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SISTEMÁTICA PARA AVALIAÇÃO DA MATURIDADE DA SUSTENTABIDADEDE EMPRESARIAL NO CONTEXTO DO TRIPLE BOTTOM LINE

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  • 1. SISTEMTICA PARA AVALIAO DA MATURIDADE DA SUSTENTABIDADEDE EMPRESARIAL NO CONTEXTO DO TRIPLE BOTTOM LINE Lucas Rebello de Oliveira (UFF) lucasrebello.indg@gmail.com Gilson Brito Alves Lima (UFF) gilson@latec.uff.br O presente artigo ir apresentar os resultados obtidos com intuito de criar um modelo de maturidade para avaliar a insero da sustentabilidade na estratgia empresarial. Para isso, foi utilizada a Matriz de Alinhamento Estratgico Sustentvel (MAES), que alia conceitos do Balanced Scorecard (BSC) as do Triple Bottom Line (TBL). O estudo apresenta temas que devem direcionar a criao de indicadores de sustentabilidade e apresenta, no seu final, uma anlise da integrao entre os pilares social, econmico e ambiental no contexto estratgico. Palavras-chaves: Sustentabilidade, BSC, Maturidade, Indicadores 5, 6 e 7 de Agosto de 2010 ISSN 1984-9354

2. VI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELNCIA EM GESTO Energia, Inovao, Tecnologia e Complexidade para a Gesto Sustentvel Niteri, RJ, Brasil, 5, 6 e 7 de agosto de 2010 2 1. CONTEXTUALIZAO DA SUSTENTABILIDADE ORGANIZACIONAL Os trs ltimos sculos foram marcados por uma mudana radical nas formas de produo e de impacto causado pelos seres humanos no meio ambiente. Malthus (1798) apud Oliveira (2010) foi um dos primeiros a abordar o tema, ainda que de forma inicial. Entrementes, esses impactos criaram as bases para o surgimento de novas tcnicas produtivas, nos mais diversos setores da economia. Wiig (1997), defende a idia de que a revoluo industrial prover vantagens queles que melhor conseguirem administrar pessoas e recursos disponveis prodizindo bens e servios de qualidade e preo aceitveis. Toda essa mudana ampliou de forma exponencial a capacidade de produo, contudo, o aumento da velocidade de crescimento e a conseqente necessidade de gerao de riquezas culminaram numa srie de efeitos colaterais para a sociedade na qual o modelo produtivo se insere. A sociedade passou a enfrentar o agravamento de problemas como concentrao de riquezas, desigualdade social, desemprego, prejuzos ambientais, dificuldades nas relaes entre as empresas, e destas com a sociedade e o meio ambiente (ALMEIDA, 2007). A juno destes fatores foi determinante para o surgimento de diversas correntes de pensamentos, estudos e pesquisas com o objetivo de gerar um modelo que permita aliar tais formas de desenvolvimento a uma melhor interao da humanidade com o meio ambiente e com outros seres humanos. Dentre os principais estudos efetuados, pode-se citar Carson (1962) e Boulding (1966) que expandiram o nvel de discusses sobre a relao do homem com o meio ambiente, Friedman (1970) e Freeman (1984), os quais apresentaram os conceitos da abordagem shareholder e stakeholder respectivamente, fundamentais nas discusses sobre responsabilidade social corporativa. Vale ainda ressaltar o Relatrio Limites do Crescimento, de Meadows (1972), o qual apontou o eminente colapso da natureza caso a tendencia de expanso de consumo dos recursos no sofresse drstica reduo. A provvel resposta ao paradigma abordado nestes trabalhos surgiu, em 1987, com a 3. VI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELNCIA EM GESTO Energia, Inovao, Tecnologia e Complexidade para a Gesto Sustentvel Niteri, RJ, Brasil, 5, 6 e 7 de agosto de 2010 3 apresentao oficial do termo Sustentabilidade, na Comisso Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), da Organizao das Naes Unidas (ONU), presidida pela ex-primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland. Definido como a capacidade de prover o crescimento e suprir as necessidades da gerao presente sem afetar a habilidade das geraes futuras de suprir as suas (CMMAD, 1987), o termo Sustentabilidade significa, em uma linguagem mais simples, prover o melhor para a economia, para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente, tanto agora quanto em futuro indefinido, atravs de boas prticas. De acordo com Callembach et al. (1993) apud Lima (2009), nos anos 80 os gastos com a proteo ambiental comearam a ser vistos pelas empresas lderes no primordialmente como custos, mas sim como investimentos no futuro e, paradoxalmente, como vantagem competitiva. A atitude passou de defensiva e reativa para ativa e criativa. Administrar com conscincia ecolgica passou a ser o lema dos empresrios voltados para o futuro. Muitos empresrios esclarecidos comearam a enxergar a proteo do meio ambiente como uma necessidade, pois alm de reduzir o desperdcio de matrias-primas, assegura uma boa imagem para a empresa. A Figura 1 sintetiza os aspectos que motivam as empresas a aceitarem a responsabilidade pela proteo do meio ambiente. Figura 1 Motivaes para a Proteo Ambiental na Empresa (Lima, 2009) Embora o conceito tenha sido definido e aprovado, o mesmo ainda parecia utpico e vago para ser de fato adotado pelas organizaos, e isso dificultava a elaborao de um plano de aes que promovesse a sustentabilidade empresarial. A soluo para tal problema surgiu 