boletim 2º semestre 2009

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Boletim do 2ª semestre de 2009 da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infest

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  • 5o Momede decldde

    lnfe'sfcL*.r- r l--

    Editorial

    E A QUINZENA CONTINUA... !

    Mais uma vez, esteano, a Quinzena Culturalaest, apesardeser um anode menos meios financeiros. no oue concretamentediz respeito Junta de Freguesia.

    No entanto, nunca ser de mais reerir que todo um trabalho foie vai ser realizado, por um grupo de pessoas que se mobil iza,com mais ou menos dificuldades, mas a esto, para dar o seumelhor, numa das que considero maior manifestaorecreativa-culturalda nossa cidade.

    Nunca fcil o caminho a percorrer para aqui chegar, mas, nodeixa de ser aliciante esta tealizao, cuja luta travada sempre, (penso eu), com o objectivo de ser em benefcio dasnossas gentes e no intuito da promoo da nossa terra, que S. Mmede de lnfesta.

    Certamente que com redobrada esperna, que espero queesta Quinzena Cultural, venha a ser do agrado de todos oslvlmedenses, como de todos aqueles que nos visitam, nestaconstanle preocupao que tenho para que S. Mamede deInfesta, seja e continue a ser uma Cidade moderna,desenvolvida esolidria.

    Com um intenso Bem-Haia,

    Presidente da JuntaAntnio Moutinho Mendes

    PARQUE URBANOSo Mamede Infesta

  • Discurso na Assembleia de Freguesia25 de Abri l de 2009

    Sr. Presidenteda Junta de Freguesia deS. l\y'amede de Infesta,Srs. l\,4embros da Assembleia e do Executivo da Junta deFreguesia,xmas. Entidades, Associaes e OrganismosMinhas Senhoras e meus Senhores.

    O discurso que vo escutar oi, no tenho dvidas, o mais difci lqueescreviat hoje, aquele que mais me custou preparar.E foi assim, porque se trata de um discurso de fim de legislaturamandando a responsabil idade de quem assume cargos polt icosque tenha o dever de resumirtodo um trabalho, ou a falta dele.F-lo-ei, no sem antes tecer alguns comentrios dec i rcuns tnc ia oue me oermi t i ro in t roduz i r as minhasobservaes.Creio que j terei dito noutras ocasies que, em 25 de Abril de1974, cumpria o servio militar, bem longe de casa, muito longedos meus.Talvez no vos tenha dito, porque no seria necessrio faz-lo, aalegria que, tanto eu como os restantes militares, sentimos aoacordar para qualquercoisa que ningum sabia verdadeiramenteo que era mas, que fazia bem, que se respirava, que aliviva, quenos tornava pfximos de gente que nunca vramos, que nosobrigava a troear sorrisos, que nos fazia felizes. Todo um povo agritar iberdade, uns sabendo do que falavam, outros comeandoa compreender que, at ali, nem sequer tinham sentido falta dela,porque a desconheciam. Desgraada ignorncia em que nosmantiveram tantos anos.Aquele dia de'1974 erc, por isso, o nascer de tudo, de sonhosnunca sonhados, de desejos nunca desejados, de vidas nuncavividas. Era a gota d'gua num desertoridode quase 50 anos.ADrendemos? No. Infelizmente. no.35 anos depois deste extraordinrio acontecimento, exemplopara todo o mundo, o que se faz no festejio, trocando osmesmos sorrisos de ento, dando-se e recebendo-se abraoscalorosos de felicidade, apenas respirando sem ter de pedirl icena ou, to somente, olhando a cr do cu, cr nica eexclusiva que a todos e a ningum pertence, ao contrrio deoutras.Agora, 35 anos depois, o tempo de "faz de conta".Fazde conta que nuncagovernei, fazdeconta queasfinanas nomeu tempo nunca derraparam, faz de conta que a crise quevivemos da exclusiva responsabil idade de quem governaactualmente e faz de conta, ainda, que terei uma varinha decondo que ir colocar na ordem as economias dos EUA e daAlemanha e, porarrastamento, as do nosso Pas-A um outro nvel, j agora, faz de conta que no te apercebes queenquanto se discute por onde ir passar o Metro do Porto, umanova linha nasce no l,4etro de Lisboa, sem discusso. Faz deconta que as sedes de Concelho, de norte a sul do Pas (comhonrosas excepes, refira-se), pensam verdadeiramente nahomogeneizao do seu territrio e verifica, por certo, comagrado, como todas as freguesias crescem harmoniosamente,que todas tm um auditrio, um cinema, um teatro, programasculturais dirios, vrias associaes sistematicamente apoiadaspelos dinheiros pblicos, grandes e luminosas avenidas paraconversas familiares e para acolheros seus visitantes.Acredito, seriamente, que j estejam cansados de fazer de contamas, no incio deste discurso, preven que iria fazer um resumo doque se fez ou do que se nofez. Ficar a cargo de cada um de vsa anlise das circunstncias.No entanto, como a situao em que aqui me apresento obriga aoutro tipo de observaes, peo-lhes, apenas, mais um pouco davossa ateno.Escrevi, a cada trimestre, um artigo de opinio no Boletim danossa Cidade. Tentei abordar temas que, do meu ponto de vista,poderiam interessar os seus leitores. Falei de tica e deresponsabil idade social, discorri sobre as organizaesassociativas, abordei a "moda" dos independentes que, a cobertodesta pseudo-independncia se vo servindo a seu bel-prazer dasociedade, falei de dignidade e da falta dela nas constantesnomeaes, sempre dos mesmos, escrevi sobre a (i) legitimidade

