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ANTONIO ERANILDO DA SILVA

OS EFEITOS ERGOGNICOS DA CREATINA EM ATLETAS

SO PAULO 2007

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CENTRO UNIVERSITRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS ANTONIO ERANILDO DA SILVA

OS EFEITOS ERGOGNICOS DA CREATINA EM ATLETAS

Trabalho apresentado disciplina Trabalho de Concluso de Curso, do Curso de Farmcia / FMU, sob orientao da Profa. Ms. Angelita Siloto

SO PAULO 2007

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Os efeitos ergognicos da creatina em atletas

Antonio Eranildo da SilvaTrabalho apresentado disciplina de Trabalho de Concluso de Curso do Curso de Farmcia da FMU, sob orientao da Professora Ms. Angelita Siloto. Aprovado pela banca examinadora constituda pelos Professores:

Prof. Ms Angelita Siloto FMU (orientadora)

Prof. Dr. Carmem Vinagre FMU

Prof. Esp. Jaqueline S. Florencio FMU

So Paulo 2007

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Agradecimentos

Agradeo em primeiro lugar a Deus por estar me dando foras para a concluso deste trabalho. Agradeo de modo especial ao Dr Bragana, a Professora Angelita, e a Lourdes pelo apoio e colaborao que sem duvida foi fundamental. Enfim, agradeo a todos que direto ou indiretamente colaborou com o meu trabalho.

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Dedicatria

O presente trabalho vai, modestamente, dedicado a minha querida esposa Tnia, e aos meus queridos pais, que de alguma forma, vm contribuindo para minha complementao como pessoa e como profissional. A todos, minha afetuosa gratido.

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RESUMO

A creatina vem sendo muito pesquisada devido ao seu potencial efeito no rendimento fsico de atletas envolvidos em exerccio de alta intensidade e curta durao, intermitente e com curtos perodos de recuperao. A creatina fosforilada uma reserva de energia nas clulas musculares. Durante um exerccio intenso, a sua quebra libera a energia que usada para regenerar o trifosfato de adenosina. Aproximadamente 95% do pool de creatina encontra-se na musculatura esqueltica e sua regenerao aps o exerccio um processo dependente de oxignio. Estudos mostram que a suplementao com este composto pode aumentar o pool orgnico em 10 a 20%, e este percentual maior em atletas vegetarianos. Ainda existe controvrsia em relao aos benefcios e riscos da suplementao com esta substncia. A creatina um composto encontrado em alimentos de origem animal, principalmente em carne bovina e peixes. Pode ser sintetizada no fgado, rins e pncreas e estocado no msculo esqueltico, onde pode se manter a forma livre ou fosforilada. A creatina fosforilada uma reserva de energia nas clulas musculares. Durante um exerccio intenso a sua quebra libera energia e esta usada para regenerar o trifosfato de adenosina (ATP). A suplementao parece aumentar os estoques musculares de creatina em at 20%, provocando um aumento de massa magra e conseqentemente um maior acumulo de gua corporal. Este trabalho tem o objetivo de analisar os efeitos ergognicos da suplementao de creatina em exerccios de alta intensidade com limitado intervalo de repouso.

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NDICE

INTRODUO ..................................................................................................................................................... 8 METABOLISMO................................................................................................................................................ 10 EFEITOS ERGOGNICOS............................................................................................................................... 15 NECESSIDADES ................................................................................................................................................ 17 SEGURANA...................................................................................................................................................... 18 MODULAO NUTRICIONAL DA FADIGA............................................................................................... 10 INDICADORES METABOLICOS DE FADIGA E SUAS AES LOCAIS, SISTEMICAS OU CENTRAIS .......................................................................................................................................................... 24 EFEITOS NA COMPOSIO CORPORAL: RETENO HDRICA, SNTESE PROTICA E CATABOLISMO MUSCULAR......................................................................................................................... 30 RETARDO DA FADIGA MUSCULAR............................................................................................................ 32 ASPECTO DE SEGURANA RELACIONADA AO USO DE SUPLEMENTAO DE CREATINA.... 33 CONCLUSO ..................................................................................................................................................... 37 REFERENCIAS .................................................................................................................................................. 38

