avaliação da contaminação provocada por pára-raios radioativos

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  • AVALIAO DA CONTAMINAO PROVOCADA

    POR PRA-RAIOS RADIOATIVOS DE AMERCIO-241

    DESCARTADOS EM LIXES

    AUTARQUIA ASSOCIADA UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    JLIO TAKEHIRO MARUMO

    Tese apresentada como parte dos

    requisitos para obteno do Grau

    de Doutor em Cincias na rea de

    Tecnologia Nuclear Materiais.

    SO PAULO2006

    Orientador:

    Dr. Luis Filipe C.P. de Lima

  • AUTARQUIA ASSOCIADA UNIVERSIDADE DE SO PAULO

    AVALIAO DA CONTAMINAO PROVOCADA

    POR PRA-RAIOS RADIOATIVOS DE AMERCIO-241

    DESCARTADOS EM LIXES

    JLIO TAKEHIRO MARUMO

    Tese apresentada como parte dos

    requisitos para obteno do Grau

    de Doutor em Cincias na rea de

    Tecnologia Nuclear Materiais.

    SO PAULO2006

    Orientador:

    Dr. Luis Filipe C.P. de Lima

  • minha esposa, Maria Helena.Ao meu filho, Matheo.Aos meus pais, Yuichi e Rosa (in memoriam).

  • Agradecimentos

    Ao Dr. Luis Filipe C.P. de Lima, pela orientao, dedicao,

    discusses, incentivo e confiana.

    Ao Dr. Goro Hiromoto, pela ajuda, discusses e sugestes.

    Aos amigos Vera, Hissae e Rafael, pela dedicao, pelo

    companheirismo e pela grande ajuda na realizao deste trabalho.

    Aos amigos do Laboratrio de Rejeitos Radioativos, pelo auxlio, apoio

    e incentivo.

    minha esposa, Maria Helena, pelo auxlio, apoio, sugestes e

    discusses.

    Dra. Marlene Flues e Dra. Egl Teixeira pelas idias iniciais e

    sugestes dadas.

    CNEN - Laboratrio de Poos de Caldas, em especial,

    pesquisadora Maria Helena Taddei pela prestatividade e pelo auxlio na

    realizao de alguns ensaios.

  • AVALIAO DA CONTAMINAO PROVOCADA POR PRA-RAIOS

    RADIOATIVOS DE AMERCIO-241 DESCARTADOS EM LIXES

    Jlio Takehiro Marumo

    RESUMO

    Os pra-raios radioativos foram fabricados no Brasil at 1989, quando

    a Comisso Nacional de Energia Nuclear (CNEN) suspendeu a concesso de uso

    de material radioativo nesses artefatos. Desde ento, o pra-raios radioativo tem

    sido substitudo por outro, do tipo Franklin, e recolhido como rejeito radioativo.

    Entretanto, apenas 23 % do total fabricado no pas foram entregues CNEN. Esta

    situao preocupante, pois a chance, desses artefatos serem descartados como

    resduo comum e chegarem a lixes, grande, uma vez que, segundo dados do

    Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), em 2000, 63,6 % dos

    municpios brasileiros dispunham o resduo nesses locais. Alm disso, o amercio,

    o radionucldeo mais empregado, classificado como sendo um elemento de alta

    toxicidade, quando ingerido ou inalado. No presente trabalho, foram realizados

    experimentos de migrao de Am-241 em lismetros, com o objetivo de se avaliar

    o risco de contaminao provocada por pra-raios radioativos descartados como

    resduo comum. Fontes radioativas removidas de pra-raios foram inseridas em

    lismetros preenchidos com resduo orgnico, coletado no restaurante do Instituto

    de Pesquisas Energticas e Nucleares, IPEN-CNEN/SP, e chorume gerado foi

    periodicamente analisado para determinar suas caractersticas como pH,

    potencial redox, teor de slidos e a concentrao do material radioativo. O

    crescimento microbiano tambm foi avaliado, pelo mtodo de contagem direta do

    nmero de unidades formadoras de colnia. A estimativa de risco foi baseada no

    clculo de dose para membros do pblico, sendo a ingesto de gua a via mais

    provvel de exposio. O valor obtido foi cerca de 1000 vezes inferior ao limite de

    dose anual estabelecido, pela Comisso Internacional de Proteo Radiolgica

    (ICRP), demonstrando que o risco de contaminao provocado pelo descarte de

    pra-raios em lixes baixo.

  • EVALUATION OF THE CONTAMINATION RISK BY 241AM FROM LIGHTNING

    RODS DISPOSED AT UNCONTROLLED GARBAGE DUMP

    Jlio Takehiro Marumo

    ABSTRACT

    Radioactive lightning rods were manufactured in Brazil until 1989, when

    the licenses for using radioactive sources in these products were lifted by the

    national nuclear authority. Since then, radioactive devices have been replaced by

    Franklin type one and collected as radioactive waste. However, only 23 percent of

    the estimated total number of installed rods was delivered to Brazilian Nuclear

    Commission (Comisso Nacional de Energia Nuclear CNEN). This situation is

    of concern to us as there is a possibility of the rods being discarded as domestic

    waste, considering that in Brazil, 63.6 percent of the municipal solid waste is

    disposed at uncontrolled garbage dump, according to Instituto Brasileiro de

    Geografia e Estatstica (IBGE) in 2000. In addition, americium, the most common

    employed radionuclide, is classified as a high toxicity element, when ingested or

    inhaled. In the present study, it was performed migration experiments of Am-241

    by lysimeter system in order to evaluate the risk of contamination caused by

    radioactive lightning rods disposed as a common solid waste. Sources removed

    from lightning rods were placed inside lysimeters filled with organic waste,

    collected at the restaurant of Instituto de Pesquisas Energticas e Nucleares,

    IPEN-CNEN/SP, and the generated leachate was periodically analyzed to

    determine its characteristics such as pH, redox potential, solid content and

    concentration of the radioactive material. Microbial growth was also evaluated by

    counting the number of colony forming units. The equivalent dose to members of

    the public has been calculated considering the ingestion of drinking water, the

    most probable mode of exposure. The final result was about 145 times below the

    effective dose limit of 1 mSv.year-1 for members of the public, established by the

    International Commission on Radiological Protection (ICRP), demonstrating that

    the risk caused by lightning rods disposed at uncontrolled garbage dump is low.

  • SUMRIO

    Pgina

    1 . INTRODUO .................................................................................................. 72. OBJETIVO........................................................................................................ 113. REVISO BIBLIOGRFICA ............................................................................. 12

    3.1. Pra-raios .................................................................................................. 123.2. Amercio-241 ............................................................................................. 153.3. Gerenciamento dos pra-raios radioativos ................................................ 173.4. Destinao de resduos slidos urbanos ................................................... 253.5. Impacto ambiental...................................................................................... 303.6. O processo de degradao de resduos slidos urbanos.......................... 313.6.1. Modelos de degradao em aterros ....................................................... 343.7. Outras consideraes importantes ............................................................ 413.8. Estimativa de risco de contaminao......................................................... 42

    4. METODOLOGIA............................................................................................... 494.1 Primeira etapa ............................................................................................ 494.2 Segunda etapa ........................................................................................... 494.2.1 Mtodos de medida dos parmetros........................................................ 564.2.1.1 pH ......................................................................................................... 564.2.1.2 Eh ......................................................................................................... 564.2.1.3 Temperatura ......................................................................................... 564.2.1.4 Teor de slidos ..................................................................................... 564.2.1.5 Atividade do amercio-241 .................................................................... 564.2.1.6 Controle microbiolgico ........................................................................ 574.2.2 Gerenciamento de rejeitos....................................................................... 57

    5. RESULTADOS E DISCUSSO........................................................................ 595.1. Primeira etapa ........................................................................................... 595.2. Segunda etapa .......................................................................................... 615.2.1. Lismetros 1 e 2 ...................................................................................... 615.2.2. Lismetros 3 e 4 ...................................................................................... 675.2.3 Lismetros 5, 6, 7 e 8 ............................................................................... 725.2.4 Lismetros 9 e 10 ..................................................................................... 845.2.5 Teor de slidos Lis2 a 10...................................................................... 885.2.6 Volume do chorume ............................................................................... 885.2.7 Liberao de amercio ............................................................................. 885.3 Estimativa de risco...................................................................................... 92

    6. CONCLUSES ................................................................................................ 95APNDICE........................................................................................................... 96REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ................................................................... 136

  • 7

    1 . INTRODUO

    Os pra-raios radioativos foram largamente comercializados no Brasil

    a partir do incio da dcada de 70. Em 1989, no entanto, a Comisso Nacional

    de Energia Nuclear, CNEN, por meio de uma resoluo suspendeu a concesso

    de uso de material radioativo em pra-raios, por no ter sido tecnicamente

    comprovada a maior eficcia desse tipo de captor em relao ao convencional.

    Considerando ainda a necessidade de dar destinao adequada ao material

    radioativo, a CNEN determinou que os pra-raios desativados fossem

    imediatamente recolhidos aos seus institutos.

    Assim como no Brasil, a utilizao de captores radioativos tambm foi

    proibida em outros pases que, dependendo da disponibilidade de recursos

    financeiros, adotaram diferentes procedimentos de coleta e tratamento. Por

    exemplo, na Espanha, os pra-raios so retirados do edifcio por tcnicos da

    Empresa Nacional de Residuos Radiactivos (ENRESA) e encaminhados para

    desmantelamento. Neste processo, as fontes de amercio so removidas e

    enviadas para o Reino Unido, para reciclagem. Em 1995, trs anos aps o incio

    dessa operao, a ENRESA j havia retirado mais de 18000 unidades (ENRESA,

    1997), demonstrando que, esse procedimento, bastante eficaz, principalmente,

    porque o servio de remoo gratuito, cabendo ao usurio apenas a tarefa de

    solicitar a remoo do captor.

    Do total de captores radioativos fabricados no Brasil, menos de 1 %

    contm fontes de Ra-226. A maioria composta por fontes de Am-241. Segundo

    levantamento realizado pela CNEN em 1992, estimava-se que havia cerca de

    75000 peas instaladas, com atividade mdia da ordem de 1,5 mCi (55,5 MBq)

    por unidade (Heilbron e Xavier, 1992). Dezessete anos aps a publicao da

    Resoluo da CNEN, 17259 pra-raios (dado de Fev/2006), ou seja, apenas 23%

    do que foi fabricado, foram recolhidos e encaminhados para o Laboratrio de

    Rejeitos Radioativos do Instituto de Pesquisas Energticas e Nucleares (IPEN),

  • 8

    para o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), no Rio de Janeiro, e para o Centro

    de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), em Belo Horizonte.

    As fontes de amercio empregadas nos pra-raios eram, segundo os

    fabricantes, estanques e, por este motivo, no ofereciam risco de contaminao.

    No entanto, a prtica de recebimento dos pra-raios tem demonstrado o contrrio,

    pois so verificadas contaminaes na estrutura metlica de muitos captores. O

    Am-241 oferece pouco risco por irradiao externa, mas muito txico quando

    ingerido ou inalado.

    Este fato, aliado possibilidade de perda das fontes, quantidade de

    pra-raios no recolhidos e falta de informao, pem em risco o pblico em

    geral e o ambiente, devido a uma manipulao incorreta e uma destinao

    indevida. Infelizmente, no so raros os casos de descarte desses artefatos em

    ferros-velhos, em depsitos ou margem de vias pblicas; a verdade que, boa

    parte da populao, desconhece completamente os riscos envolvidos.

    Considerando que, no Brasil, no h dados suficientes para se avaliar

    o impacto radiolgico causado nestas situaes e, ainda, o baixo percentual de

    pra-raios entregues para a CNEN at o momento, faz-se necessria a realizao

    de um estudo detalhado que considere a hiptese, entre outras, de que uma parte

    dos captores venha a ser descartada como lixo comum. A questo mais

    importante a ser respondida : H algum risco potencial de contaminao

    provocada nessa situao?. possvel que o risco seja mnimo, mas o estudo

    deve ser conclusivo, no sentido de demonstrar s autoridades e ao pblico, se

    haver possibilidade ou no, de contaminao. A demonstrao de que no h

    problema o primeiro procedimento adotado em programas de avaliao de

    locais potencialmente contaminados radioativamente. Nesses programas, a

    caracterizao o processo central e se refere s pesquisas conduzidas para

    fornecer informaes e dados sobre a contaminao e o ambiente afetado (IAEA,

    1998). Um estudo de avaliao de risco envolve ainda a determinao das

    concentraes do contaminante e comparao desses valores com os

    estabelecidos por critrios de qualidade do solo, gua subterrnea ou ar. Se a

    concentrao de um contaminante especfico exceder os limites estabelecidos

    nestes critrios, o local ser considerado como de risco para o ser humano e o

    meio ambiente (Ferguson, 1999).

  • 9

    O problema, ora levantado, poderia parecer menos srio, se no Brasil

    s houvesse aterro sanitrio, ou seja, um mtodo de disposio baseado em

    critrios de engenharia que permite o confinamento seguro de resduos slidos,

    em termos de controle de poluio ambiental e proteo sade pblica. O que

    ocorre, de fato, o oposto, ou seja, boa parte do resduo urbano disposto em

    lixes, irregularmente e sem controle das autoridades. Em suma, a probabilidade

    dos pra-raios no entregues aos rgos competentes irem para os lixes muito

    grande.

    A dificuldade de estudar este cenrio est no fato de ser um sistema

    complexo, oriundo das diversas atividades domsticas, comerciais, industriais, de

    servios de sade e da prpria natureza. Quando esses sistemas no so

    controlados, como no caso dos lixes, causam srios problemas ambientais,

    entre eles, a contaminao do solo e do lenol fretico pela ao do chorume, um

    lquido de cor negra formado pela digesto de matria orgnica, por ao de

    bactrias (Schalch, 1984). Segundo Hamada (1997), chorume pode ser definido

    como a fase lquida da massa de lixo aterrada, que percola atravs desta

    removendo materiais dissolvidos ou suspensos. A composio qumica do

    chorume varia muito, dependendo da idade do aterro, de fatores ambientais como

    clima e das propriedades do solo (Eriksson e Fredriksson, 1994; El Fadel et al.,

    1997; Robinson e Maris, 1979).

    Para facilitar o estudo desse cenrio, comum reproduzi-lo em

    escala menor e, para isso, so utilizados lismetros. Trata-se de uma ferramenta

    largamente utilizada para investigar a liberao de contaminantes presentes em

    resduos ou amostras de solo e, tambm, para estudar a degradao de resduos

    (Kelly et al., 1997).

    Desta forma, diante do problema apresentado, neste trabalho enfoca-

    se o risco de contaminao associado ao descarte de pra-raios radioativos de

    amercio-241 em lixes. Obviamente, neste estudo no se tem a pretenso de

    cobrir detalhadamente todos os cenrios envolvidos em uma avaliao de risco, e

    sim, fornecer uma estimativa a partir da coleta e anlise de dados obtidos em

    lismetros preenchidos com restos de alimentos e fontes de amercio.

    A originalidade do trabalho est fundamentada no cenrio escolhido

    (lixo) para a avaliao da migrao do Am-241 proveniente de pra-raios

  • 10

    radioativos. No h relato na literatura pesquisada sobre a avaliao da

    contaminao provocada por pra-raios radioativos descartados em lixes.

    O Am-241, um elemento que j foi muito estudado em outros pases,

    mas em situaes que diferem da proposta apresentada neste trabalho. De um

    modo geral, h muitos dados sobre concentrao, no solo, no ar, na gua, em

    sedimentos, em plantas e tecidos animais, da maioria dos radionucdeos naturais

    e artificiais, entre eles o amercio, originados de diversas publicaes e

    programas de monitorao. No entanto, a maioria dessas informaes foram

    obtidas de reas agrcolas e urbanas, mais populosas do hemisfrio norte

    (Whicker et al., 1999). Quando o objeto de estudo o lixo, a preocupao maior

    com a contaminao provocada pelo chorume e pelos metais txicos.

    Por fim, para salientar a necessidade de realizao deste estudo,

    segue uma transcrio do trabalho Riscos ambientais urbanos publicado por

    Ferreira e colaboradores (Ferreira et al., 2001) na 9a Reunio da Sociedade

    Brasileira de Pesquisadores Nikkeis:

    Trabalhos que tm preocupaes com a qualidade de vida e a

    sade, so inmeros, estando estes entre as principais motivaes dos

    estudos sobre ecologia e meio ambiente. Contudo, estudos referentes aos

    riscos ambientais, ainda so poucos em nmero e variedade, abarcando,

    porm, uma gama considervel de reas que se preocupam com tais riscos,

    abordando-os sob diversos prismas terico-metodolgicos. Apesar das grandes

    questes ambientais terem vnculos com o acelerado processo de urbanizao,

    no Brasil, a contribuio de trabalhos enfocando a qualidade ambiental urbana

    ainda insuficiente, tanto do ponto de vista terico-metodolgico, como

    emprico.

  • 11

    2. OBJETIVO

    O objetivo neste trabalho avaliar o risco de contaminao provocado por

    pra-raios radioativos com fontes de amercio-241 descartados em lixes, por

    meio da anlise de dados experimentais, obtidos com lismetros preenchidos com

    lixo, nos quais foram colocadas fontes de amercio.

  • 12

    3. REVISO BIBLIOGRFICA

    3.1. Pra-raios

    O pra-raios foi inventado pelo norte-americano Benjamin Franklin, em

    1752, aps descobrir, com o famoso experimento da pipa e a chave, que os raios

    so um fenmeno eltrico. O pra-raios um sistema muito simples, constitudo

    por um captor, um condutor de descida e um aterramento. Tem como finalidade

    proteger reas contra descargas atmosfricas, captando raios e definindo o ponto

    de contato com a superfcie da terra. Seu funcionamento est baseado num

    fenmeno fsico conhecido como poder das pontas, ou seja, nas regies

    pontiagudas de um condutor carregado a concentrao de cargas eltricas por

    unidade de rea superficial mais elevada e, portanto, nas pontas e em suas

    vizinhanas o campo eltrico mais intenso. Quando o campo eltrico nas

    vizinhanas da ponta atinge determinado valor, o ar em sua volta se ioniza e o

    condutor se descarrega atravs da ponta. A rea de proteo foi definida pela

    primeira vez por Gay Lussac, no sculo 19, como sendo o espao circular de um

    cilindro cujo raio da base fosse igual altura da ponta da haste instalada.

    Atualmente, adota-se a base de um cone cuja relao altura/raio da base varia de

    acordo com o grau de exposio da edificao e os riscos materiais e humanos.

    Em 1914, Szillard, um fsico hngaro, props pela primeira vez a

    utilizao de fontes de rdio-226 em pra-raios tipo Franklin, aps a realizao de

    um experimento no qual constatou um aumento de corrente quando o captor

    contendo sal de rdio, era submetido a um campo eltrico. Este aumento de

    corrente foi atribudo ionizao do ar provocada pela radiao. Em 1931,

    Capart, um fsico belga, patenteou um pra-raios radioativo na Frana e nos

    Estados Unidos, mas foi seu filho, Alphonse, quem, em 1953, adicionou melhorias

    no aparelho, propiciando o seu desenvolvimento comercial (Zipse, 1993). Depois

    do rdio, o criptnio, o cobalto e o amercio tambm foram utilizados (Belli et al.,

    1978). Desta forma, tornaram-se populares, pois, teoricamente, a ionizao

    provocada pelas fontes radioativas aumentava a rea de proteo.

  • 13

    No Brasil, o processo de produo destes captores foi iniciado somente

    no incio dos anos 70, com a concesso das licenas para importao de fontes

    radioativas, para montagem e comercializao de pra-raios radioativos. Segundo

    dados da CNEN (Heilbron Filho e Xavier, 1992), entre 1970 e 1986, foram

    emitidas guias de importao de fitas de amercio para utilizao em pra-raios,

    perfazendo um total de aproximadamente 93 Curies (3441 GBq), distribudos

    entre quatro empresas, Gamatec/Nortec, York, Amerion e Promoengi. A partir dos

    dados fornecidos pelos fabricantes e da quantidade autorizada para cada um

    deles chegou-se estimativa de 75.000 unidades instaladas. Na figura 3.1

    apresenta-se os principais modelos comercializados no Brasil.

    Figura 3.1 : Modelos de pra-raios comercializados no Brasil (Fonte: Miranda &

    Vicente, 1999) .

    As caractersticas das fontes utilizadas nos captores variavam em

    geometria e atividade, mas a maioria era do tipo fornecido pela Amersham na

    forma de fita contnua. Eram fabricadas por meio de deposio de amercio, na

    forma de xido (AmO2), em uma matriz de ouro recoberta com uma liga de ouro-

    paldio e preso em um suporte de prata, formando uma fita de aproximadamente

    1 metro de comprimento (figura 3.2). Esta fita era, posteriormente, cortada em

    pedaos de aproximadamente 1 cm e fixados em um porta fonte e rebitada na

  • 14

    estrutura do captor (Miranda e Vicente, 1999; Carvalho et al., 1987; Clain et al.,

    1999). Na figura 3.3 apresenta-se um esquema dessa fonte.

    Figura 3.2: Fonte de Am-241 na forma de fita (Fonte:

    Acesso em: 27/06/2006).

    Figura 3.3: Esquema da fonte de amercio, pronta para ser fixada no captor.

  • 15

    Os fabricantes dos pra-raios garantiam, por meio de atestados

    negativos de testes de vazamento realizados pelo fabricante das fontes que no

    havia possibilidade de vazamento de material radioativo e que, portanto, eram

    seguras para manuseio. Ainda, a pedido dos fabricantes de pra-raios o IPEN

    tambm realizou testes de imerso e de lixiviao por ultra-som e os resultados

    corroboraram esta qualidade (Miranda e Vicente, 1987).

    Embora os fabricantes das fontes garantissem a estanqueidade das

    fontes, havia a possibilidade de ocorrer o escape do material radioativo uma vez

    que o corte da fita, conforme apresentado na figura 3.3., expunha o xido de

    amercio De fato, a maioria dos pra-raios recebidos pelo Laboratrio de Rejeitos

    Radioativos do IPEN, chega com os pratos e a haste contaminados. Alm da rea

    exposta no corte, deve-se considerar ainda o processo de eroso da cobertura de

    ouro-paldio durante o tempo em que os pra-raios ficam expostos intemprie.

    Na figura 3.4 apresenta-se dois pra-raios, um com a fonte deteriorada e outro

    em bom estado de conservao.

    Figura 3.4: Pra-raios radioativos recebidos pelo Laboratrio de Rejeitos

    Radioativos do IPEN. A imagem A, mostra a superfcie da fonte escurecida e a B

    mostra uma superfcie dourada.

    3.2. Amercio-241

    O amercio um metal artificial de nmero atmico 95, pertencente

    srie dos actindeos, e no possui istopos estveis. Foi descoberto por Glen

    Seaborg, leon Morgan, Ralph James e Albert Ghiorso, em 1944, e isolado por

    B.B. Cunningham como Am-241 no Am(OH)3, em 1945, tendo recebido este nome

    em homenagem ao continente americano (ATSDR, 2006b). O Am-241, com meia-

    A B

  • 16

    vida de 432,2 anos, foi obtido pela primeira vez por meio de bombardeamento por

    nutrons do Pu-239, de acordo com as seguintes reaes (Miranda e Vicente,

    1999; Clain, Aquino e Domingues, 1999):

    Pu-239 + n Pu-240 +

    Pu-240 + n Pu-241 +

    Pu-241 - + Am-241

    O Am-241 obtido em reatores de potncia como produto de

    decaimento do Pu-241. Como a meia-vida do Pu-241 de 14 anos, o Am-241 se

    forma durante o perodo de resfriamento do combustvel. As reaes envolvidas

    na produo so descritas a seguir:

    U-238+ n U-239 Np-239 + -

    Np-239 + n Np-240 Pu-240 + -

    Pu-240 + n Pu-241 Am-241 + -

    Como o urnio empregado no elemento combustvel dos reatores est

    na forma de xido, UO2, h formao do xido de amercio, AmO2. Este xido, de

    cor preta, solvel em cidos, possui densidade de 11,68 g.cm-3 e estrutura

    cbica (ATSDR,2006b).

    O Am-241 sofre decaimento alfa, com subseqente emisso de raios X

    e gama de baixa energia, convertendo-se em Np-237. As partculas alfa emitidas

    tm energia entre 5,388 e 5,544 MeV, sendo a mais provvel a de 5,486 (85%). A

    radiao gama mais provvel possui energia de 59,54 keV.

    As partculas alfa resultantes do processo de decaimento oferecem

    pouco risco por irradiao externa, pois tm alcance mximo no ar de 4 cm e, no

    tecido do corpo humano, apenas alguns milsimos de milmetro. Quanto

    radiao gama, 2 a 3 cm de tecido do corpo humano, so suficientes para reduzir

    metade o nmero de ftons (Miranda e Vicente, 1999).

    No entanto, o Am-241 classificado como de radiotoxicidade muito alta

    (CNEN, 1984) , quando ingerido ou inalado. Para se ter uma idia, o limite de

    incorporao anual para trabalhadores, por inalao, de 200 Bq e, por ingesto,

    de 50.000Bq (CNEN, 1988). A classificao leva em considerao, alm do tipo

  • 17

    de emisso, a meia-vida e os rgos crticos, que, para o caso do amercio so o

    pulmo, o fgado, ossos e os ndulos linfticos. Alm disso, os efeitos do amercio

    sobre o sistema reprodutor e no desenvolvimento da placenta, so mais danosos

    que os efeitos do Pu-239 (Wang e Merry-Libby, 1986).

    A distribuio do amercio pelo corpo humano pode ocorrer das

    seguintes formas:

    Exposio por inalao: O pulmo o local de deposio inicial, havendo

    redistribuio para o fgado e, posteriormente, para os ossos e os

    msculos esquelticos. Os dois ltimos iro conter a maior frao da carga

    de amercio sistmico aps longos perodos de exposio (anos) (ATSDR,

    2006b; Miranda e Vicente, 1999).

    Exposio por ingesto: embora tenha sido demonstrada a absoro pelo

    trato gastrointestinal, a distribuio sistmica por essa via foi

    moderadamente caracterizada. Entretanto, sugerido que a distribuio do

    amercio absorvido pela circulao a partir do trato gastrointestinal

    semelhante da inalao (ATSDR, 2006b).

    Exposio por absoro cutnea: informaes sobre absoro de amercio

    pela pele em humanos e animais so extremamente limitadas. No entanto,

    sua distribuio pelo corpo deve ser semelhante exposio por inalao e

    ingesto (ATSDR, 2006b).

    3.3. Gerenciamento dos pra-raios radioativos

    A Resoluo da CNEN no determinava a desativao dos pra-raios

    radioativos instalados, e sim, apenas suspendia a autorizao para a fabricao,

    comercializao e instalao de novos captores, e determinava ainda o

    encaminhamento CNEN dos captores desativados.

    A Resoluo no 04 da CNEN (Comisso Nacional de Energia Nuclear,

    1989b), publicada no Dirio Oficial da Unio, pgina 7070, de 09/05/89, est

    transcrita, na ntegra, a seguir:

    A Comisso Nacional de Energia Nuclear (CNEN), usando das

    atribuies que lhe confere o artigo 1, inciso 1, da Lei no 6189, de 16 de

    dezembro de 1974, o artigo 141 do Decreto no 51726, de 19 de fevereiro de 1963,

    e o artigo 21, incisos I e V do Decreto no 75569, de 07 de abril de 1975, por

  • 18

    deciso de sua Comisso Deliberativa, na 53 Sesso, realizada em 19 de abril de

    1989,

    "Considerando que o comrcio de substncias radioativas constitui

    monoplio da Unio, institudo pela Lei no 4118, de 27 de agosto de 1962, artigo

    1 , inciso II, in fine;

    "Considerando que esse monoplio exercido pela CNEN na

    qualidade de rgo superior de orientao, planejamento, superviso e

    fiscalizao;

    "Considerando que compete CNEN baixar normas gerais sobre

    substncias radioativas;

    "Considerando que CNEN cabe, ainda, registrar as pessoas que

    utilizem substncias radioativas, bem como receber e depositar rejeitos

    radioativos;

    "Considerando a proliferao do uso de substncias radioativas em

    pra-raios;

    "Considerando que no est tecnicamente comprovada a maior

    eficcia de pra-raios radioativos em relao aos convencionais e que, portanto, o

    princpio da justificao previsto na Norma CNEN-NE-3.01 Diretrizes Bsicas

    de radioproteo no est demonstrado;

    "Considerando a necessidade de dar destino adequado ao material

    radioativo dos pra-raios desativados,

    Resolve:

    1- Suspender, a partir da vigncia desta Resoluo, a concesso de

    autorizao para utilizao de material radioativo em pra-raios.

    2- O material radioativo remanescente dos pra-raios desativados

    dever ser imediatamente recolhido CNEN.

    3- Esta resoluo entra em vigor na data de sua publicao.

    A substituio ficou a critrio dos proprietrios ou por determinao das

    autoridades estaduais e municipais, tendo sido influenciada pela Norma ABNT

    NBR-5419 Proteo de estruturas contra descargas atmosfricas , que fixa, entre

    outras, as condies exigveis ao projeto, instalao e manuteno de sistemas

    de proteo contra descargas atmosfricas de estruturas comuns. A Norma no

    admite quaisquer recursos artificiais destinados a aumentar o raio de proteo

  • 19

    dos captores, como os radioativos, e determina que, caso tenham sido instalados

    com tais captores devem ser redimensionados e substitudos. Diversos

    municpios, como So Paulo e Rio de Janeiro, por meio de decretos obrigaram a

    substituio e estipularam prazos.

    Antes da publicao da Resoluo da CNEN, o Laboratrio de Rejeitos

    Radioativos do IPEN j vinha recebendo pra-raios radioativos, de empresas

    especializadas em instalao destes artefatos. At fevereiro de 2006, o IPEN

    havia recebido 14.885 unidades, a uma taxa mdia anual da ordem de 900

    captores, conforme ilustrado na figura 3.5.

    Figura 3.5: Quantidade de pra-raios enviados ao IPEN no perodo de 1987 a

    2006. Ano de 2006 referente aos meses de Janeiro e Fevereiro.

    Os captores so tratados como rejeitos radioativos que, da mesma

    forma que os resduos convencionais, devem ser cuidados adequadamente para

    garantir a segurana do ser humano e do ambiente.

    A Agncia Internacional de Energia Atmica define rejeito radioativo

    como material que contm ou que est contaminado com radionucldeos em

    concentraes ou nveis de atividade maiores que os limites de iseno

    0

    200

    400

    600

    800

    1000

    1200

    1400

    1600

    1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006

    Ano

    Uni

    dade

    s de

    Pr

    a-ra

    ios

  • 20

    estabelecidos pela autoridade competente (IAEA, 1988). No Brasil, a Comisso

    Nacional de Energia Nuclear define o rejeito radioativo como: qualquer material

    resultante de atividades humanas, que contenha radionucldeos em quantidades

    superiores aos limites de iseno especificados na Norma CNEN-NE-6.02 -

    Licenciamento de Instalaes Radiativas, e para o qual a reutilizao imprpriaou no prevista (CNEN, 1985). Ela estabelece ainda os critrios de classificao

    dos rejeitos que so baseados no estado fsico, na natureza da radiao, na

    concentrao e na taxa de exposio (CNEN, 1985). Por estes critrios os rejeitos

    so subdivididos considerando-se os nveis de radiao, sendo, deste modo,

    classificados como rejeitos de nvel baixo, mdio ou alto.

    O conjunto das atividades relativas ao rejeito, seja administrativo ou

    operacional, que compreende as etapas de coleta, segregao, pr-tratamento,

    tratamento, acondicionamento, armazenagem temporria, transporte e deposio

    final, denominado gerncia de rejeitos radioativos. Cabe gerncia zelar poresses rejeitos enquanto constiturem fonte potencial de perigo. A reduo de

    volume e o acondicionamento so duas etapas importantes da gerncia, porque

    esto relacionadas com o custo de armazenamento e segurana fsica e

    radiolgica.

    No IPEN, logo aps o recebimento, as fontes dos captores so

    protegidas com tinta spray, para reduzir a contaminao durante o manuseio, e os

    pra-raios permanecem estocados em tambores de 200 L antes de seguirem para

    o processo de reduo de volume. Para isso utilizada uma caixa de luvas,

    hermtica e equipada com filtros hepa e monitores de ar, conforme mostrado na

    figura 3.6. Primeiramente, os captores so introduzidos na cmara estanque, que

    separa o interior da caixa de luvas do ambiente externo, e, em seguida, so

    transferidos para o interior da caixa (figura 3.7). As hastes so separadas dos

    pratos e estes so divididos em dois grupos, um com fontes e outro sem. As

    fontes so removidas dos pratos com o auxlio de um removedor de rebites e

    transferidas para uma embalagem metlica de 3,7 L, que permanece no interior

    da caixa at o preenchimento completo. As hastes (com as porcas de fixao), os

    pratos que no continham fontes e os que tiveram as fontes removidas so

    separados em tambores de 100 L , acoplados na base da caixa (figura 3.8).

