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    3

    Brasil 2022 Tendncias, Oportunidades e Desafios Cenrios Polticos e Possveis Desafios para o Controle Externo

    Dep. Federal Humberto Souto Ministro Emrito do TCU

    2010

    Palestra 27/04/2010

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 2

    Brasil 2022 Tendncias, Oportunidades e Desafios 4 5

    6 7 Em 2022, o Brasil celebrar 200 anos da sua independncia, sendo 8

    este um momento bastante oportuno para refletirmos sobre o pas que 9

    teremos, e principalmente sobre qual projeto de pas queremos para as 10

    futuras geraes. 11

    12

    Na famosa expresso do filsofo alemo Leibniz "o presente est 13

    prenhe de futuro e este tambm o meu entendimento, ou seja, penso que 14

    em polticas pblicas o tempo presente ainda mais fundamental, pois 15

    devemos nos ocupar com as grandes questes existentes, sem deixarmos de 16

    pensar nas estratgias futuras. 17

    18

    Grandes discusses estratgicas j vm sendo desenvolvidas no 19

    pas, de forma que eventos como este que envolve o Controle Externo 20

    demonstra a maturidade das nossas instituies. 21

    22

    Em relao s perspectivas de um Brasil futuro, evidente que 23

    temos que ser bastante ousados nas proposies de inovaes, por isso fao 24

    uma pergunta: devemos trazer o futuro ao presente ou levarmos o presente 25

    ao futuro? Respondo que as duas coisas so fundamentais. 26

    27

    Tanto devemos trazer as projees s polticas existentes, quanto 28

    devemos projetar nossas atuais polticas para as prximas dcadas. 29

    Sobretudo, que as polticas existentes e futuras condicionem-se ao 30

    planejamento de pas que queremos. 31

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 3

    Portanto, ao falar de cenrios e desafios, no podemos nos esquecer 32

    que o futuro feito do presente e que o presente pode se adiantar ao futuro. 33

    Em outras palavras, temos na atualidade importantes polticas pblicas que 34

    vm sendo desenvolvidas e que precisam ser incorporadas s discusses. 35

    Isto no impede, por exemplo, que adotemos polticas inovadoras e que em 36

    muitos casos ainda inexistem em nosso aparato institucional. 37

    38

    Sinto-me vontade para falar da adoo de estratgias e aspectos 39

    inovadores na Administrao Pblica porque sempre procurei pautar-me 40

    pelos aspectos estratgicos, que muitas vezes trazem consigo aspectos 41

    inovadores. Foi assim quando fui Presidente da Comisso do Oramento, 42

    em 1992, quando aceitei presidir a Comisso e implantei controles 43

    informatizados para todo o sistema oramentrio federal, o que representou 44

    poca a garantia de transparncia das aes, bem como a possibilidade de 45

    um controle social at ento inexistente. 46

    47

    Do mesmo modo, enquanto estive como Ministro dessa Corte de 48

    Contas, e muitos servidores aqui participaram com brio deste processo, 49

    promovemos o Projeto Tendncias do Controle, realizado em 1999/2000, e 50

    do qual honrosamente fiz parte. Neste Projeto, buscamos dotar o Tribunal 51

    de Contas da Unio de uma nova disposio organizacional que atendesse a 52

    tais demandas, e hoje, decorridos alguns anos da sua implementao, 53

    podemos dizer com certeza que colaboramos efetivamente no 54

    aperfeioamento dos mecanismos de controle, e consequentemente, no 55

    aperfeioamento do Estado. 56

    57

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 4

    Portanto, por ser este um tema muito caro a mim, e em consonncia 58

    com o debate aqui proposto, entendo que seja preciso traar um breve 59

    panorama geral do quadro poltico brasileiro, de suas tendncias, 60

    oportunidades e desafios, para depois abordar a questo desses cenrios e 61

    os desafios no mbito mais restrito ao Controle Externo. 62

    63

    Ao falarmos de tendncias, oportunidades e desafios, objeto desta 64

    nossa discusso, no devemos deixar de procurar fazer uma diagnose do 65

