biboca ambiental_ problemas ambientais urbanos e rurais - resumÃo

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"Não basta ensinar ao homem uma especialidade. É necessário adquirir sentimentos, compreender as motivações para determinar com exatidão o seu lugar". tecnologia PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO 1 INTRODUÇÃO Erosão, desmatamento, poluição, lixo e queimadas são alguns dos principais problemas ambientais em qualquer lugar do planeta. Neste trabalho são apresentadas algumas técnicas e soluções, formas de participação e discute-se o que esperar da sociedade. Não esqueça que cada problema a superar é uma oportunidade de fazer algo positivo. Temos, pois a oportunidade de pensar na conservação e no meio ambiente, num amplo contexto educacional. Assim fazendo, podemos chegar à nova geração e demonstra-lhe a beleza e as vantagens do mundo que a cerca. E lembre-se da frase de "O Pequeno Príncipe" (Antoine de Saint Exupèry): Tu te tornas responsável por aquilo que cativas 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS Estudo do IBGE publicado na Folha de São Paulo sob o título Suplemento de Meio Ambiente, em 2002, realizado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente [ MMA], em todos os municípios brasileiros, mostra dados impressionantes: 47% das cidades sofreram prejuízo na sua agricultura, pecuária e pesca, por problemas ambientais; 41% dos municípios foram atingidos por desastres ambientais, como deslizamentos de terra, seca, erosão do solo e outros; 38% dos municípios têm seus rios e enseadas contaminados; 33% dos municípios têm problemas de poluição no solo, provocados principalmente pelos lixões (inclusive hospitalar); 22% das cidades têm problema de contaminação do ar. As principais fontes poluidoras foram: 1. Queimadas (64%), 2. Vias não pavimentadas (41%), 3. Atividade industrial (38%), 4. Agropecuária (31%) 5. Veículos (26%). O trabalho do IBGE é mais um alerta de que o ambientalismo não é um capricho de "adoradores de florestas", mas sim um ponto relevante e com significativo impacto econômico, que precisa sempre ser levado em conta. O que você acha que nós, pobres mortais que não dispomos de autoridade administrativa podemos fazer para reverter essa situação? Todas as agressões ambientais têm como palco, a bacia hidrográfica. Assim, a EMBRAPA bolou um Plano de Manejo Integrado de Bacia Hidrográfica – MIBH. FAUSTINO (1996) apresenta um exemplo de Matriz Lógica, referente à problemática de uma bacia. Trata-se de um Quadro com 0 Compartilhar mais Próximo blog» Criar um blog Login

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"Não basta ensinar ao homem uma especialidade. É necessário adquirir sentimentos, compreender as motivações para

determinar com exatidão o seu lugar".

tecnologia

PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO

1 INTRODUÇÃO

Erosão, desmatamento, poluição, lixo e queimadas

são alguns dos principais problemas ambientais em

qualquer lugar do planeta. Neste trabalho são

apresentadas algumas técnicas e soluções, formas

de participação e discute-se o que esperar da

sociedade. Não esqueça que cada problema a

superar é uma oportunidade de fazer algo positivo.

Temos, pois a oportunidade de pensar na

conservação e no meio ambiente, num amplo

contexto educacional. Assim fazendo, podemos

chegar à nova geração e demonstra-lhe a beleza e

as vantagens do mundo que a cerca. E lembre-se da

frase de "O Pequeno Príncipe" (Antoine de Saint Exupèry): Tu te tornas responsável por aquilo

que cativas

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 PRINCIPAIS PROBLEMAS AMBIENTAIS

Estudo do IBGE publicado na Folha de São Paulo sob o título Suplemento de Meio Ambiente,

em 2002, realizado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente [ MMA], em todos os

municípios brasileiros, mostra dados impressionantes:

47% das cidades sofreram prejuízo na sua

agricultura, pecuária e pesca, por problemas

ambientais;

41% dos municípios foram atingidos por

desastres ambientais, como deslizamentos de

terra, seca, erosão do solo e outros;

38% dos municípios têm seus rios e enseadas

contaminados;

33% dos municípios têm problemas de poluição

no solo, provocados principalmente pelos lixões

(inclusive hospitalar);

22% das cidades têm problema de

contaminação do ar.

As principais fontes poluidoras foram:

1. Queimadas (64%),

2. Vias não pavimentadas (41%),

3. Atividade industrial (38%),

4. Agropecuária (31%)

5. Veículos (26%).

O trabalho do IBGE é mais um alerta de que o ambientalismo não é um capricho de

"adoradores de florestas", mas sim um ponto relevante e com significativo impacto econômico,

que precisa sempre ser levado em conta. O que você acha que nós, pobres mortais que não

dispomos de autoridade administrativa podemos fazer para reverter essa situação? Todas as

agressões ambientais têm como palco, a bacia hidrográfica. Assim, a EMBRAPA bolou

um Plano de Manejo Integrado de Bacia Hidrográfica – MIBH. FAUSTINO (1996) apresenta um

exemplo de Matriz Lógica, referente à problemática de uma bacia. Trata-se de um Quadro com

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5 linhas e 4 colunas, com quatro dos principais problemas ambientais:

1) Desmatamento acelerado:

CAUSAS: pressão sobre novas áreas; exploração

madeireira; falta de fiscalização.CONSEQUÊNCIAS:

degradação do solo; inundações de baixios;

descrédito institucional. SOLUÇÕES:

reflorestamento; plano de manejo florestal; gestão de

políticas.

2) Perda de solo:

CAUSAS: erosão; práticas inadequadas de cultivo.

CONSEQUÊNCIAS: baixa produtividade;

assoreamento; diminuição do valor da terra.