    Depois de cheia, a embalagem de 3,7 L encaminhada para a sala de estocagem

  • 21

    de fontes, mostrada na figura 3.9, e os tambores de 100 L so estocados no

    depsito provisrio de rejeitos, mostrada na figura 3.10.

    O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), outro

    instituto da CNEN localizado em Belo Horizonte, recebe pra-raios radioativos e

    tambm possui uma caixa de luvas semelhante para a desmontagem dos

    captores. O IEN no realiza esta atividade.

    Figura 3.6: Caixa de luvas para desmontagem de pra-raios radioativos, do

    Laboratrio de Rejeitos Radioativos do IPEN. (A) Filtros HEPA; (B)

    Monitor de ar.

    A

    A

    B

  • 22

    Figura 3.7: Seqncia de introduo dos pra-raios na caixa de luvas

  • 23

    Figura 3.8: Desmontagem dos pra-raios (A) Pratos dos captores (B) Remoo

    das fontes dos pratos (C) Tambores de 100 L para colocao dos rejeitos.

    A

    B

    C

  • 24

    Figura 3.9: Sala de estocagem de fontes seladas do IPEN.

    Figura 3.10: Depsito provisrio de rejeitos radioativos do IPEN.

  • 25

    3.4. Destinao de resduos slidos urbanos

    Os resduos slidos urbanos, denominados popularmente de lixo,

    tambm so fonte de perigo para o ambiente e, da mesma forma que os rejeitos

    radioativos, devem receber destinao adequada. A palavra lixo provem do latim

    lix, que significa cinzas. Segundo Santos et al. apud Silva (1999), o termo vem

    de uma poca bastante remota na qual eram usados fornos, foges e lareiras

    base de lenha que formavam resduos da lenha carbonizada e cinza. Hoje o lixo

    no contm somente cinzas, e a palavra "lixo" passou a denominar,

    genericamente, tudo aquilo que no tem mais serventia e se joga fora. Ou ainda,

    segundo Peres e Naumoff (2001) os restos das atividade humanas, considerados

    pelos geradores como inteis, indesejveis ou descartveis.

    Segundo a Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT), em sua

    Norma Tcnica NBR 10004 (2004), os resduos podem ser definidos como:

    "Resduos nos estados slidos e semi-slidos, que resultam de atividades da

    comunidade de origem: industrial, domstica, hospitalar, comercial, agrcola, de

    servios e de varrio. Ficam includos nesta definio os lodos provenientes de

    sistema de tratamento de gua, aqueles gerados em equipamento e instalao de

    controle de poluio, bem como determinados lquidos cujas particularidades

    tornem invivel o seu lanamento na rede pblica de esgotos ou corpos de gua,

    ou exijam para isso solues tcnicas e economicamente inviveis face melhor

    tecnologia disponvel". Os resduos so classificados da seguinte forma:

    Resduos perigosos ou classe I: so aqueles que apresentam periculosidade

    ou uma das seguintes caractersticas: inflamabilidade, corrosividade,

    reatividade, toxicidade, patogenicidade.

    Resduos no-perigosos ou classe II: Essa classe de resduos dividida em

    duas, classe II A no inertes e II B inertes. Os resduos classe II A so

    aqueles que no se enquadram na classificao de resduos classe I e nem na

    classe IIB e podem ter propriedades como biodegradabilidade,

    combustibilidade ou solubilidade em gua. Os resduos classe II B so aqueles

    que, quando submetidos a um contato dinmico e esttico com gua destilada

    ou desionizada, temperatura ambiente, no tm nenhum de seus

    constituintes solubilizados a concentraes superiores aos padres de

    potabilidade de gua, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.

  • 26

    A composio fsica dos resduos slidos urbanos influenciada por

    diversos fatores, como as condies scio-econmicas e hbitos da populao

    de cada comunidade, desenvolvimento industrial, populao flutuante (turismo) e

    sazonalidade (Costa et al., 2004) e ainda, geograficamente (Hamada, 2003).

    Segundo Peres e Naumoff (2001), localidades de elevado nvel scio-econmico

    apresentam maior teor de metal, plstico e papel em seus resduos, enquanto as

    regies mais pobres, subdesenvolvidas maior o teor de matria orgnica em

    seu lixo. Segundo Inanc et al. (2004), a composio dos resduos slidos

    municipais dos pases em desenvolvimento asiticos difere bastante da dos

    pases industrializados ocidentais e do Japo, consistindo, nesses pases, de

    mais reciclveis e menos resduos orgnicos biodegradveis. De um modo geral,

    o resduo gerado nos pases em desenvolvimento semelhante na composio,

    sendo a variao entre as regies ditada por fatores climticos, culturais,

    industriais, legais e relacionados com a infra-estrutura (Trnkler e Visvanathan,

    2003). A tabela 3.1, elaborada por Tchobanoglous et al. apud Hamada (2003)

    ilustra bem essa diferena.

    Conhecer a composio fsica dos resduos importante para definir a

    melhor forma de tratamento, que inclui a seleo e operao de equipamentos e

    instalaes, a otimizao de recursos e consumo de energia e a anlise e projeto

    de aterros sanitrios (Hamada, 2003). Atualmente, as principais tecnologias

    disponveis para a destinao de resduos slidos so a incinerao, a

    compostagem, a reciclagem e os aterros sanitrios.

  • 27

    Tabela 3.1: Distribuio tpica para composio gravimtrica dos resduos slidosdomsticos em funo do estgio de desenvolvimento do pas(Tchobanoglous apud Hamada, 2003)

    Componente Pases de baixa

    renda per capita

    Pases de mdia

    renda per capita

    Pases de elevada

    renda per capita

    Orgnicos

    Restos de alimentos

    Papela e papelob

    Plsticos

    Txteis

    Borracha e couro

    Podasc e madeirad

    40-85

    1-10 (a+b)

    1-5

    1-5

    1-5

    1-5 (c+d)

    20-65

    8-30 (a+b)

    2-6

    2-10

    2-10

    1-10 (c+d)

    6-30

    20-45 e 5-15

    2-8

    2-6

    0-2

    10-20 e 1-4

    Inorgnicos

    Vidro

    Metais em geral

    Terra, p, cinzas

    1-10

    1-5

    1-40

    1-10

    1-5

    1-30

    4-12

    3-12

    0-10

    A incinerao a queima de materiais a alta temperatura, em mistura

    com ar, por tempo adequado. Reduz significativamente o volume original, mas

    envolve altos custos de investimento e operacionais (Peres e Naumoff, 1998;

    Scarlato e Pontim, 1993). Pode ser fonte de contaminao atmosfrica se no for

    conduzida de forma correta.

    A compostagem o processo biolgico de decomposio da matria

    orgnica em resduos de origem animal e vegetal. Ocorre por ao de bactrias

    que necessitam de condies fsicas e qumicas adequadas para a transformao

    do resduo em composto. Tambm reduz o volume do lixo e o composto pode ser

    empregado como adubo.

    A reciclagem consiste no aproveitamento dos resduos para a

    fabricao de novos produtos, podendo ser idnticos ou no ao produto que lhes

    deu origem. Segundo Scarlato e Pontin (1993), a reciclagem considerada a

    mais adequada dentre as opes ditas terminais, pois diminui os acmulos de

    detritos na natureza e a reutilizao dos materiais poupa, em certa medida, os

  • 28

    recursos naturais no renovveis. No entanto, o volume de matria-prima

    recuperado pela reciclagem ainda est abaixo das necessidades da indstria,

    embora haja uma tendncia de crescimento.

    O aterro sanitrio consiste na disposio dos resduos slidos no solo,

    sendo o mtodo mais utilizado e o de menor custo (Castilhos, 2003). Permite a

    confinao segura em termos de controle de poluio ambiental e proteo

    sade pblica, quando so respeitadas as rigorosas normas de instalao e

    funcionamento (Scarlato e Pontim, 1993). No glossrio ecolgico ambiental da

    Cetesb (2006), o aterro sanitrio um local para lixo residencial urbano com pr-

    requisitos de ordem sanitria e ambiental. Deve ser construdo de acordo com

    tcnicas definidas, como: impermeabilizao do solo para que o chorume no

    atinja os lenis freticos, contaminando as guas; sistema de drenagem para

    chorume, que deve ser retirado do aterro sanitrio e depositado em lagoa prxima

    que tenha essa finalidade especfica, vedada ao pblico; sistema de drenagem de

    tubos para os gases, principalmente o gs carbnico, o gs metano e o gs

    sulfdrico, pois, se isso no for feito, o terreno fica sujeito a exploses e

    deslizamentos.

    Alm desses mtodos, infelizmente, os resduos slidos urbanos ainda

    so dispostos em locais que, ao contrrio dos aterros sanitrios, no foram

    planejados. So conhecidos como lixes ou vazadouros. Nestes locais, o lixo

    depositado no compactado e no recebe cobertura de solo. Alm dos

    problemas ambientais, deve-se considerar tambm o problema social, pois esses

    atraem muitos catadores que sobrevivem exclusivamente da venda dos restos.

    No obstante as tcnicas de tratamento serem bem conhecidas, o lixo

    ainda um problema mundial. O crescimento populacional, a industrializao, o

    crescimento econmico e ainda a institucionalizao da cultura do consumismo

    vm agravando esse problema. Se isto j difcil para os pases ricos que contam

    com grande aporte financeiro para gerenciarem seus resduos, para os pases

    pobres ou em desenvolvimento a questo ainda mais complicada, pois

    envolvem outros fatores. Segundo Ogawa (1996), nas ltimas duas dcadas,

    vrios projetos sobre gerenciamento de resduos slidos, financiados por

    agencias internacionais, foram conduzidos em pases em desenvolvimento.

    Alguns projetos foram bem sucedidos, mas muitos no tinham como se sustentar

    e foram interrompidos quando as agncias suspenderam o suporte financeiro.

  • 29

    Fatores tcnicos, financeiros, institucionais, econmicos e sociais contriburam

    para a falha de sustentabilidade dos projetos, e esses fatores variaram de projeto

    para projeto.

    No Brasil, a responsabilidade pela proteo do ambiente, pelo combate

    poluio e pela oferta de saneamento bsico a todos os cidados brasileiros

    est prevista na Constituio Federal que deixa ainda, a cargo dos municpios,

    legislar sobre assuntos de interesse local e de organizao dos servios pblicos.

    Por isto, e por tradio, a gesto da limpeza urbana e dos resduos slidos

    gerados em seu territrio, inclusive os provenientes dos estabelecimentos de

    servios de sade, de responsabilidade dos municpios (IBGE, 2002). A gesto

    de resduos urbanos necessita do comprometimento pleno da administrao

    municipal que deve garantir um fluxo de recursos permanente para a realizao.

    Segundo o IBGE (2002), isto gera uma certa fragilidade do setor, especialmente

    em pocas de mudanas de administrao e renovaes contratuais. Um aterro

    sanitrio pode se transformar em um lixo em questo de dias, bastando que os

    equipamentos ali alocados no estejam mais disponveis. A reduo ou o colapso

    do fluxo de recursos para o sistema de coleta de lixo, por exemplo, poder

    prejudicar a situao de salubridade de uma cidade de um momento para outro.

    Em 2002, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica, IBGE,

    divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Saneamento Bsico - PNSB -,

    realizada no ano de 2000. Na PNSB investigou-se as condies de saneamento

    bsico de todos os municpios brasileiros, pela atuao dos rgos pblicos e

    empresas privadas, permitindo uma avaliao sobre a oferta e a qualidade dos

    servios prestados e tambm anlises das condies ambientais e suas

    implicaes diretas com a sade e a qualidade de vida da populao (IBGE,

    2002). Na questo da limpeza urbana e coleta de lixo, a pesquisa revelou que h

    uma tendncia de melhora da situao da disposio final do lixo no Brasil nos

    ltimos anos, que pode ser creditada a diversos fatores como a maior conscincia

    da populao sobre a questo da limpeza urbana; a forte atuao do Ministrio

    Pblico, que vem agindo ativamente na induo assinatura, pelas prefeituras,

    dos Termos de Ajuste de Conduta para recuperao dos lixes, e na fiscalizao

    do seu cumprimento; a fora e o apelo popular do programa da UNICEF, Lixo e

    Cidadania (Criana no Lixo, Nunca Mais ) em todo o Territrio Nacional; aporte de

    recursos do governo federal para o setor, atravs do Fundo Nacional de Meio

  • 30

    Ambiente; e apoio de alguns governos estaduais. No entanto, o pas ainda est

    longe de atingir a qualidade desejvel, pois 63,6% dos municpios brasileiros

    dispunham o lixo de forma inadequada, a cu aberto e sem proteo ambiental,

    18,4% em aterros controlados (com cobertura diria do lixo disposto no solo, mas

    sem impermeabilizao), 13,8% em aterros sanitrios e o restante no informou o

    destino.

    Este resultado no surpresa para pases com nvel de

    desenvolvimento semelhante ao do Brasil. Por exemplo, China, ndia, Sri Lanka e

    Tailndia do muito pouca ateno disposio final de resduos (Trnkler e

    Visvanathan, 2003).

    3.5. Impacto ambiental

    As reas utilizadas para a disposio final de resduos urbanos,

    representadas pelos lixes ou vazadouros e aterros controlados, so centros

    irradiadores de poluio, que contaminam o ar, o solo e as guas, por no

    possurem a infra-estrutura necessria que garanta a integridade do ambiente e a

    sade do ser humano. Esses locais no podem ser considerados como ponto final

    para muitas das substncias contidas ou produzidas a partir do resduo urbano,

    pois, quando a gua principalmente das chuvas lixivia atravs desses

    resduos, vrias dessas substncias orgnicas e inorgnicas so carreadas pelo

    chorume: lquido poluente originado da decomposio do lixo (Sisinno e Moreira,

    1996). Assim, os principais impactos ambientais relacionados com aterros so a

    poluio dos aqferos e guas superficiais.

    Christensen et al. (2001), em uma avaliao dos processos de

    atenuao que governam os contaminantes do chorume em aqferos

    contaminados, afirmaram que: 1) o chorume contm muitos contaminantes como

    matria orgnica dissolvida, ctions e nions inorgnicos, metais txicos e

    compostos orgnicos xenobiticos, que, quando em contato com a gua

    subterrnea, causam alteraes significativas na qualidade da gua; 2) as plumas

    de contaminao de chorume so relativamente estreitas e no excedem a

    largura do aterro; 3) os metais txicos no constituem um problema significativo

    de poluio, porque as concentraes so freqentemente baixas e os metais so

    fortemente atenuados por processos de soro e precipitao. Este ltimo item

  • 31

    est de acordo com dados de uma reviso sobre as concentraes de metais no

    chorume de 10 aterros dos Estados Unidos e nos quais foram encontrados nveis

    tpicos ou abaixo do estabelecido para gua para consumo humano. Barlaz et al.

    (2002), no entanto, afirmaram que apesar dos dados sugerirem que as

    concentraes de metais no afetaro a estabilidade do chorume a curto prazo,

    permanecero as dvidas a longo prazo, uma vez que, o aterro poder criar

    condies que favoream a liberao de metais txicos, como a diminuio do pH

    e a complexao com cidos hmicos. Os cidos hmicos, por sua vez, j foram

    citados por diversos autores como um dos agentes mais importantes que interfere

    no transporte, uma vez que podem formar complexos e facilitar a liberao dos

    metais para fora do aterro (Ciavatta et al.,1993; Vaidya, 2002; Bozkurt, 1999; Cui;

    2006).

    Quanto s guas superficiais, segundo Kjeldsen et al. (2002), esse tipo

    de poluio tem sido observado, mas apenas alguns casos foram descritos na

    literatura. Afirmaram ainda que os principais efeitos esperados so a depleo

    parcial do oxignio na superfcie do corpo dgua, mudanas da fauna e flora do

    fundo do curso e toxicidade por amnia.

    3.6. O processo de degradao de resduos slidos urbanos

    A decomposio dos resduos slidos realizada por diversos

    processos, sendo os biolgicos os mais significativos e aqueles que controlaro a

    maior parte dos processos fsicos e qumicos. Os processos biolgicos so

    realizados por microrganismos, que utilizam as substncias orgnicas contidas no

    resduo como fonte de energia.

    O conjunto de todas a reaes bioqumicas que ocorrem dentro de um

    organismo vivo chamado metabolismo, que pode ser dividido em duas classes

    de reaes qumicas, as que liberam energia e aquelas que requerem energia.

    Nas clulas vivas, as reaes que liberam energia so as nicas envolvidas no

    catabolismo e as que requerem energia esto, principalmente, envolvidas no

    anabolismo. O catabolismo ou desassimilao o processo de quebra de

    compostos orgnicos complexos em compostos mais simples, para obteno de

    energia. As reaes catablicas so geralmente de hidrlise (quando utilizam

    gua e nas quais ligaes qumicas so quebradas). As clulas armazenam a

    energia liberada no processo, na forma de adenosina tri-fosfato, ATP, e que pode

  • 32

    ser transformada, posteriormente, em adenosina di-fosfato, ADP, para liberao

    da energia. No anabolismo ou assimilao, ocorre a construo de molculas

    orgnicas complexas a partir de molculas orgnicas mais simples. Os processos

    anablicos geralmente envolvem reaes de sntese por desidratao e requerem

    energia para formar novas ligaes qumicas. (Tortora et al., 2003). O

    catabolismo e o anabolismo so interdependentes, ou seja, sem o anabolismo a

    manuteno da vida dos microrganismos e, conseqentemente, o prprio

    metabolismo desses seria impossvel. O anabolismo, por sua vez, um processo

    que requer energia e o microrganismo a obtm do catabolismo (Campos, 2002).

    Os mecanismos biolgicos de degradao dos resduos slidos

    urbanos em aterro sanitrios se processam na presena de microrganismos

    hetertrofos, que oxidam substratos orgnicos para suas necessidades

    energticas. Os metabolismos predominantes so o aerbio e o anaerbio, que

    dependem da disponibilidade de oxignio gasoso de origem atmosfrica nas

    camadas de resduos (Castilhos Junior, 2003).

    No metabolismo aerbio, os microrganismos usam o oxignio, o nitrato

    ou o sulfato como agentes oxidantes no catabolismo. Para serem utilizados pelos

    organismos, estes oxidantes devem estar dissolvidos no lquido. (Lima, 2005).

    Segundo Von Sperling (1996), a funo dos agentes oxidantes, tambm

    chamados de aceptores de eltrons, receber os eltrons disponibilizados pela

    oxidao dos compostos orgnicos e inorgnicos. Ao receberem os eltrons, os

    agentes oxidantes tm seu estado de oxidao reduzido. Na oxidao, os

    compostos orgnicos e inorgnicos perdem um ou mais eltrons, e passam para

    um estado de oxidao mais elevado, sendo, portanto, chamados doadores de

    eltrons.

    Na presena de vrios tipos de agentes oxidantes dissolvidos, os

    microrganismos utilizam primeiro aquele que libera a maior quantidade de

    energia. A energia mxima disponvel no processo a diferena do contedo

    energtico entre o composto inicial e o produto final da reao (Von Sperling,

    1996). A seqncia de utilizao dos aceptores de eltrons depende do estado de

    oxidao do composto. O estado de oxidao medido por meio do seu potencial

    de oxi-reduo (expresso em mV). Se o potencial de oxidao-reduo ou redox

    (Eh) do composto for positivo, este est em condies aerbias. Nestas

    condies ocorre a oxidao da matria orgnica e a nitrificao. Quando o Eh

  • 33

    estiver prximo de zero, o meio est em estado anxico e poder ocorrer a

    desnitrificao (reduo de nitrato a nitrognio). O Eh pode se tornar negativo, e,

    neste caso, o meio estar propcio para processos anaerbios. A dessulfatao

    (reduo de sulfato a sulfeto) ocorre primeiro, em ambientes anaerbios, seguida

    dos processos de acidognese, acetognese e metanognese. Todos estes

    processos podem ocorrer na degradao do resduo e sero posteriormente

    descritos. Nesta seqncia, o primeiro inicia com valores de Eh menos negativo e

    segue at a metanognese, com valores mais negativos que os outros (Von

    Sperling, 1996). Segundo Lima (1988) h uma tendncia de diminuio do

    potencial redox medida que o resduo se degrada no aterro, iniciando com

    valores positivos (+200 mV) e terminando com valores negativos na faixa de 300

    a 600 mV.

    O chorume, que um lquido que contm os produtos resultantes da

    decomposio qumica e microbiolgica dos resduos slidos, tem suas

    caractersticas dependentes desses processos. A composio do chorume, por

    sua vez, pode afetar a fase slida, alterando a velocidade de dissoluo pela

    adsoro de ons minerais ou de molculas orgnicas que se localizam na

    interface slido-lquido. As caractersticas fsico-qumicas do meio desempenham

    tambm um papel importante na solubilizao de diversas espcies minerais. Os

    principais fatores que afetam esse fenmeno so pH, Eh, complexao e

    temperatura. O pH pode afetar a solubilidade por deslocamento do equilbrio

    fsico-qumico nos quais intervm os ons H+ ou OH-, por reao qumica direta

    destes ons sobre a fase slida e por influncia no Eh. A complexao pode

    aumentar a concentrao de metais a nveis superiores a sua solubilidade normal.

    A temperatura interfere na maioria dos casos na solubilidade de muitas espcies

    minerais, que tendem a crescer com a temperatura, havendo, no entanto, certos

    compostos como o sulfato de clcio que diminuem em solubilidade com o

    aumento da temperatura; quanto cintica das reaes, a velocidade de reao

    duplica quando a temperatura aumenta de 10 C (Castilhos Jnior, 2003).

    Por outro lado, a presena de metais txicos, afeta a digesto

    diminuindo o metabolismo dos microrganismos, em baixas concentraes, ou

    envenenando ou matando, em altas concentraes. As bactrias metanognicas

    so geralmente, as mais sensveis, embora todos os grupos envolvidos na

    digesto possam ser afetados (Marchaim, 1992).

  • 34

    De um modo geral, as caractersticas do chorume no so constantes

    e dependem da idade do aterro. A diferena na composio do chorume entre

    reas novas e velhas de um aterro sanitrio da Frana foi estudada por Khattabi e

    Mania (2002). O estudo foi baseado em amostragens realizadas de hora em hora,

    mensais e anuais. Os autores observaram: a) na monitorao de hora em hora,

    houve grandes flutuaes, com o mximo no meio do dia, provavelmente devido

    ao aumento de temperatura; b) no vero, a carga de matria orgnica foi maior, o

    que sugere a atuao maior de bactria heterotrficas; c) a quantidade de matria

    orgnica biodegradvel era menor com o aumento da idade do aterro. Cabe

    ressaltar nesse trabalho ainda, dentre os diversos parmetros fsico-qumicos

    estudados, a vazo e o pH. A vazo variou de 0,06 a 2,5 L.s-1 e o mximo

    observado no correspondeu maior precipitao pluviomtrica. O pH variou de

    5,1 a 8,2, sendo observados os valores mais altos no vero.

    O pH do chorume varia de cido, no incio do processo de degradao,

    a bsico, no final. Os baixos valores so atribudos formao de cidos pela

    ao das bactrias sobre a matria orgnica. medida que a matria orgnica

    consumida, o pH aumenta gradativamente, at se estabilizar em um valor acima

    de 7,0. Por exemplo, j foram relatados na literatura valores em torno de 1,5 para

    a fase cida e 9,5 para a fase bsica (El-Fadel et al., 1997). Este parmetro

    muito importante no processo de lixiviao de nutrientes e metais txicos, cujas

    concentraes no chorume tendem a ser mais altas durante a fase cida (Urase

    et al., 1997; Moraes, 1999; Hamada, 1997; Castilhos Jr, 2003; Bozkurt et al.,

    1999; Barlaz et al., 2002). O Eh tambm varia com o tempo, na medida em que se

    processa a degradao do resduo, indicando o grau de atividade microbiana e a

    idade do aterro (Cui, 2006). Os valores podem aumentar passando de valores

    negativos, no chorume fresco, a positivos, no envelhecido.

    3.6.1. Modelos de degradao em aterros

    Aps a disposio dos resduos slidos no aterro, processos fsicos,

    qumicos e biolgicos contribuem para sua modificao. Os poluentes orgnicos

    sero degradados por vrios mecanismos e a diversas velocidades. A

    transformao da matria orgnica envolvendo a degradao microbiana pode

    ser classificada como aerbia, se ocorrer na presena de oxignio, e anaerbia,

  • 35

    na ausncia de oxignio. Segundo Bozkurt et al. (1999), a disponibilidade de

    oxignio est associada quantidade de poros presentes no aterro, sendo, desta

    forma, dependente do seu grau de compactao. Assim, seu suprimento

    limitado e pode se esgotar em alguns dias. Durante a decomposio aerbia,

    ocorre uma grande liberao de calor e a temperatura do aterro sobe acima da

    ambiente (Castilhos Jr, 2003).

    Alguns modelos de degradao foram desenvolvidos com o objetivo de

    demonstrar as diferentes etapas que conduzem estabilizao dos resduos. As

    diversas formas de interpretao do processo de digesto anaerbia,

    apresentadas nesses modelos, se estabelecem apenas nos nveis de

    detalhamento de cada classificao e no conceitualmente (Teixeira; 1993) e

    sero detalhadas posteriormente.

    O primeiro modelo foi proposto por Farquhar & Rovers em 1973,

    identificando quatro fases para a produo de biogs (Figura 3.11). Rees (1980),

    modificou este modelo, acrescentando a quinta fase e, ainda, o comportamento

    dos cidos orgnicos no percolado e a degradao da celulose (Figura 3.12).

    Stanforth et al. (1979), propuseram um modelo de degradao de

    resduos de um aterro, segundo o qual haveria trs fases, uma aerbia e outra

    anaerbia, subdividida em duas etapas (figura 3.13). Pohland & Harper apud

    Teixeira (1993) , apresentam um modelo que altera no modelo proposto por Rees

    basicamente o nome das fases e suas duraes.

  • 36

    Figura 3.11: Modelo de produo de biogs em aterros (Fonte: Castilhos et

    al., 2003)

    Figura 3.12: Fases da estabilizao de resduos slidos dispostos em

    aterros, segundo Rees. (Fonte: Castilhos et al., 2003)

  • 37

    Fase aerbia F. anaerbia Degradao anaerbia

    Figura 3.13: Curvas de degradao tericas de um aterro hipottico

    (Fonte: Stanforth et al, 1979)

  • 38

    De um modo geral, o processo de degradao dos resduos passa por

    pelo menos quatro fases, sendo a primeira, aerbia, a segunda, anaerbia cida,

    a terceira, metanognica inicial e, a quarta, metanognica estvel (Kjeldsen et al. ,

    2002). Recentemente, tem sido proposta uma fase adicional, a aerbia ou hmica

    (Bozkurt et al., 2000) ou ainda de maturao (Vaidya, 2002; Tolaymat et al., 2004;

    Carvalho, 1999; Brito Filho, 2005; Castilhos Junior, 2003). Segundo Christensen &

    Kjeldsen apud Kjeldsen et al. (2002), a ltima fase est baseada somente na

    teoria pelo fato de que a maioria dos aterros monitorados tem menos do que 30

    anos e ainda est na fase metanognica.

    A fase 1 caracterizada pelo rpido consumo do oxignio, resultando

    na gerao de gs carbnico, e ainda pelo aumento da temperatura. A maior

    parte do chorume produzido durante esta fase resultado da liberao da

    umidade durante a compactao bem como da ocorrncia de chuvas (Kjeldsen et

    al. 2002).

    Com o esgotamento do oxignio, o resduo se torna anaerbio, propcio

    para reaes de fermentao. A biodegradao da celulose e da hemicelulose

    presente nos resduos realizada por trs tipos de bactrias: a) hidrolticas e

    fermentativas, que hidrolizam os polmeros e fermentam os monossacardeos

    resultantes em cidos carboxlicos e lcoois; b) acetognicas, que convertem os

    cidos e os lcoois em acetato, hidrognio e dixido de carbono; c)

    metanognicas, que convertem os produtos das reaes acetognicas em

    metano e dixido de carbono (Zehnder, 1982). O pH do meio se mantm prximo

    da neutralidade.

    Na fase 2, o processo dominado por bactrias hidrolticas,

    fermentativas e acetognicas, que resultar no acmulo de cidos carboxlicos e

    diminuio do pH, tornando o chorume quimicamente agressivo e aumentando a

    solubilidade de muitos compostos (Kjeldsen, 2002). Segundo Stanforth (1979)

    esses cidos reduzem o pH para a faixa entre 4 e 5, favorecendo a solubilizao

    de materiais inorgnicos e aumentado a fora inica; o potencial de xido-reduo

    torna-se negativo.

    A fase 3 comea quando so geradas quantidades mensurveis de

    metano. Isto est provavelmente associado com o pH do resduo que se torna

    suficientemente neutro para permitir o crescimento das bactrias metanognicas,

    que convertem os cidos, formados na fase 2, a metano e gs carbnico

  • 39

    (Christensen et al., 1991). medida que ocorre a converso, o ph e a alcalinidade

    aumentam, resultando no decrscimo da solubilidade do clcio, ferro, mangans e

    metais txicos.

    Segundo Stanforth (1979), as bactrias metanognicas so anaerbias

    estritas e requerem valores de pH entre 6,6 e 7,3. Com valores de pH prximos

    de 7, uma quantidade menor de material inorgnico ser solubilizada e a

    condutividade diminuir. Entretanto, a queda na condutividade no ser to

    drstica quanto a queda na concentrao de cido actico, pois alguns materiais

    ainda sero solubilizados pelos processos de decomposio. O potencial de

    xido-reduo deve ser menor que no incio da fase anaerbia, refletindo o fato

    de que a produo de metano requer valores baixos de potencial e valores de ph

    mais altos.

    Na fase 4, a metanognica estvel, a taxa de produo de metano

    alcanar o mximo e diminuir, medida que a concentrao do substrato

    diminui (cidos carboxilcos) (Kjeldsen, 2002). Nessa fase, os cidos carboxilcos

    so consumidos e a produo de metano depender do grau de hidrlise da

    celulose e da hemicelulose (Barlaz et al., 2002).

    Na fase 5, supe-se que a atividade biolgica diminui, com a escassez

    dos nutrientes, diminuindo ou interrompendo, conseqentemente, a produo de

    metano. E ainda, na ltima parte desta fase, o aterro pode retornar condio

    aerbia, com o aparecimento de oxignio e espcies oxidadas (Brito Filho, 2005;

    Carvalho, 1999). Bozkurt et al. (1999), denominaram esta fase hmica e

    afirmaram que, talvez, seja alcanada aps um sculo, podendo durar por

    centenas de anos. A fase hmica pouco compreendida, no bem coberta na

    literatura e, ainda, as descries quantitativas dos processos durante esta fase

    so escassos.

    Tchobanoglous e Kreith (2006) descreve as cinco fases de forma

    ligeiramente diferente. Elas so apresentadas resumidamente a seguir:

    Fase 1 ajuste inicial: afirma que, alm das informaes descritas

    anteriormente, a principal fonte de organismos aerbios e anaerbios

    responsveis pela decomposio do resduo no aterro o solo, utilizado

    diariamente na cobertura.

    Fase 2 transio: o oxignio consumido e as condies anaerbias

    comeam a se desenvolver. medida que o aterro se torna anaerbio, ons

  • 40

    sulfato e nitrato, que servem como aceptores de eltrons nas reaes de

    converso biolgica, so freqentemente reduzidos a nitrognio e gs sulfdrico.

    O pH do chorume, se houver formao, comea a diminuir na presena dos

    cidos orgnicos e do efeito da elevada concentrao de gs carbnico dentro do

    aterro.

    Fase 3 fase cida: atividade bacteriana iniciada na segunda fase

    acelerada com a produo de quantidades significativas de cidos orgnicos e

    menor gerao de hidrognio (H2). O resduo degradado, primeiramente, por

    hidrlise, no qual compostos de massa molecular maior (p.ex. lipdios, polmeros

    orgnicos e protenas) so convertidos em compostos adequados para servirem

    como fonte de energia e carbono para os microrganismos. Em seguida, as

    bactrias acidognicas convertem os compostos formados na hidrlise em

    compostos intermedirios de peso molecular menor, como o cido actico e

    baixas concentraes de cidos flvicos e outros cidos orgnicos complexos. O

    principal gs gerado o carbnico. Se houver gerao de chorume, seu pH ser

    igual ou inferior a 5, pelo mesmo motivo citado na fase anterior. Uma certa

    quantidade de constituintes inorgnicos, principalmente, metais txicos, e muitos

    nutrientes sero solubilizados devido acidez do chorume.

