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VISO TOPONMICA SOBRE O

ESTADO DO RIO DE JANEIRO - BRASIL

Prof. Dr. Paulo Mrcio Leal de Menezes

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Universidade do Brasil

Departamento de Geografia

GeoCart

Laboratrio de Cartografia

CURSO INTERNACIONAL DE TOPONMIA

UNGEGN & IBGE

Sumrio

Introduo

Formao Territorial do Estado do Rio de Janeiro

Influncias Lingusticas

Famlias e Lnguas Indgenas no Rio de Janeiro

Pesquisa Toponmica no Estado do Rio de Janeiro

Cartografia e Toponmia

Concluses

1 - Introduo

Objetivo Principal

Apresentar o Estado do Rio de Janeiro nos aspectos que levaram formao e

consolidao de sua toponmia.

Objetivos Secundrios

Apresentar os aspectos da formao territorial do Estado do Rio de Janeiro

Apresentar os aspectos lingusticos que influenciaram a toponmia

Apresentar os fatores de influncia na fixao de topnimos

Apresentar um estudo geral e aspectos especificos da toponmia

O estado do Rio de Janeiro um dos 26 da Repblica do Brasil.

- 92 municpios e 184 distritos.

- Aproximadamente duas centenas de pequenas vilas e cerca de 800

ncleos populacionais menores.

- 1480 rios, riachos, crregos, ribeires, canais, valas e vales.

- Cerca de 480 Ilhas

- Em torno de 240 Serras, Macios, Morros, Picos e Montes

O processo de nominao tem incio atravs das expedies exploratrias entre

1501 e 1560.

A histria da toponmia do Rio de Janeiro com a primeira expedio exploratria

de 1501, comandada por Gaspar de Lemos, com a participao de Amrico

Vespcio.

A expedio atingiu o Brasil no atual Rio Grande do Norte e navegando pela

costa, para o Sul, foi nominando quase todas as feies costeiras: rios, ilhas,

cabos e baas.

A primeira nominao no atual estado ocorreu em 1 de janeiro de 1502, ao

aportarem na atual Baa de Guanabara.

Erradamente foi dado o nome de Rio de Janeiro.

De acordo com uma das verses, a baa havia sido confundida com a foz de um

rio ou como uma ria uma larga e profunda entrada do mar em terra.

Codex de Luis Teixeira, 1574

Em 1503, dois navios liderados por Amrico Vespucio atingiram a regio de

Cabo Frio, nomeando o lugar e construindo uma fortaleza e ncleos de

assentamentos.

Outros lugares e feies foram nomeados nos arredores, atendendo ao idioma

nativo dos descobridores, portugus, ignorando a existncia de nomes

associados s linguas indgenas locais.

A colonizao comeou no segundo quartil do sculo XVI, s se consolidando

no terceiro quartil, aps a invaso francesa, em 1555.

Codex de Luis Teixeira, 1574

A geografia do Estado era diversa e o colonizador forado a explorar no s

rios, lagoas, terras baixas, mangues, terras inundadas e pntanos, em plancies,

mas tambm montanhas e planaltos, voltado para o conhecimento, colonizao

e ocupao do territrio. O flumens.

Mapa FsicoRio de Janeiro IBGE - 2011

2 Formao Territorial do Estado do Rio de Janeiro

Inicia-se em 1534, quando da criao das capitanias hereditrias.

Alguns fatos so marcantes para que haja a fixao do colonizador, bem como

a adoo das estruturas vigentes em Portugal.

Definio dos limites do Estado:

- fatos bem definidos;

- relevncia na conquista;

- relevncia no povoamento;

- Em consequncia na sedimentao e consolidao

- Expanso da ocupao e de sua toponmia.

Cronologia da Formao Territorial do Estado:

- 1534 - Criao do sistema de Capitanias Hereditrias;

- 1555 a 1567 - Invases Francesas - Frana Antrtica;

- 1565 - Fundao da Cidade de So Sebastio do Rio de Janeiro;

- 1567 - reconquista do territrio; criao da Real Capitania do Rio de Janeiro;

- 1619 a 1709 - Definio de novos limites territoriais das Capitanias originais;

- 1721 - Incorporao de Parati Capitania de So Paulo;

- 1726 - Reincorporao de Parati Capitania do Rio de Janeiro;

- 1743 - Incorporao da rea acima da margem esquerda do Rio Paraba do Sul

Capitania do Esprito Santo;

- 1763 - Transferncia da Capital da Colnia de Salvador para o Rio de Janeiro;

- 1832 - Retorno da rea acima da margem esquerda do Rio Paraba do Sul

Capitania Rio de Janeiro;

- 1822 - Independncia do Brasil; Capitania para Provncia; Excluso da rea do

Municpio Neutro;

- 1889 - Proclamao Repblica, final do Imprio do Brasil; Alterao de Provncia

para Estado e Municpio Neutro para Distrito Federal;

- 1960 - Transferncia da Capital Federal para Braslia, Distrito Federal. Criao do

Estado da Guanabara;

- 1975 - Incluso do Estado da Guanabara como o novo Municpio do Rio de Janeiro.

