Boletim 27 da Rede Portuguesa das Cidades Educadoras congresso Rosario

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<ul><li><p>27gueda.Albufeira.Alenquer.Almada.Amadora.Azambuja.Barcelos.Barreiro.Braga.Cmara de Lobos.Cascais.Chaves.Coimbra.Condeixa-a-Nova.Esposende.vora.Fafe.Funchal.Grndola.Gondomar.Guarda.Lagoa/Aores.Leiria.Lisboa.Loul.Loures.Matosinhos.Mealhada.Miranda do Corvo.Moura.Odemira.Odivelas.Oliveirade Azemis Paos de Ferreira.Palmela.Paredes.Pombal.Ponta Delgada.Porto.Pvoa de Lanhoso.Rio Maior.Santa Maria da Feira.Santarm Santo Tirso.So Joo da Madeira.Sesimbra.Setbal.Sever do Vouga.Silves.Torres Novas.Torres Vedras.Valongo.Vila Franca de Xira.Vila Nova de Famalico.Vila Real.Vila Verde.Viseu</p><p>boletim</p><p>REDE PORTUGUESA DAS </p><p>CIDADES EDUCADORAS 12</p><p>016</p><p>edio especial</p></li><li><p>O Valor da Cidadania</p><p>No dia 12 de abril, e tendo como cenrio o belssimo Convento de S. Francisco, Santarm teve o privilgio </p><p>de ser palco do Encontro Nacional Extraordinrio da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras, sob a </p><p>gide O Valor da Cidadania, no qual 70 autarcas e tcnicos de 33 Municpios se fizeram representar.A escolha do tema teve a sua justificao na sensibilidade que Santarm, enquanto Cidade Educadora, imprime nas suas polticas Municipais, num alinhamento pre-mente com os princpios basilares e orientadores da Carta das Cidades Educadoras. Assim, compromisso assumido, e de acordo com o ponto nove da referida Carta, fomentar o apelo a uma cidadania ativa (passe-se a redundncia), num projeto cole-tivo que se quer dialgico, numa perspetiva crtica e corresponsvel. O apelo a uma participao transversal a partir das instituies e organizaes civis e sociais, tendo em conta iniciativas privadas e outros modos de participao es-pontnea, tem sido objetivada e sediada nos diferentes Conselhos Municipais que se promovem. A saber: Educao, Desporto, Juventude, Segurana e o Conselho Local da Ao Social. Estes tm sido canais efetivos de participao, em que a cidadania se tem tornado, no apenas um direito ou dever, mas uma realidade.No entanto, urge uma reflexo, que a autarquia tem vincado como premissa, e que no pode ignorar - pese embora o envolvimento da maioria dos conselheiros, cada vez mais consciente e refletido numa maturidade de participao social e popular, reconhece-se ainda uma certa invisibilidade dos jovens nessas esferas.De acordo com a Doutora Lia Pappamikail, palestrante no Encontro, com o tema Juventude(s), territrios de participao: desafios para o futuro, verifica-se esse fe-nmeno de desero e/ou baixos ndices de participao juvenil seja no plano as-sociativo, poltico ou at no consumo de notcias. H que, efetivamente, corroborar que existe uma certa alunizao da juventude, pensando-se que a escola constitui o lugar central das trajetrias juvenis contemporneas, quando efetivamente as altera-es socioeconmicas e globais preconizam e exigem dos jovens um leque de com-petncias que toda a sociedade corresponsvel por dinamizar, potenciar e valorizar. Neste sentido, o Municpio est convicto de que tem de conceber e dar outra ampli-tude ao conceito Cidadania, quando so os jovens os seus personagens. Essa atitude no manifesta, pois, uma recusa de pertena plis, mas antes uma vontade de al-terao do seu relacionamento com as instituies tradicionais, concebidas numa tica de adultos. As alteraes do mundo tecnolgico concorrem para que todos, e em especial os mais jovens, tenham alterado a forma de relacionamento interpessoal. As aprendizagens so hoje levadas a cabo nos locais, que antes, eram considerados inapropriados. As juventu-des habitam a cidade e apropriam-se dos espaos, e no se cingem aos que lhes so atri-budos. Esta ideia, da compreenso dos espaos formais e informais de aprendizagem e convvio, como sendo parceiros estratgicos