aula 09 oab xx prodesso civil estrat‰gia

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  • Aula 09

    Direito Processual Civil p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professores: Equipe Gabriel Borges, Gabriel Borges

  • Direito Processual Civil Teoria e Exerccios comentados

    Prof. Gabriel Borges Aula 09

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    DIREITO PROCESSUAL CIVIL P/ OAB

    AULA 09: DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS E DOS MEIOS DE IMPUGNAO DAS

    DECISES JUDICIAIS; DA AO RESCISRIA; DOS RECURSOS; DOS EMBARGOS DE

    DECLARAO; DOS RECURSOS PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E PARA O

    SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIA.

    DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS

    Os seguintes institutos: I) a cronologia dos julgamentos; II) a alterao do

    duplo juzo de admissibilidade so dois pontos de mudana do Novo Cdigo que

    geraram polmica porque tenderiam, respectivamente, 1) a ferir a liberdade de julgar

    do magistrado e 2) imporiam alta carga de anlise de admissibilidade de recursos ao

    STF e ao STJ.

    No por outra razo que essas questes, entre outras, foram objeto de

    alterao do Novo Cdigo, antes mesmo de sua entrada em vigor, por meio da

    publicao da Lei n 13.256/2016.

    SUMRIO PGINA

    1. Captulo X: Dos processos nos tribunais e dos meios de impugnao

    das decises judiciais; Da ao rescisria; Dos recursos. 02

    2. Resumo 79

    3. Questes comentadas 83

    4. Lista das questes apresentadas 93

    5. Gabarito 96

    CAPTULO X: DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS E DOS MEIOS DE IMPUGNAO DAS DECISES JUDICIAIS; DA AO RESCISRIA; DOS RECURSOS; DOS EMBARGOS DE DECLARAO; DOS RECURSOS PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIA.

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    Em linhas gerais, a Lei de 2016 disciplina o processo e o julgamento do

    recurso extraordinrio e do recurso especial; alterando a Lei n 13.105, de 16 de

    maro de 2015 - Novo Cdigo de Processo Civil.

    O art. 12 do CPC/2015 prev que as sentenas ou acrdos sero

    pronunciados em ordem cronolgica. Por esse instrumento visa-se a alcanar a

    isonomia processual, de modo a evitar que haja favorecimento de alguma natureza a

    uma ou outra parte sujeita tutela jurisdicional. Essa conduta leva inquestionvel

    coerncia com o princpio da impessoalidade.

    O 1 do art. 12, ao dispor que a lista de processos aptos a julgamento

    dever estar permanentemente disposio para consulta pblica em cartrio e na

    rede mundial de computadores atende a outro princpio, o da publicidade e, ao

    mesmo tempo, torna o gerenciamento dos processos mais previsvel s partes,

    ampliando o conhecimento sobre o andamento dos processos.

    Contudo, a presso das associaes de magistrados alterou a previso da

    ordem cronolgica dos julgamentos, pois essa exigncia engessaria o trabalho dos

    juzes e levaria ao congelamento de processos que, por serem menos complexos,

    poderiam ser julgados rapidamente, passando frente de questes mais complexas.

    Antes da alterao promovida pela Lei n 13.256/2016, o comando relativo ordem cronolgica no deixava opo aos sujeitos imparciais (juiz e auxiliares), cabia-lhes o seguimento restrito cronologia dos processos. A Lei 13.256/2016 inseriu o adverbio preferencialmente nos artigos 12 e 153 do CPC/2015, abrandando, assim, o comando quanto obedincia da cronologia no julgamento.

    Art. 12. Os juzes e os tribunais atendero, preferencialmente, ordem cronolgica de concluso para proferir sentena ou acrdo. (Redao dada pela Lei n 13.256, de 2016) (Vigncia)

    Art. 153. O escrivo ou o chefe de secretaria atender, preferencialmente, ordem cronolgica de recebimento para publicao e efetivao dos pronunciamentos judiciais. (Redao dada pela Lei n 13.256, de 2016) (Vigncia)

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    A redao completa do artigo 12 vale ser lida.

