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  • Boletim GEAE | Ano 16 - 2008 | N 536

    1 EDITORIAL

    2 ARTIGOS- Carne vermelha e prtica medinica

    - Concepo esprita dos sonhos

    HISTRIA & PESQUISA

    Cronologia Esprita - Eventos: 18735

    QUESTES & COMENTRIOSEstudando o Livro dos Espritos -Questo 46

    6

    PAINEL

    Congressos e Eventos Espritas8

    Amigos,

    A partir desta edio do Boletim GEAE ns utilizaremos um novo formato de distribuio. Ele ser distribudo como um arquivo PDF anexado ao e-mail. A idia tornar sua leitura mais fcil e agradvel.

    Com a evoluo da Internet, principalmente a maior capacidade de comunicao dos links de dados, se tornou possvel usar formatos mais sofisticados para o boletim, sem prejudicar sua principal funo que a troca de idias no estudo fraterno da Doutrina Esprita.

    Estudamos a Doutrina Esprita porque ela traz respostas s grandes questes da vida. A vivncia de seus ensinamentos permite ao ser humano contribuir de forma positiva para a sociedade em que vive e o torna mais equilibrado diante dos desafios. Ela contribui para o seu progresso espiritual ao mostrar, de forma lgica e fundamentada nos fatos, o caminho que precisa trilhar.

    No existem na Doutrina Esprita postulados que no possam ser examinados, no h outro juiz seno o consenso estabelecido atravs do estudo dedicado e aprofundado. Suas bases esto na observao cuidadosa dos fenmenos medinicos, to naturais quanto os fsicos, porm mais complexos, porque alm das leis materiais normais tambm obedecem a leis espirituais.

    Ns trazemos nesta edio um artigo sobre a carne vermelha e prtica medinica e outro sobre a concepo esprita dos sonhos. Tambm trazemos um relato do Renato Costa sobre o Congresso FEESP 2008.

    Aproveitamos para lembrar que, neste final de ms, teremos o encontro da Liga de Historiadores e Pesquisadores Espritas. A importncia da LIHPE para o estudo do Espiritismo se torna evidente quando acompanhamos de perto os contatos que ela estabelece entre os pesquisadores e a colaborao mtua que se desenvolve a partir dela.

    A compreenso da histria do Espiritismo, do porque ele hoje o que ele , das razes pelas quais o movimento esprita se organiza desta ou daquela forma, so auxiliares poderosos para a f raciocinada. A f, para encarar a razo face a face, precisa no somente estar segura de seus fundamentos, mas tambm saber como chegou a eles.

    Muita Paz,

    Carlos Iglesia

    Sumrio Editorial

    GRUPO DE ESTUDOS AVANADOS ESPRITAS (GEAE)O Boletim GEAE distribuido por e-mail aos participantes do Grupo de Estudos Avanados Espritas

    Inscrio pelo site www.geae.inf.br | O cancelamento pode ser feito pelo site do GEAE ou por e-mail a editor@geae.inf.br Informaes Gerais - www.geae.inf.br/pt/faq | Conselho Editorial - editor@geae.inf.br

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    "F inabalvel somente aquela que pode encarar a razo, face a face, em todas as pocas da humanidade"Allan Kardec

    GEAE

    http://www.geae.inf.br/

  • A ALIMENTAO DE CARNE VERMELHA PREJUDICIAL?

    O ato de comer sempre foi motivo de discusso por parte de todos os povos. A absteno de certos tipos de alimentos era considerada sagrada e tinha variadas finalidades de acordo com o povo, a poca, a cultura e a regio. inegvel que uma alimentao equilibrada fundamental para a nossa sade. E no tocante a mediunidade o tema alimentao deve ser analisado com maior ateno. Um mdium consciente de suas responsabilidades e deveres deve ter uma vida equilibrada em todos os aspectos. Com o que come diuturnamente ele deve primar por este mesmo equilbrio. Difundiu-se no movimento esprita uma idia de que comer carne vermelha proibido aos mdiuns. Esta teoria, oriunda do misticismo igrejeiro, segundo Jos Herculano Pires, ou da contaminao por idias do orientalismo mgico um flagrante engano, do ponto de vista cientfico-doutrinrio. Observemos que Kardec no deixou o tema sem a devida analise e estudo:

    A absteno de certos alimentos, prescrita entre diversos povos, funda-se na razo? Tudo aquilo de que o homem se possa alimentar, sem prejuzo para a sua sade, permitido. Mas os legisladores puderam interditar alguns alimentos com uma finalidade til. E para dar maior crdito s suas leis apresentaram-nas como provindas de Deus.

    O Livro dos Espritos, questo n 721

    A alimentao animal, para o homem, contrria lei natural? Na vossa constituio fsica, a carne nutre a carne, pois do contrrio o homem perece. A lei de conservao impe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua sade para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto, segundo o exige a sua organizao.

    O Livro dos Espritos, questo n 722

    A absteno de alimentos animais ou outros, como expiao meritria? Sim, se o homem se priva em favor dos outros, pois Deus no pode ver mortificao quando no h privao sria e til. Eis porque dizemos que os que s se privam em aparncia so hipcritas.(Ver item 720.)