no relacionamento inter-geracional, levam necessidade de conhecer para agir e combater a viso adulto-cntrica da juventude. Nesta perspetiva, Santarm, enquanto Cidade Educadora adaptada e participada, pro-jeta dinamizar, ainda no corrente ano, Assembleias Municipais de Crianas e Jovens, com o propsito de expandir os territrios de interveno escala local e real, nomea-damente na anlise e reviso do Plano Diretor Municipal. Ao envolver, diretamente, estes jovens atores sociais, numa nova abordagem de governana urbana, preconiza-se uma conscincia direta na definio de estratgias sustentadas, e a promoo de um sentido de identidade e pertena do patrimnio local, de valor inestimvel. Santarm acredita que quanto mais partilhar e exaltar a sua identidade cultural e pa-trimonial, melhor contribuir para o dilogo intercultural e para a abertura dos valores dos e para os jovens, contribuindo para que se sintam efetivos cidados do mundo!</p><p>INS BARROSO | Vereadora C.M. Santarm</p><p>espao de </p><p>opiNioeditorial</p><p>Cidades Con(vivncia)Num qualquer dicionrio de portugus en-contrei, porque me intrigam as palavras, que convivncia modo de vida em que se pode partilhar, vida em comum, convvio dirio.... A partir deste significado fui percorrer a carta de princpios das cidades educadoras e logo no seu inicio descobri que para a cidade edu-cadora o seu objectivo permanente ser o de aprender, trocar, partilhar e, por consequncia, enriquecer a vida dos seus habitantes. Fica, portanto, claro que as cidades educadoras, enquanto rede, entendem que a convivncia (enquanto partilha) tem uma relao direta com o enriquecimento da vida das pessoas na cidade.Podemos pois olhar para os territrios de convivncia nas cidades como os espaos pblicos (fsicos ou imateriais) onde ocorre a partilha, a vida em comum e o convvio dirio de/entre todas e todos. Mas tambm podemos estar a falar dos diferentes territrios de con-vivncia que dentro da cidade separam etnias, condies sociais, cores de pele e gneros. Estes ltimos so os locais de risco que, ainda que en-cerrem em si a convivncia, so tambm locais de refgio e de auto isolamento para grupos especficos de pessoas. So estes territrios de convivncia que impor-ta abrir aos conceitos mais alargados de apren-der, trocar e enriquecer, conforme est na carta de princpios das cidades educadoras, consi-derando que estes conceitos esto ancorados na diversidade de credos, de cores e de origens, conforme a carta o consagra no seu oitavo principio. A cidade educadora, assim, um instrumento permanente de promoo da vida em comum e a todos os seus pormenores que a governao da cidade deve estar atenta. Seja pelos exemplos que d nos eventos da sua res-ponsabilidade, seja nos investimentos que pro-move, seja pelo prprio modelo de governao da cidade, que defende e implementa.O respeito pela diferena, mas tambm a valo-rizao da diferena, so ncoras da verdadeira integrao e funcionam como resposta com-plexidade dos problemas de hoje, bem como a esta complexidade esmagadora que vivermos juntos, de forma permanente, em espaos partilhados por todos e onde as permanentes transformaes no contexto e no territrio devem ter por base a corresponsabilidade de todos.Os territrios de convivncia na cidade devem ser, por natureza, locais de pertena, locais de todos e todas e por isso que o espao publi-co est sempre ocupado, pleno do corao e da alma das comunidades que o constroem todos os dias.