BOOK GEO SPFE 2014 8S CAA vol1 ?· Caderno do Aluno Volume 1 GEOGRAFIA Ciências Humanas. MATERIAL DE…

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  • 8a SRIE 9oANOENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAISCaderno do AlunoVolume 1

    GEOGRAFIACincias Humanas

  • MATERIAL DE APOIO AOCURRCULO DO ESTADO DE SO PAULO

    CADERNO DO ALUNO

    GEOGRAFIAENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS

    8a SRIE/9o ANOVOLUME 1

    Nova edio

    2014-2017

    GOVERNO DO ESTADO DE SO PAULO

    SECRETARIA DA EDUCAO

    So Paulo

  • Governo do Estado de So Paulo

    Governador

    Geraldo Alckmin

    Vice-Governador

    Guilherme Afif Domingos

    Secretrio da Educao

    Herman Voorwald

    Secretrio-Adjunto

    Joo Cardoso Palma Filho

    Chefe de Gabinete

    Fernando Padula Novaes

    Subsecretria de Articulao Regional

    Rosania Morales Morroni

    Coordenadora da Escola de Formao e Aperfeioamento dos Professores EFAP

    Silvia Andrade da Cunha Galletta

    Coordenadora de Gesto da Educao Bsica

    Maria Elizabete da Costa

    Coordenadora de Gesto de Recursos Humanos

    Cleide Bauab Eid Bochixio

    Coordenadora de Informao, Monitoramento e Avaliao

    Educacional

    Ione Cristina Ribeiro de Assuno

    Coordenadora de Infraestrutura e Servios Escolares

    Ana Leonor Sala Alonso

    Coordenadora de Oramento e Finanas

    Claudia Chiaroni Afuso

    Presidente da Fundao para o Desenvolvimento da Educao FDE

    Barjas Negri

  • Caro(a) aluno(a),

    O ano que se inicia trar muitos desafios para voc, pois deve ser o de concluso do Ensino Fundamental. Esse fato representa uma etapa muito importante da sua vida.

    O conceito de globalizao ser retomado neste Caderno, sobretudo o estudo acerca das mani-festaes da globalizao nas diferentes escalas geogrficas. Voc poder ampliar os seus horizontes e desvendar a realidade em que vive, plena de novas informaes e que vai bem alm da dimenso do seu lugar, da sua regio.

    Ao longo do desenvolvimento das Situaes de Aprendizagem, voc ser capaz de compreender a complexidade dos fenmenos econmicos globais, suas interaes e diferenas, alm de entender a produo do espao geogrfico global, considerando a organizao poltica e a economia das so-ciedades contemporneas e de suas principais instituies.

    Portanto, aprender exige esforo e dedicao, mas tambm envolve curiosidade e criatividade, que estimulam a troca de ideias e de conhecimentos. Por isso, sugerimos que voc participe das au-las, fique atento s explicaes do professor, faa anotaes, exponha suas dvidas, procure respostas e d sua opinio.

    Se precisar, pea ajuda ao professor. Ele pode orient-lo sobre o que mais estudar e pesquisar, sobre como organizar os estudos e onde buscar mais informaes a respeito de um assunto. Reserve todos os dias um horrio para fazer as tarefas e rever os contedos. E, principalmente, ajude e pea ajuda aos colegas. A troca de ideias fundamental para a construo do conhecimento.

    Tenha um excelente estudo!

    Equipe Curricular de Geografiarea de Cincias Humanas

    Coordenadoria de Gesto da Educao Bsica CGEBSecretaria da Educao do Estado de So Paulo

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    !? SITUAO DE APRENDIZAGEM 1

    RELAES ENTRE ESPAO GEOGRFICO E GLOBALIZAO

    [...] O cidado norte-americano desperta num leito construdo segundo padro originrio do Oriente Prximo, mas modificado na Europa setentrional, antes de ser transmitido Amrica. Sai debaixo de cobertas feitas de algodo, cuja planta se tornou domstica na ndia; ou de linho ou de l de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Prximo; ou de seda cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Prximo. Ao levantar da cama faz uso dos mocassins que foram inventados pelos ndios das florestas do leste dos EUA e entra no quarto de banho cujos aparelhos so uma mistura de invenes europeias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que vesturio inventado na ndia, e lava-se com sabo que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que um rito masoquista que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito. [...]

    [...] l notcias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for um bom cidado conservador, agradecer a uma divindade hebraica, numa lngua indo-europeia, o fato de ser cem por cento americano. [...]

    LINTON, Ralph. O homem: uma introduo antropologia. 8. ed. So Paulo: Martins, 1971. p. 331-2.

    Leia o texto a seguir considerando os seguintes procedimentos:

    grife as ideias principais;

    pesquise o significado das palavras e expresses em destaque;

    sintetize as ideias principais.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Realize uma pesquisa sobre a origem dos bens de consumo que voc utiliza em sua casa. Elabore uma lista considerando o tipo de produto e procure nas embalagens o nome da empresa e o pas de origem desses produtos. Preencha os dados de sua pesquisa na tabela a seguir.

    Produtos Nome da empresa Pas de origem

    Alimentcios

    Higiene

    Limpeza

    Vesturio

    Calados

    Eletrodoms-ticos

    Eletroele-trnicos

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Com base na coleta individual de dados realizada sobre a origem de objetos que usamos no dia a dia, elaborem, em grupo, uma tabela nica que ser utilizada como banco de dados para a confeco de um mapa de fluxos.

    Tipo de produto Origem

    Com os dados da pesquisa organizados, construa um mapa de fluxos no mapa mudo da prxima pgina. Para a sua montagem, considere as seguintes etapas:

    crie uma legenda para cada tipo de produto usando a varivel cor;

    com o apoio de um atlas geogrfico escolar, aponte no mapa mudo o pas de origem de cada tipo de produto e trace o sentido do fluxo dessa mercadoria at o destino (Brasil) usando setas de acordo com a legenda elaborada para cada tipo de produto;

    destaque no mapa os pases nos quais esto situadas as sedes das empresas relacionadas na tabela;

    crie um ttulo para a produo cartogrfica do grupo.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Projection J. Bertin, 1950

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    1. Observe a imagem a seguir.

    Fonte: HARVEY, David. A condio ps-moderna. So Paulo: Loyola, 1992. p. 220.

    O encolhimento do mapa do mundo

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    a) Em sua opinio, o que a imagem representa?

    b) Identifique a variao de tempo em cada um dos estgios apresentados na figura.

    c) Quais hipteses poderiam ser levantadas para explicar a relao entre tempo e espao proposta pelo autor? Por que ele escolheu esse ttulo para a imagem? D exemplos representativos dessa situao em seu cotidiano.

    d) Com base na imagem, quais elementos podem ser considerados responsveis pelo processo de globalizao? Justifique sua resposta.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    a) Identifique em quais Estados brasileiros h maior nmero de comunidades quilombolas reconhecidas.

    b) Que fatores podem explicar a menor participao dessas comunidades no processo de globalizao? Justifique.

    Fonte: Fundao Palmares/Agncia Brasil. Mapa de quilombos no Brasil, maio de 2007. Licena Creative Commons Atribuio 3.0 Brasil.

    1. Como voc estudou, a globalizao no atinge todos lugares e povos igualmente. Um exemplo pode ser observado no mapa a seguir.

    Leitura e anlise de mapa

    Comunidades quilombolas no Brasil, maio de 2007

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    VOC APRENDEU?

    Analise a tabela apresentada e discuta a frase a seguir.

    Um dos principais efeitos e causas da globalizao a instantaneidade da comunicao, pelo uso da internet, que pode atingir todos os lugares.

    Quantidade de internautas em todo o mundo

    1. frica 6,31 milhes

    2. sia/Pacfico 187,24 milhes

    3. Europa 190,91 milhes

    4. Oriente Mdio 5,12 milhes

    5. Canad e EUA 182,67 milhes

    6. Amrica Latina 33,35 milhes

    Total mundial 605,60 milhes

    Fonte: Nua Internet Surveys. Disponvel em: . Acesso em: 21 maio 2013.

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    SITUAO DE APRENDIZAGEM 2 DIFERENAS REGIONAIS NA ERA DA GLOBALIZAO

    1. Leia o texto a seguir, grifando as ideias principais e as dvidas, e, posteriormente, elabore uma sntese das ideias principais do texto, registrando-as em seu caderno.

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    Globalizar-se ou defender a identidade: como escapar desta opo

    Quando escutamos as diversas vozes que falam da globalizao, surgem os problemas, ou os contrassensos. Ao mesmo tempo em que concebida como expanso dos mercados e, portan-to, da potencialidade econmica das sociedades, a globalizao reduz a capacidade de ao dos Estados nacionais, dos partidos, dos sindicatos e dos atores polticos clssicos em geral. Produz maior intercmbio transnacional, mas enfraquece a segurana de se pertencer a uma nao, porque as tarefas de deciso da poltica nacional parece que so transferidas para as empresas ou as corporaes em uma economia mundializada. Os governos nacionais ficam reduzidos a simples administradores de decises alheias.

    Falar de globalizao falar de integrao supranacional, isto , uma integrao que no depende das barreiras ou das fronteiras nacionais. Um dos principais obstculos para que os cidados acreditem nestes projetos de integrao supranacional so os efeitos negativos dessas transformaes nas sociedades nacionais e locais. difcil obter consenso popular para mudanas nas relaes de produo, comrcio e consumo que tendem a enfraquecer os vnculos das pessoas com o seu territrio nativo, a suprimir postos de trabalho, aumentando o desemprego, e a achatar os preos dos produtos locais.

    Os cidados se sentem impotentes quando a referncia de poder uma empresa transnacional que fabrica peas de um automvel ou de um televisor em quatro pases, monta o produto em um quinto e tem os seus escritrios em outros dois ou trs. Essa distncia equivale, s vezes, quela que experimentamos ao receber mensagens pela televiso, pelo cinema, pela internet, vindas de lugares no identificveis. A pergunta que surge se, perante esses poderes annimos ou trans-localizados, pode haver sujeitos na produo e no consumo. Cada vez mais, trabalha-se para outros, mas no patres ou chefes identificveis, e sim empresas transnacionais annimas que ditam, a partir de lugares obscuros e tambm no identificveis, regras indiscutveis e inapelveis.

    As relaes estabelecidas entre cidados e entidades supranacionais so distantes. A globa-lizao estimula a concorrncia internacional e desestrutura a produo local ou nacional. Em relao cultura, favorece a expanso de indstrias culturais com capacidade de homogeneizar os gostos e os costumes. Destri ou enfraquece os produtores locais pouco eficientes. Em uns poucos casos, d a essas culturas a possibilidade de estilizar-se e difundir sua msica, suas festas e sua gastronomia por meio de empresas transnacionais.

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    A concentrao nos Estados Unidos, na Europa e no Japo da pesquisa cientfica e das inovaes em informao e entretenimento aumentam a distncia entre o que se produz nos pases desenvolvidos e a produo raqutica e desatualizada das naes perifricas. O poder dos sindicatos cada vez mais limitado, e o nome que as empresas sem rosto com marca, mas sem nome do a isso flexibilizao da produo e do trabalho. Na verdade, o que se torna instvel, mais do que flexvel, so as condies de trabalho; o trabalho rgido porque incerto, o trabalhador deve cumprir risca os horrios, os rituais de submisso, a adeso a uma ordem alheia que acaba sendo interiorizada para no perder o salrio.

    Exemplo de como isso acontece: so 21h10; no aeroporto berlinense de Tegel, uma voz corri-queira e amvel comunica aos exaustos passageiros que podem afinal embarcar com destino a Ham-burgo. A voz pertence a Angelika B., que est sentada diante de seu painel eletrnico na Califrnia!

    Depois das 16h, hora local em Berlim, a locuo do aeroporto feita na Califrnia, por razes to simples como inteligentes. Em primeiro lugar, ali no necessrio pagar mais por servios fora do horrio comercial. Em segundo lugar, os custos salariais para a mesma ativida-de so consideravelmente mais baixos na Califrnia do que na Alemanha.

    De maneira semelhante, as peas de entretenimento (programas de TV, videoclipes, teleno-velas...) so produzidas por outros agentes distantes, tambm sem nome, como as logomarcas [...] cujo ttulo completo a maioria muitas vezes desconhece. Em que lugar so produzidos esses thrillers, telenovelas, noticirios e seriados? Em Los Angeles, na Cidade do Mxico, em Buenos Aires, Nova Iorque ou, quem sabe, num estdio disfarado em certa baa dos Estados Unidos? Afinal, a Sony no era japonesa? Que que ela faz, ento, transmitindo de Miami?

    GARCA CANCLINI, Nstor. A globalizao imaginada. So Paulo: Iluminuras, 2003. p. 19-25. Adaptado.