    Fase 4 fase de fermentao do metano: h predominncia de

    bactrias metanognicas (anaerbias estritas), que convertem o cido actico e o

    H2 em metano e gs carbnico. A produo de cidos e a fermentao de metano

    ocorrem simultaneamente, sendo predominante, porm, a fermentao do

    metano. Como os cidos formados esto sendo consumidos, o pH aumentar at

    atingir a faixa compreendida entre 6,8 e 8. Consequentemente, o pH do chorume

    tambm se elevar e a concentrao de compostos inorgnicos diminuir.

    Fase 5 fase de maturao: a produo de gs diminuir

    significativamente, pois a maior parte dos nutrientes foram removidos com o

    chorume durante as fases anteriores e o substrato remanescente se degradar

    lentamente. Durante a fase de maturao, o chorume conter altas concentraes

    de cidos hmicos e flvicos, que so difceis de ser processados biologicamente.

    A ATSDR (2006a) resumiu as quatro fases, sob o ponto de vista

    microbiolgico da seguinte forma:

    Fase 1: as bactrias aerbias consomem o oxignio enquanto quebram

    as cadeias longas de carboidratos, protenas e lipdios que compem o resduo

  • 41

    orgnico. Esta fase pode durar dias ou meses e depender da quantidade de

    oxignio disponvel;

    Fase 2: inicia-se quando o oxignio tiver sido consumido. Usando o

    processo anaerbio, as bactrias convertem os compostos criados pelas

    bactrias aerbias, em cido actico, ltico, frmico e lcool. O aterro se torna

    fortemente cido, favorecendo a dissoluo de nutrientes, disponibilizando o

    nitrognio e o fsforo para o crescimento de diversas espcies de bactrias.

    Fase 3: inicia-se quando certas espcies de bactrias consomem os

    cidos produzidos na fase 2 e formam o acetato. Este processo torna o aterro um

    ambiente mais neutro, no qual as bactrias produtoras de metano comeam a se

    estabelecer. As bactrias metanognicas e as acidognicas so simbiticas ou

    apresentam mutualismo benfico. As bactrias acidognicas criam compostos

    para as metanognicas consumirem, que por sua vez consomem o carbono e o

    acetato que so txicos para a maioria das bactrias acidognicas.

    Fase 4: inicia-se quando as taxas de composio e produo de gs no

    aterro se mantm relativamente constantes. Usualmente, o gs de aterro contm

    aproximadamente, 45-60 % em volume de metano, 40-60% de dixido de

    carbono, e 2-9% de outros gases, como os sulfdricos.

    3.7. Outras consideraes importantes

    H vrios tipos e dimenses de lismetros. Por exemplo, no Laboratrio

    de Poos de Caldas (DILAB), da CNEN, so utilizadas manilhas de cimento de 1

    m de dimetro por 2 m de comprimento, revestidas, internamente, com fibra de

    vidro. Contm uma grande quantidade de amostra a ser estudada e esto

    totalmente enterradas em um terreno de tal forma que a parte superior est ao

    nvel da superfcie e completamente exposta s condies climticas do local. Na

    rea adjacente, so coletadas amostras do lquido percolado, por meio de uma

    vala. J, no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP so

    utilizadas caixas metlicas de 1 m3 contendo amostras de solo indeformado.

    Neste caso, no precisam ser enterradas. Um outro tipo de lismetro, que se

    mostrou eficiente em um estudo sobre o efeito inibidor do chorume na

    decomposio de resduos slidos (Teixeira, 1993), foi confeccionado com

  • 42

    tambores plsticos de 200 L. Neste sistema, que permaneceu dentro do

    laboratrio, o resduo foi disposto de forma compactada e o chorume gerado foi

    coletado por meio de uma vlvula instalada no fundo do tambor.

    Moraes et al. (1999), em um estudo sobre lixiviao do cromo a partir

    de aparas de couro, utilizou tubos de PVC, de 40 cm de dimetro e 1 m de

    profundidade, e caixas de 2,0 x 2,0 x 1,2 m3, como simulao de aterro sanitrio.

    Kelly et al. (1998), em um estudo sobre a lixiviao de Am-241 de

    rejeito radioativo de baixa atividade, tambm utilizou tubos de PVC, porm

    menores, de 20 cm de dimetro por 38 cm de altura e obteve resultados que

    estavam de acordo com os ensaios em escala maior.

    Os lismetros utilizados no presente trabalho tm dimenses

    compatveis para manuseio em laboratrio e a escolha foi baseada no preceito de

    minimizao de gerao de rejeitos radioativos.

    3.8. Estimativa de risco de contaminao

    Estudos sobre a radioatividade no ambiente tm sido realizados no

    mundo todo por mais de cinco dcadas. Alguns, especialmente os mais recentes,

    tratam da ocorrncia natural em rochas, solos e ar. A radioatividade

    antropognica foi, primeiramente, introduzida no meio ambiente em larga escala

    em 1945, o ponto inicial dos 20 anos de intensos testes com armas nucleares. A

    produo de materiais nucleares para fins blicos, o desenvolvimento e operao

    de reatores nucleares de potncia, as instalaes de reprocessamento de

    combustvel nuclear e as atividades relacionadas com a disposio de rejeitos

    provocaram contaminaes, desde locais at regionais. O acidente de Chernobyl,

    em 1986, um bom exemplo disso. No geral, estas e outras atividades, acidentes

    e eventos estimularam uma grande parte das pesquisas sobre distribuio,

    transporte e efeitos biolgicos da radioatividade ambiental. A radioecologia

    engloba boa parte dessas pesquisas (Whicker et al, 1999).

    Modelos que simulem a transferncia e o acmulo de radionucldeos

    em meios especficos so essenciais para se prever doses e riscos sade

    humana e qualidade ambiental, de contaminaes do passado, presente e

  • 43

    futuro. Estas previses tornam-se os determinantes principais das decises em

    questes diversas, como as judiciais, intervenes em acidente e aes

    corretivas, o gerenciamento de rejeitos e a remediao e recuperao ambiental.

    A confiabilidade nesses modelos, particularmente sua preciso na previso, est

    diretamente relacionada ao grau de realismo. Os modelos de simulao

    radioecolgicos so tipicamente construdos na forma de equaes matemticas

    que permitem prever concentraes de atividade, condies atmosfricas, fatores

    de transferncia do solo para a planta, taxa de alimentao animal, tempo, e uma

    srie de outros fatores. As equaes podem variar de simples relaes algbricas

    a conjuntos de equaes diferenciais cujas solues s podem ser obtidas com

    computadores. A estrutura bsica desses modelos freqentemente baseada na

    experincia do modelador, enquanto que os parmetros so (ou podem ser)

    determinados de conjuntos de dados apropriados ou estudos experimentais. Tais

    modelos so usados para estimar as condies do passado, presente ou futuro,

    de um determinado cenrio ou localizao geogrfica, por meio de comparaes

    com critrios de qualidade para solo, gua subterrnea, ar, etc. (Whicker et al,

    1999).

    A Frana possui um procedimento para identificar e avaliar locais

    potencialmente contaminados e que, conceitualmente, no difere do que

    empregado em outros pases. dividido em etapas (Oudiz et. al, 2000; Ferguson,

    1999):

    1. Remoo da dvida: baseada na rpida investigao na qual as

    medidas de radioatividade so feitas nas construes e reas que

    podem estar contaminadas;

    2. Pr-diagnstico: identificar e avaliar o risco potencial ou real de

    exposio radiao de pessoas no local ou nas vizinhanas de tal

    forma que sejam necessrias medidas de proteo a curto prazo;

    3. Diagnstico inicial: estabelecer um relatrio da situao em termos

    de atividade passada (anlise histrica), vulnerabilidade do meio

    (solo, gua subterrnea, gua superficial, ar) e caracterizao

    radiolgica (mapeamento da superfcie e estudos iniciais em

    profundidade; medidas da radioatividade da gua, plantas e

    produtos animais);

  • 44

    4. Estudo de risco simplificado: envolve um clculo do impacto

    dosimtrico potencial associado com vrios cenrios de utilizao

    do local baseado nas medidas de radioatividade do solo e das

    construes, tendo como principais receptores a sade humana e

    as fontes de gua. Consideram-se as medidas de atividades

    especficas mais altas na zona estudada ou a hiptese de

    contaminao mais pessimista. Quando as doses associadas com a

    contaminao medida estiverem abaixo dos nveis permitidos, o

    local ser liberado para uso com restries. Caso contrrio, dever

    ser realizado um estudo detalhado;

    5. Estudo detalhado: comea com a amostragem minuciosa do local.

    Requer conhecimento das caractersticas hidrogeolgicas O

    impacto radiolgico determinado por meio de indicadores que

    variam de acordo com a situao: a dose individual do grupo de

    referncia e o nmero de pessoas envolvidas; a dose mdia no

    local e o nmero de pessoas envolvidas; a dose mdia nas zonas

    contaminadas, situadas nas vizinhanas e o nmero de pessoas

    envolvidas; a atividade especfica no solo, produtos agrcolas,

    carne, leite, etc.

    6. Assistncia na seleo da estratgia de remediao: a estratgia

    depender da utilizao do local e envolve, entre outras etapas,

    tcnicas de descontaminao, que devem estar de acordo com o

    depsito provisrio ou final dos rejeitos radioativos gerados.

    Neste trabalho, adotou-se o estudo simplificado e a estimativa de risco

    foi calculada a partir de um cenrio hipottico, tendo como principais receptores a

    gua subterrnea e o ser humano. Na figura 3.14 mostra-se uma representao

    esquemtica do cenrio. A estimativa foi baseada no clculo de dose para

    membros do pblico, sendo a ingesto de gua a via mais provvel de exposio.

    O valor obtido foi, ento, comparado com o limite de dose anual estabelecido pela

    Comisso Internacional de Proteo Radiolgica (ICRP), 1 mSv (IAEA, 1996).

  • 45

    Figura 3.14: Representao do cenrio

    O conceito de dose foi introduzido em proteo radiolgica em analogia

    ao seu uso em farmacologia, uma vez que o objetivo determinar o efeito

    causado por uma dose de radiao ionizante. A dose de radiao recebida por

    um indivduo pode ser avaliada por meio da exposio1, dose absorvida2, dose

    equivalente3 e dose equivalente efetiva (Mazzilli, et al., 2002), sendo o ltimo o

    empregado nas avaliaes de risco.

    A dose equivalente efetiva est baseada no princpio de que para um

    certo nvel de proteo, o risco deve ser o mesmo se o corpo inteiro for irradiado

    uniformemente, ou se a irradiao for localizada em um determinado rgo. A

    dose recebida em cada rgo do corpo humano multiplicada por um fator de

    1 Exposio uma medida da capacidade dos raios X e em produzir ionizaes no ar. Ela medea carga eltrica total produzida por raios X e em um quilograma de ar.2 Dose absorvida mais abrangente que a grandeza exposio, pois vlida para todos os tiposde radiao ionizante (X, , , )e vlida para qualquer tipo de material absorvedor. Ela definida como a quantidade de energia depositada pela radiao ionizante na matria, numdeterminado volume conhecido.3 Dose equivalente considera fatores como tipo de radiao ionizante, energias e distribuio daradiao no tecido, para se poder avaliar os possveis danos biolgicos. numericamente igual aoproduto da dose absorvida pelos fatores, de qualidade Q, que relaciona o efeito de diferentes tiposde radiao em termos de danos aos tecidos, e N, que representa o poder de ionizao dosdiferentes tipos de radiao ionizante no meio.

    Poo

    Lixo

    gua subterrnea

    Pra-raios

    Infiltrao de chorume

  • 46

    ponderao, o qual leva em conta o risco de efeitos estocsticos4. As unidades de

    medida da dose equivalente efetiva so o rem e o Sv.

    O limite de dose representa um valor mximo de dose, abaixo do qual

    os riscos decorrentes da exposio radiao so considerados aceitveis. No

    caso das radiaes ionizantes, so estabelecidos limites de dose anuais mximos

    admissveis (LAMA), que so valores de dose a que os indivduos podem ficar

    expostos, sem que isto resulte em um dano a sua sade, durante toda sua vida.

    Os limites primrios anuais de dose equivalente efetiva, estabelecido pelo ICRP,

    para trabalhador 50 mSv e, para membros do pblico, 1 mSv.

    A equao geral para o clculo da dose anual para um nico

    radionucldeo consumido na gua (WHO, 2004; National Health and Medical

    Research Council, 2006):

    wC.W.DcoeffD= (1)

    no qual

    D a dose anual (mSv/ano);Dcoeff o fator de converso de unidade, tabelado, conhecido como coeficiente de

    dose (mSv/Bq);W o consumo anual de gua (L/ano);Cw a concentrao do radionucldeo na fase aquosa (Bq/L).

    Cw calculada de acordo com a equao (2) (Aanenson e cols., 1999):

    bdw

    w .KC

    C+

    = (2)

    na qualC concentrao do radionucldeo na fase lquida (Bq/cm3);w a porosidade do solo5;b a densidade aparente do solo6 (g/cm3);Kd o coeficiente de distribuio (cm3/g).

    4 Efeitos estocsticos so aqueles para os quais a probabilidade de ocorrncia funo da dose,no apresentando dose limiar. Dose limiar o valor mnimo de dose de radiao necessrio paracertos efeitos biolgicos se manifestarem.5 Porosidade a razo do volume ocupado pelas fases lquida e gasosa e do volume aparente dosolo (volume ocupado pelas partculas slidas acrescido do volume ocupado pelos interstcios ouporos).6 Densidade aparente a razo da massa slida de um dado volume aparente de solo.

  • 47

    O transporte de radionucldeos na gua subterrnea envolve a

    soluo de duas equaes fundamentais que descrevem o movimento da gua

    dentro do meio geolgico e o movimento dos radionucldeos. O movimento da

    gua est relacionado com a quantificao dos fluxos de gua e velocidades no

    sistema, que devem ser conhecidos antes de se realizar os clculos de transporte

    do contaminante. O movimento de gua no meio poroso, particularmente no

    insaturado e fraturado, est numa rea de pesquisa contnua e, muito de toda a

    incerteza relacionada com os modelos de gua subterrnea, pode ser atribuda

    falta de informaes sobre esses processos (Aanenson et al., 2006).

    O comportamento dos radionucldeos na gua subterrnea , na

    maioria dos casos, semelhante, ou seja, uma parte permanece dissolvida e

    transportada junto com a gua, outra sorvida e permanece ligada no meio

    poroso. O grau de soro do radionucldeo depende das caractersticas qumicas

    da gua intersticial, do meio poroso e do prprio radionucldeo (Aanenson et al.,

    2006). Em concentraes relativamente baixas, a razo entre a concentrao do

    radionucldeo na fase slida e a concentrao na fase lquida aps o equilbrio,

    conhecida como coeficiente de distribuio, Kd, expressa em cm-3 g-1 (Aanenson

    et al., 2006, Marumo e Suarez, 1987):

    w

    sd C

    CK = (3)

    na qual

    Cs a concentrao do radionucldeo sorvido no meio poroso (Bq g-1)

    Normalmente, supe-se que o Kd vlido para as concentraes

    encontradas no ambiente e que as reaes de soro ocorrem rapidamente e

    alcanam o equilbrio no espao de tempo considerado. As reaes de soro

    tm o efeito de rede, que retarda o movimento dos radionucldeos na gua

    subterrnea. Quanto maior o valor do Kd, maior a soro e menor a quantidade

    do contaminante que se move na gua subterrnea. Se o radionucldeo no for

    sorvido e permanecer completamente na fase aquosa, sua velocidade mdia ser

    a mesma da gua. Os valores de Kd variam de acordo com as propriedades

    fsicas e qumicas da fase slida e do radionucldeo. Tendem a ser maiores em

    materiais de gros mais finos, como o silte e a argila, quando comparados com

  • 48

    materiais de gros mais grossos, como a areia e as rochas gneas. O Kd

    geralmente constante sob condies especficas, mas pode abranger vrias

    ordens de magnitude para situaes diversas, e muitas dessas situaes podem

    existir nos diferentes estratos geolgicos situados abaixo de determinada rea

    (Aanenson et al., 2006).

  • 49

    4. METODOLOGIA

    O procedimento experimental pode ser dividido em duas etapas. A

    primeira consistiu na realizao de testes de lixiviao, por batch, com fontes de

    amercio retiradas de pra-raios. A segunda, na confeco de lismetros e

    monitoramento de 10 lismetros preenchidos com resduo orgnico, com e sem

    fontes radioativas.

    4.1 Primeira etapa

    Foram realizados testes de lixiviao com fontes de amercio retiradas

    de pra-raios, de acordo com a Norma ABNT NBR 10005 Lixiviao de resduos

    (ABNT,1987). Para cada fonte, foram utilizados 100 mL de soluo lixiviante.

    Pretendia-se, com estes testes, verificar o modo de transferncia do amercio da

    fonte para o meio circundante. Apesar da norma recomendar somente a utilizao

    de soluo de cido actico com pH 5,0, foram empregadas, tambm, gua

    destilada (pH=5,45), soluo de cido actico (pH=4,0) e soluo de cido

    sulfrico e ntrico (pH=4,5), pela possibilidade de se encontrar tais condies no

    ambiente. Na cidade de So Paulo, o cido sulfrico est associado, junto com o

    cido ntrico, acidez da chuva (Castro e Tarifa,1999). Neste trabalho, foram

    coletadas amostras de chuva de um nico ponto da cidade de So Paulo, nos

    anos de 1984, 1988 e 1990, e foram observados valores de pH entre 3,5 e 7,2.

    4.2 Segunda etapa

    Foram realizados 10 experimentos com lismetros, denominados Lis1,

    Lis2, at Lis10. Os quatro primeiros foram montados com tubos de PVC e o

    restante com acrlico, todos com 10 cm de dimetro e 50 cm de altura com dreno

    no fundo de 1,5 cm de dimetro, protegido com uma tela plstica, e 2 cm de

    camada drenante de brita mdia. Para evitar a entrada de ar pelo fundo, adaptou-

    se um frasco de polietileno cristal que funcionou como sifo. Os lismetros 1 a 8

  • 50

    receberam cerca de 3 kg de resduo orgnico, coletado no restaurante do IPEN, e

    os dois ltimos receberam cerca de 2,5 kg de composto (produto resultante da

    compostagem) produzido no laboratrio. A ltima camada de todos os lismetros

    foi de areia mdia saturada com gua, para distribuir a gua de alimentao. A

    representao esquemtica dos experimentos pode ser vista na figura 4.1. Na

    figura 4.2 mostra-se um lismetro de acrlico preenchido com resduo.

    Figura 4.1: Representao esquemtica do lismetro utilizado nasimulao.

    Os primeiros lismetros, Lis1 e 2, foram preenchidos com resduo,

    porm sem a introduo da fonte radioativa, com o objetivo de verificar a

    Areia

    Resduo slido orgnico

    Brita

    Bombaperistltica

    termopar

    gua

    Tela plsticaVlvulaesfera

    Sifo

    gua

    Sada de gases

    Fontes de amercio

  • 51

    necessidade de ajustes no lismetro e, tambm, determinar o grau de

    compacidade do resduo e a forma de alimentao de gua, por meio da

    observao do volume de chorume gerado. Alm disso, monitorou-se a

    temperatura do resduo, o pH e o potencial redox do chorume. Os dois lismetros

    foram preenchidos com o resduo, previamente homogeneizado, em camadas

    uniformemente distribudas e compactadas com um socador metlico protegido

    com um filme de PVC. O Lis1 foi aberto aps 167 dias, contados a partir do seu

    preenchimento. O Lis2 foi mantido de acordo com as condies iniciais at o 174o

    dia, quando foram introduzidas, na sua superfcie, 3 fontes de Am-241, removidas

    de pra-raios.

    Os lismetros 3 e 4, foram montados, sob novas condies, levando-se

    em considerao: 1) a gerao de gases e o refluxo de lquido, observados nos

    lismetros 1 e 2, no incio; 2) as oscilaes de volume do chorume em funo da

    temperatura; 3) as condies do resduo aps a abertura do Lis1. Nestes

    experimentos foram introduzidas trs modificaes, sendo a primeira, o

    isolamento dos lismetros com l de vidro (substitudo posteriormente por isopor,

    devido ao risco na manipulao); a segunda, a qualidade do resduo adicionado,

    desta vez, com mais vegetais crus e frutas; a terceira, as fontes de amercio foram

    colocadas no centro do lismetro Lis4. O resduo coletado foi previamente

    fragmentado e mantido em repouso por 5 dias, para ser, ento, homogeneizado e

    transferido para os lismetros. As camadas de resduo no foram excessivamente

    compactadas para tornar o sistema mais permevel.

    Com as informaes obtidas destes lismetros, foram montados quatro

    outros, um para controle (Lis7) e trs com fontes de amercio (Lis5, 6 e 8). Para

    esta srie, o resduo foi previamente triturado, homogeneizado, mas foi transferido

    para os lismetros aps 3 dias para evitar a expanso do resduo, provocada pelo

    acmulo de gases, e conseqente transbordamento do lquido. Quanto

    qualidade, optou-se pela reduo de carboidratos e aumento de fibras de vegetais

    e frutas. O resduo no utilizado nos ltimos lismetros foi reservado para a

    montagem de uma pilha de compostagem, misturando-se folhas secas e grama

    recm cortada, com o objetivo de acelerar o processo de decomposio que

    aconteceria no solo. Nas figuras 4.4 e 4.5 so mostrados, respectivamente, o

    resduo no incio e no final do processo da compostagem. O composto obtido foi,

    ento, utilizado na montagem de mais dois lismetros, Lis9 e Lis10, com e sem

  • 52

    fontes de amercio, respectivamente. Na tabela 4.1 apresenta-se os valores das

    atividades totais das trs fontes introduzidas em cada lismetro. Os sistemas Lis5

    a 10 foram montados com tubo acrlico transparente, para permitir a visualizao

    do interior. Para no permitir a entrada de luz, os tubos foram recobertos com

    papel Kraft, isopor e papel alumnio, sendo removvel a cobertura do visor,

    conforme mostrado na figura 4.2. Na figura 4.3 apresenta-se um lismetro de

    acrlico, preenchido com o resduo. Alm dos parmetros que j estavam sendo

    analisados, introduziu-se ainda o controle microbiolgico do chorume, para os

    lismetros 5 a 8, com o objetivo de avaliar a influncia do amercio na comunidade

    microbiana.

    Tabela 4.1: Atividade total de cada lismetro

    Lismetro Atividade (MBq)

    2 20,36

    4 20,16

    5 19,13

    6 13,50

    8 19,20

    9 18,14

    Em todos os casos, a rega com gua destilada foi feita em quantidade

    que simulou a precipitao mdia da cidade de So Paulo (1451 mm/ano). Assim,

    para as dimenses dos lismetros, chegou-se a uma aplicao diria de 30 mL.

    De um modo geral, o chorume foi coletado, no incio, diariamente; aps um ms,

    trs vezes por semana, e aps 9 meses, duas vezes por semana, para

    determinao da atividade e teor de slidos, medida de volume e anlise de pH,

    potencial redox (Eh) e aspecto visual.

  • 53

    Figura 4.2: Revestimento do lismetro com papel kraft, isopor e papel

    alumnio

  • 54

    Figura 4.3: Lismetro de acrlico preenchido com resduo orgnico.

  • 55

    Figura 4.4: Aparncia do resduo no incio do processo da compostagem.

    Figura 4.5: Aparncia do resduo no final do processo da compostagem.

  • 56

    4.2.1 Mtodos de medida dos parmetros

    4.2.1.1 pH

    O pH foi medido com um aparelho da marca Micronal, modelo B374 e

    um eletrodo de vidro combinado da mesma marca. O aparelho foi calibrado nos

    dias de coleta, com solues padro de pH 7,0 e 4,0 da marca Micronal.

    4.2.1.2 Eh

    O Eh foi medido com um aparelho da marca Fisher Scientific, modelo

    Accumet 910 e um eletrodo de vidro combinado da marca Laborsan. O aparelho

    foi calibrado nos dias de coleta com soluo padro de Eh 220 mV da marca

    Laborsan. Todas as amostras foram lidas aps 20 minutos de estabilizao.

    4.2.1.3 Temperatura

    A temperatura interna dos lismetros foi monitorada por meio de

    termopar, posicionado no centro de cada lismetro, acoplado a um multmetro

    digital da marca Icel, modelo MD-5660C.

    4.2.1.4 Teor de slidos

    O teor de slidos foi determinado por meio de pesagem do chorume e

    secagem em estufa. A cada coleta, uma alquota de 10 mL foi transferida para um

    recipiente de alumnio, previamente tarado, e seca em estufa, marca Fanem,

    modelo 315 SE, a temperatura entre 100 105 C por 48 h. O recipiente foi,

    ento, transferido para um dessecador de vidro, para resfriamento, e, em seguida,

    pesado em uma balana digital da marca Mettler Toledo, modelo PG5002-S.

    4.2.1.5 Atividade do amercio-241

    A deteco da radiao gama oriunda das amostras foi feita utilizando

    um detector HPGe, da marca Canberra, modelo GX2518, com resoluo de 1,8

    keV para o fotopico de energia de 1332 keV do Co-60 e eficincia relativa de

    27,7%. A eletrnica associada consistiu em um amplificador e um analisador

    multicanal de 8000 canais. A aquisio e a anlise dos espectros foi feita

    utilizando-se o programa Genie 2000 Gamma Analysis, da mesma marca do

    detetor. As fontes de amercio removidas tiveram suas atividades determinadas

  • 57

    com o auxlio de uma fonte padro de mesma geometria, certificada no prprio

    IPEN. Para as amostras lquidas, empregou-se um padro fornecido pelo Instituto

    de Radioproteo e Dosimetria CNEN, Rio de Janeiro.

    4.2.1.6 Controle microbiolgico

    A anlise microbiolgica foi realizada periodicamente, utilizando-se

    contagem padro em placas. Nos dias programados para a realizao da anlise

    foram utilizados frascos de polietileno com batoque e tampa, de 220 mL de

    capacidade, previamente esterilizados por radiao gama. De cada amostra,

    foram retiradas, assepticamente, alquotas de 5 mL e transferidas para tubos,

    contendo 45 mL de soluo tampo (pH=7,2) preparada a partir de uma mistura

    de soluo de KH2PO4 0,25mol/L e MgCl2 0,4mol/L. A partir desta soluo foram

    realizadas diluies sucessivas, num intervalo entre 10-1 e 10-7, para o

    plaqueamento. As placas foram preparadas em quadruplicata, com alquotas de 1

    mL de cada diluio e 15 mL de gar padro para contagem, previamente

    autoclavado (autoclave marca Phoenix, modelo AV18) e resfriado at

    temperaturas no intervalo de 44 a 46C. Das quatro placas, duas foram

    reservadas para aerobiose e, as outras duas, para anaerobiose. Aps a

    homogeneizao e a solidificao, as placas foram incubadas em estufa de

    cultura, da marca Binder, modelo ED-53, a 37C, por 48 horas. Para a incubao

    sob atmosfera de anaerobiose utilizaram-se jarras de anaerobiose e geradores de

    CO2 da marca Probac do Brasil. Aps esse perodo, procedeu-se contagem das

    colnias.

    4.2.2 Gerenciamento de rejeitos

    Os principais rejeitos radioativos gerados nos experimentos foram os

    lquidos (chorume coletado), os recipientes de alumnio, as ponteiras e os papis

    absorventes. As amostras de chorume radioativas receberam destinao

    adequada, conforme orientao da Superviso de Proteo Radiolgica do IPEN.

    Os frascos plsticos de coleta foram, em sua maioria, descontaminados com

    soluo de hipoclorito e detergente, e antes da reutilizao, foram monitorados no

    espectrmetro gama. A descontaminao foi realizada em uma pia prpria,

    conectada a um tanque de coleta. Os frascos que contiveram as amostras de

  • 58

    maior atividade foram descartados como rejeito radioativo. Os outros materiais

    foram monitorados e os contaminados foram descartados como rejeito radioativo.

  • 59

    5. RESULTADOS E DISCUSSO

    5.1. Primeira etapa

    Com os resultados das anlises, mostra-se que, em todos os casos

    estudados, o amercio foi removido da placa, demonstrando que as fontes no

    apresentam estanqueidade. Alm disso, no foi observada uma relao entre a

    maior agressividade do meio (cido sulfrico e ntrico) e o maior percentual

    lixiviado. Os valores mdios obtidos esto apresentados na Tabela 5.1.

    Tabela 5.1: Resultados dos testes de lixiviao com as fontes de amercio.

    Soluo Atividade da fonte(Bq)

    Quantidade deamercio lixiviada

    (Bq)

    Percentual lixiviado

    (%)

    (74,9 6,5) x 105 349 21 (46,6 4,9) x 10-4

    (59,0 5,1) x 105 3800 200 (64,4 6,5) x 10-3cido actico

    pH=5,00

    (13,0 1,2) x 105 800 43 (61,5 6,6) x 10-3

    (56,4 4,9) x 105 2900 148 (51,4 5,2) x 10-3

    (70,0 6,1) x 105 445 25 (63,6 6,6) x 10-4cido actico

    pH=4,00

    (56,0 4,8) x 105 157 11 (28,0 3,1) x 10-4

    (42,5 3,7) x 105 792 43 (18,6 1,9) x 10-3

    (24,3 2,1) x 105 131 92 (53,9 3,8) x 10-3gua

    destilada

    pH=5,45 (45,0 3,9) x 105 175 12 (38,9 4,3) x 10-4

    (69,8 1,6) x 105 430 8 (61,6 1,8) x 10-4

    (83,2 1,9) x 105 575 11 (69,1 2,1) x 10-4

    (76,4 1,8) x 105 1200 21 (157,0 4,6) x 10-4

    (83,3 1,9) x 105 1269 22 (152,0 4,4) x 10-4

    (80,9 1,9) x 105 406 8 (50,2 1,5) x 10-4

    cido sulfrico+

    ac ntrico

    pH=4,5

    (83,6 1,9) x 105 1033 18 (124,0 3,6) x 10-4

  • 60

    Com o objetivo de se avaliar o grau de deteriorao, as superfcies de

    algumas fontes foram fotografadas com o auxlio de um microscpio tico. Uma

    das fontes pode ser visualizada nas figura 5.1. Em todas as fontes, a cobertura de

    ouro-paldio, que deveria garantir a estanqueidade, aparece com muitas ranhuras

    e manchas escuras, provavelmente, de xido de amercio. A superfcie do corte

    foi fotografada, mas o grau de aumento da imagem no permitiu sua anlise. A

    microscopia eletrnica de varredura seria o mais apropriado, contudo no foi

    empregado devido ao risco de contaminao do equipamento.

    Durante esta etapa, foram realizadas, ainda, anlises radiomtricas de

    duas amostras de chorume, coletadas do principal receptor de lixo urbano da

    cidade de So Paulo, o aterro sanitrio Bandeirantes. A anlise radiomtrica no

    revelou a presena de qualquer radionucldeo. O pH das amostras foi, em mdia,

    8,4, sendo tpico de sistemas j estabilizados, caso contrrio, seria abaixo de 6,0.

    Figura 5.1: Imagem da superfcie da fonte de amercio obtida com um

    microscpio tico (100 X)

  • 61

    5.2. Segunda etapa

    Os valores dos parmetros observados durante o monitoramento

    dos lismetros esto apresentados nas tabelas A.1 a A.12, do apndice. Exceto as

    concentraes de atividade e as contagens de bactrias, todos os resultados s

    puderam ser analisados pelas mdias de perodos de 30 dias.

    5.2.1. Lismetros 1 e 2

    A partir do primeiro dia de experimento foi verificado um refluxo de

    soluo aquosa, oriunda da areia ou do resduo. Alm disso, a camada de areia

    estava acima do nvel inicial, obrigando-nos a remover parte da areia. As

    variaes de volume tambm foram observadas nos dias subseqentes.

    O Lis2 apresentou uma variao de volume maior nos primeiros dias e,

    por isso, logo aps a primeira carga de gua, introduziu-se um arame em 4

    pontos da superfcie at cerca de 30 cm de profundidade, para constatar-se a

    presena, ou no, de gases. Como resultado, foram eliminadas muitas bolhas de

    gs e, este fato, nos levou concluso de que tanto o refluxo quanto o

    deslocamento foi provocado pelo acmulo de gases gerados pelo resduo no

    interior do lismetro. Este procedimento, adotado at o vigsimo stimo dia do

    ensaio, no entanto, no facilitou o escoamento de gua, pois, ao contrrio do que

    se esperava, o volume de chorume gerado diminuiu com o tempo e uma grande

    quantidade de gua permaneceu na superfcie. O Lis1 permaneceu intacto.

