aula 15 - macroeconomia e economia brasileira - aula 03

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  • 7/23/2019 Aula 15 - Macroeconomia e Economia Brasileira - Aula 03

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    CURSO ON-LINE MACROECONOMIA E ECONOMIA BRASILEIRAPARA ANALISTA DO BANCO CENTRAL

    PACOTE DE TEORIA E EXERCCIOSPROFESSOR: FRANCISCO MARIOTTI

    Prof. Francisco Mariotti www.pontodosconcursos.com.br

    Aula Trs

    Ol, Pessoal!

    E a, como esto as aulas? Espero que tudo bem. Lembro que estou

    disposio para dvidas e esclarecimentos.

    Na terceira aula sero apresentados os seguintes itens do contedo

    programtico:

    Poltica fiscal. modelos macroeconmicos Modelo Keynesiano

    Adentrando aos conceitos relativos a aula de hoje, gostaria de destacar a

    vocs que, diferentemente da poltica monetria, a poltica fiscal o

    instrumento utilizado pelo governo federal (leia-se em especial o Poder

    Executivo) para a promoo do desenvolvimento do pas. Para isso, realizagastos nos diversos setores econmicos a fim de garantir que o setor privado

    produtor supra as necessidades da sociedade de consumo. No menos

    importante, por meio da poltica tributria o governo busca minimizar a

    existncia de disparidades, especialmente as de renda. Tanto no mbito

    setorial como pessoal, as adoes de polticas de tributao progressiva, e de

    isenes fiscais, visam permitir com que pessoas, setores da atividade

    econmica e, consequentemente, regies mais carentes no pas, tenham uma

    melhoria no seu grau de desenvolvimento.

    Em termos de teoria econmica, sero abordados nesta aula os pontos

    relacionados macroeconomia keynesiana, tendo como foco os conceitos de

    multiplicadores de renda decorrentes dos instrumentos de poltica fiscal

    utilizados pelo governo.

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    Vamos em frente!

    Um grande abrao e boa aula,

    Mariotti

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    1. Macroeconomia keynesiana. Hipteses bsicas da macroeconomia

    keynesiana.

    At 1930 os economistas acreditavam que as foras de mercado

    (Oferta e Demanda) se encarregariam de equilibrar o fluxo econmico,

    levando a economia automaticamente ao pleno emprego de recursos

    (fbricas produzindo na sua capacidade mxima e todas as pessoas capazes

    de trabalhar estando trabalhando). A crise econmica vivida pelo mundo

    capitalista a partir da quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, que

    redundou na queda brutal do nvel de atividade econmica e numa elevaodo desemprego e de capacidade ociosa demonstrou que o mercado

    (empresas e consumidores) sozinho no conseguiria se recuperar.

    A partir deste marco histrico, entra em evidncia o economista ingls

    John Maynard Keynes, aplicando suas proposies tericas cuja base se

    assentava no pressuposto de que era necessria a interveno governamental

    no sentido de regular a atividade econmica, levando-a novamente ao plenoemprego de recursos. O governo, principalmente atravs de seus gastos, seria

    o elemento fundamental para a inverso do quadro de recesso e desemprego,

    uma vez que, aumentando suas despesas, estaria estimulando a despesa

    agregada e, consequentemente, o nvel de produo (dada capacidade ociosa

    das empresas).

    Desde esta proposio o grande paradigma da teoria macroeconmica

    tem sido a questo do grau de interveno do Estado na atividade

    econmica, contrapondo-se aos chamados economistas liberais ou

    conservadores que defendem a no interveno direta do Estado na

    atividade econmica. Segundo estes autores o Estado deveria limitar suas

    aes apenas por meio do oferecimento de bens e servios pblicos.

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    Passemos anlise das proposies tericas e do modelo keynesiano

    propriamente dito.

    1.1 Modelo Keynesiano Simplificado

    O modelo keynesiano bsico ou simplificado parte de algumas hipteses

    que servem de fundamentao para o desenvolvimento da anlise. So elas:

    Desemprego de recursos (subemprego)

    Supe-se que a economia esteja abaixo do pleno emprego, isto ,produzindo abaixo do seu potencial produtivo. As empresas esto com

    capacidade ociosa e uma parcela da forca de trabalho est desempregada.

