brasil – argentina: a visão do outro .boris fausto ... “o rio de janeir o de lima barreto”,

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  • Brasil Argentina:

    A Viso do Outro

    Soberania e Cultura Poltica

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  • Ministrio das Relaes Exteriores

    Ministro de EstadoEmbaixador Celso Amorim

    Secretrio-GeralEmbaixador Samuel Pinheiro Guimares

    Fundao Alexandre de Gusmo - Funag

    PresidenteEmbaixadora Thereza Maria Machado Quintella

    Instituto de Pesquisa de Relaes Internacionais - Ipri

    DiretoraEmbaixadora Helosa Vilhena de Araujo

    Fundao Centro de Estudos Brasileiros - Funceb

    PresidenteMonica Hirst

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  • Brasil Argentina:

    A Viso do Outro

    Soberania e Cultura Poltica

    Carlos Henrique Cardim

    Monica HirstOrganizadores

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  • As idias, opinies e propostas apresentadas neste livro so de responsabi-lidade exclusiva dos autores, no expressando, necessariamente, o pensa-mento ou as posies do Ministrio das Relaes Exteriores (MRE), ou daFundao Alexandre de Gusmo (FUNAG).

    Editorao eletrnica e capa: Andr Lus Pires de Carvalho

    Direitos de Publicao reservados ao:

    Instituto de Pesquisa de Relaes Internacionais - IPRI

    Esplanada dos Ministrios, Bloco H, Anexo I, s. 70870.170-900, Braslia - DFTel.: (61) 411.6800/6816Fax: (61) 224.2157www.mre.gov.br/ipriipri@mre.gov.br

    Brasil - Argentina: a Viso do Outro:Soberania e cultura poltica / Carlos Henrique Cardim,Monica Hirst orgs. - Braslia: IPRI/FUNAG, 2003

    ISBN 85-7631-004-X

    1. Soberania. 2. Argentina - Poltica e governo. 2. BrasilPoltica e governo. 3. Argentina - Relaes Exteriores -Brasil. 4. Brasil - Relaes Exteriores - Argentina. I.Cardim, Carlos Henrique, org. II Hirst, Monica, org. III.Ttulo: A Viso do Outro.

    CDU: 341.211(82)

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  • Sumrio

    Introduo .................................................................................. 9

    Thereza Maria Machado Quintella

    Notas Biogrficas ................................................................... 13

    Sobre a Soberania

    I . Histria

    Jos Carlos Chiaramonte ........................................................... 23La cuestin de la soberana en la gnesis y constitucin delEstado Argentino.

    Affonso Carlos Marques dos Santos ........................................... 57A construo do Estado Imperial no Brasil: soberania elegitimidade.

    II . Economia

    Gilberto Dupas ........................................................................ 89Identidade, Soberania e Integrao sob o impacto das novastenses econmicas globais.

    Roberto Frenkel ..................................................................... 125El costo financiero de la soberana.

    III . Poltica

    Francisco Delich ...................................................................... 143Soberanas acotadas, legitimidades cuestionadas.

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  • Sobre a Cultura Poltica

    I . Histria

    Luis Alberto Romero................................................................... 161La nueva Argentina y la vieja Argentina. Una mirada al siglo XX.

    Jose Murilo de Carvalho.............................................................. 197Poltica brasileira no sculo XX: o novo no velho.

    Comentrios

    Boris Fausto ........................................................................... 217

    II . Dimenso Econmica

    Joo Paulo de Almeida Magalhes................................................ 221Condies para uma estratgia de desenvolvimentoconjunto do Brasil e Argentina.

    Bernardo Kosacoff - Adrin Ramos ............................................. 245El caso Argentino: La desorganizacin econmica actual y laidentificacin del sendero de crescimiento.

    Comentrios

    Sergio Besserman Vianna ....................................................... 277

    Felipe de la Balze ................................................................... 285

    Mnica Baer ........................................................................... 291

    III . O Universo Poltico

    Jos Nun................................................................................... 299El Proceso Democrtico en la Argentina

    Maria Hermnia Tavares de Almeida............................................ 329A Democracia Brasileira nos anos 90

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  • Comentrios

    Walter Costa Porto ................................................................. 344Renato Lessa .......................................................................... 346Joo Almino de Souza Filho ................................................... 356

    Carlos Henrique Cardim ......................................................... 361

    IV . Poltica Externa

    Roberto Russell / Juan Tokatlian................................................. 371

    El lugar del Brasil en la poltica exterior argentina:

    la visin del otro.

    Monica Hirst / Maria Regina Soares de Lima .............................. 405Contexto Internacional, Democracia e Poltica Externa.

