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  • Aula 11

    Direito Processual Civil p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professores: Equipe Gabriel Borges, Gabriel Borges

  • Direito Processual Civil Teoria e Exerccios comentados

    Prof. Gabriel Borges Aula 11

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    DIREITO PROCESSUAL CIVIL P/ OAB

    SUMRIO PGINA

    1. Captulo XII: Dos procedimentos especiais; das tutelas de urgncia. 02

    2. Resumo 70

    3. Questes comentadas 71

    4. Lista das questes apresentadas 82

    5. Gabarito 84

    CAPTULO XII: DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS; DAS TUTELAS DE URGNCIA.

    Iremos comear esse tpico, o controle dos atos administrativos, falando, em

    linhas gerais, sobre o processo judicial e o processo administrativo.

    O exerccio da atividade jurdica do Estado sempre se conectou com a ideia de

    processo. Nunca se admitiu que o ato judicial fosse um ato sem conexo com os demais,

    ou seja, isolado. O ato judicial resultado de vrios atos processuais realizados

    durante o processo pelas partes ou pelo magistrado, portanto, o processo

    instrumento fundamental para o exerccio da atividade jurisdicional.

    A evoluo da atividade administrativa do Estado ocorreu de maneira diversa. Se

    a atividade jurisdicional esteve ligada ao processo judicial, a atividade administrativa

    desenvolveu-se em torno do ato e no do processo administrativo. por meio dos atos

    que se desenvolve a atividade administrativa do Estado, lembrando que os atos so

    tratados de modo isolado, ao contrrio do ato judicial.

    E qual a necessidade de ressaltar essa distino? Ora, isso nos explica as

    inmeras barreiras para o reconhecimento do processo administrativo. Jamais se

    questionou a existncia do processo judicial ou legislativo. No entanto, ainda h vrios

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    doutrinadores que negam a existncia do processo administrativo, reconhecendo somente

    o procedimento administrativo.

    Atualmente tenta-se mudar essa viso. Mudar, no significa retirar a importncia

    do ato administrativo, e sim, reconhecer que a sua prtica decorre, assim como a

    sentena, de atos anteriores que iro compor o processo. Vejam! Se a sentena judicial

    resultado dos atos que compem o processo judicial, seria de se esperar,

    igualmente, em anlise comparativa, que a atividade administrativa estatal se

    desenvolvesse em conexo com outros atos e um processo que a pudessem sustentar.

    Pois bem. Sabemos que a jurisdio, no sistema jurdico brasileiro, una regra

    da unicidade de jurisdio. Seguindo essa regra, nenhuma matria poder deixar de

    ser apreciada pelo Estado-juiz, ou seja, todas as decises administrativas podero

    ser levadas apreciao judicial consagrando o princpio democrtico. Para a viso

    clssica, o fato de ser possvel proceder-se reviso judicial dos atos administrativos

    razo para ferir de morte o processo administrativo, contrariando sua existncia.

    Alm disso, porque a Administrao Pblica atua ora como parte, ora como rgo

    responsvel pela deciso (Ex: Processo Administrativo Disciplinar PAD), parte da

    doutrina defende a no possibilidade de caracterizao da existncia do processo

    administrativo, mas sim, do procedimento administrativo.

    O controle judicial da atividade administrativa um requisito bsico do Estado

    democrtico que no visa a afastar a submisso dos atos administrativos a ele (Estado),

    e o que se deve compreender que a possibilidade de reviso e controle judicial dos atos

    administrativos no afeta, em nada, a existncia do processo administrativo este existe

    pelo fato de no se fazer ao acaso a atividade administrativa, ela decorre de atos

    definidos previamente, destinados a atingir uma finalidade.

    1. CONTROLE JUDICIAL

    Os litgios entre particulares e a definio da norma jurdica aplicvel ao caso

    concreto formam as principais atribuies conferidas ao Poder Judicirio. Outra atividade

    atribuda aos rgos judiciais, de grande relevncia, o controle a ser exercido sobre as

    atividades desenvolvidas pelo Estado.

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    A proteo propriedade privada, o princpio da legalidade junto com o controle

    judicial das atividades estatais compem o aspecto fundamental para a conceituao do

    Estado democrtico de direito. Nesse ponto, o controle judicial da administrao pblica

    constitui decorrncia do principio da legalidade, pois em nada adiantaria fixar regras

    segundo as quais a administrao se encontra plenamente vinculada Lei se no fossem

    criados meios de garantir a observncia dessas normas.

    So vrios os sistemas criados para assegurar a observncia do princpio da

    legalidade, pela administrao pblica. O sistema do contencioso administrativo (sistema

    francs) um deles e prev a existncia de um rgo, dentro da administrao pblica,

    para assegurar:

    1) A observncia da Lei.

    2) Soluo de conflitos entre as unidades administrativas e destas com

    particulares.

    Esse sistema determina que as questes decididas pelos rgos administrativos

    no poderiam ser levadas apreciao judiciria, sendo sua caracterstica principal o fato

    de que os ordenamentos jurdicos que o recepcionam conferirem a certas decises

    administrativas a natureza de coisa julgada oponvel ao prprio Poder Judicirio.

    Vamos destacar que em matria de controle administrativo, o Brasil adota o

    sistema da jurisdio nica, sendo, por isso, criticvel o posicionamento de que o Direito

    Administrativo Brasileiro teria buscado inspirao no Direito Francs, j que o Brasil adota

    soluo diversa no contencioso administrativo.

    O Brasil adota essa regra devido expressa determinao constitucional no art.

    5, XXXV: a lei no excluir da apreciao do Poder Judicirio leso ou ameaa a direito.

    A constituio vem assegurar que as pendncias entre a administrao e particulares se

    submetam apreciao de rgos com plena autonomia e independncia. Um bom

    exemplo disso o art. 95 da CF, que prev garantias aos magistrados no intuito de

    garantir aos cidados que os litgios, com o Estado, sero analisados por agentes

    pblicos independentes.

    2. LIMITES AO CONTROLE JUDICIAL

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    Em seu texto, a Constituio Federal, prev a possibilidade de todas as matrias

    serem apreciadas pelo judicirio, vedando Lei limitar as hipteses em que o controle

    judicial incida. Contudo, h situaes em que a prpria Lei admite que o controle seja

    exercido de maneira mitigada em relao atuao de alguns rgos. Um exemplo a

    definio das questes interna corporis das casas legislativas.

    A despeito de adotar posio favorvel liberdade das casas legislativas, o STF

    tem requerido, em qualquer caso, a plena observncia da Constituio Federal, no se

    admitindo que a motivao de deciso do poder legislativo de natureza interna corporis

    possa impedir a verificao, pelo Poder Judicirio, de adequao s normas

    constitucionais.

    Por tudo isso, assim como o mrito administrativo, questes de interesse poltico

    nas casas legislativas, no esto condicionadas analise judicial, a menos que no

    estejam em sintonia com a Constituio Federal ou que contrariem os direitos subjetivos

    pblicos de terceiro ou de parlamentar.

    O Presidente da Repblica pratica os atos de governo, assim classificados pela

    doutrina porque eivados de contedo poltico, de modo que, sejam diretamente regulados

    por normas constitucionais. Contudo, entendemos que o principio da inafastabilidade da

    apreciao judicial torna a mencionada classificao em atos de governo ineficaz, j

    que os atos praticados pelo Estado, quaisquer que sejam, vinculados ou discricionrios,

    sujeitam-se ao controle judicial. O poder judicirio exerce controle de legalidade ou

    legitimidade. O exame desse poder atm-se ao aspecto da conformidade do ato ao