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  • SRIE MSICA BRASILEIRA PARA BANDA

    BAIO DE LACANmsica de

    Carlos Althier Escobar (Guinga)

    letra de

    Aldir Blanc

  • SRIE MSICA BRASILEIRA PARA BANDA

    BAIO DE LACANmsica deCarlos Althier Escobar(Guinga)

    letra deAldir Blanc

    arranjo deHudson Nogueira

  • PROJETO EDIO DE PARTITURAS PARA BANDA

    CCOOOORRDDEENNAAOO GGEERRAALLFlavio Silva e Maria Jos de Queiroz Ferreira

    CCOOOORRDDEENNAAOO TTCCNNIICC AA,, AADDAAPPTTAAOO,, RREEVVIISSOO EE PPAADDRROONNIIZZAAOOMarcelo Jardim

    EEDDIITTOORRAAOO MMUUSSIICCAALLSithoca Edies Musicaiswww.sithoca.comSimone dos Santos

    NNOOTTAASS DDEE PPRROOGGRRAAMMAAMarcos Nogueira

    CCOONNSSUULLTTOORRIIAA -- TTAABBEELLAA DDEE NNVVEELL TTCCNNIICCOODario Sotelo

    CCOONNSSUULLTTOORRIIAA IINNSSTTRRUUMMEENNTTAAOO FFLLEEXXVVEELL//AARRRRAANNJJOOSSHudson Nogueira

    CCPPIIAA EELLEETTRRNNIICCAA PPAARRTTIITTUURRAA EE PPAARRTTEESS IINNSSTTRRUUMMEENNTTAAIISSAlexandre Castro - Bruno Alencar - Leandro J. Campos - Sheila Mara

    RREEVVIISSOO MMUUSSIICCAALL DDAASS PPAARRTTIITTUURRAASSJos Flvio Pereira

    RREEVVIISSOO DDEE TTEEXXTTOOSSMaurette Brandt

    PPRROODDUUOO GGRRFFIICCAAJoo Carlos Guimares

    PPRROOJJEETTOO GGRRFFIICCOO EE EEDDIITTOORRIIAALLRenata Arouca

    CCAAPPAA EE IILLUUSSTTRRAAOORafael Torres

    Fundao Nacional de Artes FunarteCentro da Msica CemusRua da Imprensa 16, 13 andar CentroCEP 20.030-120 Rio de Janeiro RJ BrasilTel.: (21) 2279-8106 Fax: (21) 2279-8088projbandas@funarte.gov.brwww.funarte.gov.br

  • III Srie Msica Brasileira para Banda Baio de Lacan

    REPERTRIO DAS BANDAS DE ONTEM, HOJE E SEMPRE

    Aretomada do processo de edio de partituras para banda motivo de jbilo para aFunarte. Em 1995 e em 2000, foram lanados 14 ttulos da srie Repertrio de Ouro dasBandas de Msica do Brasil e em 2004 foi editada a srie Hinos do Brasil, com dois ttulos. Nestaoportunidade, 20 novos ttulos esto sendo lanados, dez dos quais numa nova srie: MsicaBrasileira para Banda, que traz arranjos de alto nvel de canes populares e da MPB, alm de valo-rizar obras originais para banda, escritas por compositores de diferentes pocas e abrir espao paratranscries apropriadas do repertrio sinfnico brasileiro.

    Estes lanamentos foram adequados s normas internacionais de edio e padronizao parabanda sinfnica, diversificando a oferta de partes instrumentais sem perder de vista as caracters-ticas mais marcantes de nossas bandas de msica, alm de possibilitar s pequenas formaes ebandas, com instrumental reduzido, a execuo do mesmo material. O processo de edio de par-tituras para bandas est em busca de formas mais dinmicas para atender a um mercado ansiosopor novidades e informaes e ao mesmo tempo manter vivas e renovadas as tradies da cultu-ra musical de nosso pas. Movimentar esse repertrio e compartilhar esses dados deve ser tarefaincessante e contnua, para que dela resultem bons frutos. nesse sentido que a Funarte direcio-na esforos para produzir e apresentar o repertrio das bandas de ontem, de hoje e de sempre.