Perodos: 1726 a 1743 1743 a 1822

Perodos: 1534 a 1721 1721 a 1726

Perodos: 1889 a 1960 1960 a 1975 --

Perodos: 1822 a 1832 1832 a 1889

Estado do Rio de Janeiro Desde 1975

Assentamento e conquista do Territrio:

Fatores socioeconmicos;

- Implantao do sistema de sesmarias;

- Existncia da rede hidrogrfica localizada no entorno do recncavo da baa

de Guanabara;

- Presena marcante da Igreja Catlica nos dois primeiros sculos de coloni-

zao, especialmente no territrio fluminense;

- Explorao de ouro e pedras preciosas regio das Minas Gerais, a partir de

1695 e

- A chegada da famlia real em 1808 ao Rio de Janeiro.

Posteriormente:

- Ciclos econmicos da cana de acar e caf;

- Implantao das ferrovias (sec XIX e XX).

A ocupao territorial pode ser analisada atravs da identificao dos diversos

ncleos populacionais existentes em mapas histricos, os quais mostram no s

os vetores de penetrao, mas tambm aspectos culturais sobre esta ocupao.

Colonizao e ocupao do territrio

Os colonizadores foram beneficiados inicialmente, pela instalao de freguesias

ou parquias, contando com um mnimo de dez casas ou famlias.

Menores divises da administrao pblica

Tinham um cura com jurisdio espiritual,

Exerciam tambm o governo civil, amparado pelo Reino.

Por outro lado, os aldeamentos, misses ou redues, tinham por finalidade de

defesa em pontos considerados estratgicos, na costa, em rios ou no interior,

Tinham tambm a misso de catequizar e ensinar a trabalhar.

Os caminhos para escoamento da produo de ouro e pedras preciosas,

formaram linhas que se pontilharam de aldeamentos transformando-se mais

tarde em ncleos de desenvolvimento.

Isto fica bem ntido nos mapas do Sculo XVIII.

Mapa de Domingos Caspassi e Diogo Soares

Mappa Chorographico da Capitania do Rio de Janeiro, 1732 (ca).

Domingos Caspassi, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Carta Chorographica da Capitania do Rio de Janeiro, 1777

Sgto. Mor Engenheiro Francisco Joo do Roscio, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro;

3 Influncias Lingusticas

Para o entendimento da evoluo da toponmia no Brasil e, mais

especificamente, no estado do Rio de Janeiro, a influncia lingustica nos

topnimos brasileiros refere-se a um perodo imediatamente aps a descoberta

pelos portugueses.

O Brasil de 1500 se apresenta como um imenso territrio, onde a estrutura

lingustica era de total multilinguismo, onde havia aproximadamente 1175

lnguas faladas, mas ningum tinha uma escrita associada.

Assume-se a existncia de 6 milhes de indgenas de vrios grupos.

Havia uma relativa unidade lingstica ao longo da costa, onde estavam

estabelecidos o grupo Tupi, pertencente famlia Tupi-Guarani.

Mesmo aqueles que entre eles, eram historicamente inimigos, como tupiniquins

e tupinambs, tinham uma lngua falada bastante prxima.

No interior e principalmente na Amaznia, possvel verificar a existncia de

grupos cujo ramo lingstico era bastante adverso, como os Arawak, Karib, Je,

Pano, Tukano e at centenas de outros grupos menores, mostrando a

diversidade lingustica existente .

Famlias Tupis ao longo da Costa Grupos Indgenas em 1500

Influncia Toponmica nos sculos XVI e XVII:

- aspecto religioso e

- pela lngua nativa.

Coexistncia de trs lnguas na colnia:

Portugus;

Latim, utilisado pelos jesutas para catequese e educao e

Lngua Original, que abrangia as lnguas nativas faladas no Brasil.

Vindo de um mesmo ramo, foi possvel unir todas as lnguas em um nico grupo

comum, o Tupi.

A lngua Tupinamb (ramo Tupi) foi falada ao longo da costa atlntica e

aprendida pelos portugueses.

O uso dessa linguagem, denominada Braslica, foi intensificado e generalizado

de tal maneira e falado por quase toda a populao do sistema colonial

brasileiro.

A homogeneidade lingustica nativa permite aos catequistas e sacerdotes

jesutas:

- criar uma gramtica nativa e, consequentemente, uma linguagem geral;

- servir co