BOOK GEO SPFE 2014 8S CAA vol1 ?· Caderno do Aluno Volume 1 GEOGRAFIA Ciências Humanas. MATERIAL DE…

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  • 8a SRIE 9oANOENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAISCaderno do AlunoVolume 1

    GEOGRAFIACincias Humanas

  • MATERIAL DE APOIO AOCURRCULO DO ESTADO DE SO PAULO

    CADERNO DO ALUNO

    GEOGRAFIAENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS

    8a SRIE/9o ANOVOLUME 1

    Nova edio

    2014-2017

    GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULO

    SECRETARIA DA EDUCAO

    So Paulo

  • Governo do Estado de So Paulo

    Governador

    Geraldo Alckmin

    Vice-Governador

    Guilherme Afif Domingos

    Secretrio da Educao

    Herman Voorwald

    Secretrio-Adjunto

    Joo Cardoso Palma Filho

    Chefe de Gabinete

    Fernando Padula Novaes

    Subsecretria de Articulao Regional

    Rosania Morales Morroni

    Coordenadora da Escola de Formao e Aperfeioamento dos Professores EFAP

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    Coordenadora de Gesto da Educao Bsica

    Maria Elizabete da Costa

    Coordenadora de Gesto de Recursos Humanos

    Cleide Bauab Eid Bochixio

    Coordenadora de Informao, Monitoramento e Avaliao

    Educacional

    Ione Cristina Ribeiro de Assuno

    Coordenadora de Infraestrutura e Servios Escolares

    Ana Leonor Sala Alonso

    Coordenadora de Oramento e Finanas

    Claudia Chiaroni Afuso

    Presidente da Fundao para o Desenvolvimento da Educao FDE

    Barjas Negri

  • Caro(a) aluno(a),

    O ano que se inicia trar muitos desafios para voc, pois deve ser o de concluso do Ensino Fundamental. Esse fato representa uma etapa muito importante da sua vida.

    O conceito de globalizao ser retomado neste Caderno, sobretudo o estudo acerca das mani-festaes da globalizao nas diferentes escalas geogrficas. Voc poder ampliar os seus horizontes e desvendar a realidade em que vive, plena de novas informaes e que vai bem alm da dimenso do seu lugar, da sua regio.

    Ao longo do desenvolvimento das Situaes de Aprendizagem, voc ser capaz de compreender a complexidade dos fenmenos econmicos globais, suas interaes e diferenas, alm de entender a produo do espao geogrfico global, considerando a organizao poltica e a economia das so-ciedades contemporneas e de suas principais instituies.

    Portanto, aprender exige esforo e dedicao, mas tambm envolve curiosidade e criatividade, que estimulam a troca de ideias e de conhecimentos. Por isso, sugerimos que voc participe das au-las, fique atento s explicaes do professor, faa anotaes, exponha suas dvidas, procure respostas e d sua opinio.

    Se precisar, pea ajuda ao professor. Ele pode orient-lo sobre o que mais estudar e pesquisar, sobre como organizar os estudos e onde buscar mais informaes a respeito de um assunto. Reserve todos os dias um horrio para fazer as tarefas e rever os contedos. E, principalmente, ajude e pea ajuda aos colegas. A troca de ideias fundamental para a construo do conhecimento.

    Tenha um excelente estudo!

    Equipe Curricular de Geografiarea de Cincias Humanas

    Coordenadoria de Gesto da Educao Bsica CGEBSecretaria da Educao do Estado de So Paulo

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    5

    !? SITUAO DE APRENDIZAGEM 1

    RELAES ENTRE ESPAO GEOGRFICO E GLOBALIZAO

    [...] O cidado norte-americano desperta num leito construdo segundo padro originrio do Oriente Prximo, mas modificado na Europa setentrional, antes de ser transmitido Amrica. Sai debaixo de cobertas feitas de algodo, cuja planta se tornou domstica na ndia; ou de linho ou de l de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Prximo; ou de seda cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Prximo. Ao levantar da cama faz uso dos mocassins que foram inventados pelos ndios das florestas do leste dos EUA e entra no quarto de banho cujos aparelhos so uma mistura de invenes europeias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que vesturio inventado na ndia, e lava-se com sabo que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que um rito masoquista que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito. [...]

    [...] l notcias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for um bom cidado conservador, agradecer a uma divindade hebraica, numa lngua indo-europeia, o fato de ser cem por cento americano. [...]

    LINTON, Ralph. O homem: uma introduo antropologia. 8. ed. So Paulo: Martins, 1971. p. 331-2.

