boletim abril 2011

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informativo do sindicato dos vigilantes de uberlândia, abril/maio 2011

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  • SEDE EM UBERLNDIA: Av. Monsenhor Eduardo, 157 - Bairro Bom Jesus CEP 38400-748 - Fones: (34) 3212-5315, 3212-4795 e 3212-0494SUBSEDE EM ITUIUTABA: Av. 13, n 598, 3 piso, sala 31 - Edificio Vila Rica - Bairro Progresso - CEP 38300-140 - Fone: (34) 3268-1380

    SUBSEDE EM ARAGUARI: Praa Prefeito Elmiro Barbosa, n 108 - Centro - CEP 38440-014 - Fone: (34) 3242-7987

    EDITAL DE CONVOCAO

    ASSEMBLIA GERAL ORDINRIA

    30 DE ABRIL DE 2011SBADO - 9:00 HORAS

    NA SEDE DO SINDICATOAv. Monsenhor Eduardo, 157 - Bom Jesus

    PRESTAO DE CONTAS DO EXERCICIO DE 2010 (DE 1 DE JANEIRO DE 2010 A 31 DE DEZEMBRO DE 2010)

    Aberta a todos os sindicalizados e quites com suasobrigaes sociais (art. 8, Estatuto Social do Sindicato)

    ESCOLTA ARMADA

    Trinta dias antes do acidente com os companheiros da GLOBALSEG, o Sindicato fez uma paralisao na porta da Souza Cruz, para protestar contra as ms condies de trabalho dos vigilantes da escolta armada.

    Condies de trabalhomatam mais que bandidos

    No dia 20 de abril, s 10 horas da manh, mais dois vigilan-tes perderam a vida nas estradas do Brasil. Foram os companheiros Vau-denir Arantes Cabral e Denis Gleik Alvarenga Rocha, mortos tragica-mente num acidente na BR 135, pr-ximo ao municpio de Alvorada do Gurguia, no Piau. Funcionrios da empresa GLOBALSEG, eles voltavam para Uberlndia, aps fazerem a escolta armada de um carregamento de cigarros da Souza Cruz.

    Poucas semanas antes, outro aci-dente com um veculo da empresa EQUIPE vitimou o vigilante Vander Ferreira Cardoso, na cidade de Fran-ca, que tambm prestava servio de escolta armada. O companheiro foi atingido na cabea pela arma que carregava e sofreu traumatismo craniado, estando em estado grave no hospital.

    Esses dois acidentes, em menos de 60 dias, no so coincidncia. So TRAGDIAS ANUNCIADAS, causadas pelas pssimas condies de trabalho a que os vigilantes da Escolta Armada so subme-tidos em Uberlndia.

    O que existe hoje, na verdade, uma superexplorao por parte das empresas de Vigilncia, com a imposio de jornadas de trabalho exaustivas e desgastantes. Na mai-oria das viagens, os vigilantes so obrigados a ficar acordados at trs dias e trs noites seguidas, vigiando a carga enquanto o car-reteiro vai dormir.

    Ao longo da viagem, epelo sistema autotrack, que

    obriga os vigilantes a enviar mensa-gens para as em-presas de rastreamento comprova-rem que esto acordados.

    Para piorar a situao, depois de entregar a carga, os vigilantes no podem descansar as 11 horas previstas em lei. Na maioria das viagens so obrigados pelas empresas a descansar no mximo 6 horas e voltar correndo para Uber-lndia para entregar a viatura.

    por isso que a maioria dos acidentes com a Escolta Armada acontecem no retor-no para a base.

    Junte-se a esta situao os baixos salri-os, a exigncia de estar com o nome limpo para trabalhar na Escolta Armada (o vigilante que tiver o nome inscrito no SPC perde auto-maticamente o emprego), os veculos inade-quados para trabalhar nas estradas (com mo-tor 1.0, que mal conseguem acompanhar as carretas) e est pronta a frmula da tragdia.

