Aula 2 Pr-Histria e Antiguidade 1. Pr-Histria contrrio do que aconteceu no Egito, a histria da Mesopotmia no ... O poder em Esparta era exercido por um pequeno grupo ligado s atividades ...

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  • Aula 2 Pr-Histria e Antiguidade

    1. Pr-Histria: o aparecimento da escrita, por volta de 4.000 a.C., que marca convencionalmentea separao entre Histria e Pr-Histria. Portanto, a distino entre os dois perodos fundamenta-seem seus mtodos de estudo: enquanto Pr-Histria se baseia na compreenso e anlise dos legadosmateriais humanos, a Histria ir fundamentar-se nos documentos escritos. importante dizer quetudo que foi e dito sobre a origem do homem se fundamenta em hipteses que podem serconstantemente superadas por descobertas mais novas.

    A Pr-Histria dividida em trs perodos:

    Paleoltico (pedra antiga, idade da pedra lascada):Acredita-se que o mais antigo ancestral do homem, surgido h cerca de 4 milhes de anos,

    seja o Australopithecus, encontrado no centro-sul do continente africano, sobre cuja origem temosconhecimentos bastante escassos.

    A ele segue o Homo erectus (depois de 1 milho de anos) encontrado em Java (Oceania), naChina e na Europa. Na sequncia evolutiva, encontramos o Homo neanderthalensis, encontrado naEuropa e na sia Menor, j com grande capacidade craniana e habitando cavernas. Por fim,defrontamo-nos com o Cro-Magnon, ou Homo Sapiens (depois de 200 mil anos), cuja capacidadecraniana demonstra alto grau de inteligncia, e cujos legados permitem vislumbrar traos de vidasocial, arte e magia.

    O Paleoltico, fase em que a temperatura da Terra era muito mais baixa do que hoje,apresentava como principais caractersticas: a habitao em cavernas; a vida dependente de coletade frutos, da caa e da pesca; e a utilizao de instrumentos, inicialmente de ossos e madeira e, maistarde, de pedra. A pedra tornou-se, a partir de ento, a principal matria-prima, utilizada sob a formade lascas pontiagudas ou de objetos moldados com elas. Na poca do aparecimento do Cro-Magnon, a Terra viveu sua quarta glaciao, o que induziu a uma permanncia maior nas cavernase, consequentemente, ao desenvolvimento da arte em forma de pinturas nas paredes. Extremamentedependente dos elementos naturais, a vida nmade era a nica forma possvel de sobrevivncia. Autilizao do fogo significou um grande progresso e, a partir do Cro-Magnon, a caa a animais degrande porte j atestava a existncia de grupos humanos coexistindo em sociedade.

    Neoltico (pedra nova, idade da pedra polida):As grandes transformaes que se processaram nesse perodo levaram alguns estudiosos a

    cham-lo de revoluo neoltica. De fato, partindo dos elementos naturais, tudo se transformou: odegelo criou regies temperadas e ridas, permitindo uma vida mais externa; a domesticao dealguns animais e a prtica de uma agricultura itinerante possibilitaram a sedentarizao e oaparecimento dos primeiros ncleos urbanos, com finalidade defensiva. O homem deixava acaverna e comeava a viver em moradias construdas por ele mesmo, como a palafita. Asobrevivncia passou a depender da vida em comunidades, e desenvolveram-se, paralelamente, asnoes de propriedade e de relaes familiares. Embora os metais pouco resistentes j fossemmanuseados, a principal matria-prima continuava a ser a pedra, mas trabalhada at seu polimento,

  • fato que d nome ao perodo: Pedra Polida.

    Idade dos MetaisCobre, bronze e ferro. Nessa sucesso, com o aparecimento e o desenvolvimento da

    metalurgia, abandonou-se a pedra como principal matria-prima. A partir desse momento, comeoua se tornar mais concreta a ao do homem sobre a natureza, bem como o aperfeioamento dasarmas, o que possibilitou o predomnio das comunidades tecnicamente mais desenvolvidas na buscade melhores terras. Teve incio a formao de grandes imprios e de organizaes mais sofisticadasque a comunidade primitiva, acarretando a necessidade de um controle mais rigoroso sobre asriquezas. Tais necessidades, aliadas a inmeras outras, promoveram o aparecimento da escrita e,com ela, o incio dos tempos histricos.

    2. Antiguidade: tambm conhecida como Idade Antiga, a Antiguidade se divide em: AntiguidadeOriental e Antiguidade Clssica. A Antiguidade Oriental refere-se s primeiras Civilizaesagrcolas e mercantis da antiguidade oriental, que compreendem, entre outros, os povosmesopotmicos, os egpcios, os fencios, os persas, os hebreus, os hindus e os chineses. J aAntiguidade Clssica refere-se a um perodo da Histria da Europa que ocorre aproximadamente dosculo VIII a.C., quando surge a poesia grega de Homero, at a queda do Imprio romano doocidente no sculo V d.C., mais precisamente no ano 476. O que diferencia esta poca de outrasanteriores ou posteriores so os fatores culturais das civilizaes mais marcantes, a Roma e a Grciaantigas.

    Antiguidade Oriental

    O Egito antigo: o incio da Idade Antiga caracterizou-se pelas grandes civilizaes, nas quais opoder do Estado representado pelo fara, imperador ou rei tinha o controle quase absoluto.