    No foi possvel simular as condies pluviomtricas nos dois

    sistemas, pois o escoamento da gua foi lento, o que impossibilitou uma

    regularidade na alimentao da gua. O Lis1 foi alimentado at o 146o dia e

    somente o Lis2 permitiu uma alimentao regular a partir do 139o dia. O primeiro

    manteve um volume de gua na superfcie at a data da abertura, no 168o dia.

    No primeiro dia aps o preenchimento, observou-se que o Lis2 no

    produziu chorume e, este fato, deve estar relacionado com o teor de umidade do

    resduo. O resduo orgnico coletado continha uma quantidade elevada de lquido

    que se segregou durante o preenchimento dos lismetros. Como o preenchimento

    no foi simultneo, o Lis1 deve ter recebido uma quantidade maior de gua. Outro

    fato observado, que tambm deve estar relacionado com a umidade do resduo,

    foi a pequena lmina de lquido que surgiu no topo dos lismetros e permaneceu

  • 62

    por 5 dias, no Lis2, e 15 dias, no Lis1. Somente aps o desaparecimento dessa

    lmina que se iniciou a alimentao com gua.

    A produo de chorume no foi constante e os volumes mximos

    gerados no estavam relacionados com a alimentao de gua e, sim, com a

    diminuio brusca da temperatura. O sistema Lis2, que sofreu interferncia inicial,

    teve um escoamento 40 % inferior em relao ao Lis1, at cerca do septuagsimo

    dia. No perodo seguinte, observou-se uma inverso no comportamento dos dois

    sistemas, sendo verificado um volume total 40 % superior para o Lis2.

    O pH das amostras foi praticamente constante para os dois sistemas,

    durante o perodo de anlise (167 dias), apresentando um valor mdio prximo de

    4,0. Os baixos valores de pH observados esto de acordo com a literatura, que

    relata valores mnimos na faixa entre 1,5 e 6,5 (Teixeira, 1993; El-Fadel et al.,

    1997).

    O potencial redox sofreu um ligeiro declnio nos dois sistemas e os

    valores mnimos observados no terceiro perodo para ambos os sistemas,

    conforme apresentado na Tabela 5.2. Valores positivos de Eh indicariam,

    segundo Lima (1988), que o processo de degradao se encontra na fase

    aerbia. A ttulo de comparao, amostras de chorume coletadas no aterro

    Bandeirantes apresentaram potencial de 99 mV, ou seja, o aterro estaria na fase

    metanognica.

    Tabela 5.2: Valores mdios de pH e Eh observados nos lismetros 1 e 2.

    Tempo (meses)Sistema Parmetro

    1 2 3 4 5 6

    Lis1 pH 4,07 3,77 3,93 3,75 3,94 3,96

    Lis2 4,10 3,90 3,85 3,66 3,68 3,70

    Lis1 Eh 200,00 190,00 164,60 191,76 181,70 179,54

    Lis2 206,00 190,33 174,60 196,94 197,20 194,06

    Nenhuma diferena significativa foi observada durante o

    monitoramento da temperatura, apesar do processo de degradao liberar calor

  • 63

    (Christensen e Kjeldsen, 1991). A temperatura nos trs pontos internos dos dois

    sistemas acompanhou as oscilaes da temperatura ambiente. Este

    comportamento tambm foi observado por Teixeira (1993) e Kelly (1998).

    Quanto ao aspecto visual, as amostras coletadas apresentaram, de um

    modo geral, turbidez varivel, colorao amarelada e precipitado branco. No final

    do perodo, apresentaram-se com colorao rosada e ligeiramente turvas. A cor

    do chorume variou muito nas primeiras coletas e est obviamente relacionada

    com a qualidade do resduo, uma vez que a cor depende das substncias que

    esto dissolvidas e em suspenso (Iwai, 2005).

    A abertura do Lis1 aps 167 dias revelou um resduo muito

    compactado e os sinais de decomposio ficaram restritos superfcie; no

    restante, seu aspecto visual se manteve praticamente idntico ao da situao

    inicial, no qual pde-se distinguir facilmente cada resduo adicionado (figura 5.2).

    Deve-se ressaltar que este sistema mostrou-se pouco permevel e inconstante. A

    parte do resduo contgua parede do lismetro parece ter aderido bem, o que

    nos permite concluir que no constitua uma via para o escoamento de gua.

    Figura 5.2: Resduo removido do Lis1 aps 167 dias

  • 64

    O Lis2 foi mantido e no 174o dia foram depositadas 3 fontes de

    amercio na parte superior. O chorume foi monitorado periodicamente, at um

    total de 38 meses. O pH (figura 5.3) se manteve praticamente constante at o 16o

    ms, apresentado um valor mdio prximo a 4,0. Do 16o ao 26o ms, aumentou

    gradativamente e, a partir do 27o, apresentou um valor mdio de 7,44. Este

    comportamento parece estar de acordo com a fase de digesto anaerbia,

    caracterizada por duas subfases; a primeira, por uma diminuio do pH para

    patamares prximos de 5,0 e, a segunda, por um aumento do pH e sua

    estabilizao em valores prximos da neutralidade (Castilhos Jr, 2003). Neste

    experimento, no foi observada uma diminuio do pH, pois os valores foram

    baixos desde o incio, mas isto pode ser facilmente explicado pela composio do

    resduo adicionado (alimentos temperados). O Eh (figura 5.4) apresentou ligeira

    oscilao at o 24o ms, com um valor mdio de +190mV, quando, ento,

    diminuiu; do 27o ms at o final, os valores foram negativos (valor mdio -90mV).

    Estes resultados mostram que o processo de degradao do resduo continuou

    lento e permaneceu a maior parte do tempo na fase cida devido ao excesso de

    carboidratos que foram inseridos no lismetro. Os valores de Eh positivos tambm

    evidenciam uma condio no propcia para o crescimento das bactrias (Lima,

    1988).

    O amercio foi detectado no chorume em apenas 4 amostras. A

    primeira vez, aps 137 dias, em seguida, no 806o, 820o e por fim, no 921o dia. No

    total foram liberados apenas 8,6 Bq, de um total de 18 MBq das 3 fontes

    inseridas. Este comportamento pode ser explicado pelas condies do meio que

    estariam afetando a transferncia do radionucldeo. Aqui, as fontes foram

    colocadas na superfcie, como mencionado anteriormente, e cobertas apenas

    com areia, e, desta forma, estariam sendo submetidas somente ao da gua,

    que atuaria de forma mais branda.

  • Figura 5.3: Valores mdios de pH em funo do tempo do lismetro 2.

    65

    0,00

    1,00

    2,00

    3,00

    4,00

    5,00

    6,00

    7,00

    8,00

    9,00

    0 5 10 15 20 25 30 35 40

    Tempo (meses)

    pH

  • Figura 5.4: Valores mdios de Eh em funo do tempo do lismetro 2.

    66

    -200,00

    -150,00

    -100,00

    -50,00

    0,00

    50,00

    100,00

    150,00

    200,00

    250,00

    0 5 10 15 20 25 30 35 40

    Tempo (meses)

    Eh

  • 67

    5.2.2. Lismetros 3 e 4

    Os lismetros Lis3 e Lis4 tambm apresentaram refluxo de soluo

    aquosa, cerca de 7 horas aps o preenchimento. Da mesma forma que na etapa

    anterior, a camada de areia estava acima do nvel inicial, tendo sido necessria a

    remoo da parte excedente. O acmulo de gases, que provocou esse aumento

    de volume, foi removido pela introduo de um arame apenas na camada

    superficial. Para evitar o transbordamento, os sistemas foram mantidos abertos,

    com uma borda adicional de pvc cristal acomodada internamente junto parede e

    inserido na camada de areia. Este procedimento favoreceu a sada de gases, pois

    observou-se, no dia seguinte, uma retrao de 1cm. Ao contrrio dos

    experimentos anteriores, nenhuma lmina de lquido surgiu na superfcie dos

    lismetros. Aps 7 dias, os lismetros foram novamente fechados e isolados

    termicamente com l de vidro.

    A temperatura interna de todos os lismetros acompanhou a variao

    ambiental, apesar do isolamento trmico. Esse procedimento, no entanto, criou

    uma condio mais estvel, na qual a temperatura variou gradualmente e no

    interferiu de forma to intensa no volume de chorume gerado.

    O pH dos dois lismetros, apresentado na figura 5.5, aumentou

    gradativamente em funo do tempo, apresentando valores bem baixos logo no

    incio, prximos de 3,5, e acima de 7,0 aps o 23o ms. De um modo geral, no

    foram observadas diferenas significativas entre os dois lismetros.

    O Eh, apresentado na figura 5.6, tambm diminuiu com o tempo at

    aproximadamente o 15o ms e, desde ento, oscilou, permanecendo numa faixa

    compreendida entre +50 e +150 mV.

    O comportamento observado nesses lismetros no condiz com as

    informaes da literatura. Apesar de no terem desenvolvido condies propcias

    para os processos anaerbios, evidenciadas pelos valores positivos de Eh, o pH

    aumentou gradativamente at atingir valores indicativos de sistemas j

    estabilizados.

  • Figura 5.5: Valores mdios de pH em funo do tempo dos lismetros 3 e 4

    68

    2,00

    3,00

    4,00

    5,00

    6,00

    7,00

    8,00

    9,00

    0 5 10 15 20 25 30 35

    Tempo (meses)

    pH

    Lis3 Lis4

  • Figura 5.6: Valores mdios de Eh em funo do tempo dos lismetros 3 e 4

    69

    0,00

    50,00

    100,00

    150,00

    200,00

    250,00

    0 5 10 15 20 25 30 35

    Tempo (meses)

    Eh

    Lis3 Lis4

  • 70

    O aspecto visual foi semelhante nos dois casos, apresentando alta

    turbidez nos dois primeiros meses e depois, baixa ou nenhuma. A cor variou do

    laranja escuro a bege, nos 12 primeiros meses, passando a incolor, a partir de

    ento.

    O amercio foi detectado no chorume do Lis4 somente no terceiro ms,

    em uma concentrao mdia de 3,81 Bq/mL, conforme apresentado na figura 5.7.

    Desse perodo em diante a concentrao diminuiu, apresentando uma

    concentrao inferior a 0,1 Bq/mL a partir do 20o ms. As maiores concentraes

    foram observadas na fase mais cida do chorume, pH abaixo de 6,0, que se

    manteve at o 18o ms. No seu ponto mais alto, o pH foi inferior a 4,0.

  • Figura 5.7: Concentrao de amercio no chorume, em funo do tempo, do Lis4

    71

    0,00

    1,00

    2,00

    3,00

    4,00

    5,00

    6,00

    7,00

    8,00

    0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 800 850 900 950 1000

    Tempo (dias)

    Ativ

    idad

    e es

    pec

    fica

    (Bq/

    mL)

  • 72

    5.2.3 Lismetros 5, 6, 7 e 8

    Os problemas verificados nos experimentos anteriores, de gerao de

    gases e permeabilidade, foram resolvidos nesta srie. No houve refluxo e a

    gerao de chorume foi constante.

    A temperatura interna de todos os lismetros tambm acompanhou a

    variao ambiental, mesmo tendo recebido isolamento trmico.

    O aspecto visual das amostras variou de modo distinto no primeiro ano,

    apesar de terem sido preparadas da mesma maneira. As amostras dos Lis5 e 8

    apresentaram alta turbidez nos 12 primeiros meses, passando a mdia e lmpida

    nos ltimos meses. No caso dos Lis6 e 7, alta turbidez nos 8 e 7 primeiros

    meses, respectivamente. A cor variou do laranja escuro a bege claro ou incolor

    em todos os lismetros.

    O pH tambm aumentou com o tempo, mas de forma mais acelerada.

    A variao foi mais rpida no Lis7 (controle), passando de 4,0 a 7,0 em um

    intervalo de apenas 3 meses. Nos outros, foram necessrios de 8 a 9 meses para

    atingir a neutralidade. Aps terem atingido esse estgio, o pH oscilou

    ligeiramente, permanecendo, contudo, prximo do 7,0. Este comportamento pode

    ser visualizado na figura 5.8.

    A figura 5.9 apresenta a evoluo do Eh em funo tempo, na qual

    podem ser observados dois perodos distintos: at 10 meses, com baixos valores

    e, na maior parte do tempo, negativos; e o inverso no perodo posterior.

  • Figura 5.8: Valores mdios de pH em funo do tempo dos lismetros 5, 6, 7 e 8

    73

    3,00

    4,00

    5,00

    6,00

    7,00

    8,00

    9,00

    0 5 10 15 20 25

    Tempo (meses)

    pH

    Lis5 Lis6 Lis7 Lis8

  • Figura 5.9: Valores mdios de Eh em funo do tempo dos lismetros 5, 6, 7 e 8.

    74

    -500,00

    -400,00

    -300,00

    -200,00

    -100,00

    0,00

    100,00

    200,00

    0 5 10 15 20 25

    Tempo (meses)

    Eh

    (mV

    )

    Lis5 Lis6 Lis7 Lis8

  • 75

    O comportamento observado de pH e Eh est de acordo com a

    literatura, mostrando que o resduo slido de todos os lismetros sofreu todo o

    processo de decomposio, apesar de no ter desenvolvido condies favorveis

    metanognese, exceto o do Lis7. As bactrias que atuam nessa fase so

    anaerbias estritas e se desenvolvem somente em ambientes com baixo potencial

    redox (

  • Figura 5.10: Concentrao de amercio no chorume, em funo do tempo, do Lis5

    76

    0,00

    0,20

    0,40

    0,60

    0,80

    1,00

    1,20

    1,40

    1,60

    1,80

    2,00

    0 100 200 300 400 500 600 700

    Tempo (dias)

    Ativ

    idad

    e es

    pec

    fica

    (Bq/

    mL)

  • Figura 5.11: Concentrao de amercio no chorume, em funo do tempo, do Lis6 77

    0

    5

    10

    15

    20

    25

    30

    35

    40

    0 100 200 300 400 500 600 700 800

    Tempo (dias)

    Ativ

    idad

    e es

    pec

    fica

    (Bq/

    mL)

  • Figura 5.12: Concentrao de amercio no chorume, em funo do tempo, do Lis8 78

    0

    0,05

    0,1

    0,15

    0,2

    0,25

    0,3

    0 100 200 300 400 500 600 700

    Tempo (dias)

    Ativ

    idad

    e es

    pec

    fica

    (Bq/

    mL)

  • Figura 5.13: Concentrao de amercio no chorume, em funo do tempo, dos lismetros 5, 6 e 8.

    79

    -6,00

    0,00

    6,00

    12,00

    18,00

    24,00

    30,00

    36,00

    0 100 200 300 400 500 600 700

    Tempo (dias)

    Ativ

    idad

    e (B

    q/m

    L)

    Coluna 5 Coluna 6 Coluna 8

  • 80

    O controle microbiolgico foi introduzido a partir do 89o dia e o mtodo

    adotado foi o de contagem direta em placas de petri, contendo gar padro para

    contagem. O crescimento das bactrias foi avaliado em aerobiose e anaerobiose.

    Os resultados obtidos esto apresentados nas figuras 5.14 e 5.15.

    O controle anaerbio revelou um comportamento distinto apenas no

    Lis7 (controle), que apresentou uma contagem maior de bactrias at

    aproximadamente o 290o dia. Entre os lismetros com fontes as contagens

    oscilaram com o tempo e no foi observada diferena significativa. A contagem

    mdia observada foi da ordem de 106 unidades formadoras de colnias (UFC) .

    No controle aerbio, o Lis7 apresentou um comportamento semelhante, ou seja,

    contagens superiores aos dos lismetros com fontes, mas num perodo mais curto,

    cerca de 190 dias. A contagem mdia observada foi superior do controle

    anaerbio, da ordem de 107 UFC. O perodo em que foi observada a diferena no

    Lis7 coincide com o do aumento de pH e com os menores valores de Eh,

    sugerindo que houve inibio do crescimento microbiano na presena de

    amercio. O efeito txico de metais sobre as bactrias j conhecido (Lima, 1988,

    Pereira, 2004) e talvez isso possa explicar os valores mais altos de Eh

    observados nos lismetros com fontes at cerca de 10 meses.

  • Figura 5.14: Contagem de bactrias anaerbias dos lismetros 5, 6, 7 e 8.

    81

    1,00E+00

    1,00E+01

    1,00E+02

    1,00E+03

    1,00E+04

    1,00E+05

    1,00E+06

    1,00E+07

    1,00E+08

    1,00E+09

    1,00E+10

    0 100 200 300 400 500 600 700

    Tempo (dias)

    Con

    tage

    m d

    e ba

    ctr

    ias

    (UFC

    /mL)

    Lis5 Lis6 Lis7 (controle) Lis8

  • Figura 5.15: Contagem de bactrias aerbias dos lismetros 5, 6, 7 e 8.

    82

    1,00E+00

    1,00E+01

    1,00E+02

    1,00E+03

    1,00E+04

    1,00E+05

    1,00E+06

    1,00E+07

    1,00E+08

    1,00E+09

    1,00E+10

    0 100 200 300 400 500 600 700

    Tempo (dias)

    Con

    tage

    m d

    e ba

    ctr

    ias

    (UFC

    /mL)

    Lis5 Lis6 Lis7 (controle) Lis8

  • 83

    Para verificar se o xido de amercio poderia realmente interferir no

    crescimento bacteriano, foi realizado um ensaio baseado no teste de avaliao da

    resistncia aos antimicrobianos pelo mtodo de difuso (Oplustil et al., 2000).

    Desta forma, uma fonte, com a face ativa voltada para baixo, foi depositada sobre

    uma superfcie de gar nutriente, semeada por espalhamento com ala de

    Drigalski, com o inculo coletado do Lis7. O resultado, que pode ser visualizado

    na figura 5.16, mostra nitidamente um halo transparente sobre a superfcie do

    meio, ao redor da fonte, indicando uma regio com ausncia de crescimento

    bacteriano e, portanto, revelando a ao inibitria.

    Figura 5.16: Inibio do crescimento bacteriano pela fonte de amercioem gar.

  • 84

    5.2.4 Lismetros 9 e 10

    Os Lis9 e 10, por terem sido preenchidos com o composto, geraram

    chorume cuja cor variou de marrom escuro a marrom claro, o que no permitiu

    avaliar visualmente a turbidez.

    A variao do pH pode ser observada na figura 5.17. O pH dos dois

    lismetros sofreu pequenas oscilaes, mas se manteve prximo de 7,0. Os

    valores mdios ficaram compreendidos entre 7,5 e 6,5, mas pode-se notar valores

    ligeiramente superiores at o 8o ms.

    Com relao ao Eh, figura 5.18, o comportamento dos dois lismetros

    tambm foi semelhante. Aumentou em funo do tempo, apresentando valores

    negativos somente at o 3o ms.

    A concentrao de amercio, figura 5.19, diminuiu com o tempo, tendo

    sido detectada logo na primeira coleta, uma concentrao de aproximadamente

    18 Bq/mL. O decrscimo no foi constante e as maiores oscilaes foram

    observadas entre 45 e 100 dias. A partir do 327o dia, os valores foram inferiores a

    0,5 Bq/mL. A presena de amercio logo na primeira coleta conseqncia da

    alta permeabilidade do composto empregado, que permitiu um escoamento maior

    de chorume.

  • Figura 5.17: Valores mdios de pH, em funo do tempo, dos lismetros 9 e 10.

    85

    5,00

    5,50

    6,00

    6,50

    7,00

    7,50

    8,00

    0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

    Tempo ( meses)

    pH

    Lis9 Lis10

  • Figura 5.18: Valores mdio de Eh, em funo do tempo, dos lismetros 9 e 10.

    86

    -400,00

    -300,00

    -200,00

    -100,00

    0,00

    100,00

    200,00

    0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

    Tempo (meses)

    Eh

    Lis9 Lis10

  • Figura 5.19: Concentrao de amercio no chorume, em funo do tempo, do lismetro 9.

    87

    0,00

    2,00

    4,00

    6,00

    8,00

    10,00

    12,00

    14,00

    16,00

    18,00

    20,00

    0 30 60 90 120 150 180 210 240 270 300 330 360 390 420 450 480 510 540 570 600

    Tempo (dias)

    Ativ

    idad

    e es

    pec

    fica

    (Bq/

    mL)

  • 88

    5.2.5 Teor de slidos Lis2 a 10

    O teor de slidos, que d uma idia da qualidade do chorume e s foi

    avaliado a partir do Lis2, diminuiu em funo do tempo, apresentando valores

    inferiores a 0,1 % aps 10 meses, para todos os lismetros, exceto o 2. Neste

    caso, apresentou um valor mdio de 0,2 % do 19o ms at o final. Esta diferena

    demonstra que o resduo utilizado sofreu um processo de degradao lento.

    5.2.6 Volume do chorume

    A produo de chorume, apresentada nas figuras 5.20 a 5.22, no

    foi constante nos lismetros 2 a 8 e os volumes mximos gerados no esto

    relacionados com a alimentao, ou seja, os picos de volume no foram

    observados logo aps a adio de gua. Em algumas vezes, este fato ocorreu

    quando houve uma diminuio brusca da temperatura. Apesar de ser uma

    situao diferente, cabe ressaltar que Khattabi & Mania (2002) tambm

    observaram flutuaes no volume de chorume gerado em aterro e os maiores

    picos no corresponderam ao mximo de precipitao.

    5.2.7 Liberao de amercio

    Os resultados obtidos no que tange liberao de amercio

    demonstram haver um padro de comportamento, ou seja, h uma fase inicial na

    qual so observadas concentraes de amercio mais altas, e outra, mais

    constante. Os resultados apresentados pelos lismetros 4, 5, 6 e 8, mostram que

    fase inicial coincide com a fase cida de degradao, o que poderia sugerir que

    as maiores concentraes de amercio observadas so devidas somente s

    condies agressivas do meio. possvel que o meio tenha contribudo para a

    liberao do amercio, mas no pode ser considerado o nico agente, uma vez

    que o Lis9, com resduo j degradado e ph neutro, tambm apresentou

    comportamento semelhante. Alm disso, deve-se considerar ainda os ensaios da

    lixiviao, realizados na primeira etapa, que no demonstraram haver uma

    relao entre a maior agressividade do meio (cido sulfrico e ntrico) e o maior

    percentual lixiviado. Assim, esse comportamento pode ser atribudo ao efeito de

    lavagem das fontes (washout), um processo fsico de remoo do material citado

    por outros autores (Kelly et al., 1998, Vaidya, 2002).

  • Figura 5.20: Volume de chorume gerado no Lis2

    89

    0

    100

    200

    300

    400

    500

    600

    700

    800

    0 200 400 600 800 1000 1200

    Tempo (dias)

    Vol

    ume

    (mL)

    Lis2

  • Figura 5.21: Volume de chorume gerado no LIs3 e 4

    90

    0

    100

    200

    300

    400

    500

    600

    700

    0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000

    Tempo (dias)

    Vol

    ume

    (mL)

    Lis3 Lis4

  • Figura 5.22: Volume de chorume gerado no Lis5, 6, 7 e 8.

    91

    0

    100

    200

    300

    400

    500

    600

    700

    800

    900

    0 100 200 300 400 500 600 700

    Tempo (dias)

    Vol

    ume

    (mL)

    Lis5 Lis6 Lis7 Lis8

  • 92

    5.3 Estimativa de risco

    A estimativa do risco foi baseada no clculo de dose para membros do

    pblico, sendo a ingesto de gua a via mais provvel de exposio. O valor

    obtido foi, ento, comparado com o limite de dose anual estabelecido pela

    Comisso Internacional de Proteo Radiolgica (ICRP), 1 mSv (International

    Atomic Energy Agency, 1996).

    Neste estudo simplificado, os parmetros envolvidos foram:

    nmero de fontes;

    atividade liberada;

    consumo anual de gua;

    fator de dose para membros do pblico;

    porosidade, densidade e Kd (coeficiente de distribuio) do solo.

    Todos os valores empregados no clculo foram obtidos na literatura,

    excetuando-se, obviamente, a atividade do amercio e o nmero de fontes. O Lis6

    foi adotado como referncia para a hiptese de contaminao mais pessimista,

    por ter liberado a maior quantidade de amercio. Na tabela 5.3 apresenta-se todos

    os valores empregados no clculo. Desta forma, a dose anual para um nico

    radionucldeo consumido na gua foi calculada empregando-se as equaes 1, 2

    e 3 do Captulo 3. O valor obtido deve ainda ser divido por um fator de atenuao

    como conseqncia da diluio do radionucldeo na gua subterrnea (CETESB,

    2001).

  • 93

    Tabela 5.3: Valores dos parmetros empregados no clculo da estimativa derisco.

    Parmetro Valor Referncia

    Nmero de fontes 6 Valor mdio observado

    nos pra-raios recebidos

    pelo IPEN

    Atividade liberada

    (C)

    8,93 Bq/cm3 Concentrao mdia

    observada (Lis6) no

    perodo de maior

    liberao de amercio, em

    um ano.

    Consumo de gua por

    um indivduo adulto

    (W)

    730 L ano-1 Aanenson et al., 1999

    WHO, 2004

    National Health and

    Medical Research

    Council, 2004

    Fator de dose para

    membros do pblico

    (Dcoeff)

    2.0 x 10-4 mSv Bq-1 IAEA, 1996

    Porosidade

    (w)

    0,4 CETESB, 2001

    Densidade do solo

    (b)

    1,30 g cm-3 CETESB, 2001

    Kd 14.621,77 cm3 g-1

    (mnimo 1900, mximo

    112000)

    Mdia logartimica entre o

    valor mximo e mnimo

    relatado por Yu et al

    (2006)

    Fator de atenuao 10 CETESB, 2001

  • 94

    Desta forma, tem-se:

    bdw !.KC

    .W.DcoeffD+

    =

    D = 68,6 10-3 mSv . ano-1

    Dividindo-se pelo fator de atenuao, a dose final igual a 6,9 x 10-3

    mSv.ano-1, que bem inferior ao limite de dose efetivo (1 mSv . ano-1)

    estabelecido para membros do pblico, embora tenham sido adotados parmetros

    conservativos. Para superar o limite de dose efetivo seriam necessrios cerca de

    145 pra-raios dispostos em um mesmo local, o que seria uma situao pouco

    provvel de ocorrer.

    Em outras palavras, para esse cenrio hipottico, o risco decorrente da

    exposio de um indivduo adulto radiao pode ser considerado aceitvel e

    no resultar em um dano a sua sade, durante toda sua vida.

  • 95

    6. CONCLUSES

    Os resultados obtidos nos experimentos nos permitem concluir que:

    A qualidade do resduo influi nas caractersticas do chorume e no processo de

    degradao;

    O material radioativo liberado para o meio limitado e deve pertencer rea

    exposta ou danificada da fonte, no superando mais do que 0,4 % no caso do

    lismetro 6 e 0,06 % na lixiviao;

    O amercio afeta o crescimento das bactrias. Nos lismetros, a populao

    bacteriana foi influenciada pelas fontes durante a fase cida, provocando

    alteraes no Eh e no pH;

    No foi possvel demonstrar que a degradao do resduo nos lismetros

    intensificou a liberao do amercio. Os resultados obtidos com os lismetros

    sugerem que a maior parte da liberao ocorre pelo efeito de lavagem

    (washout);

    Apesar do mtodo empregado neste trabalho no ser to realstico quanto os

    lsmetros de grande porte, pode-se afirmar que o risco de contaminao

    provocada pelo descarte de pra-raios em lixes baixo. A avaliao desse

    risco afetando membros do pblico demonstrou no haver problemas levando-

    se em conta os nveis obtidos no presente trabalho.

  • 96

    APNDICE

    Tabela A.1. Parmetros monitorados do Lis1.

    Dia Volume(mL)

    pH Eh Ti(C)

    1 0 3,94 200 26

    2 5 4,18 26

    3 4 4,19 25

    6 35 4,44 26

    7 5,5 3,89 26

    8 9,5 3,86 26,5

    9 3 4,11 26,5

    10 3 3,94 26

    16 28 5,38 194 24

    17 14 3,7 25

    20 120 3,75 23

    21 50 3,65 23

    22 33 3,63 23

    23 12 3,57 24

    24 12 3,55 24

    27 29 4,12 25

    28 222 3,55 188 23

    29 158 3,54 24

    30 71 3,54 25

    31 32 3,53 23

    34 100 3,95 22

    35 31 3,52 23

    36 20 3,64 22

    37 19 3,52 23

    38 14 3,49 24

    41 46 4,22 188 25

    44 30 4,22 25

    45 4,5 3,7 22

    48 52 4,31 20

    49 21 3,45 22

    50 21 3,88 23

    51 6 3,47 22

    55 46 4,11 156 22

    57 22 4,21 153 23

    63 45 4,01 163 23

    65 4,1 3,52 189 25

    69 2 4,3 162 26,5

    71 3,4 4,05 176 26

    76 110 3,79 187 20

    77 27 3,68 194 21

    83 36 4,14 170 21

    84 3 3,56 204 22

    90 19 4,1 173 24

    92 4,9 3,65 199 24 Continua

    Tabela A.1. Parmetros monitorados do Lis1.Cont.

