aula 1 a 16 c processo civil iv

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Casos concretos Processo Civil

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CASO DO ANO DE 2014

Semana 1 TUTELA CAUTELARCaso 1

1a questo. Um determinado inventrio j se "arrasta" por longos 70 anos e, durante o seu processamento recente, foi efetivada uma medida cautelar incidental de apreenso de valores com vistas a garantir a efetividade de futura execuo. A parte que suportou a apreenso dos valores peticionou ao juzo para requerer, na forma do art. 805 do Cdigo de Processo Civil, a substituio da medida cautelar por cauo real consistente em bens imveis, estes suficientes garantia de eventual execuo.

Indaga-se:

a) Como dever decidir o magistrado? JustifiqueR. Dever aceitar o requerimento da parte, visando a prestao de cauo ou outra garantia menos gravosa para o devedor.

b) Quais so os requisitos para a correta aplicao do art. 805 do Cdigo de Processo Civil? Justifique. R.Sempre que for adequada e suficiente para evitar leso ou repar-la integralmente, nos termos da lei.

2 Questo. Sobre a ao cautelar correto afirmar:

a) Tem a finalidade de interromper a decadncia

b) Tem o escopo de satisfazer o direito material, se presente o periculum in mora;

c) Tem o desiderato de satisfazer direito j declarado

d) Tem o objetivo de garantir a efetividade do resultado final do processo de conhecimento ou do processo executivo.

SEMANA 2 PROCEDIMENTO CAUTELAR1a Questo. Foi deflagrado um processo cautelar e, posteriormente, foi proposta a demanda principal. Ambos os processos foram, ao final, julgados simultaneamente, por sentena nica, que conteve dois captulos. Em razo do julgamento de improcedncia de todos os pedidos formulados, o demandante interps o recurso de apelao. O juiz, porm, recebeu este recurso em ambos os efeitos: devolutivo e suspensivo.

Indaga-se:

Foi correta a deciso? Justifique. R. primeiro ponto, foram duas sentenas, deveria ser duas apelaes esse o primeiro erro o segundo erro o processo de conhecimento comporta sentena no duplo efeito, o processo cautelar a apelao s tem efeito devolutivo, art.520, IV, CPC.

2 Questo. Acerca do processo cautelar, assinale a opo correta de acordo com a legislao processual civil.

a) Para a concesso de medida cautelar, no se exige prova inequvoca do direito invocado

b) A medida cautelar no faz coisa julgada material, exceto quando o juiz acolher alegao de decadncia ou de prescrio do direito do autor

c) Se admite, no procedimento cautelar, o oferecimento de reconveno

d) No procedimento cautelar, exige-se a cognio exauriente do alegado.

Semana 3 SEQUESTRO ARRESTRO, BUSCA E APREENSAO1) Jurandir promove ao de conhecimento de obrigao de entregar coisa certa. Citado, o ru oferece defesa e o feito correu regularmente. A deciso julgou procedente o pedido do autor e transitou em julgado. O juiz determinou expedio de mandado de busca e apreenso da coisa mvel, objeto da demanda. O bem no foi localizado, dando-se o descumprimento da obrigao. O juiz, de ofcio, determina o seqestro de verbas ante o descumprimento imotivado de deciso judicial, no firme intuito de propiciar a efetivao da prestao jurisdicional.

Indaga-se:

Agiu corretamente o juiz? Justifique Determina o artigo 797 do CPC que s em sacos excepcionais, expressamente autorizados por lei, determinar o juiz medidas cautelares sem audincia das partes. Deste modo, tal artigo abre a possibilidade do juiz determinar medida cautelar mesmo que no tenha sido requerida, portanto ex officio, sendo mister ressaltar que tal concesso no admitida se for antecedente, j que isso violaria a regra de inrcia da jurisdio, preconizada no art. 2 do CPC.

Outro requisito para a admissibilidade da determinao da medida cautelar pelo juiz que tal concesso recepcionada independente da natureza do direito substancial, no fazendo diferena ser este disponvel ou indisponvel, posto que cabe ao Estado-juiz a prtica de todos os atos necessrios para a prestao da tutela jurisdicional adequada a efetivao da proteo uma vez provocada a sua atuao jurisdicional.

Conclui-se assim que pelo juiz ter preenchido os requisitos para que o mesmo tenha a possibilidade de agir de ofcio, o mesmo agiu corretamente, porque fora motivado pelo animus de efetivar e fazer o que tiver ao seu alcance para a boa efetivao para a prestao da tutela jurisdicional.

2a questo. Assinale a alternativa correta a respeito do arresto:

a) tem aplicao ao arresto as disposies referentes penhora, em conta que verdadeiro ato de pr-penhora. CERTAb) no h possibilidade nenhuma de suspender a execuo do arresto.

c) o arresto no cessa havendo novao.

d) o arresto no cessa havendo transao.

Semana 4 CAUO E EXIBIO1a questo. Joo pretende promover ao cautelar de sustao de protesto, que se encontra no Oficial do Protesto com prazo para oferecer o contra-protesto ou efetuar o pagamento exigido. Como no foi o emitente da nota promissria, objeto do apontamento, pretende tomar medida judicial urgente. Consultou um advogado que sugeriu que promove imediatamente a cauo idnea, para alcanar mais rapidamente a liminar de sustao do protesto.