    Dessas civilizaes orientais, coube ao Egito e a Mesopotmia a maior grandiosidade eopulncia.

    A massa camponesa servia ao Estado (servido coletiva) e aos seus privilegiadosfuncionrios (burocracia): era o perodo dos grandes imprios. A civilizao egpcia desenvolveu-seno nordeste da frica, numa regio predominantemente desrtica, cortada pelo frtil vale do rioNilo. A importncia desse rio para o desenvolvimento da civilizao egpcia pode ser resumida nafamosa frase do pai da Histria, o grego Herdoto: O Egito uma ddiva do Nilo.

    Sofrendo enchentes anuais durante alguns meses, o Nilo transborda, ocupando suas margense depositando nelas o hmus fertilizante (detritos que o rio carrega). Terminadas as cheias o riovolta ao leito normal, deixando as margens prontas para uma agricultura abundante.

    Os primeiros grupos humanos que se fixaram no vale do Nilo, ainda na fase neoltica,organizaram comunidades rudimentares primitivas e autnomas chamadas nomos. Por volta de

  • 3.500 a.C., os nomos se agruparam para melhor aproveitar as guas do rio, o que originou aformao do Alto Egito (sul) e do Baixo Egito (norte). Em 3.200 a.C., os Mens do Alto Egitoconquistou o Baixo e promoveu a unificao territorial e poltica do Egito.

    Entre 2.700 a.C. e 2.600 a.C. numa demostrao de fora do poder dos governantes, foramconstrudas as grandes pirmides empregando milhares e milhares de camponeses em suaconstruo.

    A religio e a sociedade egpcia: os egpcioseram politestas, ou seja, acreditavam em vriosdeuses. A sociedade do antigo Egito era formada porrgidos estratos sociais, sem mobilidade vertical eestruturada em forma piramidal. No pice, estavam ofara e sua famlia; sucessivamente, vinham ossacerdotes, os aristocratas e os militares. A camadamdia era formada pelos escribas (letrados),comerciantes e artesos. Na base, estavam oscamponeses e, em menor nmero, os escravos.

    A Mesopotmia antiga: outra grande civilizao da Antiguidade, em que o Estado detinha omximo poder e controle quase total, foi a da Mesopotmia.

    Ao contrrio do que aconteceu no Egito, a histria da Mesopotmia no primou por umaunidade poltica constante e, muito menos, estvel. Na Mesopotmia destacaram-se inmeros povose sucessivos imprios.

    A posio intermediria da Mesopotmia, na confluncia do Ocidente com o Oriente, fez daterra entre rios - como a chamavam os gregos uma das mais importantes regies do CrescenteFrtil, que compreende tambm os vales do Nilo e do Jordo.

    Desprovida de protees naturais como o Egito (o Nilo cercado por desertos), a terraentre rios permitia fcil acesso aos povos nmades, o que tornou sua histria poltica muito agitadapela ascenso e pelo declnio de diversos reinos e imprios.

    A economia da regio mesopotmica tinha como base a agricultura. O governo eraconstitudo de uma monarquia teocrtica absoluta, com algumas distines com relao ao governodo Egito: o fara era a encarnao de um deus, enquanto o patesi era o representante de um deus. Aservido coletiva, caracterstica em comum com o Egito, possibilitou o poderio dos grandesimprios regionais e as grandes construes (palcios, zigurates, obras hidrulicas, celeiros,muralhas, etc). A escrita, criada pelos sumrios, denominava-se cuneiforme.

    A religio era politesta, e os astros eram as mais importantes divindades. Os principaisdeuses eram: Marduk, deus da Babilnia; Samash, deus do Sol e da justia; Anu, deus dos cus;Enlil, deus do ar; Ea, deusa da gua; e Ishtar, deusa do amor e da guerra.

    Antiguidade Clssica

    Grcia:- As Cidades-Estado: Atenas e Esparta: As cidades eram chamadas de plis, cada uma possuaseu prprio universo econmico e poltico. As plis eram formadas por um aglomerado urbano eoutro rural. Na parte urbana, havia a acro (lugar mais alto da plis, onde funcionava a estruturapoltico-administrativa), a gora (praa pblica) e o asty (mercado).

    De um conjunto de aproximadamente 110 plis, duas se destacaram e resumiram odesenvolvimento histrico das demais: Esparta, a mais militar e conservadora, e Atenas, a maisdinmica e democrtica.

  • - Esparta: uma cidade militar

    Esparta foi fundada pelos drios por volta do sculo IX a.C. Situava-se em uma regiochamada Lacnia. As condies naturais da regio onde ficava Esparta eram muito ridas: o solomontanhoso e seco dificultava o abastecimento da cidade. Essas condies adversas levaram osespartanos a conquistar terras frteis por meio de guerras.

    O poder em Esparta era exercido por um pequeno grupo ligado s atividades militares.Apenas uma minoria participava das decises polticas e administrativas os esparciatas - que sededicavam nica e exclusivamente poltica e guerra.