    GlossrioIntercmbio transnacional: so duas as condies que podem caracterizar algo que recebe essa denominao. 1. A formao de unies regionais de naes, como no caso da Unio Europeia. Nesse exemplo, os intercmbios transcendem as naes, e as limitaes impostas pelas fronteiras nacionais, sobretudo alfandegrias, so removidas. Mas, isso ocorre apenas dentro dos pases da Unio. Os que esto de fora desse tipo de bloco regional encontraro as restries tradicionais para o ingresso de seus bens. 2. O comrcio ou a troca de bens no interior das redes das corporaes transnacionais, redes essas estruturadas na escala mundial. Esses bens circulam por vrios pases sem sair dos domnios dessas empresas, nesse sentido no so nacionais e sim transnacionais. A despeito dessa condio, esses

    Supranacional: o mesmo que transnacional. Refere-se a tudo que ultrapassa, ou transcende, o conceito de nao.

    Translocalizao: diz-se de uma empresa localizada em diferentes pases, produzindo os componentes de um mesmo produto em vrios pases.

    Agora, voc e seus colegas devero formar grupos para a segunda etapa da atividade. No seu grupo, discutam as ideias principais contidas nas snteses individuais registradas no caderno. Em seguida, vocs devem elaborar um pequeno relatrio do grupo sintetizando essa primeira discusso. Depois, socializem com a classe as concluses desse resumo. E, para finalizar o estudo do texto, individualmente, responda s duas questes a seguir.

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    Regio e a regionalizao

    Tanto no senso comum quanto como conceito geogrfico, o termo regio apresenta sig-nificados muito prximos: expressa a noo de que, na superfcie terrestre, existem reas que apresentam diferenas entre si.

    Essas diferenas resultam de processos histricos peculiares e podem ser mais bem percebidas quando se estudam as comunidades primitivas. Nelas, a manifestao do trabalho humano foi responsvel por imprimir marcas e formas de ocupao prprias que as caracterizaram como ni-cas. Alm disso, as singularidades ocorreram em funo das formas de apropriao e descoberta das tcnicas, responsveis pela produo de artefatos sociais diferenciados.

    Esse processo fez que cada comunidade deixasse impressas na paisagem marcas e formas de apro-priao prprias e singulares.

    No decorrer da histria humana, com o desenvolvimento do comrcio e em funo de processos migratrios muitas vezes impulsionados por condies naturais adversas, o contato entre distintas sociedades deixou aparente as marcas que as diferenciavam.

    Com o estabelecimento do sistema capitalista e principalmente em decorrncia da intensifica-o do processo de globalizao, desencadeado a partir do sculo XV, as diferenas entre as regies do planeta acentuaram-se de maneira notvel, o que provocou profundas transformaes nos modos de produo e nas formas de contato entre povos e naes. Para melhor compreendermos como esse processo se instalou, fundamental analisarmos os seguintes pontos:

    a) De que maneira a globalizao reduz o poder dos Estados nacionais? Cite exemplos.

    b) A globalizao estimula a concorrncia internacional e desestrutura a produo local ou nacional. Voc concorda com essa opinio do autor? Por qu?

    2. Leia o texto a seguir, grifando as ideias principais e as dvidas. Depois elabore uma sntese das ideias principais do texto, registrando-as em seu caderno.

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    a) A diviso territorial do trabalho, intensificada aps as Grandes Navegaes, foi responsvel pela definio de modos de produo diferenciados em reas diversificadas. A distino dos papis socioeconmicos entre metrpole e colnia foi responsvel, de um lado, pela criao de reas de produo manufatureira e, de outro, pela produo agroexportadora.

    b) A expanso das tcnicas e dos modos de produo capitalista, associada s intencionalida-des do capitalismo, criou condies para que novas formas de relaes de produo fossem incorporadas s sociedades modernas, de modo a definir o que, como e onde produzir.

    c) As alteraes polticas responsveis pelo surgimento dos Estados-naes e a forma como os pases se organizaram, tanto do ponto de vista da sua estrutura interna como em funo de alianas e posicionamentos ideolgicos, provocaram uma desigual ocupao espacial, assim como uma irregular distribuio das riquezas.

    d) Os enormes avanos no sistema de transportes e nos meios de comunicao, resultantes da incorporao de novas tecnologias, foram responsveis pelo encurtamento das distncias e pelo maior contato entre povos e naes.

    Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    Agora, voc e seus colegas devero formar grupos para a segunda etapa da atividade. No seu grupo, discutam as ideias principais contidas nas snteses individuais. Em seguida, elaborem um pequeno relatrio do grupo sintetizando essa primeira discusso. Depois, socializem com a classe as concluses desse resumo.

    1. Apresente exemplos de seu cotidiano nos quais seja possvel constatar como as inovaes tecnolgicas, responsveis pelo atual estgio da globalizao, interferem na vida das pessoas de sua comunidade.

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    2. Leia o texto a seguir.

    O economista e Prmio Nobel de Economia Paul Krugman, em seu livro Globalizao e Globobagens (1999), exemplifica a globalizao dos mercados ao analisar como se caracterizam as relaes comerciais atuais entre alguns pases africanos e seus parceiros da comunidade europeia. Agricultores do Zimbbue fornecem hortalias frescas para o mercado ingls valendo-se da disponibilizao de voos noturnos que as transportam para esse pas sem que ocorra perda da qualidade de seus produtos.

    Para o autor, essa atividade possvel porque, na atualidade, os voos realizados por velhos Boeing entre Zimbbue e Londres esto muito mais baratos, transformando-se nos atuais navios cargueiros do comrcio mundial. Alm disso, possvel contar com a maior eficincia da rede de telecomunicaes, o que permite contato telefnico e via internet entre vendedores e compradores, facilitando a relao comercial entre eles. Por fim, essa relao comercial s se tornou possvel aps a aprovao de polticas de abertura dos mercados e da reduo das tarifas de importao para o mercado ingls.

    Elaborado especialmente para o So Paulo faz escola.

    a) Quais elementos citados pelo autor representam de forma concreta a globalizao dos mer-cados? Justifique sua resposta.

    b) Em um de seus discursos sobre a globalizao, Thabo Mbeki, ex-presidente da frica do Sul, afirmou que h mais telefones na ilha de Manhattan, localizada na cidade de Nova Iorque, do que em toda a frica ao sul do Saara. Isso impede a insero da frica subsaariana na globalizao? Justifique.

    c) Em sua opinio, a realidade apontada pelo ex-presidente sul-africano tambm ocorre no Brasil? Justifique sua resposta.

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    VOC APRENDEU?

    A concentrao nos Estados Unidos, na Europa e no Japo da pesquisa cientfica e das ino-vaes em informao e entretenimento aumentam a distncia entre o que se produz nos pases desenvolvidos e a produo raqutica e desatualizada das naes perifricas.

    Com base no trecho destacado de Garca Canclini, escreva um pequeno texto explicando as consequncias disso para as chamadas naes perifricas.

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    SITUAO DE APRENDIZAGEM 3 AS POSSIBILIDADES DE REGIONALIZAO DO MUNDO CONTEMPORNEO

    Leitura e anlise de mapa

    1. Analise o mapa da pgina 8, levando em considerao as questes a seguir.

    a) Observe atentamente apenas a base cartogrfica (com diviso de pases) a partir da qual foi elaborado o mapa de fluxos. Qual regionalizao do mundo est representada nessa base cartogrfica? Explique.

    b) Observe agora o mapa de fluxos produzido pelo grupo. Quais continentes e pases apresen-tam os maiores fluxos para o Brasil?

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    2. Observe o mapa da prxima pgina.

    a) As regies com maiores fluxos, identificadas na questo anterior, relacionam-se a qual(ais) bloco(s) regional(ais) representado(s) no mapa? Na sua opinio, por que isso acontece?

    b) Considerando o dinamismo das economias mundiais, esto ocorrendo mudanas regionais significativas na sia? Qual pas encontra-se em plena expanso econmica, transformando--se em possvel liderana regional? E qual pas localizado na mesma regio o mais ameaa-do por essa liderana? Justifique sua resposta.

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    Ateli de Cartografia da Sciences Po, 2012

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  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Leitura e anlise de mapa

    1. Observe a forma de regionalizao apresentada no mapa abaixo e preencha o quadro que o segue.

    La bipolarit et lordre westphalien (1950-1980). Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 21 out. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico). Traduo: Rene Zicman.

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    A BIPOLARIDADE E A ORDEM WESTFALIANA - 1950-1980

    Os territrios

    A bipolaridadePases ligados aos EUA por um acordo militar, como a Otan

    Fronteiras fechadaspela Guerra FriaImplante do EstadoConflitos ligados definio das identidades territoriais ou separatistas

    Outros pases ligados ao bloco do Oeste (1980)

    Outros pases ligados ao bloco do Leste (em torno de 1980)Conflitos ou crises ligadosao enfrentamento Leste-Oeste

    Pases ligados URSSpor um acordo militar, como o Pacto de Varsvia

    Coreia, 1950-53

    Cuba 1962

    Nicargua1979-90

    Irlanda

    Pas Basco

    Saara Ocid.

    Ex-Iugoslvia

    Curdisto

    Nigria 1970-75Etipia

    Somlia

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    Grandes Lagosanos 1960 e 1990

    Indochina, Vietn1945-75

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  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    2. Observe o mapa e responda:

    Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 21 out. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala).

    a) Alm das setas h tambm crculos de diversos tamanhos. Observe a legenda e indique o que eles significam. Depois, mencione as reas onde o comrcio nessa escala mais intenso.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    24

    b) Por que as setas possuem espessuras distintas?

    c) Preencha o quadro indicando os maiores polos de comrcio mundial de mercadorias e tam-bm as reas de maior fragilidade nas trocas mundiais. Note que, nesse caso, estamos nos referindo ao conjunto representado pelas setas.

    Maiores polos de comrcio mundial

    Polos menores nas trocas mundiais

    3. Considerando os dois mapas anteriores, por que se pode considerar superada a regionalizao bipolar do mundo?

    4. Considerando as discusses j feitas, assinale a alternativa correta:

    a) Os pases da Unio Europeia, diferentemente dos Estados Unidos e do Japo, so os mais dinmicos economicamente, porque so os nicos a se organizar em blocos regionais.

    b) No so somente os pases que se organizam em blocos regionais que atuam no comrcio em escala mundial. Esse o caso da China, que de forma independente uma potncia comercial.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    25

    c) Com a constituio do Mercosul, a Amrica do Sul est se isolando do processo de globali-zao, visto que essa organizao restringe as relaes com a escala mundial.

    d) Os pases que esto se organizando em blocos regionais veem diminuir os investimentos internacionais em seus territrios. Isso se d inclusive na Europa.

    e) Considerando que os Estados Unidos tm a hegemonia do quadro mundial, correto falar em mundo multipolar.

    Analise o mapa Comrcio mundial de mercadorias, 2010 (p. 23) e o quadro a seguir, depois produza um relatrio em seu caderno discutindo as seguintes questes:

    Quais pases do mundo podem ser considerados centrais? E quais so representativos da periferia?

    Considerando que a atual ordem mundial multipolar, como explicar a contradio resultante da diviso do mundo entre centro e periferia?

    Qual a relao existente entre a fragilidade econmica e social de alguns pases e sua condio perifrica na ordem mundial?

    O que os pases centrais recebem dos pases perifricos

    1. Matrias-primas e bens manufaturados simples

    2. Mo de obra no qualificada ou semiqualificada, alm da altamente especializada

    3. Subordinao e dependncia nas decises

    4. Pagamento de juros de dvidas, pagamento de royalties

    O que os pases perifricos recebem dos pases centrais

    1. Manufaturas de alto valor agregado, tecnologia, servios sofisticados

    2. Quadros tcnicos especializados, turistas

    3. Decises estratgicas, impacto das decises polticas

    4. Investimentos de capitais, emprstimos, autorizao para uso de patentes

    Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Palavras cruzadas

    1. Nova Ordem Mundial.

    2. Unio das Repblicas Socialistas Soviticas.

    3. Ordem mundial ps-Segunda Guerra Mundial.

    4. Pases ricos.

    5. Capital da Alemanha.

    6. Pases perifricos.

    7. Moeda adotada pela maioria dos pases da Unio Europeia.

    8. rea de livre comrcio entre Canad, EUA e Mxico.

    9. Moeda dos EUA.

    10. rea de livre comrcio da sia/Pacfico.

    11. Bloco regional sul-americano.

    12. Moeda japonesa.

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  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    1. A globalizao no aplainou o mundo, no internacionalizou as riquezas, os saberes e os valores previstos, no extinguiu todas as fronteiras. (AUGUSTO, Srgio. E no que deu tudo errado? O Estado de S. Paulo, 28 out. 2007).

