breves desatinos poéticos - náthalie nunes

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Apenas um punhado de poemas autorais diversos

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  • Nthalie Nunes

    Breves

    Desatinos

    Poticos

  • s

    A brasa que me abraa com fulgor O afago do fogo em que me afogo O belo ser que me preenche com amor A imensido a que me rogo

    O canto a que me acalanto O cu em que me refugio O manto em que me recanto O mel com que me sacio

    O tinto suave com que me embriago O rio a que me lano O cigarro que prazeirosamente trago A paisagem com que me encanto

    A nostalgia que me faz sorrir O destino a que anseio A chuva que me faz florir Meu desatino, meu devaneio

  • Desuda , expoho iha ala atravs destes escassos e itesos versos origiados e eus extreos, e e eu ecessrio regurgitar.

    Apresentao

  • Masoquismo Sentimental

    O pranto que te esconde o riso que te rouba o rubor da face que te lava a alma e te invade que te distrai do que preciso

    Excita-se em meio a dor Esbalda-se no sangue que escorre Dana ao som dos gritos Antropofagia-se para sumir com o vazio

    O vento que te arrefece o mesmo que anuncia a tempestade que est por vir

  • Abecedrio de minhalma

    Argenteio-me por no ser mais ouro Agruras me findam Abruptamente trucido meus sonhos Aniquilo-me ao ensimesmar-se

    Banalizo-me Bucolizo-me Barbarizo-me Benzo-me

    Como um extremo Como os extremos Clidos

    Devaneio-me para me entender Decomponho-me para me juntar Declamo para mais leve ser

  • Involuntria Misantropia

    Desejava chegar perto Mas a misantropia . Ela me impedia Daquilo que eu achava ser o certo

    Desejava chegar ao certo Mas a misantropia Ela me impelia ao vazio deserto

  • Ebriedade

    Bebo algo quente que me envolve me induz, me seduz Transcendo-me atmosfera onde tudo possvel, onde sou outra, sou vrias onde tudo melhor Tudo parece estar no devido lugar, confortvel acalentador vida a um interior morto Teu gosto forte lava minhas angstia leva minhas angstias livra minhas angstias Faz-me rir (com o riso mais sincero) doer (com a dor mais prazerosa) chorar (com a mais angustiante lgrima) Teu amargo me faz doce me faz feridas me faz vida vvida vivida no mundo inconsciente e inexistente em que me encontro.

  • Ode poesia

    Na inrcia tu me surges Em meus extremos tu me nasces Em meio inquietao tu urges Na tua falta tu me trais Na presena tu me traz Na minha ferida tu me ardes (tu me cura)

    Acalanto-me em teu seio maternal Mequetrefo-me em tuas entranhas Acraseio-me em teu corpo e me livro de todo o mal (do meu mal) Padeo-me em tua dor,o pranto apaga as minhas chamas

    Em ti VIVO MORRO RENASO

  • Procurar (haikai)

    procura da vida h procura vvida Um feito perfeito

    Alimento

    O pranto No prato Deglutido Consumado

  • Poticos Parnimos

    Literatura, Lhe ter atura a vida que finda que afunda que exito que existo que calo que clidos que cabo acabo

  • Metese

    Tatea- me com palmos de tgides Atea- me o lume de tua avidez Arremessa-me a glaucos mares e Ultraja-me com tua sordidez

    Invoco-te como uma musa homrica Declamo-te como uma rapsdia Derramo-te num mar de lascividade quimrica Detenho-te aos afagos sob minha custdia

    Una-se a minha aparada aresta e me beije Arrasta-se ao que resta de seus rastros Regufie-se em mim e nunca me deixe Crave-se aqui pois onde me acho