boletim de conjuntura econômica - abril 2013

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O Boletim de Conjuntura Econômica Fluminense, é uma publicação mensal da CAPE- Coordenadoria de Acompanhamento Conjuntural e Pesquisas Econômicas- da Fundação Ceperj.

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  • WBOLETIM DE CONJUNTURA ECONMICA FLUMINENSE

    Junho de 2013 - Ano V - n 4 - Ms de referncia: Abril de 2013

  • O Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense uma publicao mensal da Coordenadoria de Polticas Econmicas (COPE)

    Fundao Centro Estadual de Estatsticas, Pesquisas e Formao de Servidores Pblicos do Rio de Janeiro - CEPERJCentro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas - CEEPSite: www.ceperj.rj.gov.brE-mail: ceep@ceperj.rj.gov.brTel.: 21 2334-7318 / 7319

  • Apresentao 02

    Desempenho por setor 03

    Indstria 05

    Comrcio 06

    Emprego 07

    Arrecadao ICMS 08

    Sumrio

    Consideraes finais 10

  • Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense

    ExpedienteFundao Centro Estadual de Estatsticas,Pesquisas e Formao de Servidores Pblicosdo Rio de Janeiro - CEPERJ

    PresidenteJorge Guilherme de Mello Barreto

    Centro de Estatsticas, Estudos e Pesquisas - CEEP

    Diretora Monica Simioni

    Coordenadoria de Polticas Econmicas - COPE

    Equipe Tcnica ResponsvelArmando de Souza FilhoRodrigo Santos MartinsSerfita Azeredo vilaFernando Augusto Mansor de Mattos (consultoria)

    Assessoria de Comunicao e EditoraoMarcos Pereira

    Projeto grfico e DiagramaoPaloma Oliveira

    APRESENTAO

    Este Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense, elaborado pela Fundao CEPERJ tem por objetivo acompanhar mensalmente a economia do Estado do Rio de Janeiro, fornecendo subsdios para a sociedade, voltadas de forma geral, e, em especial, para gestores pblicos na elaborao de polticas pblicas voltadas para o planejamento do desenvolvimento do estado.

    Os indicadores aqui apresentados refletem, de fato, um acompanhamento da economia fluminense, dentro das limitaes impostas pela indisponibilidade de algumas informaes relevantes, como, por exemplo, o setor de servios.

    Os dados analisados referem-se s Indstrias Extrativa, de Transformao, de Construo Civil e ao Comrcio - que contribuem para o clculo da taxa de variao do Produto Interno Bruto - e so complementados com os do Mercado de Trabalho, do Comrcio Exterior, alm da arrecadao do ICMS. Os setores examinados, em termos de PIB e de emprego, representam 60% da economia do estado.

    Para a elaborao deste documento foram utilizadas

    as pesquisas do IBGE (Pesquisa Industrial Mensal Produo Fsica, Pesquisa Mensal de Comrcio, Pesquisa Mensal de Emprego); do Ministrio do Trabalho e Emprego (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados); do Ministrio da Fazenda; da Secretaria de Comrcio Exterior (SECEX); da Secretaria de Estado de Fazenda (Arrecadao Mensal de ICMS); do Sindicato Nacional da Indstria do Cimento (SNIC); e da Federao das Indstrias do Rio de Janeiro (FIRJAN).

    @fundacaoceperj

  • Abril de 2013 - Ano V - Nmero 4

    Os dados da indstria geral revelam uma contnua melho-ria em termos de produo na economia fluminense.

    Considerando-se a produo do ms de abril de 2013 con-tra o mesmo ms do ano anterior, o crescimento foi de 7,4%, que se revela bem prximo do desempenho da indstria geral brasileira, que foi de 8,4%, segundo dado do IBGE (PIM Pes-quisa Industrial Mensal).

    Os movimentos da atividade industrial podem ser mais bem avaliados quando so analisados os valores acumulados, ano contra ano anterior, tomando-se perodos maiores do que apenas um ms. Assim, so diludos fatores espordicos e con-junturais registrados no ms e ms. Desta forma, tomando-se a comparao do acumulado de janeiro a abril de 2013 contra o mesmo perodo do ano anterior, percebe-se um aumento da 6,1%, contra os 5,7% assinalados no primeiro trimestre do ano de 2013 comparados ao primeiro trimestre de 2012. O re-sultado mostra-se ainda mais positivo se for levada em conta apenas a indstria de transformao, ou seja, a indstria geral subtrada das atividades extrativas. Nesse caso, o crescimento foi de 9,7% no acumulado janeiro-abril de 2013 contra o mes-mo perodo do ano anterior (resultado um pouco superior ao que havia sido registrado entre janeiro e maro de 2013 contra janeiro-maro de 2012).

    O desempenho da indstria de transformao fluminense no ltimo quadrimestre, comparado com o mesmo quadri-mestre no ano anterior, revela-se bem maior do que o registra-do para o conjunto da Indstria de Transformao brasileira, que foi de 2,2%, segundo dados da PIM IBGE. Desta forma, os dados sugerem que a atividade industrial fluminense, depois de ter tido uma reduo importante na virada do ano de 2012 para o ano atual, vem demonstrando uma recuperao acima da mdia nacional.

