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Engineering

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  • TECNOLOGIA DA CONSTRUO IIINSTALAES HIDRULICAS

    Prof. Carolina DOliveira, Esp.

    Eng. Civil

    CEULP/ULBRA CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

  • Normas Tcnicas ABNT

    NBR-05626. Instalaes Prediais de gua Fria. Procedimento.

    NBR-07198. Projeto e Execuo de Instalaes Prediais de gua Quente. Procedimento.

    NBR-7229. Construo e Instalao de Fossas Spticas e Disposio dos Efluentes Finais. Procedimento.

    NBR-08160. Instalaes Prediais de Esgotos Sanitrios. Procedimento.

    NBR-10844. Instalaes Prediais de guas Pluviais.

    NBR-13531. Elaborao de Projetos de Edificaes. Atividades Tcnicas. Procedimento.

    NBR-13532. Elaborao de Projetos de Edificaes Arquitetura. Procedimento.

    NB-00024. Instalaes Hidrulicas Prediais Contra Incndio Sob Comando. Especificao.

    NB-00891. Execuo de Redes Prediais de Gases Combustveis para Uso Domstico. Procedimento.

    NB-00953. Uso de Centrais de GLP. Procedimento.

    NB-00966. Sistema de Combate a Incndio por Espuma. Procedimento.

  • Introduo

    A instalao predial de esgotos tem a finalidade de encaminhar guas servidas, para fins higinicos, a lugares adequados, afastando-as da edificao. Para tanto, faz uso de aparelhos sanitrios, tubulaes e outros dispositivos, que devem realizar este trabalho de forma eficaz.

  • Consideraes

    rpido escoamento dos esgotos,

    fceis desobstrues,

    evitar vazamento e escapamentos,

    impedir a poluio da gua potvel, (o que se pode conseguir com a correta utilizao e com o dimensionamento apropriado de tubulaes, conexes, assim como os outros componentes do sistema de esgoto).

    passagem de gases e animais para o interior da edificao, (facilmente resolvido com o uso de sifo e fecho hdrico).

  • Etapas do projeto hidrulico

    planejamento,

    dimensionamento,

    desenhos e memorial descritivo.

    A instalao do sistema de esgoto depende do tipo de edificao que o receber.

    A complexidade de um projeto arquitetnico pode interferir nas definies do projeto de hidrulica, assim como o contrrio tambm ocorre.

  • Edificaes Especficas Escolas - localizar os componentes do sistema fora da rea de uso para facilitar inspeo e manuteno. Utilizar solues padronizadas para diminuir os custos.

    Hospitais - afastar as caixas do sistema da rea de uso do ambiente tambm para facilitar a manuteno e inspeo e garantir as condies de assepsia.

    Estdios e Sanitrios pblicos - Embutir tubulaes para evitar vandalismos.

    Conjuntos Habitacionais - adotar solues padronizadas tambm com o motivo de reduo de custos.

  • Outro grave condicionante arquitetnico gerado pela instalao de esgoto sanitrio e nas instalaes hidrulicas em geral o rudo nas tubulaes, causados por defeitos na tubulao ou mesmo pelo seu funcionamento normal, que so inevitveis.

    Por isso, o projeto arquitetnico deve pensar maneiras de solucionar este problema.

    O que pode ser feito com a distribuio correta dos cmodos, utilizao de materiais resistentes nas paredes onde h tubulaes embutidas, etc.

  • O destino do esgoto sanitrio, deveria ser um sistema pblico, onde a gua poluda seria tratada, evitando danos natureza.

    Mas, como isso nem sempre acontece, algumas solues so adotadas, para se evitar a exposio de esgoto a cu aberto.

    A soluo mais conhecida a fossa sptica.

    Esta fossa um recipiente onde o lquido proveniente do esgoto sofre decantao, com a retirada desta parte slida que se acomoda no fundo da fossa, a parte lquida desse esgoto, que menos poluente, facilmente filtrada pelo solo.

  • Partes da instalao de esgoto

  • Instalao primria de esgoto Conjunto de tubulaes e dispositivos que tm acesso os gases provenientes do coletor pblico ou da fossa.

    Coletor predial tubulao entre a ltima insero de subcoletor, ramal de esgoto ou de descarga e o coletor pblico ou fossa.

    Subcoletor tubulao que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda ou ramais de esgoto.

    Caixas de inspeo destinada a permitir a inspeo, limpeza e desobstruo das tubulaes.

    Tubo de queda tubulao vertical, existente nos prdios de dois ou mais andares, que recebe os efluentes dos ramais de esgoto e dos ramais de descarga.

  • Instalao primria de esgoto Ramal de descarga tubulao que recebe diretamente efluentes de aparelhos sanitrios.

    Ramal de esgoto tubulao que recebe efluentes de ramais de descarga.

    Tubos ventiladores so tubos destinados a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para o interior da instalao de esgoto e vice-versa, com a finalidade de proteg-la contra possveis rupturas dos fechos hdricos dos conectores (caixas sifonadas, vasos sanitrios), e devendo ultrapassar o telhado em no mnimo 30 cm.

