Aula Bot Fisiologia Vegetal

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  • UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARA

    ECE IV BOTNICA / FISIOLOGIA VEGETAL

    Prof.: Herclito Eugnio oliveira da Conceio

    1 A clula vegetal

  • ECE IV BOTNICA / FISIOLOGIA VEGETAL

    Caractersticas das estruturas celulares1 - Parede celularCelulose (25-30%), hemicelulose (15-20%), pectina (35%) e protena (5-10%). Duas fases: a) Cristalina - celulose e b) Matriz amorfa - pectina e hemicelulose. Arranjo permite o crescimento das plantas.Devido a presena, a cl veg apresenta maior resistncia que as cl animais, podendo suportar grandes presses.Modif da celulose camada de cutina a cutcula. Mais desenv em regies secas e, obs, principalmente, nas folhas.Outras modificaes: Suberificao das cl perifricas do caule suberina; elas morrem e originam o sber proteo: ventilao ou superaquecimento.

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    A Estrutura da Parede CelularQuando analisada mais detalhadamente vemos que a parede celular formada por uma trama de fibrilas de celulose. Existem algumas camadas distintas que formam a parede celular:

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    A Estrutura da Parede CelularQuando analisada mais detalhadamente vemos que a parede celular formada por uma trama de fibrilas de celulose. Existem algumas camadas distintas que formam a parede celular:

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    2 - A Estrutura da Membrana Celularmembrana citoplasmtica (4) - envolve a clula e regula a entrada e sada de materiais, separando-a do seu meio ambiente:

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    3 - Citoplasma- todo o interior da clula, com exceo do ncleo. composto por duas partes, uma soluo aquosa - citosol (1) - com ions dissolvidos e biomolculas e partculas insolveis como os ribossomas (2). Citoplasma: constitudo pelo hialoplasma, um material com molculas proteicas; a poro externa, mais viscosa, conhecida como ectoplasma e a interna, fluida, o citossol. No citossol, possvel observar, muitas vezes, o movimento citoplasmtico (ciclose); esse movimento sofre influncia de luz e temperatura. O citoesqueleto composto por fibras de protenas finssimas no hialoplasma.

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    4 - Ncleo. Importante organela existente nas clulas eucariontes, constitui-se de duas membranas com um espao entre si e contendo poros. Funes bsicas: a) regular as reaes qumicas que ocorrem dentro da clula e b) armazenar as informaes genticas da clula. Em seu interior distinguem-se o nuclolo e a cromatina. Durante a diviso celular, a cromatina se condensa em estruturas com formas de basto, os cromossomos.

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    5 - Plasmodesmos Pequenas aberturas formadas pelo retculo endoplasmtico durante a diviso celular, que permitem a troca de molculas entre as clulas.

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    6- VacolosGeralmente, so incolores, formam-se da fuso de pequenos vacolos. Ocupam o centro celular e so tpicos de cl vegetais adultas. Qdo com pigmentos, podem ser obs em epidermes de algumas folhas e flores. O vacolo, juntamente com os plastdios e a parede celular, representa uma das trs caractersticas estruturais que separam as cl vegetais das cl animais. Os vacolos so regies intracelulares envolvidas por membranas (tonoplasto), preenchidas por um lquido chamado suco celular. Esse constitudo principalmente de gua e ons inorgnicos. Freqentemente contm pigmentos antociannicos, armazenam metablicos primrios e secundrios, alm de realizar a quebra e a sntese de macromolculas. , via de regra, ligeiramente cido. Alguns sucos celulares como os dos vacolos das frutas ctricas (laranja, limo, acerola, kiwi, morango, caju, abacaxi...) so muito cidos, sendo responsveis pelo sabor azedo que as frutas apresentam.

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    6- VacolosGeralmente, so incolores, formam-se da fuso de pequenos vacolos. Ocupam o centro celular e so tpicos de cl vegetais adultas. Qdo com pigmentos, podem ser obs em epidermes de algumas folhas e flores. Contm gua, acares, protenas; pode-se encontrar ainda compostos fenlicos, pigmentos como betalanas, antocianinas, cristais de oxalato de clcio (drusas, estilides, cristais prismticos, rafdios, etc.). Em clulas especializadas pode ocorrer um nico vacolo, originado a partir da unio de pequenos vacolos de uma antiga clula meristemtica (clula-tronco); em clulas parenquimticas o vacolo chega a ocupar 90% do espao celular.

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    7- Plastos ou PlastdiosSo corpsculos que quando contm pigmentos so denominados cromoplastos ou sem pigmentos, os leucoplastos. Funes: colorao, armazenamento e fotossntese. Origem: Proplastos corpsculos que em contato com a luz sofrem invaginao da membrana formando lamelas, onde esto os pigmentos. * Cromoplastos: Portam pigmentos carotenides (geralmente amarelos, alaranjados ou avermelhados); so encontrados em estruturas coloridas como ptalas, frutos e algumas razes. Surgem a partir dos cloroplastos. * Leucoplastos: Sem pigmentos; podem armazenar vrias substncias: -amiloplastos: armazenam amido. Ex.: em tubrculos de batata inglesa. -proteinoplastos:armazenam protenas.-elaioplastos: armazenam lipdios. Ex.: abacate.

