Aula 6 Fluxo de Caixa

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<p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>Profa. Patrcia Dias Ribeiro</p> <p>FLUXO DE CAIXAInstrumento de Planejamento e Controle Financeiro e Base de apoio ao Processo Decisrio.</p> <p>Profa. Patrcia Dias Ribeiro</p> <p>FLUXO DE CAIXACONTEDO PROGRAMTICO:FLUXO DE CAIXA</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>1 2 3 4 5</p> <p>Planejamento e Controle Financeiro; Definio; Para que serve o Relatrio de Fluxo de Caixa?; Modelo de Relatrio para Fluxo de Caixa; Gerenciamento do Fluxo de Caixa; 5.1 Fluxo de Caixa Realizado; 5.2 Fluxo de Caixa Projetado.</p> <p>BALANCETE DE VERIFICAO 1 Definio; 2 Objetivo; 3 Estrutura do Balancete; 3.1 Balancete de duas colunas; 3.2 Balancete de quatro colunas; 3.3 Balancete de seis colunas; 4 Balancete de Encerramento.</p> <p>FLUXO DE CAIXABIBLIOGRAFIA:</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DE SO PAULO. Contabilidade no contexto internacional. So Paulo: Atlas, 1997. GITMAN, Lawrence J. Princpios de administrao financeira. 3. ed. So Paulo: Harbra, 1987 GROPPELLI, A. A. e NIKBAKHT, Ehsan. Administrao financeira. Traduo de Andr Olimpio Mosselman Du Chenoy Castro. 3.ed. So Paulo: Saraiva, 1998. PINHO, Adelino Dias. Demonstrao dos fluxos de caixa. So Paulo: Boletim do Ibracon, n. 220 setembro de 1996. ROSS, Stephen A. et al. Administrao financeira. Traduo Antnio Zoratto Sanvicente. So Paulo: Atlas, 1995. S, Carlos Alexandre de. Gerenciamento do fluxo de caixa. Apostila, So Paulo: Top Eventos, 1998. TERCO AUDITORIA E CONSULTORIA S/C. Demonstraes de origens e aplicaes de recursos e fluxo de caixa. Apostila, So Paulo: Ibracon, 1998. WELSCH, Glenn Albert. Oramento empresarial. Traduo e adaptao terminologia contbil brasileira de Antnio Zoratto Sanvicente. 4. ed. So Paulo: Atlas, 1996. YOSHITAKE, Mariano. e HOJI, Masakazu. Gesto de Tesouraria: controle e anlise de transaes financeiras em moeda forte. So Paulo: Atlas, 1997. ZDANOWICZ, Jos Eduardo. Fluxo de caixa: uma deciso de planejamento e controle financeiros. 7. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1998.</p> <p>FLUXO DE CAIXA</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>1 - PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO Planejar uma das tarefas mais importantes do gestor. Atravs do planejamento que se realiza uma gesto eficaz; Se no planejar suas atividades, o gestor corre o risco de ser surpreendido por imprevistos e colocar a empresa em grandes dificuldades, ou at mesmo lev-la falncia;</p> <p> O planejamento se faz necessrio em todas as atividades da empresa, mas principalmente nas atividades da rea financeira; Segundo ROSS et al. (1995:522) afirmam: O planejamento financeiro determina as diretrizes de mudana numa empresa. necessrio porque (1) faz com que sejam estabelecidas as metas da empresa para motivar a organizao e gerar marcos de referncia para a avaliao de desempenho, (2) as decises de investimento e financiamento da empresa no so independentes, sendo necessrio identificar sua interao, e (3) num mundo incerto a empresa deve esperar mudanas de condies, bem como surpresas.</p> <p>FLUXO DE CAIXA</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p> Nesse contexto, planejamento financeiro o processo formal que conduz a administrao da empresa a acompanhar as diretrizes de mudanas e a rever, quando necessrio, as metas j estabelecidas. A gesto financeira, para ser eficaz, precisa estar sustentada e orientada</p> <p>por um planejamento de suas disponibilidades; A sobrevivncia e o crescimento da empresa so conseqncias de um</p> <p>planejamento que envolve volume de vendas com margens de lucros que remunerem de forma satisfatria o capital investido e um plano de recebimentos e pagamentos intercalados com boa margem de segurana do primeiro para o segundo, garantindo assim a viabilidade e a permanncia da empresa no mercado.</p> <p>FLUXO DE CAIXA2 - DEFINIO:</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>ZDANOWICZ (1998:19): O fluxo de caixa o instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros de sua empresa para um determinado perodo. Segundo Segundo fonte SEBRAE: Fluxo de Caixa um instrumento de</p> <p>controle que tem por objetivo auxiliar o empresrio a tomar decises sobre a situao financeira da empresa. Consiste em um relatrio gerencial que informa toda a movimentao de dinheiro (entrada e sadas), sempre considerando um perodo determinado, que pode ser uma semana, um ms, etc.