breve história da ciência

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Para a primeira aula de Metodologia de Pesquisa (www.faberludens.com.br), nada melhor do que uma breve histria da cincia (ocidental, desde a Grcia).

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  • 1. Faculdades Internacionais San-Martin Instituto Faber-Ludens de Design de Interao Especializao em Design de Interao Metodologia de Pesquisa em Design Uma Breve Histria da Cincia Gonalo Baptista Ferraz Agosto 2009
  • 2. OBJETIVOS perceber a transitoriedade da cincia refletir sobre a cultura atual identificar abordagens epistemolgicas
  • 3. A Scientia (em latim: sabedoria, conhecimento) a filha revoltada da Filosofia
  • 4. antes da breve histria VAMOS PENSAR UM POUCO...
  • 5. ? Para que serve a cincia? O que a realidade? possvel conhecer a realidade? O que o conhecimento? possvel o conhecimento? Qual o fundamento do conhecimento?
  • 6. estudos sobre o ser ontologia / metafsica do ente em si / do alm da matria estudos sobre o conhecer epistemologia / lgica do conhecimento / da razo
  • 7. O que conhecimento? "Conhecer representar cuidadosamente o que exterior mente" sujeito e objeto so os elementos bsicos do conhecimento ser mesmo?
  • 8. possvel o conhecimento? Ceticismo impossvel conhecer a verdade Dogmatismo possvel conhecer a verdade
  • 9. Ceticismo absoluto o ser no existe - o homem nada pode afirmar pois nada pode conhecer - os conhecimentos provm dos sentidos, mas eles podem nos conduzir ao erro > - as diferentes opinies revelam os limites da inteligncia, a constante superao das teorias cientficas mostram que o conhecimento provisrio.
  • 10. TRATAK
  • 11. Ceticismo relativo o aparente e o provvel Fenomenalismo s podemos conhecer a aparncia dos seres, no a essncia das coisas Probabilismo a certeza no possvel, mas uma verdade provvel, sim
  • 12. Dogmatismo a certeza da verdade Dogmatismo ingnuo percebemos o mundo como ele Dogmatismo crtico decifrar o mundo atravs de um trabalho metdico, racional e cientfico
  • 13. Trabalho metdico, racional e cientfico?! Ah, o tal mtodo cientfico. Vejamos alguns paradigmas (abordagens)
  • 14. Paradigmas em extremos Empirismo a experincia sensorial As ideias so provenientes de nossas percepes sensoriais. Nada vem mente sem passar pelos sentidos Racionalismo tudo a razo Somente a razo humana, trabalhando com princpios lgicos, pode atingir o conhecimento verdadeiro.
  • 15. Noes da lgica tradicional Extenso e Compreenso de um conceito conceito: humano extenso (quantidade) todos os indivduos aos quais se possa aplicar a designao de humano compreenso (qualidade) conjunto de qualidades que um indivduo deve possuir para ser designado como humano qualidades humanas: animal, vertebrado, mamfero, bpede, racional. racional: qualidade que distingue o humano dentre os demais seres vivos. Quanto maior a extenso de um conceito, menor a sua compreenso, e quanto maior a compreenso, menor a extenso do conceito.
  • 16. Paradigmas buscando o meio-termo Realismo crtico Tanto os sentidos como a razo humana tem participao determinante na origem dos nossos conhecimentos Materialismo dialtico da experincia sensvel lgica racional S podemos atingir o conhecimento correto depois de muitas repeties do processo que conduz da matria conscincia e da conscincia matria; da prtica teoria e da teoria prtica
  • 17. ? E VOC? Ceticismo absoluto - sem chance! Ceticismo relativo - possvel! Dogmatismo ingnuo - o que , u! Dogmatismo crtico - o cientista! pela experincia sensorial (Locke) ou pela razo (Descartes)? Realismo crtico - um pouco de cada... Materialismo dialtico - ...e vice-versa!
  • 18. agora, sim! Uma Breve Histria da Cincia please, fasten your seatbelts!
  • 19. Filosofia Clssica busca da essncia do universo atravs da sntese dos conhecimentos racionais do homem
  • 20. Perodo Pr-socrtico da cosmogonia (mtica) cosmologia (racional) busca de uma teoria sobre as caractersticas do universo baseadas em princpios racionais e sistemticos, no mais sobre mitos alegricos
  • 21. Pr-socrticos Tales de Mileto Herclito de feso a gua como princpio primordial (arch) o mundo dinmico, a guerra me de todas as coisas, o fogo (olmpico) Anaximandro de Mileto a essncia est fora do mundo material Parmnides de Elia "o ser , o no-ser no ", a razo deve Anaxmenes de Mileto interpretar o mundo das aparncias o ar o princpio das coisas (anima-atma-pneumo) Empdocles de Agrigento terra, gua, ar e fogo se harmonizam pelo Pitgoras de Samos amor e separam-se pelo dio a essncia das coisas reside nos nmeros (fundou o Museu) Demcrito de Abdera o tomo (o ser), elemento invisvel e indivisvel, e o vcuo (o no-ser)
  • 22. Perodo Clssico e Greco-romano o foco sai da natureza e volta-se Poltica Scrates de Atenas "Conhece-te a ti mesmo e conhecers o universo" A virtude moral para conhecer a verdade Plato (Arstocles) de Atenas Das aparncias ao mundo das ideias perfeitas Mtodo dialtico confronto de tese e anttese para purificar a doxa (fundou a Academia - universidades) Aristteles de Estagira Cria a Lgica e a Taxonomia (hierarquia) Empirismo e raciocnio indutivo (do particular para o geral) (fundou o Liceu - artes e ofcios)
  • 23. Detalhe de Escola de Atenas, de Rafael
  • 24. Perodo Helenstico t tudo dominado interao cultural Alexandre Magno conquista muitos pases do Oriente a vi