    Em relao a essa afirmao, pode-se dizer que ela :

    a) incorreta, porque a revoluo tecnolgica permite uma melhor distribuio da riqueza e do acesso informao.

    b) correta, porque a globalizao surge com a derrocada do socialismo e o fim da Guerra Fria, responsveis pelo empobrecimento de grandes extenses do planeta.

    c) incorreta, porque com a globalizao temos a aproximao dos mercados, que faz que os fluxos de mercadorias aconteam em escala global.

    d) correta, porque a aplicao de investimentos, a distribuio da riqueza e o poderio polti-co-militar encontram-se ainda altamente concentrados.

    e) correta, porque a insegurana poltico-militar do mundo contemporneo inibe as relaes comerciais e culturais entre as naes mais distantes.

    2. Assinale a alternativa correta, relacionada chamada Nova Ordem Mundial que apresentaria os seguin-tes fenmenos dos novos blocos de poder.

    a) No perodo da Guerra Fria, o poderio econmico e poltico era disputado pelos Estados Uni-dos e pela Alemanha.

    b) A Alemanha Ocidental aderiu ao capitalismo nos anos 1990, gerando a crise que levou desintegrao do imprio sovitico.

    c) O rompimento com a bipolarizao favoreceu o desenvolvimento do capitalismo de Estado.

    d) A multipolarizao que muitos observam no mundo se deve aos novos ncleos de poder eco-nmico que concorrem com os EUA, tais como o Extremo Oriente (China, Japo e Coreia do Sul) e a Unio Europeia.

    e) Os pases considerados emergentes (Brasil, Rssia, ndia, Argentina) disputam uma vaga no mundo multipolarizado.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    SITUAO DE APRENDIZAGEM 4 OS PRINCIPAIS BLOCOS ECONMICOS SUPRANACIONAIS

    Leia o texto a seguir e depois responda s questes propostas.

    Unio Europeia

    A ideia de uma organizao que congregasse as economias de vrios pases europeus se tornou mais forte com o final da Segunda Guerra Mundial, em decorrncia da desestruturao econ-mica provocada pelo conflito. Em 1947, pelo Tratado de Haia, Blgica, Luxemburgo e Holanda criaram uma rea de livre comrcio denominada Benelux nome que rene as iniciais de cada um dos pases-membros: BE de Blgica, NE de Netherlands (Holanda) e LUX de Luxemburgo.

    Em 1951, pelo Tratado de Paris, seis pases europeus uniram-se, formando outra entidade eco-nmica denominada Comunidade Europeia do Carvo e do Ao (Ceca), com o intuito de reor-ganizarem sua base industrial. Essa pode ser considerada a base inicial de uma nova organizao, o Mercado Comum Europeu (MCE), nascido em 1957, pelo Tratado de Roma. Surgiu naquele momento a Europa dos 6: Blgica, Luxemburgo, Holanda, Alemanha Ocidental, Frana e Itlia.

    O Tratado de Roma pode ser considerado responsvel pelo nascedouro da Unio Europeia. Em 1973, mais trs pases solicitaram o ingresso na organizao, e Reino Unido, Irlanda e Dina-marca passaram a fazer parte do primeiro grande bloco de livre comrcio do mundo. Na dcada de 1980, aps o fim das ditaduras em seus pases, ingressaram Portugal, Espanha e Grcia.

    Com a desintegrao da URSS, responsvel pelo fim da Guerra Fria, e o fim da influncia sovitica no Leste Europeu, os 12 pases do MCE ampliaram seus objetivos com o claro intuito de fortalecer a Europa diante da Nova Ordem Mundial, agora mais econmica e menos militarizada. Em 1992, aconteceu na Holanda o encontro dessas naes para assinatura do Tratado de Maastrich, por meio do qual foi criada a Unio Europeia, ampliando as alianas econmicas e polticas entre os pases-mem-bros. Com isso, estabeleceu-se uma rea de livre circulao de mercadorias, pessoas, servios e capitais.

    Em 1995, a nova conjuntura mundial atraiu mais trs pases para a organizao: Sucia, Finlndia e ustria, formando a Europa dos 15. Com a assinatura do Tratado de Amsterd, em 1997, os pases da Unio Europeia instituram o passaporte nico e a moeda nica, o euro que comeou a ser utilizado em 1999 somente em transaes comerciais e financeiras, entrando definitivamente em circulao em 2002. No entanto, o uso do euro ainda no se generalizou na UE, por isso, se fala em zona do euro.

    Em 2001, a assinatura do Tratado de Nice ampliou ainda mais o nmero de membros da Unio Europeia, pois entraram nesse momento muitos dos antigos pases socialistas que viviam sob a in- fluncia direta da URSS Hungria, Repblica Tcheca, Eslovquia, Polnia, Estnia, Litunia,

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Letnia e Eslovnia , alm de Malta e Chipre. Como resultado desse tratado, em 2004 nascia a Europa dos 25. Em 2007, ingressaram ainda Bulgria e Romnia, formando a Europa dos 27.

    Para fazer valer todos os compromissos assumidos em 1957 com o Tratado de Roma, ainda sero necessrios a consolidao de uma poltica militar comum e um maior empenho dos pases-membros em relao s questes internacionais.

    Referncias

    Europa Unio Europeia. Disponvel em: . Acesso em: 21 maio 2013.

    VICENTE, Paulo. O Tratado de Roma: nos cinquenta anos da Europa.

    Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    1. De que assunto o texto trata?

    2. Que fatores levaram os primeiros pases a formar uma rea de livre comrcio na Europa?

    3. Por que pases como a Polnia e a Eslovnia s ingressaram na Unio Europeia aps a assinatura do Tratado de Nice, em 2001?

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    Observe o mapa a seguir e depois responda s questes propostas.

    largissements sucessifs de lUnion Europenne, octobre 2012. In: DURAND, Marie-Franoise et al. Atlas de la mondialisation: comprendre lespace mondial contemporain. Dossier spcial tats-Unis. Paris: Presses de Sciences Po, 2013, p. 98. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies dos territrios no esto representadas em detalhe; sem indicao de norte geogrfico). Traduo: Rene Zicman.

    Leitura e anlise de mapa

    Frana

    Espanha Itlia

    Eslovnia

    Alemanha

    LuxemburgoBlgica

    PasesBaixos

    Irlanda

    Malta

    Grcia

    Chipre

    Hungriaustria

    Rep. Tcheca

    Polnia

    Dinamarca

    Sucia

    Finlndia

    Estnia

    Letnia

    Litunia

    Eslovquia

    Portugal

    Bulgria

    Romnia

    Noruega

    Turquia

    Sua

    Islndia*

    Belarus(Bielorrssia)

    Ucrnia

    Moldvia Rssia

    MacedniaAlbnia

    Bsnia-Herz.Srvia

    Mont.

    Crocia**

    Kaliningrado(Rssia)

    Kosovo

    3

    12

    Presidncia rotativa do Conselho da UE1234

    4

    5

    5

    Fontes: Portais Unio Europeia (http://europa.eu) e Toda a Europa (www.touteleurope.fr)

    CEE(1957)

    UE(1992)

    1957

    1973

    1981

    1986

    1990

    1995

    2004

    2007

    Pases candidatos

    Pases que se negarama entrar na UE

    Pases que a UE reconheceucom vocao para setornarem membros

    500 km

    Ateli

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    da Sciences

    Po,

    201

    2

    Reino Unido

    Ampliaes sucessivas

    *At 2008, a Islndia recusou-se a se tornar membro da Unio Europeia.** A Crocia ser membro da UE em julho de 2013.

    Irlanda (1 semestre de 2013)Litunia (2 semestre de 2013)Grcia (1 semestre de 2014)Itlia (2 semestre de 2014)Letnia (1 semestre de 2015)

    AMPLIAES SUCESSIVAS DA UNIO EUROPEIA, outubro de 2012

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    1. Esse mapa da Europa representa o processo, ainda em andamento, de estruturao da Unio Eu-ropeia. Nele possvel identificar os pases que originalmente formaram esse bloco, assim como os ingressantes posteriores e os que desejam entrar. Como podemos visualizar essas informaes no mapa?

    2. Considerando a representao do processo de estruturao da Unio Europeia, vale observar a geografia desse processo:

    a) Quais so as naes fundadoras e onde elas se localizam?

    b) Qual a geografia da expanso da Unio Europeia?

    3. Agora propomos uma pequena pesquisa com dois itens:

    a) Por que os pases do Leste Europeu esto sendo os ltimos a serem incorporados na Unio Europeia (h os que foram incorporados recentemente e h os que desejam ser incorporados)?

    b) Todos os pases que esto pleiteando nesse momento o ingresso na Unio Europeia so real-mente europeus, conforme a diviso tradicional dos continentes?

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Com base no texto Unio Europeia, elabore um quadro-sntese com as principais aes de inte-grao entre os pases que vieram a constituir esse bloco.

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    1. Leia o texto a seguir e identifique o papel de cada um dos membros do Mercosul, considerando o contexto econmico e geopoltico do continente sul-americano.

    Mercosul

    O Mercosul passou a vigorar oficialmente em janeiro de 1991, quando os presidentes do Brasil, do Uruguai, do Paraguai e da Argentina consolidaram as bases que deram origem ao Tratado de Constituio do Mercado Comum do Sul, em Assuno, capital do Paraguai.

    O Mercosul nasceu da aproximao geopoltica entre o Brasil e a Argentina e dos acordos prvios de integrao econmica bilateral firmados entre os dois pases. A precondio para a cooperao diplomtica e econmica foi a redemocratizao poltica: em meados da dcada de 1980, ambos transitaram de ditaduras militares para regimes civis baseados em eleies livres.

    Aps as mudanas polticas ocorridas nos dois pases e a intensificao do processo de globaliza-o, o empenho em transformar o rompimento com esses regimes autoritrios em fronteiras comer-ciais abertas teve como ponto de partida o fato de a Amrica do Sul constituir uma unidade fsica contnua, propiciadora de oportunidades de cooperao. No mundo ps-Guerra Fria, no qual atuam simultaneamente foras antagnicas, tanto se globaliza quanto se regionaliza. Portanto, a Amrica do Sul apresenta um novo potencial: o de aprofundar a cooperao em um projeto de integrao voltado para organizar em outro patamar a convivncia no espao sul-americano. O Mercosul, assim, tem como objetivo ampliar a capacidade dos pases da regio no trato dos desafios e oportunidades da globalizao. A organizao aprofundada da convivncia no espao sul-americano pode ampliar vantagens comparativas em um processo de insero competitiva na economia mundial, na medida em que os vetores logstica/transporte e telecomunicao/energia forem desenvolvidos para adicionar valor e reduzir custos, estimulando, num clima de paz, os elos do comrcio e do investimento.

    Seguindo a tendncia que vigorou como forma de reorganizao econmica dos Estados ps--Guerra Fria, o Mercosul, a partir de 1994, definiu como metas a implantao de uma rea de integrao dos mercados, consolidando o livre comrcio entre os quatro pases com a eliminao completa das tarifas de importao. Tambm props uma Tarifa Externa Comum (TEC), por meio da qual produtos importados de pases no pertencentes ao bloco s podem circular no interior destes se as normas tarifrias atenderem aos interesses de cada um dos pases do bloco.

    Hoje composto por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela (Estados-membros), o Mercosul responde por 71,8% (12.789.558 km) do territrio da Amrica do Sul. Somada, a populao do bloco chega a 275 milhes de habitantes, 69,78% da populao da regio. Possui um PIB nominal de US$ 3,32 trilhes (dados de 2011) e ocuparia a posio de quinta economia mundial se fosse considerado como um nico pas.

    Dos quatro membros originais do bloco (ou seja, com exceo da Venezuela), as maiores eco-nomias so as do Brasil e da Argentina (juntas, correspondem a 80% das transaes do Mercosul). Tambm apresentam diferenciaes quanto aos custos de produo e tipo de setores que recebem

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    os maiores investimentos. Enquanto o Brasil possui um parque industrial bem mais diversificado que o da Argentina, com tecnologia avanada, maior produo e salrios mais baixos, o pas vizi-nho lidera a produo de gros, frutas e pecuria apresentando custos mais baixos que o brasileiro nesses setores. Dessa forma, a integrao regional entre esses dois pases transformou o Mercosul num eixo prioritrio do comrcio exterior brasileiro. A Argentina, nos primeiros anos de funcio-namento do bloco, tornou-se, isoladamente, o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrs apenas dos Estados Unidos. S para exemplificar, em 1997, o bloco do Cone Sul respondeu por mais de 16% da corrente de intercmbio internacional brasileira. Contudo, no incio do ano 2000, a crise financeira argentina abalou fortemente a estabilidade da integrao econmica e, em 2003, o bloco representou apenas 9,4% do total de intercmbio com o Brasil, tendo a China se tornado o nosso segundo maior parceiro comercial.

    De certa forma, o Mercosul tem importncia comercial maior para a Argentina do que para o Brasil. Isso ocorre porque, apesar de a Argentina tambm ser considerada um global trader, ou seja, possuir relaes comerciais com a maioria dos pases do mundo, a sua situa o de depen-dncia com o Mercosul muito maior do que a brasileira. Enquanto o Brasil tem como benef-cio o acesso ao mercado argentino, com cerca de 40 milhes de pessoas, a Argentina tornou-se dependente do mercado brasileiro, que corresponde a mais de 190 milhes de consumidores. Como consequncia, o Mercosul o destino de mais de um quarto das exportaes argentinas e a origem de quase 30% de suas importaes.

