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avaliação de risco a saúde humana

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1. INTRODUOOs riscos sempre estiveram presentes na vida humana. Seu conceito bem antigo, porm nos ltimos 50 anos tem ganhado lugar de destaque, principalmente quando se refere a risco ambiental. Os estudos relacionados ao risco ambiental surgiram formalmente como disciplina entre 1940 e 1950 nos Estados Unidos, por coincidncia ou no, isto ocorreu paralelamente ao lanamento da indstria nuclear.Nossa rea de estudo (risco sade humana), de datao mais recente, nos meados de 1970 com publicaes do EPA nos estados Unidos e nas publicaes da Agencia Nacional do Meio Ambiente (CETESB).Como conseqncias dos adventos dos estudos sobre risco podemos citar os benefcios ligados gesto da sade pblica e a proteo do ambiente em geral. A agenda 21 (um dos relatrios escritos na Eco92 no Rio de Janeiro), em seu captulo 18, enfatiza que os pesquisadores deveriam usar a avaliao de risco e os critrios de gesto do risco, nos processos de tomada de deciso.Uma vez que risco (risk) diferente de perigo (danger ou hazard) por se tratar de uma varivel possvel de se calcular (avaliao de risco) sua classificao gera desacordo entre estudiosos do assunto em especial no que diz respeito padres de risco aceitvel.Risco o potencial avaliado das conseqncias prejudiciais que podem resultar de um perigo, expressa em termos de probabilidade e severidade, tomando como referncia a pior condio possvel. Pode ser visto de formas diferentes por pessoas diferentes, como por exemplo: o risco financeiro de se aplicar em bolsas de valores, risco de fatalidade em um acidentes, o risco de uma empresa de seguros ou o risco de cncer associado ao tabagismo. importante ressaltar alguns fatos: na realidade, risco um subproduto do desenvolvimento das atividades, humanas e da natureza. Nem todos os riscos podem ser eliminados e nem todas as medidas imaginveis de mitigao de riscos so economicamente factveis.O que nos leva necessidade de observar algumas variveis no que diz respeito avaliao e mitigao de risco: o que necessrio fazer para mitigar os valores de risco e o que possvel fazer, levando se em conta variveis como: os interesses econmicos dos grupos influentes, as relaes polticas influentes tanto para realizar uma atividade como para no realiz-la, o interesse da mdia em divulgar informaes pertinentes aos riscos e ainda o quanto a sociedade em geral capaz de perceber estes riscos em seu cotidiano. Sobre esta ultima varivel, Ferrara (1999) atenta para o fato de que Superar essa opacidade condio da percepo ambiental, ou seja, gerar conhecimento a partir da informao retida, codificada naqueles usos e hbitos. E tambm, segundo Douglas e Wildavsky (1982), mesmo no meio tcnico no possvel conhecer tudo em relao aos riscos, no pode haver garantias de que os riscos que as pessoas procuram evitar sejam efetivamente, os que de forma objetiva provocariam nelas mais danos, em outras palavras, os conhecimentos sobre estes riscos so incertos. Dentro desta perspectiva a questo a ser respondida : no tocante avaliao de risco quais elementos tm maior peso em sua qualificao? E o quanto nossos padres estimados em laboratrio podem mascarar a real magnitude dos riscos quando ocorridos na natureza?No decorrer deste trabalho faremos a apresentao de um estudo de caso sobre a avaliao de risco sade humana numa rea exposta elementos contaminantes, utilizando um software de valorao de riscos (Risk) e posteriormente compararemos os valores encontrados com os parmetros de aceitabilidade da legislao brasileira.

2. OBJETIVOS2.1. GERAL: A partir de dados quantitativos e qualitativos recolhidos em campo, avaliar o risco ambiental de uma rea exposta acidentalmente nveis de toxidade.2.2. ESPECFICOS: Conceituar o termo Avaliao de Risco; Aplicar a metodologia para avaliao de risco da Companhia Ambiental do Estado de So Paulo (CETESB), numa rea com suspeita de contaminao; Confirmado o problema, apontar mediadas paliativas para mitigao dos riscos.

3. METODOLOGIA:O presente trabalho est baseado na reviso bibliogrfica existente nos estudos referentes rea ambiental. Em especial nos manuais da Companhia de Ambiental do Estado de So Paulo (CETESB).Foi realizado um levantamento de autores e obras cujos estudos estavam voltados : sociedade, percepo ambiental, ecologia e anlise de risco. Aps leitura e fichamento destes materiais pudemos conceituar risco ambiental.O estudo de avaliao do risco comea com a identificao e caracterizao do cenrio de exposio. Para tanto fazemos o levantamento das fontes potenciais poluidores, as quais podem ser originadas de instalaes e atividades industriais, de instalaes sanitrias nas municipalidades, das condies de acidente no transporte (grifo nosso), ou do manuseio e armazenamento de substancias txicas ou perigosas.Procuramos dentre deste cenrio selecionar o composto qumico de interesse (CQI), e atravs de pontos de referencia, medir a concentrao deste composto e sua relevncia, uma vez que entre diferentes ecossistemas os resultados de avaliao de risco sero diferentes.No que diz respeito ordem tcnica os procedimentos foram:a) Identificao do local exposto toxidade:i. Identificao de cursos d gua;ii. Geologia local e permeabilidade do solo;iii. Caracterizao fitobotnica;iv. Identificar populaes expostas.b) Qualificao dos elementos ao qual a rea foi exposta:i. Entender os mecanismos de liberao e transporte do contaminante no meio fsico;ii. Identificar as vias potenciais de exposio;iii. Estimar as concentraes nos pontos de exposio para cada via especfica;iv. Identificar fontes primrias e secundrias;v. Verificar pontos de exposio direta e pontos de exposio indireta.A partir dos levantamentos dos dados acima citados pudemos analisar de forma sistmica as informaes obtidas para ento valorar o risco ambiental da rea em questo.O seguinte fluxograma metodolgico foi seguido:FLUXOGRAMA METODOLGICO.

