boletim esperança 17

Download Boletim esperança 17

Post on 24-May-2015

73 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Informativo mensal do Grupo Espírita Caminho da Esperança, instituição fundada por Geraldo e Ana Guimarães, pais de Anete Guimarães.

TRANSCRIPT

  • 1. B oletim EsperanalInforme de Estudos Espritas, RJ, Ano II, N. 17SETEMBRO, 2010 EDITORIAL Emmanuel, o severo mentor de Chico Xavier, em inesquecvel mensagem, assinala: Nem linguagem doce demais, nem amarga em excesso, nem branda em demasia, afugentando a confiana, nem spera ou contundente, quebrando a simpatia, mas sim linguagem s e irrepreensvel para que o adversrio se envergonhe, no tendo nenhum mal que dizer de ns, parodiando Paulo Apstolo. Estamos no abenoado barco da evoluo, aprimoremos nosso contato com os companheiros de viagem para que, nos momentos de testemunho, estejamos juntos nos remos, impulsionando a embarcao que tem Jesus ao leme. Boa primavera para vocs, queridos NESTE BOLETIM amigos, e, naturalmente, boa leitura.CapaA EQUIPEEDITORIALGOTAS DE AMOR DE AUTA DE SOUZAPgina 02O MAL MAIORCOLUNA DO CAMINHOPgina 03MENSAGEM DO MSO QUE A NOVA ERA?MAIS UMA DE ANTNIAPgina 04AROLDO MENDONA, UM BOM EXEMPLOPROJETO LIVRO FALADO2 FEIRA DE TECNOLOGIA ASSISTIVAPgina 05A OUTRA PLATEIA DE DIVALDOPgina 06GANDHI E UMA LIO DE VIDA GOTA DE AMOR DE AUTA DE SOUZABENDIZEANIVERSARIANTES DO MS Feliz de ti se choras e bendizesDATAS IMPORTANTESA angstia que te oprime e dilacera, Guardando a luz da f, viva e sincera,EXPEDIENTE No corao marcado a cicatrizes!PROGRAMAO DA CASA Ditosa a crena que no desesperaPROJETOS INFANTO-JUVENIS No turbilho das horas infelizes, Entrelaando as flgidas razes No Pas da Divina Primavera! Suporta a sombra que precede a aurora, Louva a pedrada que nos aprimora, Trabalha e espera ao temporal violento!...Crnicas de famlia um programa apresentado por Ana e Anete E um dia, sem a carne em que te abrasas, Guimares, sendo recomendado para toda a famlia, por abordar temas Remontars ao Cu com as prprias asas,e casos diferenciados, sempre relacionados convivncia familiar, com Purificadas pelo sofrimento.orientaes para a soluo de eventuais conflitos. Boletim Esperana Pgina 1

