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Processo saude doença

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  • 1. O processo sade e doena : Sua historicidade Suas dimenses causais Sade Coletiva I 2013/2

2. Fundamentao Conceitual O MODO DE PRODUO SOCIAL como determinante da Sade. Sade como condio Do O MODO DE PRODUO SOCIAL Trabalho como causa de Doena Doena como impedimento ao trabalho 3. Fatores Universais Intervenientes no Processo Sade/Doena A sade e a doena dependem das condies socioeconmicas, ainda que no somente delas. Escolas que estudam o que foi denominado determinao social do processo sade e doena: Medicina Social Latino-americana Sade Coletiva Movimento de Promoo da Sade Outras 4. Fundamentao Conceitual Medicina Social: centralidade no conceito de classe social Sade Coletiva: priorizao do conceito de coletivo Universalidade Integralidade Promoo da Sade (ou Sade): estilo de vida, ao intersetorial 5. ESTRUTURA SOCIAL Estatsticas vitais e projees realizadas apontam para a interveno cada vez maior da estrutura social no processo sade-doenca. Principais causas de morte ou incapacidade no mundo, divididas em trs grupos: Doenas No Transmissiveis. Doenas transmissveis, Causas Externas 6. CARGA GLOBAL DE DOENCA Projees para o ano de 2.020: Evoluo rpida das doenas no-transmissveis (DANT) Doenas mentais como fator de incapacidade Estabilizao dos indicadores nos pases desenvolvidos Maior expectativa de vida na Amrica Latina e Caribe 7. As principais doencas incapacitantes caractersticas Modificam-se quando estudadas por regio H predominncia de doenas no- transmissveis Fatores de risco mais significativos: Desnutrio, m qualidade da gua, do saneamento e higiene, sexo no seguro, lcool, tabaco e ocupao. Acesso desigual aos tratamentos e aos recursos tecnolgicos. 8. Processo sade-doena As relaes entre as condies de vida, hbitos e adoecimento levam diferentes grupos sociais a desenvolverem explicas sobre processo sade doena. trs modos de entender o processo sade-doena: 1.O mgico sobrenatural, magia, castigo de Deus 2.O ingnuo a doena ou a morte aceita e inerente a cada um. 3. O crtico estabelece relaes de causalidade entre sade e doena, relacionando-a com as condies materiais de vida e de trabalho. 9. A construcao social dos atos de viver, adoecer e morrer Associaes entre as complicaes e os desconfortos das doenas e as condies sociais e econmicas dos indivduos, bem como a influncia das polticas de sade sobre o controle das mesmas. relao entre doenas transmissveis com variveis sociais e econmicas o ato de adoecer tambm um fenmenoo ato de adoecer tambm um fenmeno social.social. 10. Equivale dizer que viver-adoecer- morrer tem um carter histrico, significa que tanto a sade, como a doena e as correspondentes prticas de sade se referem a um estado (estar doente) e a uma maneira de resolver (curar), intimamente relacionados a cada momento da vida social. PROCESSO SAUDE E DOENA 11. Modos de adoecer, morrer e pensar a doena na histria da humanidade Modo de produo: Produo deModo de produo: Produo de riquezas pela sociedade, relaesriquezas pela sociedade, relaes sociais que estabelecem dentrosociais que estabelecem dentro dela e o modo como a sociedadedela e o modo como a sociedade faz a regulao e o controle defaz a regulao e o controle de tais relaes.tais relaes. 12. A sociedade pr-histricaA sociedade pr-histrica Perodo Nmade: Modo de vida condicionado pela necessidade de defesa em relao s ameaas do meio. Coletivismo, comunismo primitivo. Expectativa de vida muito baixa ao nascer. Os homens primitivo buscava explicao e soluo para questes do adoeer e morrer atravs de um sistema de cunho mgico, religioso, sobrenatural.: bruxos, sacerdotes e suas prticas ritualsticas. 13. Sociedades antigas ou perodo agrcolaSociedades antigas ou perodo agrcola A crescente densidade populacional, a agregaoA crescente densidade populacional, a agregao dos homens e a carncia alimentar favorecem umdos homens e a carncia alimentar favorecem um modo de adoecer e morrer decorrente damodo de adoecer e morrer decorrente da propagao de microorganismos veiculados pelapropagao de microorganismos veiculados pela gua, alimentos, vetores (tuberculose, clera,gua, alimentos, vetores (tuberculose, clera, peste) alm de outras doencas.peste) alm de outras doencas. 14. Grcia sc.VII a.C os filsofos racionalizam o cosmo, a natureza e as relaes sociais, superando o modo mgico de ver o mundo. Surge novo profissional mdico. Sociedade feudal: a terra o principal meio de produo, a instncia ideolgica dominante e o pensamento religioso monopolizado pela igreja catlica. Ritos pagos e ritos cristos - feitiarias e milagres. 