aula 1 politicas de saude no brasil

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  • 1. SADE COLETIVAProf Ms. Raquel Pinheiro Niehues Antoniassi raquelniehues@uol.com.br

2. uma expresso usada para fazerreferncia a todas as variveis que envolvem a sade e a doenade um indivduo ou populao econsidera que ambas esto interligadas e so conseqncias dos mesmos fatores. 3. De acordo com esse conceito, a determinao doestado de sade de uma pessoa um processocomplexo que envolve diversos fatores. Diferentemente da teoria daunicausalidade, que considera como fator nico de surgimento de doenas um agente etiolgico (vrus, bactrias,etc.), o conceito de sade-doena estuda os fatores biolgicos, econmicos, sociais e culturais. 4. O conceito demulticausalidade no excluia presena de agenteetiolgicos numa pessoacomo fator de aparecimento de doenas. Ele vai alm e leva emconsiderao o psicolgico do paciente, seus conflitosfamiliares, seus recursos financeiros, nvel de instruo, entre outros. 5. Esses fatores, inclusive, noso estveis podem variarcom o passar dos outros, deacordo com o momentoscio-histrico-cultural. 6. "A Sade Coletiva foi composta a partir da crtica Medicina Preventiva, Medicina Comunitria, Medicina da Famlia, desenvolveu-se a partir da MedicinaSocial do sculo XIX e pela sade pblica institucionalizada nos servios de sadee academia. Envolve um conjunto de prticas tcnicas, ideolgicas, polticas eeconmicas desenvolvidas no mbito acadmico, nas organizaes de sade e em instituies de pesquisa vinculadas a diferentes correntes de pensamentoresultantes de projetos de reforma em sade." 7. A Sade Coletiva tem sido definida comoum campo de saber e de prticas que pressupe a compreenso da sade como um fenmeno eminentementesocial, coletivo, determinadohistoricamente pelas condies e modos devida dos distintos grupos da populao. 8. O debate terico-cientfico que existe hoje no campo da Sade Coletiva contempla umaconceituao mais avanada da sade:Enquanto objeto de conhecimento e de interveno;Entendida como parte do complexo sade-doena- cuidado;Que incorpora a historicidade das relaes que adeterminam, inclusive a relao dos indivduos, grupos sociais e populaes com o sistema de servios de sade. 9. O objeto de investigao e prticas da SadeColetiva compreende as seguintes dimenses: O estado de sade da populao ou condies de sade degrupos populacionais especficos e tendncias gerais do ponto devista epidemiolgico, demogrfico, scio-econmico e cultural; Os servios de sade, enquanto instituies de diferentes nveisde complexidade (do posto de sade ao hospital especializado),abrangendo o estudo do processo de trabalho em sade, a formulaoe implementao de polticas de sade, bem como a avaliao deplanos, programas e tecnologias utilizada na ateno sade; O saber sobre a sade, incluindo investigaes histricas,sociolgicas, antropolgicas e epistemolgicas sobre a produo deconhecimentos nesse campo e sobre as relaes entre o saber"cientfico" e as concepes e prticas populares de sade,influenciadas pelas tradies, crenas e cultura de modo geral 10. Entre as competnciasgerais dosprofissionais, ressaltamas diretrizes que os profissionais desade, dentro de seumbito profissional, devemestar aptos a desenvolver aes depreveno, promoo, p roteo e reabilitaoda sade, tanto em nvelindividual quanto coletivo 11. POLTICAS PBLICAS DE SADE NO BRASIL 12. POLTICA DE SADE: A) Um conjunto de princpios, propsitos,diretrizes e decises de carter geral voltadospara a questo sade; B) Uma proposta de distribuio do poder nosetor; e C) As formas de interveno do Estado sobrea organizao social das prticas de sade esobre os problemas de sade da populao. 13. Por essa razo, o debate sobreformao e desenvolvimento dos profissionais de sade vem ganhando importncia crescente, j que o descompasso entre o perfil dosprofissionais e as orientaes do sistema de sade identificado comofator crtico para a consecuo dessesobjetivos. 14. O Sistema de Sade do pas vem sofrendo constantes mudanas desde o sculopassado, acompanhando astransformaeseconmicas, socioculturaise polticas da sociedadebrasileira. 