    Uruguai e Paraguai, pases com populao e economia diminutas, exibem forte depen-dncia comercial em relao ao bloco do Cone Sul. Os dois vizinhos maiores so os principais parceiros comerciais dos dois pases. A economia brasileira funciona como um m, orientando os fluxos de intercmbio externo de ambos no conjunto do Mercosul.

    Em funo do compromisso do bloco com a intensificao das relaes com os demais pa-ses do continente, Bolvia, Chile, Colmbia, Equador e Peru so Estados Associados ao Mer-cosul. Anteriormente na categoria de Estado Associado, a Repblica Bolivariana da Venezuela se tornou membro em 2012. O processo de adeso foi iniciado com a assinatura, em julho de 2006, em Caracas, do Protocolo de Adeso da Venezuela ao Mercosul. Tambm em 2012 foi formalizado o protocolo de adeso da Bolvia, e o pas poder estar integrado em um prazo de quatro anos ao bloco. Em junho de 2012, o Mercosul e a Unasul aprovaram a suspenso temporria do Paraguai por discordar da forma como foi conduzido o processo de impeachment do presidente do pas.

    Elaborado por Angela Corra da Silva especialmente para o So Paulo faz escola.

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    2. Leia o texto a seguir e depois responda s questes propostas.

    Nafta

    Aps a Segunda Guerra Mundial, os EUA consolidaram-se como a principal potncia mun-dial. Entretanto, a partir da dcada de 1970, com a reestruturao econmica europeia e japo-nesa, novos eixos de poder econmico se instalaram no mundo, situao que se configurou defi-nitivamente aps a desintegrao da URSS em 1991, colocando fim ao perodo da Guerra Fria.

    Diante desse cenrio, o governo dos EUA props, em 1990, uma reunio entre as lideran-as da Amrica, com exceo de Cuba, denominada Iniciativa para as Amricas. No encerra-mento do evento, o ento presidente dos EUA, George Bush, props a criao de uma imensa rea de livre comrcio, que deveria abranger do Alasca ao Cabo Horn. Como parte dessa estratgia, em 1992 foi criada a zona de livre comrcio da Amrica do Norte, o North American Free Trade Agreement (Acordo de Livre Comrcio da Amrica do Norte) Nafta.

    O principal objetivo do Nafta foi promover a integrao de mercados por meio da livre circulao de mercadorias entre EUA, Canad e Mxico com o intuito de que esse bloco se transformasse no embrio de uma organizao maior denominada rea de Livre Comrcio das Amricas (Alca). Os princpios bsicos que norteiam o Nafta baseiam-se:

    na eliminao das tarifas alfandegrias de centenas de produtos, criando uma zona de livre comrcio para a atuao das empresas;

    na livre circulao de mercadorias e dlares entre os pases integrantes;

    nas restries ao livre trnsito de trabalhadores entre os pases.

    Ao se analisar o papel de cada um dos membros que compem o Nafta, evidenciam-se os interesses que permeiam o bloco.

    O Canad, pas com 9976139 km2, segunda maior rea do mundo e com uma populao de cerca de 35 milhes de habitantes, apresenta uma atividade econmica de grande desenvolvimento, porm necessita ampliar o seu mercado consumidor. Dessa forma, participar do Nafta lhe permite escoar sua produo para um mercado de mais de 430 milhes de habitantes.

    J o Mxico enfrenta alguns problemas mais srios. Se, por um lado, tambm se beneficia da ampliao de mercados, por outro, tem sofrido graves problemas com relao poltica de restrio imigrao. Como o pas de menor desenvolvimento entre os integrantes do Nafta, apresenta uma grande populao, cerca de 107 milhes de habitantes, que vivem muitas vezes em condies sociais precrias, sendo, portanto, um reduto de mo de obra barata. Beneficiando-se dessa situao, empresas estadunidenses instalam suas filiais, denominadas maquiladoras, em cidades fronteirias, apenas para montar produtos destinados aos pases do bloco, com o intui-to de fixar a populao em seu prprio pas e, com isso, diminuir as constantes migraes de mexicanos para dentro dos EUA.

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    Por outro lado, os EUA tm slidos interesses no Nafta. Inicialmente incorpora ao seu mer-cado as populaes consumidoras do Canad, com alto poder aquisitivo, e do Mxico, segunda maior populao da Amrica do Norte, ampliando, portanto, o potencial de seu mercado, alm de ter acesso a uma farta mo de obra de custo baixo. Ao incorporar o Mxico numa organizao econmica de peso, a estratgia poltica estadunidense contribuiu para romper com a possibili-dade de se criar um bloco unicamente latino-americano, pois o Mxico, importante liderana regional, no mais apresenta interesses em relao a seus pares latinos. Diante das demandas in-dividuais, o grande vitorioso so os EUA, ainda mais quando se imagina o Nafta como balo de ensaio para a consolidao de uma organizao muito maior, denominada Alca.

    Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    a) Destaque do texto os principais objetivos do Nafta.

    b) Descreva as vantagens e as desvantagens resultantes da adeso ao Nafta para cada um dos pases-membros.

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    3. Leia o texto a seguir e depois responda s questes propostas.

    Alca

    Ao analisar os resultados da balana comercial dos Estados Unidos nos ltimos anos, ganha sentido o interesse estadunidense em compor uma rea de livre comrcio com toda a Amrica, pois apresenta supervits de exportao somente com a Amrica Latina. Em relao a todos os outros continentes, a balana comercial estadunidense deficitria.

    Por outro lado, os pases latino-americanos tm em geral certo receio quando se prope uma integrao continental porque sabido que os interesses estadunidenses no so conver-gentes em relao s reais necessidades dos povos latino-americanos, e se pode constatar tal argumento ao analisar as diversas formas de interveno estadunidense em pases da Amrica Latina. Em relao concretizao da Alca, a maior resistncia vem do governo brasileiro, que no mediu esforos para, de certo modo, retardar sua efetivao. A posio brasileira vem em defesa do Mercosul, atualmente o quatro maior bloco de mercado do mundo, com um PIB conjunto que j supera 1 trilho de dlares e tem efetuado parcerias de livre mercado com vizinhos, ampliando o seu poder na regio.

    O crescimento do comrcio regional pode ser explicado pelo fato de as empresas trans-nacionais que atuam especialmente no Brasil e na Argentina terem ampliado sua escala de produo. Para se ter uma ideia do gigantismo das cifras, no setor automobilstico a produo conjunta entre Brasil e Argentina equivalente da Alemanha. Nesse sentido, para os pases do Cone Sul, e principalmente para o Brasil, o mais industrializado deles, fundamental garantir a consolidao do que se denomina hoje de base Mercosul, ou seja, transformar a regio de atuao do Mercosul em importante ponto geogrfico de convergncia de mercadorias globais. Na Amrica do Sul, o Mercosul representa uma possibilidade ou uma tentativa de organizao de pases para enfrentar esses novos arranjos mundiais.

    Elaborado por Jaime Tadeu Oliva especialmente para o So Paulo faz escola.

    a) Com base nos textos sobre o Nafta e a Alca, identifique os interesses dos EUA na concreti-zao de uma rea de livre comrcio que envolva a totalidade dos pases americanos.

    b) De acordo com o texto sobre a Alca, quais motivos levam governos dos pases latino-americanos a recearem a efetivao da Alca?

  • Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Mercosul Alca: h conflito?

    A Alca, tal como proposta, est muito distante de uma integrao econmica. En-quanto os pases latino-americanos devem eliminar todas as barreiras comerciais cum-prindo as normas da doutrina de livre comrcio, os EUA se reservam o direito de man-ter os subsdios sua agricultura; a legislao antidumping para proteger suas indstrias; cotas de importao para os setores em que no so competitivos [...] e uma srie de restries sanitrias [...].

    A proposta da Alca [...] parece mais uma subordinao de colnias potncia im-perial do que uma integrao econmica, que implicaria intercmbio mais ou menos equilibrado de produtos, fluxos de capitais [...], relaes e benefcios bastante simtri-cos. A Alca totalmente assimtrica as corporaes transnacionais com sede nos EUA acumulam ativos latino-americanos e determinam o fluxo unilateral de lucros, juros e royalties, do sul para o norte.

    [...] o aprofundamento da crise econmica nos EUA e a concorrncia crescente com a Europa e o Japo [...] resulta em dficits enormes e insustentveis. Essa situao fora os EUA a apoderar-se da maior parte do mercado latino-americano, de seus recursos naturais e de suas empresas. A Alca, dando prioridade de acesso s empresas estadunidenses, facili-taria a supremacia de suas corporaes [...].

    A persistncia da crise financeira-fiscal-cambial da Argentina leva-a a procurar negociar diretamente com os EUA um eventual acordo bilateral. Tambm o Uruguai est esboan-do uma poltica para ampliar o comrcio com os EUA, bilateralmente. [...]

    Mas, segundo as regras do Mercosul, seus pases-membros no podem negociar acordos bilaterais de livre comrcio com outros governos. Pelas normas do Mercosul, os parceiros so obrigados a respeitar uma tarifa comum nas transaes com o resto do mundo.

    [...] sem uma prvia integrao da Amrica Latina atravs da ampliao do Mercosul ou outro projeto semelhante no haver possibilidade de negociar em p de igualdade com os EUA ou mesmo com a Unio Europeia. Ambos procuram construir mercados cativos para suas corporaes transnacionais que deslocam suas fbricas para as regies que oferecem, alm de mo de obra relativamente qualificada e barata, tambm condies infraestruturais adequadas [...].

    Em resumo, o projeto da Alca atende aos interesses econmicos e estratgicos dos Estados Unidos na Amrica do Sul, afetando particularmente o Brasil, por seu potencial econmico, populao, dimenses territoriais e vocao democrtica. [...]

    RATTNER, Henrique. Mercosul e Alca: o futuro incerto dos pases sul-americanos. So Paulo: Edusp, 2002. p. 109-19.

    4. Leia o texto a seguir e depois responda questo proposta.

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    Com base nos textos Mercosul, Alca e Mercosul Alca: h conflito?, quais so os interesses regio-nais do Brasil ao defender a ampliao do Mercosul no contexto sul-americano?

    Com base nos textos e em seus conhecimentos de Geografia, redija uma carta para o presidente de algum pas do continente americano, defendendo ou criticando o ingresso de seu pas em blocos econmicos supranacionais. Considere em seu texto vantagens e desvantagens para a populao local e a economia do pas.

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    A globalizao da economia e da sociedade est levando ao desenvolvimento de um novo de-senho de ordem mundial. Essa nova ordem se ergue no final da Guerra Fria (um dos marcos do fim da ordem bipolar), com o crescimento dos ncleos econmicos tradicionais (Europa e EUA) e com a concorrncia de novos ncleos que esto ascendendo no mercado mundial, como a Amrica do Sul e, principalmente, o Extremo Oriente. Essa nova ordem assiste, tambm, a organizao de blocos e unies regionais em muitos desses ncleos. Baseado no mapa a seguir, identifique esses ncleos econmicos, desse novo mundo multipolar, relacionando-os na sequncia das maiores para as menores economias e assinale a alternativa correta:

    Planisphre, projection Bertin1950, 2011. Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 21 out. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico). Adaptado para fins didticos.

    Proj

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    Bert

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    950

    1

    3

    2

    4

    a) Nafta, Mercosul, Unio Europeia e pases do Extremo Oriente.

    b) Unio Europeia, pases do Extremo Oriente, Nafta e Mercosul.

    c) Unio Europeia, Nafta, Mercosul e pases do Extremo Oriente.

    d) Nafta, pases do Extremo Oriente, Unio Europeia e Mercosul.

    e) Nafta, Mercosul, pases do Extremo Oriente e Unio Europeia.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    !?

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 5 A DECLARAO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

    Para comeo de conversa

    Nas prximas aulas, vamos abordar um tema muito importante: os direitos humanos. O que voc sabe sobre isso? Em sua opinio, quais so os direitos bsicos que deveriam estar garantidos para todas as pessoas? Voc acredita que todas as pessoas tm esses direitos assegurados?

    Procure responder, oralmente, a essas questes, debatendo com toda a classe. Depois, registre suas concluses no espao a seguir.

    Pesquise em jornais, em revistas ou na internet imagens que contenham cenas de desrespeito aos direitos humanos listados pela classe.

    1. Selecione quatro imagens, cole-as nas prximas pginas e faa uma legenda para cada uma delas, descrevendo-as e explicando por que representam a violao de um direito humano bsico.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Legenda

    Imagem 1

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    Legenda

    Imagem 2

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    Legenda

    Imagem 3

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    Legenda

    Imagem 4

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    2. Aps o trabalho com as imagens, produza um texto que sintetize as informaes, para responder s seguintes questes: por que as imagens selecionadas representam a violao de um (ou vrios) direito(s) humano(s) bsico(s)? Que direito(s) (so) esse(s)? O que pode ser feito para que esse(s) direito(s) seja(m) garantido(s)?

