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História da Educaçao. desde o princípio até os dias atuais

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  • 1. Breve Histria da Educao no Ocidente Carlos Mota - resumo

2. 1.Estatuto Epistemolgico da Histria da Educao 1.1 Conceito de "Ocidente" 2. Histria da Educao como "Histria Interna" 3. A Educao no Ocidente: Grcia e Roma (Idade Antiga) 3.1 A Grcia 3.2 Roma 4.Educao Europeia na Idade Mdia: importncia do Cristianismo 4.1 A Fundao das Universidades 4.2 A Escolstica 5. Educao na Idade Moderna (introduo) 3. 6. Educao na Idade Moderna 7. Educao na Idade Contempornea 7.1 Modelos "cientficos" de Educao 7.2 A Escola Nova 8. Crticas ao processo educativo (Marxismo, Ivan Illich e a desescolarizao) 9. Outros autores e movimentos pedaggicos do Sculo XX 10. A Infncia atravs da Histria11. Internet (referncias diversas a questes educativas) Bibliografia 4.

  • Sem uma ideia de Histria no possvel compreender o presente e tentar perspectivar futuros. A Histria em geral, pode contribuir para estabelecer ligaes entre Escola e Sociedade.
  • A Histria da Educao, ramo da Histria em sentido lato, deve igualmente contribuir para esta finalidade, indo mais longe no estudo da evoluo da Educao, pois trata-se daquilo que designamos por "Histria Interna". Sendo a Educao um tema que remete para muitos outros, trata-se por isso de algo que deve ser estudado com rigor, evitando facilitismos no tratamento das questes educativas.

ESCOLA SOCIEDADE 5.

  • Muitas pessoas julgam poder falar com certezas sobre os problemas (e as solues das questes educativas). Trata-se de um enorme engano. Engano s possvel porque so poucos os que se dedicam ao estudo da Educao (sob vrias abordagens) no sendo de esquecer a desvalorizao social que tem sofrido a classe docente.
  • muito difcil encontrar um leigo disposto a falar sobre electricidade, construo de pontes ou medicina. fcil encontrar pessoas com "diagnsticos" sobre os problemas que a Educao enfrenta, bem como os "remdios" para esses problemas. E, no entanto, a Educao envolve precisamente o estudo da electricidade, da construo de pontes ou da medicina! Quanto mais estudamos questes educativas mais nos apercebemos de como difcil resolver os problemas educativos, at pelo facto de eles estarem ligados a muitos outros problemas.

6. 1.Estatuto Epistemolgico da Histria da Educao

  • Histria, em linguagem corrente, entendvel como "o passar do tempo", ou at como "conto" em sentido literrio. Uma das grandes dificuldades que as Cincias Humanas (julgamos que se deve dizer "Cincias Sociais e Humanas") tm reside no facto de grande parte do seu discurso ser feito em linguagem comum.A Histria entendida como Cincia um estudo que se pretende rigoroso das Sociedades Humanas .O homem um ser social e a sociedade humana "tem Histria" pois modifica-se com o tempo. Note-se que h espcies que vo dos mamferos aos insectos que tm sociedades. Essas sociedades so repeties de si mesmas, no tm "Histria", no poderiam ser objecto de uma anlise referente a transformaes decorrentes do passar do tempo.

7.

  • comum considerar-se que a Histria como disciplina possvel a partir doaparecimento da escrita . Ser desta forma que abordaremos o seu estudo.
  • "A histria a cincia dares gestae , a tentativa de responder a perguntas sobre aces humanas praticadas no passado. (...) A histria actua atravs da interpretao das provas (...) a histria para o auto-conhecimento humano." [1]
  • No se remetendo exclusivamente escrita, a ela que tradicionalmente a Histria recorre para distinguir grupos humanos que viveram antes do perodo histrico, na chamada Pr-Histria. Fixaremos esta metodologia ainda hoje largamente adoptada.
  • [1] COLLINGWOOD, R., G.,A Ideia de Histria , Editorial Presena, 8 Ed., Lisboa, 1994, p. 21.

8.

  • um dos problemas com que a Histria se debate diz respeito possibilidade de falsificar documentos ou deturpar testemunhos. Mas julgamos que essa situao inerente ao "fazer Histria". "Uma das tarefas mais difceis do historiador reunir os documentos de que pensa ter necessidade."[1]
  • O mesmo faremos quando tratarmos da diviso da Histria em Idades, considerando a existncia da Idade Antiga, Mdia, Moderna e Contempornea. Temos o cuidado de alertar para o facto de no se passar de um dia para o outro como se passa de uma Idade a outra. Alm disso tratamos aqui de Histria no "Ocidente".[1] BLOCH, Marc,Introduo Histria , Publicaes Europa-Amrica, 6 Edio, Lisboa, 1993, p.64.