    Leia o texto a seguir considerando os seguintes procedimentos:

    grife as ideias principais;

    pesquise o significado das palavras e expresses em destaque;

    sintetize as ideias principais.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    6

    Realize uma pesquisa sobre a origem dos bens de consumo que voc utiliza em sua casa. Elabore uma lista considerando o tipo de produto e procure nas embalagens o nome da empresa e o pas de origem desses produtos. Preencha os dados de sua pesquisa na tabela a seguir.

    Produtos Nome da empresa Pas de origem

    Alimentcios

    Higiene

    Limpeza

    Vesturio

    Calados

    Eletrodoms-ticos

    Eletroele-trnicos

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    7

    Com base na coleta individual de dados realizada sobre a origem de objetos que usamos no dia a dia, elaborem, em grupo, uma tabela nica que ser utilizada como banco de dados para a confeco de um mapa de fluxos.

    Tipo de produto Origem

    Com os dados da pesquisa organizados, construa um mapa de fluxos no mapa mudo da prxima pgina. Para a sua montagem, considere as seguintes etapas:

    crie uma legenda para cada tipo de produto usando a varivel cor;

    com o apoio de um atlas geogrfico escolar, aponte no mapa mudo o pas de origem de cada tipo de produto e trace o sentido do fluxo dessa mercadoria at o destino (Brasil) usando setas de acordo com a legenda elaborada para cada tipo de produto;

    destaque no mapa os pases nos quais esto situadas as sedes das empresas relacionadas na tabela;

    crie um ttulo para a produo cartogrfica do grupo.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    8

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    Projection J. Bertin, 1950

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    9

    1. Observe a imagem a seguir.

    Fonte: HARVEY, David. A condio ps-moderna. So Paulo: Loyola, 1992. p. 220.

    O encolhimento do mapa do mundo

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    a) Em sua opinio, o que a imagem representa?

    b) Identifique a variao de tempo em cada um dos estgios apresentados na figura.

    c) Quais hipteses poderiam ser levantadas para explicar a relao entre tempo e espao proposta pelo autor? Por que ele escolheu esse ttulo para a imagem? D exemplos representativos dessa situao em seu cotidiano.

    d) Com base na imagem, quais elementos podem ser considerados responsveis pelo processo de globalizao? Justifique sua resposta.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    a) Identifique em quais Estados brasileiros h maior nmero de comunidades quilombolas reconhecidas.

    b) Que fatores podem explicar a menor participao dessas comunidades no processo de globalizao? Justifique.

    Fonte: Fundao Palmares/Agncia Brasil. Mapa de quilombos no Brasil, maio de 2007. Licena Creative Commons Atribuio 3.0 Brasil.

    1. Como voc estudou, a globalizao no atinge todos lugares e povos igualmente. Um exemplo pode ser observado no mapa a seguir.

    Leitura e anlise de mapa

    Comunidades quilombolas no Brasil, maio de 2007

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    VOC APRENDEU?

    Analise a tabela apresentada e discuta a frase a seguir.

    Um dos principais efeitos e causas da globalizao a instantaneidade da comunicao, pelo uso da internet, que pode atingir todos os lugares.

    Quantidade de internautas em todo o mundo

    1. frica 6,31 milhes

    2. sia/Pacfico 187,24 milhes

    3. Europa 190,91 milhes

    4. Oriente Mdio 5,12 milhes

    5. Canad e EUA 182,67 milhes

    6. Amrica Latina 33,35 milhes

    Total mundial 605,60 milhes

    Fonte: Nua Internet Surveys. Disponvel em: . Acesso em: 21 maio 2013.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    SITUAO DE APRENDIZAGEM 2 DIFERENAS REGIONAIS NA ERA DA GLOBALIZAO

    1. Leia o texto a seguir, grifando as ideias principais e as dvidas, e, posteriormente, elabore uma sntese das ideias principais do texto, registrando-as em seu caderno.

    !?

    Globalizar-se ou defender a identidade: como escapar desta opo

    Quando escutamos as diversas vozes que falam da globalizao, surgem os problemas, ou os contrassensos. Ao mesmo tempo em que concebida como expanso dos mercados e, portan-to, da potencialidade econmica das sociedades, a globalizao reduz a capacidade de ao dos Estados nacionais, dos partidos, dos sindicatos e dos atores polticos clssicos em geral. Produz maior intercmbio transnacional, mas enfraquece a segurana de se pertencer a uma nao, porque as tarefas de deciso da poltica nacional parece que so transferidas para as empresas ou as corporaes em uma economia mundializada. Os governos nacionais ficam reduzidos a simples administradores de decises alheias.