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    A Declarao Universal dos Direitos Humanos foi aprovada pela Organizao das Naes Unidas (ONU) em 1948.

    1. O que voc sabe sobre a poca em que foi instituda essa Declarao? Qual foi a importncia dessa Declarao naquele momento histrico?

    2. Agora, leia alguns artigos que compem a Declarao Universal dos Direitos Humanos e faa as atividades propostas.

    [...]

    A Assembleia Geral proclama a presente Declarao Universal dos Direitos Humanos

    como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as naes, com o objetivo de que cada indivduo e cada rgo da sociedade, tendo sempre em mente esta Declarao, se esforce, atravs do ensino e da educao, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, [...]

    Artigo I. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. So dotados de razo e conscincia e devem agir em relao uns aos outros com esprito de fraternidade.

    Artigo II.

    1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declara-o, sem distino de qualquer espcie, seja de raa, cor, sexo, idioma, religio, opinio poltica ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condio. [...]

    Artigo III. Todo ser humano tem direito vida, liberdade e segurana pessoal.

    Artigo IV. Ningum ser mantido em escravido ou servido; a escravido e o trfico de escravos sero proibidos em todas as suas formas.

    Artigo V. Ningum ser submetido tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. [...]

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Artigo XXIII.

    1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, livre escolha de emprego, a condies justas e favorveis de trabalho e proteo contra o desemprego.

    2. Todo ser humano, sem qualquer distino, tem direito a igual remunerao por igual trabalho.

    3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remunerao justa e satisfatria, que lhe assegure, assim como sua famlia, uma existncia compatvel com a dignidade humana, e a que se acrescentaro, se necessrio, outros meios de proteo social.

    4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteo de seus interesses.

    Artigo XXIV. Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitao razovel das horas de trabalho e a frias remuneradas peridicas.

    Artigo XXV.

    1. Todo ser humano tem direito a um padro de vida capaz de assegurar-lhe, e sua famlia, sade e bem-estar, inclusive alimentao, vesturio, habitao, cuidados mdicos e os servios sociais indispensveis, e direito segurana em caso de desemprego, doena, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistncia em circunstncias fora de seu controle.

    2. A maternidade e a infncia tm direito a cuidados e assistncia especiais. Todas as crianas, nascidas dentro ou fora do matrimnio, gozaro da mesma proteo social.

    Artigo XXVI.

    1. Toda pessoa tem direito instruo. A instruo ser gratuita, pelo menos nos graus ele-mentares e fundamentais. A instruo elementar ser obrigatria. [...]

    2. A instruo ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instruo promover a compreenso, a tolerncia e a amizade entre todas as naes e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvar as atividades das Naes Unidas em prol da manuteno da paz. [...]

    ONU. Declarao Universal dos Direitos Humanos. Nova Iorque: ONU, 1948. Disponvel em: . Acesso em: 22 out. 2013.

    a) O que h de diferente entre a listagem de direitos feita pela classe e os direitos selecionados da Declarao Universal dos Direitos Humanos, apresentados no texto?

  • 49

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    b) Quais so as principais estratgias indicadas para solucionar as situaes de desrespeito aos direitos humanos? Justifique sua resposta.

    Organizados em grupos, selecionem dois artigos e procurem represent-los por meio de um desenho ou uma colagem. Depois, representem alguma situao na qual esse direito esteja sendo negado a uma pessoa ou a um grupo. Esse trabalho pode ser feito em folhas de papel branco ou em cartolina.

    O documento Um mundo para as crianas foi aprovado pela Assembleia Geral das Naes Uni-das em maio de 2002. Trata-se de uma nova agenda para as crianas do mundo, pautada nos obje-tivos apresentados a seguir.

    1. Colocar as crianas em primeiro lugar. Em todas as medidas relativas infncia ser dada priori-dade aos melhores interesses da criana.

    2. Erradicar a pobreza: investir na infncia. Reafirmamos nossa promessa de romper o ciclo da pobreza em uma s gerao, unidos na convico de que investir na infncia e realizar os direitos da criana esto entre as formas mais efetivas de erradicar a pobreza. Medidas imediatas devem ser tomadas para eliminar as piores formas de trabalho infantil.

    3. No abandonar nenhuma criana. Todas as meninas e todos os meninos nascem livres e tm a mesma dignidade e os mesmos direitos; portanto, necessrio eliminar todas as formas de discriminao contra as crianas.

  • 50

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    4. Cuidar de cada criana. As crianas devem ter o melhor incio de vida. Sua sobrevivncia, proteo, crescimento e desenvolvimento com boa sade e uma nutrio adequada so as bases fundamentais do desenvolvimento humano. Faremos um esforo conjunto para lutar contra as doenas infecciosas, combater as principais causas da desnutrio e criar as crianas em um meio seguro que lhes permita desfrutar de boa sade, estar mentalmente alertas, sentir-se emocional-mente seguras e ser socialmente competentes e capazes de aprender.

    5. Educar todas as crianas. Todas as meninas e todos os meninos devem ter acesso educao primria obrigatria, totalmente gratuita e de boa qualidade, como base de um ensino fundamental completo. Devem eliminar-se as disparidades de gnero na educao primria e secundria.

    6. Proteger as crianas da violncia e da explorao. As crianas devem ser protegidas de todo e qualquer ato de violncia, maus-tratos, explorao e discriminao, assim como de todas as formas de terrorismo e de serem mantidas como refns.

    7. Proteger as crianas da guerra. As crianas devem ser protegidas dos horrores dos conflitos armados. Crianas que esto em territrio sob ocupao estrangeira tambm devem ser protegidas de acordo com as disposies do direito humanitrio internacional.

    8. Combater o HIV/Aids. necessrio proteger as crianas e suas famlias dos efeitos devastadores do HIV/Aids.

    9. Ouvir as crianas e assegurar sua participao. As crianas e os adolescentes so cidados valiosos que podem ajudar a criar um futuro melhor para todos. Devemos respeitar seus direitos de se expressar e de participar em todos os assuntos que lhes dizem respeito, de acordo com sua idade e maturidade.

    10. Proteger a Terra para as crianas. Devemos defender nosso ambiente natural com sua diversidade biolgica, sua beleza e seus recursos, tudo aquilo que melhora a qualidade de vida para as geraes atuais e futuras. Ser dada toda a assistncia possvel para proteger as crianas e reduzir ao mnimo os impactos nelas provocados pelos desastres naturais e pela degradao do meio ambiente.

    ONU. Um mundo para as crianas. Nova Iorque: ONU, 2002. p. 13-6. Disponvel em: . Acesso em: 22 out. 2013.

    1. Esses objetivos seguem princpios comuns queles expressos na Declarao Universal dos Di-reitos Humanos, aprovada em 1948? Justifique sua resposta.

    2. Escolha dois objetivos que voc considere mais importantes. Explique a sua escolha.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    3. Voc considera que a realizao desses objetivos pode melhorar a vida das crianas e dos ado-lescentes brasileiros? De que forma?

    4. Ser que as crianas esto efetivamente protegidas conforme o previsto no documento Um mun-do para as crianas? Como podemos relacionar esse documento da ONU e o Estatuto da Criana e do Adolescente (ECA) no Brasil? Justifique sua resposta.

    Encceja 2005 O desrespeito aos direitos do homem, seja em nosso pas ou em outros lugares do mundo, noticiado pelos meios de comunicao com certa frequncia. O texto a seguir foi extrado da Declarao Universal dos Direitos Humanos, aprovada pela Organizao das Naes Unidas (ONU) em 1948:

    Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. So dotados de razo e conscincia e devem agir em relao uns aos outros com esprito de fraternidade. [...] (Artigo 1o)

    Entende-se que o documento da ONU recomenda a todos os pases a:

    a) manuteno da liberdade de comunicao e informao.

    b) garantia de direitos, independentemente de cor, sexo ou crena.

    c) priso arbitrria daqueles que fazem oposio aos governos.

    d) restrio liberdade de pensamento e de ir e vir.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 6 A ORGANIZAO DAS NAES UNIDAS (ONU)

    !?

    Nota da autora do Caderno: em 2004, quando o mapa foi elaborado, a Unio Europeia contava com 25 integrantes. Aderiram ao bloco a Romnia e a Bulgria, em 2007, e a Crocia, em 2013. O bloco passou a ter 28 membros.

    LAtlas du monde diplomatique. Paris: Armand Colin, 2006. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala; sem indicao de norte geogrfico). Adaptado (acrscimo de cotas). Traduo: Rene Zicman.

    Quem financia a ONU?

    OCEANO PACFICO OCEANO ATLNTICO OCEANO NDICO

    OCEANOPACFICO

    Japo300

    25 pases-membrosda Unio Europeia

    585

    Estados Unidos340

    Canad

    Mxico

    Brasil

    Argentina

    fricado Sul

    Rssia

    China

    ndiaArbiaSaudita

    Austrlia

    Cingapura Malsia

    Coreiado Sul

    IsraelIr

    Sua

    Noruega

    Chile

    Pas com contribuiosuperior a US$ 1 milho 585

    340

    150

    4020

    Milhes de dlares

    2Fonte: Naes Unidas, 2004.

    Insumos para o oramento ordinrio das Naes Unidas em 2003

    TailndiaVenezuelaNigria

    Arglia Lbia

    Colmbia

    Turquia

    Observe o mapa Quem financia a ONU?, que identifica a contribuio de cada pas ou bloco econmico no financiamento das operaes das Naes Unidas, e o grfico Os atrasos na contribui-o da ONU, que apresenta os pases com atraso na contribuio para a ONU.

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  • 53

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Com base no mapa e no grfico anteriores, responda:

    1. Quais so os maiores financiadores dos programas e agncias da ONU? Por que voc acha que isso ocorre?

    2. No contexto da Amrica do Sul, o Brasil o principal financiador da ONU. Por que isso ocorre?

    Fonte: LAtlas du monde diplomatique. Paris: Armand Colin, 2006.

    Os atrasos na contribuio da ONU

    0

    Fontes: Naes Unidas; Frum de Poltica Global.

    20032001199919971995199319911989198719851983198119791977197519731971

    300

    200

    100

    Milhes de dlares

    400

    500

    600

    Atrasos nos pagamentos dos Estados Unidos:dvida em 31 de dezembro de cada ano

    Atrasos nos pagamentos de todosos pases-membros:dvida em 31 de dezembrode cada ano

    A altura total da coluna representa o valor das contribuiesdos pases-membros no pagas em 31 de dezembro

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  • 54

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    3. No continente africano, apenas quatro pases contribuem com somas anuais superiores a 1 mi-lho de dlares. Quais so esses pases? Voc saberia explicar por que isso ocorre?

    4. A partir das informaes contidas no grfico Os atrasos na contribuio da ONU, identifique qual pas se destaca como mau pagador de suas contribuies ONU.

    5. Quais so as consequncias provveis desses atrasos para a comunidade internacional?

  • 55

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Desafio!

    A operao militar representada na foto pode ser usada como um exemplo de desrespeito ao Conselho de Segurana da ONU? Explique sua resposta.

    Tropas estadunidenses na invaso do Iraque, 2003.

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    Latin

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  • 56

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Leia o texto a seguir.

    Em maio de 2005, o Brasil, a Alemanha, a ndia e o Japo apresentaram uma proposta de expanso do Conselho de Segurana (CS) da ONU. Esses quatro pases, que passaram a ser conhecidos como G-4, reivindicavam assento permanente no Conselho de Segurana da ONU, para eles e para mais dois pases do continente africano a serem escolhidos posteriormente. Entretanto, todos os atuais membros do CS, com exceo da Frana, pronunciaram-se contra a proposta. Os Estados Unidos, por exemplo, defendem que a reforma do Conselho de Segurana s deve ocorrer se os novos membros, quaisquer que sejam eles, abrirem mo do direito de veto, que continuaria prerrogativa exclusiva dos cinco membros permanentes originais.

    Tambm a Argentina e o Paquisto se pronunciaram contra a candidatura do G-4, pois no aceitam a liderana regional dos seus vizinhos.

    Elaborado por Regina Araujo especialmente para o So Paulo faz escola.

    1. Qual a posio brasileira diante da reforma do Conselho de Segurana?

    2. Por que a Argentina e o Paquisto se posicionaram contra a candidatura do G-4?

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    3. Em sua opinio, qual a importncia para um pas como o Brasil integrar o Conselho de Segurana da ONU?

    4. Qual o significado estratgico e geopoltico do direito de veto no Conselho de Segurana da ONU?

    Leitura e anlise de mapa

    Observe atentamente o mapa da prxima pgina. Com base nele, e usando o planisfrio pol-tico de um atlas geogrfico escolar como referncia de localizao dos pases e regies do mundo, responda s questes.