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INTRODUO

Muitos atletas e esportistas esto consumindo os mais diversos suplementos nutricionais a fim de obter melhor forma fsica e desempenho em competies e, com isso vm sendo feitos estudos para determinar se estes suplementos realmente promovem efeitos ergognicos. A medicina esportiva estabelece um conceito para o termo agente ergognicos que abrange todo e qualquer mecanismo, efeito fisiolgico, nutricional ou farmacolgico que seja capaz de melhorar a performance nas atividades fsicas e esportivas (NETO, 2001). Nesse sentido, inmeros pesquisadores tm sido atrados a investigar o potencial ergognicos de diferentes suplementos nutricionais, sobretudo, no intuito de retardar os mecanismos geradores de fadiga e acelerar os processos de recuperao muscular ps-esforo, favorecendo assim o desempenho mximo. Dentre os suplementos que vm recebendo grande ateno de atletas, treinadores, indivduos fisicamente ativos e pesquisadores destaca-se a

suplementao de creatina que, embora tenha sido descrita pela literatura h muitos anos (CHANUTIN, 1926), somente ganhou popularidade no meio esportivo no incio da dcada 90. A creatina um tripeptdio, encontrado em alimento de origem animal, como carnes e peixes, sendo tambm sintetizada endogenamente no fgado, pncreas e rins, a partir dos aminocidos glicina, arginina e metionina. A creatina total (TCr) existente no msculo apresenta-se em duas formas: creatina livre (Cr) e fosfocreatina (PCr). Creatina importante reservatrio de energia para a contrao muscular, pois pode sofrer fosforilao, formando fosfocreatina e, reversivelmente, pode doar o grupo fosfato para adenosina difosfato (ADP) com a finalidade de sintetizar adenosina trifosfato (ATP). Esta reao fonte rpida de energia para o desempenho de atividades fsicas de alta intensidade e curta durao. Muitos atletas vm fazendo uso da creatina pelo seu efeito ergognicos, aumentando o desempenho e a fora muscular. A suplementao de creatina vem fazendo parte da vida de muitos atletas, inclusive competitivos, e O Comit Olmpico internacional (IOC) no incluiu a creatina e a fosfocreatina na lista das substncias proibidas, pois o tratamento oral de creatina de curta durao no teve efeito txico

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sobre o funcionamento renal ou heptico, mas a segurana de uma suplementao de longa durao questionvel (BENZI, STERNIERI CECI, 1998). Sugere-se que, apesar dos resultados favorveis ao desempenho fsico com a suplementao da creatina, h necessidade de cautela antes de recomend-la. Para tantos efeitos benficos em relao ao uso da suplementao de creatina em atletas, e to poucos relatos (sem comprovao cientfica) de prejuzos sade, baseados nos dados citados na literatura, acredita-se que a suplementao da creatina possa ser realizada com cautela e orientao nutricional.

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METABOLISMO

A sntese da creatina necessita de trs amino cidos, glicina, arginina e metionina. A primeira reao ocorre no rim onde o grupo guanidinoacetato (NH2 C = NH2+) transferido da cadeia da arginina para a glicina, resultando em guanidinoacetato que liberado na circulao e captado pelo fgado onde ocorre a metilao do guanidinoacetato (pela incluso da metionina) resultando a creatina. Assim, a primeira parte da sntese da creatina ocorre no rim e a segunda parte no fgado. A creatina liberada no sangue e captada pelo msculo e crebro, onde se liga ao radical fosfato e estocado sob a forma de creatina fosfato (cr-PO4). Mediante ao da creatina quinase (CK) a cr-PO4 hidrolisada a creatina, ADP e energia. (COFFEE, 1998; MATTHEWS, 1998).

Figura 1. Biossntese da creatina e creatinina.(COFFEE, 1998).

A creatina total (TCr) apresenta-se em duas formas: creatina livre (Cr) e fosfocreatina (PCr). Em humanos 95% da creatina total est localizada nos msculos esquelticos sendo 70% de fosfocreatina e 30% na forma livre. A creatina livre um importante reservatrio de energia para a contrao muscular, podendo sofrer

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fosforilao, formando assim fosfocreatina e, reversivelmente, pode doar o grupo fosfato para adenosina difosfato (ADP) com a finalidade de sintetizar adenosina trifosfato (ATP). (KREIDER, 1998; POORTMANS & FRANCAUX, 1999).

Figura 2. Formao e desdobramento da creatina fosfato e relao desses com o ATP, na contrao muscular. (KREIDER, 1998). Metabolicamente, a CP tem habilidade de ressntetisar ATP (Adenosina trifosfato), isto , fornecer energia durante exerccio de alta intensidade, conforme reao demonstrada a seguir, na figura 2. O CP ao perder seu grupamento fosfato libera energia que utilizada para regenerar a adenosina difosfato (ADP) e fosfato inorgnico (Pi) em ATP, isto , a CP fornece energia para a ressntese do ATP, a enzima creatina quinase (CQ) catalisa a reao.

Figura 3. Principais reaes qumicas do sistema energtico creatina fosfato (GREENHAFF, 1997).

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A energia derivada da degradao da CP permite ao pool de ATP ser reciclado mais de doze vezes durante um exerccio supra