    Dia Volume(mL)

    pH Eh Ti(C)

    97 120 3,63 200 20

    98 30 3,59 201 20

    99 17 3,57 202 20

    100 8 3,57 202 19

    101 9 3,59 202 21

    105 12 4,04 177 22

    108 11 3,91 184 22

    111 7 3,83 188 22

    115 9 4,02 178 24

    118 7 3,92 184 23

    122 6,4 4,09 171 23

    125 6 3,96 180 22

    128 4 3,93 183 22

    129 2,4 3,95 181 21

    132 10 3,94 182 22

    134 9,5 3,89 184 21

    136 10 3,84 186 21

    139 7,5 3,9 184 22

    142 34 4 176 20

    143 86 4 176 17

    146 330 3,95 179 17

    147 12 3,93 182 20

    150 2 3,88 184 20

    153 14 3,93 183 22

    155 9 3,95 181 22

    157 8 3,99 178 23

    160 21 3,99 178 21

    162 5,1 3,95 180 22

    164 10 4,05 175 22

    167 18,5 3,98 178 21

  • 97

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    1 0 3,94 206

    2 0 26

    3 4 4,35 25

    6 37 4,58 26

    7 8,7 3,91 26

    8 12,5 3,99 26

    9 10 3,98 26

    10 4,5 3,95 26

    16 39 4,22 201 24

    17 22 3,78 25

    20 50 4,13 24

    21 12 3,73 23

    22 8 3,72 24

    23 5 3,74 24

    24 3,5 3,80 24

    27 6 5,19 24

    28 78 3,65 194 24

    29 76 3,63 25

    30 28 3,62 26

    31 7 3,55 23

    34 124 3,89 22

    35 31 3,65 23

    36 14 3,69 23

    37 10 3,64 24

    38 7 3,63 24

    41 9 4,94 176 25

    44 13,5 4,48 25

    45 2,7 3,84 22

    48 54 4,26 21

    49 30 3,52 22

    50 12 3,57 24

    51 3,4 3,56 23

    55 38,6 4,05 155 22

    57 7 3,51 190 22

    63 106 3,79 174 24

    65 9 3,52 189 25

    69 13 4,24 165 27

    71 9 3,77 193 27

    73 31 3,87 185 23

    76 294 3,75 190 20

    77 96 3,67 193 21

    78 55 3,72 193 20

    79 53 3,72 193 19

    80 31 3,58 200 19,5

    83 46 3,70 195 22

    84 3,8 3,59 202 21,5

    90 37 3,92 184 24

    Continua

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol. Ti

    92 16 3,61 201 24

    94 7 3,52 207 22

    97 120 3,55 205 20

    98 23 3,58 201 20

    99 18 3,57 202 20

    100 16 3,58 202 19

    101 3,6 3,60 202 22

    105 35 3,66 200 22

    108 18 3,69 197 22

    111 14 3,73 193 22

    115 22 3,79 192 24,5

    118 48 3,72 196 24

    122 34 3,75 191 23

    125 46 3,73 193 22,5

    128 128 3,44 211 23

    129 43 3,51 206 21

    132 102 3,75 193 22

    133 152 3,71 194 22

    134 95 3,75 192 21,5

    135 37 3,72 192 21

    136 12 3,73 193 22

    139 50 3,74 193 23

    140 10 3,75 189 24

    142 165 3,72 193 20

    143 114 3,73 191 17

    146 97 3,70 194 18

    147 35 3,72 194 20

    150 23 3,66 197 21

    153 38 3,58 203 22

    155 32 3,64 198 23

    157 26 3,70 194 23

    160 102 3,70 195 21

    162 9 3,72 193 22

    164 96 3,72 193 22

    167 25,5 3,51 205 22

    169 30 3,63 195 24

    171 138 3,67 195 19

    174 86 4,05 171 17

    176 0 30 4,13 168 3,17 19

    178 0 51 3,60 200 1,29 19

    181 0 97 3,66 197 2 18

    183 0 69 3,64 197 1,29 19

    185 0 75 3,72 193 1,69 22

    188 0 51 3,57 203 2,09 21

    190 0 129 3,52 204 2,39 17

    192 0 64 3,44 207 1,99 15

    195 0 70 3,54 205 2,38 19

    Continua

  • 98

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol. Ti

    197 0 55 3,55 204 1,59 20

    199 0 35 3,54 204 1,59 21

    202 0 66 3,52 204 1,69 24

    204 0 12 3,52 204 2,49 20

    206 0 69 3,48 202 1,89 16

    209 0 95 3,49 204 2 20

    211 0 19 3,53 202 2,29 19

    213 0 10 3,52 205 2,3 21

    216 0 115 3,49 207 1,6 24

    218 0 45 3,51 209 1,5 26

    220 0 133 3,46 206 1,79 20

    223 0 111,96 3,46 207 1,69 22

    225 0 50,07 3,51 207 1,58 23

    227 0 52,43 3,48 209 1,59 23

    230 0 43,27 3,49 209 1,6 25

    232 0 85,83 3,46 209 1,59 23

    234 0 77,15 3,47 207 1,49 22

    237 0 155,17 3,48 207 1,29 20

    239 0 65,36 3,47 208 1,39 21

    241 0 64,7 3,48 208 1,4 20

    244 0 41,84 3,45 209 1,3 23

    246 0 85,88 3,45 209 1,1 22,5

    248 0 73,78 3,42 211 1,3 22

    253 0 92,45 3,42 210 1,4 22

    255 0 151,05 3,46 210 0,7 23,5

    258 0 51,49 3,77 190 0,8 19

    260 0 90,4 3,58 202 1,19 20

    262 0 60,05 3,45 211 1 22

    265 0 62,88 3,70 198 0,7 24

    267 0 87,09 3,55 206 0,6 27

    269 0 57,62 3,48 209 0,7 23

    272 0 98,52 3,56 206 0,8 24

    274 0 71,02 3,52 206 0,5 23

    276 0 13,47 3,87 185 0,7 22

    279 0 43,53 3,94 183 0,7 24

    281 0 16,24 3,98 180 0,79 26

    283 0 9,16 4,15 169 0,86 23

    286 0 194,26 3,66 197 0,4 22

    288 0 8,48 4,10 174 0,29 27

    290 0 9,83 4,02 177 0,56 25

    293 0 27,71 4,03 176 0,69 25

    295 0,00785 332,85 3,89 184 0,2 24

    297 0 15,17 3,91 185 0,5 25

    300 0 105,01 3,93 182 0,3 28

    302 0 66 3,78 190 0,5 24

    304 0 86,9 3,68 196 0,6 24

    307 0 19,72 3,94 181 0,61 24

    Continua

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol. Ti

    311 0,0328 140,45 4,00 178 0,3 22

    314 0,00807 94,27 4,12 170 0,1 24

    318 0,011 80,5 3,93 181 0,4 21

    321 0,00431 51,63 3,91 184 0,6 24

    323 0 10,05 3,98 178 0,45 23

    325 0 10,76 3,93 181 0,51 22

    328 0 13,31 3,95 182 0,69 26

    330 0 10,1 3,83 189 0,89 26

    332 0 8,64 3,96 181 0,66 24

    335 0 279,32 3,89 185 0,2 24

    337 0 8,97 0,4 23

    339 0 16,72 4,06 174 0,51 25

    342 0 8 0,6 22

    344 0 16,6 0,7 22

    346 0 25,41 4,04 176 0,9 26

    349 0 13,73 4,01 177 0,81 24

    351 0 13 3,88 180 2,19 24

    353 0 12,92 4,01 176 0,94 24

    356 0 50,66 3,85 184 0,91 22

    358 0 18,2 4,04 174 1,01 23

    360 0 11 4,14 168 0,91 23

    363 0 22,4 4,04 174 0,61 24

    365 0 12,69 3,79 190 1,03 25

    367 0 13,43 3,72 192 1,21 24

    374 0 200,53 3,97 178 1,01 22

    377 0 116,26 3,83 186 0,6 24

    379 0 11,84 3,81 188 0,84 27

    381 0 672,14 3,74 189 0,4 23

    384 0 327,86 3,69 195 0,5 26

    386 0 61,77 3,79 190 0,5 29

    388 0 24,64 3,99 176 0,6 25

    391 0 16,64 4,24 163 0,61 24

    393 0 12,68 4,28 160 1,4 25

    395 0 12,79 4,01 176 1,1 25

    398 0 319,57 3,66 193 0,5 23

    400 0 49,85 3,71 193 0,71 24

    402 0 15,92 4,08 171 1,11 23

    405 0 41,22 3,84 186 0,51 25

    407 0 74,69 3,71 191 0,4 23

    409 0 27,88 3,82 186 0,4 25

    412 0 39,67 3,87 150 0,4 24

    414 0 39,38 3,77 160 0,6 24

    419 0 147,73 3,92 152 0,4 25

    421 0 14,18 4,03 135 0,6 23

    423 0 18,8 3,97 174 0,6 24

    426 0 29,78 4,05 148 0,6 26

    430 0,02 471,87 3,73 151 0,3 25

    Continua

  • 99

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol. Ti

    433 0,01 70,89 3,88 152 0,6 21

    435 0 107,22 3,72 208 0,3 22

    437 0 24,03 3,77 181 0,6 23

    440 0 26,41 4,05 134 0,6 25

    442 0 32,34 3,83 143 0,6 24

    444 0 67,34 3,75 178 0,5 21

    447 0 208,84 3,74 224 0,3 21

    449 0 51,01 3,77 195 0,4 22

    451 0 33,15 3,94 165 0,5 20

    454 0 54,95 3,72 145 0,5 18

    456 0 32,82 3,83 166 0,4 19

    458 0 21,91 4,06 172 0,5 19

    461 0 20,05 4,18 151 0,5 19

    463 0 11,6 4,16 134 0,5 18

    465 0 38,84 3,77 183 0,5 18

    468 0 39,99 3,85 162 0,4 18

    470 0 19,25 4,72 179 0,51 19

    472 0 15,29 4,63 165 0,5 18

    475 0 46,32 4,66 183 0,4 18

    477 0 20,7 4,88 157 0,5 18

    479 0 15,48 4,90 160 0,7 20

    482 0 93,73 4,33 150 0,3 16

    484 0 105,08 4,64 210 0,4 18

    486 0 33,14 4,49 216 0,3 21

    489 0 24,14 4,62 210 0,6 22

    491 0 15,09 4,68 194 0,5 22

    493 0 12,55 4,51 198 0,6 21

    496 0 16,33 4,56 164 0,4 22

    498 0 14,06 4,38 187 0,4 23

    500 0 36,41 4,40 176 0,3 24

    503 0 22,85 4,69 147 0,3 22

    506 0 68,74 4,81 155 0,3 20

    510 0 139,35 4,75 180 0,3 14

    512 0 147,97 5,21 280 0,4 18

    514 0 33,68 5,22 237 0,4 18

    517 0 109,79 5,42 213 0,3 19

    519 0 203,61 4,64 255 0,2 15

    521 0 245,8 5,02 193 0,2 14

    524 0 315,1 4,91 163 0,1 14

    526 0 114,01 5,20 222 0,2 17

    528 0 78,8 5,64 180 0,2 16

    531 0 85,9 3,73 162 0,1 17

    533 0 60 3,75 179 0,2 19

    535 0 50,36 3,69 198 0,2 19

    538 0 69,4 3,73 188 0,2 14

    540 0 77,95 3,85 216 0,2 16

    542 0 61,1 3,84 196 0,2 15

    Continua

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol. Ti

    545 0 79,06 3,79 154 0,3 17

    547 0 43,68 3,94 181 0,1 19

    549 0 34,19 3,87 182 0,3 19

    552 0 49,2 3,96 181 0,2 22

    554 0 38,41 4,07 135 0,2 20

    556 0 54,86 3,92 137 0,2 19

    559 0 93,12 3,82 196 0,2 18

    561 0 45,33 3,77 159 0,3 20

    563 0 40,18 3,83 177 0,1 22

    566 0 67,44 4,15 179 0,1 24

    568 0 29,48 4,25 147 0,3 23

    570 0 37,24 4,15 189 0,1 23

    573 0 103,45 4,14 146 0,2 20

    575 0 49,61 3,57 229 0,2 22

    577 0 28,56 3,60 230 0,2 20

    580 0 53,03 3,62 216 0,1 21

    582 0 24,91 6,67 219 0,2 24

    584 0 23 3,93 231 0,2 24

    587 0 46,38 3,73 230 0,2 25

    589 0 25,01 3,98 245 0,2 24

    591 0 36,35 3,69 214 0,11 19

    594 0 68,73 3,63 216 0,1 19

    596 0 37,15 3,74 226 0,3 19

    598 0 42,9 3,66 229 0,1 17

    601 0 54,74 3,79 232 0,21 20

    603 0 29,51 3,97 218 0,11 22

    605 0 29,13 4,13 213 0,21 21

    608 0 48,64 3,85 220 0,1 21

    610 0 31,28 4,06 218 0,2 19

    612 0 41,6 3,80 215 0,1 18

    615 0 47,78 3,79 209 0,1 22

    617 0 31,97 4,18 192 0,2 20

    619 0 37,21 4,17 194 0,2 19

    624 0 77,23 4,60 205 0,2 21

    626 0 25,89 4,77 192 0,2

    629 0 45,31 4,48 196 0,2 20

    631 0 39,05 4,10 209 0,1 21

    633 0 26,78 4,34 191 0,1 20

    638 0 70,74 3,96 190 0,3 21

    640 0 24,08 4,63 155 0,3 21

    643 0 36,95 4,80 176 0,31 19

    645 0 28,2 4,81 175 0,2 21

    647 0 25,23 4,93 187 0,2 25

    650 0 32,48 4,94 197 0,3 22

    652 0 29,2 4,70 194 0,2 21

    654 0 27,79 4,86 180 0,1 21

    657 0 37,77 4,93 184 0,2 23

    Continua

  • 100

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol. Ti

    661 0 20,86 4,95 181 0,2 22

    664 0 35,37 4,92 183 0,31 20

    666 0 23,33 4,95 169 0,2 22

    668 0 21,18 4,95 181 0,2 25

    671 0 28,37 4,91 205 0,2 24

    673 0 19,33 4,91 187 0,2 21

    678 0 55,6 4,91 184 0 22

    680 0 16,85 4,32 176 0,1 22

    685 0 43,48 4,87 193 0,2 25

    687 0 15,97 4,89 191 0,21 22

    689 0 18,81 4,91 189 0,1 24

    692 0 24,96 4,91 208 0,31 25

    694 0 13,22 4,88 198 0,31 23

    696 0 16,66 4,91 193 0,1 22

    699 0 21,4 4,90 178 0,1 24

    701 0 15,24 4,88 191 0,21 23

    703 0 14,18 4,92 179 0,3 22

    706 0 23,43 4,96 196 0,3 23

    708 0 13,35 4,32 197 0,31 22

    710 0 18,64 4,85 181 0,31 21

    713 0 21,86 4,92 181 0,3 23

    715 0 13,79 4,95 185 0,2 23

    717 0 12,68 4,96 179 0,21 23

    724 0 50,08 8,89 174 0,2 23

    727 0 20,71 5,81 123 0,2 22

    729 0 14,72 5,68 130 0,1 22

    731 0 14,57 6,02 56 0,1 23

    734 0 20,55 6,64 -5 0,2 24

    736 0 13,47 6,75 86 0,1 26

    738 0 12,32 7,06 77 0,1 25

    741 0 17,75 6,87 64 0,2 25

    743 0 12,94 7,54 63 0,21 23

    745 0 12,43 6,96 44 0,2 21

    748 0 20,72 6,44 43 0,2 22

    750 0 12,91 6,78 15 0,2 24

    752 0 11,91 6,93 36 0,2 26

    755 0 17,12 6,95 32 0,2 25

    757 0 11,1 7,14 -42 0,2 23

    759 0 12,36 7,02 -4 0,2 24

    762 0 18,01 7,16 -14 0,2 24

    764 0 11,29 7,38 66 0,1 23

    769 0 30,52 7,00 46 0,2 21

    771 0 13,41 7,26 84 0,2 23

    773 0 11,18 7,16 36 0,2 24

    776 0 16,61 6,98 21 0,2 26

    778 0 10,02 7,86 11 0,31 23

    780 0 11,94 7,96 -28 0,3 26

    Continua

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol. Ti

    783 0 16,69 7,93 -165 0,1 25

    785 0 11,41 7,69 -163 0,2 26

    787 0 10,56 7,72 -227 0,3 26

    790 0 15,39 8,50 -190 0,2 24

    792 0 11,28 7,56 93 0,2 25

    794 0 11,03 6,35 -92 0,31 24

    798 0 21,68 7,44 46 0,1 22

    801 0 18,22 7,93 17 0,2 19

    805 0 26,9 6,67 35 0,2 18

    808 0 19,49 7,14 2 0,31 20

    812 0 23,83 7,07 -40 0,1 21

    815 0 17,27 7,11 -74 0,2 23

    819 0 22,42 7,71 -164 0,2 24

    822 0 15,63 7,71 -178 0,3 24

    826 0 21,22 7,29 -136 0,2 20

    829 0 17,34 7,21 7 0,31 20

    833 0 24,77 7,08 -77 0,2 20

    836 0 17,46 7,30 -8 0,3 23

    840 0 22,78 7,03 -4 0,2 19

    843 0 18,1 7,20 -25 0,3 22

    847 0 21,04 7,15 -107 0,4 23

    850 0 14,66 7,95 -118 0,3 23

    854 0 15,96 7,42 -115 0,3 19

    857 0 11,87 7,64 -67 0,3 18

    861 0 17,29 7,44 -135 0,3 20

    864 0 19,7 7,47 -152 0,2 21

    868 0 25,22 7,21 -139 0,3 20

    871 0 19,95 7,37 -147 0,1 16

    875 0 38,96 7,53 -153 0,2 17

    878 0 47,99 7,43 -123 0,1 20

    882 0 13,2 7,23 -137 0,1 19

    885 0 16,71 7,53 -98 0,2 21

    889 0 30,22 7,05 9 0,3 16

    892 0 26 7,08 -78 0,2 19

    896 0 31,15 7,27 -150 0,2 21

    899 0 21,24 7,13 -137 0,2 20

    903 0 26,77 7,19 -152 0,1 20

    906 0 19,68 7,51 -184 0,2 17

    910 0 27,67 7,50 -168 0,2 21

    913 0 18,74 7,52 -158 0,2 22

    917 0 24,24 7,22 -161 0,2 22

    920 0 15,87 8,59 -10,9 0,2 19

    924 0 25,05 7,45 -183 0,2 24

    927 0 16,56 7,32 -164 0,31 23

    931 0 20,54 7,65 -58 0,2 21

    934 0 15,62 7,43 -87 0,2 18

    938 0 23,19 7,39 -137 0,2 17

    Continua

  • 101

    Tabela A.2. Parmetros monitorados doLis2. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol. Ti

    941 0 18,36 7,89 -168 0,1 21

    945 0 21,86 7,69 -187 0,1 19

    948 0 15,75 8,00 -130 0,1 19

    952 0 20,87 7,99 -136 0,1 16

    955 0 15,92 7,88 -95 0,3 19

    959 0 22,5 7,66 -177 0,2 21

    962 0 14,56 8,06 -138 0,2 21

    966 0 20,65 8,01 -155 0,2 22

    969 0 17,39 7,48 -13 0,2 27

    973 0 20,18 7,43 -167 0,2 24

    976 0 17,21 7,77 -165 0,2 21

    980 0,1 23,98 7,85 -171 0,2 22

    982 0 13,03 7,41 -138 0,2 23

    987 0 32,05 7,30 -147 0,2 19

    990 0 23,97 7,63 -180 0,2 21

    994 0,03 30 7,64 -10 0,2 22

    997 0 23,74 7,31 -24 0,2 17

    1002 0 42 7,27 27 0,2 25

    1004 0 15,27 7,61 149 0,2 20

    1008 0 36,64 7,35 -59 0,2 24

    1011 0 26,17 7,35 -102 0,2 25

    1015 0 39,06 7,21 10 0,2 23

    1018 0 27,85 7,31 -48 0,2 22

    1022 0 38,46 7,24 46 0,2 24

    1025 0 26,64 7,25 98 0,2 22

    1029 0 35,43 7,33 -135 0,2 20

    1032 0 27,31 7,50 -148 0,2 23

    1036 0 34,97 7,39 -170 0,2 22

    1039 0 26,28 7,12 -148 0,2 24

    1043 0 33,37 7,30 -8 0,2 22

    1046 0 26,53 7,24 -109 0,2 22

    1050 0 32,57 7,24 -140 0,2 21

    1053 0 25,7 7,37 -136 0,2 22

    1057 0,01 33,47 7,50 -175 0,2 27

    1060 0 27,78 7,56 -180 0,2 28

    1064 0 33,73 7,65 -214 0,2 30

    1067 0 27,92 7,51 -169 0,2 25

    1071 0 33,58 7,40 -160 0,1 26

    1074 0 25,24 7,46 -81 0,18 25

    1078 0 32,32 7,40 -99 0,1 23

    1081 0 22,63 7,37 -38 0,1 25

    1085 0 31,1 8,10 -7 0,1 28

    1088 0 25,22 7,41 -36 0,1 24

    1092 0 33,98 7,45 -45 0,1 24

    1095 0,03 24,85 7,52 -15 0,1 23

    1099 0 29,62 7,50 4 0,2 22

    1102 0,02 20,06 8,14 122 0 23

  • 102

    Tabela A.3. Parmetros monitorados doLis3.

    Dia Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    1 0 0 22

    3 32 3,61 201 5,52 22

    6 61 3,53 205 5,00 23

    8 40 3,67 195 4,99 17

    10 27 3,7 192 4,90 15

    13 34 3,65 198 5,29 16

    15 29 3,55 204 5,78 18,5

    17 33 3,55 203 5,59 19

    20 54 3,48 207 5,76 22

    22 32 3,5 205 5,99 22

    24 67 3,48 202 6,15 17

    27 62 3,55 201 5,66 18

    29 33 3,51 202 5,77 18

    31 30 3,5 206 5,67 18

    34 62 3,52 205 5,66 22

    36 36 3,5 209 5,80 24

    38 51 3,36 212 5,80 22

    41 101,8 3,47 206 5,70 21

    43 61,41 3,48 208 5,87 21

    45 55,29 3,49 208 5,81 22

    48 77,39 3,52 206 6,15 24

    50 67,74 3,6 201 6,08 22

    52 75,52 3,5 205 6,24 22

    55 297,15 3,52 205 6,26 19

    57 124,41 3,54 204 5,39 18

    59 81,41 3,5 208 4,81 19

    62 66,87 3,62 199 4,55 24

    64 59,55 3,53 204 4,47 22

    66 93 3,51 206 4,37 21

    71 237,59 3,92 183 3,29 21

    73 125,82 3,55 204 3,48 22

    76 128,96 3,54 204 2,99 19

    78 179,17 3,48 208 2,68 19

    80 79,49 3,51 207 2,29 21

    83 52,82 3,75 195 1,69 23

    85 30,31 3,61 203 1,50 24

    87 50,11 3,55 205 1,68 24

    90 189,95 3,52 208 1,10 24

    92 59,85 3,53 205 0,70 23

    94 66,24 3,5 206 0,79 22

    97 206,13 3,63 201 0,40 23

    99 27,08 3,63 201 0,69 25

    101 22,66 3,76 192 0,60 24

    104 115,8 3,53 204 0,79 22

    106 35,09 3,64 202 0,70 25

    108 19,99 3,85 187 0,60 25

    111 50,2 3,93 183 0,60 24

    Continua

    Tabela A.3. Parmetros monitorados doLis3. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    113 78,31 3,55 205 0,60 22

    115 53,93 3,58 203 0,60 24

    118 54,73 3,68 196 0,60 25

    120 35,6 3,67 197 0,70 26

    122 482,52 3,53 205 0,40 24

    125 106,77 4,03 175 0,30 23

    129 112,23 4,24 164 0,40 21

    132 71,53 4,3 160 0,30 23

    136 76,83 4,15 169 0,30 22

    139 193,03 3,9 185 0,30 22

    141 111,79 3,55 203 0,40 23

    143 83,05 3,6 200 0,40 22

    146 81,82 4,27 163 0,20 24

    148 52,63 3,81 190 0,10 25

    150 46,67 4 178 0,20 24

    153 77,55 4,26 163 0,20 23

    155 55,83 4,02 176 0,20 23

    157 63,87 3,94 182 0,20 24

    160 90,59 4,23 164 0,20 22

    162 73,41 3,87 185 0,10 21

    164 73,76 3,98 179 0,10 25

    167 54,56 4,66 140 0,10 23

    169 39,41 4,79 132 0,10 24

    171 30,71 4,85 128 0,20 25

    174 100,96 4,33 158 0,20 21

    176 68,87 4,28 161 0,10 22

    178 53,58 4,37 155 0,10 23

    181 76,3 4,44 152 0,20 23

    183 50,98 4,29 161 0,10 24

    185 40,09 4,69 137 0,20 25

    192 225,72 5,74 76 0,20 19,5

    195 95,23 4,47 150 0,10 23

    197 57,26 4,48 149 0,20 26

    199 57,96 4,3 156 0,20 22

    202 111,97 4,17 168 0,20 22

    204 58,78 4,43 153 0,10 26,5

    206 58,99 4,3 159 0,10 24

    209 113,18 4,09 171 0,10 22,5

    211 81,93 4,33 157 0,10 24

    213 84,29 4,05 173 0,10 23

    216 118,34 4,08 169 0,10 22

    218 83,37 3,94 179 0,10 24

    220 74,06 4,11 169 0,10 22

    223 89,55 4,52 147 0,10 25

    225 68,13 4,27 160 0,10 22

    227 66,25 4,39 154 0,10 23

    230 75,28 5,27 34 0,10 23

    Continua

  • 103

    Tabela A.3. Parmetros monitorados doLis3. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    232 52,87 4,84 87 0,10 23

    237 123,11 5,33 43 0,10 24

    239 53,76 4,71 170 0,10 23

    241 58,62 4,42 125 0,10 23

    244 79,51 4,92 28 0,10 25

    248 107,57 4,87 52 0,10 24

    251 72,44 4,94 -24 0,10 21

    253 83,33 4,01 152 0,10 21

    255 84,92 4,08 142 0,10 21

    258 95,43 4,52 102 0,20 23

    260 52,55 4,98 49 0,00 23

    262 56,13 5,02 61 0,10 21

    265 120,41 4,3 132 0,10 19

    267 80,96 4,26 143 0,10 20

    269 66,65 4,75 101 0,10 20

    272 72,2 5,13 80 0,10 17

    274 52,21 4,96 96 0,10 18

    276 52,47 4,74 114 0,10 18,5

    279 74,4 4,84 101 0,10 19

    281 43,43 4,84 126 0,10 18

    283 52,14 4,43 132 0,10 17

    286 76,15 4,57 130 0,00 18

    288 46,17 4,72 112 0,10 18

    290 48,62 4,63 123 0,10 18

    293 75,18 4,66 155 0,10 17

    295 46,55 4,88 110 0,00 18

    297 44,15 4,9 85 0,00 19

    300 93,07 4,33 111 0,10 16

    302 9,69 4,64 161 0,00 16

    304 18,3 4,49 182 0,00 19

    307 24,01 4,62 168 0,10 20

    309 18,65 4,68 138 0,20 20

    311 18,15 4,51 208 0,20 20

    314 28,51 4,56 131 0,20 21

    316 22,06 4,38 122 0,10 22

    318 23,85 4,4 75 0,20 22

    321 29,61 4,69 96 0,10 22

    324 26,46 4,81 102 0,10 20

    328 32,47 4,75 221 16

    330 19 5,21 120 17

    332 24,11 5,22 64 0,20 21

    335 27,96 5,42 92 0,10 16

    337 29,25 4,64 175 0,10 15

    339 30,53 5,02 153 0,10 15

    342 49,79 4,91 60 17

    344 24,15 5,2 120 0,20 16

    346 23,97 5,64 67 0,10 17

    Continua

    Tabela A.3. Parmetros monitorados doLis3. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    349 33,68 6,53 36 0,10 18

    351 23,35 4,3 118 0,20 19

    353 28,71 4,94 96 0,10 19

    356 43,92 6,43 0 0,10 16

    358 39,51 5,25 101 0,10 17

    360 36,44 6,17 68 0,09 16

    363 52,34 5,38 75 0,10 18

    365 32,44 4,98 98 0,10 20

    367 29,31 5,28 92 0,10 21

    370 43,13 6,8 -50 0,10 23

    372 29,59 4,54 78 0,10 22

    374 40,39 4,39 72 0,20 21

    377 68,69 4,58 107 0,00 19

    379 37,86 5,74 24 0,00 21

    381 36,45 5,52 86 0,00 23

    384 56,04 6,78 -35 0,00 22

    386 30,38 7,2 87 0,20 24

    388 33,73 7,35 92 0,00 25

    391 62,14 4,87 95 0,20 21

    393 47,6 3,75 215 0,00 21

    395 55,4 4,43 112 0,10 21

    398 104,33 4,92 61 0,10 21

    400 52,24 6,16 -21 0,00 24

    402 41,17 6,36 72 0,10 25

    405 92,06 5,27 58 0,00 25

    407 63,62 6,17 32 0,00 25

    409 127,63 4,95 119 0,00 20

    412 221,47 4,64 144 0,00 19

    414 137,61 4,68 131 0,00 20

    416 123,07 4,73 128 0,00 17

    419 153,46 4,76 123 0,00 21

    421 76,73 5,32 124 0,00 22

    423 57,59 6,54 93 0,00 22

    426 66,53 6,84 87 0,00 22

    428 28,15 5,41 146 0,00 20

    430 38,96 5,87 104 0,10 19

    433 58,88 6,83 97 0,10 23

    435 32,73 5,9 95 0,00 20

    437 38,07 4,66 167 0,00 20

    442 82,89 4,84 183 0,00 20

    444 27,01 5,01 162 0,10

    447 56,92 4,69 174 0,00 21

    449 74,1 4,51 172 0,10 21

    451 41,33 4,84 161 0,00 22

    456 105,35 5,13 139 0,00 21

    458 55,98 4,75 153 0,00 22

    461 116,97 4,95 148 0,10 21

    Continua

  • 104

    Tabela A.3. Parmetros monitorados doLis3. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    463 104,19 4,77 138 0,00 22

    465 82,39 6,33 89 0,00 25

    468 100,99 6,16 19 0,10 24

    470 102,95 4,97 87 0,10 22

    472 95,14 5,05 90 0,00 22

    475 107,97 5,07 98 0,00 22

    477 53,61 6,96 90 0,00 24

    479 51,29 7,06 110 0,00 23

    482 96,53 6,43 110 0,00 21

    484 66,72 6,63 55 0,00 22

    486 56,99 6,44 76 0,10 25

    489 90,58 6,94 130 0,00 24

    491 30,55 7,05 145 0,00 21

    496 115,7 4,78 84 0,00 22

    498 51,8 6,78 95 0,00 22

    503 62,72 7,36 136 0,00 26

    505 37,88 6,75 101 0,10 23

    507 41,96 5,73 62 0,00 22

    510 32,9 7,62 134 0,00 25

    512 30,67 6,42 89 0,20 24

    514 15,27 7,81 37 0,00 23

    517 16 7,72 -51 0,10 25

    519 10,99 8,05 143 0,00 23

    521 12,42 7,69 137 0,00 23

    524 51,85 6,58 135 0,00 23

    526 31,06 6,18 121 0,10 23

    528 77,15 4,88 93 0,10 20

    531 104,61 4,64 100 0,10 22

    533 64,95 6 79 0,11 24

    535 70,51 6,67 37 0,00 23

    542 228,39 7,36 155 0,00 23

    545 78,64 6,98 88 0,00 23

    547 58,85 6,35 99 0,00 22

    549 53,09 6,53 59 0,00 24

    552 81,12 6,78 79 0,10 24

    554 49,45 6,86 127 0,00 26

    556 48,8 7,46 114 0,00 25

    559 82,5 5,14 119 0,10 23

    561 57,77 6,54 84 0,00 25

    563 56,23 5,88 123 0,10 22

    566 90,97 6,39 72 0,00 23

    568 73,95 6,5 80 0,00 24

    570 81,43 6,61 73 0,00 26

    573 110,86 5,1 63 0,10 26

    575 83,79 5,03 65 0,00 24

    577 88,14 5,04 91 0,00 24

    580 108,1 4,96 56 0,00 25

    Continua

    Tabela A.3. Parmetros monitorados doLis3. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    582 58,39 6,77 75 0,00 23

    587 146,88 4,79 66 0,10 21

    589 64,85 7,05 99 0,00 23

    591 50,54 6,96 120 0,00 24

    594 55,73 7,2 103 0,00 27

    596 29,42 5,8 121 0,20 23

    598 30,8 7,79 87 0,00 26

    601 46,33 7,52 117 0,00 25

    603 36,77 7,31 91 0,10 27

    605 30,39 7,57 49 0,00 26

    608 47,02 7,45 131 0,00 25

    610 32,83 6,97 126 0,00 25

    612 39,86 6,95 43 0,00 24

    616 89,38 6,08 66 0,00 24

    619 74,79 6,84 26 0,10 19

    623 95,51 6,38 51 0,00 18

    626 62,2 7,34 43 0,00 20

    630 74,67 7,29 38 0,00 23

    633 51,81 7,06 25 0,20 25

    637 52,47 7,66 52 0,00 27

    640 28,24 7,84 53 0,00 26

    644 90,32 6,33 58 0,10 22

    647 32,27 7,37 80 0,00 21

    651 51,15 7,33 34 0,00 24

    654 30,9 7,62 78 0,10 25

    658 48,01 7,32 79 0,10 23

    661 37,75 7,28 87 0,00 24

    665 46,13 7,42 67 0,00 25

    668 29,82 7,99 71 0,00 23

    672 28,47 7,67 87 0,00 21

    675 32,72 7,42 85 0,00 20

    679 36,29 7,55 68 0,00 21

    682 24,68 7,81 56 0,00 23

    686 31,76 7,53 61 0,00 23

    689 23,64 7,49 72 0,00 16

    693 45,25 7,65 85 0,00 18

    696 53,59 7,46 53 0,00 21

    700 12,37 6,93 67 0,10 20

    703 13,32 7,13 43 0,00 20

    707 24,75 7,62 99 0,00 19

    710 18,54 8,03 52 0,00 20

    714 28,06 7,6 54 0,00 23

    717 17,52 7,81 50 0,00 23

    721 21,58 7,97 53 0,00 22

    724 15,38 8,04 58 0,00 20

    728 23,99 7,93 48 0,00 24

    731 15,25 7,99 53 0,00 22

    Continua

  • 105

    Tabela A.3. Parmetros monitorados doLis3. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    735 20,32 7,94 49 0,00 22

    738 13,53 8,5 45 0,00 19

    742 23,16 7,98 37 0,00 24

    745 14,12 7,53 42 0,00 23

    749 15,18 8,06 103 0,00 21

    752 14,86 8,82 109 0,00 18

    756 25,4 7,93 58 0,00 17

    759 15,47 8,14 75 0,00 21

    763 19,42 8,16 35 0,00 19

    766 14,89 8,04 64 0,00 19

    770 17,76 8,41 160 0,00 16

    773 14,75 8,05 68 0,00 19

    777 21,48 8 52 0,00 21

    780 13,1 8,21 74 0,00 21

    784 17,56 8,15 68 0,00 22

    787 12,79 8,11 113 0,00 27

    791 12,8 8,12 82 0,00 24

    794 11,9 8,11 79 0,00 21

    798 19,17 7,79 56 0,10 22

    800 11,48 8,11 54 0,00 23

    805 23,21 7,73 58 0,00 19

    808 29,06 7,55 39 0,00 21

    812 24,55 8,05 121 0,00 23

    815 14,2 8,22 105 0,00 18

    820 38,87 8,08 109 0,00 25

    822 9,86 8,33 168 0,00 20

    826 27,06 8,09 83 0,00 24

    829 18,79 8,04 59 0,00 24

    833 28,59 8,06 102 0,00 23

    836 25,35 7,84 82 0,00 22

    840 35,97 7,83 133 0,10 23

    843 22,64 7,93 64 0,00 21

    847 23,62 8,09 64 0,00 20

    850 19,9 8,17 55 0,00 23

    854 20,45 8,27 46 0,00 23

    857 16,43 8,15 35 0,00 24

    861 21,06 8,05 105 0,00 23

    864 19,54 8,06 57 0,00 23

    868 21,59 8 52 0,00 21

    871 17,64 8,01 46 0,00 21

    875 24,36 8,06 37 0,00 27

    878 23,84 7,98 41 0,00 26

    882 25,44 8,1 35 0,00 28

    885 24,32 7,91 55 0,00 25

    889 32,16 7,77 143 0,00 24

    892 39,37 7,65 75 0,00 24

    896 63,2 7,33 26 0,00 23

    Continua

    Tabela A.3. Parmetros monitorados doLis3. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol.(%)

