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    BOLETIM CONTEDO JURDICO N. 443

    (ano VII)

    (18/09/2015)

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    BRASLIA2015

    BoletimContedoJurdico-ISSN

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    ConselhoEditorial

    COORDENADOR GERAL (DF/GO) - VALDINEI CORDEIRO COIMBRA: Fundador do Contedo Jurdico. Mestre em Direito Penal Internacional.

    Coordenador do Direito Internacional (AM/DF): SERGIMAR MARTINS DE ARAJO - Advogado com mais de 10 anos de experincia. Especialista em Direito Processual Civil Internacional. Professor universitrio

    Coordenador de Dir. Administrativo: FRANCISCO DE SALLES ALMEIDA MAFRA FILHO (MT): Doutor em Direito Administrativo pela UFMG.

    Coordenador de Direito Tributrio e Financeiro - KIYOSHI HARADA (SP): Advogado em So Paulo (SP). Especialista em Direito Tributrio e em Direito Financeiro pela FADUSP.

    Coordenador de Direito Penal - RODRIGO LARIZZATTI (DF): Doutor em Cincias Jurdicas e Sociais pela Universidad del Museo Social Argentino - UMSA.

    Pas: Brasil. Cidade: Braslia DF. Contato: editorial@conteudojuridico.com.br WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR

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    SUMRIO

    COLUNISTADODIA

    18/09/2015RobertoMonteiroPinhoMorosidadeomaiorvilodojudiciriolaboral

    ARTIGOS18/09/2015DanielPitomboTaveiraOcrimedelavagemdedinheironoBrasil:consideraesacercadasmudanasprovenientesdaLei12.683/12

    18/09/2015LeandroPinheiroAragodosSantos

    Estadodenecessidadeouinexigibilidadedecondutadiversaaplicadamiserabilidadedo(s)agente(s).Miserabilidadecomoexcludentedecrime

    18/09/2015SteelRodriguesVasconcellos

    Ahermenuticadafunosocialdocontrato

    18/09/2015SrgioHenriquedaSilvaPereira

    CharlatanismoeCurandeirismo:dafaspublicidadesdemedicamentoseesttica

    18/09/2015TauLimaVerdanRangel

    ExplicitaesaoProgramareasProtegidasdaAmaznia(ARPA):SingeloPainelaoDecreton4.326/2002

    MONOGRAFIA18/09/2015MariaFernandaPaciDanomoraleJustiadoTrabalho

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    MOROSIDADE O MAIOR VILO DO JUDICIRIO LABORAL

    ROBERTO MONTEIRO PINHO: Foi diretor de RelaesInternacionais da Confederao Geral dos Trabalhadores(CGT),editordoJornaldaCidade,subeditordoJornalTribunadaImprensa,correspondenteinternacional,juizdotrabalhonoregimeparitrio,tendocompostoaStimaeNonaTurmase a Seo de Dissdios Coletivos SEDIC, membro daAssociaoBrasileirade Imprensa ABI,escritor, jornalista,radialista, palestrante na rea de RH, cursou sociologia,direito,consultorsindical,nosetorprivadodiretordeRH,especialista em Arbitragem (Lei 9.307/96). Membro daAssociaoSulamericanadeArbitragemASASUL,Membrodo Clube Jurdico do Brasil, titular da Coluna Justia doTrabalho do jornal "Tribuna da Imprensa" do RJ, (Tribunaonline), colunista da Tribuna da Imprensa online), nojudiciriobrasileiro,atravsdematriastemticas,defendeamanuteno,modernizao e a celeridade na Justia doTrabalho, escreve em 48 dos principais sites trabalhistas,jurdicosesindicaisdoPas.

    A morosidade na tutela jurisdicional representa um prejuzo para o

    empregado e tambm para o empregador. Ambos necessitam de uma rpida

    soluo da lide. Este resultado jurdico (sentena) um ser invisvel, j que

    a concesso do direito no oferece garantia estatal de soluo final do

    processo. Isso no privilgio apenas da JT, ocorre tambm em todo

    judicirio brasileiro. Nmeros do CNJ indicam que as varas e os tribunais

    de todo pas acumulam 96 milhes de aes, dos quais 20% (cerca de 18,2

    milhes) tramitam na Justia do Trabalho. A execuo o calcanhar de

    Aquiles na laboral, que julga anualmente 2,4 milhes de aes, mas

    acumula um resduo quase igual de processos em fase de execuo

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    aquela em que o trabalhador efetivamente recebe os valores reconhecidos

    nas sentenas trabalhistas.

