AVALIAÇÃO DA QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICA DA ÁGUA EM UMA ... ?· AVALIAÇÃO DA QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICA…

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  • - Revista EDUCAmaznia - Educao Sociedade e Meio Ambiente, Humait,

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    Ano 7, Vol XII, Nmero 1, Jun-Jul, 2014, Pg. 127-146.

    AVALIAO DA QUALIDADE FSICO-QUMICA DA GUA EM UMA

    ESCOLA LOCALIZADA AO SUL DO AMAZONAS: PROPOSTA DE ENSINO

    E CONSCIENTIZAO AMBIENTAL

    Rodrigo Tartari*, Izabel Cristina Lima do Nascimento*, Jos Cezar

    Frozzi*,LennaJosely de Lima Nascimento*, Marlon da Conceio de Figueiredo*,

    Merlotti Fabiano*

    (*) Instituto de Educao-Agricultura e Ambiente IEAA/UFAM

    Resumo: notvel a crescente preocupao de governantes, pesquisadores, lderes

    empresariais e de muitas organizaes sociais com a escassez da gua de qualidade para

    uso humano. Este trabalho foi desenvolvido na Escola Estadual Duque de Caxias,no

    municpio de Humait/AM, no qual participaram cinco alunos da Universidade Federal

    do Amazonas UFAM/IEAA e seiscentos e trinta alunos da escola estadual. O objetivo

    foi realizar a anlise da qualidade da gua distribuda na escola, pela Companhia

    Humaitaense de Saneamento Bsico (COHASB), com nfase em atividades de

    conscientizao e educao ambiental. O diagnstico e a aplicao da metodologia

    visou aprimorar o projeto para expandi-lo a outras escolas do municpio, aproximando

    os alunos, de todos os nveis de ensino pblico, ao campo universitrio. Os resultados

    obtidos mostraram que a gua consumida na escola de qualidade, mesmo no havendo

    um sistema de tratamento adequado no municpio. Os alunos participaram das

    atividades, expondo suas curiosidades, seus conhecimentos e suas dvidas, os mesmos

    solicitaram que as prximas anlises da gua possam ser realizadas nas dependncias da

    UFAM, (Laboratrio de Saneamento Ambiental). Esse desejo foi unnime, pois assim

    estes tero maior contato com a atmosfera da Universidade, o que despertar em muitos

    deles uma possvel inclinao ou o desejo de cursarem o nvel superior em algum dos

    cursos que a Instituio oferece no municpio.

    Palavras chave: gua, Educao Ambiental e Conscientizao Ambiental.

    Summary: It is remarkable the increasing concern of governments, researchers,

    business leaders and many social organizations with the short age of water quality for

    human use. This work was developed at the School Duque de Caxias, in the

    municipality of Humaita/AM, attended by five students of the Universidade Federal do

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    Amazonas - UFAM/IEAA and six hundred and thirty students from state school. The

    objective was to analyze the quality of the water distributed in school, by the Company

    Humaitaense Sanitation ( COHASB ), with emphasis on environment alawareness and

    education activities. The diagnosis and the application of the methodology aimed to

    improve the project to expand it to other schools in the city, bringing students of all

    levels of public education, the academic field. The results showed that the water

    consumed in the school has good quality, even without proper treatment system in the

    city. Students participated in activities, exposing their curiosity, their knowledge and

    their questions, they requested that the next water analyzes can be conducted on the

    premises of UFAM (Laboratoryof Environmental Sanitation). This desire was

    unanimous , because then they will have greater contact with the atmosphere of the

    University, which awaken in many a possible inclination or desire to route the top level

    in any of the courses that the institution offers in the city.

    Keywords :Analysis, Water, Environmental Education.

    INTRODUO

    Segundo Rodrigues (1996), o Brasil detm as maiores reservas de gua doce do

    mundo, mas no est livre de problemas como deteriorao qualitativa dos mananciais,

    ocasionada pelo lanamento de efluentes domsticos e industriais sem tratamento,

    comprometendo a manuteno da vida aqutica e o uso dessa gua pela sociedade.

    notvel a crescente preocupao de governantes, pesquisadores, lderes

    empresariais e de muitas organizaes sociais com a escassez da gua de qualidade para

    uso humano. A quantidade de gua no mundo praticamente a mesma, h milhares e

    milhares de anos, entretanto o nmero de habitantes tende a aumentar ano aps ano

    (MARTINS et al, 2006).