    Comentrios

    Denilde Holzhacker ............................................................... 431

    Carlos Perez Llana ................................................................ 434

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  • 9

    uma grande satisfao para mim fazer a apresentao destevolume, que rene as contribuies apresentadas em dois seminriosda srie Brasil Argentina: a Viso do Outro, iniciada em maio de1997, e que uma iniciativa conjunta da Fundacin Centro de EstudosBrasileiros (FUNCEB) de Buenos Aires, e do Instituto de Pesquisa deRelaes Internacionais (IPRI), da Fundao Alexandre de Gusmo(FUNAG), de Braslia. poltica dessas entidades editar os anais dosseminrios que promovem, para que fiquem registrados e cheguem aum pblico mais amplo os excelentes textos especialmente preparadospara eles.

    Os intelectuais, por meio da Histria, revelam-nos o caminho.No fcil essa tarefa que lhes cabe e importante que estejamconscientes do papel fundamental que tm a desempenhar naconstruo das relaes entre o Brasil e a Argentina, como tambmfuno de buscar disseminar os resultados do seu esforo de reflexo.

    Essa srie de seminrios tem reunido diplomatas, polticos,cientistas polticos, economistas e historiadores para examinar tanto aevoluo de cada um dos dois pases, que so irmos e scios igualmenteempenhados na conformao de um futuro comum, quanto a histria deseu inter-relacionamento. Esse hoje muito estreito, mas j atravessoufases de dificuldades provocadas por uma rivalidade herdada, ainda noperodo colonial, das respectivas metrpoles. Como lembra o EmbaixadorSebastio do Rego Barros na apresentao do volume em que estoreunidos os textos dos trs primeiros seminrios da srie, virou passadoo impulso de rivalidade e diferenciao que caracterizou at meadosda dcada de 1980 as nossas respectivas histrias nacionais e orelacionamento entre nossos pases. Esse impulso, graas iniciativados presidentes Alfonsn e Sarney, foi substitudo por um esprito decooperao, pelo trnsito de pessoais, informaes, bens, servios einvestimentos, por uma atrao recproca, por interesses convergentes epela busca da complementariedade.

    Atravs de um maior conhecimento do outro, procuramos chegarao fortalecimento de uma identidade compartilhada em vrias dimenses:

    Introduo

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  • 10

    poltica, econmica, social e cultural. Como disse no primeiro seminrioo vice-ministro argentino Andrs Cisneros: quando olhamos as coisas daperspectiva aberta pelo Mercosul, comeamos a ver que, em muitossentido, o outro somos ns prprios e necessitamos compartilharnossas vises para enriquecer-nos mutuamente.

    O primeiro seminrio foi dividido em duas partes: a primeiraem Buenos Aires e a segunda em So Paulo, realizadas ambas em 1997.Nesta etapa analisou-se a Formao da Identidade Nacional nosdois pases. O seguinte, ocorrido em 1998, em Buenos Aires, intitulou-seBrasil-Argentina na Transio ao Sculo XX: da Consolidao das

    Nacionalidades Construo de Projetos Civilizatrios e deuseguimento s reflexes comparativas de carter histrico.

    Na mesma direo orientou-se o seminrio de 1999, no Rio deJaneiro, Brasil-Argentina, os Anos 30: Reflexos e Vnculos. Um doscomentrios feitos neste seminrio e que provocou uma ateno especialfoi feita pelo cientista poltico Jorge Caldeira, que ao apontar o ineditismodesses encontros de intelectuais para falar um do outro e citando umintelectual uruguaio: o que se passa aqui que os polticos fizeram oMercosul e agora nos chamaram para ver como explicar e justificar asaes deles. Qual foi a motivao, e se foi mesmo esta, parece-memenos importante do que o resultado, que tem sido brilhante e decrescente relevncia.

    No presente volume esto reunidas as contribuiesapresentadas nos seminrios Brasil-Argentina A Viso do Outro;uma Aproximao Interdisciplinria em torno Questo da

    Soberania (Buenos Aires, dezembro de 2002) e A Viso do Outro:A Cultura Poltica (Braslia, abril de 2002). Ambos em muitocontriburam para adensar o nosso conhecimento recproco e esperoque esta publicao s venha a reforar estes aspectos.

    O presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu segundodiscurso de posse, em 1999, enfatizou o carter estratgico e de irmandadeprofunda do relacionamento Brasil-Argentina e apontou como umaobviedade que era importante repetir o fato de ser o Mercosul a pedrade toque da poltica externa brasileira. Mantm-se vivo e prioritrio noBrasil o propsito de dar prosseguimento construo da aliana

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  • 11

    estratgica com nossos irmos e vizinhos argentinos,