    Ti(C)

    899 49,1 7,55 134 0,00 24

    903 43,49 7,78 113 0,00 27

    906 45,29 7,54 99 0,00 24

    910 73,82 6,97 50 0,00 23

    913 55,46 7,46 62 0,10 23

    917 55,68 7,58 101 0,00 23

    920 37,55 7,52 169 0,00 23

  • 106

    Tabela A.4. Parmetros monitorados doLis4.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    1 0,00 0 0,00 22

    3 0,00 30 3,60 201 6,34 22

    6 0,00 60 3,35 216 5,31 23

    8 0,00 38 3,52 204 5,89 17

    10 0,00 49 3,47 206 5,79 15

    13 0,00 36 3,52 206 5,59 16

    15 0,00 24 3,44 210 5,99 18,5

    17 0,00 20 3,57 202 5,88 19

    20 0,00 43 3,50 206 5,91 22

    22 0,00 32 3,51 204 5,90 22

    24 0,00 48 3,48 206 6,27 17

    27 0,00 48 3,53 202 5,67 18

    29 0,00 27 3,54 201 5,88 18

    31 0,00 31 3,54 203 5,78 18

    34 0,00 52 3,53 204 5,72 22

    36 0,00 37 3,57 206 5,97 24

    38 0,00 33 3,56 202 5,88 22

    41 0,00 99,3 3,52 204 6,06 21

    43 0,00 51,31 3,53 206 5,97 21

    45 0,00 45,59 3,49 208 4,28 22

    48 0,07 63,84 3,55 205 3,88 24

    50 0,06 53,8 3,54 204 5,88 22

    52 0,10 58,4 3,52 204 3,88 22

    55 4,04 435,37 3,53 204 5,22 19

    57 5,43 314,04 3,56 203 1,8 18

    59 5,93 215,85 3,63 200 2,1 19

    62 4,55 101,8 3,71 193 1,42 25

    64 4,35 53,95 3,62 199 2,07 22

    66 5,35 78,12 3,60 201 1,74 21

    71 6,09 165,04 4,08 172 1,63 21

    73 5,95 67,86 3,56 203 2,02 22

    76 5,60 81,52 3,68 196 1,44 19

    78 4,59 145,67 3,55 204 2,53 19

    80 3,87 78,15 3,55 205 2,18 21

    83 3,45 45,24 4,12 171 1,1 23

    85 3,77 30,96 4,06 176 0,9 25

    87 3,21 44,9 3,61 201 1,1 24

    90 2,24 112,44 3,51 208 0,90 24

    92 2,40 34,84 3,64 208 0,9 23

    94 2,00 31,5 3,64 199 0,8 22

    97 1,85 45,73 3,65 200 0,8 23

    99 1,89 21,72 3,99 180 0,7 25

    101 1,84 24,84 3,74 193 0,7 24

    104 1,70 49,88 3,99 178 0,6 22

    106 1,57 23,09 3,78 193 0,7 25

    108 1,41 21,39 3,84 187 0,6 25

    111 1,36 35,6 4,37 157 0,6 24

    Continua

    Tabela A.4. Parmetros monitorados do Lis4.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    113 1,33 31,81 3,63 200 0,7 21

    115 1,22 30,14 3,76 193 0,6 25

    118 1,22 43,53 4,53 147 0,5 25

    120 1,09 29,5 3,76 191 0,61 26

    122 1,24 100,71 3,64 199 0,8 24

    125 1,26 78,95 4,05 174 0,7 23

    129 1,46 183,06 3,74 193 0,6 21

    132 1,98 299,28 3,62 199 0,4 23

    136 1,07 613,56 3,72 193 0,2 22

    139 1,17 275,84 3,61 202 0,3 22

    141 0,99 65,05 3,64 198 0,3 23

    143 1,10 63,62 3,68 195 0,4 22

    146 0,91 88,71 4,01 178 0,3 25

    148 0,89 33,92 3,67 198 0,29 25

    150 0,94 33,77 3,94 182 0,29 24

    153 0,97 63,77 4,21 166 0,31 22

    155 0,98 50,96 3,68 196 0,3 22

    157 0,98 54 3,70 195 0,26 23

    160 0,87 69,21 4,39 154 0,4 22

    162 0,85 61,44 3,64 198 0,2 21

    164 0,67 78,59 3,71 194 0,2 24

    167 0,68 72,68 4,27 162 0,2 23

    169 0,77 37,16 4,02 176 0,3 24

    171 0,71 39,95 3,99 177 0,3 24

    174 0,66 122,27 3,75 191 0,1 21

    176 0,50 162,86 3,62 198 0,2 22

    178 0,43 123,23 3,77 190 0,1 22

    181 0,51 90,89 3,91 182 0,1 23

    183 0,53 48,52 3,99 178 0,1 24

    185 0,53 22,53 5,43 95 0,1 25

    192 0,52 133,22 4,78 131 0,2 19

    195 0,54 67,49 4,18 167 0,2 23

    197 0,57 40,68 4,07 173 0,1 26

    199 0,52 24,31 4,27 159 0 22

    202 0,45 101,97 3,75 192 0 22

    204 0,47 43,58 4,23 165 0,12 26

    206 0,52 31,98 4,25 162 0,25 24

    209 0,47 61,38 4,11 170 0,185 23

    211 0,52 39,14 4,04 174 0,11 23,5

    213 0,55 33,94 4,20 164 0,13 23

    216 0,51 36,27 4,56 141 0,09 22

    218 0,52 50,87 3,84 185 0,1 24

    220 0,44 47,94 4,11 169 0,2 21

    223 0,45 50,35 4,43 152 0,1 24

    225 0,39 26,84 4,46 153 0,2 22

    227 0,48 37,13 4,40 151 0,08 23

    230 0,49 49,49 4,43 160 0,2 22

    Continua

  • 107

    Tabela A.4. Parmetros monitorados do Lis4.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    232 0,43 43,73 4,18 136 0,2 22

    237 0,34 188,51 4,37 170 0,1 24

    239 0,26 55,83 4,43 150 0,1 24

    241 0,32 54,47 4,25 165 0,11 23

    244 0,30 107,46 4,48 188 0,1 25

    248 0,30 156,26 4,48 190 0,1 23,5

    251 0,33 48,91 5,06 179 0,15 21

    253 0,38 43,94 4,57 103 0,07 21

    255 0,36 57,84 4,46 183 0 21

    258 0,33 65,31 4,75 34 0,07 23

    260 0,32 56,12 4,65 220 0 23

    262 0,31 62,94 4,55 56 0,08 21

    265 0,30 105,45 4,41 46 0,1 18,5

    267 0,24 83,36 4,37 250 0 19

    269 0,20 94,81 4,42 110 0,1 20

    272 0,20 153,51 4,39 140 0,1 17

    274 0,21 66,19 4,45 106 0,06 19

    276 0,26 55,68 4,35 115 0,1 18,5

    279 0,22 79,11 4,47 98 0,1 18

    281 0,23 47,41 4,43 149 0,08 18

    283 0,25 47,36 4,40 146 0 17

    286 0,18 93,94 4,52 102 0,1 19

    288 0,18 93,13 4,43 112 0,1 18

    290 0,14 100,85 4,42 107 0 18

    293 0,16 160,25 4,48 148 0,1 17

    295 0,11 156,04 4,49 105 0 18

    297 0,15 136,16 4,46 141 0,1 19

    300 0,19 125,42 4,63 111 0 16

    302 0,16 83,21 4,39 124 0,1 16

    304 0,19 91,1 4,38 136 0 19

    307 0,18 86,28 4,45 154 0 20

    309 0,18 81,55 4,33 132 0 20

    311 0,19 60,02 4,31 154 0 20

    314 0,18 80,17 4,41 120 0 21

    316 0,19 78,45 4,34 119 0 22

    318 0,20 69,31 4,41 95 0 22

    321 0,27 59,41 4,48 141 0 23

    324 0,23 128,52 4,44 103 0,1 20,5

    328 0,30 113,39 4,54 144 0 16

    330 0,39 97,92 4,42 165 0 17

    332 0,34 57,6 4,45 178 0,1 21

    335 0,29 32,03 5,20 180 0 16

    337 0,30 73,64 4,45 202 0 15

    339 0,31 74,13 4,45 193 0 14

    342 0,28 99,35 4,47 103 0 17

    344 0,24 77,07 4,46 141 0 16

    346 0,27 61,87 4,44 152 0 17

    Continua

    Tabela A.4. Parmetros monitorados do Lis4.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    349 0,27 58,85 4,50 166 0 18

    351 0,25 32,13 4,39 145 0,08 19

    353 0,23 21,2 4,44 161 0 19

    356 0,24 23,37 4,55 144 0,12 16

    358 0,27 50,95 4,37 159 0 16

    360 0,29 34,59 4,43 163 0,11 16

    363 0,33 75,66 4,39 124 0,1 18

    365 0,33 19,58 4,51 128 0 19

    367 0,31 16,39 4,42 142 0,1 20

    370 0,22 23,43 4,52 119 0 23

    372 0,23 14,55 4,49 112 0 22

    374 0,26 19,22 4,35 159 0 20

    377 0,31 37,51 4,60 138 0 19

    379 0,31 20,88 4,37 155 0 21

    381 0,27 20,83 4,34 149 0 23

    384 0,24 25,53 4,36 110 0,1 22

    386 0,26 12,44 4,43 141 0,1 24

    388 0,17 14,38 4,43 123 0 26

    391 0,23 24,94 4,38 93 0,2 20

    393 0,20 22,85 4,19 165 0 20

    395 0,28 23,28 4,64 107 0 21

    398 0,21 38,22 5,24 92 0 21

    400 0,23 19,51 6,15 97 0 25

    402 0,16 14,15 7,27 116 0 25

    405 0,06 22,42 6,91 87 0 25

    407 0,11 13,55 7,04 73 0 25

    409 0,32 32,35 5,14 114 0 20

    412 0,42 86,72 5,51 31 0 19

    414 0,50 64,74 5,50 80 0,07 20

    416 0,46 73,6 5,80 70 0 17

    419 0,45 112,4 5,66 71 0 21

    421 0,41 62,57 5,28 85 0,08 22

    423 0,33 50,43 6,19 65 0 22

    426 0,34 105,52 6,07 107 0 22

    428 0,39 91,47 5,89 108 0 21

    430 0,37 98,2 5,74 66 0 19

    433 0,49 140,23 4,90 86 0,1 23

    435 0,43 101,24 4,79 88 0 20

    437 0,34 121,94 4,93 104 0 20

    442 0,25 262,33 6,40 101 0 21

    444 0,16 53,58 6,25 161 0

    447 0,31 85,42 5,40 116 0 21

    449 0,45 84,61 5,23 100 0 21

    451 0,30 83,31 5,32 93 0 22

    456 0,42 196,68 4,85 82 0 21

    458 0,27 99,38 5,44 116 0,1 22

    461 0,29 127,68 5,58 98 0 21

    Continua

  • 108

    Tabela A.4. Parmetros monitorados do Lis4.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    463 0,29 79,01 5,96 96 0,1 22

    465 0,17 76,13 6,72 113 0,1 25

    468 0,14 76,05 6,55 89 0 24

    470 0,21 59,12 6,26 99 0 22

    472 0,26 68,96 6,18 89 0 22

    475 0,36 106,77 5,41 77 0 21

    477 0,37 66,62 6,29 77 0 24

    479 0,22 64,83 6,62 157 0 23

    482 0,36 97,04 5,24 99 0 21

    484 0,39 64,51 6,14 86 0 22

    486 0,19 63,79 6,62 116 0 26

    489 0,32 95,23 5,70 28 0 24

    491 0,24 65,12 6,57 95 0 22

    496 0,35 142,51 5,01 48 0 22

    498 0,30 52,02 6,38 95 0 22

    503 0,42 140,49 5,05 16 0 26

    505 0,26 56,49 6,64 99 0 23

    507 0,13 53,67 6,78 56 0 22

    510 0,14 82,58 6,58 97 0 25

    512 0,20 48,55 6,92 92 0 24

    514 0,15 50,8 6,93 61 0 23

    517 0,22 74,9 5,82 -13 0 25

    519 0,26 52,89 6,96 118 0 23

    521 0,19 50,27 7,03 146 0 23

    524 0,17 79,56 6,88 141 0 23

    526 0,14 55,45 6,81 136 0 23

    528 0,32 73,16 5,20 12 0 20

    531 0,42 92,08 4,98 68 0 22

    533 0,20 55,55 6,18 64 0 24

    535 0,16 54,07 6,53 74 0 23

    542 0,11 172,09 7,35 174 0 23

    545 0,10 78,13 6,96 120 0 23

    547 0,09 51,24 6,94 121 0 22

    549 0,10 51,26 6,83 97 0 24

    552 0,10 69,78 6,78 118 0 24

    554 0,11 43,58 6,94 147 0 26

    556 0,13 34,13 7,49 167 0 25

    559 0,09 40,4 7,06 137 0 23

    561 0,09 35,61 7,21 134 0 25

    563 0,13 33,22 6,68 141 0 22

    566 0,17 61,27 5,95 84 0 23

    568 0,20 40,36 6,56 93 0 24

    570 0,14 35,77 6,84 125 0 26

    573 0,13 40,3 6,78 92 0 26

    575 0,12 24,13 6,92 116 0 24

    577 0,16 35,19 6,81 107 0 24

    580 0,17 48,25 6,28 44 0 25

    Continua

    Tabela A.4. Parmetros monitorados do Lis4.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    582 0,16 36,89 7,08 126 0,15 23

    587 0,31 102,36 5,05 52 0,1 21

    589 0,33 45,49 6,54 86 0 23

    591 0,16 35,54 7,00 142 0 24

    594 0,12 39,23 7,03 121 0 27

    596 0,10 26,84 7,15 137 0 23

    598 0,09 30,3 7,48 110 0 26

    601 0,10 38,3 7,45 125 0,12 25

    603 0,06 22,56 7,33 90 0,14 27

    605 0,11 21,42 7,35 92 0,1 26

    608 0,09 35,54 7,59 128 0 25

    610 0,08 24,71 7,19 130 0,1 25

    612 0,10 24,73 7,13 108 0,1 24

    616 0,13 48,21 6,72 163 0 24

    619 0,10 49,18 7,26 77 0 19

    623 0,14 73,07 6,15 59 0,1 18

    626 0,17 52,82 6,93 30 0 20

    630 0,09 62,81 6,64 70 0 22

    633 0,11 42,62 6,88 102 0 24

    637 0,09 42,75 7,06 108 0 25

    640 0,08 28,22 7,29 99 0 25

    644 0,07 43,34 6,99 74 0,12 21

    647 0,06 34,85 6,89 125 0 19

    651 0,08 41,24 7,01 106 0,17 23

    654 0,08 27,97 7,05 136 0 23

    658 0,07 36,03 7,01 119 0 22

    661 0,03 25,67 7,09 120 0 19

    665 0,04 31,17 6,90 112 0 24

    668 0,06 23,62 7,65 166 0 22

    672 0,06 29,42 6,95 130 0 20

    675 0,04 29,28 7,14 124 0 18

    679 0,05 34,2 6,92 116 0 20

    682 0,16 24,16 7,33 67 0 22

    686 0,06 25,47 7,15 100 0 22

    689 0,02 25,35 7,37 116 0 16

    693 0,11 46,14 7,45 123 0 17

    696 0,06 43,85 7,23 105 0 20

    700 0,00 13,27 6,73 93 0 19

    703 0,00 13,03 7,13 113 0 21

    707 0,00 24,87 7,30 134 0 18

    710 0,05 21,28 7,27 110 0 19

    714 0,04 23,83 7,17 102 0,12 22

    717 0,04 16,73 7,40 82 0 22

    721 0,07 21,73 7,36 102 0 21

    724 0,05 19,47 7,34 125 0 19

    728 0,04 24,63 7,39 98 0 23

    731 0,00 15,42 7,64 96 0 24

    Continua

  • 109

    Tabela A.4. Parmetros monitorados do Lis4.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    735 0,08 22,21 7,55 95 0 22

    738 0,00 16,07 8,14 126 0 19

    742 0,05 25,99 7,41 102 0 24

    745 0,05 14,81 7,23 94 0 23

    749 0,05 23,3 7,62 117 0 21

    752 0,06 24,96 7,14 124 0 18

    756 0,06 27,98 7,13 121 0 17

    759 0,03 28,66 7,53 137 0 21

    763 0,04 28,74 6,38 99 0 19

    766 0,02 18,85 7,60 107 0 19

    770 0,05 24,35 7,59 159 0 16

    773 0,05 24,74 7,48 117 0 19

    777 0,03 25,75 7,38 104 0 21

    780 0,04 15,36 7,75 101 0 21

    784 0,13 17,24 7,88 101 0 22

    787 0,10 14,09 7,71 126 0 27

    791 0,00 23,15 7,50 134 0 24

    794 0,06 32,9 7,14 157 0 21

    798 0,09 42,02 7,12 106 0,16 22

    800 0,06 16,97 7,24 107 0 23

    805 0,09 46,97 7,09 108 0 19

    808 0,10 48,01 6,91 46 0 21

    812 0,05 49,63 7,31 137 0 23

    815 0,05 46,8 7,13 123 0 18

    820 0,21 78,44 6,19 10 0,1 25

    822 0,15 18,57 7,50 151 0 20

    826 0,08 38,38 7,58 113 0 24

    829 0,05 31,33 7,33 101 0,09 24

    833 0,06 54,51 6,65 13 0 23

    836 0,06 41,07 7,31 116 0 22

    840 0,05 54,94 6,81 124 0 23

    843 0,04 39,59 7,42 98 0 21

    847 0,06 46,58 6,98 101 0 20

    850 0,05 35,5 7,65 80 0 23

    854 0,10 45,15 7,08 83 0 23

    857 0,05 36,59 7,46 87 0 24

    861 0,08 38,85 7,39 204 0 23

    864 0,03 33,08 7,44 99 0 23

    868 0,04 35,66 7,36 98 0 21

    871 0,01 30,86 7,40 104 0,1 21

    875 0,03 37,02 7,48 93 0 27

    878 0,02 28,93 7,33 97 0,12 26

    882 0,05 34,22 7,37 94 0 28

    885 0,06 32,32 7,36 113 0 25

    889 0,11 38,81 7,29 70 0 24

    892 0,06 43,88 7,27 111 0 24

    896 0,06 64,78 6,51 -53 0 23

    Continua

    Tabela A.4. Parmetros monitorados do Lis4.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    899 0,06 37,55 7,30 157 0,14 24

    903 0,10 35,11 7,49 138 0 27

    906 0,06 42,91 7,37 130 0 24

    910 0,05 58,4 6,88 83 0 23

    913 0,06 41,07 7,25 122 0 23

    917 0,08 52,2 7,18 180 0 23

    920 0,07 36,38 7,34 177 0 23

  • 110

    Tabela A.5. Parmetros monitorados doLis5.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    1 0,00 0

    2 0,00 17,74 3,65 97 3,68 17

    5 0,00 49,7 3,57 39 4,17 19

    7 0,00 42,1 3,67 77 3,88 19

    9 0,00 34,02 3,74 67 3,88 18

    12 0,00 83,08 3,64 35 3,95 17

    14 0,00 122,69 3,6 11 4,62 18

    16 0,00 59,21 3,63 42 4,69 20

    19 0,17 286,83 3,63 50 4,16 16

    21 0,14 64,31 3,67 103 3,85 17

    23 0,08 33,43 3,63 42 4,11 20

    26 0,07 40,72 3,63 31 3,67 21

    28 0,09 49,25 3,61 13 4,03 21

    30 0,08 50,88 3,42 29 3,86 21

    33 0,09 79,65 3,84 9 3,96 21

    35 0,13 103,98 3,53 10 3,94 23

    37 0,30 121,65 3,65 46 3,92 23

    40 0,16 98,78 3,65 33 4,06 23

    43 0,14 107,32 3,58 23 3,74 21

    47 0,47 273,86 4,14 1 2,89 16

    49 1,13 200,3 3,58 94 2,38 18

    51 0,70 22,98 6,23 -74 1,42 21

    54 0,43 186,98 4,22 25 1,4 16

    56 0,60 148,82 3,84 63 2,59 15

    58 0,52 93,55 3,82 68 2,5 15

    61 0,39 110,23 3,82 -60 1,3 17

    63 0,31 71,13 4,17 69 2,49 17

    65 0,43 44,1 3,79 27 2,11 16

    68 0,32 78,04 3,86 -162 1,21 18

    70 0,26 31,88 4,3 16 2,16 20

    72 0,18 20,43 3,82 53 2 19

    75 0,23 31,31 4,56 4 1,73 16

    77 0,23 36,45 4,19 1 1,89 17

    79 0,18 23,19 3,82 94 1,92 17

    82 0,37 47,91 4,61 21 1,3 18

    84 0,84 33,16 5,45 -387 1,15 20

    86 0,63 31,91 4,32 -432 1,64 21

    89 0,42 39,92 4,05 12 1,62 23

    91 0,28 24,52 4,22 -25 1,4 21

    93 0,22 31,18 4,13 -47 1,48 21

    96 0,16 34,04 4,04 46 1,31 19

    98 0,29 43,2 4,24 -40 1,18 21

    100 0,56 68,94 4,12 48 1,12 23

    103 0,85 148,44 4,53 -79 0,8 23

    105 0,70 51,58 4,31 22 0,91 24

    107 0,67 82,44 4,23 0 0,81 25

    110 0,33 63,97 4,33 -2 0,88 19

    Continua

    Tabela A.5. Parmetros monitorados doLis5. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    112 0,63 251 4 21 0,4 20

    114 0,49 24,2 4,35 31 0,6 21

    117 0,21 32,55 4,36 30 0,74 21

    119 0,35 59,31 4,26 37 0,56 25

    121 0,34 67,71 4,3 25 0,4 25

    124 0,25 53,79 4,37 -34 0,6 26

    126 0,28 72,04 4,26 39 0,4 20

    128 0,32 116,52 4,16 67 0,5 19

    131 0,19 55,04 4,52 52 0,4 19

    133 0,14 34,81 4,55 33 0,41 19

    135 0,12 24,71 4,58 51 0,38 16

    138 0,20 120,29 4,39 -66 0,25 21

    140 0,29 132,21 5,25 -28 0,31 23

    142 0,19 52,32 4,49 0 0,31 20

    145 0,25 86,81 4,64 44 0,3 22

    147 0,31 98,68 4,36 57 0,21 21

    149 0,28 96,58 4,35 29 0,3 19

    152 0,33 111,51 4,5 -154 0,2 23

    154 0,35 76,98 4,36 29 0,3 20

    156 0,35 71,94 4,69 -8 0,29 20

    161 0,35 151,36 6,65 -58 0,27 22

    163 0,50 122,93 4,67 19 0,39

    166 0,40 98,89 5,34 -35 0,3 21

    168 0,37 105,65 4,67 -25 0,2 21

    170 0,40 90,48 5,79 -146 0,3 21

    175 0,27 88,98 6,75 -25 0,2 21

    177 0,32 108,54 4,8 -42 0,4 22

    180 0,29 86,28 6,45 -239 0,24 21

    182 0,58 101,61 5,69 -163 0,21 21

    184 0,33 55,96 7,25 -57 0,1 25,5

    187 0,45 110,15 6,55 -230 0,21 24

    189 1,61 174,14 5,73 -91 0,2 22

    191 1,85 163,06 5,19 11 0,2 22

    194 1,40 120,09 5,82 -176 0,1 23

    196 1,53 71,77 6,84 -183 0 24

    198 1,78 68,64 7,05 -141 0,08 23

    201 1,46 89,97 6,72 -91 0,1 20

    203 1,29 84,24 6,74 20 0,1 22

    205 1,29 57,48 7,47 -20 0 26

    208 1,06 72,17 7,25 -8 0,2 24

    210 0,85 70,75 6,96 7 0,2 22

    215 0,80 97,05 7,48 -21 0,1 22

    217 0,58 61,31 6,94 9 0 22

    222 0,51 88,9 6,9 4 0,2 26

    224 0,36 27,98 7,1 -40 0 23

    226 0,40 31,87 7,38 -17 0,08 23

    229 0,42 41,5 7,53 -24 0,09 25

    Continua

  • 111

    Tabela A.5. Parmetros monitorados doLis5. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    231 0,34 27,01 7,68 -34 0 23

    233 0,45 32,36 7,58 -27 0 23

    236 0,39 47,44 7,48 -22 0,14 24

    238 0,50 48,88 7,34 -14 0 23

    240 0,40 33,96 7,62 -29 0 22

    243 0,36 61,54 7,38 -17 0 22

    245 0,32 41,29 6,82 -41 0 24

    247 0,28 69,68 6,98 5 0 20

    250 0,29 48,01 7,14 -3 0,13 21

    252 0,33 31,34 8,03 -53 0 24

    254 0,34 42 7,42 -18 0 23

    261 0,17 375,01 7,63 -30 0 23

    264 0,17 142,1 7,06 2 0 23

    266 0,09 203,78 5,61 83 0 22

    268 0,19 129,18 6,16 52 0 24

    271 0,38 103,59 7,31 -12 0 21

    273 0,38 69,42 7,07 1 0,1 25

    275 0,40 49,81 7,28 -11 0,1 23

    278 0,28 81,38 7,42 -78 0,1 23

    280 0,31 73,29 7,19 -115 0 25

    282 0,34 60,67 7,11 -1 0 22

    285 0,39 78,65 7,51 82 0,1 23

    287 0,38 50,2 7,21 78 0,1 24

    289 0,38 34,18 7,46 97 0,1 27

    292 0,34 53,98 8,04 120 0,1 26

    294 0,28 34,18 7,48 104 0 24

    296 0,24 41,59 7,38 95 0 24

    299 0,21 79,9 7,69 101 0 25

    301 0,18 60,82 7,18 127 0 23

    306 0,21 193,45 7,76 132 0 22

    308 0,19 122,35 7,15 34 0 23

    310 0,13 96,72 6,85 -122 0 25

    313 0,23 78,68 7,19 38 0 27

    315 0,35 79,57 7,47 -56 0 23

    317 0,34 51,64 7,33 53 0,16 26

    320 0,34 52,61 7,46 104 0,14 25

    322 0,41 38,82 7,43 51 0,12 27

    324 0,41 43,47 7,45 90 0 26

    327 0,31 55,89 7,93 118 0 25

    329 0,31 59,01 7,32 104 0 25

    331 0,28 58,81 7,19 127 0 25

    335 0,24 100,95 7,02 -66 0 23

    338 0,24 92,55 7,17 -26 0,1 19

    342 0,25 131,62 6,63 -54 0 19

    345 0,29 108 6,89 -68 0 20

    349 0,26 117,09 7,07 -73 0 22

    352 0,31 73,84 7,32 101 0 23

    Continua

    Tabela A.5. Parmetros monitorados doLis5. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    356 0,27 112,97 7,41 53 0 25

    359 0,30 68,37 7,27 111 0 25

    363 0,22 110,57 7,44 137 0 20

    366 0,30 85,16 7,07 134 0 21

    370 0,35 113,59 7,24 -40 0 24

    373 0,37 89,28 7,08 126 0 24

    377 0,31 116,77 7,3 54 0 22

    380 0,27 87,8 7,13 138 0 24

    384 0,31 106,02 6,98 108 0 24

    387 0,30 84,48 7,25 155 0 22

    391 0,31 155,17 6,51 -95 0 20

    394 0,46 79,32 7,09 134 0 19

    398 0,41 120,95 6,85 -14 0 20

    401 0,57 93,23 6,83 -45 0 22

    405 0,53 119,18 6,76 19 0 21

    408 0,69 90,57 7,12 37 0 15

    412 0,73 111,98 7,34 53 0 17

    415 0,88 157,21 7,17 42 0 21

    419 0,69 40,51 6,92 51 0 19

    422 0,67 44,92 7,56 23 0 21

    426 0,47 135,43 6,68 0 0 17

    429 0,64 80,53 6,71 102 0 19

    433 0,54 108,47 6,74 1 0 22

    436 0,65 78,83 6,78 122 0 21

    440 0,59 106,94 6,87 15 0 21

    443 0,69 66,75 7,13 143 0 18

    447 0,81 91,93 7,15 12 0 22

    450 0,65 86,63 6,72 58 0 22

    454 0,51 121,85 6,76 -1 0,1 23

    457 0,61 80,75 6,61 206 0,1 20

    461 0,70 104,55 7,25 -14 0 25

    464 0,76 85,97 7,12 -34 0,1 24

    468 0,80 113,88 6,78 30 0 21

    471 0,88 75,06 6,86 143 0 19

    475 0,79 105,1 7,23 157 0,1 19

    478 0,87 71,84 7,09 194 0 21

    482 0,79 170,35 6,32 25 0,1 20

    485 0,75 135,55 6,34 33 0 20

    489 0,72 114,36 6,84 88 0 17

    492 0,82 64,74 6,02 141 0 19

    496 0,74 114,47 6,82 17 0 22

    499 0,80 84,86 7,23 140 0 22

    503 0,87 123,04 6,92 -9 0,1 23

    506 0,93 97,8 6,77 105 0 29

    510 1,25 149,58 6,81 0 0 24

    513 0,97 94,28 6,77 159 0 24

    517 0,98 109,05 6,82 115 0 22

    Continua

  • 112

    Tabela A.5. Parmetros monitorados doLis5. Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    519 1,16 72,91 6,92 118 0,1 23

    524 1,18 167,62 6,46 88 0 19

    527 0,92 80,03 6,97 102 0 22

    531 1,03 115,63 7,07 171 0 23

    534 0,83 77,89 7,14 162 0 18

    539 0,86 142,1 7,14 162 0 25

    541 0,75 61,88 7,2 170 0 22

    545 0,87 130,98 7,01 73 0 25

    548 0,78 107,47 6,88 118 0 25

    552 0,86 120,87 7,03 171 0 23

    555 0,82 98,53 6,93 135 0 22

    559 0,68 132,48 7,47 61 0 24

    562 0,65 99,23 6,9 127 0 22

    566 0,54 142,75 7,1 114 0 20

    569 0,59 93,1 7,09 123 0 23

    573 0,64 138,38 7,1 29 0 22

    576 0,66 116,87 6,83 105 0 24

    580 0,80 179,02 6,91 92 0,1 22

    583 0,58 113,08 6,85 123 0 22

    587 0,77 190,89 6,48 4 0 21

    590 0,60 117,59 6,77 127 0 22

    594 0,71 151,48 6,79 117 0 27

    597 0,64 112,18 6,86 115 0 28

    601 0,77 146,16 6,9 120 0,1 30

    604 0,71 99,73 7,01 138 0,1 25

    608 0,67 125,23 7,45 116 0 26

    611 0,61 93,26 7,02 124 0 25

    615 0,67 116,1 7,25 152 0 23

    618 0,50 83,77 7,19 177 0 25

    622 0,34 138,03 6,81 -15 0 28

    625 0,40 95,01 7,12 150 0,1 24

    629 0,39 129,7 7,2 169 0 24

    632 0,42 92,26 7,09 141 0 23

    636 0,34 123,15 6,83 148 0 22

    639 0,40 69,61 7,15 184 0 23

  • 113

    Tabela A.6. Parmetros monitorados doLis6.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    1 0,00 0