    A vida em Esparta girava em torno da guerra. Os espartanos temiam que os povos quehaviam conquistado se rebelassem; temiam tambm que os escravos se revoltassem. A necessidadede garantir o poder dos esparciatas e o medo de que idias vindas de fora colocassem em xeque essepoder faziam com que as viagens fossem proibidas e os contatos comerciais fossem quaseinexistentes. Esparta fechava-se em torno de si mesma, impondo aos seus habitantes um modo devida autoritrio e de subordinao aos interesses do Estado.

    A agricultura, o artesanato e o comrcio eram praticados pelos periecos, uma camada dehomens livres, mas sem direito de participar da poltica em Esparta. Os escravos eram chamadosde hilotas, pertenciam ao Estado e trabalhavam para os esparciatas.

    Os jovens eram educados pelo Estado. Desde os sete anos deixavam as casas de suasfamlias e se dirigiam para locais de treinamento militar.

    - Atenas e a democracia: o avesso de Esparta

    Atenas, hoje a capital da Grcia, localizava-se no centro da plancie tica, s margens doMar Egeu. Foi o avesso de Esparta: teve uma vida urbana e aberta s novidades. A atividadecomercial foi a base de sua economia e os atenienses praticaram intenso comrcio com diversospovos.

    A sociedade ateniense era dominada pelos euptridas, que eram grandes proprietrios deterras. Contudo, o poder dos euptridas era constantemente desafiado pelas camadas menosfavorecidas e pelos comerciantes, que exigiam maior igualdade de direitos.

    E por que esses segmentos desafiavam o poder dos euptridas? Os pequenos proprietrios,muitas vezes sem recursos. Viviam constantemente ameaados pela escravido por dvidas. J oscomerciantes, artesos e assalariados urbanos, que eram chamados demiurgos, estavam excludosdas decises polticas da plis e tambm queriam participar delas.

    O resultado dessas presses constantes foi uma reforma nas leis feita por Slon, um juizateniense. Por essa reforma, foi abolida a escravido por dvidas e foi ampliado o direito de voto, deacordo com a riqueza que cada um possua.

    Porm, as reformas de Slon s beneficiaram os comerciantes ricos. O resto da populaocontinuou excluda das decises polticas da plis. A situao em Atenas no era nada calma com apresso constante dos excludos. Alm disso, a cidade foi dominada pelo tirano (link dicionrio)Pisistrato por mais de 30 anos.

    Com o fim da tirania, foi Clistenes, um aristocrata preocupado com os problemas dascamadas populares, o responsvel por uma nova reforma. Ampliou a participao e o direito dedeciso poltica para todos os cidados atenienses, isto , todos os homens livres e nascidos emAtenas, maiores de 18 anos. A cidade foi dividida em demos, um tipo de distrito que elegia seusrepresentantes para a assemblia. Esta, por sua vez, escolhia as pessoas que iriam integrar oconselho, responsvel pelo governo da cidade.

  • Continuavam excludos da plis os estrangeiros, as mulheres e os escravos. Como voc podeobservar, os benefcios da democracia ateniense estavam reservados somente aos cidados, o que diferente da democracia dos nossos dias.

    A educao em Atenas era bastante diferente da adotada em Esparta. Os ateniensesacreditavam que sua cidade-Estado seria mais forte se cada menino desenvolvesse integralmentesuas melhores aptides. O ensino no era gratuito nem obrigatrio, ficando a cargo da iniciativaparticular. Os garotos entravam para a escola aos 6 anos e ficavam sob a superviso de umpedagogo, com quem estudavam aritmtica, literatura, msica, escrita e educao fsica.Interrompiam os estudos apenas nos dias de festas religiosas, e, quando completavam 18 anos, eramrecrutados pelo governo para treinamento militar, que durava cerca de dois anos.

    As mulheres de Atenas estavam reservadas apenas as funes domsticas. Os pais tratavamde casar logo as ilhas adolescentes, as quais, aps npcias, ficavam sob o domnio total dosmaridos. Nesse mundo masculino, ficar em casa e em silencio era o maior exemplo de virtude pararepresentantes do sexo feminino.

    Roma: Roma foi o ltimo grande imprio do mundo antigo. Com exrcitos poderosos dominouterras que antes pertenciam a gregos, egpcios, mesopotmios, persas e muitos outros povos. Comquase 1 milho de habitantes. Roma transformou-se na maior cidade da Antiguidade. Para l sedirigiam pessoas dos lugares mais distantes, levando suas culturas. O poder do imprio construdopelos romanos era to grande que acabou se tornando uma referncia para todo o mundo ocidental,mesmo sculos depois de ter chegado ao seu final.

    - Origem de Roma : explicao mitolgica

    Os romanos explicavam a origem de sua cidade atravs do mito de Rmulo e Remo.Segundo a mitologia romana, os gmeos foram jogados no rio Tibre, na Itlia. Resgatados por umaloba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornama cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.

    - Origem de Roma: explicao histrica

    De acordo com os historiadores, a fundao de Roma resulta da mistura de trs povos queforam habitar a regio da pennsula itlica : gregos, etruscos e italiotas.

    Desenvolveram na regio uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. Asociedade, nesta poca, era formada por patrcios ( nobres proprietrios de terras ) e plebeus( comerciantes, artesos e pequenos proprietrios ). O sistema poltico era a monarquia, j que acidade era governada por um rei de origem patrcia.