</p> <p>FLUXO DE CAIXA</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>3 - PARA QUE SERVE O RELATRIO DE FLUXO DE CAIXA? Planejar e controlar as entradas e sadas de caixa num perodo de tempo</p> <p>determinado;</p> <p> Auxiliar o empresrio a tomar decises antecipadas sobre a falta ou sobra de dinheiro na empresa; Verificar se a empresa est trabalhando com aperto ou folga financeira no perodo avaliado; Verificar se os recursos financeiros so suficientes para tocar o negcio em determinado perodo ou se h necessidade de obteno de capital de giro; Planejar melhores polticas de prazos de pagamentos e recebimentos;</p> <p>FLUXO DE CAIXA</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>PARA QUE SERVE O RELATRIO DE FLUXO DE CAIXA? Avaliar a capacidade de pagamentos antes de assumir compromissos;</p> <p> Conhecer previamente (planejamento estratgico) os grandes nmeros do negcio e sua real importncia no perodo considerado; Avaliar se o recebimento das vendas suficiente para cobrir os gastos assumidos e previstos no perodo considerado; Avaliar o melhor momento para efetuar as reposies de estoque em funo dos prazos de pagamento e da disponibilidade de caixa; Avaliar o momento mais favorvel para realizar promoes de vendas visando melhorar o caixa do negcio.</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>4-</p> <p>FLUXO DE CAIXA</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>No relatrio anterior foi adotado como modelo o perodo semanal, apenas como demonstrao, sendo usual e recomendado o perodo dirio: Saldo Inicial: o valor constante no caixa no incio do perodo considerado para a elaborao do Fluxo. composto pelo dinheiro na gaveta mais os saldos bancrios disponveis para saque; Entradas de Caixa: correspondem s vendas realizadas vista, bem como a outros recebimentos, tais como duplicatas, cheques pr-datados, faturas de carto de crdito etc., disponveis como dinheiro na respectiva data; Sadas de Caixa: correspondem a pagamentos de fornecedores, prlabore (retiradas dos scios), aluguis, impostos, folha de pagamento, gua, luz, telefone e outros, entre eles alguns descritos em nosso modelo; Saldo Operacional: representa o valor obtido de entradas menos as sadas de caixa na respectiva data. Possibilita avaliar como se comportam seus recebimentos e gastos periodicamente, sem a influncia dos saldos de caixa anteriores; Saldo Final de Caixa: representa o valor obtido da soma do Saldo Inicial com o Saldo Operacional. Permite constatar a real sobra ou falta de dinheiro em seu negcio no perodo considerado e passa a ser o Saldo Inicial do prximo perodo.</p> <p>FLUXO DE CAIXA</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>5 - GERENCIAMENTO DO FLUXO DE CAIXA O fluxo de caixa um retrato fiel da composio da situao financeirada empresa. imediato e pode ser atualizado diariamente, proporcionando ao gestor uma radiografia permanente das entradas e sadas de recursos financeiros da empresa; O fluxo de caixa evidencia tanto o passado como o futuro, o que permite projetar, dia a dia, a evoluo do disponvel, de forma que se possam tomar com a devida antecedncia, as medidas cabveis para enfrentar a escassez ou o excesso de recursos; importante ressaltar que o fluxo de caixa tambm apresenta suas</p> <p>limitaes. Uma delas a incapacidade de fornecer informaes precisas sobre o lucro e sobre os custos dos produtos da empresa; Pode-se afirmar que o fluxo de caixa um instrumento de controle e anlise financeira que juntamente com as demais demonstraes contbeis torna-se efetivamente um instrumento de apoio tomada de decises de carter financeiro.</p> <p>FLUXO DE CAIXA</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>Figura 1- O fluxo de caixa o produto final da integrao do Contas a Receber com o Contas a Pagar.</p> <p>Contas a Receber</p> <p>Contas a Pagar</p> <p>Fluxo de Caixa</p> <p>Caixa</p> <p>Bancos</p> <p>Aplicaes</p> <p>Fonte: (S, 1998:10)</p> <p>FLUXO DE CAIXA5.1 - FLUXO DE CAIXA REALIZADO:</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p> A finalidade do fluxo de caixa realizado mostrar como se comportaram as entradas e as sadas de recursos financeiros da empresa em determinado perodo; Outro aspecto que deve ser considerado a comparabilidade que existe entre os fluxo de caixa realizado e o projetado. Isto possibilita identificar os motivos das variaes ocorridas, se ocorreram por falha de projees ou por falhas de gesto. A anlise das variaes ocorridas no fluxo de caixa permite identificar as causas de eventuais divergncias de valores; funciona como feedback, gerando informaes para o processo decisrio e para o planejamento financeiro futuro.</p> <p>FLUXO DE CAIXA5.2 - FLUXO DE CAIXA PROJETADO:</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p> O objetivo principal do fluxo de caixa projetado informar como se comportar o fluxo de entradas e sadas de recursos financeiros em determinado perodo, podendo ser projetado a curto ou a longo prazo; A curto prazo busca-se identificar os excessos de caixa ou a escassez de recursos dentro do perodo projetado, para que atravs dessas informaes se possa traar uma adequada poltica financeira. A longo prazo, o fluxo de caixa projetado, alm de identificar os possveis excessos ou escassez de recursos, visa tambm obter outras informaes importantes, tais como: 1 - verificar a capacidade da empresa de gerar os recursos necessrios para custear suas operaes; 2 - determinar o capital em giro no perodo; 3 - determinar o ndice de Eficincia Financeira da empresa. (IEF = capital em giro / capital de giro da empresa); 4 - determinar o grau de dependncia de capitais de terceiros da empresa; etc.