aula oab xx estrat‰gia direito constitucional 04

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  • Aula 04

    Direito Constitucional p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professores: Diego Cerqueira, Ricardo Vale

  • Direito Constitucional

    XX Exame da OAB (Teoria e Questes) Profs. Diego Cerqueira / Ricardo Vale - Aula 04

    Profs. Diego Cerqueira e Ricardo Vale www.estrategiaconcursos.com.br 1 de 41

    AULA 04 - DIREITO CONSTITUCIONAL

    Sumrio

    Administrao Pblica .................................................................................... 2 1-Princpios Explcitos da Administrao Pblica:..................................... ...2 2- Princpios Implcitos da Administrao Pblica: ...................................... 7 3- Agentes Pblicos: .................................................................................. 11 3.1- Acesso aos cargos, empregos e funes pblicas: ........................... 11 3.2- Concurso Pblico: ............................................................................ 12 3.3- Cargos em comisso e funes de confiana: .................................. 16 3.4- Direitos Sociais dos Servidores Pblicos ........................................... 17 3.5- Remunerao dos Servidores Pblicos: ............................................ 19 3.6- Acumulao remunerada de cargos, empregos e funes pblicas:.. 23 3.7- Servidores Pblicos e Mandato Eletivo: ........................................... 26 3.8- Regime Jurdicos dos Servidores Pblicos: ...................................... 28 4- Obrigatoriedade de Licitao: ................................................................ 35 5- Responsabilidade Civil do Estado: ......................................................... 35

    Caderno de prova ......................................................................................... 38

    Gabarito ....................................................................................................... 41

    Ol, meus amigos, tudo bem?

    Preparados para mais um encontro em Constitucional. O tema de hoje Administrao Pblica. Confesso que a FGV no tem o costume de cobrar esse tema, at porque ele melhor explorado em Direito Administrativo. Vamos, ento, fazer um pente fino somente dos pontos primordiais, combinado?

    Forte abrao e bons estudos!

    Diego e Ricardo Facebook do Prof. Diego Cerqueira: https://www.facebook.com/coachdiegocerqueira Periscope: @dcdiegocerqueira Instagram: @coachdiegocerqueira -------------------------------------------------------------------- Facebook do Prof. Ricardo Vale: https://www.facebook.com/profricardovale Canal do YouTube do Ricardo Vale: https://www.youtube.com/channel/UC32LlMyS96biplI715yzS9Q Periscope do Prof. Ricardo Vale: @profricardovale

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    Administrao Pblica

    1-Princpios Explcitos da Administrao Pblica:

    A Administrao Pblica, em todos os seus nveis, dever observar certos princpios constitucionais em sua atuao. Nas lies do art. 37, temos que:

    Art. 37. A administrao pblica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios obedecer aos princpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficincia e, tambm, ao seguinte: (...)

    So 5 (cinco) os princpios constitucionais da Administrao Pblica: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficincia. Esses princpios vinculam toda a Administrao Pblica (seja a direta ou indireta), dos trs Poderes (Executivo, Legislativo e Judicirio) e de todas as esferas da federao (Unio, Estados, Distrito Federal e Municpios).

    a) Princpio da legalidade:

    A legalidade princpio essencial dentro de um Estado democrtico de direito, representando a submisso do Estado lei. por meio da observncia das leis que se concretiza a vontade do povo e, assim, atendido o interesse pblico. Ressalte-se que, ao falarmos em lei, no estamos nos referindo apenas lei formal, elaborada pelo Poder Legislativo. Pelo princpio da legalidade, devem ser observar as normas em geral, inclusive os atos infralegais.

    A Administrao Pblica somente pode fazer o que est expressamente previsto em normas jurdicas. Assim, a Administrao s pode agir segundo a lei (secundum legem), jamais contra a lei (contra legem) ou alm da lei (praeter legem) com base apenas nos costumes.

    claro, s vezes, as normas deixam certa liberdade de escolha para o administrador pblico; dizemos que, nesse caso, h discricionariedade da Administrao. Por exemplo, a concesso de licena a um servidor, para tratar de interesse particular, discricionariedade da Administrao.

