caderno 02 - assist tec sistemas - cloud object storage ...· pelas palavras inglesas “shampoo”

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CONCURSO PBLICO

C A D E R N O D E P R O V A S

CADERNO

02CARGO: Oficial Judicirio / Assist. Tc. Sistemas

PROVAS: Lngua Portuguesa (N. Mdio) Noes de Informtica Noes de Direito Conhecimentos Especficos

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUES ABAIXO:1 - Este caderno de provas contm um total de 60 (Sessenta) questes objetivas, sendo 15 de Lngua

Portuguesa, 5 de Noes de Informtica, 20 de Direito e 20 de Conhecimentos Especficos. Confira-o.

2 - Confira se este caderno corresponde ao cargo para o qual voc est concorrendo.

3 - Esta prova ter, no mximo, 4h (Quatro horas) de durao, includo o tempo destinado transcrio de suas respostas no gabarito oficial.

4 - No perca tempo em questes, cujas respostas lhe paream difceis, volte a elas se lhe sobrar tempo.

5 - Respondidas as questes, voc dever passar o gabarito para a sua folha de respostas, usando caneta esferogrfica azul ou preta.

6 - Em nenhuma hiptese haver substituio da Folha de Respostas por erro do candidato.

7 - Este caderno dever ser devolvido ao fiscal, juntamente, com sua folha de respostas, devidamente preenchidos e assinados.

8 - O candidato s poder se ausentar do recinto das provas aps 1 (uma) hora contada a partir do efetivo incio das mesmas.

9 - Voc pode transcrever suas respostas na ltima folha deste caderno e a mesma poder ser destacada.

10 - O gabarito oficial da prova objetiva ser publicado no Dirio do Judicirio e nos endereos www.ejef.tjmg.jus.br e www.fumarc.org.br, dois dias depois da realizao da prova.

11 - A comisso organizadora da FUMARC Concursos lhe deseja uma boa prova!

15 / ABRIL / 2012

TJMG/MG

MANH

3

[ Caderno 02 ]

Prezado (a) candidato (a)Coloque seu nmero de inscrio e nome no quadro abaixo:

N de Inscrio Nome

LNGUA PORTUGUESA

LEITURA E APRENDIZADO.

*Nilce Rezende Fernandes

1 Um expressivo nmero de adolescentes, incluindo os alunos de tradicionais colgios da rede particular, apresenta dificuldade de compreenso de texto, o que detectado pelas respostas vagas, inconsistentes, sem coerncia, coeso e com graves erros de ortografia. Esses fatos se devem, na maioria das vezes, falta de hbito aliado ao prazer da leitura.

2 H algumas dcadas, a maioria dos jovens na faixa dos 14 aos 17 anos, devorava os clssicos da literatura brasileira e at estrangeira, mesmo antes da to propagada globalizao. Havia uma intimidade entre leitores e autores como Machado de Assis, Raquel de Queiroz, rico Verssimo, Rubem Braga, Carlos Drumonnd de Andrade, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino, Clarice Lispector e Guimares Rosa, entre tantos outros. As obras eram motivo de discusso entre os amigos, que at simulavam um julgamento para condenar ou inocentar Capitu, personagem da obra-prima Dom Casmurro, de Machado de Assis.

3 Dostoivski, George Orwell, Hemingway, Tolstoi, Proust, Gabriel Garcia Mrquez, entre vrios tambm faziam parte das leituras juvenis. Ler bastante era considerado to natural quanto dominar a tecnologia nos dias atuais. Foi dessa forma que os adolescentes aprenderam a interpretar textos, argumentar, expressando-se com clareza e no portugus padro exigido. O antigo Colgio Estadual Central, famoso pelo corpo docente, era o mais disputado para essa turma amante dos livros, que aps o ensino mdio, ingressava na UFMG com sucesso.

4 lamentvel que atualmente alunos do curso mdio e superior escrevendo xampu com sh e quis com z, influenciados pelas palavras inglesas shampoo quiz, mesmo sendo o significado da segunda completamente diferente. O x d lugar ao ch em xcara, mexer e vexame; o inverso ocorre em chuchu, enchimento e pichao. Devido semelhana do som, o j de gorjeta trocado pelo g, assim como o s por z em paralisar, alisar e puser.

5 A lngua portuguesa complexa e as regras com uma srie de excees no contemplam cada termo, por isso a leitura uma importante ferramenta de aprendizagem. Seria injusto jogar a culpa no novo acordo ortogrfico, uma vez que as palavras citadas no sofreram nenhuma alterao em funo dele.

6 O Estado de Minas publicou (Opinio, 23/02/2012) o artigo Quando a tecnologia provoca involuo, assinado por Carlos Eduardo Guilherme, afirmando que tamanhos avanos tecnolgicos provocam o distanciamento dos jovens em vez de aproxim-los e proporcionam dificuldades de se relacionar em grupo. Fala que o consumismo excessivo, o uso exagerado do computador, dos jogos eletrnicos, da TV e a superproteo dos pais tm criado situaes de isolamento. Em outro trecho diz que nos colgios e clubes, mesmo aps meses de convvio, eles tm dificuldade de se aproximar dos colegas. So, na grande maioria, garotos individualistas e egocntricos, vivem em mundos separados da realidade.