    A religio neste perodo era politesta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, pormcom nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturascom influncias gregas.

    - A histria de Roma est dividida em trs perodos:

    1. Perodo Monrquico (753-509 a.C.): muitas das informaes sobre o perodo Monrquicofundamentam-se nas lendas contadas pelos romanos. Nessa poca, a cidade deve ter sido governadapor reis de diferentes origens; os ltimos de origens etrusca, devem ter dominado a cidade por cercade cem anos. Durante o governo dos etruscos, Roma adquiriu o aspecto de cidade. Foram realizadasdiversas obras pblicas entre elas, templos, drenagens de pntanos e um sistema de esgoto.

  • Nessa poca, a sociedade romana estava assim organizada:

    - Patrcios ou nobres: Descendentes das famlias que promoveram a ocupao inicial de Roma.Eram grandes proprietrios de terra e de gado.

    - Plebeus: Em geral, eram pequenos agricultores, comerciantes, pastores e artesos. Constituam amaioria da populao e no tinham direitos polticos.

    - Clientes: eram homens de negcios, intelectuais ou camponeses que tinham interesse em fazercarreira pblica e que por isso recorriam proteo de algum patrono, geralmente um patrcio deposses.

    - Escravos: Eram plebeus endividados e principalmente prisioneiros de guerra. Realizavam todo otipo de trabalho e eram considerados bens materiais. No tinham qualquer direito civil ou poltico.

    O ltimo rei etrusco foi Tarqnio, o Soberbo. Ele foi deposto em 509 a.C., provavelmentepor ter descontentado os patrcios com medidas a favor dos plebeus.

    No lugar de Tarqnio, os patrcios colocaram no poder dois magistrados, chamadoscnsules. Com isso, terminava o perodo Monrquico e tinha inicio o perodo Republicano.

    2. Perodo Republicano (509-27 a.C): Repblica uma palavra de origem latina e significa coisapblica. Durante a passagem da monarquia para a repblica, eram os patrcios que detinham opoder e controlavam as instituies polticas. Concentrando o poder religioso, poltico e a justia,eles exerciam o governo procurando se beneficiar.

    Para os plebeus, sem direito participao poltica, restavam apenas deveres, como pagarimpostos e servir o exrcito.

    - Organizao poltica e social na repblica

    Na repblica, o poder que antes era exercido pelo rei foi partilhado por dois cnsules. Elesexerciam o cargo por um ano e eram auxiliados por um conselho de 100 cidados, responsveispelas finanas e pelos assuntos externos. Esse conselho recebia o nome de Senado, e a ele competiapromulgar as leis elaboradas pela Assemblia de Cidados, dominada pelos patrcios.

    medida que Roma cresceu e se tornou poderosa, as diferenas entre patrcios e plebeus seacentuaram. Marginalizados, os plebeus desencadearam uma luta contra os patrcios, que seestendeu por cerca de dois sculos (V-IV a.C.)

    Durante esses dois sculos, os plebeus conquistaram seus direitos. Entre eles, o de elegerseus prprios representantes, chamados tribunos da plebe. Os tribunos tinham o poder de vetar asdecises do Senado que fossem prejudiciais aos interesses dos plebeus.

    Outras conquistas foram a proibio da escravizao por dvidas e o estabelecimento de leisescritas, vlidas tanto para os patrcios quanto para plebeus. At ento, em Roma, as leis no eramescritas e os plebeus acabavam julgados conforme os critrios dos patrcios. Estabelecendo as leispor escrito, os plebeus garantiam um julgamento mais justo.

    Os plebeus conquistaram ainda a igualdade civil, com a autorizao do casamento entrepatrcios e plebeus; a igualdade poltica, com o direito de eleger representantes para diversos cargos,inclusive o de cnsul; e a igualdade religiosa, com o direito de exercer funes sacerdotais.

    - A estrutura do poder na Repblica Romana

    Cnsules: chefes da Repblica, com mandato de um ano; eram os comandantes do exrcito etinham atribuies jurdicas e religiosas.

    Senado: composto por 300 senadores, em geral patrcios. Eram eleitos pelos magistrados e seus

  • membros eram vitalcios. Responsabilizavam-se pela elaborao das leis e pelas decises acerca dapoltica interna e externa.

    Magistraturas: responsveis por funes executivas e judiciria, formadas em geral pelospatrcios.

    Assemblia Popular: composta de patrcios e plebeus; destinava-se a votao das leis e eraresponsvel pela eleio dos cnsules.

    Conselho da Plebe: composto somente pelos plebeus; elegia os tributos da plebe e era responsvelpelas decises em plebiscitos (decretos do povo).

    - A expanso das fronteiras romanas

    Iniciado durante a Repblica, o expansionismo romano teve basicamente dois objetivos:defender Roma do ataque dos povos vizinhos rivais e assegurar terras necessrias agricultura e aopastoreio. As vitrias nas lutas conduziram os romanos a uma ao conquistadora, ou seja, a aodo exrcito levou conquista e incorporao de novas regies a Roma. Dessa forma, apssucessivas guerras, em um espao de tempo de cinco sculos, a ao expansionista permitiu que oImprio Romano ocupasse boa parte dos continentes europeu, asitico e africano.