    Falar de globalizao falar de integrao supranacional, isto , uma integrao que no depende das barreiras ou das fronteiras nacionais. Um dos principais obstculos para que os cidados acreditem nestes projetos de integrao supranacional so os efeitos negativos dessas transformaes nas sociedades nacionais e locais. difcil obter consenso popular para mudanas nas relaes de produo, comrcio e consumo que tendem a enfraquecer os vnculos das pessoas com o seu territrio nativo, a suprimir postos de trabalho, aumentando o desemprego, e a achatar os preos dos produtos locais.

    Os cidados se sentem impotentes quando a referncia de poder uma empresa transnacional que fabrica peas de um automvel ou de um televisor em quatro pases, monta o produto em um quinto e tem os seus escritrios em outros dois ou trs. Essa distncia equivale, s vezes, quela que experimentamos ao receber mensagens pela televiso, pelo cinema, pela internet, vindas de lugares no identificveis. A pergunta que surge se, perante esses poderes annimos ou trans-localizados, pode haver sujeitos na produo e no consumo. Cada vez mais, trabalha-se para outros, mas no patres ou chefes identificveis, e sim empresas transnacionais annimas que ditam, a partir de lugares obscuros e tambm no identificveis, regras indiscutveis e inapelveis.

    As relaes estabelecidas entre cidados e entidades supranacionais so distantes. A globa-lizao estimula a concorrncia internacional e desestrutura a produo local ou nacional. Em relao cultura, favorece a expanso de indstrias culturais com capacidade de homogeneizar os gostos e os costumes. Destri ou enfraquece os produtores locais pouco eficientes. Em uns poucos casos, d a essas culturas a possibilidade de estilizar-se e difundir sua msica, suas festas e sua gastronomia por meio de empresas transnacionais.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    A concentrao nos Estados Unidos, na Europa e no Japo da pesquisa cientfica e das inovaes em informao e entretenimento aumentam a distncia entre o que se produz nos pases desenvolvidos e a produo raqutica e desatualizada das naes perifricas. O poder dos sindicatos cada vez mais limitado, e o nome que as empresas sem rosto com marca, mas sem nome do a isso flexibilizao da produo e do trabalho. Na verdade, o que se torna instvel, mais do que flexvel, so as condies de trabalho; o trabalho rgido porque incerto, o trabalhador deve cumprir risca os horrios, os rituais de submisso, a adeso a uma ordem alheia que acaba sendo interiorizada para no perder o salrio.

    Exemplo de como isso acontece: so 21h10; no aeroporto berlinense de Tegel, uma voz corri-queira e amvel comunica aos exaustos passageiros que podem afinal embarcar com destino a Ham-burgo. A voz pertence a Angelika B., que est sentada diante de seu painel eletrnico na Califrnia!

    Depois das 16h, hora local em Berlim, a locuo do aeroporto feita na Califrnia, por razes to simples como inteligentes. Em primeiro lugar, ali no necessrio pagar mais por servios fora do horrio comercial. Em segundo lugar, os custos salariais para a mesma ativida-de so consideravelmente mais baixos na Califrnia do que na Alemanha.

    De maneira semelhante, as peas de entretenimento (programas de TV, videoclipes, teleno-velas...) so produzidas por outros agentes distantes, tambm sem nome, como as logomarcas [...] cujo ttulo completo a maioria muitas vezes desconhece. Em que lugar so produzidos esses thrillers, telenovelas, noticirios e seriados? Em Los Angeles, na Cidade do Mxico, em Buenos Aires, Nova Iorque ou, quem sabe, num estdio disfarado em certa baa dos Estados Unidos? Afinal, a Sony no era japonesa? Que que ela faz, ento, transmitindo de Miami?

    GARCA CANCLINI, Nstor. A globalizao imaginada. So Paulo: Iluminuras, 2003. p. 19-25. Adaptado.

    GlossrioIntercmbio transnacional: so duas as condies que podem caracterizar algo que recebe essa denominao. 1. A formao de unies regionais de naes, como no caso da Unio Europeia. Nesse exemplo, os intercmbios transcendem as naes, e as limitaes impostas pelas fronteiras nacionais, sobretudo alfandegrias, so removidas. Mas, isso ocorre apenas dentro dos pases da Unio. Os que esto de fora desse tipo de bloco regional encontraro as restries tradicionais para o ingresso de seus bens. 2. O comrcio ou a troca de bens no interior das redes das corporaes transnacionais, redes essas estruturadas na escala mundial. Esses bens circulam por vrios pases sem sair dos domnios dessas empresas, nesse sentido no so nacionais e sim transnacionais. A despeito dessa condio, esses

    Supranacional: o mesmo que transnacional. Refere-se a tudo que ultrapassa, ou transcende, o conceito de nao.