SOLUÇÕES: práticas de conservação do solo.

3) Qualidade da água:

CAUSAS: contaminação por agrotóxicos; poluição

por esgotos; falta de

fiscalização.CONSEQUÊNCIAS: doenças; custo do

tratamento (da água); falta de água. SOLUÇÕES:

uso racional de agrotóxicos; tratamento dos esgotos;

aplicação das leis.

4) Baixa produtividade agrícola:

CAUSAS: falta de conhecimento; conflitos de uso da

terra; falta de recursos

p/produção.CONSEQUÊNCIAS: diminuição da

oferta; importação de produtos; aumento de preços.

SOLUÇÕES: tecnificação; incentivos para a

produção agrícola; planejamento de uso da terra.

Como podemos ver, até que não é difícil organizar as

ideias e apresentar, numa planilha, os problemas

ambientais, seguidos das suas causas, consequências e soluções. Como num tabuleiro de

xadrez. Falta apenas uma coisinha: implementar as soluções.

2.2 POLUIÇÃO DO SOLO

A poluição do solo ocorre pela contaminação deste através de substâncias capazes de

provocar alterações significativas em sua estrutura natural. O solo, também chamado de terra,

é fundamental para a vida de todos os seres vivos do nosso planeta. Ele é o resultado da ação

conjunta de agentes externos: chuva, vento, umidade, etc, enriquecidos com matéria orgânica

(restos de animais e plantas). O solo é a camada mais fina da crosta terrestre e se localiza na

superfície externa. Para que os alimentos dele retirados sejam de qualidade e em quantidade

suficiente para atender as necessidades da população, o solo deve ser fértil, ou seja, deve ser

um solo saudável e produtivo. Quando o solo é poluído, os alimentos nele cultivados ficam

Page 3: BIBOCA AMBIENTAL_ PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO

contaminados. A poluição do solo tem

como principal causa o uso de produtos

químicos na agricultura chamados de

agrotóxicos. Eles são usados para destruir

pragas e até ajudam na produção, mas

causam muitos danos ao meio ambiente,

alterando o equilíbrio do solo e

contaminando os animais através das

cadeias alimentares.

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS

. Substâncias como lixo, esgoto, agrotóxico

e outros tipos de poluentes produzidos

pela ação do homem, provocam sérios

efeitos no meio ambiente. Poluentes

depositados no solo sem nenhum tipo de controle causam a contaminação dos lençóis

freáticos (ocasionando também a poluição das águas), produzem gases tóxicos, além de

provocar sérias alterações ambientais como, por exemplo, a chuva ácida. O lixo depositado em

aterros é responsável pela liberação uma substância poluente que mesmo estando sob o solo,

em buracos "preparados" pra este fim, vaza promovendo a contaminação do solo. Outro

problema grave que ocorre nestes aterros é a mistura do lixo tóxico com o lixo comum. Isto

ocorre pelo fato de não haver um processo de separação destes materiais. Como

consequência disso, o solo passa a receber produtos perigosos e com grande potencial de

contaminação misturado com o lixo comum.

SOLO DESGASTADO

A poluição do solo tem como principal causa o uso de

produtos químicos na agricultura chamados de agrotóxicos.

Eles são usados para destruir pragas e até ajudam na

produção, mas causam muitos danos ao meio ambiente,

alterando o equilíbrio do solo e contaminando os animais

através das cadeias alimentares. É, mas não são apenas os

agrotóxicos que poluem os solos. Existem outros

responsáveis que causam muitos problemas ao solo. São

eles:

ATERROS

Os aterros são terrenos com buracos cavados no chão

forrados com plástico ou argila onde o lixo recolhido na

cidade é depositado. A decomposição da matéria orgânica

existente no lixo gera um líquido altamente poluidor, o

chorume, que mesmo com a proteção da argila e do plástico

nos aterros, não é suficiente e o liquido vaza e contamina o

solo.

LIXO TÓXICO

É outro problema decorrente dos aterros. Como não há um

processo de seleção do lixo, alguns produtos perigosos são

aterrados juntamente com o lixo comum, o que causa muitos

danos ao lençol freático, uma camada do solo onde os

espaços porosos são preenchidos por água

LIXOS RADIOATIVOS

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Este lixo é produzido pelas usinas nucleares e causam sérios

problemas à saúde. O Brasil não tem depósitos adequados para

armazenar o lixo radioativo. O dado foi revelado pela pesquisa do

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), intitulada

"Indicadores de Desenvolvimento Sustentável". O relatório indica

que o lixo radioativo produzido por indústrias e hospitais, que

representam 13,7 mil metros cúbicos, e pelas usinas Angra 1 e

Angra 2, 2,08 mil metros cúbicos, ficam temporariamente

armazenados em centros vinculados à Comissão Nacional de

Energia Pública (Cnem). O solo ou terra é composto por quatro

partes: ar, água, matéria orgânica e mineral. Estes minerais se

misturam uns com os outros. A matéria orgânica se mistura com a água e a parte mineral e o ar fica

guardado em buraquinhos que chamamos de poros do solo, onde também fica a água. São destes poros

que as raízes das plantas retiram o ar e a água que necessitam. Por isso é tão importante que não tenha

poluição no solo. É como um ciclo: nós plantamos, cuidamos e colhemos os vegetais que por sua vez, serão

utilizados em nossa alimentação. Se o solo estiver poluído, os vegetais serão contaminados, portanto não

podemos comer. Se nós comermos, também seremos contaminados, o que pode trazer muitos riscos para a

nossa saúde.

