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A HISTORIA DO BRASIL CONTADA POR SUAS BANDEIRAS E SIMBOLOS BANDEIRA DA ORDEM MILITAR DE CRISTO (1332 - 1651)

Primeiro smbolo da histria brasileira, a Cruz da Ordem Militar de Cristo estava pintada nas velas das 12 embarcaes (uma perdeu-se no mar em 23 de maro de 1500) que chegaram em terras brasileiras no dia 22 de abril de 1500. segundo o que consta da carta do escrivo da esquadra, Pero Vaz de Caminha, a bandeira com essa cruz estava presente no momento da partida: "Ali estava com o Capito a bandeira de Cristo, com que sara de Belm, a qual esteve sempre bem alta, da parte do Evangelho." Essa bandeira, da qual fala Caminha, era da Ordem Militar de Cristo. A CRUZ DE CRISTO uma figura composta : uma cruz grega branca sobreposta a uma cruz pate vermelha, que lhe serve de campo. Podemos observar que o time de futebol, Vasco da Gama, tem como smbolo uma cruz conhecida como a Cruz de Malta. Na realidade no esse o seu nome e sim, Cruz da Ordem Militar de Cristo, sendo a Cruz de Malta, uma outra cruz. Uma ordem militar era uma instituio militar e religiosa restrita aos nobres, que nela eram admitidos mediante sagrao no grau de cavaleiro, para combater os hereges (muulmanos), tornando-se verdadeiros monges-soldados. A Ordem Militar de Cristo era a sucessora portuguesa da Ordem dos Templrios e foi criada pelo rei de Portugal, D. Diniz em 1319. A Ordem dos Templrios foi fundada por Hugo de Payers em Jerusalm, durante as Cruzadas e sua sede era o Templo de Salomo e da veio o nome: Cavaleiros do Templo ou Templrios. Conseguindo enriquecer com rapidez, a ordem atraiu para si a oposio de muitos reis e dos devedores. Aps prises, julgamentos e mortes em fogueiras, o papa Clemente V dissolveu a ordem. D. Diniz, usando de diplomacia, solicitou ao papa a permanncia da Ordem dos Templrios em Portugal. Conseguindo a autorizao, alterou o nome da ordem para Ordem Militar de Cristo. Como essa ordem foi a grande financiadora de vrias expedies martimas dos portugueses, natural que seu smbolo estivesse presente em vrias expedies martimas: Cabo No, Gran Canria, Porto Santos, Aores, Gojador, Cabo Branco, Costa dos Negros, Cabo da Boa Esperana, ndia e nas embarcaes que chegaram ao Brasil. A Ordem de Cristo, rica e poderosa, patrocinou as grandes navegaes lusitanas e exerceu grande influncia nos dois primeiros sculos da vida brasileira. A cruz de Cristo estava pintada nas velas da frota cabralina e o estandarte da Ordem esteve presente no descobrimento de nossa terra, participando das duas primeiras missas. Os marcos traziam de um lado o escudo portugus e do outro a Cruz de Cristo.

BANDEIRA REAL (1500 - 1521)

Alm a Bandeira da Ordem Militar de Cristo, as embarcaes lusas usavam uma outra bandeira: a Bandeira Real. Embora fosse a oficial, essa bandeira cedia espao para a da Ordem Militar de Cristo, sendo usada nas expedies no mar e nas embarcaes. Essa bandeira foi criada durante o reinado de D. Joo II, o Prncipe Perfeito (1481 - 1495). Organizador da viagem ao Cabo da Boa Esperana foi em seu reinado que o Tratado de Tordesilhas foi assinado com a Espanha, dividindo o mundo em dois hemisfrios. Muito semelhante Bandeira da Ordem Militar de Cristo, j que, era branca e com a cruz dessa ordem, apresentava o escudo real sobreposto a ela. Esse escudo, presena marcante nas bandeiras at nossa independncia e na bandeira portuguesa da atualidade vermelho com sete castelos amarelos e no centro um campo branco seguindo a forma do escudo, com cinco escudetes azuis em cruz. Nesses pequenos escudos azuis esto representados cinco besantes em branco. Era o pavilho oficial do Reino Portugus na poca do descobrimento do Brasil e presidiu a todos os acontecimentos importantes havidos em nossa terra at 1521. Como inovao apresenta, pela primeira vez, o escudo de Portugal. BANDEIRA DE D. JOAO III (1521 - 1616)

Aps a morte de D. Joo II (1495), seu filho mais novo, D. Manuel, assumiu o trono portugus at seu falecimento em 1521. Sucedendo seu pai, D. Joo III (1521-1577), se tornou rei e durante seu reinado, introduziu a Companhia de Jesus e o Tribunal da Inquisio em Portugal. No Brasil implantou o sistema de Capitanias Hereditrias (1534) e o Governo-Geral (1549), alm disso, criou uma nova bandeira: a Bandeira de D. Joo III. Essa bandeira tem semelhana com a anterior e possui algumas inovaes. Sobre as semelhanas, temos o campo branco e o escudo real presentes na bandeira anterior e sobre as inovaes, temos a retirada da Cruz da Ordem de Cristo e a incluso sobre o escudo real, de uma coroa real aberta. O lbaro desse soberano, cognominado o "Colonizador", tomou parte em importantes eventos de nossa formao histrica, como as expedies exploradoras e colonizadoras, a instituio do Governo Geral na Bahia em 1549 e a posterior diviso do Brasil em dois Governos, com a outra sede no Maranho