Fonte: CETESBOrganizao: Robson de Oliveira Lemes Uma vez que os riscos no so apenas observados, mas h uma preocupao em diminuir seus efeitos o fluxograma acima pode ser entendido no apenas como uma metodologia de avaliao de riscos, mas tambm como um sistema de gerenciamento dos mesmos.

4. FUNDAMENTOS TERICOS.4.1. ASPECTOS GERAIS.A constatao da existncia de passivos ambientais nem sempre possvel de ser realizada a olho nu. Para Schianet (1999), a razo do suposto desaparecimento do composto no subsolo, os danos causados por uma rea contaminada s so identificados por meio de seus efeitos gerados no ambiente, tais como: reduo da qualidade das guas, alterao do desenvolvimento da vegetao e surgimento de doenas. Desta forma, diagnosticar e avaliar de forma correta um local com indcios de contaminao, principalmente em funo de seu potencial de risco, tornou-se um problema.A Companhia de Ambiental do Estado de So Paulo (CETESB 2001) conceitua risco como a probabilidade ocorrncia de um efeito adverso aos bens a proteger em decorrncia da sua exposio aos contaminantes presentes...Para Israel (1995), no que diz respeito sade humana, a avaliao definida como uma tcnica de determinao de um risco especfico caudado pela exposio a certas substancias ou perigo. Seu propsito identificar e medir o risco de uma determinada substancia presente na rea contaminada devido um dado nvel de exposio.4.2. ALGUNS APONTAMENTOS SOBRE A SOCIEDADE DO RISCOO conceito de risco bem antigo, porm nos ltimos 50 anos passou a ocupar lugar de destaque nos estudos e discusses sobre sociedades. Muito mais por estarmos presenciando conseqncias de aes de risco do passado, (como a Aquecimento Global), do que pela instaurao de uma conscincia crtica generalizada. Segundo Guivant 1998 apoud Ocupacional Safety and Heart Agency, risco considerado como um evento adverso, uma atividade, um atributo fsico, com determinadas probabilidades objetivas de provocar danos e pode ser estimado atravs de clculos quantitativos de nveis de aceitabilidade que permitem estabelecer Standards atravs de diversos mtodos (predies estatsticas, estimao probabilstica do risco, comparaes de risco/benefcio), este ultimo no que diz respeito risco aceitvel, os riscos no s emergem como acidentes ou efeitos colaterais ou por causa de um mau uso da tecnologia, eles esto submersos, mascarados nos nveis de aceitabilidade de contaminao, definidos atravs de pesquisas realizadas em condies de laboratrio, e por isso, irreais ao expressar-se em frmulas que no traduzem a multiplicidade de bombardeio qumico que sofremos cotidianamente.Nesta perspectiva as atuais anlises de risco apresentam falhas por dois motivos:1. No consideram os efeitos acumulativos a longo prazo;2. No levam em conta os efeitos das diversas combinaes possveis na natureza.A estimao dos riscos inclui a caracterizao das fontes de risco, medio da intensidade, freqncia, durao da exposio aos agentes produzidos pelas fontes de risco e conseqncias para as populaes afetadas.Pode ser explicitado na seguinte equao:R = f(M, P) => PerigosOnde:R o risco;f freqncia;M a magnitude do eventoP a probabilidadeEm 1986 (traduzido para o portugus em 1992), Beck introduz nas discusses sobre risco o conceito de Sociedade do Risco. Ele analisa uma sociedade na qual a preocupao com a satisfao das necessidades materiais bsicas tem sido substituda pela preocupao pelo risco potencial de autodestruio da humanidade. Beck diz ainda que devido a esta mudana, surge uma nova sociedade no mais pautada na luta de classes (veja tabela 1). Antes os riscos eram vistos como pessoais, agora passaram a ser globais, atravessando fronteiras territoriais e de classes.Os riscos passam a ser reconhecidos dentro da perspectiva da teoria geral dos sistemas. O que podemos observar que: quanto mais se pesquisa sobre os principais problemas de nossa poca, mais somos levados a perceber que eles no podem ser entendidos isoladamente e nem de um nico ponto, o que nos leva a necessidade de conjugar todas as cincias com a preocupao com os aspectos sociais.Pensando o planeta como um sistema fechado e os riscos dentro da

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