    Alm disso, os processos intensos e desordenados de urbanizao,

    industrializao e explorao agropecuria fazem com que parte da gua disponvel,

    tanto nas economias em desenvolvimento quanto nas desenvolvidas, esteja poluda. E

    isso ainda pode ser agravado pelas alteraes climticas globais, o que leva esse cenrio

    requerer a proposio de solues efetivas para o melhor aproveitamento e gesto da

    gua para todos (TUCCI, 2007).

    O muncipio de Humait, localizado na Regio Sul do Amazonas, apresenta uma

    populao urbana de aproximadamente 30.475 habitantes em sua rea urbana, e na rea

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    rural uma populao aproximada de 13.064 pessoas, totalizando assim 44.116

    habitantes (IBGE, 2010), que utilizam, em sua maioria, gua distribuda sem o

    tratamento prvio adequado.

    Aproveitou-se a oportunidade do Dia Mundial da gua, dia 22 de maro, para

    a realizao de palestras com enfoque na divulgao da importncia dos recursos

    hdricos, seus usos mltiplos, as diversas formas de captao, tipos de tratamento e

    aspectos de qualidade da gua distribuda como forma de preveno de doenas de

    veiculao hdrica e garantia da sade de seus usurios.

    Assim, com uma viso local, o presente projeto buscou a investigao prtica e

    analtica da qualidade da gua distribuda na Escola Estadual Duque de Caxias, no

    Municpio de Humait/AM, por no haver estao de tratamento de gua na cidade,

    nem mesmo sistemas mnimos de saneamento bsico. Situao esta que implica em

    preocupaes com a sade dos consumidores desta gua, uma vez que a falta de

    saneamento repercute em problemas sanitrios de toda uma populao.

    E tal projeto avaliou a qualidade fsico-qumica da gua fornecida comunidade

    da Escola Estadual Duque de Caxias, localizada ao Sul do Amazonas,e, ao mesmo

    tempo, sensibilizou os gestores, professores e estudantes sobre o tema Qualidade de

    gua de Abastecimento com base em palestras temticas, com o intuito conscientizar a

    todos que a gua de qualidade um bem natural universal, essencial vida, que merece

    cuidado especial.

    SANEAMENTO E RECURSOS HDRICOS: UMA BREVE REVISO

    O que gua?

    A gua uma substncia vital presente na natureza e constitui parte importante

    do ambiente natural ou antrpico. A mais abundante das substncias de nosso planeta,

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    podendo ser encontrado em trs estados fsicos, slido, lquido e gasoso. Sua

    composio essencial dada por dois tomos de hidrognio (H) e um de oxignio (O),

    formadores da molcula H2O (TELLES et al., 2010; TEIXEIRA, 2013).

    Em sua forma mais pura, a gua inodora, quase incolor e inspida. Ela est

    presente em seu corpo, nos alimentos que voc come e nas bebidas que ingere. Voc a

    utiliza para se limpar, lavar as roupas, a loua, o carro e todas as outras coisas que esto

    ao seu redor. Muitos dos produtos que voc usa todos os dias contm gua ou foram

    fabricados utilizando-a. Todas as formas de vida precisam dela e, se no tomarem a

    quantidade necessria, elas morrem (FREEMAN, 2013).

    Ao contrrio de que muitos imaginam, a gua uma substncia muito complexa.

    Por ser um excelente solvente, at hoje ningum pode v-la em estado de absoluta

    pureza. Quimicamente, sabe-se que mesmo sem impureza, a gua uma mistura de 33

    substncias distintas (RICHTER& NETTO, 1991).

    Ciclo hidrolgico

    O ciclo hidrolgico consiste no processodinmico de diferentes estgios da gua.

    Para melhor compreenso deste ciclo iniciamos sua explicao atravs da evaporao da

    gua dos oceanos (Figura 1).

    O vapor resultante das guas ocenicas transportado pelo movimento das

    massas de ar. Sob determinadas condies, o vapor condensado, formando as nuvens,

    que por sua vez podem resultar em precipitao. A precipitao pode ocorrer em forma

    de chuva, neve ou granizo. A maior parte fica temporariamente retida no solo, prxima

    de onde caiu, e finalmente retorna atmosfera por evaporao e transpirao das

    plantas. Uma parte da gua resultante, escoa sobre a superfcie do solo ou atravs do

    solo para os rios, enquanto que a outra parte infiltra profundamente no solo e vai

    abastecer o lenol fretico (GARCEZ, 1988).