EROSÃO DO SOLO

No início deste trabalho, mostramos resumidamente

os 4 principais problemas da degradação ambiental

em uma bacia hidrográfica (a Matriz Lógica):

desmatamento, perda de solo, qualidade da água e

baixa produtividade agrícola. Como todos têm a ver

com a agricultura vamos discutir a erosão. Erosão,

do Lat. erosione. s.f., ato de corroer lentamente;

corrosão; processo pelo qual pequenas partículas de

rocha e solo se separam da sua localização original,

são transportadas e depois depositadas noutro local pela ação de agentes erosivos geológicos

ou naturais ou pelas atividades humanas. Este fenômeno tem início com o desmatamento. As

gotas de chuva, ao atingirem o solo desnudo, desagregam as partículas do solo, que são

levadas pela enxurrada para assorear rios e lagos. Pior, é que junto com a água, vão também

bactérias, agrotóxicos, fósforo e potássio, além de outras impurezas. Esses 2 últimos

elementos, em excesso, causam eutrofização ("apodrecimento") dos mananciais. No caminho

da água, podem abrir-se valas enormes, chamadas de voçorocas. Os sais minerais do solo,

são os principais alimentos das plantas (juntamente com os gases oxigênio, nitrogênio,

carbônico e a própria água) e, como são muito solúveis, a chuva costuma lavá-los e levá-los,

para fora do alcance das raízes, baixando a produtividade agrícola.

SOLUÇÕES EXEQUÍVEIS :

Não agricultar áreas de preservação permanente (Conama 303/03).

Reflorestamento ou cobertura do solo (com palha ou lona plástica).

Práticas agrícolas: curvas de nível, plantio direto e cobertura morta.

Bacias de infiltração, lateralmente às estradas vicinais.

Macrodrenagem e drenagem agronômica (a nível de parcela).

Plasticultura: plantio sob estufas de plástico.

Pneus usados na contenção de encostas e em voçorocas.

Preferir a irrigação pressurizada (aspersão) à de superfície (sulcos).

Preservação da vegetação nativa em terrenos muito declivosos.

Usar leguminosas (com sementes inoculadas com bactérias fixadoras de nitrogênio

do ar) nas áreas já degradadas.

Não utilizar para agricultura (ou pecuária), solos arenosos, em regiões de alta

pluviosidade, como a Amazônia.

CONSEQUÊNCIAS: A erosão do solo é tão comum entre nós que, em qualquer estação de

tratamento de água (ETA) ou de esgotos (ETE), a primeira estrutura hidráulica exigida (logo

depois da grade, para conter o lixo), é a CAIXA DE AREIA. Trata-se de um canal comprido,

dimensionado para obrigar a água a perder velocidade (Q=A.V ou vazão = área da seção x

velocidade); quando V=0,3m/s ou menor, a energia da água não é mais suficiente para

empurrar as partículas do solo e estas, pelo seu próprio peso, ficam no fundo do canal, sendo

retirada dali periodicamente. Essas partículas, além de assorearem as estruturas, atrapalham

os processos físicos e biológicos do tratamento da água ou esgoto. Nos mananciais, as

partículas do solo: fazem crescer exageradamente as algas (por carregarem consigo Fósforo

[P] e Potássio [K], elementos eutrofizantes; entopem as guelras dos peixes e cobrem seus

ovos; diminuem o poder de penetração da luz solar; mudam a salinidade, a cor e o pH da água,

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além de outros estragos ambientais.

2.3 POLUIÇÃO DO AR

Prejuízos para o meio ambiente, chuva ácida, cidade

poluídas, gases tóxicos, poluição atmosférica,

queima de combustíveis fósseis, doenças causadas

pela poluição do ar. Desde a metade do século XVIII,

com o início da Revolução Industrial na Inglaterra,

cresceu significativamente a poluição do ar. A

queima do carvão mineral (fonte de energia para as

máquinas da época) jogava na atmosfera das

cidades industriais da Europa, toneladas de

poluentes. A partir deste momento, o homem teve

que conviver com o ar poluído e com todas os danos advindos deste "progresso" tecnológico.

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS Nos dias de hoje, quase todas as grandes cidades mundiais

sofrem com os efeitos da poluição do ar. Cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Tóquio,

Nova Iorque e Cidade do México estão na relação das mais poluídas do mundo. A poluição

gerada nos centros urbanos de hoje são resultado, principalmente, da queima dos

combustíveis fósseis como, por exemplo, carvão mineral e derivados do petróleo (gasolina e

diesel). A queima destes produtos tem lançado um alto nível de monóxido e dióxido de carbono

na atmosfera terrestre. Estes dois combustíveis são responsáveis pela geração de energia

que, alimenta os setores industrial, elétrico e de transportes de grande parte das economias do

mundo. Portanto, coloca-los de lado atualmente é extremamente complicado. Este tipo de

poluição tem provocado muitos problemas nas grandes cidades. A saúde das pessoas, por

exemplo, é a mais afetada com a poluição atmosférica. Várias doenças respiratórias como a

bronquite, rinite e asma levam milhares de adultos e crianças aos hospitais todos os anos. A

poluição também tem causado danos aos ecossistemas e ao patrimônio histórico e cultural.

Resultado desta poluição, a chuva ácida mata plantas, animais e vai corroendo, com o passar

do tempo, monumentos históricos (prédios, monumentos, igrejas etc). Nos últimos anos, a

Acrópole de Atenas passou por um processo de restauração, pois a milenar construção grega

estava sofrendo desgaste com a poluição da capital da Grécia. O clima do planeta também é

afetado pela poluição atmosférica. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a

temperatura no planeta Terra. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma

camada de poluição na atmosfera, impedindo a dissipação do calor. Desta maneira, o calor fica

concentrado nas camadas baixas da atmosfera, provocando mudanças no clima.