    2 0,00 17,74 3,65 97 3,68 18

    5 0,00 49,7 3,57 39 4,17 18

    7 0,00 42,1 3,67 77 3,88 19

    9 0,00 34,02 3,74 67 3,88 18

    12 0,00 83,08 3,64 35 3,95 17

    14 0,00 122,69 3,6 11 4,62 18

    16 0,00 59,21 3,63 42 4,69 20

    19 0,17 286,83 3,63 50 4,16 16

    21 0,14 64,31 3,67 103 3,85 17

    23 0,08 33,43 3,63 42 4,11 20

    26 0,07 40,72 3,63 31 3,67 21

    28 0,09 49,25 3,61 13 4,03 21

    30 0,08 50,88 3,42 29 3,86 21

    33 0,09 79,65 3,84 9 3,96 21

    35 0,13 103,98 3,53 10 3,94 23

    37 0,30 121,65 3,65 46 3,92 23

    40 0,16 98,78 3,65 33 4,06 23

    43 0,14 107,32 3,58 23 3,74 21

    47 0,47 273,86 4,14 1 2,89 16

    49 1,13 200,3 3,58 94 2,38 18

    51 0,70 22,98 6,23 -74 1,42 21

    54 0,43 186,98 4,22 25 1,4 16

    56 0,60 148,82 3,84 63 2,59 15

    58 0,52 93,55 3,82 68 2,5 15

    61 0,39 110,23 3,82 -60 1,3 17

    63 0,31 71,13 4,17 69 2,49 17

    65 0,43 44,1 3,79 27 2,11 17

    68 0,32 78,04 3,86 -162 1,21 18

    70 0,26 31,88 4,3 16 2,16 19

    72 0,18 20,43 3,82 53 2 19

    75 0,23 31,31 4,56 4 1,73 16

    77 0,23 36,45 4,19 1 1,89 16

    79 0,18 23,19 3,82 94 1,92 17

    82 0,37 47,91 4,61 21 1,3 18

    84 0,84 33,16 5,45 -387 1,15 20

    86 0,63 31,91 4,32 -432 1,64 21

    89 0,42 39,92 4,05 12 1,62 23

    91 0,28 24,52 4,22 -25 1,4 21

    93 0,22 31,18 4,13 -47 1,48 20

    96 0,16 34,04 4,04 46 1,31 19

    98 0,29 43,2 4,24 -40 1,18 21

    100 0,56 68,94 4,12 48 1,12 23

    103 0,85 148,44 4,53 -79 0,8 23

    105 0,70 51,58 4,31 22 0,91 24

    107 0,67 82,44 4,23 0 0,81 25

    110 0,33 63,97 4,33 -2 0,88 20

    Continua

    Tabela A.6. Parmetros monitorados do Lis6.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    112 0,63 251 4 21 0,4 21

    114 0,49 24,2 4,35 31 0,6 21

    117 0,21 32,55 4,36 30 0,74 21

    119 0,35 59,31 4,26 37 0,56 25

    121 0,34 67,71 4,3 25 0,4 25

    124 0,25 53,79 4,37 -34 0,6 26

    126 0,28 72,04 4,26 39 0,4 20

    128 0,32 116,52 4,16 67 0,5 19

    131 0,19 55,04 4,52 52 0,4 19

    133 0,14 34,81 4,55 33 0,41 19

    135 0,12 24,71 4,58 51 0,38 16

    138 0,20 120,29 4,39 -66 0,25 21

    140 0,29 132,21 5,25 -28 0,31 22

    142 0,19 52,32 4,49 0 0,31 21

    145 0,25 86,81 4,64 44 0,3 22

    147 0,31 98,68 4,36 57 0,21 21

    149 0,28 96,58 4,35 29 0,3 19

    152 0,33 111,51 4,5 -154 0,2 23

    154 0,35 76,98 4,36 29 0,3 20

    156 0,35 71,94 4,69 -8 0,29 20

    161 0,35 151,36 6,65 -58 0,27 22,5

    163 0,50 122,93 4,67 19 0,39

    166 0,40 98,89 5,34 -35 0,3 21

    168 0,37 105,65 4,67 -25 0,2 21

    170 0,40 90,48 5,79 -146 0,3 21

    175 0,27 88,98 6,75 -25 0,2 21

    177 0,32 108,54 4,8 -42 0,4 22

    180 0,29 86,28 6,45 -239 0,24 21

    182 0,58 101,61 5,69 -163 0,21 22

    184 0,33 55,96 7,25 -57 0,1 25

    187 0,45 110,15 6,55 -230 0,21 24

    189 1,61 174,14 5,73 -91 0,2 22

    191 1,85 163,06 5,19 11 0,2 22

    194 1,40 120,09 5,82 -176 0,1 23

    196 1,53 71,77 6,84 -183 0 24

    198 1,78 68,64 7,05 -141 0,08 22

    201 1,46 89,97 6,72 -91 0,1 20

    203 1,29 84,24 6,74 20 0,1 22

    205 1,29 57,48 7,47 -20 0 25

    208 1,06 72,17 7,25 -8 0,2 24

    210 0,85 70,75 6,96 7 0,2 22

    215 0,80 97,05 7,48 -21 0,1 22

    217 0,58 61,31 6,94 9 0 22

    222 0,51 88,9 6,9 4 0,2 26

    224 0,36 27,98 7,1 -40 0 23

    226 0,40 31,87 7,38 -17 0,08 23

    229 0,42 41,5 7,53 -24 0,09 25

    Continua

  • 114

    Tabela A.6. Parmetros monitorados do Lis6.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    231 0,34 27,01 7,68 -34 0 24

    233 0,45 32,36 7,58 -27 0 23

    236 0,39 47,44 7,48 -22 0,14 25

    238 0,50 48,88 7,34 -14 0 23

    240 0,40 33,96 7,62 -29 0 22

    243 0,36 61,54 7,38 -17 0 23

    245 0,32 41,29 6,82 -41 0 22

    247 0,28 69,68 6,98 5 0 20

    250 0,29 48,01 7,14 -3 0,13 22

    252 0,33 31,34 8,03 -53 0 23

    254 0,34 42 7,42 -18 0 23

    261 0,17 375,01 7,63 -30 0 23

    264 0,17 142,1 7,06 2 0 22

    266 0,09 203,78 5,61 83 0 22

    268 0,19 129,18 6,16 52 0 24

    271 0,38 103,59 7,31 -12 0 24

    273 0,38 69,42 7,07 1 0,1 25

    275 0,40 49,81 7,28 -11 0,1 23

    278 0,28 81,38 7,42 -78 0,1 23

    280 0,31 73,29 7,19 -115 0 25

    282 0,34 60,67 7,11 -1 0 22

    285 0,39 78,65 7,51 82 0,1 23

    287 0,38 50,2 7,21 78 0,1 24

    289 0,38 34,18 7,46 97 0,1 27

    292 0,34 53,98 8,04 120 0,1 26

    294 0,28 34,18 7,48 104 0 24

    296 0,24 41,59 7,38 95 0 24

    299 0,21 79,9 7,69 101 0 25

    301 0,18 60,82 7,18 127 0 23

    306 0,21 193,45 7,76 132 0 22

    308 0,19 122,35 7,15 34 0 23

    310 0,13 96,72 6,85 -122 0 25

    313 0,23 78,68 7,19 38 0 27

    315 0,35 79,57 7,47 -56 0 23

    317 0,34 51,64 7,33 53 0,16 26

    320 0,34 52,61 7,46 104 0,14 25

    322 0,41 38,82 7,43 51 0,12 27

    324 0,41 43,47 7,45 90 0 26

    327 0,31 55,89 7,93 118 0 25

    329 0,31 59,01 7,32 104 0 25

    331 0,28 58,81 7,19 127 0 25

    335 0,24 100,95 7,02 -66 0 23

    338 0,24 92,55 7,17 -26 0,1 19

    342 0,25 131,62 6,63 -54 0 19

    345 0,29 108 6,89 -68 0 20

    349 0,26 117,09 7,07 -73 0 22

    352 0,31 73,84 7,32 101 0 23

    Continua

    Tabela A.6. Parmetros monitorados do Lis6.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    356 0,27 112,97 7,41 53 0 25

    359 0,30 68,37 7,27 111 0 25

    363 0,22 110,57 7,44 137 0 20

    366 0,30 85,16 7,07 134 0 21

    370 0,35 113,59 7,24 -40 0 24

    373 0,37 89,28 7,08 126 0 24

    377 0,31 116,77 7,3 54 0 22

    380 0,27 87,8 7,13 138 0 24

    384 0,31 106,02 6,98 108 0 24

    387 0,30 84,48 7,25 155 0 22

    391 0,31 155,17 6,51 -95 0 20

    394 0,46 79,32 7,09 134 0 19

    398 0,41 120,95 6,85 -14 0 20

    401 0,57 93,23 6,83 -45 0 22

    405 0,53 119,18 6,76 19 0 21

    408 0,69 90,57 7,12 37 0 15

    412 0,73 111,98 7,34 53 0 17

    415 0,88 157,21 7,17 42 0 21

    419 0,69 40,51 6,92 51 0 19

    422 0,67 44,92 7,56 23 0 21

    426 0,47 135,43 6,68 0 0 17

    429 0,64 80,53 6,71 102 0 19

    433 0,54 108,47 6,74 1 0 22

    436 0,65 78,83 6,78 122 0 21

    440 0,59 106,94 6,87 15 0 21

    443 0,69 66,75 7,13 143 0 18

    447 0,81 91,93 7,15 12 0 22

    450 0,65 86,63 6,72 58 0 22

    454 0,51 121,85 6,76 -1 0,1 23

    457 0,61 80,75 6,61 206 0,1 20

    461 0,70 104,55 7,25 -14 0 25

    464 0,76 85,97 7,12 -34 0,1 24

    468 0,80 113,88 6,78 30 0 21

    471 0,88 75,06 6,86 143 0 19

    475 0,79 105,1 7,23 157 0,1 19

    478 0,87 71,84 7,09 194 0 21

    482 0,79 170,35 6,32 25 0,1 20

    485 0,75 135,55 6,34 33 0 20

    489 0,72 114,36 6,84 88 0 17

    492 0,82 64,74 6,02 141 0 19

    496 0,74 114,47 6,82 17 0 22

    499 0,80 84,86 7,23 140 0 22

    503 0,87 123,04 6,92 -9 0,1 23

    506 0,93 97,8 6,77 105 0 29

    510 1,25 149,58 6,81 0 0 24

    513 0,97 94,28 6,77 159 0 24

    517 0,98 109,05 6,82 115 0 22

    Continua

  • 115

    Tabela A.6. Parmetros monitorados do Lis6.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    519 1,16 72,91 6,92 118 0,1 23

    524 1,18 167,62 6,46 88 0 19

    527 0,92 80,03 6,97 102 0 22

    531 1,03 115,63 7,07 171 0 23

    534 0,83 77,89 7,14 162 0 18

    539 0,86 142,1 7,14 162 0 25

    541 0,75 61,88 7,2 170 0 22

    545 0,87 130,98 7,01 73 0 25

    548 0,78 107,47 6,88 118 0 25

    552 0,86 120,87 7,03 171 0 23

    555 0,82 98,53 6,93 135 0 22

    559 0,68 132,48 7,47 61 0 24

    562 0,65 99,23 6,9 127 0 22

    566 0,54 142,75 7,1 114 0 20

    569 0,59 93,1 7,09 123 0 23

    573 0,64 138,38 7,1 29 0 22

    576 0,66 116,87 6,83 105 0 24

    580 0,80 179,02 6,91 92 0,1 22

    583 0,58 113,08 6,85 123 0 22

    587 0,77 190,89 6,48 4 0 21

    590 0,60 117,59 6,77 127 0 22

    594 0,71 151,48 6,79 117 0 27

    597 0,64 112,18 6,86 115 0 28

    601 0,77 146,16 6,9 120 0,1 30

    604 0,71 99,73 7,01 138 0,1 25

    608 0,67 125,23 7,45 116 0 26

    611 0,61 93,26 7,02 124 0 25

    615 0,67 116,1 7,25 152 0 23

    618 0,50 83,77 7,19 177 0 25

    622 0,34 138,03 6,81 -15 0 28

    625 0,40 95,01 7,12 150 0,1 24

    629 0,39 129,7 7,2 169 0 24

    632 0,42 92,26 7,09 141 0 23

    636 0,34 123,15 6,83 148 0 22

    639 0,40 69,61 7,15 184 0 23

  • 116

    Tabela A.7. Parmetros monitorados doLis7. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    1

    2 12,73 3,62 117 3,59 17,5

    5 43,72 3,8 103 3,89 19

    7 26,57 3,74 54 4,17 19

    9 28,81 3,66 54 3,97 18

    12 52,98 3,8 68 4,07 17

    14 65,89 3,66 30 4,46 18

    16 40,27 3,65 66 4,22 20

    19 364,8 3,68 1 3,86 16

    21 100,96 3,64 73 3,88 17

    23 38,55 3,67 46 3,8 20

    26 42,84 3,85 18 4,07 21

    28 31,11 4,12 58 3,39 21

    30 26,64 4,11 19 3,39 21

    33 70,59 3,86 -18 4,13 21

    35 48,06 3,86 -46 3,55 23

    37 39,94 3,99 -37 4,63 22

    40 66,37 3,95 -23 4,37 23

    43 76,08 3,76 -21 4,44 21

    47 198,04 4,29 -87 3,87 16

    49 104,15 3,66 54 3,88 18

    51 39,37 3,92 31 2,22 21

    54 137,07 4,04 47 3,96 16

    56 121,86 3,84 117 3,29 15

    58 366,9 3,74 101 1,51 15

    61 98,69 4,9 -93 1,1 16

    63 18,55 4,57 -89 1,41 16,5

    65 33,89 3,88 -15 1,81 17

    68 43,26 6,09 -312 1,89 18

    70 34,32 3,91 11 2,99 19

    72 27,76 3,73 42 3,09 19

    75 171,16 3,92 15 1,9 16

    77 295,77 3,94 4 1,01 17

    79 43,45 3,87 31 1,6 17

    82 36,03 6,68 -130 1,11 18

    84 15,74 6,67 -273 1,31 20

    86 20,08 6,46 -344 1,5 21

    89 22,36 7,6 -260 1,5 23

    91 18,89 7,11 -264 1,11 21

    93 234,49 4,22 -394 0,3 20

    96 16,36 6,6 -167 1,05 19

    98 18,95 4,72 -230 1,42 21

    100 16,58 6,94 -175 1 23

    103 18,02 8,42 -481 1,01 23

    105 14,51 7,68 -465 1,11 24

    107 14,15 7,76 -472 0,63 25

    110 31,14 8,46 -482 0,81 20

    Continua

    Tabela A.7. Parmetros monitorados doLis7. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    112 25,99 7,08 -457 0,81 21

    114 23,57 7,47 -430 0,8 21

    117 48,08 5,72 -353 0,69 21

    119 32,09 5,4 -109 0,69 25

    121 23,57 7,19 -430 0,71 26

    124 50,04 7,14 -437 0,91 26

    126 620,05 4,47 -74 0,2 20

    128 82,01 4,6 -56 0,28 19

    131 23,39 7,35 -273 0,81 19

    133 9,57 8,2 -268 0,45 19

    135 143,03 4,55 -20 0,1 16

    138 16,21 7,61 -243 0,21 21

    140 9,93 8,2 -298 0,32 22

    142 136,85 4,54 -96 0,31 20

    145 16,79 7,73 -300 0,31 22

    147 14,08 7,52 -215 0,2 20

    149 20,97 8,15 -280 0,2 19

    152 29,07 7,43 -220 0,52 23

    154 17,44 7,88 -282 0,3 20

    156 16,11 7,31 -345 0,41 20

    161 78,69 8,04 -19 0,82 22

    163 575,25 5,1 -77 0,2

    166 19,64 7,71 -274 0,3 21

    168 26,77 7,67 -376 0,4 21

    170 27,41 7,49 -404 0,4 22

    175 54,93 8,28 -99 0,3 21

    177 33,86 7,74 -409 0,81 22

    180 40,1 7,48 -415 0,51 21

    182 132,78 4,49 -108 0,41 22

    184 441,25 4,42 50 0,2 26

    187 23,71 7,48 -261 0,2 24

    189 90,23 7,3 -97 0,31 22

    191 11,47 7,25 -196 0,33 22

    194 25,03 7,6 -295 0,2 23

    196 234,53 6,62 -24 0,2 24

    198 100,08 6,61 -184 0,2 23

    201 106,57 6,32 -169 0,37 21

    203 70,57 6,48 -256 0,22 22

    205 55,6 6,78 -268 0,1 26

    208 79,06 7,13 -362 0,41 24

    210 107,34 7,04 -200 0,42 22,5

    215 119,42 6,69 -95 0,1 22

    217 104,15 6,8 -106 0,2 22

    222 119,97 6,65 -349 0,3 27

    224 93,4 6,87 -120 0,41 23

    226 65,8 7,01 -284 0,2 23

    229 68,14 7,32 -274 0 25

    Continua

  • 117

    Tabela A.7. Parmetros monitorados doLis7. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    231 30,24 7,36 -230 0,21 24

    233 44,65 7,44 -293 0,1 23

    236 57,58 7,31 -313 0 25

    238 52,24 7,31 -292 0 23

    240 77,77 7 -310 0,2 23

    243 110,76 6,44 -204 0,1 23

    245 58,88 7,03 -279 0,1 22

    247 67,33 6,87 -191 0,1 20

    250 66,92 7,45 -190 0,11 22

    252 47,76 7,6 -93 0,23 24

    254 104,52 6,55 -185 0 23

    261 136,14 7,81 95 0,2 24

    264 74,67 7,33 51 0,1 27

    266 31,03 7,48 63 0 26

    268 129,06 6,79 -29 0 24

    271 180,16 6,57 -41 0,1 24

    273 20,36 7,76 14 0 25

    275 15,18 8 25 0 23

    278 30,03 8,04 61 0,1 23

    280 19,37 8,21 49 0,1 25

    282 21,69 7,87 59 0,1 22

    285 25,18 8,29 98 0,1 23

    287 18,71 7,65 69 0,1 24

    289 19,64 7,64 56 0,1 27

    292 29,51 8,23 84 0 26

    294 23,54 7,65 85 0 24

    296 26,23 7,94 -50 0 24

    299 25,12 8,25 80 0 25

    301 62,36 7,07 -22 0 23

    306 712,66 7,24 57 0 22

    308 79,4 7,34 -85 0,2 23

    310 42,02 7,38 19 0 25

    313 25,3 7,76 98 0 27

    315 39,48 8,09 67 0,1 23

    317 76,28 7,23 83 0,1 26

    320 187,84 6,37 -41 0 25

    322 85,1 7,13 -1 0 27

    324 74,93 7,28 -57 0 26

    327 33,35 8,1 82 0 25

    329 34,62 7,82 94 0,1 25

    331 26,83 7,5 101 0,2 25

    335 102,32 7 -113 0 23

    338 159,99 6,63 18 0 19

    342 120,51 6,7 -49 0 19

    345 59,77 7,52 -22 0 20

    349 88,74 7,7 47 0 22

    352 46,17 7,53 110 0 23

    Continua

    Tabela A.7. Parmetros monitorados doLis7. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    356 50,67 7,98 94 0 25

    359 81,18 7,29 -22 0,1 25

    363 297,59 6,19 -7 0,1 20

    366 130,3 6,6 -39 0 21

    370 118,34 6,09 -30 0 24

    373 92,79 7,3 5 0,1 24

    377 104,02 7,52 -49 0,1 22

    380 63,52 7,39 89 0,1 24

    384 152,4 7,1 -39 0 24

    387 42,27 7,6 -23 0,1 22

    391 91,81 7,36 20 0 20

    394 186,05 6,2 -89 0 19

    398 91,63 6,97 -25 0 20

    401 148,81 9,96 -49 0 22

    405 32,08 8,06 55 0 21

    408 57,96 7,42 32 0 15

    412 194,86 7,69 43 0 17

    415 151,51 7,53 51 0 21

    419 151,76 7,23 37 0,1 19

    422 22,69 6,98 23 0 21

    426 49,68 7,43 48 0 17

    429 43,06 7,1 111 0 19

    433 56,67 7,73 58 0 22

    436 38,24 7,51 117 0 21

    440 51,12 7,84 92 0,1 21

    443 46,41 7,71 135 0 18

    447 62,09 8,02 161 0 22

    450 49,42 7,53 148 0 22

    454 69,65 7,79 161 0 23

    457 50,06 7,41 171 0 20

    461 75,53 7,96 88 0 25

    464 62,81 7,53 102 0,1 24

    468 99,54 7,28 -53 0 21

    471 120,88 6,7 16 0 19

    475 151,19 7,17 54 0 19

    478 313,37 6,9 76 0 21

    482 232,89 5,91 47 0 20

    485 320,88 6,37 103 0 20

    489 213,38 6,55 32 0,1 17

    492 109,99 6,39 49 0 19

    496 198,42 6,69 -4 0 22

    499 153,77 6,62 54 0 22

    503 101,14 7,22 -43 0,1 23

    506 52,69 7,34 128 0 29

    510 68,31 8,03 150 0 24

    513 43,67 7,52 129 0 24

    517 50,19 7,71 167 0 22

    Continua

  • 118

    Tabela A.7. Parmetros monitorados doLis7. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    519 28,43 7,89 140 0 23

    524 87,37 7,3 -11 0 19

    527 75,77 7,31 98 0 22

    531 78,52 7,64 120 0,1 23

    534 80,46 6,52 27 0,1 18

    539 117,27 6,52 27 0,1 25

    541 43,15 7,41 173 0 22

    545 107,4 7,43 -33 0 25

    548 78,36 7,16 164 0,1 25

    552 130,93 7,21 0 0 23

    555 93,61 7,21 -4 0 22

    559 128,44 7,08 30 0 24

    562 96,31 6,74 -43 0 22

    566 112,44 6,92 -22 0 20

    569 90,7 7 -26 0,1 23

    573 105,97 7,11 -48 0 22

    576 82,48 6,91 -16 0 24

    580 116,5 7,12 -1 0 22

    583 93,65 7,03 -24 0 22

    587 108,88 6,94 -49 0 21

    590 89,4 6,97 -21 0,1 22

    594 112,05 7,12 -33 0 27

    597 77,73 6,96 2 0 28

    601 113,73 6,95 -10 0 30

    604 106,01 6,93 -27 0 25

    608 147,24 6,85 -42 0 26

    611 114,69 6,6 20 0 25

    615 156,12 6,94 -33 0 23

    618 98,73 6,94 57 0,2 25

    622 122,76 6,86 -39 0 28

    625 109,54 6,78 15 0 24

    629 156,22 6,94 -37 0 24

    632 96,47 6,75 -5 0 23

    636 125,19 6,66 -49 0 22

    639 90,75 6,52 64 0 23

  • 119

    Tabela A.8. Parmetros monitorados doLis8.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    1 0

    2 0 17,14 3,69 88 3,88 17

    5 0 54,54 3,69 19 4,57 19

    7 0 33,6 3,67 45 4,46 19

    9 0 30,41 3,68 15 4,46 18

    12 0 134,82 3,57 41 4,44 17

    14 0 45,4 3,65 12 4,74 18

    16 0 36,09 3,61 9 4,84 19

    19 0,04 317,71 3,66 0 4,16 16

    21 0,03 87,69 3,61 28 4,04 16

    23 0,03 25,17 3,56 32 4,42 19

    26 0,02 40,81 3,67 0 4,15 21

    28 0,03 32,56 3,64 20 4,59 21

    30 0 27,27 3,68 18 4,55 21

    33 0,02 51,85 3,75 -15 4,42 21

    35 0,02 37,08 3,75 -8 4,29 22

    37 0,03 36,39 3,92 -46 4,7 22

    40 0,1 83,96 3,72 -30 4,88 23

    43 0 456,11 3,83 14 1,81 21

    47 0,08 129,07 4,58 -133 1,79 16

    49 0,18 237,66 3,74 93 2,4 18

    51 0,14 29,92 7,08 -79 1,81 21

    54 0,07 94,29 5,07 -38 1,8 16

    56 0,12 130,51 3,78 50 3,6 15

    58 0,24 115,58 3,77 62 3,09 15

    61 0,2 100 4,83 -105 1,5 16

    63 0,13 63,2 3,82 -11 3,69 16

    65 0,16 50,38 3,78 2 3,41 17

    68 0,09 49,63 7,5 -247 2,11 18

    70 0,06 37,43 3,97 -12 3,4 19

    72 0,03 22,7 3,8 7 2,58 18

    75 0,09 55,73 4,06 -1 3,38 16

    77 0,13 73,57 3,93 -14 3,18 16

    79 0,05 23,67 3,87 22 3,09 17

    82 0,07 39,71 3,86 26 3,27 18

    84 0,05 23,57 4,02 -5 2,79 19

    86 0,08 28,59 4,04 -34 3,14 21

    89 0,05 37,48 3,88 -22 2,49 23

    91 0,06 28,1 4,07 -17 2,57 21

    93 0,07 36,84 4,02 -79 2,7 20

    96 0,03 39,27 3,79 9 2,4 18

    98 0,07 35,61 3,99 -80 1,91 21

    100 0,04 53,03 3,97 51 2,2 23

    103 0,04 63,2 6,08 -165 1,48 23

    105 0,03 37,85 4,32 -212 1,86 24

    107 0,03 53,75 4,26 -84 1,69 26

    110 0,03 67,01 4,35 -71 1,32 19

    Continua

    Tabela A.8. Parmetros monitorados do Lis8.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    112 0,03 48,06 4,38 -45 1,05 21

    114 0 39,45 4,5 -95 1,2 21

    117 0 70,28 4,43 -251 1,02 21

    119 0,02 53,97 4,47 -98 1,05 24

    121 0 58,37 4,47 -79 0,87 25

    124 0 198,01 4,46 -12 0,21 26

    126 0,02 82,68 4,33 -12 0,91 20

    128 0 102,11 4,34 -43 0,6 17

    131 0 198,92 4,47 -30 0 19

    133 0 454,63 4,5 -96 0,1 19

    135 0 24,95 4,89 112 0,9 15

    138 0 44,04 5,46 -44 0,79 21

    140 0 26,15 7,32 -413 0,65 22

    142 0 18,57 7,85 -443 0,29 19

    145 0 32,04 7,61 -396 0,51 22

    147 0 30,14 6,83 -342 0,4 20

    149 0 45,08 4,78 83 0,81 18

    152 0 197,51 4,55 0,3 23

    154 0 44,52 4,81 -25 0,5 20

    156 0 31,14 5,3 14 0,73 20

    161 0,02 64,42 8,3 -9 0,54 23

    163 0 23,98 8,05 -347 0,47

    166 0,02 55,43 6,79 -401 0,5 21

    168 0 57,81 4,53 -157 0,62 21

    170 0 36,12 6,94 -385 0,47 22

    175 0 424,94 5,01 -13 0,1 21

    177 0 178,9 4,38 -60 0,1 22

    180 0 62,37 6,21 -94 0,26 21

    182 0 39,75 5,84 -208 0,47 22

    184 0 30,91 7,19 -312 0,3 25

    187 0 38,01 7,29 -356 0,26 24

    189 0 28,52 7,33 -344 0,25 21,5

    191 0 26,98 7,78 -180 0,15 22

    194 0 50,86 7,06 -334 0,1 23

    196 0 193,7 4,47 26 0,1 24

    198 0 130,5 4,68 -103 0 22

    201 0 45,26 6,97 -254 0,21 21

    203 0 31,2 7,23 -293 0,2 22

    205 0 139,95 4,81 -108 0 26

    208 0 49,97 7,29 -382 0,3 24

    210 0 41,16 6,82 -379 0,28 22

    215 0 135,83 5,75 -47 0,21 22

    217 0 134,5 4,92 -138 0,1 22

    222 0 56,63 7,32 -238 0,1 26

    224 0 26,79 7,3 -278 0,15 23

    226 0 25,81 7,32 -284 0,1 23

    229 0 40,89 7,56 -355 0,1 25

    Continua

  • 120

    Tabela A.8. Parmetros monitorados do Lis8.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    231 0 30,99 7,31 -254 0,21 24

    233 0 33,12 7,58 -158 0,1 23

    236 0 47,13 7,42 -162 0,1 25

    238 0 37,3 7,26 -385 0,1 23

    240 0 37,49 7,42 -155 0,3 22

    243 0 61,58 7,06 -381 0,1 23

    245 0 210,14 4,83 -80 0 23

    247 0 191,95 4,52 -20 0 20

    250 0 111,32 7,15 -245 0,41 21

    252 0 38,65 7,58 -208 0,12 23

    254 0 24,73 7,51 -302 0,2 23

    261 0 110,97 7,79 -8 0,2 23

    264 0 92,8 7,17 -67 0,1 23

    266 0 41,29 7,32 -205 0,1 23

    268 0 42,26 7,23 -108 0 24

    271 0 201,93 4,95 71 0,1 24

    273 0 35,54 7,2 -198 0,1 26

    275 0 49,35 7,47 -255 0,1 26

    278 0 76,09 7,33 -195 0 23

    280 0 41,59 7,57 -225 0,1 25

    282 0 48,44 7,05 -170 0,2 22

    285 0 193,6 5,05 68 0 23

    287 0 41,58 7,16 -166 0,18 24

    289 0 34,57 7,22 -205 0,1 27

    292 0 65,3 7,7 -172 0 26

    294 0 49,17 7,03 -122 0,1 24

    296 0 55,07 6,91 -162 0 24

    299 0 65,53 7,36 -9 0 25

    301 0 191,81 4,81 71 0 23

    306 0 72,19 7,92 110 0 22

    308 0 53,95 7,78 82 0 23

    310 0 163,45 6,7 5 0 24

    313 0 51,02 7,19 -58 0 27

    315 0 94,44 6,8 -11 0,1 23

    317 0 73,79 6,5 -62 0,1 26

    320 0 53,82 7,28 -91 0 25

    322 0 105,03 6,48 18 0 27

    324 0 42,52 7,21 25 0 26

    327 0 96,79 6,75 -31 0 25

    329 0 56,09 7,03 -42 0,1 25

    331 0 55,41 7,04 -69 0,2 24

    335 0 115,46 6,4 -13 0 23

    338 0 147,92 6,3 77 0 19

    342 0 163,88 6,5 49 0,1 19

    345 0 128,63 6,53 63 0 19

    349 0 86,63 6,64 -43 0,1 22

    352 0 108,95 6,75 -69 0 23

    Continua

    Tabela A.8. Parmetros monitorados do Lis8.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    356 0 69,92 7,34 -109 0,07 23

    359 0 80,5 6,97 -103 0,1 25

    363 0 106,95 7,1 -61 0,1 20

    366 0 144,57 6,05 0 0 20

    370 0 118,75 6,95 33 0 24

    373 0 127,85 7,3 23 0,1 24

    377 0 102,9 6,07 44 0 22

    380 0 81,12 7,19 -62 0,1 23

    384 0 125,39 6,64 19 0,1 24

    387 0 105,03 7,15 -65 0 21

    391 0 81,7 7,45 -60 0,1 20

    394 0 103,53 6,89 -52 0,1 19

    398 0 129,56 7,01 -32 0 19

    401 0 137,78 6,5 -15 0 22

    405 0 52,51 7,37 86 0,14 21

    408 0 119,65 7,39 92 0 15

    412 0 167,3 7,54 104 0 17

    415 0 124,68 7,46 95 0 20

    419 0,03 87,84 7,23 123 0 20

    422 0 53,94 7,52 113 0 21

    426 0 105,08 6,28 -11 0 18

    429 0 83,98 6,65 -29 0 19

    433 0 111,41 7,22 -52 0 22

    436 0 120,16 6,79 -37 0 21

    440 0 96,17 7,19 65 0 21

    443 0 99,05 7 108 0 18

    447 0 94,65 7,12 88 0 22

    450 0 79,96 7,08 134 0 22

    454 0 110,15 7,24 -25 0 23

    457 0 119,62 6,69 -50 0 20

    461 0 106,87 7,11 89 0 25

    464 0 92,26 6,78 72 0 26

    468 0 237,94 6,75 53 0 21

    471 0 126,72 6,84 85 0 18

    475 0,03 97,03 5,47 94 0 19

    478 0 104,75 6,24 121 0 21

    482 0 95,92 7,3 -41 0 20

    485 0 117,91 7,01 25 0 20

    489 0 115,26 7,1 -5 0 17

    492 0 144,74 7,4 69 0 19

    496 0,05 90,95 6,91 -12 0 22

    499 0 88,36 6,72 -34 0 21

    503 0 112,2 7,15 -20 0 23

    506 0 101,27 7,14 142 0 29

    510 0 165,24 7,22 -28 0 24

    513 0 126,07 4,98 63 0 21

    517 0 83,13 7,29 180 0,1 22

    Continua

  • 121

    Tabela A.8. Parmetros monitorados do Lis8.Cont.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    519 0 109,72 5,61 29 0 24

    524 0 73,8 7,24 86 0 19

    527 0 157,24 6,23 28 0,1 22

    531 0 84,47 6,18 138 0,1 23

    534 0 102,08 6,65 15 0 18

    539 0 112,9 6,65 15 0 25

    541 0 156,39 6,01 143 0 19

    545 0 55,95 7,57 93 0 24

    548 0 76,91 6,97 42 0 24

    552 0 150,63 7,33 0 0 22

    555 0 122,64 6,47 4 0 22

    559 0 129,43 6,72 56 0 23

    562 0 124,82 5,41 73 0 22

    566 0 95,85 6,3 67 0 20

    569 0 119,33 6,58 16 0 24

    573 0 73,37 7,34 172 0 21

    576 0 105,59 7,02 9 0 24

    580 0 95,66 7,36 147 0 22

    583 0 87,93 6,9 -29 0 23

    587 0 102,29 7,04 -11 0 22

    590 0 153,47 5,05 89 0 22

    594 0 90,66 6,93 107 0 27

    597 0 141,45 6,53 11 0 27

    601 0 65,59 6,7 -1 0 29

    604 0 144,68 6,82 -5 0 25

    608 0 83,96 7,07 -23 0 25

    611 0 91,33 7,04 84 0 24

    615 0 95,3 7,14 55 0 23

    618 0 152,02 7,04 145 0 25

    622 0 106,08 7,15 98 0 27

    625 0 141,23 7,01 92 0 24

    629 0 118,86 7,17 -19 0 24

    632 0 119,71 6,34 36 0 24

    636 0 85,07 7,05 78 0 24

    639 0 127,79 6,76 67 0 23

  • 122

    Tabela A.9. Parmetros monitorados doLis9.