    nosso tempo, quando ento poderemos nos pensar o pas naquilo que os 66

    espanhis chamam de futurio, ou seja, algo que estar por vir. 67

    68

    Em termos polticos gerais, quais tendncias se avizinham como 69

    provveis? Bem, no difcil dizer que o quadro mundial sofrer nos 70

    prximos anos formidveis alteraes por conta do protagonismo dos novos 71

    atores polticos. Nesta nova configurao, pases como o Brasil, frica do 72

    Sul, China, Cingapura, Coria do Sul, ndia, Mxico, Rssia, e Indonsia, 73

    devero ter mais insero econmica e sero instados a participarem 74

    ativamente das discusses polticas mundiais, em um quadro bastante 75

    diferente do que at ento vnhamos tendo, em que tais decises eram 76

    centralizadas no G-7 mais a Rssia. A participao desses pases 77

    emergentes no PIB mundial deve sair da ordem de 30% para mais de 50% 78

    em duas dcadas. 79

    80

    Como conseqncia desse novo protagonismo, as capacidades de 81

    negociao, diplomacia, relaes comerciais e as estratgias de crescimento 82

    estaro cada vez mais inter-relacionadas, de forma que estas tendncias 83

    tenham como conseqncia imediata a necessidade de nos prepararmos 84

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 5

    ativamente para estes novos processos polticos. Por sermos parte ativa 85

    deste novo modelo mundial, seremos cobrados nessa mesma medida. 86

    87

    Especificamente em relao ao Brasil, ns, que por muito tempo 88

    fomos chamados de pas do futuro, agora estamos diante deste fabuloso 89

    processo de transformao econmica que nos eleva categoria do 90

    primeiro grupo das economias mundiais e isto, vejam bem, no um 91

    acontecimento trivial. um dos mais importantes fatos histricos da nossa 92

    realidade. um momento nico e para o qual devemos nos planejar. 93

    94

    E quais oportunidades se abriro para o nosso pas? Somos 95

    atualmente a oitava potncia econmica mundial e segundo previses das 96

    mais importantes instituies, seremos nos prximos anos a quinta ou sexta 97

    potncia mundial. 98

    99

    Nas palavras do economista e ex-Ministro Delfim Neto, qualquer 100

    pas s pode aspirar a ser potncia mundial caso possua trs atributos: 101

    autonomia alimentar, autonomia energtica e autonomia militar. 102

    Atualmente eu diria que somente os Estados Unidos conseguem preencher 103

    este espao. A China, por exemplo, possui autonomia militar, carecendo de 104

    autonomia alimentar e mesmo energtica, se considerarmos as atuais 105

    fontes. A Rssia e ndia carecem de autonomia alimentar. E o Brasil ainda 106

    apresenta limitaes no campo militar. J somos importantes protagonistas 107

    nos campos poltico, diplomtico, energtico, ambiental e alimentar. 108

    109

    No caso brasileiro, na rea alimentar, graas a macios 110

    investimentos em Cincia e Tecnologia, nos transformamos no segundo 111

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 6

    maior produtor agrcola do mundo, estando atrs apenas dos Estados 112

    Unidos, e isso tudo devido ao planejamento estratgico feito h pouco mais 113

    de quatro dcadas, onde podemos citar a criao da Embrapa como fruto 114

    dessa poltica. Notem que no campo alimentar o resultado um fruto claro 115

    do planejamento estratgico que foi feito poca, e sem o qual certamente 116

    estaramos importando alimentos. 117

    118

    No campo energtico, temos uma das mais importantes empresas de 119

    energia do Mundo, a Petrobras. A descoberta do Pr-Sal que, se 120

    concretizado, nos elevar condio de potncia energtica. Temos 121

    variadas opes para produo de energia limpa e renovvel. Somos 122

    atualmente o pas do mundo que mais produz energia limpa, pois a nossa 123

    matriz hidrogrfica. Temos potencial para produzirmos biodiesel, que 124

    poder significar uma importante revoluo para o homem do campo. 125

    Temos importantes jazidas de gs. Temos potencial elico, e temos vastos 126