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    Figura 1: Ciclo da gua na natureza. Fonte: USGS, 2013.

    A importncia da gua para os seres vivos

    Antes de tudo, sempre bom lembrar que sem gua no haveria vida em nosso

    planeta, ela de extrema importncia para a vida de todos os seres que habitam a Terra.

    Levando em conta que a populao mundial atual de sete bilhes de habitantes e

    continua crescendo, de fundamental importncia que o ser humano busque maneiras

    de usar a gua de forma racional e inteligente.

    Segundo Souza jnior (2003)Economizar gua para que no falte no futuro o

    grande desafio ambiental neste incio de milnio e sua importncia se d por:

    Funcionamento e manuteno do corpo humano;

    Irrigao na agricultura (produo de alimentos para os seres humanos).

    Uso tambm na pecuria (criao de gado);

    Funcionamento dos ecossistemas (fauna e flora), tanto aquticos quanto

    terrestres;

    Uso da gua na produo industrial (bens materiais, medicamentos,

    alimentos industrializados, etc.);

    Gerao de energia nas usinas hidreltricas;

    A evaporao da gua doce das principais fontes hdricas (rios, lagos,

    audes e represas) so importantes na formao de chuvas e da umidade

    do ar;

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    Com essa viso vale ressaltar que h escassez de agua potvel em algumas partes

    do mundo, incluindo nosso pas.

    Disponibilidade hdrica no planeta

    Aproximadamente 70% da superfcie terrestre, encontra-se coberta por gua. No

    entanto, menos de 3% deste volume de gua doce, cuja maior parte est concentrada

    em geleiras (geleiras polares e neves das montanhas), restando uma pequena

    porcentagem de guas superficiais para as atividades humanas. A gua est distribuda

    da seguinte forma no planeta Terra, 97,5% da disponibilidade da gua do mundo esto

    nos oceanos, ou seja, gua salgada, somente 2,5% dessa gua doce e est distribuda

    da seguinte forma, sendo 29,7% aquferos, 68,9% calotas polares, 0,3% rios e

    lagos,0,9% outros reservatrios (nuvens, vapor dgua etc.)(MARTINSet al., 2006).

    Figura 2. Disponibilidade da gua na Terra.

    Fonte: USGS, 2013.

    As fontes de gua mais acessveis, utilizados principalmente para as atividades

    socioeconmicas da humanidade, so os volumes de gua encontrados em rios e lagos,

    que somam apenas cerca de 200 mil km. J a problemtica da escassez da gua

    mundial est relacionada com a m distribuio dos recursos naturais em relao

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    concentrao populacional no espao (TELLES et al., 2010), como apresenta a Figura

    3.

    Figura 3: Potencial de gua doce dos continentes e influncia da populao.

    Fonte: REBOUAS, 1999.

    Disponibilidade hdrica no Brasil

    O territrio brasileiro considerado o quinto maior em extenso territorial, no

    mundo,com uma rea de 8.547.403 km, ocupando 20,8% do territrio das Amricas e

    47,7% da Amrica do Sul (IBGE, 1996).

    O Brasil se destaca no senrio mundial pela grande descarga de gua doce dos

    seus rios, cuja produo hdrica de 177.900m/s, quando somada aos 73.100 m/s da

    Amaznia Internacional, representa 53% de gua doce do continente Sul-Americano

    (334.000 m/s), sendo quatro as principais bacias hidrogrficas brasileiras; Amaznica,

    Prata ou Platina, So Francisco e Tocantins (TELLES et al., 2010).

    interessante ressaltar que a escola em que foram desenvolvidas as atividades

    de anlises da gua est inserida na micro bacia do Rio Madeira, pertencente a Bacia

    Amaznica.