    DR. JOSE CARLOS PEDROPresidente da Assembleia de Freguesia

    dos apoios estatais aos diversos sectores de actividade, falei decomportamentos, ditos evolutivos, mas que o no eram, falei dacidade. Mas, o meu primeiro artigo de opinio, escrito em 2005,teve por titulo "Ser autarca pensar plural". Se hoje tivesse deescreversobre esta temtica no alteraria rigorosamente nada doque h 4 anos escrevi. Quero com isto dizer que continuo a pensarque as boas ideias devero ser acolhidas, venham de ondevierem. As pessoas devem valer por si e no pela bancada querepresentam. Mas te re i de d izer , tambm, que es tecomportamento s ar sentido se for universal, ou seja, se forpraticado portodas as bancadas de qualquerrgo pblico.Doutra forma. as freguesias. as cidades. as regies, os pases, emduas pa lavras , todos ns , sa i remos pre jud icados porcompotamentos desviantes daqueles que, eleitos pelo povo, nopermitem que as melhores ideias sejam postasem prtica.E se, em qualquer circunstncia, este comportamento serdeplorvel, nas actuais condies da economia mundial, maiorrelevncia se dever dar ao bem comum. Sem egosmos balofos esem vaidades insustentadas, tudo dever ser feito para que obem-estarcolectivo seja alcanado.E certo que ningum deseja a crise nem ela apareceu, apenas,agora. J c andou porvrias vezes e bom diz-lo que no ser altima vez que nos visitar. As crises so cclicas e no se prevquedeixem de oser

  • 25 de Abri l de 2009Discurso na Assembleiade Freguesia

    (continuaao da p9.2)Por isso. penso que a melhof maneifa de a abordar recorrer aexperincias passadas, de gente insuspeita e divulgar-lhesalgumas das observaes que, a propsito da crise da poca,foram tecidas por essa figura mpar do mundo da cincia, denome:Albert Einstein (1879 1955).Chamo, no entanto, a vossa ateno, para o realismo que squem tem est estatuto (quem no tem de agradaf a ningum deforma gratuita) pode colocar naquilo que diz."No pretendamos que as coisas mudem se continuarmos a fazersempre o mesmo. A crise o melhor que podef suceder apessoas e pases porque a crise trs consigo progressos"."Acabemos de vez com a nica crise ameaadora que atragdia de no querer lutar por super-la"Senhor Presidente, colegas da Assembleia de Freguesia emembros do Executivo, caros concidados, bem provvel queno volte a pisar esta Cmara, na qualidade em que o ao nestemomento, depois das prximas eleies. No tenho, hoje,vontade de continuar a desempenhar um cargo (se para tal,obviamente, fosse eleito)que, dependendo de outras instncias,nos l imita na nossa forma de estar e de ser.

    Quero, no entanto, deixar claro que foi um privilgio trabalhar comtodos vs. com os que a nda esto e com os quej rumaram paraoutras paragens. Com honestidade vos digo que sairei destaexperincia mais rico pois, as divergncias, naturais, queaconteceram (corn maior ou menor aspefeza) signicaramaDenas a vontade de fazervalef o ponto de vista de cada um.

    Espero que aqueles que se mantiverem tenham aprenddo osuficiente para verif icar que, acima de cada um de vs, deverestar o interesse da cidade que vos elegeu. S assim se entendea misso para queoram incumbidos.Por isso, e para que o esquecimento no se sobreponha aospuros, nicos e verdadeiros ideais da l iberdade, recordarei hoje,aqui e de novo, os que no voltaram do Ultramar, os que novoltaram das masmorras, os que voltaram completamenteestfopiados e senis, aqueles a quem no deixaram sonhar comum Potugal l ivre e para todos.E tambm por isso que, hoje e aqui, gritarei:- contra os bem instalados- contra os falsos fazedores de promessas- contra os que se esquecem da sua responsabil idadesoctal- contra os que, apfoveitando os dinheiros pblicos emproveito prprio, lanam na misria famlias inteiras- contra aq ueles que, em vez do bem, praticam o mal

    contra os que ainda no percebe.am. porque noquerem perceber, quanto custou chegar a este dia, em 1974.

    I\,4eus caros concidados, como eu gostava que o meu grito fosse,tambm, o vosso grito. O grito da vontade de viver, o grito dasensibil idade, o grito da verdade, o grito de Portugal que , e sersempre:

    Viva o 25 deAbril l

    Viva o 25 deAbril l

    Dr. Jos Carlos Pedro

    Associaco Acadmica de So tl|amede

    VOLEIBOLSeniores masculinosGaldas da Ranha - 3 de Maio de 2009Eramos setel Ou talvez o Manuel, (nove anos, atletamini do clube, orgulhoso na sua camisola nmero nove)e mars sers.No falvamos entre ns queo barulho no o permitia.lvlas o sentimento era comum, ali, num pequeno espaomas com muita determinao, para apoiar a equipa,tanto ouanto nos osse oossvel.Aconteceu o que no queramos. A terceira derrota por3-2. Podamos ter ganho, no calhou, como j antesacontecera . A lguns jogadores garant i ram quechegaram a ouvir o "Acadmica, Acadmica". Eram trsvozes apenas, parece-me impossvel que os atletasfalassem verdade.Eles sim, estiveram inexcedveis. Acertaram, falharam,serviram para a rede, fizeram pontos espectaculares,escorregaram, fintaram, eu sei l, mas lutara