    campos para explorao da energia solar. 127

    128

    Ainda no campo energtico, as principais fontes de energia so 129

    nesta ordem: gua, carvo, energia nuclear e petrleo. E o Brasil 130

    beneficiado por ter praticamente todas as possibilidades exploratrias. No 131

    campo nuclear somos um dos nicos, seno o nico pas do mundo que tem 132

    na sua Constituio Federal a determinao de uso pacfico dessa energia. 133

    Enfatizo que pelos aspectos da autonomia e da riqueza gerada, temos que 134

    evoluir nosso processo de enriquecimento de Urnio. Assim, devemos nos 135

    adiantar estrategicamente na auto-suficincia nuclear, campo restrito 136

    atualmente a poucos pases. 137

    138

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 7

    No campo Militar, estamos promovendo um reaparelhamento das 139

    foras armadas com o importante pressuposto de transferncia de 140

    tecnologia e isto ser fundamental para nossa autonomia. E basta lembrar-141

    se da evoluo que teve a Embraer a partir da parceria desenvolvida com a 142

    Itlia. Temos a reativao da produo naval entre outros e temos que 143

    valorizar as nossas foras armadas, pois estas atuam como importante plo 144

    de produes cientficas. 145

    146

    Alm desses novos desafios, nos prximos anos o nosso pas sediar 147

    os dois mais importantes eventos mundiais esportivos: a copa do mundo e 148

    as olimpadas e isto requer um esforo para mostrar ao mundo a nossa 149

    capacidade de dotar o pas de uma rede de infra-estrutura. 150

    151

    Por todos esses aspectos, o Brasil precisa solidificar estruturas que 152

    pensem e projetem o pas para perodos mais longos. Temos na estrutura da 153

    Administrao instituies capacitadas para promover esse debate. Alm da 154

    Secretaria de Assuntos Estratgicos (SAE), que lideraria esta discusso, 155

    temos o IPEA e entendo que o Tribunal de Contas da Unio deve participar 156

    ativamente deste processo de discusso das polticas de Estado. Alm 157

    destas instituies, devemos envolver as Universidades neste debate. 158

    Temos as Conferncias Nacionais como excelentes oportunidades para 159

    disseminao do conhecimento e podemos citar a Conferncia Nacional de 160

    Cincia e Tecnologia, que visa ampliar o protagonismo brasileiro em 161

    diversas reas. 162

    163

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 8

    Voltando ao debate, saliento que o ponto crucial para o sucesso das 164

    estratgias o amplo envolvimento de todos os atores polticos neste 165

    processo. 166

    167

    Entendo que preciso superar as dicotomias polticas em nome de 168

    polticas de Estado que contem com a participao de todos os atores, 169

    independentemente de conotaes polticas e partidrias. Nesse sentido, 170

    distenses polticas devem ser relevadas em nome de um interesse maior, 171

    que a boa evoluo do nosso pas, a exemplo do que ocorre no modelo 172

    norte-americano. 173

    174

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 9

    Cenrios polticos e possveis desafios do Controle Externo 175

    176

    Conforme os aspectos citados, e por ter abordado os vastos campos 177

    de ao do nosso modelo poltico nos prximos anos, penso j ter descrito 178

    um panorama para o sistema de controle externo. Isto significa que as 179

    atuais atribuies do Controle Externo sero acrescidas de importantes e 180

    inditas aes, o que inclui o envolvimento na anlise dos projetos 181

    existentes e tambm o envolvimento na anlise das polticas estratgicas. 182

    De qualquer modo, o TCU dever considerar aspectos ligados a controles 183

    prvios e concomitantes, colaborando sensivelmente no aperfeioamento de 184

    polticas pblicas, tendo como pressuposto a qualidade do gasto pblico. 185

    186

    A partir destas novas possibilidades, vejo que o sistema de controle 187

    externo, e aqui falo especificamente do TCU, ter uma ampliao na sua 188

    atuao, pois alm da qualidade dos gastos pblicos, tambm os controles 189