  • Srie Msica Brasileira para Banda Baio de Lacan IV

    SOBRE AS NOVAS EDIES

    Com as novas sries de edies, a Funarte objetiva expandir a atual literatura para bandasno Brasil, de modo a quantific-la e qualific-la, com especial nfase na utilizao dospadres tcnicos e estilsticos de cada obra, com as devidas revises e anotaes de articulaes,dinmicas, aggicas, nomenclaturas, andamentos, marcaes de ensaio, abreviaturas etc. Para quefosse aplicada a padronizao adotada pelas bandas em todo o mundo, foi necessrio fazer adap-taes no material original, sem contudo alterar linha meldica, harmnica e rtmica. Foi manti-da a orquestrao original, com acrscimo de novas informaes timbrsticas, para possibilitar ummelhor aproveitamento dos atuais instrumentos. O padro adotado foi: piccolo, flauta, obo,fagote, clarineta Eb (requinta mi bemol), clarinetas Bb (Si bemol - 3 vozes), clarineta baixo Bb(clarone), quarteto de saxofones (2 altos Eb, 1 ou 2 tenores Bb e bartono Eb), trompas F (2 a 4vozes), trompetes Bb (3 vozes), trombones (3 vozes), bombardino, tuba, contrabaixo (cordas), tm-panos, teclados (xilofone/bells ou glokenspiel), percusso (caixa, pratos de choque, pratos suspen-sos, bumbo, agog, chocalho, pandeiro, ganz, tringulo, reco-reco, tambor, bateria completa).Em algumas obras, determinados instrumentos foram suprimidos, como sax tenor 2 e tmpanos,quando no faziam parte da instrumentao original. Entretanto, o regente deve observar que todoo repertrio tem sua funcionalidade garantida somente com 1 flauta, 1 clarineta Eb, 3 clarinetasBb, 1 sax alto Eb, 1 sax tenor Bb, 3 trompas F ou saxhornes Eb, 3 trompetes Bb, 3 trombones, 1bombardino, 1 tuba e percusso (caixa, prato e bumbo). Em todas as edies sero impressas partesextras (no includas na instrumentao) para saxhornes Eb (mi bemol) e bartono Bb (si bemol)em clave de sol, alm de tubas Bb e Eb.

    SRIE MSICA BRASILEIRA PARA BANDA

    Orepertrio desta srie enfatiza os arranjos de MPB e composies originais. Os instru-mentos opcionais esto inclusos na instrumentao da partitura, mas no so essenciais execuo da obra. Foram originalmente previstos pelo compositor ou arranjador. Procurou-semanter tais instrumentos como opcionais, permitindo e a execuo de determinada passagemmusical com mais de uma possibilidade, de modo a viabilizar a execuo com bandas sinfnicas ebandas de concerto e tambm proporcionar uma melhor execuo pelas tradicionais bandas demsica. Desta forma, as indicaes de frase de outros instrumentos possibilitam ao regente disporde uma massa sonora em execues ao ar livre, resguardando o equilbrio sonoro em concertos rea-lizados em locais fechados.

    Maestro Marcelo JardimCoordenador Tcnico

  • V Srie Msica Brasileira para Banda Baio de Lacan

    sax horn Eb 1

    sax horn Eb 2

    sax horn Eb 3

    bartono Bb

    tuba Bb

    tuba Eb

    Partes Extras

    *piccolo

    flauta

    *obo

    *fagote

    *clarineta Eb (requinta)

    clarineta Bb 1

    Clarineta Bb 2

    Clarineta Bb 3

    *clarineta baixo Bb

    sax alto Eb 1

    sax alto Eb 2

    sax tenor Bb 1

    sax tenor Bb 2

    sax bartono Eb

    trompa F 1

    trompa F 2

    trompa F 3

    trompete Bb 1

    trompete Bb 2

    trompete Bb 3

    trombone 1

    trombone 2

    trombone 3

    bombardino

    tuba C

    tmpanos

    teclados (bells, xilofone)

    caixa

    pratos, bumbo, ganz

    Nota ao Regente

    Todas as partes anotadas com o * so opcionais; no so, portanto, essenciais execuoda obra. Tais partes foram acrescentadas de acordo com a escrita do compositor e a funode tais instrumentos dentro da banda, para possibilitar a formatao da partitura dentro dosatuais padres internacionais.