9. Conceito de "Ocidente"

  • Quando falamos em "Ocidente" no nos referimos a uma localizao geogrfica, mas a uma"Cultura", entendida como forma de sentir, pensar o Mundo e agir nele . "Ocidente" o produto da fuso da Antiguidade Grega e Latina com o Cristianismo. Esta fuso espalhou-se por todo o planeta, levando os seus valores (religiosos, polticos, estticos ou ticos) ao Continente Americano, a grande parte da frica, zonas significativas da sia, Austrlia, e Nova Zelndia. Da imensa Histria Grega consideramos ter nascido a crena na razo humana (no se confrontando com a religiosidade); de Roma herdou o homem ocidental o Direito e a noo de funcionalidade e esprito prtico; do Cristianismo ficou a ideia de Liberdade e Responsabilidade pelos prprios actos, que viria a ser determinante na fora disseminadora da sua cultura.

10. No correcto tentar produzir Histria "imediatamente". O tempo permite ao Historiador obter a chamada "distncia focal", que leva possibilidade de maior rigor. Ao ser autor e actor, a pessoa perde objectividade, pois est envolvida naquilo que descreve. Dessa forma a questo da distncia focal revela-se fundamental na tentativa de obteno de imparcialidade emrelao aos factos. A Histria estuda sociedades, mas apenas sociedades humanas. Recorda J. Amado Mendes John Dewey, para o qual"ser intelectualmente objectivo descontar e eliminar os factores meramente pessoais nas operaes pelas quais se chega a uma concluso." [1] Por outro lado Stuart Piggott, quando, refere Osbert Lancaster, que, num prefcio, escreveu:"os meus critrios polticos, arquitectnicos e cnicos permanecem firmemente anglo-saxes e os padres de avaliao so sempre os de um anglicano graduado por Oxford, com gosto pela arquitectura e tornado caricaturista, aproximando-se da idade madura e vivendo em Kensington." [2] Vemos facilmente que no existe Histria sem historiador."A funo do historiador imprescindvel histria, pois ele que pesquisa, explora e trata os testemunhos e, inclusive, elabora a histria propriamente dita."[3] [1]MENDES, Jos M. Amado,A Histria Como Cincia , Coimbra Editora, 1989, p.17. [2]PIGGOTT, Stuart,A Europa Antiga do Incio da Agricultura Antiguidade Clssica , Fundao Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1981, p. 10. [3]MENDES, Jos M. Amado,A Histria Como Cincia , Coimbra Editora, 1989, p.215. 11. Histria da Educao como "Histria Interna A Histria, entendida como registo rigoroso do passado imensa. Tudo pode ser objecto da Histria. Porm, a Histria da Matemtica, da Msica, da Fsica, ou da Educao so "Histrias Internas", isto , realizadas por especialistas das diferentes reas. Depois de escritas, essas Histrias Internas podem considerar-se ramos da Histria entendida em sentido lato. No entanto, a sua execuo cabe aos especialistas de cada ramo do conhecimento. No existe de resto qualquer conflito entre o Fsico que estuda Histria da Fsica e o Historiador "generalista"; pelo contrrio, julgamos ser este o nico caminho possvel nos nossos dias, pois no seria minimamente razovel esperar que os Historiadores a que chammos "generalistas", que tm uma importante misso cultural, tivessem conhecimentos de elevado rigor em qualquer rea do conhecimento humano. Consideramos que a Histria da Educao tem um carcter transdisciplinar pois entendemos que os acontecimentos de carcter econmico, poltico ou at naturais so importantes para o desenvolvimento da Educao e para a sua compreenso. Esta considerao no contradiz o que antes afirmmos, pois pretendemos to somente analisar a Histria da Educao com a ajuda de informaes de carcter amplo. Pretende-se construir uma Histria da Educao "no insular", fazendo meno importncia de fenmenos como o terramoto de Lisboa de 1755. Sem que esse acontecimento se verificasse provvel que o Marqus de Pombal nunca viesse a ter a importncia poltica que teve, o que at na Educao se reflectiu. A Histria Interna existe pela mesma razo que leva existncia de "Epistemologia Interna", realizada por especialistas de diferentes reas do conhecimento. 12. Descrio sumria relativa ao processo que levou existncia do Discurso Historiogrfico. Note-se de novo que se referem as Sociedades Humanas, as que a Histria estuda. Quanto s disciplinas que se consideram como relacionadas com o trabalho do Historiador podem ser consideradas ainda mais; o Historiador deve procurar ser uma pessoa informada e culta, na medida em que o seu discurso sempre o resultado de informaes transdisciplinares. Procurmos sintetizar, neste diagrama, as informaes colhidas ao nvel da Epistemologia da Histria. 13. Pensamento Mitolgico e Pensamento Racional

  • Pensamento mitolgico: atribui capacidades extraordinrias a elementos naturais;
  • Pensamento racional: procura explicar os fenmenos atravs da razo humana.
  • Para o primeiro a vaca pode ser uma entidade divina; para o segundo um mamfero irracional.

14. Idades Histricas

  • Idade Antiga: do aparecimento da escrita a 476 d.C.
  • Idade Mdia: de 476 a 1453 ou 1492;
  • Idade Moderna: at 1789;
  • Idade Contempornea: de 1789 (R.F.) at aos nossos dias.

15. Grcia e Roma

  • Da Grcia herdmos o pensamento racional e o pensamento antropolgico, com os Sofistas, Scrates, Plato e Aristteles que viveram entre os sculos V e IV a.C.

16.