</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>BALANCETE</p> <p>Mtodo de Verificao.</p> <p>BALANCETE1 - DEFINIO</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p> o demonstrativo que relaciona cada conta com o respectivo saldodevedor ou credor, de tal forma que se os lanamentos foram corretamente efetuados, de acordo com o Mtodo das Partidas Dobradas, o total da coluna dos saldos devedores igual ao total da coluna dos saldos credores.</p> <p> Segundo o Conselho Federal de Contabilidade CFC, o Balancete deVerificao do razo a relao de contas, com seus respectivos saldos, extrados dos registros contbeis em determinada data.</p> <p>BALANCETE2 - OBJETIVO</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p> Testar se o mtodo das partidas dobradas foi respeitado, evidenciando as contas de acordo com seus respectivos saldos e verificando a igualdade entre a soma dos saldos devedores e credores; Apresenta o saldo de todas as fichas razo das contas em determinado momento. o estgio intermedirio entre a escriturao e a preparao das demonstraes contbeis.</p> <p>BALANCETE</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>A norma relativa ao Balancete, NBC T 2.7, determina os elementos mnimos que devem constar do Balancete, sendo eles: a) Identificao da Entidade; b) Data a que se refere; c) Abrangncia; d) Identificao das contas e seus respectivos grupos; e) Saldos das contas, identificando se devedores ou credores; f) Soma dos saldos devedores e credores. A norma tambm determina que o balancete deve ser levantado, no mnimo, mensalmente e que os balancetes que se destinarem a fins externos (bancos, fornecedores, governo, etc.) devero conter nome e assinatura do contabilista responsvel, sua categoria profissional e o nmero do registro no CRC.</p> <p>BALANCETE</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>O Balancete de verificao pode ser levantado a qualquer momento. Comumente, costuma-se levantar o Balancete em dois momentos.</p> <p>a) Balancete de Verificao Inicial o Balancete levantado antes da apurao e encerramento do resultado do exerccio. Sua abrangncia inclui as contas de despesas e receitas. chamado de inicial por estar sujeito a ajustes como depreciaes, rateios, provises, etc.b) Balancete de Verificao Final o Balancete levantado aps a apurao, distribuio e encerramento do resultado do exerccio. Sua abrangncia no inclui as contas de despesas e receitas, visto que seus saldos estaro zerados pelo encerramento e transferncia para o Patrimnio Liquido.</p> <p>BALANCETE3 ESTRUTURA DO BALANCETE</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>O Balancete apresentado de diversas formas, as mais comuns so os de duas, quatro e seis colunas. O que diferencia um dos outros o grau de detalhamento dos saldos das contas.</p> <p>BALANCETE3.1 BALANCETE DE DUAS COLUNAS:</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>Onde alm da coluna de contas, apresenta-se apenas a coluna de saldos final das contas subdividida em devedoras e credoras. Ex.</p> <p>BALANCETE</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>3.2 BALANCETE DE QUATRO COLUNAS:Onde alm da coluna de contas, apresenta-se as colunas de saldos iniciais, total dos dbitos no perodo, totais dos crditos no perodo e saldo final da conta. Ex.:</p> <p>BALANCETE3.3 BALANCETE DE SEIS COLUNAS:</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p>Em relao ao balancete de quatro colunas, subdivide cada uma das colunas de saldo inicial e final em duas, para melhor detalhar a natureza do saldo das contas. Ex.:</p> <p>BALANCETE4 BALANCETE DE ENCERRAMENTO:</p> <p>GESTO EMPRESARIAL</p> <p> O grupo das contas de resultado composto pelas Receitas e</p> <p>Despesas. caracterstica destas contas ser transitria, ou seja, so encerradas ao final de cada perodo contbil (dia, ms, trimestre, semestre, ano, etc..); Quem determina o perodo contbil a administrao da empresa, que pondera as necessidades da informao contbil com o custo para obt-las. Vale lembrar que a legislao determina a apresentao das demonstraes contbeis a cada 12 meses e que as empresas vinculadas CVM Comisso de Valores Mobilirios tm que apresentar o conjunto das demonstraes contbeis a cada trimestre; Apurado o resultado do exerccio, seu saldo ser transferido para o Patrimnio Liquido na forma de lucro ou prejuzo do exerccio, aumentando ou diminuindo a situao lquida.</p>