    Art. 12. Os juzes e os tribunais atendero, preferencialmente, ordem cronolgica de concluso para proferir sentena ou acrdo. (Redao dada pela Lei n 13.256, de 2016) (Vigncia)

    1o A lista de processos aptos a julgamento dever estar permanentemente disposio para consulta pblica em cartrio e na rede mundial de computadores.

    2o Esto excludos da regra do caput: I - as sentenas proferidas em audincia, homologatrias de acordo ou

    de improcedncia liminar do pedido; II - o julgamento de processos em bloco para aplicao de tese jurdica

    firmada em julgamento de casos repetitivos; III - o julgamento de recursos repetitivos ou de incidente de resoluo

    de demandas repetitivas; IV - as decises proferidas com base nos arts. 485 e 932; V - o julgamento de embargos de declarao; VI - o julgamento de agravo interno; VII - as preferncias legais e as metas estabelecidas pelo Conselho

    Nacional de Justia; VIII - os processos criminais, nos rgos jurisdicionais que tenham

    competncia penal; IX - a causa que exija urgncia no julgamento, assim reconhecida por

    deciso fundamentada. 3o Aps elaborao de lista prpria, respeitar-se- a ordem cronolgica

    das concluses entre as preferncias legais. 4o Aps a incluso do processo na lista de que trata o 1o, o requerimento

    formulado pela parte no altera a ordem cronolgica para a deciso, exceto quando implicar a reabertura da instruo ou a converso do julgamento em diligncia.

    5o Decidido o requerimento previsto no 4o, o processo retornar

    mesma posio em que anteriormente se encontrava na lista.

    6o Ocupar o primeiro lugar na lista prevista no 1o ou, conforme o

    caso, no 3o, o processo que:

    I - tiver sua sentena ou acrdo anulado, salvo quando houver

    necessidade de realizao de diligncia ou de complementao da instruo;

    II - se enquadrar na hiptese do art. 1.040, inciso II.

    Feita a leitura do artigo 12, passemos, agora, a uma breve anlise do

    sistema inserido no CPC/2015, para a admissibilidade dos recursos especial e

    extraordinrio.

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    De acordo com a sistemtica do CPC de 1973, o recurso especial e o

    recurso extraordinrio se subordinavam ao duplo juzo de admissibilidade, assim,

    os recursos passavam por dois momentos: no juzo a quo (de origem), quando o

    Presidente do Tribunal admitia ou no o recurso; e no juzo ad quem (de destino),

    quando, em julgamento do Tribunal Superior ou Supremo, verificava-se,

    preliminarmente, o cabimento do recuso.

    O CPC/2015 tentou extinguir a competncia do Presidente ou Vice-

    Presidente do respectivo Tribunal (juzo a quo) para o juzo de admissibilidade

    do recurso extraordinrio e/ou recurso especial. Todavia, a Lei 13.256/2016

    restaurou o duplo juzo de admissibilidade para esses recursos. A redao do

    artigo 1.030 foi alterada e o resultado ficou assim:

    Art. 1.030. Recebida a petio do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido ser intimado para apresentar contrarrazes no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos sero conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que dever: (Redao dada pela Lei n 13.256, de 2016) (Vigncia)

    I negar seguimento: (Includo pela Lei n 13.256, de 2016) (Vigncia) a) a recurso extraordinrio que discuta questo constitucional qual o Supremo

    Tribunal Federal no tenha reconhecido a existncia de repercusso geral ou a recurso extraordinrio interposto contra acrdo que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercusso geral; (Includa pela Lei n 13.256, de 2016) (Vigncia)

    b) a recurso extraordinrio ou a recurso especial interposto contra acrdo que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justia, respectivamente, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos; (Includa pela Lei n 13.256, de 2016) (Vigncia)

    II encaminhar o processo ao rgo julgador para realizao do juzo de retratao, se o acrdo recorrido divergir do entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justia exarado, conforme o caso, nos regimes de repercusso geral ou de recursos repetitivos; (Inclu