    1. Quais regies do mundo j cumpriram a meta de reduzir pela metade o nmero de pessoas extremamente pobres?

  • 58

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Cartografia de Philippe Rekacewicz (philippe.rekacewicz@monde-diplomatique.fr), Le Monde diplomatique, Paris

  • 59

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    2. Em quais regies do mundo a situao da pobreza piorou ou permaneceu estagnada? Quais os provveis motivos que justificam essa situao?

    3. Em quais regies do mundo a situao do desmatamento piorou ou permaneceu estagnada?

    4. Quais regies do mundo j conseguiram ou esto em vias de conseguir universalizar a oferta de Ensino Fundamental? Na sua opinio, o que isso pode representar para essas regies?

    5. Em qual regio do mundo a situao dos Objetivos de Desenvolvimento do Milnio mais dram-tica, ou seja, em qual regio os resultados ficaram mais distantes dos objetivos predeterminados?

    6. Em que regio h melhor desempenho em relao aos Objetivos do Desenvolvimento do Milnio?

    Leitura e anlise de tabela

    1. As demandas dos pases ricos dificultaram a concretizao dos Objetivos de Desenvolvimento do Mil-nio no continente africano. Os dados da tabela reforam ou contestam essa tese? Explique sua resposta.

  • 60

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Para onde vai o dinheiro do mundo? (em bilhes de dlares)Gastos militares dos pases ricos* 616Gastos mundiais em publicidade* 446Custo anual da Guerra do Iraque** 180Investimento necessrio para que a frica atinja todos os ODM em 2015 25

    * Dados de 2003. ** Gastos dos Estados Unidos.

    Philippe Rekacewicz, Le Monde Diplomatique, Paris. Fonte: El atlas de le monde diplomatique. Buenos Aires: Capital Intelectual S.A., 2006. p. 105.

    O presidente americano Franklin D. Roosevelt foi o idealizador da ONU. Mas, desde 1943, ele enxergava a futura organizao no como uma liga da paz, fraca e impotente, mas como um instru-mento das grandes potncias para conservar a paz pela fora.

    Boletim Mundo, n. 5. So Paulo: Clube Mundo Geografia e Poltica Internacional, set. 2005. p. 7. Disponvel em: . Acesso em: 11 nov. 2013.

    [...] Em 2000 a ONU lanou os Objetivos de Desenvolvimento do Milnio como um compro-misso para diminuir a desigualdade e melhorar o desenvolvimento humano no mundo.

    A partir da anlise dos textos acima, correto afirmar que:

    a) os dois textos apontam a ONU como uma instituio internacional cujo objetivo promo-ver a paz e o desenvolvimento mundial.

    b) os dois textos questionam a representatividade mundial da ONU.c) a atuao da ONU est restrita s negociaes para impedir conflitos armados entre os pases.

    d) os dois textos so contraditrios e retratam a atuao da ONU na promoo de intervenes militares.

    1. Encceja 2006

  • 61

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 7 A ORGANIZAO MUNDIAL DO COMRCIO

    Para comeo de conversa

    1. Explique por que a maior parte do comrcio internacional ocorre entre os pases ricos.

    2. A maior parte dos pases busca proteger seu mercado interno criando barreiras importao de mercadorias. Quais so essas barreiras e como elas funcionam?

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  • 62

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Leitura e anlise de mapa

    1. Observe o mapa e responda s questes a seguir.

    Atelier de Cartographie de Sciences Po. Disponvel em: . Acesso em: 21 out. 2013. Mapa original (base cartogrfica com generalizao; algumas feies do territrio no esto representadas em detalhe; sem escala).

    a) Quais so os eixos estruturantes do comrcio mundial?

  • 63

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    b) Como voc avalia a participao das Amricas do Sul e Central e da frica no comrcio inter-nacional?

    Os subsdios a seus produtores esto nos estrangulando

    Depois de muitos anos sendo empurrada para o segundo plano global, encorajador ver a ateno do mundo focalizar em nosso continente. Apoio internacional tanto financeiro como de outro tipo certamente necessrio para ajudar no combate pobreza extrema e doenas que afetam nossas naes. Mas, primeiro e mais importante, a frica precisa poder tomar seu destino em suas prprias mos. Somente autoconfiana e crescimento e desenvolvimento econmicos permitiro que a frica se torne um membro pleno da comunidade mundial.

    Com a criao da Nova Parceria Econmica para o Desenvolvimento Africano, em 2001, os lderes africanos assumiram o compromisso de seguir os princpios da boa governana e da economia de mercado. Nada mais central para essa meta do que participar do comrcio mun-dial. Como presidentes dos dois pases menos desenvolvidos da frica Burkina Faso e Mali estamos ansiosos para participar no sistema de comrcio multilateral e assumir seus direitos e obrigaes.

    A cultura do algodo nosso bilhete de entrada para o mercado mundial. Sua produo crucial para o desenvolvimento econmico da frica Central e Ocidental, assim como para o sustento de milhes de pessoas na regio. O algodo responde por at 40% das receitas de ex-portao e 10% do Produto Interno Bruto em nossos pases, assim como no Benin e no Chade. Mais do que isso, o algodo de fundamental importncia para a infraestrutura social da frica, assim como para a manuteno de suas reas rurais.

    Esse setor econmico vital em nossos pases est sendo seriamente ameaado pelos subsdios agrcolas oferecidos pelos pases ricos a seus produtores de algodo. De acordo com o Comit do Conselho Internacional do Algodo, os subsdios ao algodo somaram cerca de 5,8 bilhes de dlares na produo dos anos de 2001 a 2002, quase igualando a quantidade de algodo comercializado nesse mesmo perodo. Tais subsdios levam a um excedente de produo mundial

    Leia o texto a seguir.

  • 64

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    e distorcem os preos do algodo, privando os pases africanos da sua nica vantagem compara-tiva no comrcio internacional.

    O algodo no apenas crucial para nossas economias, ele o nico produto agrcola que nossos pases podem comercializar. Apesar de o algodo africano ser da mais alta qualidade, nossos custos de produo so cerca de 50% menores do que nos pases desenvolvidos, ainda que dependamos de trabalho manual. Em pases mais ricos, ao contrrio, o algodo de baixa qualidade produzido em grandes unidades mecanizadas, gerando menos empregos e causando um impacto duvidoso no meio ambiente. O algodo nesses pases poderia ser substitudo por outras culturas, de maior valor.

    No perodo de 2001 a 2002, os 25 mil produtores de algodo da Amrica receberam mais em subsdios algo em torno de 3 bilhes de dlares do que a totalidade da produo econmica de Burkina Faso, onde 2 milhes de pessoas dependem do algodo. Alm disso, os subsdios dos Estados Unidos esto concentrados em apenas 10% dos seus produtores de algodo. Assim, o pagamento feito para aproximadamente 2 500 produtores relativamente ricos tem o efeito no intencional, porm no menos real, de empobrecer cerca de 10 milhes de pessoas pobres nas zonas rurais da frica Ocidental e Central.

    Algo precisa ser feito. Juntamente com pases do Benin e do Chade, submetemos uma proposta Organizao Mundial do Comrcio que se encontrar em Cancn, Mxico, em setembro, para discutir questes agrcolas que pede um fim aos subsdios injustos concedidos por pases desenvolvidos para seus produtores de algodo. Como medida intermediria, pro-pusemos que os pases menos desenvolvidos recebam compensao financeira por perdas nas receitas de exportao decorrentes desses subsdios.

    Nosso pedido simples: aplicao de regras justas de livre comrcio no apenas para aqueles produ-tos que so do interesse dos ricos e poderosos, mas tambm para aqueles produtos nos quais os pases mais pobres levam uma comprovada vantagem comparativa. Sabemos que o mundo no ir ignorar nosso apelo por um jogo leal. A Organizao Mundial do Comrcio vem afirmando que est compro-metida a tratar dos problemas dos pases em desenvolvimento. Os Estados Unidos nos convenceram de que uma economia de mercado fornece as melhores oportunidades para todos os membros da comuni-dade mundial. hora de traduzir esses princpios em aes em Cancn.

    Amadou Toumani Tour e Blaise Compaor so os presidentes, respectivamente, do Mali e de Burkina Faso.The New York Times, 11 jul. 2003. The NYTimes Syndicate. Traduo: Maria do Carmo Martins Fontes-Davis.

    1. Com base no texto, explique a importncia do algodo para as economias do Mali e de Burkina Faso.

  • 65

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    2. Os produtores de algodo dos Estados Unidos recebem em subsdios um valor quase equivalen-te ao total gerado pelo comrcio mundial de algodo. O que isso significa e quais so as conse-quncias para o mercado desse produto?

    3. Qual a principal crtica dos autores, presidentes de dois pases africanos, Organizao Mun-dial do Comrcio? Que propostas eles fazem para solucionar os problemas identificados?

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    1. Observe o grfico a seguir.

    Fonte: LAtlas du monde diplomatique. Paris: Armand Colin, 2006.

    Subsdios agrcolas na Europa e nos Estados Unidos, 1999-2004

    a) Quais relaes podem ser estabelecidas entre o gr-fico e o domnio que os pases ricos exercem sobre o mercado internacional de alimentos?

    b) Que relaes podemos estabelecer entre a Renda Na-cional Bruta do Mali e os montantes dos subsdios agrcolas na Europa e nos Estados Unidos?

    2. Os pases desenvolvidos possuem polticas de proteo e incentivo sua agricultura. Uma das polticas mais importantes a concesso de subsdios aos produtores agrcolas. A respeito das consequncias dessa poltica, correto afirmar que:

    a) os subsdios incentivam o aumento da produo, o que acarreta a queda dos preos nos mercados internacionais.

    b) os subsdios no impedem nem interferem nas condies competitivas do comrcio da pro-duo agrcola dos vrios pases do mundo.

    c) os pases produtores que subsidiam seus agricultores no o fazem para torn-los mais com-petitivos em relao aos produtos agrcolas importados.

    d) os subsdios ampliam o mercado internacional, o que estimula os agricultores dos pases subdesenvolvidos.

    e) os subsdios aumentam as exportaes dos produtos agrcolas, ampliando o acesso dos pases pobres ao mercado internacional.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    SITUAO DE APRENDIZAGEM 8 O FRUM SOCIAL MUNDIAL

    Para comeo de conversa

    1. Voc j ouviu falar do Frum Social Mundial? Em caso positivo, o que sabe a respeito? Em caso negativo, o que voc acredita que ocorra em um evento com esse nome?

    2. Em janeiro de 2012 ocorreu uma edio do Frum Social Mundial em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Voc sabe quais assuntos mereceram destaque nesse evento? D exemplos.

    3. Em maro de 2013 ocorreu uma edio do Frum Social Mundial em Tnis, na Tunsia. Voc sabe quais assuntos foram abordados nesse evento? D exemplos.

    Leitura e anlise de imagem

    1. Observe as fotos apresentadas nas prximas pginas para responder s questes a seguir.

    a) Que tipos de reivindicao esto sendo representadas nas imagens?

    b) Quais temas as imagens tm em comum? Justifique.

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  • 69

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Frum Social Mundial. ndia, janeiro/2004. a) Bailarinos indianos ensaiam uma

    tradicional dana na vspera da abertura do frum; na faixa l-se Outro mundo possvel. b) Membros da casta mais baixa hindusta, a etnia indiana dalit, acendem

    100 velas de liberdade exigindo direitos em um pas onde so considerados

    intocveis. c) Ativistas antiglobalizao se manifestam pelas ruas de Mumbai,

    defendendo que Nosso mundo no est venda.

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    2. Com base na anlise das imagens, produza em seu caderno um texto sobre as temticas e as discusses que tm ocorrido em diferentes Fruns Sociais Mundiais.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

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    Frum Social Mundial. frica, janeiro/2007. a) Cartaz denuncia o apoio da Frana s ditaduras. b) Ativistas antiglobalizao contra os Acordos de Parceria Econmica (EPAs) europeus; os ativistas pediam a abolio dos EPAs. c) Fitas vermelhas em memria das 40 milhes de mortes decorrentes da Aids na frica.

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  • 71

    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Regina Araujo: Quais so os objetivos principais do Frum Social Mundial?

    Antnio Martins: Eu diria que, em primeiro lugar, afirmar a possibilidade de construirmos nosso futuro coletivo. No Ocidente, os anos 1980 e 1990 foram marcados pela ascenso de uma corrente ideo-lgica chamada neoliberalismo. Ela tornou-se avassaladora quando a maior parte dos regimes burocrti-cos que se denominavam socialistas caiu, entre 1989 e 1991. O mundo passou a viver sob uma espcie de pensamento nico. Segundo essa corrente, as sociedades deveriam abandonar a tentativa de alcanar princpios como a distribuio de riquezas ou a justia social. Em vez disso, o correto seria deixar que as relaes entre os seres humanos fossem regidas pelos mecanismos de mercado. Se h trabalhadores dispos-tos a trabalhar 15 horas por dia por um prato de comida ou se h consumidores prontos a adquirir um carro novo a cada ano, ento o Estado no deve interferir nessa relao.

