linguagem sinttica, a monotonia e o tdio que predominam em pequenas cidades do interior.c) enfoca uma preocupao de ordem poltica e social que sintetiza o sentimento do mundo do sujeito lrico.d) enfatiza uma viso nostlgica do passado, por meio de uma linguagem simples e pouco elaborada.

    QUESTO 05

    No texto I, constitui um ingrediente discursivo utilizado pelo poeta

    a) o uso tambm da linguagem coloquial, que se desvia do padro culto da lngua.b) a exposio argumentativa de ideias, que se efetiva pela ausncia de linguagem figurada.c) a linguagem verbal articulada com situaes imagticas, para dar mais veracidade aos fatos.d) os recursos de natureza narrativa que visam a estabelecer um constante dilogo com o leitor.

  • 5

    [ Caderno 18 ]

    QUESTO 06

    Observe o trecho a seguir, transcrito do Texto II.

    Nadpolis era uma cidade meio antiptica mesmo. No, no era birra dos cidados cidadequalquerianos. Nadpolis tinha um ar arrogante e antiptico! A comear pelo nome pomposo. (...)

    Considere as seguintes afirmaes:

    I. Ocorre nesse fragmento uma personificao da cidade de Nadpolis.II. O adjetivo pomposo aufere Nadpolis uma expresso de nobreza.III. O advrbio negativo vem trazer a recusa da pompa destinada a Nadpolis.IV. A expresso mesmo assume funo adverbial de intensidade em relao ao adjetivo antiptica.

    Est correto APENAS o que se afirma em:

    a) I e II.b) II,III e IV.c) I,II e IV.d) I,II,IV.

    QUESTO 07

    Leia com ateno os dois textos a seguir:

    TEXTO I

    DOMINGO, 26 DE AbRIL DE 2009

    Um Puxo de Orelha

    Duas cidades do interior paulista adotaram uma espcie de toque de recolher para crianas e adolescentes sob a justificativa de tentar reduzir a criminalidade. Em Ilha Solteira e Itapura, no noroeste do Estado, menores de 13 anos podem ficar na rua at as 20h30. Adolescentes de 13 e 14 anos, at as 22h. Para quem tem 16 e 17 anos, o limite 23h. Menores de 15 anos esto proibidos de frequentar lan houses. (...) A medida foi baseada em atitude parecida determinada por um juiz de Fernandpolis (553 km de SP).FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u554311.shtml

  • 6

    [ Caderno 18 ]

    Nesta semana veio mdia uma polmica envolvendo o tal toque de recolher imposto pelas prefeituras de Fernandpolis e Ilha Solteira. O que era de se esperar, muitos adolescentes abominaram a deciso do juiz, enquanto seus pais adoraram a ideia. - Ah, mas a minha filha no me escuta, cabea dura! - Tem que fazer isso mesmo. Essa molecada no tem juzo! Do outro lado, uma adolescente questiona, conforme mostrado no Fantstico: - Se pra reduzir a criminalidade, e os jovens que no esto fazendo nada de errado, tem que pagar pelos outros? Ricardo Cabezon, presidente da comisso de direitos da criana e do adolescente da OAb de So Paulo, diz, no mesmo programa: - Isso fere a constituio. (...) Liberdade de ir e vir, liberdade de educar, liberdade de poder escolher entre o que certo e o que errado. (...) Viver na democracia tambm oferecer s pessoas a oportunidade de elas entenderem o peso dos seus atos. Se o jovem quis ficar acordado noite e ele passar o outro dia com sono, ele tem que entender que isso no bom para ele. Opinies contra ou a favor fazem parte de medidas polmicas da justia, como essa. A questo , chegamos a um ponto em que a justia precisa determinar as horas que os adolescentes voltam para casa, tarefa que normalmente caberia aos pais. Antigamente, mesmo um garoto de 17 anos tremia todo s de perceber que seu pai o olhava com um ar mais severo. Hoje, vemos casos cada vez mais grotescos de filhos que at matam seus pais por motivos banais. (Danilo Moreira)FOTO: http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2009/04/278_1135-charge11042009.jpg

    TEXTO II

    Cidadezinha qualquer

    Casas entre bananeiras Mulheres entre laranjeiras Pomar amor cantar.

    Um homem vai devagar. Um cachorro vai devagar. Um burro vai devagar