    O avano das foras militares romanas colocou o Imprio em choque com Cartago eMacednia, potncias que nessa poca dominavam o Mediterrneo. As rivalidades entre oscartagineses e os romanos resultaram nas Guerras Pnicas (de puni, nome pelo qual oscartagineses eram conhecidos).

    As Guerras Pnicas desenvolveram-se em trs etapas, durante o perodo de 264 a 146 a.C.Ao terminar a terceira e ltima fase das Guerras Pnicas, em 146 a.C., Cartago estava destruda.Seus sobreviventes foram vendidos como escravos e o territrio cartagins foi transformado emprovncia romana. Com a dominao completa da grande rival, Roma iniciou a expanso peloMediterrneo oriental (leste). Assim, nos dois sculos seguintes, foram conquistados os reinoshelensticos da Macednia, da Sria e do Egito. No final do sculo I a.C., o mediterrneo havia setransformado em um lago romano ou, como eles diziam, Mare Nostrum(nosso mar).

    - Perodo de instabilidade poltica

    Com o fim das Guerras Pnicas, em 146 a.C., iniciou-se um perodo de intensa agitaosocial. Alm dos escravos, povos da Pennsula Itlica tambm se revoltaram, s que exigindo odireito cidadania romana. A expanso das conquistas e o aumento das pilhagens fortaleceram oexrcito romano, que ento se colocou na luta pelo poder. Assim, esse perodo ficou marcado poruma acirrada disputa poltica entre os principais generais, abrindo caminho para os ditadores.

    Essa crise se iniciou com a instituio dos triunviratos ou triarquia, isto , governo compostode trs indivduos. O Primeiro Triunvirato, em 60 a.C., foi composto de polticos de prestigio:Pompeu, Crasso e Jlio Csar. Esses generais iniciaram uma grande disputa pelo poder, at que,aps uma longa guerra civil, Jlio Csar venceu seus rivais e recebeu o ttulo de ditador vitalcio.

    Durante seu governo, Jlio Csar formou a mais poderosa legio romana, promoveu umareforma poltico-administrativa, distribuiu terras entre soldados, impulsionou a colonizao dasprovncias romanas e realizou obras pblicas.

    O imenso poder de Csar levou os senadores a tramar sua morte, o que aconteceu em 44 a.C.Os generais Marco Antonio, Lpido e Otvio formaram, ento, o Segundo triunvirato, impedindoque o poder passasse para as mos da aristocracia, que dominava o Senado.

    A disputa pelo poder continuou com o novo triunvirato. Em 31 a.C., no Egito, Otvioderrotou as foras de Marco Antnio e retornou vitorioso a Roma. Fortalecido com essa campanha,Otvio pde governar sem oposio. Terminava, assim, o regime republicano e iniciava o Imprio.

  • - O Imprio Romano

    Aps vencer Marco Antonio, Otvio recebeu diversos ttulos que lhe conferiram grandepoder. Por fim, em 27 a.C., o senado atribuiu-lhe o ttulo de Augusto, que significava consagrado,majestoso, divino.

    O perodo Imperial, tradicionalmente, costuma ser dividido em dois momentos:

    Alto Imprio: perodo em que Roma alcanou grande esplendor (estende-se at o sculo IIId.C.)

    Baixo Imprio: fase marcada por crises que conduziram a desagregao do Imprio Romano(do sculo III ao sculo V).

    Alto Imprio

    Augusto, durante seu governo (27 a.C. a 14 d.C.), adotou uma srie de medidas visandocontrolar os conflitos sociais, solucionar problemas econmicos e, com isso, consolidar o impriofazendo com que Roma atingisse seu apogeu e vivesse um longo perodo de prosperidade e derelativa tranqilidade social, tambm conhecido como Pax Romana. Isso foi possvel porque oimperador Otvio abandonou a poltica agressiva de conquistas, promoveu a aliana entrearistocracia e os cavaleiros (plebeus enriquecidos) e apaziguou a plebe com a poltica do po ecirco (panem et circenses) (anexo), que consistia em distribuir trigo para a populao carente eorganizar espetculos pblicos de circo.

    Do governo de Augusto aos dois sculos que se seguiram, o Imprio Romano, por meio deconquistas militares, ampliou ainda mais o seu territrio. Seus domnios estendiam-se pela Europa,sia e frica.

    As conquistas abasteciam o imprio no apenas de riquezas e terras, mas tambm deescravos, principal mo-de-obra e todas as atividades, tanto econmicas quanto domsticas.

    A comunicao entre Roma, o centro do vasto imprio, e as demais regies era garantidapela existncia de uma extensa rede de estradas. Da provm o famoso ditado: Todos os caminhoslevam a Roma.

    As estradas romanas, alm de possibilitar a comunicao entre as diferentes regies doimprio, facilitavam a movimentao de tropas e equipamentos militares, contribuindo para osucesso das campanhas.

    Aps a morte de Augusto (14 d.C.) at o fim do sculo II, quatro dinastias se sucederam nopoder. So elas:

    Dinastia Jlio-Claudiana (14-68): Com os imperadores Tibrio, Calgula, Cludio e Nero, essadinastia esteve ligada aristocracia patrcia romana. Principal caracterstica dessa fase: osconstantes conflitos entre o Senado e os imperadores.

