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  • CONFORTO AMBIENTAL: CLIMA

    Universidade Ibirapuera Arquitetura e Urbanismo

    Prof M Claudete Gebara J. Callegaroclaudete.callegaro@ibirapuera.edu.br

    Aula 1Noes de Clima

    11.02.2015

    mailto:claucallegaro@gmail.com

  • RELEMBRANDO ALGUMAS NOES VISTAS EM ERGONOMIA E INSOLAO:

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • ABRANGNCIA DA REA DE CONFORTO AMBIENTAL

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • [...] o homem o nico mamfero que no possui um ambiente especfico para sua

    espcie, estruturado pela organizao de seus prprios instintos. (RHEINGANTZ, 2001).

    A cultura dos povos praticamente toda construda em funo da adaptao do meio ao

    homem, e vice-versa,e o clima um dos aspectos principais a

    considerar.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Igloo_outside.jpg 19/02/2013

    http://www.ampersandtravel.com/destinations/itineraries/cultural-

    gems-of-indonesia-lombok,-bali-java/

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • As variaes climticas so percebidas h milhares de anos.Desde a pr-histria, j se tinha uma noo das estaes do ano,

    dos ventos auspiciosos, de como se prevenir quanto s secas,

    de como aproveitar o regime das guas.

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • PRINCIPAIS FATORES CLIMTICOS:

    temperatura do arpresso atmosfricaumidade do armovimentao do arradiao solar

    eletricidade atmosfricaionizaoatividade solar

    difcil medio e interpretao

    fcil medio

    Fatores controlveis

    pela arquitetura

    A arquitetura busca e cria meios de controle dos fatores climticos, de

    maneira a propiciar o equilbrio entre o meio humano e o meio natural, e

    isso se d em vrias escalas e nveis.

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • abrigorepousodevaneioseguranaprivacidade

    preservao da vida e dos valores

    expresso dos sentimentos ntimos

    luta pela vida e pelos valores

    expresso do arrojo social

    funcionalidadeprodutividadeexcitaoproteo do lucro

    LIBERDADE

    EFICINCIA

    O CONFORTO DO AMBIENTE CONSTRUDO VISA PROPICIAR:

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • inverno, vero

    seca, chuva

    dias teis, feriados

    aglomerao, isolamento

    abrigo, calor brisa, sombra

    umidade

    agilidade

    drenagem

    calmaria

    distncia aconchego

    ADAPTAO EQUILBRIO

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • Em decorrncia dessa interao entre ambiente interior e

    exterior, fsico e psquico, o conceito de conforto vem se

    ampliando segundo uma viso holstica.

    Segundo os preceitos da arquitetura bioclimtica,

    visa-se, ainda,

    a menor troca de energia possvel entre esses meios,

    desde que suficiente para nos

    precavermos de dor ou medo

    e suportarmos confortavelmente o inevitvel.

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • proteo (refgio - paredes)

    sade coletiva

    ncleo familiar privacidade

    economia

    ateno(perspectiva - janelas)

    imagem social

    Interior da Casa:PROTEO PARA

    A LIBERDADE

    Exterior da Casa:EFICINCIA PARA SOBREVIVNCIA

    tero

    EQUILBRIO

    SISTMICO

    VISO HOLSTICA

    individualidade

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • Viso tradicional (funcionalista):

    bem-estar material, comodidade

    dimenso humana:aspectos higro-trmicos

    visuais, acsticos,

    de qualidade do ar

    Viso holstica (sistmica):O edifcio faz parte do contexto urbano. influenciado por este e, por sua vez,

    interfere no conjunto da cidade e seu entorno.

    dimenso humana:eliminao da dor e do medo,conforto fsico e psicolgico,percepo, emoo, esttica

    tato, calor, som, odor,luz, forma, prazer

    dimenso social:facilitao das relaes

    reduo das tenses

    dimenso ambiental:equilbrio energtico

    EVOLUO DA PERCEPO DE CONFORTO

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • CONDICIONANTES

    DO CLIMA

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • A radiao solar a causa de todos os fenmenos

    climticos e tem efeito substancial sobre a vida humana.

    Esses condicionantes interagem em escalas diferentes:

    Macroclima: insolao, nebulosidade, temperatura, ventos, umidade, precipitao;

    Mesoclima: vegetao, topografia, tipo de solo, obstculos naturais e artificiais;

    Microclima: mesmos elementos anteriores, mas em escala tal que o arquiteto consegue interferir.