    Nvel geral de preos fixado

    Como a economia est em desemprego, no h razes para as

    empresas elevarem os preos de seus produtos num eventual aumento dademanda por bens e servios. Desta maneira supe-se que as empresas

    elevem sua produo e no os preos caso ocorra aumento da demanda.

    Esta hiptese implica que todas as variveis do modelo so

    classificadas como variveis reais (deflacionadas).

    Curto prazo

    O modelo keynesiano essencialmente de curto prazo. Curto prazo

    o perodo em que pelo menos um fator de produo permanece constante.

    A teoria keynesiana supe que o estoque de fatores de produo (mo-de-

    obra, capital, tecnologia, etc.) no se altera no curto prazo (altera-se

    apenas o grau de utilizao desse estoque: por exemplo, existe um

    "estoque" de 20 milhes de trabalhadores disponveis, mas 10% no esto

    empregados).

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    A oferta agregada (conjunta) de bens e servios (OA) o total da

    produo de bens e servios finais colocados a disposio da coletividade

    num dado perodo. o prprio produto real ou PIB (Y) da economia. A OA

    varia em funo da disponibilidade dos fatores de produo. Como a teoria

    keynesiana supe curto prazo, o que significa a existncia de fatores fixos

    de produo, a oferta agregada permanece constante. Assim, somente

    haver variao na OA caso ocorram alteraes na quantidade fsica de

    fatores de produo.

    Vale observar que permanece constante a curva de oferta agregada

    (Oferta das empresas), que s se altera quando houver alteraes na

    quantidade fsica de fatores de produo. Destaca-se, entretanto, que a

    produo pode se alterar, dependendo do grau de utilizao dos recursos

    produtivos j existentes.

    A grande relevncia das proposies keynesianas a proposio de

    que a economia opera abaixo do nvel de pleno emprego, ou seja, um

    contraponto proposio clssica. Para esta segunda a economia sempre

    est em equilbrio, sendo que qualquer variao negativa na atividade

    econmica seria um desajuste momentneo, o qual a prpria relao de

    fora entre a demanda agregada e a oferta agregada levaria trajetria do

    seu equilbrio natural.

    O grfico a seguir exemplifica as formas e os comportamentos da

    oferta agregada segundo as concepes clssica e keyesiana, alm da

    prpria demanda agregada, a qual obedece a simples relao entre preo e

    produto (Y).

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    Diferentemente da OA, a demanda agregada DA a responsvel pelas

    variaes do produto e renda da economia no curto prazo, ou seja, o que

    impulsiona o crescimento econmico so os estmulos provocados por

    quem compra os bens e servios. Este conceito est associado ao

    PRINCIPIO DA DEMANDA EFETIVA que afirma que quem gera a oferta

    exatamente a demanda por bens e servios realizada pelos agenteseconmicos.

    A mesma demanda agregada de bens e servios (DA) representada

    pela soma dos gastos dos quatro agentes macroeconmicos: consumidores

    (C), empresas, por meio da realizao de investimentos (I), governo (G) e

    o setor externo lquido (X - M) (exportaes menos importaes):

    DA = C + I +G + (X M)

    Considerando que a oferta agregada permanece constante no curto

    prazo, as alteraes do nvel de equilbrio da renda e do produto devem-se

    exclusivamente s variaes da demanda agregada de bens e servios.

    Assim, numa situao de desemprego, a poltica econmica deve procurar

    estimular a demanda agregada, permitindo s empresas recuperar sua

    Trecho clssico(pleno emprego dosrecursos produtivos)

    Trecho keynesiano(desemprego)

    P

    Y

    OACLSSICA

    OAKEYNESIANA

    DA

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    produo potencial, aumentando em consequncia os nveis de renda e

    emprego.

    Embora a elevao da demanda agregada possa se dar por polticas

    que estimulem o consumo, o investimento privado e as exportaes,

    KEYNES enfatizava o papel dos gastos do governo para que a economia

    sasse mais rapida