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  • A CABANAGEMLys, Danielli, Joo Paulo, Igor CruzJos Ricardo, Diego.

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    Professora: Juliana

  • INTRODUOA Cabanagem foi um revolta popular ocorrida durante o Perodo Regencial entre os anos de 1835 e 1840, na provncia de Gro-Par.

    Seu nome derivou-se de cabano, palavra usada para denominar os pobres da regio, que viviam em cabanas s margens dos rios.

  • CONTEXTO HISTRICOO Perodo Regencial foi marcado por vrios conflitos entre a prpria elite conservadores e liberais e da classe baixa contra aquela.

    O Estado, mesmo aps a independncia, cultivava os princpios coloniais, como o plantation.

  • CONTEXTO HISTRICOTal fato agravou ainda mais a situao de misria passada por vrios habitantes, o que levou ao surgimento de vrias revoltas.

    Estas questionavam a estrutura poltica vigente e propunham um novo modelo, o que trouxe propostas separatistas e republicanas.

  • CONTEXTO HISTRICODentre as revoltas regenciais, destaca-se a Cabanagem, j que foi a nica em que o povo conseguiu subir ao poder, pelo menos por um curto perodo.

  • CAUSASAs causas da Cabanagem se diferenciaram para cada classe social revoltante.

    A camada pobre, composta por ndios e mestios, estava indignada com a situao miservel em que vivia. Com isso, sentiu um sentimento de abandono em relao ao governo central e muita revolta. Alm disso, estava insatisfeita com os privilgios das oligarquias locais.

  • CAUSASJ a elite, composta pela classe mdia e por grandes fazendeiros e comerciantes da regio, estava descontente com a situao poltica local, visto que o presidente da provncia, nomeado pelo governo regencial, no lhe agradava.

  • OBJETIVOSO objetivo principal da Cabanagem foi a independncia da provncia de Gro-Par, onde seria instalado um governo republicano.

    Porm, cada grupo tinha seus interesses principais.

  • OBJETIVOSO povo buscava melhorar suas condies de vida, como moradia, trabalho e alimentao.

    J a elite, focava-se no mbito poltico. Queria maior participao nas decises administrativas e polticas da provncia.

  • A REVOLTAEm 1835, um movimento organizado pelo fazendeiro Flix Clemente Malcher e Francisco Vinagre tomou a capital da provncia, Belm, e prendeu e executou o presidente, Bernardo Lobo de Sousa. Ento, os cabanos instalaram um novo governo chefiado por Malcher.

    Desacordos entre Francisco Vinagre, lder das tropas do novo governo, e o novo presidente eram comuns, j que este era mais identificado com os interesses do grupo dominante derrotado.

  • A REVOLTALogo, aproveitando-se de seu poder militar, Vinagre tentou tomar o governo, mas foi preso.

    Em resposta, Antnio Vinagre, irmo de Francisco, assassinou Flix Malcher e colocou Francisco Vinagre na liderana do novo governo.

    Nessa novo perodo, o lder popular Eduardo Angelim ficava famoso entre os revoltosos.

  • A REVOLTAParalelamente, houve o enfraquecimento da revolta, visto que grande parte da elite deixara a causa.

    Percebendo tal fraqueza, o governo regencial, juntamente com mercenrios estrangeiros contratados, retomou o poder.

    No entanto, a ampla adeso popular do movimento fez com que outra tomada ocorresse.

  • A REVOLTACom um exrcito de 3 mil homens liderado por Angelim, os cabanos retomaram a capital e proclamaram um governo republicano independente, controlado por aquele.

    Angelim, apesar de ser de classe mdia, favorecia em demasia as camadas populares. Tal atitude causou estranhamento e fez com que outros lderes deixassem o movimento.

  • A REVOLTAPorm, tanto a falta de apoio poltico no interior da provncia quanto de outras provncias, juntamente com a escassez de recursos, prejudicaram a estabilidade da repblica popular.

    Logo, com sucessivas investidas militares imperiais, o movimento cabano foi se enfraquecendo.

    Em 1836, Eduardo Angelim foi capturado pelas autoridades do governo imperial.

  • FIM DA REVOLTAEntre 1836 e 1840, o movimento continuou ativo, por meio de guerrilhas, no interior da Amaznia, porm os conflitos foram controlados.

    Sangrentas batalhas fizeram com que tal revolta ficasse marcada por sua violncia.

    De uma populao de cerca de 100.000 habitantes, aproximadamente 30.000 foram exterminados.

  • FIM DA REVOLTAAlm disso, Belm ficou destruda, com vrios prdios e casas queimados.

    Termina-se, assim, a Cabanagem, a nica revolta regencial onde o povo conseguiu, por um breve perodo tempo, manter um movimento de oposio ao governo.

  • IMAGENSMapa das revoltas regenciais

  • IMAGENSCabanas onde vivia a populao pobre da provncia de Gro-Par

  • IMAGENSVista parcial de Belm, poca do conflito

  • IMAGENSGravura representando a dominao dos cabanos sobrea cidade Belm, capital do Par.

  • IMAGENSEduardo Angelim, um dos lderes da revolta

  • IMAGENSCabanagem, cenas na tela de Benedito Melo

  • CURIOSIDADEEm homenagem revolta cabana, foi erguido, na entrada de Belm, um monumento, projetado por Oscar Niemeyer: o Memorial da Cabanagem.

  • TEXTO COMPLEMENTARA Cabanagem do Par o nico movimento poltico do Brasil em que os pobres tomam o poder, de fato. o nico e isolado episdio de extrema violncia social, quando os oprimidos a ral mais baixa, negros, tapuios, mulatos e cafuzos, alm de brancos rebaixados que parecem no ter direito branquitude, (...) assumem o poder e reinam absolutos, eliminando quase todas as formas de opresso, arrebentando com a hierarquia social, destruindo as foras militares e substituindo-as por algo que faz tremer os poderosos: o povo em armas.

    CHIAVENATO, Jlio Jos.Cabanagem: o povo no poder. So Paulo: Brasiliense, 1984. pp. 12-14.

  • BIBLIOGRAFIADisponvel em: . Acesso em: 19 de agosto de 2015.

    Disponvel em: . Acesso em: 19 de agosto de 2015.

    Disponvel em: . Acesso em: 19 de agosto de 2015.

    Disponvel em: . Acesso em: 19 de agosto de 2015.

    Disponvel em: . Acesso em: 19 de agosto de 2015.

    Disponvel em: . Acesso em: 19 de agosto de 2015.