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    Dados mostram que o Brasil mantm uma posio privilegiada no cenrio mundial:

    detm cerca de 13,8% da gua doce superficial do planeta, enquanto regies da Europa,

    como Portugal e Espanha, alm de Oriente Mdio e grande parte da frica, lutam contra a

    escassez crnica do produto. A distribuio pelo territrio brasileiro , porm, desigual. A

    Amaznia derrama no mar 78% da gua superficial do Brasil, com um excedente hdrico que

    atrai a cobia global. O Sudeste fica com apenas 6%, o que representa um grande dficit,

    pois tem de irrigar quase metade da produo agrcola do pas, e dar de beber a cerca da

    metade dos 190 milhes de brasileiros, alm de fornecer gua para mover 50% do Produto

    Interno Bruto industrial. Isso coloca a regio em um patamar crtico, com menos de 10% do

    volume de gua por habitante preconizado pelas Naes Unidas, ou apenas 200 metros

    cbicos por segundo/ano (MARCONDES, 2010).

    Figura 4: Distribuio dos recursos hdricos no Brasil.

    Fonte: MACHADO, 2007.

    Segundo Machado (2007), em anlise Figura 4, a regio Sudeste, seguido da

    regio Nordeste e Sul que apresentam respectivamente as maiores concentraes de

    habitantes de todo pas tm as mais baixas taxas de distribuio de recursos hdricos. J

    a regio Norte que apresenta a maior quantidade de recursos hdricos, seguido pela

    regio Centro-Oeste, apresentam o menor ndice populacional. Ou seja, onde tem muitas

    pessoas, tem pouca gua, e onde tem muita gua tem poucas pessoas. Isso ocorre

    principalmente devido ao crescimento exagerado de reas localizadas e da degradao

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    das guas, sendo uma conseqncia do aumento desordenado dos processos de

    urbanizao, industrializao e expanso agrcola.

    Portaria n. 2.914/2011 Ministrio da Sade

    A equipe trabalhou com base na Portaria MS N 2.914/11 que dispe sobre os

    procedimentos de controle e de vigilncia da qualidade da gua, para consumo humano

    e seu padro de potabilidade. Esta diz em seu Art. 4.: Toda gua destinada ao

    consumo humano proveniente de soluo alternativa individual de abastecimento de

    gua, independentemente da forma de acesso da populao, est sujeita vigilncia da

    qualidade da mesma(BRASIL, 2011).

    Anlise e da Qualidade da gua na Escola Estadual Duque de Caxias em Humait-

    AM

    Os padres de qualidade da gua variam para cada tipo de uso. Assim, os

    padres de potabilidade (gua destinada ao abastecimento humano) so diferentes dos

    de balneabilidade (gua para fins de recreao de contato primrio), os quais, por sua

    vez, no so iguais aos estabelecidos para a gua de irrigao ou destinada ao uso

    industrial. Mesmo entre as indstrias, existem requisitos variveis de qualidade,

    dependendo do tipo de processamento e dos produtos das mesmas (UFV, 2013).

    A prtica de anlise e parmetros indicativos para o controle da qualidade da

    gua distribuda para consumo humano na escola,com base na Portaria MS N 2.914/11,

    cuja atividade servir de subsidio ao desenvolvimento de programas permanentes de

    acompanhamento da qualidade da gua por professores e alunos da mesma.

    Vale ressaltar que foram determinados apenas 11 parmetros fsico-qumicos

    para a anlise da gua consumida na escola.Trabalhamos com alguns dos indicadores da

    qualidade da gua que constituem impurezas, quando alcanam valores superiores aos

    estabelecidos para o consumo humano. Estes indicadores de qualidade da gua so

    discutidos a seguir, separados sob os aspectos fsico e qumico, com os quais

    desenvolvemos as atividades.

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    Assim a anlise foi realizada com os seguintes parmetros de qualidade:

    Temperatura da gua, Alcalinidade, pH, Dureza, Turbidez, Cor, Amnia, Ferro, Cloreto,

    Oxignio consumido e Cloro. A seguir so descritos estes parmetros (UFV, 2011):

    Parmetros Fsicos

    Temperatura: medida da intensidade de calor; um parmetro importante, pois,

    influi em algumas propriedades da gua (densidade, viscosidade, oxignio

    dissolvido), com reflexos sobre a vida aqutica. A temperatura pode variar em

    funo de fontes naturais (energia solar) e fontes antropognicas (despejos

    industriais e guas de resfriamento de mquinas).

    Sabor e odor: resultam de causas naturais (algas; vegetao em decomposio;

    bactrias; fungos; compostos orgnicos, tais como gs sulfdrico, sulfatos e

    cloretos) e artificiais (esgotos domsticos e industriais). O padro de

    potabilidade: gua completamente inodora.