    Dinastia Flvia (68-96): Com os imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano, apoiados peloexrcito, o Senado foi totalmente submetido.

    Dinastia Antonina (96 193): Com Nerva, Trajano, Adriano, Antonio Pio, Marco Aurlio eCmodo, assinalou-se uma fase de grande brilho do Imprio Romano. Os imperadores dessadinastia, exceto o ltimo, procuraram adotar uma atitude conciliatria em relao ao Senado.

    Dinastia Severa (193 235): Com Stimo Severo, Caracala, Macrino, Heliogbalo e SeveroAlexandre, caracterizou-se pelo inicio de crises internas e presses externas, exercidas por povosdiversos, prenunciando o fim do Imprio Romano, a partir do sculo III da era crist.

  • Baixo Imprio

    Essa fase foi marcada por crises em diferentes setores da vida romana, que contriburampara pr fim ao grande imprio.

    Uma das principais crises diz respeito produo agrcola. Por sculos, os escravos foram aprincipal mo de obra nas grandes propriedades rurais. Entretanto, com a diminuio das guerras, oreabastecimento de escravos comeou a ficar difcil.

    Alm disso, com o passar do tempo, os romanos tornaram-se menos hostis aos povosconquistados, estendendo a eles, inclusive, parte de seus direitos. Ou seja, os povos dominadosdeixaram de ser escravizados.

    Essas circunstncias colaboraram para transformar a produo no campo. Por causa doscustos, muitos latifndios comearam a ser divididos em pequenas propriedades. Nelas, o trabalhoescravo j no era mais to importante.

    Nessa poca, os lucros com a produo agrcola eram baixos.

    O lugar dos escravos passou a ser ocupado, aos poucos, por camponeses, que arrendavam aterra em troca da prestao de servios nas terras do proprietrio. Havia tambm os colonos que,sem poder abandonar a terra, no tinham direito liberdade, pois estavam ligados a ela por lei e porfortes laos pessoais.

    O centro de produo rural era conhecido como Villa. Protegido por cercas e fossos, erahabitado pelos donos das terras e todos aqueles que dela dependiam.

    Ao mesmo tempo em que a vida no campo se transformava, um grande nmero de pessoascomeou a deixar as cidades em direo ao campo, provocando a diminuio do comrcio e daproduo artesanal. Para uma populao empobrecida, as cidades j no representavam mais umaalternativa de vida.

    Arrecadando menos impostos pela diminuio das atividades produtivas, o governo romanocomeou a enfraquecer e as enormes fronteiras j no tinham como ser vigiadas contra a invaso depovos inimigos.

    Diviso do Imprio

    Em 395, o imperador Teodsio dividiu o imprio em duas partes: Imprio Romano doocidente, com capital em Roma; e Imprio Romano do Oriente, com capital em Constantinopla.Com essa medida, acreditava que fortaleceria o imprio. Achava, por exemplo, que seria mais fcilproteger as fronteiras contra ataques de povos invasores. Os romanos chamavam esses povosde brbaros, por terem costumes diferentes dos seus.

    A diviso estabelecida por Teodsio no surtiu o efeito esperado. Diversos povos passaram aocupar o territrio romano. Em 476, os hrulos, povo de origem germnica, invadiram Roma e,comandados por Odoacro, depuseram o imperador Rmulo Augstulo.

    Costuma-se afirmar que esse acontecimento marca a desagregao do Imprio Romano. Naverdade, isso refere-se ao Imprio Romano do Ocidente , pois a parte oriental ainda sobreviveu ato sculo XV.

    Embora as invases de povos inimigos tenham papel decisivo no fim do Imprio Romano doOcidente, outras circunstncias tambm foram determinantes, tais como:

    - elevados gastos com a estrutura administrativa e militar;

    - perda do controle sobre diversas regies devido ao tamanho do imprio;

  • - aumento dos impostos dos cidados e dos tributos dos vencidos;

    - corrupo poltica;

    - crise no fornecimento de escravos com o fim das guerras de expanso;

    - continuidade das lutas civis entre patrcios e plebeus;

    - a difuso do cristianismo.

    O fim do poderio romano constituiu um longo processo, que durou centenas de anos. A partir da,comeou a se formar uma nova organizao social, poltica e econmica, o sistema feudal, quepredominou na Europa ocidental at o sculo XV.

    O direito romano

    Desde criana, o romano era educado para atender as necessidades do estado e respeitar astradies e os costumes. Uma srie de normas regia a conduta dos cidados tanto na vida familiarcomo na vida pblica. Da surgiram leis que orientavam as relaes entre os indivduos. Reunidas,essas leis formaram cdigos jurdicos, que deram origem ao Direito Romano.

    O Direito Romano dividia-se em duas esferas: a pblica e a privada. O Direito pblico eracomposto pelo Direito civil, vlido para os cidados romanos, e pelo Direito estrangeiro, vlidopara os povos conquistados. O Direito privado regulava as relaes entre as famlias.

    O Direito foi uma das grandes contribuies dos romanos para as sociedades ocidentais.Seus fundamentos, adaptados e reelaborados, foram adotados por diversos povos, servindo de baseat hoje para muitas sociedades. A Lei das Doze Tbuas, por exemplo, foi o primeiro cdigo deleis escritas de Roma e permitia que os plebeus reivindicassem as mudanas sociais com base noconhecimento das leis.