Pesquisadores afirmam que já está ocorrendo a elevação do nível de água dos oceanos,

provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas espécies animais poderão

entrar em extinção e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais frequência e intensidade.

Diante das notícias negativas, o homem tem

procurado encontrar medidas para solucionar

estes problemas ambientais. Os sistemas

tecnológicos estão avançando no sentido de

criar máquinas e combustíveis cada vez menos

poluentes ou que não gerem nenhuma

poluição. Muitos automóveis já estão utilizando

gás natural como combustível. No Brasil, por

exemplo, temos milhões de automóveis

movidos a álcool, combustível renovável, não

fóssil, que poluí pouco. Testes realizados com

hidrogênio tem mostrado que num futuro bem

próximo, os carros poderão usar um tipo de

combustível que lança no ar apenas vapor de

água. Existe poluição do ar quando a presença

de uma substância estranha ou a variação

importante na proporção de seus constituintes

pode provocar efeitos prejudiciais ou doenças. Essas substâncias estranhas encontram-se

suspensas na atmosfera, em estado sólido ou gasoso e são chamadas agentes poluentes,

divididas em 5 grupos:

· Monóxido de carbono – provoca asfixia;

· Partículas – responsáveis por bronquites;

· Óxidos de enxofre – agente da chuva ácida;

· Hidrocarbonetos – agentes de várias doenças; e

· Óxidos de nitrogênio – pode provocar nevoeiros e doenças.

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CAUSAS MAIS COMUM

Atividades industriais e mineradoras, escapamento de veículos, queimadas, lixões, erupções

vulcânicas e outras. A maior parcela da poluição do ar é produzida pela queima de

combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Uma parte do material em suspensão

precipita nas árvores, casas e solo: é a chamada precipitação seca. O resto, permanece no ar

durante semanas e é transportado pelo vento a longas distâncias. Pesquisa da Universidade

de São Paulo, revelou que a poluição do ar é a responsável por 32% das mortes de cardíacos

na cidade de São Paulo e que, só na região metropolitana, morrem cerca de 8 pessoas por dia,

por causa dos gases de veículos. Outra pesquisa, agora do IBGE, em todos os municípios

brasileiros (maio/05), mostrou que as queimadas são a terceira maior causa da poluição do ar

no Brasil, só perdendo para as atividades industriais e os veículos automotores. Segundo a

legislação em vigor, todas as fontes de poluição do ar devem se adequar a determinadas

condições, de forma a não ocasionarem danos ao ambiente e à população. Assim, toda fonte

de poluição existente que não esteja adaptada à lei, pode se denunciada ao órgão ambiental

competente, o qual estabelecerá um prazo viável para que seja feita a adequação aos padrões

estabelecidos.

AS BACIAS AÉREAS são áreas homogêneas (definidas pelo seu relevo, cobertura do solo e

clima), delimitadas pela topografia e espaços aéreos (vertical e horizontal) de uma região,

utilizadas no estudo da poluição atmosférica. Justificativa: A qualidade do ar urbano, em

algumas regiões (lembram-se de como era a cidade de Cubatão-SP[ na década de 80, "uma

das cidades mais poluídas do mundo"], tem-se tornado uma ameaça para a saúde e bem estar

das pessoas e do meio ambiente em geral. Rio e São Paulo são 2 belos exemplos. Esse

instrumento possibilita a elaboração de diagnósticos que facilitam a tomada de decisões

relativas ao licenciamento das atividades poluidoras e as eventuais ações de controle

necessárias.

O Índice de Qualidade do Ar - IQA A Resolução CONAMA n.3, de 28/06/90, fixa as

concentrações máximas permissíveis de poluentes do ar, sendo toleráveis os seguintes limites.

· Partículas totais em suspensão (PTS): 240 ug/m3x24h

· Partículas inaláveis c/d<10micron (PM10): 150 ug/m3x24h

· Dióxido de enxofre (SO2): 365 ug/m3x24h

· Dióxido de nitrogênio (NO2): 320 ug/m3x1h

· Ozônio (O3): 160 ug/m3x1h

· Monóxido de carbono (CO): 9.000 ug/m3x8h

nota : ug/m3x24h significa: microgramas de partículas por metro cúbico de ar, durante o tempo de

amostragem de 24 horas. Para a composição do Índice de Qualidade do Ar – IQA, as concentrações de

poluentes (cujas faixas de tolerância são especificadas na Resolução 3/90) foram classificadas do seguinte

modo:

· Bom: 0 – 50, Seguro à saúde, cor verde

· Regular: 51 – 100, Tolerável, cor amarela

· Inadequada: 101 – 199, Impróprio, cor laranja

· Má: 200 – 299, Ofensivo à saúde, cor vermelha

· Péssima: 300 – 399, Ofensivo à saúde, cor marrom

· Crítica: > 400, Ofensivo à saúde, cor preta

Assim, para o cálculo do IQA, tomam-se a média de cada um dos 6 poluentes do ar e, num

gráfico em papel milimetrado, colocam-se no eixo horizontal os valores máximos das faixas de

tolerância e, no eixo vertical, os valores máximos do IQA: 50, 100, 200, 300, 400 e 500 (este

último, para acomodar valores acima de 400). Plotam-se os valores limites do poluente em

cada faixa do IQA e unem-se esses pontos por uma reta. Está pronto o gabarito. Agora, é só

tomar o valor da média calculada e, entrando-se no gráfico correspondente pelo eixo

horizontal; traça-se uma linha de chamada até a reta (anteriormente traçada) e daí,

horizontalmente, até o eixo vertical, onde se lê o valor correspondente à faixa de IQA (Bom,

Regular, etc.).

