aula 07 oab xx processo civil estrat‰gia

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  • Aula 07

    Direito Processual Civil p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professores: Equipe Gabriel Borges, Gabriel Borges

  • Direito Processual Civil Teoria e Exerccios comentados

    Prof. Gabriel Borges Aula 07

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    DIREITO PROCESSUAL CIVIL P/ OAB

    AULA 07: DA FORMAO, DA SUSPENSO E DA EXTINO DO PROCESSO, DA REVELIA, DAS PROVIDNCIAS PRELIMINARES E DO SANEAMENTO, DO JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO.

    SUMRIO PGINA

    1. Captulo VIII:

    Da formao, da suspenso e da extino do processo, da revelia, das providncias preliminares e do saneamento, do julgamento conforme o estado do processo.

    02

    3. Resumo 51

    4. Questes comentadas 53

    5. Lista das questes apresentadas 59

    6. Gabarito 62

    CAPTULO VIII: DA FORMAO, DA SUSPENSO E DA EXTINO DO

    PROCESSO, DA REVELIA, DAS PROVIDNCIAS PRELIMINARES E DO

    SANEAMENTO, DO JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO

    PROCESSO.

    FORMAO

    O processo uma relao jurdica. Estabelece-se com o vnculo

    entre pessoas, decorrente de um fato que provoca mudana na situao e

    rege-se por norma jurdica. Tem como finalidade a formao do litgio que se

    forma mediante a definio e aplicao da vontade da lei pelo juiz. At a

    sentena final, o processo passa por inmeras etapas, em que aos sujeitos do

    processo so atribudos deveres e obrigaes.

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    So sujeitos da relao jurdica processual: autor, ru e Estado-juiz.

    O autor e o ru tm direito tutela jurisdicional enquanto o juiz tem o dever

    de prest-la. Essa relao entre eles se d no processo.

    Teorias que trabalham as caractersticas da relao processual:

    a) Linear: os direitos e deveres so estabelecidos entre os sujeitos da

    lide, e o juiz considerado um estranho.

    b) Triangular: os direitos e deveres so estabelecidos entre as partes,

    e delas com o juiz.

    c) Angular: so sujeitos do processo, o autor, o ru e o juiz, e o rgo

    jurisdicional coloca-se em um plano superior em relao s partes. O vnculo

    entre as partes estabelecido por meio do juiz. Essa a teoria mais aceita

    modernamente.

    JUIZ

    AUTOR RU

    As partes estabelecem vnculos por meio do juiz.

    rgo Jurisdicional

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    Dvidas: Professor, quando a PI protocolada ocorre a propositura da

    ao e a produo de efeitos? D-se a propositura da ao, mas seus efeitos

    s comeam a se produzir depois de citado o ru. Vejamos: na PI (petio

    inicial), o autor dever indicar sua pretenso, os demandados, os limites do

    conflito (subjetivos e objetivos) e os fundamentos de fato e de direito.

    Considera-se proposta a ao quando a petio inicial for protocolada, todavia,

    a propositura da ao s produz quanto ao ru os efeitos depois que for

    validamente citado.

    Gabarito: Certo

    a) Uma vez proposta a ao, professor, o processo sempre vivel? No.

    A PI ser analisada pelo juiz que verificar se esta contm as

    condies/pressupostos necessrios para ser recebida.

    b) E se algum vcio for detectado pelo juiz? Se sanvel, o juiz dar ao

    demandante 10 dias para corrigir o erro, se insanvel, ser indeferida.

    Se cumprir com as condies para seu recebimento, o juiz determinar

    que o ru seja citado.

    (MPE PI) No que concerne a formao, suspenso e extino do processo, julgue os itens que se seguem.

    O processo comea pela iniciativa da parte, sendo a petio inicial o ato que deflagra a formao do processo, a qual, em regra, dever ser distribuda em lugares onde houver mais de um juzo. Por outro lado, em lugares onde houver somente um juzo, no haver distribuio.

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    c) E depois professor? A relao processual se completa e a propositura

    da ao comear a produzir efeitos em relao ao ru.

    1. INCIO DO PROCESSO

    O processo civil comea por iniciativa da parte, mas se desenvolve por

    impulso oficial. (Art. 2 do CPC/2015).

    Oportuno entendermos a diferena entre processo dispositivo e

    processo inquisitivo. O primeiro determinado quando o processo tem seu

    destino levado ao arbtrio da parte. O segundo, quando o juiz, de ofcio, exerce

    a prestao jurisdicional. No devemos entend-los como uma contradio,

    mas como institutos que se fundem para melhor aplicao da justia.

    O princpio dispositivo ocorre na instalao processual, em que a parte

    tem o direito de decidir a propositura da tutela jurisdicional; ato privativo da

    parte. Encerrada a fase de instalao do processo, este se desenvolve por

    impulso oficial do juiz. Nessa etapa, a funo pblica (jurisdio) prevalecer

    sobre o interesse particular da parte.

    Percebam que h uma integrao entre atos que sero desenvolvidos

    a partir de provocao da parte e, outros, que o juiz praticar

    independentemente de solicitao.

    Como todos ns sabemos, o princpio do interesse pblico deve, em

    regra, prevalecer sobre o interesse privado (justa soluo do litgio e

    pacificao dos interesses sociais). Esta a principal razo de o Poder

    Judicirio ser conduzido, com primazia, pelo Estado.

    Dvida: Quando um ato determinante para o andamento do processo

    depende de iniciativa do autor, mas ele nada faz? H uma conduta padro do

    juiz para essa situao de inoperncia do autor: 1) aguarda-se que o

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    demandante tome as devidas providncias, 2) se o autor no as realizar, o

    processo ficar paralisado e o julgador determinar que ele seja intimado,

    devendo tomar as providncias em 5 dias [prazo no CPC/1973 era de 48

    horas], 3) se as providncias no forem tomadas, o juiz poder extinguir o

    processo sem julgamento de mrito.

    importante analisarmos a Smula 240 do STJ:

    STJ Smula n 240 - 02/08/2000 - DJ 06.09.2000 - Extino do

    Processo - Abandono da Causa pelo Autor:

    A extino do processo, por abandono da causa pelo autor, depende

    de requerimento do ru.

    Esta smula foi incorporada ao CPC/2015, o 6o do artigo 485 assim

    dispe: oferecida a contestao, a extino do processo por abandono da

    causa pelo autor depende de requerimento do ru.

    Ento, o ru deve requerer a extino do processo por abandono da

    causa pelo autor, no podendo o magistrado promov-la de ofcio. No entanto,

    se o ru no requerer a extino, o processo ficar paralisado por um perodo

    de 1 (um) ano. Depois desse perodo, o juiz poder extingui-lo.

    Art. 485 do CPC/2015: Extingue-se o processo, sem resoluo de

    mrito:

    [...]

    Il - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligncia

    das partes.

    1.1. FORMAO DO PROCESSO

    O processo caracteriza-se pela relao angular e a vinculao dos

    sujeitos acontece em mais de um ato.

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    Primeiro ato: quando o Estado recebe a petio