  • Exerccios

    1. (Enem 2016.2) A Lei das Doze Tbuas, de meados do sculo V a.C., fixou por escrito umvelho direito costumeiro. No relativo s dvidas no pagas, o cdigo permitia, em ltima anlise,matar o devedor; ou vend-lo como escravo do outro lado do Tibre isto , fora do territrio deRoma.

    CARDOSO, C. F. S. O trabalho compulsrio na Antiguidade. Rio de Janeiro: Graal, 1984.

    A referida lei foi um marco na luta por direitos na Roma Antiga, pois possibilitou que os plebeus

    A) modificassem a estrutura agrria assentada no latifndio.B) exercessem a prtica da escravido sobre seus devedores. C) conquistassem a possibilidade de casamento com os patrcios.D) ampliassem a participao poltica nos cargos polticos pblicos.E) reivindicassem as mudanas sociais com base no conhecimento das leis.

    2. (Enem 2016) Pois quem seria to intil ou indolente a ponto de no desejar saber como esob que espcie de constituio os romanos conseguiram em menos de cinquenta e trs anossubmeter quase todo o mundo habitado ao seu governo exclusivo fato nunca antes ocorrido? Ou,em outras palavras, quem seria to apaixonadamente devotado a outros espetculos ou estudos aponto de considerar qualquer outro objetivo mais importante que a aquisio desse conhecimento?

    POLBIO. Histria. Braslia: Editora UnB, 1985.

    A experincia a que se refere o historiador Polbio, nesse texto escrito no sculo II a.C., a

    A) ampliao do contingente de camponeses livres. B) consolidao do poder das falanges hoplitas. C) concretizao do desgnio imperialista.D) adoo do monotesmo cristo.E) libertao do domnio etrusco.

    3. (Enem 2015) O que implica o sistema da plis uma extraordinria preeminncia dapalavra sobre todos os outros instrumentos do poder. A palavra constitui o debate contraditrio, adiscusso, a argumentao e a polmica. Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogopoltico.

    VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).

    Na configurao poltica da democracia grega, em especial a ateniense, a gora tinha por funo

    A) agregar os cidados em torno de reis que governavam em prol da cidade. B) permitir aos homens livres o acesso s decises do Estado expostas por seus magistrados. C) constituir o lugar onde o corpo de cidados se reunia para deliberar sobre as questes dacomunidade.D) reunir os exrcitos para decidir em assembleias fechadas os rumos a serem tomados em caso deguerra.E) congregar a comunidade para eleger representantes com direito a pronunciar-se em assembleias.

    4. (Enem 2014)

    TEXTO I Olhamos o homem alheio s atividades pblicas no como algum que cuida apenas de seusprprios interesses, mas como um intil; ns, cidados atenienses, decidimos as questes pblicas

  • por ns mesmos na crena de que no o debate que empecilho ao, e sim o fato de no seestar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ao.

    TUCDIDES. Histria da Guerra do Peloponeso. Braslia: UnB, 1987 (adaptado).

    TEXTO II Um cidado integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrarjustia e exercer funes pblicas; algumas destas, todavia, so limitadas quanto ao tempo deexerccio, de tal modo que no podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesmapessoa, ou somente podem s-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados.

    ARISTTELES. Poltica. Braslia: UnB, 1985.

    Comparando os textos I e II, tanto para Tucdides (no sculo V a.C.) quanto para Aristteles (nosculo IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a)

    A) prestgio social.B) acmulo de riqueza. C) participao poltica.D) local de nascimento.E) grupo de parentesco.

    5. (Enem 2014) Compreende-se assim o alcance de uma reivindicao que surge desde onascimento da cidade na Grcia antiga: a redao das leis. Ao escrev-las, no se faz mais queassegurar-lhes permanncia e fixidez. As leis tornam-se bem comum, regra geral, suscetvel de seraplicada a todos da mesma maneira.

    VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992 (adaptado).

    Para o autor, a reivindicao atendida na Grcia antiga, ainda vigente no mundo contemporneo,buscava garantir o seguinte princpio:

    A) Isonomia igualdade de tratamento aos cidados. B) Transparncia acesso s informaes governamentais. C) Tripartio separao entre os poderes polticos estatais.D) Equiparao igualdade de gnero na participao poltica.E) Elegibilidade permisso para candidatura aos cargos pblicos.

    6. (Enem 2014) A Praa da Concrdia, antiga Praa Lus XV, a maior praa pblica de Paris.Inaugurada em 1763, tinha em seu centro uma esttua do rei. Situada ao longo do Sena, ela ainterseco de dois eixos monumentais. Bem nesse cruzamento est o Obelisco de Luxor, decoradocom hierglifos que contam os reinados dos faras Ramss II e Ramss III. Em 1829, foi oferecidopelo vice-rei do Egito ao povo francs e, em 1836, instalado na praa diante de mais de 200 milespectadores e da famlia real.

    NOBLAT, R. Disponvel em: www.oglobo.com. Acesso em: 12 dez. 2012.