    Mas no so s as empresas de Vigilncia que so responsveis por esta situao. Par-te da responsabilidade por essas tragdias cabe tambm s empresas que contratam o servio de escolta armada e no exigem que os vigilantes tenham um mnimo de condi-es de trabalho, como se elas nada tives

    les so con-trolados

    de hora em hora,

    sem ver com isso. A empresa Souza Cruz, que uma das grandes usurias desse servio em Uberlndia e que se gaba da sua poltica de responsabilidade social, deveria ser a primeira a dar o exemplo.

    A falta de responsabilidade dos patres pa-ra com a vida e as condies de trabalho dos vigilantes da Escolta Armada fica ainda mais alarmante quando se sabe que algumas empre-sas esto fazendo o possvel para dificultar as negociaes dos acordos coletivos da catego-ria. o caso, por exemplo, da Esquadra (veja matria na pg. 2).

    Com essas empresas no tem mais conver-sa. O sindicato vai bater pesado e exigir que elas cumpram a CCT e a legislao trabalhista.

    Quanto s empresas que demonstrarem estar realmente preocupadas com a sade e o bem estar de seus funcionrios, o SINDESVU continua aberto para negociar acordos coletivos que tragam realmente mais benefcios para o trabalhador.

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  • Para maiores informaes, entrar em contato com a central de atendimento em Uberlndia, na Av. Joo Pinheiro, 926, Centro, ou pelo telefone (34) 2102-6800

    O boletim informativo O VIGILANTE SEDE EM UBERLNDIA:uma publicao do Sindicato dos Av. Monsenhor Eduardo, 157 - Bairro Bom Jesus CEP Vigilantes de Uberlndia e Regio 38400-748 - Fones: (34) 3212-5315, 3212-4795 e 3212-0494

    SUBSEDE EM ITUIUTABA:Presidente: Milton CamposDiretor de Imprensa: Felizardo Av. 13, n 598, 3 piso, sala 31 - Edificio Vila RicaJornalista Responsvel: Bairro Progresso - CEP 38300-140 - Fone: (34) 3268-1380Francisco Medeiros MTE 14.904/SPSUBSEDE EM ARAGUARI:Edio: Abril/Maio de 2011Praa Prefeito Elmiro Barbosa, n 108Tiragem: 1.500 exemplaresCentro - CEP 38440-014 - Fone: (34) 3242-7987Fotolito: Smart Color

    Impresso: Grfica Aline

    EXPEDIENTE

    2 O VIGILANTE

    Esquadra aprontaverdadeira lambana

    anti-sindical

    ESCOLTA ARMADA

    No d para definir de outra maneira o que a Esquadra est aprontando, para tentar enfiar goela abaixo dos vigilantes da escolta armada um acordo coletivo prejudicial categoria: UMA LAMBANA ANTI-SINDICAL.

    Lambana porque, em primeiro lugar, a empresa tentou intimidar os trabalhadores que compareceram assemblia geral do dia 3 de maro, para que aprovassem a sua proposta de acordo coletivo (inclusive com a presena ostensiva de pessoas ligadas empresa em frente sede do sindicato, possivelmente portando armas). Como no conseguiu o seu intento, chamou os trabalha-dores e obrigou-os a assinar uma lista, como se eles estivessem aceitando de livre e espontnea vontade a proposta da empresa.

    Por fim e para o cmulo do absurdo, a empresa ainda teve a cara-de-pau de pedir uma reunio na DRT, para tentar pressionar a diretoria do Sindicato a homologar o tal acordo coletivo.

    O que a empresa no diz que a proposta que ela quer ver aprovada a mesma que j foi rejeitada pelos trabalhadores na assem-blia geral realizada no dia 28/01. Ela s fez uma maquiagem de ltima hora, para tentar forar uma nova votao.