    As consequncias desastrosas desse tipo de lgica no demoraram a aparecer, no aumento das desigual-dades h, hoje, milhes de pobres e sem-teto nos prprios Estados Unidos , na destruio acelerada da natureza e no reaparecimento de grandes crises financeiras. Na virada do sculo, o sentimento de crena no mercado foi substitudo por inquietaes e incertezas crescentes. Entre 1999 e 2002, elas resultaram, por exemplo, em gigantescas manifestaes de protesto (principalmente fortes entre a juventude), sempre que se reuniam instituies internacionais como a Organizao Mundial do Comrcio (OMC).

    O Frum Social Mundial fruto desse novo sentimento. Mas ele introduz um elemento novo. No se limita a protestar: quer buscar alternativas. Ou seja: ao contrrio do que pregava o pensamento nico, o frum diz que o futuro pode e precisa ser construdo por meio da conscincia e do planejamento humanos e que valores como os direitos humanos, a distribuio de riquezas, a paz e a reinveno da democracia devem prevalecer sobre os lucros, a desigualdade e o impulso dos pases mais fortes para a guerra. Em cada edio do Frum Social Mundial, esses valores se traduzem em centenas de atividades, nas quais se debatem milhares de propostas: da proteo das florestas tropicais ao ensino do esperanto; do direito diversidade sexual ao cancelamento da dvida dos pases mais pobres. Mas o ponto em comum , certamente, a reinveno da utopia, do direito que temos a no reproduzir, no futuro, as relaes sociais injustas do presente.

    R.A.: De que forma o Frum organizado?

    A.M.: O princpio essencial a diversidade. O Frum foi criado por oito organizaes brasileiras e conta hoje com um Conselho Internacional composto de mais de 150 entidades, dos cinco continentes. Mas nem os fundadores nem este conselho tm controle sobre o que se debater em cada edio do evento.

    R.A.: Quem pode participar da organizao? E das discusses?

    A.M.: A programao inteiramente construda pelos prprios participantes. A inscrio feita pela internet, alguns meses antes de cada edio do frum. E, ao se registrar para o encontro, cada

    Leitura e anlise de texto

    Para explicar o significado e a importncia do Frum Social Mundial (FSM), convidamos o jornalista Antnio Martins, editor do site do Le Monde Diplomatique Brasil. Leia a seguir a en-trevista que ele concedeu especialmente para o So Paulo faz escola.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    1. O autor afirma que os anos 1980 e 1990 foram marcados pela ascenso de uma corrente ideolgica chamada neoliberalismo e que o mundo passou a viver sob uma espcie de pensamento nico. Alm da ascenso, houve expanso dessas ideias pelo mundo. O que possibilitou essa expanso?

    2. O autor tambm se refere a um certo fracasso social das ideias neoliberais e ao surgimento de vrios protestos at chegar-se ao Frum Mundial. Como essas ocorrncias se enquadram no processo de globalizao?

    organizao participante pode inscrever at quatro atividades quaisquer que sejam elas, desde que respeitada a Carta de Princpios do FSM. Um grmio de uma escola, por exemplo, pode organizar atividades. O papel dos organizadores apenas assegurar condies (alm de espao e logstica) para que todas as propostas se realizem.

    Esses princpios de autonomia e diversidade tm levado alguns crticos a afirmar que as edies do frum so ineficazes, j que no se propem a unificar o conjunto de participantes em torno de propos-tas e lutas comuns. A resposta a esse questionamento est na prpria realidade. A batalha para transfor-mar a gua num bem pblico mundial, no privatizvel, hoje presente em dezenas de pases, foi lanada no Frum Social. As redes de economia solidria e de comrcio justo, que ocupam grande espao na programao do FSM, tambm tm se espalhado pelo mundo.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    3. Algo que se relata sobre as discusses e reivindicaes do Frum Mundial a batalha para trans-formar a gua num bem pblico mundial, no privatizvel. Como o acesso gua potvel (as regras) em nossos dias? E o que significa tratar a gua como bem pblico mundial?

    4. De acordo com o texto, o FSM procura afirmar a possibilidade de construirmos nosso futuro coletivo. Em sua opinio, o que isso significa?

    5. O texto faz referncia ao impulso dos pases mais fortes para a guerra. Por que isso ocorre?

    6. Quem determina a programao do FSM?

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Em grupo, pesquisem em jornais, revistas e, se possvel, na internet sobre o Frum Social Mun-dial realizado na cidade de Tnis, capital da Tunsia, em 2013. Feito isso, produzam um relatrio coletivo que responda s questes seguintes.

    Quais temas estiveram em discusso no Frum Social Mundial em 2013?

    Vocs consideram que esses temas so de fato importantes? Por qu?

    Qual dos temas o grupo acha mais importante? Justifiquem.

    Vocs consideram que esses temas possuem relao com a sua vida cotidiana? Justifiquem.

    Assumam a posio de participantes do Frum Social e proponham uma lista de temas que vocs considerem pertinentes para ser debatidos em uma reunio dessa natureza, explicando a importncia de cada um deles. Lembrem-se de que se trata de uma reunio da qual participam milhares de pessoas vindas de todas as partes do mundo, interessadas em trocar experincias e ideias sobre como promover a justia e a incluso social.

    Faa uma redao com o ttulo O Frum Social Mundial Um outro mundo possvel.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    Filmes

    Adeus, Lnin! (Good Bye, Lenin!). Direo: Wolfgang Becker. Alemanha, 2003. 121 min. 14 anos. Trata-se de um filme leve e divertido. Conta a histria de uma famlia que vive na Alemanha, durante a queda do Muro de Berlim. A me do protagonista, uma socialista convicta, entra em coma quando o Muro de Berlim cai. Ela acorda oito meses depois e no pode sofrer ne-nhuma emoo forte, por isso o filho tenta a todo custo esconder dela a nova situao do pas.

    Matrix (The Matrix). Direo: Larry Wachowski, Andy Wachowski . Estados Unidos, 1999. 136 min. 14 anos. Considerado um dos mais importantes filmes da atualidade, Matrix se passa em 2200 e trata do embate dos seres humanos para se livrarem do aprisionamento cau-sado pelas formas de inteligncias artificiais. Matrix o nome do programa de computador responsvel pelas diferentes formas de aprisionamento s quais a humanidade est conectada.

    O terminal (The terminal). Direo: Steven Spielberg. Estados Unidos, 2004. 128 min. 12 anos. Esse filme mostra as dificuldades de um cidado da Europa Oriental que, ao chegar ao aeroporto de Nova Iorque, impedido de ingressar nos Estados Unidos e tambm de voltar sua terra natal, na qual ocorreu um golpe de Estado.

    Livros

    MAGNOLI, Demtrio. Unio Europeia: histria e geopoltica. So Paulo: Moderna, 2003. O autor percorre os antecedentes histrico-geogrficos que deram sustentao formao da Unio Europeia e analisa o atual cenrio poltico e econmico responsvel por sua am-pliao e consolidao como bloco de maior coeso entre os existentes na atualidade.

    ______. Globalizao: Estado nacional e espao mundial. So Paulo: Moderna, 2003. Nes-sa obra, o autor delineia os principais eventos geopolticos e econmicos da velha e da Nova Ordem Mundial e elabora uma sntese criativa acerca da globalizao e das diferentes for-mas de regionalizao do mundo na atualidade.

    MARCONDES FILHO, Ciro. Sociedade tecnolgica. So Paulo: Scipione, 2001. O autor discorre sobre o significado da palavra crise nos mais diversos setores da vida social, tais como economia, poltica, filosofia e cultura, e desenvolve uma reflexo sobre as diferentes percepes que se tem da atualidade. Por intermdio de um texto gil, considera, tambm, as influncias resultantes da incorporao das novas tecnologias nos diferentes setores da vida em sociedade.

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    Geografia 8a srie/9o ano Volume 1

    RIFKIN, Jeremy. O sonho europeu. So Paulo: Makron Books, 2006. O consagrado econo-mista estadunidense estabelece um paralelo entre os papis desempenhados no cenrio mun-dial pela Unio Europeia e pelos Estados Unidos da Amrica. Com argumentao slida, prope mudanas na maneira como a poltica estadunidense lida com questes internas e externas.

    SILVA, Alberto da Costa e. frica explicada aos meus filhos. So Paulo: Agir, 2008. Uma excelente introduo ao estudo da frica que ajuda a esclarecer a posio subordinada do continente nos mercados internacionais.

    Sites

    Comunidades quilombolas. Disponvel em: . Aces-so em: 22 out. 2013. Site da Comisso Pr-ndio do Estado de So Paulo, dedicado tambm defesa dos direitos das comunidades quilombolas.

    Europa Unio Europeia. Disponvel em: . Acesso em: 21 maio 2013. Portal da Unio Europeia com histrico e dados importantes da organizao.

    Frum Social Mundial Temtico de Porto Alegre. Disponvel em: . Acesso em: 22 out. 2013.

    Mercosul. Disponvel em: . Acesso em: 22 out. 2013. Pgina brasileira do Mercosul.

    Organizao das Naes Unidas no Brasil. Disponvel em: . Acesso em: 22 out. 2013. O site apresenta um enorme acervo de documentos e relatrios produzi-dos pela ONU, alm de destacar as aes da organizao em territrio brasileiro.

    Os sites sugeridos abrigam um rico material de anlise sobre os movimentos sociais que atuam no mundo contemporneo, bem como sobre as estratgias e expectativas dos partici-pantes do frum.

  • CONCEPO E COORDENAO GERALNOVA EDIO 2014-2017

    COORDENADORIA DE GESTO DA EDUCAO BSICA CGEB

    Coordenadora Maria Elizabete da Costa

    Diretor do Departamento de Desenvolvimento Curricular de Gesto da Educao Bsica Joo Freitas da Silva

    Diretora do Centro de Ensino Fundamental dos Anos Finais, Ensino Mdio e Educao Profissional CEFAF Valria Tarantello de Georgel

    Coordenadora Geral do Programa So Paulo faz escolaValria Tarantello de Georgel

    Coordenao Tcnica Roberto Canossa Roberto Liberato S el Cristina de lb er e o

    EQUIPES CURRICULARES

    rea de Linguagens Arte: Ana Cristina dos Santos Siqueira, Carlos Eduardo Povinha, Ktia Lucila Bueno e Roseli Ventrela.

    Educao Fsica: Marcelo Ortega Amorim, Maria Elisa Kobs Zacarias, Mirna Leia Violin Brandt, Rosngela Aparecida de Paiva e Sergio Roberto Silveira.

    Lngua Estrangeira Moderna (Ingls e Espanhol): Ana Paula de Oliveira Lopes, Jucimeire de Souza Bispo, Marina Tsunokawa Shimabukuro, Neide Ferreira Gaspar e Slvia Cristina Gomes Nogueira.

    Lngua Portuguesa e Literatura: Angela Maria Baltieri Souza, Claricia Akemi Eguti, Id Moraes dos Santos, Joo Mrio Santana, Ktia Regina Pessoa, Mara Lcia David, Marcos Rodrigues Ferreira, Roseli Cordeiro Cardoso e Rozeli Frasca Bueno Alves.

    rea de Matemtica Matemtica: Carlos Tadeu da Graa Barros, Ivan Castilho, Joo dos Santos, Otavio Yoshio Yamanaka, Rodrigo Soares de S, Rosana Jorge Monteiro, Sandra Maira Zen Zacarias e Vanderley Aparecido Cornatione.

    rea de Cincias da Natureza Biologia: Aparecida Kida Sanches, Elizabeth Reymi Rodrigues, Juliana Pavani de Paula Bueno e Rodrigo Ponce.

    Cincias: Eleuza Vania Maria Lagos Guazzelli, Gisele Nanini Mathias, Herbert Gomes da Silva e Maria da Graa de Jesus Mendes.

    Fsica: Carolina dos Santos Batista, Fbio Bresighello Beig, Renata Cristina de Andrade

    Oliveira e Tatiana Souza da Luz Stroeymeyte.

    Qumica: Ana Joaquina Simes S. de Matos Carvalho, Jeronimo da Silva Barbosa Filho, Joo Batista Santos Junior e Natalina de Ftima Mateus.

    rea de Cincias Humanas Filosofia: Emerson Costa, Tnia Gonalves e Tenia de Abreu Ferreira.

    Geografia: Andria Cristina Barroso Cardoso, Dbora Regina Aversan e Srgio Luiz Damiati.

    Histria: Cynthia Moreira Marcucci, Maria Margarete dos Santos e Walter Nicolas Otheguy Fernandez.

    Sociologia: Alan Vitor Corra, Carlos Fernando de Almeida e Tony Shigueki Nakatani.