    Translocalizao: diz-se de uma empresa localizada em diferentes pases, produzindo os componentes de um mesmo produto em vrios pases.

    Agora, voc e seus colegas devero formar grupos para a segunda etapa da atividade. No seu grupo, discutam as ideias principais contidas nas snteses individuais registradas no caderno. Em seguida, vocs devem elaborar um pequeno relatrio do grupo sintetizando essa primeira discusso. Depois, socializem com a classe as concluses desse resumo. E, para finalizar o estudo do texto, individualmente, responda s duas questes a seguir.

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    Regio e a regionalizao

    Tanto no senso comum quanto como conceito geogrfico, o termo regio apresenta sig-nificados muito prximos: expressa a noo de que, na superfcie terrestre, existem reas que apresentam diferenas entre si.

    Essas diferenas resultam de processos histricos peculiares e podem ser mais bem percebidas quando se estudam as comunidades primitivas. Nelas, a manifestao do trabalho humano foi responsvel por imprimir marcas e formas de ocupao prprias que as caracterizaram como ni-cas. Alm disso, as singularidades ocorreram em funo das formas de apropriao e descoberta das tcnicas, responsveis pela produo de artefatos sociais diferenciados.

    Esse processo fez que cada comunidade deixasse impressas na paisagem marcas e formas de apro-priao prprias e singulares.

    No decorrer da histria humana, com o desenvolvimento do comrcio e em funo de processos migratrios muitas vezes impulsionados por condies naturais adversas, o contato entre distintas sociedades deixou aparente as marcas que as diferenciavam.

    Com o estabelecimento do sistema capitalista e principalmente em decorrncia da intensifica-o do processo de globalizao, desencadeado a partir do sculo XV, as diferenas entre as regies do planeta acentuaram-se de maneira notvel, o que provocou profundas transformaes nos modos de produo e nas formas de contato entre povos e naes. Para melhor compreendermos como esse processo se instalou, fundamental analisarmos os seguintes pontos:

    a) De que maneira a globalizao reduz o poder dos Estados nacionais? Cite exemplos.

    b) A globalizao estimula a concorrncia internacional e desestrutura a produo local ou nacional. Voc concorda com essa opinio do autor? Por qu?

    2. Leia o texto a seguir, grifando as ideias principais e as dvidas. Depois elabore uma sntese das ideias principais do texto, registrando-as em seu caderno.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    a) A diviso territorial do trabalho, intensificada aps as Grandes Navegaes, foi responsvel pela definio de modos de produo diferenciados em reas diversificadas. A distino dos papis socioeconmicos entre metrpole e colnia foi responsvel, de um lado, pela criao de reas de produo manufatureira e, de outro, pela produo agroexportadora.

    b) A expanso das tcnicas e dos modos de produo capitalista, associada s intencionalida-des do capitalismo, criou condies para que novas formas de relaes de produo fossem incorporadas s sociedades modernas, de modo a definir o que, como e onde produzir.

    c) As alteraes polticas responsveis pelo surgimento dos Estados-naes e a forma como os pases se organizaram, tanto do ponto de vista da sua estrutura interna como em funo de alianas e posicionamentos ideolgicos, provocaram uma desigual ocupao espacial, assim como uma irregular distribuio das riquezas.

    d) Os enormes avanos no sistema de transportes e nos meios de comunicao, resultantes da incorporao de novas tecnologias, foram responsveis pelo encurtamento das distncias e pelo maior contato entre povos e naes.

    Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    Agora, voc e seus colegas devero formar grupos para a segunda etapa da atividade. No seu grupo, discutam as ideias principais contidas nas snteses individuais. Em seguida, elaborem um pequeno relatrio do grupo sintetizando essa primeira discusso. Depois, socializem com a classe as concluses desse resumo.

    1. Apresente exemplos de seu cotidiano nos quais seja possvel constatar como as inovaes tecnolgicas, responsveis pelo atual estgio da globalizao, interferem na vida das pessoas de sua comunidade.

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    2. Leia o texto a seguir.

    O economista e Prmio Nobel de Economia Paul Krugman, em seu livro Globalizao e Globobagens (1999), exemplifica a globalizao dos mercados ao analisar como se caracterizam as relaes comerciais atuais entre alguns pases africanos e seus parceiros da comunidade europeia. Agricultores do Zimbbue fornecem hortalias frescas para o mercado ingls valendo-se da disponibilizao de voos noturnos que as transportam para esse pas sem que ocorra perda da qualidade de seus produtos.

    Para o autor, essa atividade possvel porque, na atualidade, os voos realizados por velhos Boeing entre Zimbbue e Londres esto muito mais baratos, transformando-se nos atuais navios cargueiros do comrcio mundial. Alm

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