    A constituio do espao pblico da Praa da Concrdia ao longo dos anos manifesta o(a)

    A) lugar da memria na histria nacional. B) carter espontneo das festas populares. C) lembrana da antiguidade da cultura local.D) triunfo da nao sobre os pases africanos.E) declnio do regime de monarquia absolutista.

    7. (Enem 2013) Durante a realeza, e nos primeiros anos republicanos, as leis eram

  • transmitidas oralmente de uma gerao para outra. A ausncia de uma legislao escrita permitiaaos patrcios manipular a justia conforme seus interesses. Em 451 a.C., porm, os plebeusconseguiram eleger uma comisso de dez pessoas os decnviros para escrever as leis. Doisdeles viajaram a Atenas, na Grcia, para estudar a legislao de Slon.

    COULANGES, F. A cidade antiga. So Paulo: Martins Fontes, 2000.

    A superao da tradio jurdica oral no mundo antigo, descrita no texto, esteve relacionada

    A) adoo do sufrgio universal masculino. B) extenso da cidadania aos homens livres. C) afirmao de instituies democrticas.D) implantao de direitos sociais.E) tripartio dos poderes polticos.

    8. (Enem 2012)

    A figura apresentada de um mosaico, produzido por volta do ano 300 d.C., encontrado na cidadede Lod, atual Estado de Israel. Nela, encontram-se elementos que representam uma caractersticapoltica dos romanos no perodo, indicada em:

    A) Cruzadismo conquista da terra santa. B) Patriotismo exaltao da cultura local. C) Helenismo apropriao da esttica grega.D) Imperialismo selvageria dos povos dominados.E) Expansionismo diversidade dos territrios conquistados. 9. (Enem 2009) O Egito visitado anualmente por milhes de turistas de todos os quadrantesdo planeta, desejosos de ver com os prprios olhos a grandiosidade do poder esculpida em pedra hmilnios: as pirmides de Gizeh, as tumbas do Vale dos Reis e os numerosos templos construdos aolongo do Nilo.

    O que hoje se transformou em atrao turstica era, no passado, interpretado de forma muitodiferente, pois

    A) significava, entre outros aspectos, o poder que os faras tinham para escravizar grandescontingentes populacionais que trabalhavam nesses monumentos. B) representava para as populaes do alto Egito a possibilidade de migrar para o sul e encontrartrabalho nos canteiros faranicos. C) significava a soluo para os problemas econmicos, uma vez que os faras sacrificavam aosdeuses suas riquezas, construindo templos.

  • D) representava a possibilidade de o fara ordenar a sociedade, obrigando os desocupados atrabalharem em obras pblicas, que engrandeceram o prprio Egito.E) significava um peso para a populao egpcia, que condenava o luxo faranico e a religiobaseada em crenas e supersties.

    10. (Enem 2009) No perodo 750-338 a. C., a Grcia antiga era composta por cidades-Estado,como por exemplo Atenas, Esparta, Tebas, que eram independentes umas das outras, maspartilhavam algumas caractersticas culturais, como a lngua grega. No centro da Grcia, Delfos eraum lugar de culto religioso frequentado por habitantes de todas as cidades-Estado. No perodo1200-1600 d. C., na parte da Amaznia brasileira onde hoje est o Parque Nacional do Xingu, hvestgios de quinze cidades que eram cercadas por muros de madeira e que tinham at dois mil equinhentos habitantes cada uma. Essas cidades eram ligadas por estradas a centros cerimoniais comgrandes praas. Em torno delas havia roas, pomares e tanques para a criao de tartarugas.Aparentemente, epidemias dizimaram grande parte da populao que l vivia.

    Folha de S. Paulo, ago. 2008 (adaptado).

    Apesar das diferenas histricas e geogrficas existentes entre as duas civilizaes elas sosemelhantes pois

    A) as runas das cidades mencionadas atestam que grandes epidemias dizimaram suas populaes.B) as cidades do Xingu desenvolveram a democracia, tal como foi concebida em Tebas. C) as duas civilizaes tinham cidades autnomas e independentes entre si.D) os povos do Xingu falavam uma mesma lngua, tal como nas cidades-Estado da Grcia.E) as cidades do Xingu dedicavam-se arte e filosofia tal como na Grcia.

    11. (Enem 2009) Hoje em dia, nas grandes cidades, enterrar os mortos e uma pratica quaseintima, que diz respeito apenas a familia. A menos, e claro, que se trate de uma personalidadeconhecida. Entretanto, isso nem sempre foi assim. Para um historiador, os sepultamentos sao umafonte de informacoes importantes para que se compreenda, por exemplo, a vida politica dassociedades.

    No que se refere as praticas sociais ligadas aos sepultamentos,

    A) na Grecia Antiga, as cerimonias funebres eram desvalorizadas, porque o mais importante era a democracia experimentada pelos vivos.

    B) na Idade Media, a Igreja tinha pouca influencia sobre os rituais funebres, preocupando-se mais com a salvacao da alma.

    C) no Brasil colonia, o sepultamento dos mortos nas igrejas era regido pela observancia da hierarquia social.

    D) na epoca da Reforma, o catolicismo condenou os excessos de gastos que a burguesia fazia para sepultar seus mortos.

    E) no periodo posterior a Revolucao Francesa, devido as grandes perturbacoes sociais, abandona-se a pratica do luto.

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