15. SOCIEDADE INDUSTRIAL MODERNA Desenvolvimento do capitalismo As transformaes no modo de viver, adoecer e morrer assumem uma velocidade de mudana nunca antes verificada Acumulao de riquezas de forma desigual Medicina ocidental: racionalidade e objetividade da nova sociedade Fenmeno novo: A divisao do tabalho (especializao, formalizao hierarquizao) 16. O corpo tambm incorpora novos significados e reveste-se de valores: instrumento de trabalho fonte de prazer, campo de ostentao de sinais de poder A prtica mdica assume uma importncia e um significado econmico, pois alm de ter por finalidade a manuteno e a reproduo da fora de trabalho, passa a compor o mercado na condio de um objeto de consumo sob a forma de ateno, medicamentos, tecnologia (saber, equipamentos, procedimentos, etc) 17. A produo e distribuio das doenas: Modelos explicativos Modelos de anlise, os mtodos e os instrumentos que permitem explicar as suas redes de causalidade 1. /modelo monocausal, 2. modelo multicausal, 3. modelo da histria natural da doena e 4. o modelo da determinao social da doena. 18. Histria da Causa Sociedade Primitiva homem receptculo causa mstica interveno mstica Antiguidade Assrios = primitiva Chineses : homem - ativo causa desequilbrio com os elementos da natureza, Ying/Yang interveno reestabelecimento do equilbrio energia Grcia - Hipcrates 19. Histria da Causa Teoria Unicausal - Bacteriologia causa uma bactria interveno eliminao da mesma Teoria Multicausal Medicina Integral MacMahon Leavell-Clark Modelo Ecolgico causa mltiplos fatores, fundamentalmente biolgicos interveno parcial, nos fatores Modelo de Determinao Social da Doena 20. Modelo Biomdico Patologia Clnica mdica Sade definida negativamente: Ausncia de doena Livre de valores Aplica-se indiferentemente a todas as espcies Ausncia defeitos em um sistema fsico 21. Patologia: mecanismo etiopatognico Infecciosas No-infecciosas Clnica Mdica: tempo de durao Agudas Crnicas Modelo Biomdico Risco Fatores etiolgicos Fatores de risco Multicausalidade 22. Modelo Processual: Scio-poltico cultural Biolgico Fsico Ambiente Externo ou Meio ambiente Ambiente Interno Fatores hereditrios ou congnitos Defesas especficas Alteraes organicas j existentes 23. Modelo Monocausal O modelo monocausal centra a explicao da doena num nico fator: o agente biolgico. Concepo da doena delimitada ao biolgico, abstrai-se de qualquer aspecto relativo s condies de vida do doente. Prtica mdica curativa. Revoluo cientifica microbiologia (Pasteur-| koch) medicina como prtica biolgica mundo racionalista e mecanicista. 24. Modelo Multicausal Desenvolve-se na perspectiva de uma prtica mdica biologicista e cientificista. Desconsidera o carte histrico do processo sade- doena. D grande nfase na avaliao estatstica e quantitativa das variveis do processo sade-doena. Em relao ao modelo monocausal h avano: Incorpora os fatores socioeconmicos, culturais, fsicos qumicos, estabelecendo nexos entre os modos de adoecer (tipos de doenas, frequncia, gravidade, etc) e as condies de trabalho e as condies materiais de vida (moradia, salrio, alimentao, educao, saneamento, etc) Ignora o peso e hierarquia dos fatores de origem social e de ordem biolgica. 25. Determinao da causalidade 26. Determinao da causalidade 27. Modelo da Histria Natural da Doena Dinamismo dos processos de sade-doena, expresssos na relao: homem-hospedeiro, agente patognico e o meio. Modelo de Leavell & Clark. Enfatiza a noo de equilbrio-desequilbrio Demarca dois momentos no processo de adoecimento: a fase pr-patognica (equilbrio ainda no rompido) e a fase patognica (desequilbrio estabelecido como manifestao da doena). 28. Modelo da Histria Natural da Doena 29. Modelo da Histria Natural da Doena O modelo prope trs nveis de ao ou interveno: Preveno Primria atravs da promoo sade e da proteo especfica em relao a um agravo determinado a ser desencadeado ainda na fase pr-patognica da doenca; Preveno Secundria constante de diagnstico e tratamento; e Preveno Terciria que supe aes destinadas recuperao do dano e reabilitao. As duas ltimas se aplicam fase patognica. 30. Modelo da Histria Natural da Doena Crtica ao modelo: Da mesma forma que os anteriores no desvenda os pesos e as hierarquias na dinmica imposta pelos seus trs elementos, particularmente no campo social. No considera, assim, o carter histrico e social dos processos sade-doena. 31. Modelo da Histria Natural da Doena 32. Modelo da determinao social da doena Neste modelo supera-se a concepo da mera relao causa-efeito para explicar o adoecimento e a morte. Modo de adoecer como um processo que tem como elemento modelador estrutura social Epidemiologia Social (baseada na determinao) em contraponto Epidemiologia Clinica tradicional, baseada na causalidade. Sade-doena ganha objetividade: uma realidade concreta. 33. Modelo da determinacao social da doena Neste modelo a noo de causalidade (mono ou multi) fica substituda, do ponto de vista analtico, pela noo de determinao, atravs da qual a hierarquia das condies ligadas estrutura social considerada na explicao da sade e da doena. 34. Conceito de Campo de Sade Desenvolvido por Lalonde (Ministro da Sade do Canad, 1974), a partir da constatao de que o modelo ecolgico da epidemiologia (hospedeiro- agente