aula dpoc pronta

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Definio: um estado da doena caracterizado pela limitao do fluxo areo que no totalmente reversvel. A limitao do fluxo areo geralmente progressiva e associada a uma resposta inflamatria anormal dos pulmes partculas ou gases nocivos.MECANISMOS SUBJACENTES LIMITAO DO FLUXO AREO NA DPOC

INFLAMAO

Doena das pequenas vias areas

Destruio parenquimatosa

LIMITAO DO FLUXO AREO

A limitao crnica do fluxo areo caracterstica da DPOC causada por uma mistura da doena das pequenas vias areas e da destruio parenquimatosa cujas contribuies relativas variam de pessoa para pessoa. A inflamao crnica causa remodelamento e estreitamento das pequenas vias areas. A destruio do parnquima pulmonar, tambm por processos inflamatrios, leva perda das conexes alveolares s pequenas vias areas e reduz o recolhimento elstico pulmonar; tais alteraes diminuem a habilidade das vias areas se manterem abertas durante a expirao.

A limitao do fluxo areo medida pela espirometria.

HISTRIA NATURAL E PROGNSTICO 100

Nunca fumou

75 Fumante regular Parou aos 45 anos

VEF1

50

limitao ---------------------------------------------------------25 morte ------------------------------------------------------------25 50 Idade (anos)

Parou aos 65

0

75

EPIDEMIOLOGIA Brasil - 160 milhes de habitantes - 30% tabagista - 15% desenvolvem DPOC - logo cerca de 7 milhes de pacientes com essa doena - o que implica graves repercusses na rea de Sade Pblica. A mortalidade relacionada DPOC, segundo os ltimos levantamentos est em ascenso. 5 causa de bito. 4% dos homens e 2% das mulheres > 45anos. Importante fonte de morbidez. Importante causa de absentesmo no trabalho. 2 causa de hospitalizao.

FATORES DE RISCO1- TABAGISMO - responsvel por 80 a 90% das causas. - mais frequente causador exgeno do desequilbrio enzimtico do pulmo atravs de: > aumento do nmero de macrfagos alveolares; > ativam os macrfagos que produzem fatores quimiotxicos que atraem neutrfilos; > aumento da produo de elastase pelos neutrfilos e de proteases pelos macrfagos;

> oxidao e inativao das anti-proteases que, assim no podem neutralizar a ao das enzimas;> aumento das elastase e proteases - que destroem a elastina alteram a histo-arquitetura e bloqueiam a ressntese da elastina.

2 - INFECES RESPIRATRIAS RECORRENTES> Infeces (bacterianas e virais) - acmulo de leuccitos liberao de elastase e outras proteases.

3 - PREDISPOSIO FAMILIAR (deficincia de alfa 1 antiprotease)

> corresponde a menos de 1% das causas de enfisema.4 - POLUIO DO AR > extradomiciliar;

> intradomiciliar (fogo lenha).5 - EXPOSIO OCUPACIONAL (vapores e fumaas)

ASMA E DPOC

ASMA

DPOC

Agente sensibilizadorInflamao das vias areas asmtica - Linfcitos TCD4 + Eosinfilos

Agente nocivo

Inflamao das vias areas da DPOC - Linfcitos TCD8 + Neutrfilos - Macrfagos

Completamente reversvel

Limitao do fluxo areo

Completamente irreversvel

SINTOMAS

Os sintomas caractersticos da DPOC so tosse, produo de expectorao e dispnia ao esforo.A tosse crnica e a produo de expectorao geralmente antecedem o desenvolvimento de limitao do fluxo areo por muitos anos. A tosse crnica ou a presena de tosse e produo de expectorao por pelo menos 3 meses a cada 2 anos consecutivos (bronquite crnica).

Ocorre hipertrofia e hiperplasia de glndulas brnquicas, com produo excessiva de muco.A camada glandular est espessada em relao espessura total da parede brnquica, havendo aumento da relao CG/ET - NDICE DE REID - que normalmente inferior a 0,4. A hipersecreo crnica de muco costuma ocorrer antes que sejam detectadas alteraes do fluxo areo.