    sociais avanaro na medida em que o pas evolui no seu patamar 190

    econmico. 191

    192

    Eu diria que em termos estratgicos a realidade brasileira exige 193

    investimentos em infra-estrutura, investimentos sociais e investimento em 194

    energia, todos esses aspectos permeados pela tica de sustentabilidade 195

    ambiental. Alm desses investimentos, precisamos consolidar a nossa 196

    posio cientfica, que envolve a produo de alimentos, medicamentos e 197

    tantas outras funes. Nossas instituies precisam se consolidar para 198

    darem conta de tamanhos desafios. 199

    200

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 10

    A par dessas expectativas, que ampliam significativamente a 201

    atuao do Controle Externo, salutar que discutamos a realidade poltica. 202

    No aspecto poltico, os cenrios so disformes. Tanto sinalizam para a 203

    ampla consolidao do modelo, como para a sua fragilizao. Esta 204

    ambigidade decorre das tenses que sempre existiro entre o Poder 205

    Executivo e os entes fiscalizadores e isto prprio do sistema de freios e 206

    contrapesos, base da diviso do Estado em poderes independentes. 207

    208

    As discusses no Congresso Nacional sinalizam para a consolidao 209

    do atual modelo de controle externo medida que temos no Congresso 210

    Nacional, por exemplo, projeto de Emenda Constitucional que cria o 211

    Conselho Nacional dos Tribunais de Contas (CNTC), projeto este do qual 212

    fiz parte na Comisso Especial da Cmara dos Deputados, criada 213

    especificamente para tal anlise e que contou tambm com a participao 214

    de Ministros do TCU nos debates. 215

    216

    Por outro lado, sinalizam para a fragilizao quando se apresenta no 217

    Congresso Nacional diversos projetos ou dispositivos que retiram 218

    atribuies do TCU, por equivocadas discusses sobre obras ou projetos 219

    executados em descumprimento aos pressupostos estabelecidos na 220

    Constituio Federal. 221

    222

    Por mais que eu discorde da opinio de muitos parlamentares em 223

    relao ao controle externo, eu as respeito, porque entendo que toda 224

    movimentao no Congresso Nacional deve ocorrer nos limites legais na 225

    arena poltica, cabendo ento ao Sistema de Controle Externo demonstrar 226

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 11

    como e de que modo vem contribuindo efetivamente no aprimoramento das 227

    polticas pblicas. 228

    229

    Com esta minha fala, o que reitero que o Poder Legislativo, do 230

    qual somos partes indissociveis, deve ser adequadamente esclarecido 231

    acerca do exerccio do sistema de controle externo. Muito dessa 232

    necessidade decorre do grande nmero de parlamentares que desconhecem 233

    a atuao do Controle Externo, e tambm da grande renovao que temos 234

    no Parlamento. 235

    236

    Ressalto que a atuao do TCU junto ao Congresso nacional no 237

    pode ser tomada estritamente sob a tica de adequao ao modelo do 238

    Controle externo existente no pas, mas sim pela eficincia do modelo 239

    praticado. 240

    241

    Nesse sentido, o Sistema de Controle Externo deve focar a sua 242

    atuao na eficiente economicidade de recursos pblicos. Uma vez 243

    observado esse aspecto da eficincia, as aes estaro devidamente 244

    justificadas. 245

    246

    Por conseguinte, sugiro que as discusses no mbito desta Corte de 247

    Contas considere trs linhas estratgicas: estratgias de ao, estratgias de 248

    comunicao e estratgias legislativas. 249

    250

    Primeiramente, o TCU deve atentar para aquilo aqui denominado 251

    linhas estratgicas de ao, que dizem respeito ao aperfeioamento da 252

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 12

    efetiva atuao dessas Cortes. Isto j feito sistematicamente, pois o 253

    Tribunal de Contas da Unio, por meio de seus planejamentos estratgicos, 254

    tem sido uma Casa bastante inovadora e sempre na vanguarda dos 255