    No essencial, a mesma proposta j recusada pela categoria: manteve a dupla pegada; manteve a diria fracionada; e manteve o adicional noturno presumido de R$ 94,65 por ms (menor at que o da conveno coletiva do Patrimonial, que de R$ 186,00 por ms).

    A empresa no diz tambm que DEMITIU TODOS OS VIGILANTES QUE VOTARAM CONTRA A SUA PROPOSTA na assemblia do dia 28/01 e que pressionou os trabalhadores restantes a aceitarem a sua proposta, numa clara atitude ANTI-SINDICAL e de COAO contra os seus empregados, viciando dessa forma a livre negociao coletiva e interferindo de maneira ILEGITIMA e ILEGAL nas prerroga-tivas constitucionais do sindicato.

    Por todas essas razes, o SINDESVU considera frustrada a negociao coletiva com a Esquadra e tomar todas as medidas legais para defender os interesses dos vigilantes da escolta armada, buscar a reintegra-o de todos os demitidos e a competente indenizao por danos morais, bem como para punir os responsveis pelas aes ilegais patroci-nadas pela empresa.

    CAMPANHA SALARIAL 2011

    epois de quase trs meses de negociao, finalmente foi assi-nada, no dia 16 de maro, a con-D

    veno coletiva dos vigilantes do setor Patrimonial. Foi uma negociao difcil, principalmente pela insistncia dos pa-tres em retirar da nossa conveno a mul-ta que as empresas tm que pagar quando descumprem alguma clusula da mesma.

    Apesar disso, ainda conseguimos um rea-juste de 6,47% nos salrios e aumentar mais 3% no risco de vida, que passou a ser de 6%. Com o reajuste, o vigilante patrimonial pas-sa a ganhar, a partir de R$1.088,46 (j in-cludos neste valor o percentual de Adicio-nal de Risco de Vida). O novo salrio ser pago j neste ms de abril, sendo que os retroativos devero ser pagos at o quinto dia til do ms de maio.

    No final, os ndices de reajuste foram os mesmos obtidos pelos outros sindicatos do estado. A diferena ficou por conta das demais conquistas obtidas pelo SINDESVU

    CONVENO COLETIVA DO PATRIMONIALGARANTIU CONQUISTAS PARA A CATEGORIA

    na mesa de negociao, dentre as quais destacam-se: o reajuste da co-participao do trabalhador no Plano de Sade (enquanto na nossa conveno o reajuste foi de 4% sem retroativo, no res-tante do estado foi de 10,34% com retroa-tivo); a reduo do desconto do PAT sobre o ticket por dia trabalhado de 20% para 1% do valor do mesmo; o fim do vergonhoso sub-piso dos vigilantes de condomnios, que passam a receber o mesmo que o res-tante da categoria; e a manuteno da multa de 50% no caso de reincidncia no descumprimento da CCT.

    importante ressaltar que a reduo do desconto do PAT, o fim do sub-piso dos vigilantes de condomnio e a estabilidade de 6 meses no caso da migrao do vigi-lante para outra empresa (antiga clusula 19) so algumas conquistas do nosso sindi-cato na mesa de negociao, que depois foram repassadas para os demais sindica-tos do estado.

    Milton CamposDiretor Presidente

    SALRIO BRUTO

    HORA NORMAL

    DIA TRABALHADO

    TICKET POR DIA TRABALHADO

    RISCO DE VIDA (6%)

    CESTA BSICA

    HORA EXTRA

    RETROATIVO (JAN/FEV)*(12 HORAS DIRNO)

    PLANTO HORA EXTRA*

    CONVENO COLETIVA DO PATRIMONIALVIGNCIA: 01/01/2011 A 31/12/2011

    R$ 1.026,85

    R$ 4,66

    R$ 34,23

    R$ 5,60 (LIQ.)

    R$ 61,61

    R$ 72,40

    R$ 7,47

    R$ 190,14

    R$ 89