    Os principais condicionantes do clima so:

    Movimentos da Terra: rotao e translao;

    Posicionamento relativo das reas terrestres em relao ao Sol: latitude, altitude;

    Caractersticas da crosta terrestre: condutibilidade trmica, albedo, relevo, umidade, INCLUSIVE OCUPAO HUMANA.

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • movimentos aparentes do Sol (dias e noites, estaes do ano)

    latitude: Equador = 0 |Polo Norte = 90 | Polo Sul = - 90 ou 90S |So Paulo = 23,5S

    longitude: Observatrio de Greenwich (Inglaterra) = 0 | So Paulo = 46W (west = oeste)

    Imagem emprestada de http://santa_isabel.tripod.com/tecnica/orientacao/latitude_longitude.html

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • A latitude define o ngulo de incidncia dos raios solares e o tempo de

    exposio do lugar s radiaes.

    movimentos aparentes do Sol

    latitude

    Longitude (no interfere no clima)

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 18 fev 2015

  • isotrmicas do globo

    distribuio de continentes e oceanos

    FROTA e SCHIFFER, 1997, p. 58-59

    Isotermas sobre os oceanos no variam tanto quanto sobre os continentes.

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 18 fev 2015

    A gua em estado lquido demora 2 vezes mais tempo para

    transferir calor do que o solo.

    Portanto, as regies midas apresentam menor variao de

    temperatura ao longo do dia e ao longo do ano.

    A condutibilidade trmica a propriedade que os corpos tm de serem bons ou maus condutores

    de calor.

  • UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 18 fev 2015

    RELEMBRANDO CONCEITOS:Calor especfico

    Veja mais em

  • UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 18 fev 2015

    substncia calor especfico (cal/g0C)

    gua 1,0lcool 0,6alumnio 0,22 ar 0,24carbono 0,12chumbo 0,031cobre 0,091ferro 0,11gelo 0,5hlio 1,25hidrognio 3,4lato 0,092madeira 0,42mercrio 0,033nitrognio 0,25ouro 0,032oxignio 0,22prata 0,056rochas 0,21vidro 0,16

    A condutibilidade trmica tem relao com o calor

    especfico dos elementos que compem o corpo.

    http://fep.if.usp.br/~profis/experimentando/diurno/downloads/Tabela%20de%20Calor%20Especifico%20de%20Varias%20Substancias.pdf

    Tabela de calor especfico de vrios elementos

  • O movimento de rotao da Terra desvia esses ventos (Fora de Coriolis), tornando mais complexo o

    comportamento climtico.

    FROTA e SCHIFFER, 1997:64

    ventos

    presso atmosfrica

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 18 fev 2015

    A diferena de temperatura entre polos e Equador provoca a circulao do ar entre essas latitudes, decorrendo em

    variao de presso atmosfrica entre zonas quentes e frias.

  • ventos

    presso atmosfrica

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:VentosBrasil.png

    Intervenes sobre imagem obtida em http://fisica.ufpr.br/grimm/aposmeteo/cap8/cap8-2.html

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • FROTA e SCHIFFER, 1997:64

    ventos

    presso atmosfrica

    Frio molculas prximas maior pressoQuente molculas distantes menor presso

    Presso mdia ao nvel do mar em Junho-Julho-Agosto (em cima) e em Dezembro-Janeiro-Fevereiro (em baixo). http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mslp-jja-djf.png

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 18 fev 2015

    Presso atmosfrica a ao exercida pela massa de ar sobre as superfcies.

  • brisas terra-mar

    Imagens encontradas na internet, sem identificao de autoria

    A diferena de calor especfico entre terra e gua provoca

    conveco do ar e brisas terra-mar.

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • ventos

    brisas terra-mar

    CONFORME O CLIMA, O VENTO PODE, OU NO,

    SER DESEJVEL.LENGEN, 2009, p.101

    UNIB Arquitetura e Urbanismo CACL - Prof M Claudete Gebara J. Callegaro 11 fev 2015

  • altitude: nvel do mar = 0 metro | Largo So Bento = 740m | Pico do Jaragu = 1.135 m

    Intervenes sobre imagem obtida em http://novamente_geografando.blogs.sapo.pt/179027.html

    Curvas de nvel so representaes de ALTITUDES em relao ao nvel do mar.

    Mont Blanc Alpes entre Frana e Itlia altitude 4.810m. http://jackpsblog.blogspot.com.br

    Martigny Sua. Neve a partir de 750m. Arquivo pessoal, jan2014.

    A altitude importante para a

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