2. O MAL MAIOR COLUNA DO CAMINHOIgnorais que h muitas aes que so crimes aos O FILME NOSSO LARolhos do Deus de pureza e que o mundo nemsequer como faltas leves considera?Isentas de sensacionalismo, as imagens primorosas Isabel de Frana, Havre, 1862difundem com clareza a mensagem da Doutrina Esprita.Evangelho Segundo o Espiritismo De beleza plstica singela e harmoniosa, a linguagem Cap. XI - Amar o prximo como a si mesmo cinematogrfica, diferente da literria, revela, neste filme, asnuanas da obra-prima de Andr Luiz no mesmo diapaso,Ferir e violentar com palavras certamente so crimes noconduzindo o espectador ao mergulho na prpria conscincia.vistos dessa forma por quem os pratica. O mesmo acontece comVoltado para o grande pblico esprita e no esprita,calnias e mentiras cujas vtimas, muitas vezes, nem ficamNosso Lar alerta para a continuao da vida aps o decesso dosabendo.corpo de carne e traz baila a discusso dos eventos que sedesdobram alm das fronteiras materiais. Temos milhares de exemplos de comentrios distorcidosTal como no livro, Wagner de Assis reproduz osprovocados pela inveja que mataram pessoas e trabalhos quefundamentos da Doutrina Esprita, com simplicidade e enlevo,poderiam mudar os rumos da Humanidade. Esses crimes ainda mostrando a existncia de Deus, aso muitos e acontecem diariamente, em todos os segmentos imortalidade da alma, a reencarnao, aque podemos imaginar. comunicabilidade entre os planosmaterial e espiritual, a pluralidade dosJulgamentos falsos e precipitados sobre a vida e as aesdas pessoas, preconceitos e mentiras inventadas e plantadas so mundos habitados, e a evoluo.muito mais comuns do que se imagina. Muitas vezes, essasOfilme apontapara aimportnciada necessidadedeatrocidades verbais so praticadas por pessoas de bem, que tmuma vida de servios prestados para a comunidade, mas que no manuteno da prece, da mudana deconduta para melhor e da prtica dase controlam e passam a dirigir verdadeiras campanhas contracompanheiros, pelos mais diversos motivos, calcados,caridade, conforme a entendia Jesus:benevolncia paracom todos,principalmente, na disputa e na inveja. Fazem o mal compalavras, como se estivessem ajudando. Em vez de promover,indulgncia para as imperfeies dosoutros, perdo das ofensas (O Livro doscaluniam. E as consequncias atingem multides. s vezes,esses caluniadores nem se do conta do mal que praticam, masEspritos, questo 886).quase sempre sabem perfeitamente o que esto fazendo. Giannina LaucasEssas pessoas, muitas vezes, difamam indiretamente. Fazemisso insinuando, distorcendo informaes, desvirtuando ideias eFEIRO 2010 O VIGSIMO ENCONTROpensamentosaltamente edificantes, que acabam sedesmoronando por conta desses comentrios maldosos eA exemplo de h vinte anos, e nos anosinjustos, como sempre acontece. consecutivos, em agosto do corrente, o Grupo EspritaCaminho da Esperana promoveu o XX Feiro em prol daQuando procuramos entender, buscando explicaes paraManso do Caminho instituio fundada e administradacomportamentos criminosos como esses, praticados por pessoaspelo orador esprita e humanista Divaldo Pereira Franco,consideradas de boa ndole, surge sempre a velha pergunta: oem parceria com o seu irmo de f Nilson de Souzabom que pratica o mal bom ou mau? Ou do bem, mas aindapratica o mal? Os maus usam os bons, ou os bons, muitas vezes,Pereira que acolhe mais de 3.000 crianas e jovens. Aentram em sintonia com os maus? E o que mais importante:iniciativa partiu de Ana e do saudoso Geraldo Guimares,como nos situamos nessa histria? que, num esforo fraterno, pouco a pouco, arregimentouuma legio de amigos e colaboradores, oriundos dos Da a necessidade de meditao e agradecimento pelo quemais diversos locais do Brasil e at de outros pases. Ostemos e pelo que queremos ter de forma justa e sem atropelarparticipantes de fora, vo chegando com at umacompanheiros. semana de antecedncia: uns alojando-se no GrupoRelaxamento e orao trazem pensamentos positivos emEsprita Caminho da Esperana, que se transforma emrelao aos outros e nos do foras para afastar o mal e as ms uma verdadeira pousada; outros em casas deaes.colaboradores da mesma instituio, onde se forma umclima de amizade. D gosto ver como funcionam osQuando nos sentimos vtimas, podemos entender e perdoar,bastidores do Feiro: h uma especial motivao levandomas no podemos concordar com a continuidade das aes mobilizao de vrios trabalhadores voluntrios para asnegativas que nos atingem, pois seramos coniventes,mais diversas atividades, sob a orientao da presidnciaalimentando o mal.da Casa, que, incansavelmente, se faz presente a todas Da mesma forma, devemos estar sempre atentos para noas demandas. Contando com a adeso de aproximada-cometermos injustias e nem tirarmos proveito de comentriosmente 70 grupos espritas participantes, o evento umnegativos, que sempre surgem nossa frente dando verdadeiro exemplo de fraternidade.oportunidades para esses descaminhos. O ponto alto deu-se quando da abertura, com uma O modo como lidamos com cada situao ou com cadacalorosa prece proferida pela anfitri Ana Guimares,informao depende de como vemos a vida e dos nossoscujo clima espiritual perdurou ao longo do evento,objetivos existenciais, pois so eles que programam nossassobretudo nos momentos dedicados ao seminrio comatitudes e nos ajudam a fazer nossas escolhas.Divaldo Franco, que abordou o tema Conflitos Somos o que pensamos e fazemos.existenciais, assim como ao trmino do Feiro, quando oeminente e incansvel orador respondeu com absoluta Eugenia Maria Pinheiro Ramires lucidezs perguntas previamente selecionadas.Indubitavelmente, podemos afirmar que o VigsimoFeiro foi um mega encontro de confraternizao. Rita Pontes Boletim Esperana Pgina 2 3. orientar com o aconselhamento gentil. Houve dia em quedesafiado a fazer um discurso sobre uma cadeira no se fezde rogado, e, em preciosa lio aos candidatos oratria, demonstrou como possvel tornar interessante uma palestra, mesmoMinha amiga, voc me conhece to bem, sabe como gosto de observar improvvel dos temas. Geraldo Guimares, sobre o mais as cenas da vida tirando delas concluses.Vou contar duas que sugerem anlise evanglica. So cenas da vida que dizem do porqu de haver Jesus dito: Onde estivero seu tesouro, a estar o seu corao... mais ilustre colaborador do nosso Boletim, partiu no dia 11Uma cena: a senhora indignada dizia, em altos brados, ao de janeiro, deixando-nos, a todos, um pouco mais tristes e policial: Onde est a segurana desta cidade? Fui assaltada, levaramde suaanel de brilhante, a h uma esperana nesse rfos meu companhia. Ainda coisa mais preciosa daminha vida. Algum tem que tomar alguma providncia e chorava.Outra cena: a senhora sorria e chorava; acabara de correr um grande risco. Sem saber nadar, jogara-se num com o Caminho, pois o reencontro certo. Sentidos pooprofundo, sendo salva por um jornalista que ali se encontrava realizando uma reportagem. Deixando-a beira do poo, diz o e ocorrido, desejamos externar nossa profunda gratidojornalista quela mulher: amizade eterna. Que Deus o acompanhe e o ampare nessa Meu Deus! a senhora avaliou o perigo que corre? No, no pensei nisso respondeu ela , o meu filho caiu no etapa de sua existncia. Muito fui atrs dele.tudo! nova poo, no pensei duas vezes, obrigado porE ela apertava nos braos um garoto de sete a oito anos, e, entre lgrimas e risos, dizia: o maior tesouro da minha vida e, se mil vidas eu tivesse, daria todas para salvar a dele. Equipe do Boletim EsperanaAs duas cenas so to sugestivas, enfatizando a viso de Jesus acerca dos tesouros do corao e o valor quedamos s coisas que nos rodeiam...O certo que um filho dotao divina que desafia os sentimentos do homem e os valores que damos s nossasposses. As do mundo atormentam; as de Deus do alegrias. E estas so sentimentos divinos que nos afastam da Terra,fazendo-nos sonhar com as coisas dos Cus.Sei que voc me entende, porque tudo isso so coisas do corao. Ana Guimares*GUIMARES, Ana Jaicy. Revista Despertar Esprita. Informativo mensal do Lar Fabiano de Cristo, Rio de Janeiro, ano 5, n. 61, jun. 2008.O