Indaga-se:A sugesto do advogado juridicamente uma medida judicial correta? Explique. Sim, uma vez que no caso en analise prestada essa cauo idnea ( um valor que recolhido em conta judicial e serve para garantir possveis danos causados por voc a outra parte no processo (civil).), ser lcito ao magistrado deferir a liminar para sustao do processo.

2a questo. Assinale a alternativa correta a respeito da cautelar de exibio

a) tem lugar, como procedimento preparatrio;

b) pode a demanda envolver coisa mvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou tenha interesse em conhecer

c) pode envolver a demanda documento prprio ou comum das partes.

d) no cabe a aplicao de multa cominatria.SEMANA 5 EXECUO, TEORIOA GERAL, PRINCINPIO E ESPECIECaso Concreto

David credor de R$ 40.000,00 (quarentamil reais) de Igor, dvida esta representada por uma nota promissria no quitada no vencimento. Ele o procura com o intuito de reaver a quantia devida, mais os acrscimos legais. Indaga-se: voc, na condio de advogado, dever propor que medida visando a satisfao do direito de crdito deLoureno? Fundamente a resposta.resposta: neste caso, por tratar-se a nota promissria de ttulo executivo extrajudicial, desnecessria a propositura de ao de conhecimento para reconhecimento do direito. o direito j est materializado no prprio ttulo. destarte, dever ser proposta a execuo autnoma, disciplinada no livro ii do cpc, a partir dos artigos 566 e seguintes.

- Como se trata de um ttulo executivo extrajudicial previsto no artigo 585, I do CPC, nota promissria, desnecessria a propositura de uma ao de conhecimento podendo ser proposta a execuo, conforme artigo 580 do CPC, haja vista o direito j est configurado no prprio ttulo questionado.

Questo ObjetivaAssinale a alternativa correta a respeito da execuo:

a) nas execues, tem plena aplicao o princpio in dbio pro reo;b) nas execues, tem plena aplicao o princpio do menor sacrifcio ao devedor;c) nas execues, tem plena aplicao o princpio da anterioridade;d) nenhuma das alternativas correta.JURISPRUDNCIA(TJDF)

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUO FISCAL. PENHORA. INDEFERIMENTO. PRINCPIO DO MENOR SACRIFCIO. RAZOABILIDADE.1.MALGRADO O ENTENDIMENTO DE QUE A EXECUO DEVE SER FEITA NO INTERESSE DO CREDOR, NO SE PODE, APENAS EM NOME DA EFETIVIDADE DA EXECUO, IGNORAR O PRECEITO INSCULPIDO NOARTIGO 620 DO CDIGO DE PROCESSO CIVIL, SEGUNDO O QUAL A EXECUO DEVE SER FEITA DA FORMA MENOS GRAVOSA AO DEVEDOR.620CDIGO DE PROCESSO CIVIL2.SE O BEM INDICADO PENHORA TEM VALOR INFINITAMENTE SUPERIOR AO DBITO EXEQENDO, NO SE MOSTRA RAZOVEL A PRTICA DE ATOS DE EXCUSSO PARA A SATISFAO DO INTERESSE MNIMO DO CREDOR, EM FLAGRANTE AFRONTA AO PRINCPIO DO MENOR SACRIFCIO.3. RECURSO DESPROVIDO. (177763220098070000 DF 0017776-32.2009.807.0000, Relator: MARIO-ZAM BELMIRO, Data de Julgamento: 23/06/2010, 3 Turma Cvel, Data de Publicao: 06/07/2010, DJ-e Pg. 96)

SEMANA 6 FRAUDE A EXECUO/ COMPETENCIA

Fraude a credores, fraude a execuo e fraude a alienao de bem penhorado.Caso Concreto

Raimundo promove execuo em face de James, perante a 1 Vara Cvel da Comarca de Terespolis, que resultou na penhora do nico bem penhorvel de propriedade do executado. Ocorre que, em determinado momento do processo, Marco Antnio ajuza embargos de terceiros (arts. 1.046/1.054, CPC via prpria para buscar o desfazimento de uma penhora), aduzindo que o bem constricto na realidade lhe pertence, pois tinha adquirido-o sem saber da existncia dessa execuo em curso, bem como que no foi realizada nenhuma das averbaes indicadas no art. 659, par.4 e art. 615-A, ambos CPC. A parte contrria, responde aos embargos sob o argumento de que a hiptese de fraude a execuo, pois o bem foi alienado no curso do processo, sendo irrelevante a discusso a respeito da boa-f ou m-f das partes envolvidas.Indaga-se: como deve o magistrado decidir? Na fraude a execuo possvel que o comprador alegue boa-f na aquisio do bem? RESPOSTA: Malgrado a boa-f do terceiro que adquiriu o referido bem sem saber que pendia contra o alienante ao capaz de leva-lo a insolvncia, j que s possua um nico bem penhorvel; tal no capaz de desconstituir a constrio realizada, j que mostra-se evidente, no caso em tela, que houve fraude execuo, na forma prevista no art. 593, inciso II, do CPC. Nesse caso, o Magistrado dever negar provimento aos embargos, mantendo a penhora do referido bem, considerando sua alienao ao terceiro como inexistente. O terceiro pode sim alegar boa-f na aquisio do bem (como o fez), mas somente para fins de ser ressarcido pelo alienante, que procedeu venda do bem para fins de fraudar a execuo. Alm disso, cabe ressaltar que no procede a alegao do embargante, quanto s averbaes e anotaes da penhora, tendo em vist