boletim trimestral nº 17

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CCDR Alentejo

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  • Alentejo Hoje Polticas Pblicas e Desenvolvimento Regional

    Boletim Trimestral 17

  • Rio Sever

  • O ndice Sinttico de Desenvolvimento Regional (ISDR) baseia-se num modelo que privilegia uma viso multidimensional do desenvolvimento, estruturando-o em trs componentes: competitividade, coeso e qualidade ambiental. Com a divulgao dos resultados relativos a 2013, continua a verificar-se que as NUTS III com maior ndice de competitividade se situam no litoral de Portugal e que as sub-regies com melhor qualidade ambiental se localizam no interior. Globalmente, o Alentejo (NUT II) posiciona-se em quarto lugar e revela melhor desempenho na qualidade ambiental e na coeso e situao menos favorvel na competitividade. A maioria das NUTS III do Alentejo apresenta uma qualidade ambiental superior mdia nacional e o Alto Alentejo lidera a lista das 25 NUTS III nacionais. Na competitividade, destaca-se o Alentejo Litoral e na coeso as NUTS III do Alentejo posicionam-se entre os valores centrais deste indicador.

  • Ficha TcnicaPropriedade:Comisso de Coordenao e Desenvolvimento Regional do AlentejoAvenida Engenheiro Arantes e Oliveira, n1937004-514 voraTel.: 266 740 300 | Fax: 266 706 562Email: expediente@ccdr-a.gov.pt

    Director:Antnio Dieb

    Director Executivo:Figueira Antunes

    Concepo Grfica e Paginao:Direco de Servios de Desenvolvimento Regional

    Colaboradores internos:Amvel CandeiasJoaquim FialhoLuis SantosMaria Joo AlfaceNelson FaustinoTeresa Godinho

    Colaboradores externos:CIMAA - Comunidade Intermunicipal do Alto AlentejoAdministrao Regional de Sade do Alentejo, IP

    Edio: Junho 2015

    Capa: Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa

    Agradecimento:Agradece-se s entidades que gentilmente dis-ponibilizaram algumas das imagens que cons-tam do presente boletim.

    ndice5Nota de Abertura

    6Conjuntura Regional

    10Temas em destaque

    Estratgia de Desenvolvimento Territorial e Plano de Ao Alto Alentejo 2020

    18A CCDRA na gesto dos incentivos leitura e co-municao social

    24ndice Sinttico de Desenvolvimento Regional 2013

    34Perspectiva 2020

    O Setor da Sade

    40Programa Operacional Regional - INALENTEJOInvestimentos em destaque

    4

  • 5 Nota de Abertura

    O Pas e as suas Regies s tero ganhos significativos de competitividade e de coeso se as polticas pblicas estiverem articuladas com a organizao territorial que o Estado prossegue, e onde, no contexto actual, as Comunidades Intermunicipais com as suas atribuies e competncias so entidades relevantes. Com este fundamento, todas as Comunidades Intermunicipais foram convidadas a elaborar Estratgias de Desenvolvimento Territorial que se constituiro como referncia para a coerncia estratgica das intervenes de cariz sub-regional e local a apoiar pelos fundos comunitrios, no quadro do PORTUGAL 2020.Nesta edio do Boletim Alentejo Hoje Politicas Publicas e Desenvolvimento Regional, na Rubrica DESTAQUE, continuamos a ter a colaborao das CIM, sendo a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo que nos apresenta a sua estratgica de desenvolvimento territorial e respectivo plano de aco para o perodo de 2014-2020.Ainda como DESTAQUE, sinalizam-se as novas atribuies das Comisses de Coordenao e Desenvolvimento Regional, na Gesto dos Incentivos Leitura e Comunicao Social, rea em que o Estado deve prosseguir politicas claras, transparentes e assertivas que contribuam para uma cidadania plural e informada. esta nova regulamentao que se apresenta, no sendo despicienda uma referncia expressa obrigatoriedade legalmente fixada, de elaborao anual de um Relatrio a submeter Assembleia da Republica sobre a execuo deste novo regime em cada Regio do pas. A rubrica PERSPETIVA 2020, da responsabilidade da Administrao Regional de Sade do Alentejo, IP, traz-nos a viso do setor numa abordagem evolutiva quer quanto s politicas de sade propriamente ditas e aos contextos sociais que as enformam, mas tambm quanto rede de equipamentos existente e s necessidades futuras, de que os fundos comunitrios e o Programa Operacional Regional se constituem como fontes de financiamento decisivas, para uma melhor qualidade de vida dos cidados e da coeso social e territorial do Alentejo. Quanto CONJUNTURA REGIONAL, uma nota sobre o crescimento da taxa de desemprego no 1 trimestre de 2015, quando comparada com o ultimo trimestre de 2014, embora numa perspectiva anual a variao homologa seja negativa em cerca de 3,1%, passando de 16,0% em Maro de 2014 para 15,5% em Maro de 2015..A dinamizao de um novo ciclo de investimento j em curso e particularmente suportada pelo Programa Operacional Regional ALENTEJO 2020, perspectiva a continuao da melhoraria do desempenho da economia regional em termos da sua competitividade, internacionalizao e nveis de emprego. Uma palavra ainda para o Turismo que continua a revelar-se como um dos sectores mais dinmicos da economia regional, com uma continuada e sustentada progresso do nmero de dormidas e dos proveitos que propicia Regio. Estes resultados so potenciados pela qualidade e diferenciao dos activos regionais e pela dinamizao dos principais agentes do sector, para o que a Entidade Regional de Turismo do Alentejo tem contribudo de forma muito assertiva e os apoios financeiros do INALENTEJO se tm revelado decisivos para qualificao da oferta turstica e a promoo interna e externa da Regio

