aul£o enem 2012

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Aulão enem 2012.

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  • 1. AULO ENEM 2012Lngua PortuguesaMonitora: Sileide Maria da SilvaEmail sileide.ms@hotmail.comTexto IAmorOs filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira esumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si,malcriados, instatantes cada vez mais completos. A cozinhaera enfim espaosa, o fogo enguiado dava estouros. O calorera forte no apartamento que estavam aos poucos pagando.Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortaralembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa,olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara assementes que tinha na mo, no outras, mas essas apenas. Ecresciam rvores. Crescia sua rpida conversa com o cobradorde luz, crescia a gua enchendo o tanque, cresciam os filhos,crescia a mesa com comidas, o marido chegando com osjornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadasdo edifcio. Ana dava a tudo, tranquilamente, a sua mopequena e forte, sua corrente de vida. Certa hora da tarde eramais perigosa. Certa hora da tarde as rvores que plantarariam dela. Quando nada mais precisava de sua fora,inquietava-se. No entanto sentia-se mais slida do que nunca,seu corpo engrossara um pouco e era de se ver o modo comocortava blusas para os meninos, a grande tesoura dandoestalidos na fazenda. Todo seu desejo vagamente artsticoencaminhara-se h muito no sentido de tornar os diasrealizados e belos; com o tempo, seu gosto pelo decorativo sedesenvolvera e suplantara a ntima desordem. Parecia terdescoberto que tudo era passvel de aperfeioamento, a cadacoisa se emprestaria uma aparncia harmoniosa; a vida podiaser feita pela mo do homem. [...] Sua precauo reduzia-se atomar cuidado na hora perigosa da tarde, quando a casa estavavazia sem precisar mais dela, o sol alto, cada membro dafamlia distribudo nas suas funes. Olhando os mveislimpos, seu corao se apertava um pouco em espanto. Mas nasua vida no havia lugar para que sentisse ternura pelo seuespanto ela o abafava com a mesma habilidade que as lidesem casa lhe haviam t ransmit ido. Saa ento para fazercompras ou levar objetos para consertar, cuidando do lar e dafamlia revelia deles. Quando voltasse era o fim da tarde e ascrianas vindas do colgio exigiam-na. Assim chegaria anoite, com tranquila vibrao. De manh acordaria aureoladapelos calmos deveres. Encontrava os mveis de novoempoeirados e sujos, como se voltassem arrependidos. Quantoa ela mesma, fazia obscuramente parte das razes negras esuaves do mundo. E alimentava anonimamente a vida. Estavabom assim. Assim ela o quisera e escolhera.(LISPECTOR, Clarice/Laos de famlia)1 No texto Amor, no prime iro pargrafo, um pouco dadia-a-dia de uma famlia relato. Assinale a seguir otrecho que mostra a dinmica da vida:a) Os filhos de Ana eram bons,...b) cresciam, tomavam banho,...c) A cozinha era enfim espaosa,...d) O calor era forte no apartamento,...e) como um lavrador,...2 Ao dizer que Ana olhava o calmo horizonte como umlavrador, adequado dizer que h ocorrncia de uma:a) Comparaob) Contradioc) Oposiod) segmentaoe) mudana3 So atribudos mo de Ana, qualificaesaparentemente opostas: pequena e forte. Taisqualificaes demonstram:a) A fragilidade de Anab) Que a personagem possua uma forasurpreendente diante de quaisquer situaesc) O entusiasmo de Ana para com a sua famliad) Que apesar da sua limitao demonstravafora diante das variadas situaes diriase) Que mesmo tendo uma estatura fsicacomprometida dava conta das atividadesdomsticas4 Certa hora da tarde era mais perigosa. Qual operigo existente de que trata o trecho destacado?a) A violncia da cidade grandeb) O medo de que ela sentia da noitec) O perigo de acontecer algum acidente com osfilhos no horrio da escolad) O perigo de acontecer algum acidente com omarido no horrio do trabalhoe) Sentir-se sem utilidade para aquela famlia5 Aps a leitura do texto, em relao ao relacionamentofamiliar pode-se concluir que:a) prefervel isolar-se e viver na solidob) Apesar de alguns conflitos prefervelrelacionar-se com as pessoasc) A convivncia familiar muitas vezesinsuportveld) Na convivncia familiar no existem conflitose) Os momentos de decepo so mais frequentesque os de harmonia6 Quando era criana, agora me lembro, passei um anogago porque fui com outros moleques gritar... Osvocbulos sublinhados na frase anterior conferem aoperodo, respectivamente, ideias de:a) Concesso e causa.b) Proporo e causa.c) Tempo e causa.d) Consequncia e proporoe) Concesso e causa.7. Observe o seguinte enunciado: De noite eu ia dormir,mas o corao se mantinha acordado em expectativa. Apalavra que pode substituir mas, por ter sentidoequivalente :