</p><p>HLDER GUERREIROVice-Presidente C.M. Odemira</p></li><li><p>1Decorreu, no dia 12 de abril, no Convento de So Francisco, o Encontro Nacional Extraordinrio da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educado-ras - RTPCE, que contou com a presena de cer-ca de 70 representantes de 33 municpios, membros desta Rede. Santarm, Cidade Educadora, acolheu este encontro onde O Valor da Cidadania serviu de mote reflexo.A vereadora da Educao da Cmara Municipal de Santa-rm, Ins Barroso, iniciou a sesso de abertura, agradecen-do a presena de todos e RTPCE por ter dado a honra a Santarm de organizar este encontro, referindo ainda que este Municpio Cidade Educadora desde 2006 e que no acolhia a organizao de um Encontro desde 2008.O Vice-Presidente da Cmara Municipal de Odemira, Hel-der Guerreiro e representante da Comisso Coordenadora da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras, na sesso de abertura, afirmou que estamos num bom ca-minho porque representamos aquilo que gostamos, que a Educao, queremos fazer por ela, pelas nossas cidades, pelos nossos concelhos, pelo nosso futuro. Agradeceu Cmara Municipal de Santarm o acolhimento no magnfico espao que o Convento de So Francisco, um exemplo extraordin-rio daquilo que Portugal tem do ponto de vista do patrim-nio, da memria e da histria.Antes do incio dos trabalhos, teve lugar um momento mu-sical pelos alunos do Conservatrio de Msica de Santarm, atravs dos msicos Hugo Martinho, Joo Limeiro e Marga-rida Lzaro. Lia Pappmikail, docente do Instituto Politcnico de San-tarm e assessora da Direo do Observatrio Permanente da Juventude do Instituto de Cincias Sociais da Universi-dade de Lisboa prosseguiu com uma preleo sob o tema </p><p>Juventude(s), territrios e participao: desafios para o futuro, partilhan-do com os presentes algumas reflexes sobre as temticas: Juventude, considerando-a como um valor social pouco reconhecido e descons-truindo ideias pr-defi-nidas. Adiantou que no </p><p>seu estudo, se verifica a existncia de vrias Juventudes, nas vrias fases da vida, em que se constata, atualmente, uma alunizao da juventude, sendo a escola o lugar central das trajetrias juvenis contemporneas; verifica-se tambm um aumento do nmero de jovens inativos que coincide com a expanso da escolarizao dos jovens; os jovens so mais afetados pelo desemprego do que a populao em geral e com menores rendimentos; a qualidade dos vnculos labo-</p><p>rais, quando existem, colocam entraves emancipao ju-venil; confirma-se tambm um adiamento tanto da sada de casa dos pais, como da conjugalidade e parentalidade, sendo a famlia o principal meio de vida e sobrevivncia dos jovens, verificando-se um fosso geracional: contrato social em risco.No mbito dos territrios e participao, as juventudes ha-bitam a cidade e apropriam-se dos espaos (atribudos e rei-vindicados); surge a necessidade de repensar a conceo de territrio (aspetos morfo-funcionais, de multiescalariedade e multidimensionalidade dando nfase dimenso cultu-ral); constata-se uma tendncia de usar uma lente anal-gica (adulto-centrica) para captar uma realidade digital; baixos ndices de participao cvica e poltica (associativo, poltico, consumo de notcias), problema exclusivo dos jo-vens? Por outro lado, surgem novas formas de participao, emergncia da micropoltica: mobilizao para a resoluo de problemas concretos, partilha de informao e conheci-mentos. Surgem novos espaos e territrios.Por fim, a oradora refletiu sobre as Cidades Educadoras e respetiva interveno com os jovens, ponderando a emer-gncia da expanso dos territrios de interveno es-cala local; do potencial democrtico e emancipatrio das novas abordagens de governana urbana, envolvendo os vrios atores sociais; da necessidade de conhecer para agir e combater a viso adulto-centrica da juventude, amplian-do concees de participao de cidadania. Foi reforada a ideia da compreenso dos espaos formais e informais de aprendizagem como parceiros estratgicos.O Encontro continuou com a reunio/assembleia dos Mu-nicpios que integram a RTPCE e com a apresentao de resultados dos Grupos de Trabalho Participao e Demo-cracia, pelo Tcnico do Gabinete Lisboa, Cidade Educa-dora, Paulo Louro, e Descentralizao de Competncias, pelo Vice-Presidente Helder Guerreiro.Aps o almoo, os participantes foram convidados a visitar ao Centro Histrico da Cidade, nomeadamente a Igreja da Graa, a exposio Modos, Medos e Mitos no tempo de Ca-bral patente na Casa do Brasil, e o Jardim Portas do Sol.