    O Livro dos Espritos, questo n 724

    As privaes voluntrias, com vistas a uma expiao igualmente voluntria, tm algum mrito aos olhos de Deus?Fazei o bem aos outros e tereis maior mrito.

    O Livro dos Espritos, questo n 720

    ARTIGOS

    Os povos que levam ao excesso o escrpulo no tocante destruio dos animais tm mrito especial? um excesso, num sentimento que em si mesmo louvvel, mas que se torna abusivo e cujo mrito acaba neutralizado por abusos de toda espcie. Eles tm mais temor supersticioso do que verdadeira bondade.(grifo nosso)

    O Livro dos Espritos, questo n 736

    ... Amai, pois, a vossa alma, mas cuidai tambm do corpo, instrumento da alma; desconhecer as necessidades que lhe so peculiares por fora da prpria natureza, desconhecer as leis de Deus. No o castigueis pelas faltas que o vosso livre arbtrio o fez cometer, e pelas quais ele to responsvel como o cavalo mal dirigido o , pelos acidentes que causa. Sereis por acaso mais perfeitos, se, martirizando o corpo, no vos tornardes menos egostas, menos orgulhosos e mais caridosos? No, a perfeio no est nisso, mas inteiramente nas reformas a que submeterdes o vosso Esprito. Dobrai-o, subjugai-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornar mais dcil vontade de Deus, e o nico que conduz perfeio.

    O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, Item 11

    ...Como era mais fcil observar a prtica dos atos exteriores, do que se reformar moralmente, de lavar as mos do que limpar o corao, os homens se iludiam a si mesmos, acreditando-se quites com a justia de Deus, porque se habituavam a essas prticas e continuavam como eram, sem se modificarem.

    O Evangelho Segundo o Espiritismo, CAP. VIII, Item 10

    Mas no foi s o codificador que deixou bem claro a viso esprita do tema. Vemos que outros orientadores encarnados e desencarnados tambm mantem um posicionamento coerente. vejamos o que nos orienta Andr Luiz:

    A alimentao, durante as horas que precedem o servio de intercmbio espiritual, ser leve. Nada de empanturrar-se o companheiro com viandas desnecessrias. Estmago cheio, crebro inbil. A digesto laboriosa consome grande parcela de energia, impedindo a funo mais clara e mais ampla do pensamento, que exige segurana e leveza para exprimir-se nas atividades da desobsesso. Aconselhveis os pratos ligeiros e as quantidades mnimas, crendo-nos dispensados de qualquer anotao em torno da impropriedade do lcool, acrescendo observar que os amigos ainda necessitados do uso do fumo e da carne, do caf e dos temperos excitantes, esto convidados a lhes reduzirem o uso, durante o dia determinado para a reunio, quando no lhes

    2geae.inf.br

    Carne Vermelha e prtica medinica Tadeu Sabia

    E chamando a si as turbas, lhes disse: Ouvi e entendei. No o que entra pela boca o que faz imundo o homem, mas o que sai da boca, isso o que faz imundo o homem. (Mateus, XV:11). E respondendo Pedro, lhe disse: Explica-nos essa parbola. E respondeu Jesus: Tambm vs outros estais ainda sem inteligncia? No compreendeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre, e se lana depois num lugar escuso? Mas as coisas que saem da boca vm do corao, e estas so as que fazem o homem imundo; porque do corao que saem os maus pensamentos, os homicdios, os adultrios, as fornicaes, os furtos, os falsos testemunhos, as blasfmias. Estas coisas so as que fazem imundo o homem. O comer, porm, com as mos por lavar, isso no faz imundo o homem. (Mateus, XV: 16-20).

    mailto: saboia@rn.gov.br

  • seja possvel a absteno total, compreendendo-se que a posio ideal ser sempre a do participante dos trabalhos que transpe a porta do templo sem quaisquer problemas alusivos digesto.

    Andr Luiz, Desobsesso, Cap.II.

    Em entrevista a Revista 0 Mensageiro o estudioso da mediunidade e medium Raul Teixeira declara:

    R: - A dieta alimentar dos mdiuns dever constituir-se daquilo que lhes possa atender s necessidades, sem descambar para os excessos ou tipos de alimentos que, por suas caractersticas, podero provocar implicaes digestivas, perturbando o trabalhador e, conseguintemente, os labores dos quais participe. Desse modo, torna-se vivel uma alimentao normal, evitando-se os excessivos condimentos e gorduras que, independente das atividades medinicas, prejudicam bastante o funcionamento orgnico.

    R: A questo da dieta alimentar fundamentalmente de foro ntimo ou acatar a alguma necessidade de sade, devidamente prescrita. Afora isto, para o mdium verdadeiro no h a chamada alimentao ideal, embora recomende o bom senso que se utilize uma alimentao que lhe no sobrecarregue o organismo, principalmente nos dias de reunio medinica, a fim de que no seja perturbado por

    P: Como deve ser a