CRÉDITOS DE CARBONO, A MOEDA ECOLÓGICA

COMO INVESTIR EM MEIO AMBIENTE, o tema

anuncia o Brasil como o primeiro País, em todo o

mundo, a se beneficiar (concretamente) com

recursos internacionais dos Créditos de Carbono.

Por estarmos tratando de poluição atmosférica e

esse gás (o CO2 ou dióxido de carbono) ser uma

das vedetes do efeito estufa, "como diz a vinheta das

novelas da Globo, vale a pena ver de novo". O

Protocolo de Kioto (PK para os íntimos), negociado

pela Comissão da ONU para a Mudança do Clima e

Page 7: BIBOCA AMBIENTAL_ PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO

assinado (menos pelos EUA e Austrália) em 1997, obriga os países desenvolvidos a reduzir as

emissões dos gases do efeito estufa. A meta é a redução, entre 2008 e 2012, em média, 5%

em relação às emissões registradas em 1990. Para facilitar o cumprimento das metas, o

Protocolo criou três "mecanismos de flexibilização", um dos quais, o Mecanismo de

Desenvolvimento Limpo – MDL, permite a participação dos países em desenvolvimento, como

o Brasil, que não estão incluídos no PK. Em linhas gerais, o MDL permite, p.ex., que uma

indústria de um país desenvolvido (que esteja sujeito à meta de redução de emissões), possa

atender parte de suas exigências, adquirindo "créditos" associados a projetos de florestamento

ou tecnológicos de redução de emissões, executados por empresas de países em

desenvolvimento. A redução certificada de emissões está sendo negociada por 8 a 10 dólares

por tonelada de dióxido de carbono e os créditos europeus, por cerca de 35 dólares. Em 2003,

foram negociados US$ 330 milhões em todo o mundo e as projeções indicam um grande

incremento no mercado global, que poderá chegar a US$ 13 bilhões em 2007. Está sendo

criado em SP o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), com o objetivo de

organizar um mercado de créditos de carbono, tornando o País referência mundial no campo

das negociações com carbono. Com as catástrofes climáticas atuais, esperamos sobreviver pra

ver no que vai dar.

A CHUVA ÁCIDA

A água da chuva atinge o solo já poluída (por 2 dos

agentes , o dióxido de enxofre ou SO2 e o óxido de

nitrogênio ou NOx). Essas substâncias, que saem

das chaminés das fábricas, reagem na atmosfera

com a água, o oxigênio e outras, transformando-se

em vários compostos ácidos, como o ácido sulfúrico

ou H2SO4 e o ácido nítrico ou HNO3, que são

arrastados pelas gotas de chuva com o nome de

chuva ácida. Segundo a Agência de Proteção

Ambiental Americana – EPA, cerca da metade da

acidez na atmosfera atinge o solo pela deposição seca, ou seja, não sob a forma de chuva,

mas sim de gases ácidos e partículas sólidas. O vento sopra-as para os edifícios, carros, casas

e árvores, de onde podem ser lavadas pelas chuvas.

Efeitos:

Danos às florestas, ao solo, peixes, outros seres vivos e ao homem. E ainda corrói as obras de

arte expostas ao ar livre, principalmente as esculturas de mármore. Os riscos de acidentes são

enormes e vale a pena "ficar de olho" (mas não para cima).

Como medir: A quantidade de íons livres de hidrogênio (H+) na água é dada pelo pH (potencial

de Hidrogênio ionte) e causa a sua acidez (pH baixo) ou alcalinidade (pH alto, no máximo, 14).

Mede-se com um aparelho chamado peagâmetro ou tem-se uma noção com o papel de

Tournassol. Vejamos alguns casos, na prática.

· pH = 1.0 (ácido sulfúrico)

· pH = 4.2 (todos os peixes morrem)

· pH = 4.2 a 5.0 (CHUVA ÁCIDA)

· pH = 5.6 (chuva limpa)

· pH = 6.5 (lago saudável)

· pH = 7.0 (água pura)

· pH = 8.0 (água do mar)

Material Particulado Inalável A emissão excessiva de poluentes do ar tem provocado sérios

danos à saúde como problemas respiratórios (bronquite crônica e asma), alergias, lesões

degenerativas no sistema nervoso ou em órgãos vitais e até câncer. Esses distúrbios agravam-

se pela ausência de ventos e no inverno com o fenômeno da inversão térmica (ocorre quando

uma camada de ar frio forma uma parede na atmosfera que impede a passagem do ar quente e

a dispersão dos poluentes). Morreram em decorrência desse fenômeno cerca de 4.000

pessoas em Londres no ano de 1952. Assim, o material particulado (MP) e o ozônio (O3) ao

nível do solo, constituem-se num dos maiores problemas mundiais de saúde pública, com o

aumento da mortalidade de doenças respiratórias, cardíacas e respiratórias. Sob a

denominação geral de material particulado (MP), existe uma classe de poluentes, tais como:

poeiras, fumaças e todo tipo de material sólido e líquido que, devido ao seu pequeno tamanho,

se mantém suspenso na atmosfera.

Fontes: As fontes emissoras são as mais variadas: gases de escapamento dos veículos,

fumaças expelidas pelas chaminés das fábricas, "fuligens" das queimadas, poeiras das

pedreiras e marmorarias e outras.