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    7- Plastos ou PlastdiosGros de amido

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    8 Retculo endoplasmtico Sistema de duplas membranas lipoprotecas. Liso (REL) e rugoso(RER) possui ribossomos aderidos do lado externo. O REL facilita reaes enz, j que as enzimas se aderem sua membrana, sintetizam lipidios (triglicerdeos, fosfolipideos e esterides), regula a presso osmtica (armazenando substncias em sua cavidade), atua no transporte de subst (comunicando-se com a carioteca e com a membrana celular). O RER alm de desempenhar todas as funes do REL ele ainda sintetiza protenas, devido a presena de ribossomos.

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    9 Ribossomos: estr constitudas de RNA e protenas; livres no hialoplasma ou presos entre si por uma fita de RNA (polissomos) e, nesse caso, juntam os aas do cit para formar cadeias de prot. A sntese proteica realiza-se nos ribossomas. So delimitados por membranas e portanto existem em cl eucariotas e procariotas. constitudo por duas subunidades globulares de diferentes tamanhos designados por subunidade maior e subunidade menor.

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    9 Ribossomos: estr constitudas de RNA e protenas; juntam os aas do cit para formar cadeias de prot.

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    10 Complexo de Golgi constitudo por uma ou vrias unidades formadas por um conjunto de sculos achatados e empilhados regularmente, na periferia dos quais existe uma srie de vesculas. Cada uma destas unidades constitui um dictiossoma. As clulas apresentam, por vezes, algumas dezenas ou centenas de dictiossomas. De dupla membrana lipoprotica. Nas bordas dos sacos podem ser observadas vesculas em processo de brotamento. Est relacionado aos processos de secreo, incluindo a secreo da primeira parede que separa 2 clulas vegetais em diviso.

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    11 Mitocndria: Duas membranas; a interna sofre invaginaes, forma cristas que aumentam a sup de abs de subst existentes na matriz mitocondrial. O papel a lib de energia para o trabalho celular.

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    12 Peroxissomos: Membrana 2-lipdica - contm enz que auxliam no metabolismo lipdico; participa do processo de fotorespirao, efetuando a oxidao do glicerato em glicolato, que transaminado em glicina.

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    13 Cloroplastos: O interior do cloroplasto preenchido com material amorfo, que o estroma. Nesse ficam mergulhadas lamelas, dispostas de maneira +/- paralela ao eixo maior do cloroplasto. Perto das lamelas se encontra o tilacide, que lembra pilhas de moedas. Cada pilha chamada de granum. O conjunto de granuns se chama de grana. A clorofila fica concentrada principalmente nos grana. A grana responsvel pela absoro da energia luminosa indispensvel pela fotossntese. Os cloroplastos tem um equipamento prprio para a sntese de protenas e para a reproduo. Acredita-se procariontes primitivo.

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    13 Cloroplastos

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    14 Outras reservas - As protenas: Podem ser armazenadas nas clulas vegetais na forma cristalina ou amorfa, esta pode estar sob a forma de gros de aleurona, que so partculas proticas amorfas originadas a partir do vacolo delimitadas por uma membrana.

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    14 Os leos por sua vez, so armazenados em todas as clulas vivas, no entanto, as plantas mais complexas armazenam leos em estruturas secretoras glandulares (glndulas oleiferas).

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    14 Cristais de clcio: distribudos ao acaso dentro das clulas ou organizados em idioblastos, cel. especializadas no seu armazenamento.

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    Importncia das clulas vegetais

    1.2.1 Produo de cerasAgresses do ambiente as altas t. Indstria. Prod de papel C, graxa, baton e tintas trmicas nos cdigos de barras. isolante trmico, p/ chips, peas de computador e como revestimento de comprimidos.

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    2 Tecidos Vegetais

    As plantas vasculares apresentam ampla variao de estrutura e complexidade morfolgica no comparvel a nenhuma outra planta avascular. Entre a pequena Lemna e as gigantescas espcies de Sequoia e Eucalyptus ocorre uma variedade enorme de espcies intermedirias (anuais e perenes), sejam herbceas, arbustivas ou rbreas. Famlia: LemmaceeNome vulgar: Lemna

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    2 Tecidos Vegetais

    Apesar dessa diversidade, todas as plantas vasculares comeam sua existncia como zigotos unicelulares e atingem seu tamanho final por sucessivas divises mitticas. O crescimento envolve um aumento de volume, ou seja, aumento do nmero e do tamanho das clulas, em geral acompanhado por sua diferenciao.