    PROFESSORES COORDENADORES DO NCLEO PEDAGGICO

    rea de Linguagens Educao Fsica: Ana Lucia Steidle, Eliana Cristine Budisk de Lima, Fabiana Oliveira da Silva, Isabel Cristina Albergoni, Karina Xavier, Katia Mendes e Silva, Liliane Renata Tank Gullo, Marcia Magali Rodrigues dos Santos, Mnica Antonia Cucatto da Silva, Patrcia Pinto Santiago, Regina Maria Lopes, Sandra Pereira Mendes, Sebastiana Gonalves Ferreira Viscardi, Silvana Alves Muniz.

    Lngua Estrangeira Moderna (Ingls): Clia Regina Teixeira da Costa, Cleide Antunes Silva, Edna Boso, Edney Couto de Souza, Elana Simone Schiavo Caramano, Eliane Graciela dos Santos Santana, Elisabeth Pacheco Lomba Kozokoski, Fabiola Maciel Saldo, Isabel Cristina dos Santos Dias, Juliana Munhoz dos Santos, Ktia Vitorian Gellers, Ldia Maria Batista Bom m, Lindomar Alves de Oliveira, Lcia Aparecida Arantes, Mauro Celso de Souza, Neusa A. Abrunhosa Tpias, Patrcia Helena Passos, Renata Motta Chicoli Belchior, Renato Jos de Souza, Sandra Regina Teixeira Batista de Campos e Silmara Santade Masiero.

    Lngua Portuguesa: Andrea Righeto, Edilene Bachega R. Viveiros, Eliane Cristina Gonalves Ramos, Graciana B. Ignacio Cunha, Letcia M. de Barros L. Viviani, Luciana de Paula Diniz, Mrcia Regina Xavier Gardenal, Maria Cristina Cunha Riondet Costa, Maria Jos de Miranda Nascimento, Maria Mrcia Zamprnio Pedroso, Patrcia Fernanda Morande Roveri, Ronaldo Cesar Alexandre Formici, Selma Rodrigues e Slvia Regina Peres.

    rea de Matemtica Matemtica: Carlos Alexandre Emdio, Clvis Antonio de Lima, Delizabeth Evanir Malavazzi, Edinei Pereira de Sousa, Eduardo Granado Garcia, Evaristo Glria, Everaldo Jos Machado de Lima, Fabio Augusto Trevisan, Ins Chiarelli Dias, Ivan Castilho, Jos Maria Sales Jnior, Luciana Moraes Funada, Luciana Vanessa de Almeida Buranello, Mrio Jos Pagotto, Paula Pereira Guanais, Regina Helena de Oliveira Rodrigues, Robson Rossi, Rodrigo Soares de S, Rosana Jorge Monteiro,

    Rosngela Teodoro Gonalves, Roseli Soares Jacomini, Silvia Igns Peruquetti Bortolatto e Zilda Meira de Aguiar Gomes.

    rea de Cincias da Natureza Biologia: Aureli Martins Sartori de Toledo, Evandro Rodrigues Vargas Silvrio, Fernanda Rezende Pedroza, Regiani Braguim Chioderoli e Rosimara Santana da Silva Alves.

    Cincias: Davi Andrade Pacheco, Franklin Julio de Melo, Liamara P. Rocha da Silva, Marceline de Lima, Paulo Garcez Fernandes, Paulo Roberto Orlandi Valdastri, Rosimeire da Cunha e Wilson Lus Prati.

    Fsica: Ana Claudia Cossini Martins, Ana Paula Vieira Costa, Andr Henrique Ghel Ru no, Cristiane Gislene Bezerra, Fabiana Hernandes M. Garcia, Leandro dos Reis Marques, Marcio Bortoletto Fessel, Marta Ferreira Mafra, Rafael Plana Simes e Rui Buosi.

    Qumica: Armenak Bolean, Ctia Lunardi, Cirila Tacconi, Daniel B. Nascimento, Elizandra C. S. Lopes, Gerson N. Silva, Idma A. C. Ferreira, Laura C. A. Xavier, Marcos Antnio Gimenes, Massuko S. Warigoda, Roza K. Morikawa, Slvia H. M. Fernandes, Valdir P. Berti e Willian G. Jesus.

    rea de Cincias Humanas Filosofia: lex Roberto Genelhu Soares, Anderson Gomes de Paiva, Anderson Luiz Pereira, Claudio Nitsch Medeiros e Jos Aparecido Vidal.

    Geografia: Ana Helena Veneziani Vitor, Clio Batista da Silva, Edison Luiz Barbosa de Souza, Edivaldo Bezerra Viana, Elizete Buranello Perez, Mrcio Luiz Verni, Milton Paulo dos Santos, Mnica Estevan, Regina Clia Batista, Rita de Cssia Araujo, Rosinei Aparecida Ribeiro Librio, Sandra Raquel Scassola Dias, Selma Marli Trivellato e Sonia Maria M. Romano.

    Histria: Aparecida de Ftima dos Santos Pereira, Carla Flaitt Valentini, Claudia Elisabete Silva, Cristiane Gonalves de Campos, Cristina de Lima Cardoso Leme, Ellen Claudia Cardoso Doretto, Ester Galesi Gryga, Karin SantAna Kossling, Marcia Aparecida Ferrari Salgado de Barros, Mercia Albertina de Lima Camargo, Priscila Loureno, Rogerio Sicchieri, Sandra Maria Fodra e Walter Garcia de Carvalho Vilas Boas.

    Sociologia: Anselmo Luis Fernandes Gonalves, Celso Francisco do , Lucila Conceio Pereira e Tnia Fetchir.

    Apoio:Fundao para o Desenvolvimento da Educao - FDE

    CTP, Impresso e acabamentoPlural Indstria Gr ca Ltda.

  • A Secretaria da Educao do Estado de So Paulo autoriza a reproduo do contedo do material de sua titularidade pelas demais secretarias de educao do pas, desde que mantida a integri-dade da obra e dos crditos, ressaltando que direitos autorais protegidos*devero ser diretamente negociados com seus prprios titulares, sob pena de infrao aos artigos da Lei no 9.610/98.

    * Constituem direitos autorais protegidos todas e quaisquer obras de terceiros reproduzidas no material da SEE-SP que no estejam em domnio pblico nos termos do artigo 41 da Lei de Direitos Autorais.

    * Nos Cadernos do Programa So Paulo faz escola so indicados sites para o aprofundamento de conhecimentos, como fonte de consulta dos contedos apresentados e como referncias bibliogrficas. Todos esses endereos eletrnicos foram checados. No entanto, como a internet um meio dinmico e sujeito a mudanas, a Secretaria da Educao do Estado de So Paulo no garante que os sites indicados permaneam acessveis ou inalterados.* Os mapas reproduzidos no material so de autoria de terceiros e mantm as caractersticas dos originais, no que diz respeito grafia adotada e incluso e composio dos elementos cartogrficos (escala, legenda e rosa dos ventos).

    Cincias Humanas Coordenador de rea: Paulo Miceli. Filosofia: Paulo Miceli, Luiza Christov, Adilton Lus Martins e Ren Jos Trentin Silveira.

    Geografia: Angela Corra da Silva, Jaime Tadeu Oliva, Raul Borges Guimares, Regina Araujo e Srgio Adas.

    Histria: Paulo Miceli, Diego Lpez Silva, Glaydson Jos da Silva, Mnica Lungov Bugelli e Raquel dos Santos Funari.

    Sociologia: Heloisa Helena Teixeira de Souza Martins, Marcelo Santos Masset Lacombe, Melissa de Mattos Pimenta e Stella Christina Schrijnemaekers.

    Cincias da Natureza Coordenador de rea: Luis Carlos de Menezes. Biologia: Ghisleine Trigo Silveira, Fabola Bovo Mendona, Felipe Bandoni de Oliveira, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Olga Aguilar Santana, Paulo Roberto da Cunha, Rodrigo Venturoso Mendes da Silveira e Solange Soares de Camargo.

    Cincias: Ghisleine Trigo Silveira, Cristina Leite, Joo Carlos Miguel Tomaz Micheletti Neto, Julio Czar Foschini Lisba, Lucilene Aparecida Esperante Limp, Mara Batistoni e Silva, Maria Augusta Querubim Rodrigues Pereira, Paulo Rogrio Miranda Correia, Renata Alves Ribeiro, Ricardo Rechi Aguiar, Rosana dos Santos Jordo, Simone Jaconetti Ydi e Yassuko Hosoume.

    Fsica: Luis Carlos de Menezes, Estevam Rouxinol, Guilherme Brockington, Iv Gurgel, Lus Paulo de Carvalho Piassi, Marcelo de Carvalho Bonetti, Maurcio Pietrocola Pinto de Oliveira, Maxwell Roger da Puri cao Siqueira, Sonia Salem e Yassuko Hosoume.

    Qumica: Maria Eunice Ribeiro Marcondes, Denilse Morais Zambom, Fabio Luiz de Souza, Hebe Ribeiro da Cruz Peixoto, Isis Valena de Sousa Santos, Luciane Hiromi Akahoshi, Maria Fernanda Penteado Lamas e Yvone Mussa Esperidio.

    Caderno do Gestor Lino de Macedo, Maria Eliza Fini e Zuleika de Felice Murrie.

    GESTO DO PROCESSO DE PRODUO EDITORIAL 2014-2017

    FUNDAO CARLOS ALBERTO VANZOLINI

    Presidente da Diretoria Executiva Antonio Rafael Namur Muscat

    Vice-presidente da Diretoria Executiva Alberto Wunderler Ramos

    GESTO DE TECNOLOGIAS APLICADAS EDUCAO

    Direo da rea Guilherme Ary Plonski

    Coordenao Executiva do Projeto Angela Sprenger e Beatriz Scavazza

    Gesto Editorial Denise Blanes

    Equipe de Produo

    Editorial: Amarilis L. Maciel, Anglica dos Santos Angelo, Bris Fatigati da Silva, Bruno Reis, Carina Carvalho, Carla Fernanda Nascimento, Carolina H. Mestriner, Carolina Pedro Soares, Cntia Leito, Eloiza Lopes, rika Domingues do Nascimento, Flvia Medeiros, Gisele Manoel, Jean Xavier, Karinna Alessandra Carvalho Taddeo, Leandro Calbente Cmara, Leslie Sandes, Main Greeb Vicente, Marina Murphy, Michelangelo Russo, Natlia S. Moreira, Olivia Frade Zambone, Paula Felix Palma, Priscila Risso, Regiane Monteiro Pimentel Barboza, Rodolfo Marinho, Stella Assumpo Mendes Mesquita, Tatiana F. Souza e Tiago Jonas de Almeida.

    Direitos autorais e iconografia: Beatriz Fonseca Micsik, rica Marques, Jos Carlos Augusto, Juliana Prado da Silva, Marcus Ecclissi, Maria Aparecida Acunzo Forli, Maria Magalhes de Alencastro e Vanessa Leite Rios.

    Edio e Produo editorial: R2 Editorial, Jairo Souza Design Gr co e Occy Design projeto gr co .

    CONCEPO DO PROGRAMA E ELABORAO DOS CONTEDOS ORIGINAIS

    COORDENAO DO DESENVOLVIMENTO DOS CONTEDOS PROGRAMTICOS DOS CADERNOS DOS PROFESSORES E DOS CADERNOS DOS ALUNOS Ghisleine Trigo Silveira

    CONCEPO Guiomar Namo de Mello, Lino de Macedo, Luis Carlos de Menezes, Maria Ins Fini coordenadora e Ruy Berger em memria .

    AUTORES

    Linguagens Coordenador de rea: Alice Vieira. Arte: Gisa Picosque, Mirian Celeste Martins, Geraldo de Oliveira Suzigan, Jssica Mami Makino e Sayonara Pereira.

    Educao Fsica: Adalberto dos Santos Souza, Carla de Meira Leite, Jocimar Daolio, Luciana Venncio, Luiz Sanches Neto, Mauro Betti, Renata Elsa Stark e Srgio Roberto Silveira.

    LEM Ingls: Adriana Ranelli Weigel Borges, Alzira da Silva Shimoura, Lvia de Arajo Donnini Rodrigues, Priscila Mayumi Hayama e Sueli Salles Fidalgo.

    LEM Espanhol: Ana Maria Lpez Ramrez, Isabel Gretel Mara Eres Fernndez, Ivan Rodrigues Martin, Margareth dos Santos e Neide T. Maia Gonzlez.

    Lngua Portuguesa: Alice Vieira, Dbora Mallet Pezarim de Angelo, Eliane Aparecida de Aguiar, Jos Lus Marques Lpez Landeira e Joo Henrique Nogueira Mateos.

    Matemtica Coordenador de rea: Nlson Jos Machado. Matemtica: Nlson Jos Machado, Carlos Eduardo de Souza Campos Granja, Jos Luiz Pastore Mello, Roberto Perides Moiss, Rogrio Ferreira da Fonseca, Ruy Csar Pietropaolo e Walter Spinelli.

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