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    1 0,00 0 0 0

    3 0,00 0 0 0

    5 0,00 0 0 0 23

    8 18,18 29,77 7,26 -213 2,2 24

    10 12,61 82,29 6,79 -322 1,91 24

    12 12,51 64,87 6,82 -300 2,23 25

    15 11,97 61,86 6,9 -296 2,17 18

    17 9,42 88,97 6,83 -303 1,6 21

    19 9,63 60,23 6,85 -250 1,7 21

    22 7,57 118,7 6,8 -339 1,44 21

    24 7,48 42,19 7 -142 1,76 25

    26 8,76 69,76 6,96 -288 1,51 25

    29 7,56 64,37 6,96 -284 1,65 25

    31 6,81 96,1 7,02 -147 1,3 25

    33 7,22 56,9 6,93 -31 1,38 18

    36 5,57 61,58 7,35 -244 1,43 19

    38 6,20 91 6,89 38 1,21 18

    40 5,36 60,84 6,89 -71 1,13 17

    43 4,94 70,4 6,92 -230 1,01 21

    45 4,61 90,72 7,07 -270 1 22

    47 7,90 61,48 7,17 -186 1,16 20

    50 6,96 62,01 7,04 -211 1 22

    52 6,73 84,71 7,56 13 1,01 20

    54 11,93 59,96 7,01 -189 1,03 19

    57 6,95 65,86 6,94 -185 1,02 22

    59 6,30 85,08 7,11 -182 0,9 20

    61 7,13 46,84 7,14 16 1,02 20

    66 7,69 72,85 8,3 47 1,09 23

    68 4,39 134,18 7,13 -272 0,61

    71 9,10 71,49 7,19 -183 0,91 20

    73 8,10 81,43 7,13 -34 0,81 21

    75 6,89 65,08 7,14 -12 1,02 21

    80 7,76 67,92 7,17 101 0,91 21

    82 4,44 138,57 7,02 -139 0,5 22

    85 8,40 57,56 7,17 39 0,87 20

    87 7,41 74,66 7,12 102 0,91 22

    89 7,19 80,79 7,04 88 0,81 25,5

    92 6,77 68,35 7,11 112 0,91 24

    94 4,88 79,7 7,08 0 0,61 21

    96 6,23 55,16 7,16 172 0,82 22

    99 6,89 67,24 7,11 27 0,71 23

    101 4,98 86,44 7,04 47 0,5 24

    103 6,43 57,1 7,08 173 0,75 23

    106 5,97 56,68 7,27 36 0,72 20,5

    108 5,42 82,34 7,17 10 0,71 22

    110 5,33 68,67 7,03 132 0,61 26

    113 4,86 65,81 7,15 135 0,71 24

    Continua

    Tabela A.9. Parmetros monitorados do Lis9.Cont

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    115 4,65 82,23 7,18 19 0,51 22

    120 4,73 69,17 6,99 91 0,61 22

    122 2,28 141,64 7,03 18 0,3 22

    127 5,01 78,45 7,25 4 0,41 26

    129 2,66 108,68 7,14 68 0,36 23

    131 4,07 57,73 7,11 108 0,4 23

    134 3,73 66,07 7,34 36 0,41 25

    136 3,77 55,18 7,28 113 0,51 24

    138 3,31 58,83 7,48 163 0,47 23

    141 3,36 63,84 7,36 147 0,51 24

    143 2,53 82,08 7,28 152 0,3 23

    145 2,71 56,17 7,41 56 0,41 23

    148 2,93 64 7,37 41 0,4 23

    150 2,48 89,01 6,78 3 0,4 23

    152 2,81 54,52 7,04 13 0,51 20

    155 2,42 67,41 7,07 20 0,4 22

    157 2,16 86,57 6,93 5 0,3 24

    159 2,71 56,16 7,23 6 0,4 23

    166 2,76 68,21 8,18 111 0,41 23

    169 2,42 194,7 7,09 174 0,3 23

    171 3,10 80,36 7,26 107 0,21 23

    173 3,70 60,93 7,32 87 0,2 24

    176 3,27 65,69 7,22 127 0,51 25

    178 2,41 84,93 7,29 57 0,2 27

    180 2,70 63,5 7,44 92 0,3 26

    183 2,68 57,72 7,14 137 0,31 23

    185 1,99 82,35 7,33 90 0,31 25

    187 2,12 52,06 7,36 102 0,31 22

    190 1,97 63,53 7,06 132 0,4 23

    192 1,77 90,08 7,06 123 0,3 24

    194 2,49 60,78 7,23 98 0,31 27

    197 2,44 63,18 7,19 158 0,2 26

    199 1,76 82,4 6,88 126 0,2 24

    201 2,11 54,34 7,16 118 0,2 24

    204 1,90 63,92 7,18 109 0,2 25

    206 1,59 85,28 6,86 108 0,16 23

    211 1,87 73,37 7,15 155 0,2 22

    213 0,99 137,95 6,58 57 0,1 23

    215 1,75 56,64 7,11 89 0,34 25

    218 1,59 64,43 7,24 105 0,2 27

    220 1,30 85,47 6,99 156 0,1 23

    222 1,39 59,38 7,45 110 0,34 26

    225 1,21 63,81 7,26 107 0,22 25

    227 1,26 88,15 7 117 0,2 27

    229 1,38 60,85 7,17 142 0,19 26

    232 1,15 60,51 7,6 97 0,2 25

    234 0,97 84,53 7,02 148 0,1 25

    Continua

  • 123

    Tabela A.9. Parmetros monitorados do Lis9.Cont

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    236 1,21 57,95 7,34 118 0,13 24

    240 1,00 64,73 7,38 178 0,21 23

    243 0,82 111,19 6,84 177 0,09 19

    247 0,91 93,36 7 150 0,21 19

    250 0,74 116,13 7,11 120 0,13 20

    254 0,90 96,1 7,01 111 0,2 22

    257 0,70 116,78 7,32 99 0 23

    261 0,80 96,8 6,96 117 0,1 25

    264 0,67 119,32 6,82 102 0,1 25

    268 0,77 92,91 6,86 115 0,2 20

    271 0,58 115,09 6,65 120 0,1 21

    275 0,72 92,58 6,94 107 0,2 24

    278 0,47 116,01 6,79 110 0 24

    282 0,64 93,41 6,88 124 0,2 22

    285 0,43 115,74 6,78 150 0 24

    289 0,61 97,17 6,87 103 0,1 24

    292 0,44 115,8 6,83 95 0 22

    296 0,51 90,65 6,94 160 0 20

    299 0,36 115,12 6,77 120 0,1 19

    303 0,51 144,92 6,78 97 0,1 20

    306 0,61 59,85 7,05 121 0 22

    310 0,65 96,1 6,86 141 0 21

    313 0,57 110,12 7,12 152 0,1 16

    317 0,68 95,7 7,57 167 0,1 18

    320 0,52 119,7 6,92 112 0,1 20

    324 0,44 111,57 7,42 138 0 20

    327 0,51 87,53 7,37 157 0,1 22

    331 0,43 152,31 6,75 161 0,1 17

    334 0,41 117,81 6,72 89 0 19

    338 0,44 92,29 7,12 137 0 22

    341 0,50 118,6 6,76 108 0 21

    345 0,51 92 7,06 134 0,1 21

    348 0,38 113,58 6,85 179 0 18

    352 0,44 94,66 7,11 141 0 22

    355 0,42 120,28 6,82 160 0 22

    359 0,44 91,36 7,15 128 0,1 23

    362 0,41 118,27 7,05 155 0 20

    366 0,40 91,99 7,24 137 0 25

    369 0,42 74,94 7,17 122 0 26

    373 0,44 139,94 6,67 147 0 21

    376 0,24 111,72 6,63 120 0,18 19

    380 0,18 99,74 6,77 151 0 19

    383 0,27 106,94 6,69 163 0,16 22

    387 0,27 99,18 6,87 97 0 20

    390 0,22 119,78 6,69 104 0 20

    394 0,25 92,88 6,85 183 0,1 17

    397 0,20 112,66 6,61 117 0 19

    Continua

    Tabela A.9. Parmetros monitorados do Lis9.Cont

    Dia Atividade(Bq/mL)

    Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    401 0,23 102,07 7,09 143 0 21

    404 0,22 121,62 7,06 167 0,1 22

    408 0,25 96,34 6,95 150 0,1 23

    411 0,20 110,88 7,11 152 0 29

    415 0,48 105,85 6,71 120 0 24

    418 0,19 110,02 6,7 101 0 21

    422 0,23 98,8 6,88 197 0 23

    424 0,15 112,21 6,71 137 0 24

    429 0,13 62,67 7,13 148 0,1 19

    432 0,10 138,48 6,35 141 0 22

    436 0,22 97,22 7,06 165 0 23

    439 0,18 111,9 6,65 123 0 18

    444 0,18 105,21 7,17 183 0 26

    446 0,17 139,46 6,6 167 0 22

    450 0,13 70,85 7,3 145 0,1 25

    453 0,17 114,19 6,76 140 0 25

    457 0,14 94,55 6,98 118 0 23

    460 0,11 113,56 6,73 102 0 23

    464 0,12 98,22 6,96 163 0 24

    467 0,14 115,31 6,75 115 0 22

    471 0,15 91,78 6,86 133 0 20

    474 0,10 112,49 6,97 119 0 24

    478 0,15 101,21 7,13 119 0 22

    481 0,09 114,53 6,99 103 0 24

    485 0,15 95,67 7,1 204 0 23

    488 0,13 115,54 6,92 94 0,2 24

    492 0,12 95,93 6,89 172 0 22

    495 0,12 109,25 6,6 172 0 22

    499 0,12 93,97 7,33 118 0 27

    502 0,15 114,41 7 89 0 27

    506 0,14 97,73 7,26 118 0 29

    509 0,14 112,15 6,94 176 0,13 25

    513 0,14 99,29 7,04 144 0 25

    516 0,08 112,45 7,02 181 0 20

    520 0,10 91,5 6,78 79 0 23

    523 0,10 115,18 6,93 158 0 25

    527 0,10 95,59 6,98 181 0 28

    530 0,12 115,26 7,04 151 0 25

    534 0,13 91,27 6,92 128 0 24

    537 0,10 112,24 6,94 124 0 19

    541 0,08 95,18 6,97 127 0 24

    544 0,09 113,98 6,89 178 0,1 23

  • 124

    Tabela A.10. Parmetros monitorados doLis10.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    1 0 0 0 0

    3 0 0 0 0

    5 0 0 0 24

    8 28,43 7,74 -81 1,91 24

    10 54,09 6,88 -161 1,71 24

    12 64,76 6,75 -163 1,89 25

    15 62,25 6,71 -211 2 19

    17 89,82 6,74 -297 1,52 21

    19 58,24 6,81 -242 2 21

    22 118,36 6,82 -316 1,59 21

    24 40,23 7,01 47 1,7 25

    26 67,58 6,89 -303 1,61 25

    29 68,53 7,06 -213 1,52 25

    31 91,45 7,26 -24 1,3 25

    33 52,84 7,05 -112 1,51 19

    36 56,69 7,61 -44 1,4 19

    38 81,17 7,51 51 1,3 19

    40 63,45 7,17 -132 1,31 17

    43 71,04 7,23 -271 1,24 21

    45 84,25 7,33 -340 1,2 22

    47 65,35 7,3 -256 1,23 21

    50 66,07 7,3 -195 1,16 22

    52 80,13 7,71 -247 0,91 19

    54 56,48 7,32 -169 1,11 20

    57 71,36 7,3 -75 1 23

    59 76,91 7,62 20 0,91 20

    61 63,78 7,28 -32 0,9 20

    66 77,07 8,1 69 1 22

    68 126,61 6,99 -270 0,8

    71 74,69 7,09 -84 0,9 21

    73 85,78 7,48 55 0,8 21

    75 63,64 7,25 47 0,8 22

    80 73,1 7,27 93 1,01 21

    82 136,53 7,08 -180 0,6 22

    85 64,37 7,38 30 0,61 21

    87 86,69 7,36 158 0,61 22

    89 64,23 7,28 112 0,71 26

    92 66,86 7,38 104 0,71 24

    94 86,16 7,35 46 0,61 21

    96 57,38 7,12 122 0,61 22

    99 71,08 7,3 56 0,6 23

    101 86,08 7,27 35 0,6 24

    103 57,67 7,11 109 0,71 22,5

    106 67,27 7,16 72 0,71 20,5

    108 79,12 7,19 41 0,51 22

    110 61,88 7,34 124 0,61 26

    113 65,3 7,27 130 0,71 24

    Continua

    Tabela A.10. Parmetros monitorados doLis10. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    115 83,7 7,29 2 0,5 22

    120 77,21 7,1 104 0,61 22

    122 139,03 7,08 -192 0,4 22

    127 72,69 7,12 34 0,51 23

    129 107,29 7,31 93 0,5 23

    131 56,27 7,26 134 0,53 23

    134 65,68 7,43 48 0,51 25

    136 52,53 7,52 95 0,71 24

    138 61,41 7,37 168 0,41 23

    141 66,66 7,32 136 0,51 25

    143 88,33 7,33 121 0,3 23

    145 61,29 7,46 75 0,41 23

    148 64,92 7,4 64 0,4 23

    150 90,76 7,18 45 0,4 22

    152 67,49 7,63 32 0,51 20

    155 55,95 7,28 54 0,4 23

    157 96,03 7,2 54 0,3 24

    159 55,5 7,3 39 0,4 23

    166 74,42 7,98 128 0,41 23

    169 192,71 7,12 -135 0,3 22

    171 89,93 7,39 86 0,21 22

    173 62,63 7,52 92 0,2 24

    176 66,23 7,38 102 0,51 25

    178 84,03 7,42 63 0,2 26

    180 61,25 7,38 82 0,3 26

    183 61,5 7,37 115 0,31 23

    185 87,21 7,49 84 0,31 25

    187 52,46 7,87 95 0,31 22

    190 65,97 7,24 125 0,4 23

    192 89,55 7,3 90 0,3 24

    194 59,85 7,36 92 0,31 27

    197 64,66 7,32 120 0,2 26

    199 87,08 7,03 99 0,2 24

    201 56,27 7,35 108 0,2 24

    204 59,64 7,43 100 0,2 25

    206 87,66 7,25 107 0,1 23

    211 72,49 7,21 142 0,2 22

    213 129,68 6,95 120 0,2 23

    215 74,74 7,23 86 0,1 25

    218 58,95 7,31 142 0,2 27

    220 86,56 7,23 121 0,2 23

    222 60,61 7,55 85 0,2 26

    225 65,28 7,36 95 0,2 25

    227 75,65 7,35 112 0,3 27

    229 61,16 7,5 113 0,2 26

    232 64,38 7,81 87 0,2 25

    234 78,53 7,15 88 0,2 25

    Continua

  • 125

    Tabela A.10. Parmetros monitorados doLis10. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    236 59,09 7,46 104 0,1 24

    240 64,31 7,34 165 0,2 23

    243 112,07 7,3 152 0,1 19

    247 94,05 7,06 116 0 19

    250 109,29 6,99 92 0,2 20

    254 91,61 7,06 109 0 22

    257 115,73 7,01 83 0,1 23

    261 98,16 7,07 101 0,1 25

    264 109,28 6,99 77 0,1 25

    268 82,49 7,15 163 0,1 20

    271 109,26 6,9 89 0,1 21

    275 97,44 7,04 101 0,1 24

    278 115,59 6,95 80 0,1 24

    282 95,06 7,01 113 0,1 22

    285 111,54 6,96 66 0,1 24

    289 96,19 6,95 89 0 24

    292 116,57 6,97 75 0,1 23

    296 92,39 7 94 0,1 20

    299 110,25 6,88 89 0,1 19

    303 140,48 6,83 95 0 20

    306 76,04 7,17 104 0 22

    310 95,59 7,14 95 0,1 21

    313 109,18 7,35 105 0 16

    317 99,1 7,53 117 0 18

    320 128,24 7,43 105 0 21

    324 119,05 6,98 112 0 19

    327 91,17 7,29 123 0,1 21

    331 127,43 6,82 155 0 17

    334 119,83 6,76 85 0,1 19

    338 97,15 7,27 132 0,1 22

    341 116,32 6,89 117 0,1 21

    345 94,07 7,01 121 0,1 20

    348 112,64 6,99 120 0 18

    352 95,75 7,39 131 0 22

    355 118,04 6,88 129 0 22

    359 90,03 7,22 120 0 23

    362 115,62 7,13 103 0 19

    366 94,62 7,4 120 0 25

    369 104,75 7,34 109 0,1 26

    373 91,94 7,26 127 0,1 21

    376 110,19 6,73 118 0 19

    380 99,24 7,08 139 0 18

    383 100,31 6,76 164 0 22

    387 97,47 7,04 114 0 20

    390 120,45 6,69 116 0 20

    394 94,54 6,94 169 0 17

    397 112,17 6,83 118 0 19

    Continua

    Tabela A.10. Parmetros monitorados doLis10. Cont.

    Dia Volume pH Eh T sol(%)

    Ti(C)

    401 98,18 6,93 134 0 22

    404 121,02 6,74 140 0,1 22

    408 96,47 6,97 136 0 23

    411 120,25 7,05 143 0 28

    415 89,6 6,9 167 0,1 24

    418 112,76 6,61 107 0 21

    422 96,26 6,8 156 0 23

    424 114,2 6,72 118 0 24

    429 63,3 6,91 150 0 19

    432 140,33 6,59 83 0 22

    436 99,57 7,14 159 0,1 23

    439 110,35 6,72 137 0 18

    444 101,52 7,07 153 0 26

    446 145,13 6,67 161 0 22

    450 69,86 7,07 169 0 25

    453 116,95 6,86 140 0 25

    457 90,33 7,04 157 0,1 23

    460 118,7 6,81 118 0 22

    464 91,52 6,98 166 0,1 23

    467 114,09 6,75 129 0 22

    471 93,33 6,84 136 0,1 20

    474 116,85 6,91 133 0,1 23

    478 92,97 7,13 125 0 23

    481 118,32 6,2 113 0,1 24

    485 94,75 6,95 198 0 23

    488 114,12 6,8 109 0,1 24

    492 94,95 6,85 159 0,1 22

    495 112,27 6,78 170 0 22

    499 95,81 7,18 124 0 27

    502 113,42 6,87 117 0 27

    506 96,63 7,13 121 0 29

    509 110,25 7 161 0 25

    513 95,85 7 139 0 24

    516 112,76 7,02 157 0 24

    520 88,93 6,94 97 0 23

    523 116,41 6,97 169 0,1 25

    527 95,49 7,04 158 0 27

    530 108,2 6,96 152 0 23

    534 93,72 6,99 135 0 24

    537 115,48 6,82 137 0 22

    541 96,26 6,91 134 0 24

    544 109,62 6,91 170 0 24

  • 126

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    1 25

    2 26

    3 24

    6 25

    7 26

    8 25

    9 25

    10 27

    16 24

    17 26

    20 24

    21 23

    22 23,5

    23 24

    24 25

    27 25

    28 23

    29 23

    30 25

    31 23

    34 23

    35 23

    36 23

    37 23

    38 22

    41 26

    44 25,5

    45 22

    48 20

    49 21,5

    50 23

    51 22

    55 22

    57 22

    63 24

    65 24

    69 26,5

    71 26

    73 22

    76 19,5

    77 20,5

    78 19

    79 19

    80 19Continua

  • 127

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    83 20,5

    84 21,5

    90 23,5

    92 23

    94 22

    97 20

    98 19

    99 19

    100 19

    101 21

    105 22

    108 22

    111 22

    115 24

    118 23

    122 23

    125 21,5

    128 22

    129 20

    132 21

    133 20

    134 20

    135 20

    136 21

    139 21

    140 22,5

    142 19

    143 16

    146 17

    147 19

    150 21

    153 23

    155 23

    157 23

    160 21

    162 22

    164 21

    167 22

    169 23

    171 20

    174 16

    176 19

    178 19Continua

  • 128

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    181 18

    183 1 22

    185 3 23

    188 6 20

    190 8 17

    192 10 14

    195 13 19

    197 15 20

    199 17 22

    202 20 24

    204 22 22

    206 24 17

    209 27 20

    211 29 19

    213 31 21

    216 34 24

    218 36 27

    220 38 20

    223 41 21

    225 43 23

    227 45 24

    230 48 25

    232 50 24

    234 52 22

    237 55 20

    239 57 20

    241 59 21

    244 62 23

    246 64 23

    248 66 24

    253 71 22

    255 73 24

    258 76 19

    260 78 19

    262 80 21

    265 83 24

    267 85 28

    269 87 23

    272 90 23

    274 92 23

    276 94 22

    279 97 25

    281 99 25 26,5 22,5

    283 101 22 26,5 23Continua

  • 129

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    286 104 22 24,5 21

    288 106 26 26 22

    290 108 23 27 23

    293 111 26 27,5 21

    295 113 24 25,5 20,5

    297 115 25 26 20,5

    300 118 29 26 20,5

    302 120 23 23,5 22

    304 122 24 23,5 21,5

    307 125 26 27 21

    311 129 23 26,5 23,5

    314 132 24 27 23

    318 136 20 27 23,5

    321 139 24 25,5 23,5

    323 141 22 26 22

    325 143 22 26 22,5

    328 146 25 26 23

    330 148 25 23,5 22

    332 150 24 26 22

    335 153 24 25,5 22

    337 155 22 23 21,5

    339 157 25 23 21,5

    342 160 22 24,5 22

    344 162 22 27,5 22

    346 164 25 27 23

    349 167 28 28,5 24

    351 169 27 27 23

    353 171 23 25 20,5

    356 174 23 25 21

    358 176 25 25,5 22,5

    360 178 25 26,5 22

    363 181 26 27,5 22

    365 183 28 29 24

    367 185 23 25 20

    374 192 25 26,5 21,5

    377 195 27 29 23

    379 197 28 28 23,5

    381 199 22 24 22

    384 202 27 26,5 21

    386 204 28 28,5 24

    388 206 24 28,5 24

    391 209 25 26 22,5

    393 211 26 26,5 22,5

    395 213 27 27 23,5Continua

  • 130

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    398 216 23 27 20,5

    400 218 24 24 20,5

    402 220 24 25 20

    405 223 25 26,5 21,5

    407 225 25 26 22,5

    409 227 27 27,5 22,5

    412 230 26 28 22

    414 232 25 26,5 22

    419 237 26 26 22,5

    421 239 22 26,5 23

    423 241 26 26 23

    426 244 27 27 22

    430 248 28 27 22

    433 251 22 27 21,5

    435 253 24 24 21,5

    437 255 25 25 20

    440 258 27 26,5 20,5

    442 260 25 27 23

    444 262 21 26 21,5

    447 265 20 22 18

    449 267 24 23,5 20

    451 269 21

    454 272 20 24,5 17,5

    456 274 19 21 19

    458 276 20 20 18,5

    461 279 21 21,5 18

    463 281 1 19 21,5 18

    465 283 2 19 20 16

    468 286 5 18 21 17

    470 288 7 20 20,5 18

    472 290 9 18 21 17,5

    475 293 12 20 20 15

    477 295 14 18 20 17

    479 297 16 23 23 18

    482 300 19 17 23 15,5

    484 302 21 20 20,5 17

    486 304 23 22 22 18

    489 307 26 23,5 23 18

    491 309 28 24 24 20,5

    493 311 30 23 24 19,5

    496 314 33 24 24 19

    498 316 35 25 25 21

    500 318 37 25 24,5 21

    503 321 40 22 25 21Continua

  • 131

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    506 324 43 23 24 19,5

    510 328 47 16 23,5 16

    512 330 49 20 20 20

    514 332 51 22 23,5 18,5

    517 335 54 16 22 16

    519 337 56 17 16,5 15

    521 339 58 16 18 15,5

    524 342 61 18 18,5 14,5

    526 344 63 18 19 16

    528 346 65 17 20 17

    531 349 68 18 21 17

    533 351 70 19 22 19

    535 353 72 20 23 19

    538 356 75 15 24 15

    540 358 77 17 23 15

    542 360 79 16 23 17

    545 363 82 18 20 16,5

    547 365 84 19 24 18

    549 367 86 21 25 20

    552 370 89 21 27 20

    554 372 91 19 26 20

    556 374 93 19 26 20

    559 377 96 1 21 23 19

    561 379 98 3 18 24 20

    563 381 100 5 21 25 20

    566 384 103 8 28 28 21

    568 386 105 10 23 27 22

    570 388 107 12 24 29 23

    573 391 110 15 19 30 21

    575 393 112 17 24 25,5 20

    577 395 114 19 20 25,5 20,5

    580 398 117 22 22 24 20

    582 400 119 24 25 28 22,5

    584 402 121 26 25 29 25

    587 405 124 29 26 30 23

    589 407 126 31 26 30 24

    591 409 128 33 17 27 18

    594 412 131 36 18 21 18

    596 414 133 38 19 23,5 19

    598 416 135 40 18 20,5 17

    601 419 138 43 21 24 18

    603 421 140 45 22 24,5 22

    605 423 142 47 21 26 21

    608 426 145 50 22 26 21Continua

  • 132

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    610 428 147 52 19 23 19,5

    612 430 149 54 20 21 19

    615 433 152 57 21 24 20

    617 435 154 59 21 23 20

    619 437 156 61 19 23,5 19

    624 442 161 66 25 26 20

    626 444 163 68 25 28,5 23,5

    629 447 166 71 18 27 19,5

    631 449 168 73 21 25 20

    633 451 170 75 20 27 21

    638 456 175 80 20 24 21

    640 458 177 82 21 23,5 21

    643 461 180 85 19 23,5 20

    645 463 182 87 20 25,5 20

    647 465 184 89 25 28,5 21,5

    650 468 187 92 22 29,5 22,5

    652 470 189 94 21 29 21,5

    654 472 191 96 21 25 21,5

    657 475 194 99 24 25 22

    659 477 196 101 22 26 22,5

    661 479 198 103 22 25,5 22

    664 482 201 106 20 23,5 20

    666 484 203 108 22 25 21

    668 486 205 110 24 28 22

    671 489 208 113 23 26 23

    673 491 210 115 21 27 21

    678 496 215 120 23 24 21

    680 498 217 122 22 25 22,5

    685 503 222 127 26 27,5 23

    687 505 224 129 23 27 22

    689 507 226 131 24 24,5 22,5

    692 510 229 134 26 27 22

    694 512 231 136 23 28 23

    696 514 233 138 24 26 22

    699 517 236 141 23 27 23

    701 519 238 143 23 27 23

    703 521 240 145 22 24 22

    706 524 243 148 24 25 22

    708 526 245 150 22 25 18

    710 528 247 152 21 22,5 20

    713 531 250 155 24 24 21

    715 533 252 157 23 26 22

    717 535 254 159 23 25 23

    724 542 261 166 22 26 21Continua

  • 133

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    727 545 264 169 21 27 22

    729 547 266 171 23 25 22

    731 549 268 173 23 28 23

    734 552 271 176 24 28 24

    736 554 273 178 26 28,5 24

    738 556 275 180 27 30 26

    741 559 278 183 23 27 23

    743 561 280 185 24 28 23

    745 563 282 187 21 23 22

    748 566 285 190 22 25 22

    750 568 287 192 26 28 23

    752 570 289 194 26 30 26

    755 573 292 197 24 30 25

    757 575 294 199 23 27 23

    759 577 296 201 24 27 23

    762 580 299 204 24 27 23

    764 582 301 206 24 25 24

    769 587 306 211 21 27 22

    771 589 308 213 23 26 22,5

    773 591 310 215 25 27 24,5

    776 594 313 218 25 28 25

    778 596 315 220 24 27 24

    780 598 317 222 26 29 25

    783 601 320 225 26 29 25

    785 603 322 227 26 29 26

    787 605 324 229 27 29,5 25

    790 608 327 232 24 29 24,5

    792 610 329 234 25 27 24,5

    794 612 331 236 24 28 23,5

    798 616 335 240 21 27 22

    801 619 338 243 19 21 20

    805 623 342 247 19 22 19

    808 626 345 250 21 23 20

    812 630 349 254 21 25 21

    815 633 352 257 25 26 21

    819 637 356 261 25 28 23

    822 640 359 264 23 28 24

    826 644 363 268 20 27 21

    829 647 366 271 22 22 20

    833 651 370 275 24 25 20

    836 654 373 278 24 25 22

    840 658 377 282 21 25 21

    843 661 380 285 25 25 21

    847 665 384 289 23 25 22

    Continua

  • 134

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    850 668 387 292 25 26 22

    854 672 391 296 19 27 20

    857 675 394 299 18 21 18

    861 679 398 303 19 22 21

    864 682 401 306 20 26,5 19

    868 686 405 310 20 28 21

    871 689 408 313 18 19 15

    875 693 412 317 20 23 15

    878 696 415 320 21 22 18

    882 700 419 324 21 21 16

    885 703 422 327 23 24 17

    889 707 426 331 15 24 16

    892 710 429 334 18 25 17

    896 714 433 338 20 27 19

    899 717 436 341 19 28 20

    903 721 440 345 19 28 20

    906 724 443 348 17 25 18

    910 728 447 352 22 28 18

    913 731 450 355 21 29 21

    917 735 454 359 21 28 21

    920 738 457 362 19 28 19

    924 742 461 366 23 30 21

    927 745 464 369 25 29 24

    931 749 468 373 21 29 21

    934 752 471 376 18 22 18

    938 756 475 380 17 18 18

    941 759 478 383 21 25 18

    945 763 482 387 19 25 18

    948 766 485 390 20 25 21

    952 770 489 394 16 26 17

    955 773 492 397 19 26 20

    959 777 496 401 21 28 24

    962 780 499 404 21 28 24

    966 784 503 408 22 29 22

    969 787 506 411 26 38 23

    973 791 510 415 23 31 23

    976 794 513 418 21 25 21

    980 798 517 422 22 28 21

    982 800 519 424 22 30 22

    987 805 524 429 19 31 19

    990 808 527 432 21 30 21

    994 812 531 436 22 30 21

    997 815 534 439 19 25 19

    Continua

  • 135

    Tabela A.11: Valores de temperaturas ambiente, mxima e mnima. Cont.

    Tempo (dias) Temperatura

    Lis1 e 2 Lis3 e 4 Lis5 a 8 Lis9 e 10 Ambiente Mxima Mnima

    1002 820 539 444 25 35 25

    1004 822 541 446 20 28 21

    1008 826 545 450 24 26 24

    1011 829 548 453 24 29 24

    1015 833 552 457 22 33 23

    1018 836 555 460 22 32 22

    1022 840 559 464 22 33 23

    1025 843 562 467 21 27 21

    1029 847 566 471 20 32 21

    1032 850 569 474 21 33 23

    1036 854 573 478 21 25 22

    1039 857 576 481 22 28 23

    1043 861 580 485 21 32 23

    1046 864 583 488 23 31 23

    1050 868 587 492 21 31 22

    1053 871 590 495 21 27 22

    1057 875 594 499 23 29 24

    1060 878 597 502 23 29 23

    1064 882 601 506 23 37 23

    1067 885 604 509 22 32 24

    1071 889 608 513 21 34 21

    1074 892 611 516 22 31 22

    1078 896 615 520 22 31 23

    1081 899 618 523 21 28 22

    1085 903 622 527 24 39 24

    1088 906 625 530 22 39 23

    1092 910 629 534 21 34 22

    1095 913 632 537 21 29 22

    1099 917 636 541 21 30 23

    1102 920 639 544 21 27 21

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