2. a) Pormb) Portantoc) Poisd) Porquee) conforme8. O pronome destacado NO indica posse na seguintefrase:a) A brisa da madrugada tocava-lhe o corpob) A expectativa mantinha-lhe o corao acordadoc) O sal impregnava-lhe as roupasd) Faltava-lhe vontade de voltar para casa9.O anncio publicitrio a seguir uma campanha de umadoante, que tem como seu slogan a frase Mude suaembalagem.O texto uma propaganda de um adoante que tem oseguinte mote: mude sua embalagem. A estratgiapersuasiva que o autor utiliza para o convencimento doleitor baseia-se no emprego de recursos expressivos,verbais e no verbais, com vistas a:a) Ridicularizar a forma fsica do possvel clientedo produto anunciado, aconselhando-o a umabusca de mudanas estticas.b) Enfatizar a tendncia da sociedadecontempornea de buscar hbitos alimentaressaudveis, reforando tal posturac) Criticar o consumo excessivo de produtosindustrializados por parte da populao,propondo reduo desse consumo.d) Associar o vocbulo acar imagem do corpofora de forma, sugerindo a substituio desseproduto pelo adoante.e) Relacionar a imagem do saco de acar a umcorpo humano que no desenvolve atividadesfsicas, incentivando a prtica esportiva.10. Procure identificar o sentido de cada uma daspalavras destacadas nas frases a seguir:a) um sujeitinhob) um mulheroc) um timaod) um timecoe) Que gentinhaf) O Carlito chegouTEXTO IIO MENINO DOENTEO menino dorme.Para que o meninoDurma sossegado,Sentada ao seu ladoA mezinha canta: Dodi, vai-te embora!Deixa o meu filhinho,Dorme... dorme... meu...Morta de fadiga,Ela adormeceu.Ento, no ombro dela,Um vulto de santa,Na mesma cantiga,Na mesma voz dela,Se debrua e canta: Dorme, meu amor.Dorme, meu benzinho...E o menino dorme.BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: NovaAgui lar, 1983.11. Em dois versos do poema h a ocorrncia do sufixoinho.Nos dois casos, esse elemento assume um valor de(A) intensidade.(B) tamanho.(C) ironia.(D) afeto.(E) desrespeito.12. As reticncias podem ser usadas com diferentesfinalidades.No trecho Dorme... dorme... meu..., encontrado noTexto III, as reticncias foram usadas para(A) marcar um aumento de emoo.(B) apontar maior tenso nos fatos apresentados.(C) indicar traos que so suprimidos do texto.(D) deixar uma fala em aberto.(E) assinalar a interrupo do pensamento.13. A palavra debrua (v. 15), presente no Texto III,pode ser substituda, sem alterao de sentido, por:(A) recolhe.(B) inclina.(C) derrama.(D) descobre.(E) ajoelha. 3. 14.O produtor de anncios publicitrios utiliza-se deestratgias persuasivas para influenciar seu leitor. Entreos recursos argumentativos mobilizados pelo autor paraobter a adeso do pblico campanha, destaca-se nessetexto:a) Oposio entre individual e coletivo trazendoum iderio populista para o anncio.b) A utilizao de tratamento informal com oleitor, o que suaviza a seriedade do problema.c) O emprego de linguagem figurada, o que desviaa ateno da populao para o apelo financeiro.d) O uso dos numerais milhares e milhes,responsvel pela supervalorizao das condiesdos necessitados.e) O jogo de palavras entre acordar e dormir, oque relativiza o problema do leitor em relaoao dos necessitados15.Verssimo, L,F. As cobras: se Deus existe que eu sejaatingido por um raioPorto Alegre L & PM, 1997O humor da tira decorre da reao de uma das cobrascom relao ao uso de pronome pessoal reto, em vez depronome oblquo. De acordo com a norma padro dalngua, esse uso inadequado, pois:a) Contraria o uso previsto para o registro oral dalngua.b) Contraria a marcao das funes sintticas desujeito e objetoc) Gera inadequao na concordncia com o verbo.d) Gera ambiguidade na leitura do texto.e) Gera ambiguidade na leitura do texto.16. Do ponto de vista temtico, o Texto 2 aborda:A) a falta de letramento digital presente na realidadebrasileira.B) a necessidade de incluso digital das classesdesfavorecidas.C) a falta de dilogo que hoje se verifica nas relaesentre pais e filhos.D) a falta de autoridade dos pais em relao a seusfilhos.E) a repercusso da evoluo tecnolgica para aspesquisas escolares.Simulado de FsicaMonitor: Thierry Sena1- (ENEM/2009) O ciclo da gua fundamental para apreservao da vida no planeta. As condies climticasda Terra permitem que a gua sofra mudanas de fase ea compreenso dessas transformaes fundamentalpara se entender o ciclo hidrolgico. Numa dessasmudanas, a gua ou a umidade da terra absorve ocalor do sol e dos arredores. Quando j foi absorvidocalor suficiente, algumas das molculas do lquidopodem ter energia necessria para comear a subir paraa atmosfera. A transformao mencionada no texto a:a )fuso. b) liquefao. c)evaporao.d) solidificao. e) condensao.2-(UFV-99) Um raio de luz monocromtica defrequncia "f", velocidade "v" e comprimento de onda"l" incide perpendicularmente na interface ar-gua,proveniente do ar. Pode-se afirmar que, ao atravessaresta interface:a) "f" permanece constante, "v" aumenta e "l" cresce.b) "f" permanece constante, "v" diminui e "l" diminui.c) "f" diminui, "v" diminui e "l" cresce.d) "f" aumenta, "v" diminui e "l" permanececonstante.e) "f" aumenta, "v" aumenta e "l" cresce.3- (ENEM/2009) A gua apresenta propriedades fsico-qumicasque a coloca em posio de destaque comosubstncia essencial vida. Dentre essas, destacam-seas propriedades trmicas biologicamente muitoimportantes, por exemplo, o elevado valor de calorlatente de vaporizao. Esse calor latente refere-se quantidade de calor que deve ser adic