</p><p>encontro Nacional da Rede Territorial portuguesaem Santarm</p><p>Juventude(s), territrios e participao: desafios para o futuro</p></li><li><p>ALMADA</p><p>Almada Poente formada, sobretu-do, por conjuntos habitacionais de realojamento. A sua situao social, econmica e de degradao do es-pao urbano exigiu uma interven-o multidimensional atravs de um Programa Integrado de Regenerao Urbana, protocolado entre a Cmara Municipal de Almada e o Instituto da Habitao e Reabilitao Urbana. Neste mbito, entre 2009 e 2015, fo-ram construdos a piscina e bibliote-ca municipais, o Parque Urbano de Fris, a nova sede do Clube Recreati-vo Unio Raposense e concretizadas duas obras de arte pblica inclusivas: Monumento Multiculturalidade e Planisfrio da Interculturalidade. Atravs de polticas pblicas parti-cipativas, inovadoras e integradas, a interveno teve como objetivos: qualificar urbanisticamente a zona de Almada Poente; promover a in-tegrao social e cultural dos resi-dentes e elevar os padres de vida coletiva; reforar a capacidade de interveno dos agentes locais, so-bretudo ao nvel da articulao de respostas comunidade; valorizar a gesto de proximidade e recuperar o protagonismo do governo local na promoo de polticas urbanas e contribuir para a melhoria da ima-gem do Bairro.A educao assumiu um forte papel na promoo da coeso social e ter-ritorial face s especificidades do ter-ritrio e diversidade dos indivduos e dos grupos sociais, envolvendo-os em todas as fases, criando oportu-nidades de aprendizagem individual e coletiva, conforme o compromis-so da declarao do Congresso de Barcelona (nov. 2014), de fomentar a boa convivncia, as relaes inter-geracionais e interculturais, reconhe-cendo a riqueza das diferenas pre-sentes na cidade.Globalmente, o programa gerou di-nmicas positivas no territrio com impactos relevantes e visveis nos domnios urbanstico, social e par-</p><p>ticipativo, transformando um vazio urbano numa nova centralidade, permitindo a requalificao de servi-os e a possibilidade dos moradores participarem ativamente na qualifi-cao do espao pblico.n</p><p> Almada Poente: territrio de convivncia e coeso social </p><p>2</p><p>PrincPio 8A transformao e o crescimento duma cidade de-vem ser presididos por uma harmonia entre as no-vas necessidades e a perpetuao de construes e smbolos que constituam referncias claras ao seu passado e sua existncia. O planeamento urba-no dever ter em conta as fortes repercusses do ambiente urbano no desenvolvimento de todos os indivduos, na integrao das suas aspiraes pes-soais e sociais e dever agir contra toda a segrega-o das geraes e pessoas de diferentes culturas, que tm muito a aprender umas com as outras.</p></li><li><p>Nesse sentido, entendeu-se necessrio a criao de uma equipa multidisciplinar de apoio s Escolas que trabalhe em par-ceria com todos os agentes educativos agrupamentos de Escolas, Autarquia, Desporto Escolar, Instituies Privadas de Solidariedade Social, CERCI, ACES, No-vais e Sousa, Coop21 e Universidade do Minho, trabalhando com crianas com NEE numa rede contnua de apoio, des-de a mnima ajuda em contexto de sala de aula, at realizao e execuo de programas adicionais de apoio ao desen-volvimento e aprendizagem, prestando </p><p>A autarquia tem uma vasta experincia no desenvolvimento de projetos comu-nitrios e promotores do desenvolvi-mento social e aglutinadora dos recur-sos endgenos e exgenos para fazer face s necessidades e prioridades de incluso social, mediante concertao entre os vrios agentes educativos e parceiros da comunidade.Com base no levantamento dos projetos vocacionados...</p></li></ul>