    Cor: resulta da existncia, na gua, de substncias em soluo; pode ser causada

    pelo ferro ou mangans, pela decomposio da matria orgnica da gua

    (principalmente vegetais), pelas algas ou pela introduo de esgotos industriais e

    domsticos. Padro de potabilidade: intensidade de cor inferior a 5 unidades.

    Turbidez: presena de matria em suspenso na gua, como argila, silte,

    substncias orgnicas finamente divididas, organismos microscpicos e outras

    partculas. O padro de potabilidade: turbidez inferior a 1 unidade.

    Parmetros Qumicos

    pH (potencial hidrogeninico): representa o equilbrio entre ons H+ e ons OH;

    varia de 7 a 14; indica se uma gua cida (pH inferior a 7), neutra (pH igual a

    7) ou alcalina (pH maior do que 7); o pH da gua depende de sua origem e

    caractersticas naturais, mas pode ser alterado pela introduo de resduos; pH

    baixo torna a gua corrosiva; guas com pH elevado tendem a formar

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    incrustaes nas tubulaes; a vida aqutica depende do pH, sendo

    recomendvel a faixa de 6 a 9.

    Alcalinidade: causada por sais alcalinos, principalmente de sdio e clcio; mede

    a capacidade da gua de neutralizar dos cidos; em teores elevados, pode

    proporcionar sabor desagradvel gua, tem influncia nos processos de

    tratamento da gua.

    Dureza: resulta da presena, principalmente, de sais alcalinos terrosos (clcio e

    magnsio), ou de outros metais bivalentes, em menor intensidade, em teores

    elevados; causa sabor desagradvel e efeitos laxativos; reduz a formao da

    espuma do sabo, aumentando o seu consumo; provoca incrustaes nas

    tubulaes e caldeiras. Classificao das guas, em termos de dureza (em

    CaCO3):

    Menor que 50 mg/1 CaC03 - gua mole

    Entre 50 e 150 mg/1 CaC03 - gua com dureza moderada

    Entre 150 e 300 mg/1 CaC03 - gua dura

    Maior que 300 mg/1 CaC03 - gua muito dura

    Cloretos: Os cloretos, geralmente, provm da dissoluo de minerais ou da

    intruso de guas do mar; podem, tambm, advir dos esgotos domsticos ou

    industriais; em altas concentraes, conferem sabor salgado gua ou

    propriedades laxativas.

    Ferro e mangans: podem originar-se da dissoluo de compostos do solo ou de

    despejos industriais; causam colorao avermelhada gua, no caso do ferro, ou

    marrom, no caso do mangans, manchando roupas e outros produtos

    industrializados; conferem sabor metlico gua; as guas ferruginosas

    favorecem o desenvolvimento das ferrobactrias, que causam maus odores e

    colorao gua e obstruem as canalizaes.

    Oxignio Dissolvido (OD): indispensvel aos organismos aerbios; a gua, em

    condies normais, contm oxignio dissolvido, cujo teor de saturao depende

    da altitude e da temperatura; guas com baixos teores de oxignio dissolvido

    indicam que receberam matria orgnica; a decomposio da matria orgnica

    por bactrias aerbias , geralmente, acompanhada pelo consumo e reduo do

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    oxignio dissolvido da gua; dependendo da capacidade de autodepurao do

    manancial, o teor de oxignio dissolvido pode alcanar valores muito baixos, ou

    zero, extinguindo-se os organismos aquticos aerbios.

    Amnia: Indica presena de dejetos animais e humanos, e outras poluies

    recentes.

    Cloro: um importante desinfetante e tambm pode reagir com amnia

    proticas sulfetos e substncias causadoras de gostos e cheiros, melhorando gua

    tratada.

    Doenas de Veiculao hdrica

    Segundo dados da Organizao Internacional da Sade (OMS) a falta de gua

    potvel e de saneamento no Brasil, causa de 80% das doenas e 65% das internaes

    hospitalares. Ressalta ainda,que 85% das doenas conhecidas so de veiculao hdrica,

    e podem ser contradas de formas diretas (ingesto ou absoro pela pele e mucosa de

    patgenos-vrus, bactrias, protozoriosou vermes,) ou indiretas como contato com

    outros contaminantes(qumicos e txicos).