    Antnio DiebPresidente da Comisso de Coordenao e Desenvolvimento Regional do Alentejo

    Aqueduto de Elvas

  • Na Regio do Alentejo, a taxa de emprego, que vinha registando uma evoluo favorvel, a partir do 3 trimestre de 2014 comea a revelar uma tendncia decrescente. Assim, no 1 trimestre de 2015, a evoluo desfavorvel face ao trimestre anterior (variao negativa de 1,9%). Porm, se tivermos como referncia a situao apresentada no perodo homlogo, h uma variao positiva de 0,4%, o que corresponde ainda a uma evoluo favorvel.Quanto populao empregada, a evoluo comparativa revela valores negativos, quer no que se refere ao perodo homlogo (-0,6%), quer relativamente ao trimestre anterior (-2,5%).A taxa de desemprego cifrou-se em 15,5%, valor que compara com 14,5% no trimestre anterior e com 16% no perodo homlogo de 2014. Estes valores parecem coerentes com os nmeros apresentados para a populao desempregada que aumentou face ao trimestre anterior (5,6%), apesar de inferior quando comparada com o perodo homlogo de 2014 (-4,7%).

    No final do 1 trimestre de 2015 os indicadores de conjuntura da regio com evoluo favorvel, quando comparados com o perodo homlogo de 2014, so a taxa de desemprego, a populao desempregada, a populao inscrita nos Servios de Emprego e os indicadores no mbito do turismo. As responsabilidades de crdito vencido, no que se refere aos emprstimos quer s famlias, quer s empresas, persistem em revelar-se negativas, face ao perodo homlogo.

    6

    Fonte

    Data valorTrimestreAnterior

    AnoAnterior

    TaxadeEmprego(%) 0,4 1,9 1Trimestre2015 46,8 47,7 46,6 INE

    Taxadedesemprego(%) 3,1 6,9 1Trimestre2015 15,5 14,5 16,0 INE

    Populaodesempregada(N) 4,7 5,6 1Trimestre2015 54,5 51,6 57,2 IEFP

    PopulaoInscritanosServiosdeEmprego(N) 11,3 3,0 1Trimestre2015 38,327 37,227 43,224 INE

    Populaoempregadaporcontadeoutrm(Milh.) 0,6 2,5 1Trimestre2015 297,4 305,1 299,1 INE

    Populaoactiva(Milh.) 1,3 1,4 1Trimestre2015 351,8 356,7 356,3 INE

    Emprstimosafamlias:rciodecrditovencido(%) 9,3 1,7 Maro2015 5,9 5,8 5,4BancoPortugal

    Emprstimosaempresas:rciodecrditovencido(%) 12,2 2,3 Maro2015 12,9 13,2 11,5BancoPortugal

    Emprstimoconcedidoafamlias106 3,0 0,6 Maro2015 8765 8821 9035BancoPortugal

    Emprstimoconcedidoasociedades(106) 9,2 0,2 Maro2015 4624 4613 5093BancoPortugal

    Emprstimoconcedidoafamlias(103devedores) 0,9 0,2 Maro2015 306,9 307,6 309,6BancoPortugal

    Licenasdeconstruo(Nfogos) 0,0 * Maro2015 29 25 29 INE

    Avaliaobancriadosalojamentos(/m) 1,9 1,5 Maro2015 878 865 895 INE

    Turismo:dormidas(n) 6,3 * Maro2015 89122 64665 83813 INE

    Turismo:proveitostotais(103) 8,4 * Maro2015 4124 3808 3806 INE

    Indicadores de conjuntura - ALENTEJO - 1 Trimestre de 2015

    Variaohomloga=Variaonoano;VariaonoTrimestre=dadosmaisactuaisvs.trimestreanterior

    *Variaonotrimestrenosectordoturismoinfuenciadapelasazonalidadedofenmeno

    Periodoactual PerodoanteriorINDICADORES

    VariaoHomloga(Anual%)

    VariaoTrimestre

    (%)

    Conjuntura Regional

  • 7Indicadores de Conjuntura - 1 Trimestre de 2015

    Fonte: INE, IEFP, BP

    Mercado de TrabalhoAnalisando as tendncias evolutivas do mercado de trabalho num perodo temporal mais alargado, verifica-se que a taxa de emprego que parecia revelar um comportamento inerente a oscilaes sazonais, acaba por ter uma evoluo continuada desfavorvel at final deste trimestre (Maro 2015).

    Taxa de Emprego (%) Taxa de Desemprego (%)

    Fonte: INE Fonte: INE

    A taxa de desemprego que vinha revelando, desde o incio de 2013, uma evoluo descendente bastante positiva (apesar de uma oscilao no final do ano), a partir do 3 trimestre de 2014, inicia um movimento inverso que, at final do 1 trimestre de 2015, ainda no foi contrariado.A evoluo da populao activa, a partir do 2 trimestre de 2014 tem vindo a verificar uma continuidade na tendncia decrescente, o que eventualmente poder significar a sada de pessoas em idade activa para outras regies. A evoluo da populao empregada no revela uma curva coincidente com a da evoluo da populao activa, sendo que a partir do 3 trimestre de 2014, a variao descendente comum nos dois indicado