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    2 Tecidos Vegetais

    Os eixos das plantas vasculares, normalmente compostos de raiz e caule (com suas folhas), desenvolvem-se a partir de meristemas apicais localizados nas extremidades de caule e razes e cujas clulas esto se dividindo ativamente. Um desses meristemas, o procmbio, dar origem aos tecidos vasculares primrios ou seja o xilema e o floema primrios. Nesses pices meristemticos, os tecidos vasculares ainda no esto desenvolvidos e os materiais solveis movem-se de clula a clula. Porm, proporo que vo se afastando desses pontos de crescimento, sistemas condutores especializados so necessrios para o transporte no s de gua e sais minerais (xilema) como de substncias orgnicas (floema).

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    2 Tecidos Vegetais

    Tecido meristemtico

    basicamente o tecido embrionrio na planta adulta que pode se dividir em novas clulas (atividade mittica) e produzir outros tecidos.

    As clulas meristemticas so geralmente de parede fina, com muito citoplasma e vacolo pequeno.

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    Tecidos Vegetais

    Meristema subapical da raiz de Tradescantia sp. com as regies da protoderme (a), meristema fund (b) e procmbio (c).

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    Tecidos Vegetais

    Os meristemas podem ser classificados de acordo com diversos critrios, nomeadamente localizao e origem. Quanto localizao, os meristemas podem ser:Meristemas apicais pice caulinar e radicular, onde causam o alongamento da planta; Meristemas laterais anel ao longo da raiz e do caule, causando o engros da planta; Meristemas intercalares ao contrrio dos restantes, so meristemas temporrios, originando a formao de novos ramos e folhas.

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    Tecidos Vegetais Quanto sua origem, os meristemas podem ser: Meristemas primrios com origem em clulas embrionrias, so responsveis pelo alongamento da raiz e do caule, bem como pela formao dos tecidos definitivos primrios. Existem trs meristemas primrios: Protoderme forma uma camada contnua de clulas em volta dos pices caulinar e radicular, sendo responsvel pela formao dos tecidos drmicos ou de revestimento primrios; Meristema fundamental envolve o procmbio por dentro e por fora, originando os tecidos primrios de enchimento ou fundamentais; Procmbio localizado no interior dos pices caulinares e radiculares, em anel, origina os tecidos condutores primrios.

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    Tecidos Vegetais Quanto sua origem, os meristemas podem ser: Meristemas secundrios com origem em clulas j diferenciadas que readquirem secundariamente a capacidade de diviso, so responsveis pelo engrossamento das estruturas e pela formao dos tecidos definitivos secundrios. Existem apenas dois meristemas secundrios: Cmbio vascular com origem em clulas do procmbio ou em clulas parenquimatosas dos raios medulares, localiza-se no cilindro central, exteriormente ao xilema primrio e interiormente ao floema primrio; Cmbio suberofelognico com origem em clulas do crtex, epiderme ou mesmo do floema, localiza-se na zona cortical, geralmente logo abaixo da epiderme. As suas clulas apresentam um corte transversal retangular e forma para o exterior sber e para o interior feloderme. Ao conjunto, sber, cmbio suberofelognico e feloderme, chama-se periderme.

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    Tecidos Vegetais

    Independentemente do modo como os meristemas apicais se encontram localizados, as clulas por eles produzidas no se encontram organizadas ao acaso mas sim agrupadas em tecidos. Estes tecidos podem ser classificados:

    Tipos de TecidosCaractersticaOrigemPrimriosA partir de meristema primrioSecundriosA partir de meristema secundrioConstituio CelularSimplesnico tipo de clulaComplexosVrios tipos de clulasFunesDrmicasTecidos de revestimento e proteoVascularesTecidos de transporte de gua e solutosFundamentaisTecidos de preenchimento, fotossinttico ou de armazenamento

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    Tecidos Vegetais

    Tecidos de Revestimento As flores, frutos e sementes, bem como os caules e razes, antes de engrossarem, so revestidos por um tecido de proteo: a epiderme. A epiderme resulta da atividade da protoderme e as clulas que a constituem, sob o ponto de vista funcional e estrutural, podem apresentar grande variabilidade. ModificaesSberAcleo

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    Tecidos Vegetais

    Tecidos de Revestimento

    Epiderme: o tecido de revestimento primrio originado da protoderme, geralmente de camada nica (uniestratificado) e no possui espaos intercelulares. Em rgos areos, revestida pela cutcula. Em plantas com crescimento secundrio pode ser substituda por um tecido secundrio, a periderme.

    Pode apresentar uma grande variedade de estruturas como papilas, estmatos, acleos e tricomas.

    Papilas so clulas onduladas presentes em flores (ptalas - aspecto aveludado); podem produzir perfumes e nctar. s vezes consideradas um tipo de tricoma.

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    Tecidos de Revestimento

    Estmatos trocas gasosas: duas clulas guardas em forma de rim que regulam a abertura de um orifcio, o ostolo. Abaixo, a cmara subest...