    Nas atividades desenvolvidas falamos das doenas de veiculao hdricas como,

    Diarria e disenteria, Febre Tifide e Paratifide, Febre Amarela, Leptospirose,

    Amebase, Ascaridase, Esquistossomose, Malria, Dengue e outras.

    Mtodos de Preveno de Doenas de veiculao hdricas

    Trabalhando de forma coordenada, juntamente com a direo escolar,

    buscando repassar as informaes de como conhecer a gua que se consome e como

    trata-la se preciso for. As atividades foram realizadas com bases cientificas

    comprovadas, as demonstraes prticas e os ciclos de conversaes iniciaram com

    orientaes como: Adicionar hipoclorito de sdio na gua para auxiliar na desinfeco;

    no lanar o esgoto domstico cu aberto; construir fossas spticas para destinao

    do mesmo; instalao de caixa dgua e bia para evitar o desperdcio e falta de gua;

    como armazenar o lixo de forma adequada para evitar vetores e facilitar a coleta;

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    limpeza de caixas d gua no mnimo a cada 6 meses; conserto de vazamentos nas

    tubulaes para evitar a contaminao da gua; lavagem dos alimentos antes de

    consumir; e lavagem de utenslios e higiene pessoal (lavagem das mos antes das

    refeies)(BRAGAet al.,2005).

    METODOLOGIA

    Inicialmente foram realizadas reunies preliminares com os alunos da

    universidade que fazem parte do projeto, onde foram discutidas as formas e

    metodologias de trabalho. Foi contatada a diretora da escola Duque de Caxias, visando

    conhecer o funcionamento e dinmica da escola e estabelecer um plano de trabalho para

    que as atividades fossem realizas com xito. Vimos ainda os horrios oportunos para

    que pudssemos programar nossas atividades junto a comunidade escolar. A Priori, foi

    informado pela gestora que a escola trabalha com alunos em trs turnos distintos assim

    distribudos: Diurno (compreendendo o perodo da manha e tarde) e Noturno. No

    perodo diurno (manha) a escola atende alunos matriculados no 4 e 6 ano do Ensino

    Fundamental e a (tarde) atende a alunos matriculados do 6 ao 8 ano do Ensino

    Fundamental. J no perodo noturno, a escola atende a uma clientela de alunos

    matriculados na modalidade de ensino EJA, Educao de Jovens e Adultos. Obtida

    essas informaes passou-se a programar os dias em que iriamos realizar a primeira

    etapa do projeto. Concordamos todos, que o dia 22 de maro (dia Mundial da gua)

    seria ideal para realizarmos a palestra que abordaria a temtica da gua e aspectos de

    sua importncia para a vida e as diversas formas de contaminao e doenas que dela

    provem, quando esta no e de boa qualidade para o consumo humano e animal.

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    Caracterizao do Sistema de Abastecimento de gua na Escola Estadual Duque

    de Caxias, em Humait-AM

    O saneamento das escolas visa promoo da sade, a preveno de doenas e

    de acidentes e ao desenvolvimento de hbitos de higiene. Para tanto, os

    estabelecimentos de ensinos devem obedecer os seguintes pr-requisitos: segurana,

    ambiente fsico adequado e saneamento bsico. (CARVALHO, 2005)

    Segundo IBGE (2010),a rea urbana do municpio de Humait possui 12 escolas

    estaduais e 5 municipais, as quais recebem gua distribuda da Companhia Humaitaense

    de Saneamento Bsico (COHASB), ou possui fontes prprias, sendo todas de origens

    subterrneas, poos rasos de aproximadamente 35 metros de profundidade, captada e

    distribuda sem tratamento. O monitoramento essencial para caracterizar as condies

    fsico-qumicas e bacteriolgicas, assim como os indicadores tcnicos com base

    cientfica para controle da qualidade e garantia da sade das pessoas. Nesse sentido,

    para diagnosticar o panorama de distribuio de qualidade, aplicamos a metodologia a

    esta escola do municpio visando, no futuro prximo, expandir a idia para outras,

    procurando difundir os conhecimentos acadmicos locais e conscientizando para o uso

    mais adequado desse recurso vital a todos os seres vivos.