4. VI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELNCIA EM GESTO Energia, Inovao, Tecnologia e Complexidade para a Gesto Sustentvel Niteri, RJ, Brasil, 5, 6 e 7 de agosto de 2010 4 atravs de um estudo de Elkington (1994), no qual foi apresentado o conceito do Triple Bottom Line (TBL), tambm conhecido por 3P (People, Planet e Profit), no portugus seria PPL (Pessoas, Planeta e Lucro). Essa representao ganhou destaque nas discusses empresariais devido ao fato de criar um modelo que balisaria as discusses entorno do tema, criando uma atmosfera favorvel para o tratamento do assunto por organizaes que ainda no haviam se sensibilizado com a questo. Organizaes de grande porte, comumente, tem operaes que causam impactos ambientais, tem grande interao com comunidades do entorno da rea de operao e muitas vezes exijem grande quantidade de investimento financeiro. Alm disso, a crescente quantidade de leis e regulamentaes criadas nos ltimos anos fez com que as questes sustentveis se tornassem praticamente obrigatrias para essas organizaes (ALMEIDA, 2007). No entanto, embora a maioria delas tenha includo a busca pela sustentabilidade em suas misses e vises, ainda so raras as empresas reconhecidas como exemplo a ser seguido nas aes de sustentabilidade. Isso se deve, principalmente, devido falta de um modelo que alie de forma eficaz as ferramentas de planejamento estratgico usadas atualmente (ALMEIDA, 2007). No contexto das Organizaes, a combinao dos conceitos do Balanced Score Card (BSC) (NORTON e KAPLAN, 1994), com os conceitos da sustentabilidade teve como produto a Matriz de Alinhamento Estratgico Sustentvel - MAES (OLIVEIRA, 2007), a partir da qual foi possvel efetuar anlises do grau de insero dos conceitos da sustentabilidade na estratgia empresarial. Uma evoluo da ferramenta foi a definio de indicadores para cada quadrante da MAES e a posterior anlise das interrelaes causadas por cada indicador do pilar social de modo que os sejam discutidasas vantagens e desvantagens de cada prtica sob uma tica de avaliao estratgica. 2. PROBLEMATIZAO E OBJETIVO DA PESQUISA Para Almeida (2007), a gesto da sustentabilidade deixou de ser um tema facultativo para as organizaes, uma vez que presses vindas dos diversos stakeholders e do nmero cada vez maior de leis normas e regulamentos fez com que o tema se tornasse o ponto de partida das discusses sobre estratgia empresarial no sculo XXI . Na mesma direo de 5. VI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELNCIA EM GESTO Energia, Inovao, Tecnologia e Complexidade para a Gesto Sustentvel Niteri, RJ, Brasil, 5, 6 e 7 de agosto de 2010 5 incentivo a novas metodologias de gesto, Ashley (2005) ressalta a necessidade urgente de criao de novas ferramentas que auxiliem as organizaes nas prticas de Responsabilidade Social Corporativa (RSC), principalmente no que diz respeito a mensurao dos resultados desta. A tendncia de insero da sustentabilidade no planejamento estratgico e sua influncia nas decises organizacionais, justificam o estudo, alm de corroborar a MAES como ferramenta auxiliar reflexo sobre o posicionamento estratgico sustentvel das organizaes. Neste aspecto, o objetivo do artigo apresentar uma discusso no contexto do desenvolvimento de indicadores de sustentabilidade, num ambiente de avaliao da maturidade estratgica de sustentabilidade. Como resultado ser apresentado um modelo integrando os indicadores de sustentabilidade por bottom line, a partir da aplicao da proposta da MAES. 3. ASPECTOS CONCEITUAIS O Desenvolvimento Sustentvel foi conceituado como sendo aquele que, atendendo s necessidades da gerao atual, no compromete as possibilidades e o direito das futuras geraes atenderem s suas prprias necessidades. Caracteriza-se como um processo de aprendizagem social de longo prazo, balizado por polticas pblicas orientadas por um plano nacional de desenvolvimento inter-regionalizado e intra-regionalmente endgeno (Bursztyn et al. apud Lima (2009). Lima (2009) acrescenta que o desenvolvimento sustentvel visto como uma proposta que tem em seu horizonte uma modernidade tica, no apenas uma modernidade tcnica, na medida que ela implica incorporar o compromisso com a perenizao da vida ao horizonte da interveno transformadora do mundo da necessidade. Isto requer um acervo de conhecimentos e de habilidades de ao para a implementao de processos tecnicamente viveis e eticamente desejveis. Tal acervo, constitui o conjunto das tecnologias da sustentabilidade1 que podem ser caracterizadas como saberes e habilidades de perenizao da vida, que se traduzem em ordenaes sistematizadas de modos diferenciados de interao (por 6. VI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELNCIA EM GESTO Energia, Inovao, Tecnologia e Complexidade para a Gesto Sustentvel Niteri, RJ, Brasil, 5, 6 e 7 de agosto de 2010 6 exemplo, processos de produo e circulao do produto, modos de organizao social, padres de ganho e processamento de informaes, entre outros. A limitao, implcita ao conceito de desenvolvimento sustentvel, reconhece a necessidade da tecnologia desenvolver solues que conservem os recursos limitados atualmente disponveis na Terra, p

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