    acontecimentos. Ainda assim, devemos ter como foco a eficincia das 256

    aes, em que a materialidade e a relevncia sejam pressupostos 257

    indissociveis da sociedade, principalmente na tica da boa qualidade do 258

    gasto pblico. 259

    260

    Saliento que o Tribunal dever incorporar em suas matrizes novos 261

    paradigmas sobre aspectos estratgicos de nao, envolvendo-se em 262

    conjunto com a rede de controle, nesta discusso. 263

    264

    Em um segundo momento, deve, impreterivelmente, atuar naquilo 265

    que denominei linhas estratgicas de divulgao, que tem a ver com novas 266

    formas de relacionamento com o Congresso Nacional, Assemblias 267

    Legislativas, Cmaras de Vereadores, Prefeitos, Mdia e Sociedade, 268

    relacionamento esse que entendo pode e deve ser melhorado. 269

    270

    Deve, no apenas o TCU, mas todo o sistema de Controle, e temos a 271

    Rede de Controle, atuar nestas aes que privilegiem novas estratgias de 272

    comunicao, pois as ambguas vises existentes no Congresso Nacional 273

    decorrem do desconhecimento do sistema de Controle Externo e no do 274

    questionamento da eficincia do modelo. 275

    276

    E por fim, devem dar importncia quilo que denominei estratgias 277

    legislativas, que seria o mapeamento e acompanhamento efetivo de projetos 278

    de leis que atingem no somente o modelo em si dos tribunais de contas, 279

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 13

    mas que servem como importantes mecanismos de fortalecimento do 280

    sistema de controle externo, processo este que tambm julgo insuficiente de 281

    parte dos tribunais de contas, pelo menos de forma institucional. Neste 282

    ponto, ressalto que o TCU j vem efetivamente fazendo este 283

    acompanhamento, mas entendo que este acompanhamento deva ser 284

    aperfeioado. 285

    286

    Quero tambm dizer para que o TCU tente ver o relacionamento 287

    com o Congresso Nacional de modo emptico, que se colocar no lugar do 288

    outro, para ver em que medida as prioridades do Congresso Nacional se 289

    coadunam com o exerccio das suas funes. Nesse sentido, ser que as 290

    prioridades do TCU so as mesmas do Congresso Nacional? Ser que o 291

    Tribunal acompanha de fato o que est sendo discutido no Congresso 292

    Nacional? Ser que estamos sendo tempestivos com o Congresso Nacional? 293

    As Comisses esto sendo atendidas dentro do prazo regimental de 180 294

    dias, visto que o mandato de um ano? 295

    296

    Em entrevista que concedi h algum tempo, fui questionado sobre o 297

    papel do Tribunal de Contas da Unio na anlise de obras do pas. Nesta 298

    entrevista, frente ao jornalista, disse que o TCU tinha sem dvida, um dos 299

    mais eficientes quadros funcionais do mundo. um Tribunal que exerce 300

    suas funes com esmero, e falo isso com a experincia de ter conhecido as 301

    Cortes de Contas europias e o modelo americano. 302

    303

    E por que digo isso? Porque temos problemas de um pas em 304

    desenvolvimento, que no ocorrem nos pases mais tradicionais. Em 305

    compensao, temos um quadro funcional dos mais qualificados do mundo 306

  • Deputado Humberto Souto Palestra: Cenrios Polticos e possveis desafios do Controle Externo 14

    e isso deve ser motivo de orgulho para o pas, pois os servidores do 307

    Tribunal de Contas da Unio so apaixonados pela causa e so inteiramente 308

    devotados ao controle externo. 309

    310

    Por isso, encerro esta minha fala com a absoluta certeza de que 311

    teremos nos prximos anos a ampliao das aes de controle social, novas 312

    demandas sociais, econmicas e em infra-estruturas, exigindo das nossas 313

    instituies um maior ativismo centrado tambm nos aspectos estratgicos, 314

    e para os quais tenho absoluta certeza que o TCU saber dar a sua 315

    contribuio. 316

    Muito obrigado. 317

    318

    319

    320

    321

    322

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