    A escola, na qual desenvolvemos o projeto, apresenta um quantitativo

    significativo de alunos matriculados nos trs turnos em diversas faixas etrias. Este

    trabalho foi realizado com os alunos de 4 ao 6 ano do turno matutino, alunos do 6 ao

    8 ano do turno vespertino, ambos do Ensino Fundamental Regular, e no perodo

    noturno com alunos do EJA (Educao de Jovens e Adultos) do Ensino Mdio.

    Na primeira etapa, foram realizadas, em todos os turnos, palestras de

    conscientizao com os seguintes temas:

    O que a gua?

    Importncia da gua para os seres vivos;

    Disponibilidade da gua no planeta;

    Distribuio da gua no planeta;

    Disponibilidade da gua no Brasil;

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    Consumo da gua no Brasil;

    O Ciclo Hidrolgico;

    Poluio da gua;

    Problemas causados pela poluio das guas;

    Principais doenas transmitidas pela gua;

    Preveno da poluio da gua e de doenas;

    Cuidados em casa e na escola.

    Na segunda etapa, foi realizada a anlise da gua utilizada na escola, porm esta

    demonstrao foi feita apenas para os alunos do 3 ano do Ensino de Jovens e Adultos

    (EJA), do Ensino Mdio, os mesmos puderam observar minuciosamente, e coparticipar

    no desenvolvimento da anlise prtica. Julgamos ser mais importante expormos tal

    atividade a este pblico, que est finalizando o Ensino Mdio, com o intuito de

    despertar neles o interesse de ingressar em uma faculdade.

    Atentos faixa de idade dos alunos da escola, ns discentes responsveis pela

    palestra procuramos adequar as formas tcnicas e algumas termologias que hora outra

    surgia nos textos que nos embasaram para a formulao da mesma. Nosso cuidado se

    deu pela primazia em tornar acessvel e clara, todas s informaes que seriam passadas

    ao nosso pblico-alvo (os alunos), dessa forma o uso de uma linguagem mais

    simplificada se fez necessria. Feito isso, o andamento das apresentaes se deu de

    forma tranquila, os alunos demonstram interesse genuno pelas informaes recebidas,

    nos dando satisfao pelo xito alcanado por todos na realizao da atividade proposta.

    Nos Procedimentos da Segunda etapa do projeto, ACE - Avaliao da Qualidade da

    gua de Abastecimento da Escola Estadual Duque de Caxias de Humait AM: proposta

    de ensino e conscientizao ambiental foi dividida em etapa terica e etapa prtica. Foi

    realizada uma palestra para os alunos envolvendo as mesmas questes da primeira fase

    do projeto, alm disso, foi acrescentadas novas abordagens como alguns curiosidades

    referente a gua e seus padres de potabilidade. Na segunda etapa, prtica, antes de ser

    realizada a anlise de potabilidade da gua de distribuio, foram distribudos folders

    com informaes sobre gua e seus padres de qualidade. Nestes havia espaos para os

    alunos anotarem os resultados obtidos das anlises. As anlises foram realizadas com os

    seguintes padres de qualidades: Temperatura da gua, Alcalinidade, pH, Dureza,

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    Turbidez, Cor, Amnia, Ferro, Cloretos, Oxignio consumido e Cloro, onde os

    procedimentos foram expostos em data show.

    Para finalizar a segunda etapa do projeto foram distribudos para cada aluno 2

    (dois) frascos de Hipoclorito para o tratamento da gua de consumo e um questionrio

    em que o mesmo possua 3 (trs) questes:

    Qual a importncia de receber gua de qualidade?

    Com base nos parmetros de potabilidade, o que voc percebeu com a anlise da

    gua realizada?

    Em sua opinio, voc acredita que a gua distribuda em Humait possui boa

    qualidade.

    RESULTADOS

    Os resultados obtidos, com a atividade desenvolvida na Escola Estadual Duque

    de Caxias, adentram a conscientizao dos alunos sobre a importncia dos cuidados

    com o meio ambiente, referentes ao tratamento de gua e esgoto sanitrio, prevenindo

    assim, possveis doenas de veiculao hdrica como as acima relacionadas.

    Com as apresentaes em Power Point, impresso e entrega de folders,

    obtivemos um bom material de apoio para realizao das palestras, concentrando a

    ateno dos alunos e contribuindo na assimilao e aprendizado do contedo

    apresentado.