    A taxa mdia oficial de congestionamento na JT (fonte TST) na fase

    processual, em novembro de 2010, era de 69%, em 2014 68%, nmero

    considerado pela trade trabalhista elevado e insuportvel. Isso significa

    que, em mdia, de cada cem reclamantes que obtm ganho de causa,

    somente 31 alcana xito efetivo na cobrana de seu crdito, um resultado

    que leva descrena na Justia. No ano de 2000 as Comisses de

    Conciliao Prvia (CCP) foram insertas no ordenamento jurdico atravs

    da lei 9.958/2000, como alternativa para a soluo de conflitos

    laborais. Ocorre que essas Comisses passaram a ser sistematicamente

    bombardeadas pelos juzes da especializada, (embora apontadas

    irregularidades) porque constituam ameaa a reserva de mercado.

    Apontaram os defeitos, mas esconderam as virtudes. Fontes seguras revelaram que os juzes temiam pelo esvaziamento de sua competncia, frente ao alto nmero de Comisses instaladas em to pouco tempo, sinalizava para a absoro das aes trabalhistas.

    A CLT contm dispositivos que impelem o juiz a provocar a

    conciliao entre as partes, (artigos 764, 831, 846, 850 e 852-E), no entanto

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    esses, sem a extinta representao dos sindicatos, no conseguiram manter

    o fluxo de acordos. O quadro hoje mostra nmeros desalentadores de

    acordos, e bem abaixo da mdia at a extino. Em que pese o esforo do

    legislador ordinrio ter municiado o sistema laboral com ferramentas

    hbeis pacificao da classe obreira e empresria, o instituto jurdico das

    Comisses de Conciliao Prvia carece de constitucionalidade quando

    obriga o obreiro a tentativa de conciliao extrajudicial, devendo dessa

    forma, prosperar a jurisprudncia alhures, de que tal estipulao no pode

    consubstanciar obstculo ao aforamento de reclamatria estatal,

    prestigiando-se assim, os valores contidos na Carta da Repblica, em

    especial, o direito cidado do acesso Justia.

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    O CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO NO BRASIL: CONSIDERAES ACERCA DAS MUDANAS PROVENIENTES DA LEI 12.683/12

    DANIEL PITOMBO TAVEIRA: Tcnico de Gesto Educacional da Secretaria de Estado de Educao do DF. Graduando do 10 Semestre do curso de Bacharel em Direito do Centro Universitrio UDF.

    Resumo: Buscando enaltecer as alteraes na Lei 9.613, de 03 de maro de 1998, oriundas da edio da Lei 12.683, de 09 de julho de 2012, este trabalho expe a preocupao em se combater o crime organizado e a lavagem de capitais. A lei de lavagem de dinheiro fora pautada na luta contra o crime organizado e as organizaes criminosas, que buscam ocultar atividades ilcitas como o trfico de entorpecentes, o trfico de armas, o trfico de pessoas e, dentre outras, o financiamento ao terrorismo. Porm, em determinado momento, tal combate encontrava-se um tanto quanto aqum do que se esperava, tendo em vista a diversidade de tentculos delitivos que as organizaes criminosas tm. Surge, ento, a Lei 12.683/2012, a qual veio atualizar o arcabouo jurdico, visando tornar mais eficiente a persecuo penal dos crimes de lavagem de dinheiro e, consequentemente, dar maior efetividade aos esforos nacionais e transnacionais de preveno e combate lavagem de dinheiro.

    Palavras-chave: Lavagem de dinheiro. Organizaes criminosas. Preveno e combate lavagem de dinheiro. Crime organizado.

    Abstract: Seeking to exalt the changes in Law 9.613 of March 3, 1998, derived from the publication of Law 12.683, of July 9, 2012, this paper raises a concern in combating the organized crime and the money laundering. The Brazilian law against money laundering had been guided in the fight against organized crime and criminal organizations that seek to hide illicit activities such as drug dealing, the arms trade, trafficking in persons and, among others, the financing of terrorism. However, at any given time, this fighting found itself a somewhat short of what it was expected, in view the diversity

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    of criminals tentacles that criminal organizations have. Then comes Law 12.683/2012, which came to update the legal framework aimed at making more efficient the criminal prosecution of money laundering offenses and therefore give greater effectiveness to national and transnational efforts to prevent and combat money laundering.

    Keywords: Money laundering. Criminal organizations. Preventing and combating money laundering. Organized crime.

    1. Introduo A lavagem de dinheiro, como meio de insero das

    organizaes criminosas na sociedade, alastrou-se pelo mundo a uma velocidade inc