15. Analisando sua trajetria, identificam-se quatroprincipais tendncias na poltica de sade no Brasil: Sanitarismo companhista (at 1945): a principalestratgia de atuao estava nas campanhassanitrias. Perodo de transio (1945 1960) Modelo mdico assistencial privatista (inciodos anos 80) Modelo plural (vigente): inclui como sistemapblico o SUS. 16. A Constituio Brasileira de 1988 reconhece a sade como direito de todos e dever do Estado,garantindo acesso universale igualitrio s aes e servios para sua promoo, proteo e recuperao. 17. Constitui ainda oSistema nico deSade (SUS), o qual constitudo peloconjunto de aes ede servios de sade sob gesto pblica. 18. Conforme a Constituio Federal de 1988, o SUS definido pelo artigo 198 do seguinte modo:As aes e servios pblicos de sade integram uma rede regionalizada e hierarquizada econstituem um sistema nico, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I. Descentralizao, com direo nica em cada esfera degoverno II. Atendimento integral, com prioridade para as atividadespreventivas, sem prejuzo dos servios assistenciais III. Participao da comunidade. 19. A Constituio de 1988 determina ainda que adireo do SUS deve ser nica, sendo exercida, emcada esfera de governo, pelos seguintes rgos: II. No mbito dos III. No mbito dos estados e do DistritoI. no mbito da Unio,municpios, pelaFederal, pela pelo Ministrio darespectiva Secretaria respectiva SecretariaSade de Sade ou rgode Sade ou rgo equivalente. equivalente 20. LEI 8.080/90 dispe sobre as condies para apromoo, proteo erecuperao da sade, a organizao e ofuncionamento dos servioscorrespondentes. 21. LEI 8.142/90 dispe sobre a participao da comunidade nagesto do Sistema nico de Sade (SUS) e sobre as transfernciasintergovernamentais de recursosfinanceiros na rea de sade, entre outras providncias. Tambm instituiu as Conferncias e os Conselhos de Sade. 22. DIRETRIZES DO SUS: UniversalidadeIntegralidade da assistnciaEquidade Descentralizao poltico-administrativaConjugao de recursos financeirosParticipao da comunidadeRegionalizao e hierarquizao 23. UNIVERSALIDADE de acesso aos servios de sade em todos osnveis de assistnciasIntegralidade da assistnciaEquidade Descentralizao poltico-administrativa Conjugao de recursos financeirosParticipao da comunidadeRegionalizao e hierarquizao 24. Universalidade INTEGRALIDADE de assistncia, com prioridade para asatividades preventivas, sem prejuzo dos servios assistenciaisEquidade Descentralizao poltico-administrativa Conjugao de recursos financeiros Participao da comunidade Regionalizao e hierarquizao 25. Universalidade IntegralidadeEQUIDADEDescentralizao poltico-administrativa Conjugao de recursos financeiros Participao da comunidade Regionalizao e hierarquizao 26. Universalidade Integralidade EquidadeDESCENTRALIZAO POLTICO-ADMINISTRATIVA com direo nica em cada esfera de governoConjugao de recursos financeirosParticipao da comunidadeRegionalizao e hierarquizao 27. Universalidade Integralidade EquidadeDescentralizao poltico-administrativaCONJUGAO DOS RECURSOS FINANCEIROS, tecnolgicos, materiaise humanos da Unio, dos estados, do DF e dos municpios na prestaode servios de assistncia populao Participao da comunidade Regionalizao e hierarquizao 28. UniversalidadeIntegralidadeEquidade Descentralizao poltico-administrativaParticipao da comunidadePARTICIPAO DA COMUNIDADERegionalizao e hierarquizao 29. Universalidade Integralidade EquidadeDescentralizao poltico-administrativa Conjugao de recursos financeiros Participao da comunidadeREGIONALIZAO E HIERARQUIZAO 30. O SUS conta ainda em cada esfera degoverno com as seguintes instnciascolegiadas de participao da sociedade:Conferncia de Sade Conselho de Sade 31. MUNICIPALCONFERNCIAESTADUAL DE SADE:NACIONAL (4 em 4 anos) 32. buscam participar da discusso dasCONSELHOS DE SADE polticas de sade, tendo umaatuao independente do governo,embora faam parte de suaestrutura, e onde se manifestam os interesses dos diferentessegmentos sociais, possibilitandoa negociao de propostas edirecionamento de recursos paradiferentes prioridades.