O perigo das partículas: Partículas < 10u (com diâmetro inferior a dez mícron) têm mais

facilidade de penetrar no sistema respiratório humano. São representadas por

MP10. Partículas < 5u são mais fáceis de alcançar os pulmões e seus alvéolos. São

conhecidas como Partículas Respiráveis de Alto Risco (MP2.5). Como não são retidas pelas

Page 8: BIBOCA AMBIENTAL_ PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO

defesas do organismo (nariz e mucosas), causam irritação e doenças crônicas, transportando

para os pulmões substâncias tóxicas e cancerígenas. Causam danos às estruturas e fachadas

dos edifícios, à vegetação (o dióxido de enxofre, p.ex., prejudica a fotossíntese, por destruir a

clorofila) e são responsáveis pela redução da visibilidade (podendo causar sérios acidentes

terrestres ou aéreos).

Curiosidade: O homem em repouso deixa passar pelos seus pulmões, cerca de 12m3/d de ar

atmosférico e seus alvéolos possuem uma área de 70m2. Se estiver andando, a taxa sobe para

39m3/d; correndo, 94 e subindo escada 115.

O perigo das dioxinas Um último lembrete relacionado à poluição do ar. A maioria de nós

pensa que a maneira mais rápida, prática e eficiente de se livrar do lixo doméstico,

principalmente nos locais não servidos pela coleta domiciliar e nas casas de praia (onde esse

serviço também, às vezes, é inexistente), é queimando-o. Aqui vem o grande perigo: a

presença do plástico, faz com que sejam lançadas no ar as temíveis Dioxinas, substâncias

altamente cancerígenas, que podem afetar a nossa saúde. É como cuspir para cima. Não faça

isso. O melhor é enterrá-lo (mas sem o plástico do saco). Pelo menos, depois de algum tempo,

"vira adubo".

2.3 POLUIÇÃO DAS ÁGUAS

Poluição de rios e mares, água poluída, problemas

de saúde, degradação do meio ambiente, III Fórum

Mundial da Água. Fundamental para a vida em

nosso planeta, a água tem se tornado uma

preocupação em todas as partes do mundo. O uso

irracional e a poluição de rios, oceanos, mares e

lagos, podem ocasionar, em breve, a falta de água

doce, caso não ocorra uma mudança drástica na

maneira com que o ser humano usa e trata este bem

natural.

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS Os principais fatores

de deteriorização dos rios, mares, lagos e oceanos são: poluição e contaminação por produtos

químicos e esgotos. O homem tem causado, desde a Revolução Industrial (segunda metade do

século XVIII), todo este prejuízo à natureza, através dos lixos, esgotos, dejetos químicos

industriais e mineração sem controle. Em função destes problemas, os governos com

consciência ecológica, tem motivado a exploração racional de aquíferos (grandes reservas de

água doce subterrâneas). Na América do Sul, temos o Aquífero Guarani, um dos maiores do

mundo e ainda pouco utilizado.Grande parte das águas deste aquífero situa-se em subsolo

brasileiro (região sul). Pesquisas realizadas pela Comissão Mundial de Água e de outros órgão

ambientais internacionais afirmam que cerca de três bilhões de habitantes em nosso planeta

estão vivendo sem o mínimo necessário de condições sanitárias. Cerca de um milhão não tem

acesso à água potável. Em razão desses graves problemas, espalham-se diversas epidemias

de doenças como diarreia, leptospirose, esquistossomose, hepatite e febre tifoide, que matam

mais de 5 milhões de pessoas por ano, sendo que um número maior de doentes

sobrecarregam os hospitais e postos de saúde destes países.

BUSCA DE SOLUÇÕES: Com o intuito de buscar soluções para os problemas dos recursos

hídricos da Terra, foi realizado no Japão, entre 16 e 23 de março de 2003, o III Fórum Mundial

de Água. Políticos, pesquisadores e autoridades de diversos países aprovaram vários

documentos que visam a tomada de atitudes para resolver os problemas hídricos mundiais.

Estes documentos reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde

das pessoas e defende que, para que ela não falte no século XXI, alguns desafios devem ser

urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população, a garantia

do abastecimento de alimentos, a proteção dos ecossistemas e mananciais, a administração de

riscos, a valorização da água, a divisão e a eficiente administração dos recursos hídricos do

planeta. Embora muitas soluções sejam buscadas em esferas governamentais e em

congressos mundiais, no dia-a-dia todas as pessoas podem colaborar para que a água doce

não falte no futuro. A preservação, economia e o uso racional da água devem estar presentes

nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o

desperdício de água doce pode trazer perigosas consequências num futuro pouco distante.

CURIOSIDADE: Produtos que mais poluem os rios, lagos e mares: detergentes, óleos de

cozinha, óleos de automóveis, gasolina, produtos químicos usados em indústrias, tintas, metais

pesados (chumbo, zinco, alumínio e mercúrio).

3 LIXO URBANO DE BELO HORIZONTE

BREVE HISTÓRICO

Belo Horizonte, primeira cidade planejada do Brasil, prevista para abrigar trezentos mil

Page 9: BIBOCA AMBIENTAL_ PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO

habitantes, teve a higiene e a salubridade

incluídas como requisitos fundamentais. Sua

história é marcada por pioneirismo na busca da

destinação adequada para o lixo. Para o

tratamento do lixo, foi instalado um forno de

incineração, cujo funcionamento se deu desde a

fundação da cidade até o ano de 1930.A

preocupação com a melhoria do padrão de limpeza

da capital, aliada ao crescimento da população e

ao consequente aumento da quantidade de

resíduos descartados exigiu a incorporação de

novos recursos para o tratamento do lixo. O forno

de incineração foi, então, desativado, entrando em funcionamento cem celas de

fermentação do sistema "Beccari", Salienta-se a adoção de tecnologia de ponta no

tratamento do lixo, na capital mineira. O sistema de fermentação do lixo em celas foi

desenvolvido pelo florentino Giovani Beccari, em 1922, e, já em 1929, era implantado em

Belo Horizonte. Ao longo da década de 60, as celas "Beccari" foram desativadas e a maior

parte dos resíduos coletados era depositada, a céu aberto, no Vazadouro Morro das Pedras.