BANDEIRA DA FRANA ANTARTICA. (1554 a 1560)

No Vero de 1554 Nicolas Durand de Villegagnon visitou secretamente a regio do Cabo Frio, na costa do Brasil, onde seus compatriotas habitualmente escambavam. Ali obteve valiosas informaes junto aos Tamoios, informando-se dos hbitos dos portugueses naquele litoral, colhendo dados essenciais ao futuro projeto de uma expedio para a fundao de um estabelecimento colonial. O local escolhido localizava-se cerca de cento e cinquenta quilmetros a Oeste: a Baia de Guanabara, evitada pelos portugueses devido hostilidade dos indgenas na regio. O projeto concebia transform-la em uma poderosa base militar e naval, de onde a Coroa Francesa poderia tentar o controle do comrcio com as ndias. Embora na ocasio no a tenha visitado, estava acerca dela bem informado por Andre Thevet que j a havia visitado por duas vezes, estando ciente de que os portugueses receavam os Tupinambs, indgenas ali estabelecidos. Na ocasio fez boas relaes com ambos os povos (Tamoios e Tupinambs) recolhendo, alm de valiosas informaes, uma boa carga, com a qual lucrou ao retornar Frana. Em seu retorno Corte, fez uma demorada exposio de quatro horas ao rei de Frana, Henrique II e a Diana de Poitiers, convencendo-os das vantagens de uma colnia permanente na costa do Brasil. Em fins de 1554, o soberano ordenou ao seu principal ministro, Gaspard de Coligny (ainda catlico poca), a preparao de uma expedio sigilosa ao Brasil, cujo comando entregou a Villegagnon. Embora tenha fornecido recursos modestos (apenas dez mil libras), os armadores de Dieppe (base do armador Jean Ango, experiente com a costa brasileira), decidiram investir na expedio. falta de voluntrios para integr-la, Villegagnon percorreu as prises da regio norte da Frana, prometendo a liberdade a quem quer que se lhe juntasse. Para no despertar a ateno do Ministro de Portugal na Frana, Villegagnon fez espalhar a notcia de que a expedio se dirigia costa da Guin. BANDEIRA DA FRANA EQUINOCIAL (1612-1615)

CONQUISTA DO MARANHO E GRO-PAR: A expanso da colonizao no se deteve na conquista do Cear. Prosseguindo pelos territrios mais ao norte alcanou a rea do Maranho, ponto estratgico devido proximidade com a foz do Rio Amazonas - porta atlntica de acesso s minas peruanas e motivo de grandes preocupaes para a administrao filipina. Filipe II (1598 - 1621) incentivou o avano dos portugueses em direo quela rea pois, assim, afastava-os do Rio da Prata, o outro acesso s minas peruanas. As preocupaes do monarca procediam, j que a importncia do local despertara a ateno da Frana. Em 1612, aguados pelo sucesso da atividade aucareira, comerciantes e nobres franceses se associaram em um empreendimento comercial. Contando com o incentivo do rei, tentaram organizar uma colnia no Brasil, a Frana Equinocial, em um vasto territrio ainda no ocupado pelos portugueses - o atual estado do Maranho. A expedio francesa, comandada por Daniel de La Touche, fundou o Forte de So Lus, em homenagem ao rei da Frana, e que deu origem cidade de So Lus, hoje capital do

Maranho. Ante a ameaa de perderem parte da sua Colnia, portugueses e espanhis se uniram para enfrentar os invasores. Aps inmeros combates os franceses renderam-se, desistindo do Maranho (1615). Entretanto, conseguiram uma indenizao que compensava as perdas que entendiam ter tido. Ciente das dificuldades para a ocupao do Gro-Par, como a inexistncia de caminhos regulares e seguros, a poltica filipina assumiu como finalidade principal, tanto por meio de aes guerreiras quanto por meio do povoamento, garantir o monoplio ibrico na rea. Assim, no Natal de 1615 acontecia uma investida em direo foz do chamado "Rio das Amazonas", liderada por Francisco Caldeira Castelo Branco, que participara da luta contra os franceses no Maranho. No incio de 1616, cumprindo ordens do governador geral, os colonizadores construram um forte de madeira, que chamaram de Prespio, origem da atual cidade de Belm. O local, estratgico, permitia controlar qualquer investida estrangeira. Auxiliados pelos ndios Tupinambs, construram uma igreja e algumas habitaes, estabelecendo um ncleo inicial de povoamento, o de Nossa Senhora de Belm. Em meados de 1617 comearam a chegar homens e equipamentos, tanto da capitania de Pernambuco, como do Reino, para garantir o fortalecimento daquele ncleo urbano. BANDEIRA DO BRASIL HOLANDS (1610-1654)

Os Pases Baixos, no sculo XVI, pertenciam aos Habsburgos. Sob Felipe II, Rei de Espanha, os Holandeses, que se haviam convertido ao Calvinismo, sofreram um regime de terror, com execues em massa, imposto pelo vice-rei espanhol, o Duque de Alba. Em 1572, os holandeses se revoltaram e sustentaram uma longa campanha por terra e mar contra os espanhis. As sete provncias, entre elas a Holanda, formaram uma federao, as Provncias Unidas, e acabaram no s expulsando os espanhis de seu territrio como tambm obtendo o reconhecimento da Frana e da Inglaterra em 1596. Para os vigorosos holandeses, rivais no comrcio e na religio, havia um mundo a conquistar, principalmente tudo o que fosse espanhol. E, naquela poca, o Brasil era espanhol. A primeira tentativa