    LIMPE"

    LEGALIDADE IMPESSOALIDADE MORALIDADE PUBLICIDADE EFICINCIA

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    J para os particulares, o princpio da legalidade tem uma conotao diferente: a eles, lcito fazer tudo aquilo que a lei no probe. Aqui, os particulares tm maior liberdade de atuao e s no podem fazer o que a lei lhes probe.

    b) Princpio da impessoalidade:

    O princpio da impessoalidade tambm conhecido como princpio da finalidade ou, ainda, princpio da isonomia. Para compreender o exato alcance desse princpio, necessrio analis-lo em suas 4 (quatro) diferentes acepes.

    Na primeira acepo, de finalidade, o princpio da impessoalidade traduz a ideia de que toda atuao da Administrao deve buscar a satisfao do interesse pblico. Quando um ato praticado com objetivo diverso, nulo, por desvio de finalidade. O administrador mero executor do ato, que serve para manifestar a vontade do Estado. Pode-se dizer, portanto, que o princpio da impessoalidade decorre do princpio da supremacia do interesse pblico.

    Segundo a doutrina, em sentido amplo, o princpio da impessoalidade busca o atendimento do interesse pblico, enquanto em sentido estrito, visa a atender a finalidade especfica prevista em lei para o ato administrativo. Ressalta-se que, sempre que o ato administrativo satisfizer sua finalidade especfica, a finalidade em sentido amplo tambm ter sido atendida. Nesse sentido, destaca-se a lio de Hely Lopes Meirelles:

    () o princpio da impessoalidade, referido na Constituio de 1988 (art. 37, caput), nada mais que o clssico princpio da finalidade, o qual impe ao administrador pblico que s pratique o ato para o seu fim legal. E o fim legal unicamente aquele que a norma de direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato, de forma impessoal. 1

    Na segunda acepo, o princpio da impessoalidade traz a ideia de vedao promoo pessoal. O agente pblico no pode utilizar as realizaes da Administrao Pblica para promoo pessoal. Olha s art. 37, 1, da CF/88:

    1 - A publicidade dos atos, programas, obras, servios e campanhas dos rgos pblicos dever ter carter educativo, informativo ou de orientao social, dela no podendo constar nomes, smbolos ou imagens que caracterizem promoo pessoal de autoridades ou servidores pblicos.

    Uma terceira acepo do princpio da impessoalidade aquela que o relaciona isonomia. o que se verifica na exigncia de concurso pblico para o acesso aos cargos pblicos. A oportunidade de se ter acesso a esses cargos igual para todos. Outro exemplo dessa acepo do princpio da impessoalidade diz respeito

    1 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 21a Edio, 1995

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    ao pagamento das dvidas do Estado, que dever observar, em regra, a ordem cronolgica de apresentao dos precatrios (art. 100, CF/88).

    Finalmente, a quarta acepo do princpio da impessoalidade a que considera que os atos praticados pelo agente pblico no so imputveis a ele, mas ao rgo ou entidade em nome do qual ele age. A ao dos agentes , portanto, impessoal. Essa regra extrada do art. 37, 6, da CF/88:

    6 - As pessoas jurdicas de direito pblico e as de direito privado prestadoras de servios pblicos respondero pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsvel nos casos de dolo ou culpa.

    Destaca-se, ainda, que uma importante aplicao do princpio da impessoalidade diz respeito considerao dos atos praticados por agente de fato (putativo) como vlidos. Agente de fato aquele indivduo que ingressa na Administrao Pblica irregularmente. Devido teoria da aparncia (o agente parece ser servidor pblico de direito), seus atos so mantidos quando atingem terceiros de boa-f, pois a Administrao impessoal.

    Extrai-se tambm do art. 37, CF, alguns incisos importantes que se relacionam com o princpio da impessoalidade, a exemplo dos incisos I e II, que tratam da acessibilidade dos cargos e empregos pblicos, de acordo com requisitos legais (e no apenas pessoais), alm claro a obrigatoriedade do procedimento licitatrio de modo imparcial e impessoal nos termos da lei, regra que deve ser observncia obrigatria para as aquisies do Poder Pblico (art. 37, XXI).

    c) Princpio da moralidade:

    Impe aos agentes pblicos a atuao tica e honesta na gesto da coisa pblica. No basta que o administrador pblico atue segundo a Lei; ele deve agir segundo os princpios da probidade e boa f. Assim, perfeitamente possvel que um ato administrativo esteja em conformidade com a lei, mas contrarie o princpio da mor