Nesse local, conhecido popularmente como "Boca do Lixo", mais de 300 pessoas moravam

em condições sub-humanas, sobrevivendo da catação das sobras. No período das chuvas,

nos anos de 1971 e 1972, ocorreram dois trágicos deslizamentos na "Boca do Lixo", ambos

com vítimas fatais, gerando péssima repercussão quanto ao processo de degradação da

cidade. Em 1972, retoma-se a orientação de gestão adequada dos resíduos, com a

elaboração do Primeiro Plano Diretor de Limpeza Urbana de Belo Horizonte. A cidade se

destaca, mais uma vez, no cenário nacional, com a implantação, a partir de 1975, do Aterro

Sanitário, para a destinação final da maior parte dos resíduos urbanos, e da Usina de

Triagem e Compostagem, que permitia o reaproveitamento de pequena parte dos

recicláveis e da matéria orgânica. O Plano também reservou outra área para aterro

sanitário no município, buscando prevenir dificuldades futuras para a identificação de locais

no município para esse uso. Posteriormente, a área de Capitão Eduardo, que havia sido

desapropriada para aterro, foi utilizada para implantação de um conjunto habitacional,

deixando o município sem opção de local para disposição dos seus resíduos urbanos, que

são destinados, atualmente, para um aterro sanitário no município de Sabará. No início da

década de 90, o lixo urbano já era reconhecido, mundialmente, como um dos mais graves

PR oblemas ambientais da atualidade, não só por seu alto potencial poluidor dos solos, da

água e do ar, mas, também, pela sua relação com o esgotamento dos recursos naturais.

Com o lançamento de novos produtos no mercado e a publicidade se incumbindo de "criar"

necessidades, foi gerado um sistema de produção e consumo indutor de desperdícios, com

a substituição massificada de produtos duráveis por outros, descartáveis ou com vida útil

muito curta. A cultura do desperdício no Brasil contrapõe-se, em especial nas grandes

cidades, como Belo Horizonte, à situação de miséria de parte da população que tem como

única fonte de sobrevivência e geração de renda a catação de alimentos e de outros

materiais do lixo. Outros problemas das grandes cidades, incluindo Belo Horizonte, são o

saturamento da capacidade das áreas existentes para aterramento dos resíduos e as

dificuldades para identificação de novas áreas para essa finalidade. A gestão de resíduos

é, portanto, um problema de grande complexidade, que diz respeito à sociedade, como um

todo. É, certamente, o serviço público que mais depende do envolvimento das pessoas,

desde a sua geração, acondicionamento, coleta, triagem, beneficiamento,

reaproveitamento, tratamento e destino final. Em 1993, entretanto, observava-se, em Belo

Horizonte, total alheamento da sociedade em relação aos problemas relacionados ao lixo

urbano, uma atitude individualista das pessoas em relação ao lixo, assumindo-o como

problema seu apenas nos limites do seu espaço privado.

Novo modelo a partir de 1993

A partir de 1993, a Superintendência de Limpeza Urbana – SLU iniciou a implementação do

Modelo de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos de Belo Horizonte, pelo qual foi

reconhecida, nacional e internacionalmente, tendo recebido vários prêmios. Em 1996, o

trabalho foi premiado, com destaque, pelo Programa "Gestão Pública e Cidadania", das

Fundações Getúlio Vargas e Ford. Em função dessa premiação, a SLU foi convidada a

apresentar o trabalho e a participar de evento de comemoração de 10 anos de programa

análogo, nos Estados Unidos da América, promovido pela Fundação Ford, em parceria com

a Escola de Governo John Kennedy, da Universidade de Harvard. Nesse novo modelo,

destacaram-se inovações tecnológicas, com ênfase à segregação dos resíduos na fonte e à

coleta seletiva, visando ao máximo reaproveitamento e à reciclagem dos resíduos sólidos.

Foram implantados três programas de reciclagem: Compostagem simplificada dos resíduos

orgânicos (restos de alimentos, podas e capina), Reciclagem dos resíduos da construção

civil (entulho) e Coleta Seletiva dos materiais recicláveis (papel, metal, vidro e plástico).

Esses programas, além de possibilitarem a redução de materiais que seriam encaminhados

ao aterro sanitário, poupando sua vida útil, que já estava próxima de se esgotar,

propiciavam economias de recursos naturais e energéticos e ainda viabilizavam a geração

de trabalho e renda. A compostagem simplificada foi adotada após a decisão de se

paralisar a Usina de Triagem e Compostagem, que já se encontrava obsoleta. O novo

processo passou a ser feito com os resíduos orgânicos coletados, seletivamente, em

mercados, feiras e sacolões, junto com os materiais oriundos de podas e capinas, e

propiciou a produção de um composto de qualidade significativamente superior ao que era

produzido na usina. Antes, o composto era feito a partir do material coletado, misturado e