    Desconectores dispositivo provido de fecho hdrico destinado a vedar a passagem dos gases ao ambiente. Compreendem os ralos sifonados, os sifes, as caixas sifonadas e as caixas retentoras, os quais separam os esgotos primrios dos esgotos secundrios.

  • Instalao secundria de esgoto

    Conjunto de tubulaes e dispositivos onde no tm acesso gases provenientes do coletor pblico ou da fossa.

    So os ramais dos aparelhos ou conjuntos de aparelhos, com exceo de vasos sanitrios e mictrios.

    Tambm fazem parte desta instalao os tubos de esgotamento de pias de cozinha (tubos de gordura), de tanques e de mquinas de lavar roupa.

  • Sifo Sifo o aparelho separador destinado a impedir a passagem dos gases do interior das tubulaes para o ambiente sanitrio.

    Este impedimento possvel quando o sifo dotado de fecho hdrico, que consiste na camada lquida que veda a passagem dos gases.

  • Sifo Alguns fenmenos podem afetar o bom funcionamento do fecho hdrico dos sifes. Estes fenmenos so:

    Sifonagem conjunto de fenmenos que determinam a reduo total ou parcial da coluna dgua em um sifo;

    Evaporao funo do perodo de uso dos aparelhos sanitrios; da velocidade de evaporao da gua; e das caractersticas do local e da rea de exposio.

    Presso positiva ao de descargas simples ou combinadas que geram presso positiva nos fechos hdricos ligados a trechos de tubulao prximos a mudanas de direo do tubo de queda.

  • Sifo Auto sifonagem reduo do fecho hdrico pelo escoamento do aparelho sanitrio atravs do sifo.

  • Sifo

    Sifonagem induzida ao de descargas simples ou combinadas nos fechos hdricos dos aparelhos no utilizados durante estas descargas.

  • Ventilao sanitria

    As instalaes de esgoto devem ser apropriadamente ventiladas, a fim de que os gases emanados dos coletores sejam encaminhados convenientemente para a atmosfera, acima das coberturas, sem a menor possibilidade de entrarem no ambiente interno dos edifcios, e tambm para evitar a ruptura do fecho hdrico dos desconectores, por aspirao ou compresso.

  • Ventilao sanitria O sistema de ventilao formado pelos seguintes elementos:

    Coluna de ventilao (CV): a coluna vertical destinada a ventilao dos desconectores situados em pavimentos superpostos. A extremidade superior aberta atmosfera, ou ligados ao tubo ventilador primrio ou ao barrilete de ventilao.

    Ramal de ventilao (RV): o tubo ventilador interligando o desconector ou ramal de descarga ou de esgoto de um ou mais aparelhos sanitrios a uma coluna de ventilao ou a um ventilador primrio.

  • Ventilao sanitria

    Tubo ventilador primrio (VP): o tubo ventilador em prolongamento do tubo de queda acima do ramal mais alto a ele ligado, tendo uma extremidade aberta situada acima da cobertura do prdio.

    Tubo ventilador (TV): a tubulao ascendente destinada a permitir o acesso de ar atmosfrico ao interior das canalizaes de esgotos e a sada dos gases dessas canalizaes, bem como impedir a ruptura do fecho hdrico dos desconectores.

  • Ventilao sanitria

    Tubo ventilador secundrio (VSe): o tubo ventilador tendo a extremidade superior ligada a um tubo ventilador primrio, a uma coluna de ventilao ou a outro tubo ventilador secundrio.

    Tubo ventilador individual (VI): o tubo ventilador secundrio ligado ao desconector ou ao ramal de descarga de um aparelho sanitrio.

  • Ventilao sanitria

    A ventilao da instalao predial de esgotos primrios feita, de modo geral, da seguinte maneira:

    Em prdios de um s pavimento, por, pelo menos, um tubo ventilador primrio de 100mm ligado diretamente caixa de inspeo, ou junto com o coletor predial, subcoletor ou ramal de descarga de um vaso sanitrio prolongado acima da cobertura do prdio; se o prdio for residencial e tiver, no mximo, trs vasos, o tubo ventilador pode ter dimetro de 75 mm;

  • Ventilao sanitria

    Em prdios de dois ou mais pavimentos, os tubos de queda sero prolongados at acima da cobertura, sendo que todos os desconectores (vasos sanitrios sifonados, sifes, ralos e caixas sifonadas) sero providos de ventiladores individuais ligados coluna de ventilao

  • Ventilao sanitria

    Ventilao em circuito (VC) adotada quando os vasos sanitrios, instalados em srie ou bateria, so do tipo auto-sifonado, devendo-se ligar a coluna de ventilao ao ramal de esgoto na regio entre o ltimo e penltimo VS.

  • Ventilao sanitria

    O tubo ventilador primrio e a coluna de ventilao devero ser instalados verticalmente e, sempre que possvel, em um nico alinhamento (reto).

    O trecho que fica acima da cobertura do edifcio dever medir, no mnimo: 30 cm no caso de telhado ou simples laje de cobertura; 2,0 m nos casos de lajes utilizadas para outros fins, alm de cobertura.

    A extremidade aberta de um tubo ventilador situado a menos de 4,0 m de distncia de qualquer janela, mezanino ou porta, dever elevar-se pelo menos 1,0 m acima da respectiva verga.

  • Ventilao sa