    Instrumentao

    BAIO DE LACANmsica de Guinga

    letra de Aldir Blancarranjo de Hudson Nogueira

  • Srie Msica Brasileira para Banda Baio de Lacan VI

    BAIO DE LACANmsica de de Guingaletra de Aldir Blanc

    arranjo de Hudson Nogueira

    Trata-se de uma cano no gnero baio, que recebe aqui um tratamento instrumentalnotavelmente refinado. Podemos entender a obra assim realizada como um verdadeiroestudo para conjunto ou orquestra de sopros, pois exige dos intrpretes um virtuosismo coletivobastante especial. A forma pode ser percebida como binria, enfatizando ora o motivo arpejadoangular (j introduzido na abertura da obra), ora a melodia sincopada (como no compasso 58). Aparte A divide-se em duas sees: a primeira (compassos 1-27), mais intermitente, expe o moti-vo principal e uma de suas formas ampliadas (compasso 14); a segunda seo reexpe o motivotemtico, priorizando a continuidade e a fluncia rtmica, no somente com o suporte do naipe depercusso, mas com a menor mobilidade textural aplicada linha meldica, que assim se mantmmais estvel num ou noutro naipe do conjunto. Uma ltima variao do motivo (compasso 48)apresenta-se no segmento conclusivo que reafirma, mais uma vez, a configurao rtmica com aqual a obra ser finalizada. A parte B introduz ento o elemento temtico contrastante, retoman-do o tratamento textural mais diverso e colorido. Nesses trechos fica patente a necessidade do cui-dado particular que deve ser dado articulao. Isto porque, em primeiro lugar, a construomeldica se d por ampliao do segundo motivo da frase, repetido duas vezes por saxofones, flau-tas e obos, com adensamento progressivo de sua textura ou seja, a cada reapresentao do moti-vo devem ser mantidos seus traos caractersticos para, com isso, manter a integridade global dafrase. Outrossim, so os contrastes de articulao e dinmica que determinam mais claramente asdiferenas de funo, sobretudo nesse gnero to marcado originalmente pela expressividade daao do fole da sanfona. Por exemplo, a ligao (compassos 65-66) para a segunda frase exige umacabamento especfico que ressalte particularmente, o marcato, pois este ajudar a distingui-la daleveza do motivo principal. Ao final, um trabalho imitativo com uma das clulas temticas levarao tutti conclusivo sobre a mesma configurao que encerrar a parte A.

    Marcos NogueiraProfessor de Orquestrao e Composio,

    Escola de Msica da Universidade Federal do Rio de Janeiro

  • VII Srie Msica Brasileira para Banda Baio de Lacan

    CARLOS ALTHIER DE SOUZA LEMOS ESCOBAR GUINGA (1950)

    Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, Guinga, nasceu no Rio de Janeiro e comeou acompor aos 16 anos. Atuou com Clara Nunes, Beth Carvalho, Alade Costa, Cartola eJoo Nogueira, entre outros. Teve vrias de suas msicas gravadas por nomes importantes comoElis Regina, Michel Legrand, Srgio Mendes, Leila Pinheiro, Chico Buarque, Clara Nunes e IvanLins. Suas composies so parcerias com Paulo Csar Pinheiro, Aldir Blanc, Chico Buarque, NeiLopes, Srgio Natureza, Nelson Mota, Simone Guimares, Francisco Bosco, Mauro Aguiar e LuisFelip