Page 10: BIBOCA AMBIENTAL_ PROBLEMAS AMBIENTAIS URBANOS E RURAIS - RESUMÃO

triado posteriormente na usina. A separação não conseguia eliminar a contaminação por

cacos de vidro, pilhas, etc., e, além disso, o processo não tinha o devido controle

operacional. O composto resultante, de baixa qualidade, era usado em canteiros centrais e

jardins e causava incômodo à população pelo mau cheiro. No novo sistema, o composto

gerado a partir da matéria orgânica limpa e com rigoroso controle de qualidade passou a

ser usado como insumo, em hortas comunitárias e escolares. O programa de reciclagem do

entulho da construção civil, com a implantação de unidades de reciclagem em locais de

maior geração desse tipo de resíduos na cidade, propiciou economia para a prefeitura, com

a utilização do entulho reciclado em obras de pavimentação, de manutenção de vias

públicas e de construção civil. Permitiu, ainda, a correção da disposição irregular de entulho

pela malha urbana. Em estudo realizado em 1993, foram identificadas 134 áreas de

deposição clandestina na cidade, gerando graves problemas para o município e despesas

adicionais para o serviço de limpeza urbana. A Coleta Seletiva dos materiais recicláveis

também apresentava desafios tecnológicos, já que havia poucas experiências no País e

Belo Horizonte se propôs a buscar alternativas que viabilizassem a redução dos altos

custos praticados em outros municípios, além do compromisso de incorporar, efetivamente,

a parceria com os catadores, que trabalhavam, de maneira informal e extremamente

precária, nas ruas da cidade. Ainda no que se refere à inovação tecnológica, foi promovido

o aprimoramento dos serviços prestados, com adequação e inovação de equipamentos e

instalações e ampliação do atendimento, contemplando áreas excluídas ou mal atendidas.

Uma solução criativa permitiu a ampliação dos serviços de coleta domiciliar em vilas e

favelas, com a utilização de veículos especiais menores, que viabilizaram o acesso às vias

estreitas, em geral com pavimentação irregular e com acentuada declividade. Outra

invenção do novo sistema de limpeza urbana foi a criação e instalação de 100 micro pontos

de apoio à varrição na área central, pequenas instalações, do porte de uma banca de

revistas, o que permitiu que os garis passassem a ter um local para trocar de roupas, fazer

uso de sanitários, tomar banho após a jornada de trabalho nas ruas e, também, para

aquecer suas marmitas. Antes, esses trabalhadores eram obrigados a pedir para usar

banheiros em bares e outros estabelecimentos e a fazer suas refeições em praças ou na

beira de calçadas, sob viadutos, já que era muito difícil encontrar áreas disponíveis para a

construção de pontos tradicionais de apoio à varrição, no centro da cidade. Apesar de

tantas novidades tecnológicas, o que mais se destacou no novo modelo de gestão de

resíduos instituído em 1993 foi a incorporação, de forma intensiva e sistemática, de

componentes de caráter social e ambiental. Para isso, foi instituído um processo

revolucionário de mobilização e participação social no sistema de limpeza urbana, até

então com uma atuação estritamente técnico-operacional

3 CONCLUSÃO

A Geografia, que tem justamente por preocupação

compreender como a o homem interage com o espaço e

toda a dinâmica que envolve este processo, passou a

utilizar-se dos estudos da percepção para assim

compreender como os homens percebem o espaço por

eles vivenciado, e encontrar um caminho para rever a

questão da degradação do meio ambiente. Aliado a

Educação Ambiental (E.A.) que tem com função principal a

formação de cidadãos conscientes, preparados para a

tomada de decisões e atuantes na realidade

socioambiental. Temos de ter um comprometimento com a

vida, o bem estar de cada um e da sociedade, tanto a

nível global como local.

Saber-pensar-agir é a filosofia de quem está preocupado em defender o Meio Ambiente. As

técnicas comuns da percepção ambiental são: entrevistas, fotografias, "mapas mentais" e

registros estruturados. Vá numa livraria e peça para visitar a estante de Meio Ambiente. Não

existe. Passe no jornaleiro da esquina e, entre os milhares de CD´s, revistas e jornais, procure

por algum que dê informações sobre a Natureza. Pornô não serve? Responde o jornaleiro. Na

TV, espere sentado por algo parecido, procure interagir nos assuntos ambientais locais e

globais.

E o que EU, simples cidadão, tenho a ver com isso ?

Quando nos perguntamos o que nós, simples

mortais, podemos fazer pelo Meio Ambiente, é

porque nossa consciência ambiental aflorou como

um botão de rosa desponta num sopro de vida. É

preciso nos conscientizar. Para sermos saudáveis,

temos que começar pela saúde do meio ambiente.

Vamos cuidar bem dele.

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Marcadores: chuva acida, credito de carbono, lixo em belo horizonte, lixo urbano, poluição atmosférica,

poluição das águas, poluição do solo, problemas ambientais, qualidade do ar, rural, urbano

RODRIGUES, Sergio de Almeida; Destruição e equilíbrio – o homem e o meio ambiente no espaço e no tempo – 11ª edição, SP.

Ed. Atual – 1989.

NEIMAN, Zysman; Era Verde? Ecossistemas brasileiros ameaçados – 19ª edição, SP. Ed. Atual – 1991.

SCARLATO, Francisco Capuano, ET alii; Do nicho ao Lixo – ambiente, sociedade e educação – 8ª edição. SP. Ed. Atual – 1992.

FÜRST, Omar – O lixo urbano - apostila do curso de Educação Ambiental- 2006.

Jornal Folha de São Paulo ;Suplemento de Meio Ambiente. 2002

http://www.todabiologia.com/ – acesso agosto 2010

http://www.fiocruz.br/biosseguranca/ - acesso agosto 2010

http://pt.wikipedia.org/- acesso agosto 2010

http://jviana.multiply.com/journal/ - acesso agosto 2010

http://www.uol.com.br/ - acesso agosto 2010

http://bibocaambiental.blogspot.com/ acesso agosto 2010

http://www.metro.org.br/ acesso agosto 2010

http://www.ibge.gov.br/ acesso em agosto 2010

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