    Nesta avaliao realizada com os alunos pde-se comprovar que a atividade

    realizada na escola foi de grandioso proveito e que os resultados foram atingidos.

    Notou-se tambm, que nas duas etapas, os alunos participaram assiduamente das

    atividades, expondo suas curiosidades, seus conhecimentos e suas dvidas, ao

    terminarmos as etapas, era feito um pequeno bate-papo, em que este pblico

    comentou com os professores, professor-coordenador e os acadmicos, de forma mais

    livre, sobre os conhecimentos que tinham adquirido.

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    Uma observao muito valida ainda foi feita, a forma de recepo de nossa

    equipe pelos estudantes e funcionrios da escola, o que tambm podemos citar como um

    resultado positivo no projeto.

    Tabela 1: Resultados das anlises

    Parmetros Amostras

    1 2 3 4

    Temperatura 25C 18C 20C 21C

    Alcalinidade 10 10 10 10

    Oxignio dissolvido 8,5 8,5 8,5 8,5

    Cor 0 0 0 0

    Turbidez 50 50 50 50

    Dureza 10 10 10 10

    pH 5,5 5,5 5,5 5,5

    Ferro 0,0 0 0,0 0

    Cloro (mg/l Cl2 ) 0,0 0 0,0 0

    Cloreto Cl (mg/L) 20 18 18 18,6

    Amnia (mg/L N-NH3) 0,20 0,17 0,20 0.19

    CONSIDERAES FINAIS

    No decorrer das atividades realizadas junto com os alunos e os professores da

    escola, surgiram grande diversidade de opinies e sugestes por parte dos mesmos,

    assim como tambm por parte dos acadmicos do projeto em execuo. Uma das

    sugestes enfatizada foi que as prximas atividades especficas, como anlise da gua,

    possam ser realizadas nas dependncias da UFAM, (Laboratrio de Engenharia

    Ambiental), para que os alunos da Escola possam ter um maior contato com a atmosfera

    da Faculdade, o que isso despertaria em muitos deles uma possvel inclinao ou o

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    desejo de cursarem o Nvel superior em algum dos cursos que nossa Instituio oferece

    aqui no Campus de Humait-AM.

    Notou-se a satisfao de todos os envolvidos, acadmicos,

    professor/coordenador, alunos, gestora e professores da escola. No tocante aos

    acadmicos, estes notaram que,cumprir com a ideologia de existncia desse campo

    superior de ensino na regio, no impossvel e nem to difcil, isso quando se tem

    pessoas para acompanha-los e os mostre o caminho de como se fazer conhecimento, que

    despertem pensamento crtico em seus meios e transforme suas realidades. Quanto aos

    estudantes da escola, com os quais desenvolvemos as atividades do projeto no foi

    diferente, estes tambm com suas curiosidades e satisfao com o aprendizado

    adquirido nas palestras e demonstrao pratica fizeram perguntas de como conhecer de

    forma mais aprimorada o ambiente acadmico que at ento no era visto como

    conhecimento, assim os mesmos podero ter acesso em seu dia-a-dia.

    REFERNCIAS

    BRAGA, B. et al.Introduo engenharia ambiental. So Paulo: Pearson Prentice

    Hall, 2005. 313 p.

    BRASIL. Portaria n 2.914, de 12 de dezembro de 2011.Dispe sobre os

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    . Acesso em:

    03 dez. 2013.

    CARVALHO, A. R. Principio Bsico do Saneamento do Meio.Senac, 9ed;2005.

    FREEMAN, S. traduzido por HowStuffWorks Brasil. Como funciona a gua.

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    HIPERFISICA. Forno de micro-ondas e a ressonncia. Disponvel em:

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    MARCONDES, D. O Brasil tem 12% da gua doce do Planeta. Disponvel em:

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    dez. 2013.

    Recebido 15/12/2013. Aceito 5/1/2014.

    Contato:

    Rodrigo Tartari - Professor Engenheiro Ambiental do Curso de Engenharia Ambiental

    do Instituto de Educao-Agricultura e Ambiente IEAA/UFAM e Mestre em

    Engenharia Qumica pela UNIOESTE, E-Mail: engrt84@yahoo.com.br.

    http://www.ufv.br/dea/lqa/qualidade.htmhttp://ga.water.usgs.gov/edu/watercycleportuguese.html

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