    Tal desempenho se mostra ainda mais robusto quando se constata que houve uma expanso bastante generalizada em todos os setores de atividades, destacando-se aqueles que tm maior peso na estrutura industrial fluminense, como ali-mentos, txtil, refino de petrleo, borracha e outros produtos qumicos. O setor de bebidas repete desempenho negativo registrado nos meses anteriores, sendo importante acompa-nharmos sua evoluo nos prximos meses, dada a importn-cia do setor na estrutura industrial fluminense e na gerao de empregos na atividade de indstria de transformao.

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    Indstria fluminense apresenta contnua melhoria da produo

    Merece tambm destaque positivo o desempenho das atividades produtoras de veculos automotores, ampliando crescimento que j vinha ocorrendo desde o ms anterior, so-mando um desempenho bastante positivo no trimestre (lem-brando que, em fevereiro de 2013, contra fevereiro de 2012, o setor j havia demonstrado excelente recuperao). O setor de perfumaria, sabes, detergentes e produtos de limpeza aponta para uma recuperao no ms de abril, mas ainda in-suficiente para gerar resultado positivo no acumulado do ano contra o acumulado de mesmo perodo do ano anterior.

    No que se refere s atividades do Comrcio Varejista, per-cebe-se uma trajetria de crescimento, mas cada vez menos acelerado. Comparando-se abril de 2013 contra abril do ano anterior, percebe-se um crescimento bem inferior do que ha-via ocorrido em maro de 2013 contra maro de 2012. Para este resultado, destaca-se a queda das atividades de hiper-mercados e de supermercados, um movimento cujas causas ainda no esto claras, mas que merecem ser observadas nas prximas edies desses boletins, para distinguir se foi algo aleatrio e circunstancial ou se revela uma trajetria tenden-cial. De todo modo, parece que a pequena subida da inflao nos meses recentes pode ter afetado o referido desempenho do comrcio varejista. Talvez esse problema se reverta j nos prximos meses, at porque importantes estudos de conjun-tura recentemente divulgados no indicam um horizonte de descontrole da inflao para os prximos meses.

    No que tange arrecadao de ICMS, revela-se uma peque-na queda (de 0,2%) em abril de 2013 contra o mesmo ms do ano anterior, que, no entanto, no compromete a boa trajet-ria positiva do indicador quando se leva em conta o acumula-do do ano.

    Por fim, os dados de gerao de emprego formal revelam a esperada retomada do indicador medida que se afasta do incio do ano. Basta lembrar que, em abril de 2013, foram ge-rados 15.000 postos de trabalho no mercado de trabalho flu-minense, consolidando um acumulado, no ano (janeiro-abril) igual a 14.401 postos de trabalho, eliminando, portanto, a situ-ao negativa que estava registrada at o trimestre findo em maro de 2013, que era de 599 postos de trabalho. Essa traje-tria positiva, porm, no foi suficiente para evitar que tivesse ocorrido um pequeno crescimento do desemprego (de 4,7% da PEA para 4,8%) entre maro e abril de 2013, segundo dados da PME.

  • Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense

    DESEMPENHO POR SETOR (em abril de 2013)

  • Abril de 2013 - Ano V - Nmero 4

    Desempenho mensal da Economia Fluminense Abril de 2013

    2.1- Indstria Extrativa, de Transformao e da Construo Civil

    2Em abril, a produo industrial do Rio de Janeiro medida

    pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, com ajuste sazonal, registrou decrscimo de 0,4% em relao a maro. Na compa-rao com igual ms do ano anterior (abril de 2012) observou-se um aumento de 7,3% na indstria geral, um desempenho positivo de 10,1% na indstria de transformao e um decrs-cimo de 4,5% na extrativa (petrleo/gs).

    Ainda comparando com abril de 2012, o principal impacto positivo veio de edio, impresso e reproduo de gravaes

    (66,2%), influenciado, pelo aumento na produo de CDs, bem como pela baixa base de comparao, j que em abril de 2012 o setor recuou 8,4%. Outros setores seguiram a mesma tendncia, como os setores veculos automotores (30,6%) e de outros produtos qumicos (24,9%), explicados, principalmen-te, pelo aumento na produo de caminhes e nibus, no pri-meiro ramo e de herbicidas para uso na agricultura e oxignio, no segundo.

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    Grfico 1Taxa de Variao (%) dos setores analisados

    Estado do Rio de Janeiro

    Fonte: MTE / CAGED; SEF RJ; IBGE

  • Boletim de Conjuntura Econmica Fluminense

    2.2 - Comrcio Varejista e do Exterior

    De acordo com a Pesquisa Mensal de Comrcio do IBGE, o comrcio varejista do estado do Rio de Janeiro apresentou, em abril de 2013, resultado positivo, na comparao com o ms anterior (ajustadas sazonalmente), assinalando variao de 0,6% no volume de vendas, enquanto que o do Pas apre-sentou variao negativa de 0,5%. Nas demais comparaes, obtidas das sries sem ajustes, o comrcio varejista fluminen-se obteve, em termos de volume de vendas, acrscimos da ordem de 2,8% sobre o ms d