7 Infelizmente, a tecnologia e tudo mais apontado pelo professor podem tambm ser responsveis pelos resultados caticos na lngua portuguesa por um grande nmero de alunos. Passando horas diante de uma tela nas redes sociais, cultivando amizades virtuais ou com jogos interminveis, so incapazes de descobrir a viagem mgica no mergulho da boa leitura, assim como da convivncia saudvel pela prtica de esporte.

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[ Caderno 02 ]

8 Como formar cidados crticos, que cumpram seus deveres e lutem por seus direitos se o primeiro passo a ser dado para isso compreender um texto? Somente h a possibilidade de tomar uma atitude contra ou a favor de determinado tema em pauta tendo acesso a informaes precisas. A tecnologia deveria ser uma parceira em vez de contribuir para a alienao dos jovens. Como ensinar redao a estudantes sem argumentos para defender seu ponto de vista? imprescindvel enfatizar a necessidade da leitura para redigir com clareza, no portugus padro, usando um vocabulrio rico e adequado, de forma coerente, concisa e sem repetio de ideias.

9 O contato dos bebs com os livros emborrachados durante o banho, evoluindo para os contos de fadas contados pelos pais antes de os filhotes pegarem no sono e depois os propcios a cada faixa etria, contribui para que na adolescncia j se tenha solidificado amor e intimidade com o romance, conto, crnica ou poema. A, certamente, haver prazer de ler Machado de Assis, Igncio de Loyola Brando, Marina Colasanti, Adlia Prado, Nlida Pion e muitos outros. Sem restrio alguma da substituio do livro impresso pela leitura digital. Afinal, por mais que os contumazes leitores valorizem o papel, na era da tecnologia fundamental uma flexibilizao para incentivar o ato de ler da garotada. Se, pelo contrrio, optar-se por uma imposio, provavelmente, o tiro sair pela culatra, e assim muitos jovens vo preferir ignorar a leitura.

(Jornal Estado de Minas, 13 de Maro de 2012. Caderno Opinio. * Professora e escritora).

Instrues:

As questes 1 e 2 referem-se compreenso de leitura dos fragmentos retirados do texto. Leia cada um deles. Para respond-las, baseie-se exclusivamente nas informaes neles contidas.

Fragmento I

Um expressivo nmero de adolescentes, incluindo os alunos de tradicionais colgios da rede particular, apresenta dificuldade de compreenso de texto, o que detectado pelas respostas vagas, inconsistentes, sem coerncia, coeso e com graves erros de ortografia. Esses fatos se devem, na maioria das vezes, falta de hbito aliado ao prazer da leitura.

QUESTO 01

De acordo com o fragmento I:

a) A leitura um fator tambm responsvel pelo resultado de uma boa produo textual.b) A m compreenso de um texto se resulta pela falta de releitura.c) Um texto se torna incoerente pelos resultados de postura inadequada frente ao mesmo.d) O prazer do texto se deve relevncia do tema a ele atribudo.

Fragmento II

H algumas dcadas, a maioria dos jovens na faixa dos 14 aos 17 anos, devorava os clssicos da literatura brasileira e at estrangeira, mesmo antes da to propagada globalizao. Havia uma intimidade entre leitores e autores como Machado de Assis, Raquel de Queiroz, rico Verssimo, Rubem Braga, Carlos Drumonnd de Andrade, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino, Clarice Lispector e Guimares Rosa, entre tantos outros. As obras eram motivo de discusso entre os amigos, que at simulavam um julgamento para condenar ou inocentar Capitu, personagem da obra-prima Dom Casmurro, de Machado de Assis.

QUESTO 02

Conclui-se do fragmento II que

a) os jovens se adaptam aos novos tempos e se tornam leitores assduos de literaturas diversas.b) a leitura literria deixou de ser uma atividade de referncia e de prazer na formao dos jovens. c) os jovens no se adaptam s leituras literrias, porque elas so rebuscadas e de difcil acesso.d) autores como Machado de Assis e Clarice Lispector no esto acessveis ao mundo dos jovens brasileiros.

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[ Caderno 02 ]

Instrues para questes de n 03 a 06. Essas questes referem-se compreenso de leitura. Leia atentamente cada uma delas e assinale a alternativa que seja de acordo com o fragmento do texto. Baseie-se exclusivamente nas informaes nele contidas.

Dostoivski, George Orwell, Hemingway, Tolstoi, Proust, Gabriel Garcia Mrquez, entre vrios tambm faziam parte das leituras juvenis. Ler bastante era considerado to natural quanto dominar a tecnologia nos dias atuais. Foi dessa forma que os adolescentes aprenderam a interpretar textos, argumentar, expressando-se com clareza e no portugus padro exigido.

QUESTO 03

Infere-se do fragmento do texto que

a) somente autores consagrados devem estar na lista dos jovens.b) a formao do hbito de leitura deve estar atrelada aos clssicos.c) a leitura se tornava referncia para o bom desempenho da lngua portuguesa.d) a lngua padro somente aprendida com rigor, por meio das leituras literrias.

QUESTO