PATOGNESEA DPOC caracterizada por uma inflamao crnica ao longo das vias areas, parnquima e vasculatura pulmonar.

MACRFAGOS

LINFCITOS (CD8)

NEUTRFILOS

Essas clulas ativadas - liberam:

Lesam as estruMEDIADORES - leucotrienos B4, turas pulmona- interleucinas IL-8, res e/ou susten- fator de necrose tumoral - TNF tam inflamao - e outros. neutroflica. Outro processo:desequilbrio de proteinases e antiproteinases

FISIOPATOLOGIAAlteraes patolgicas nos pulmes levam alteraes fisiolgicas (que corresponde as caractersticas da doena): hipersecreo mucosa; disfuno ciliar; tosse crnica expectorao alterao fisiolgica tpica

limitao do fluxo areo; hiperinsuflao pulmonar e

elemento fundamentalmedida por meio da espirometria

cor pulmonale. (obstruo das vias areas, a destruio parenquimatosa e as anomalias vasculares reduzem a troca gasosa - produzindo hipoxemia depois hipercapnia e mais tarde hipertenso).

LIMITAO AO FLUXO DE AR OCORRE POR: perda dos pontos de fixao das vias areas terminais aos alvolos; colapso expiratrio; espessamento da parede brnquica;

aumento da quantidade de muco intraluminal; alteraes nas pequenas vias areas.

BRONQUITE CRNICA Presena constante ou por aumento recorrentes das secrees bronquicas capazes de causar expectorao. A expectorao deve estar presente pelo perodo de pelo menos 3 meses por ano em 2 anos sucessivos, estando afastadas outras causas. ENFISEMA: Anatomicamente definido por alargamento anormal e permanente dos espaos areos distais ao bronquolos terminais com destruio de suas paredes.

Enfisema pulmonar

Do ponto de vista anatomo patolgico, podem ser distinguidos 4 tipos bsicos de enfisema:- Centroacinar(centrolobular) - Panacinar (panlobular) - Parasseptal (periacinar acinar distal) - Paracicatricial.

ENFISEMA

- Enfisema centroacinar tem distribuio de predomnio no tero cranial dos pulmes, estando associado ao tabagismo.- Enfisema panacinar classicamente associado deficincia de alfa 1 antitripsina. Em geral predomina no tero caudal dos pulmes. - Enfisema parasseptal caracterizado pelo comprometimento da poro distal do cino, basicamente ductos e sacos alveolares, sendo identificado na regio subpleural. - Enfisema paracicatricial identificado nas reas adjacentes fibrose cicatricial do parnquima pulmonar.

DIAGNSTICO AVALIAO CLNICA - visa: - caracterizar a presena e quantificar manifestaes como dispnia, tosse, expectorao, cianose, alteraes da parede torcica e do exame dos pulmes. - Caracterizar incio e evoluo da doena. - Avaliar fatores de risco: tabagismo ativo e passivo; infeces freqentes e graves na infncia. - Quantificar o grau da doena: o grau de dispnia costuma ter relao com a gravidade; tiragem e utilizao dos pontos de ancoragem so sempre indcios de gravidade; a intensidade da reduo do murmrio vesicular costuma estar associada gravidade do componente enfisematoso.

- Estabelecer a possibilidade de fatores reversveis: associao com asma e espirometria com evidncia de resposta a broncodilatador. -- Pode-se caracterizar o tipo clnico do paciente: A (predominantemente enfisematoso) ou B (bronqutico). - So favorveis a enfisema:dispnia contnua, trax globoso, tiragem intercostal, diminuio e principalmente, abolio do murmrio vesicular. - So favorveis bronquite crnica: dispnia episdica, tosse com expectorao, estertores midos e sibilncia. - Caracterizar o momento da doena: estvel (compensada), em perodo de agudizao, ou doena avanada (obstruo severa e difuso reduzida).

DIAGNSTICO Espirometria - mais reprodutvel - VEF1/CVF < 70% e VEF1 < 80% aps Bd confirma a presena de limitao do fluxo areo que no total/ reversvel e permite estadiar: Estdio 0 em risco - espirometria normal - sintomas crnicos (tosse, produo de expect.) I: DPOC leve - VEF1/CVF