aula 05 oab xx processo civil estrat‰gia

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  • Aula 05

    Direito Processual Civil p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professores: Equipe Gabriel Borges, Gabriel Borges

  • Direito Processual Civil Teoria e Exerccios comentados

    Prof. Gabriel Borges Aula 05

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    DIREITO PROCESSUAL CIVIL P/ OAB

    AULA 05: MINISTRIO PBLICO. ADVOCACIA PBLICA. DEFENSORIA PBLICA.

    SUMRIO PGINA

    1. Captulo VI: Do Ministrio Pblico. Advocacia Pblica. Defensoria Pblica. 02

    2. Resumo 27

    3. Questes comentadas 28

    4. Lista das questes apresentadas 39

    5. Gabarito 48

    CAPTULO V: MINISTRIO PBLICO. ADVOCACIA PBLICA. DEFENSORIA PBLICA.

    O Ministrio Pblico abrange o Ministrio Pblico da Unio e o Ministrio

    Pblico dos Estados. Sendo que o MPU ramifica-se em quatro: Ministrio Pblico

    Federal, Ministrio Pblico do Trabalho, Ministrio Pblico Militar e o Ministrio

    Pblico do Distrito Federal e Territrios.

    Ministrio Pblico

    Ministrio Pblico dos Estados

    Ministrio Pblico da Unio

    MPF MPT MPM MPDFT

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    1. NOES GERAIS

    O Ministrio Pblico exerce, no Processo Civil, o direito de ao nos casos

    previstos em lei, cabendo-lhe os mesmos poderes e nus que s partes. Ao

    Ministrio Pblico compete intervir nas causas em que h interesses de incapazes;

    nas causas concernentes ao estado da pessoa, ptrio poder, tutela, curatela,

    interdio, casamento, declarao de ausncia e disposies de ltima vontade; nas

    aes que envolvam litgios coletivos pela posse da terra rural e nas demais causas

    em que h interesse pblico evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da

    parte.

    Intervindo como fiscal da ordem jurdica, o Ministrio Pblico tem vista dos

    autos depois das partes, sendo intimado de todos os atos do processo; pode juntar

    documentos e certides, produzir prova em audincia e requerer medidas ou

    diligncias necessrias ao descobrimento da verdade.

    nulo o processo quando o membro do Ministrio Pblico no for intimado a

    acompanhar o feito em que deva intervir (art. 279, CPC). Ademais, o membro do

    Ministrio Pblico ser civil e regressivamente responsvel quando agir com dolo ou

    fraude no exerccio de suas funes.

    Se o processo tiver tramitado sem conhecimento do membro do Ministrio

    Pblico, o juiz invalidar os atos praticados a partir do momento em que ele deveria

    ter sido intimado. Contudo, a nulidade s pode ser decretada aps a intimao do

    Ministrio Pblico, que se manifestar sobre a existncia ou a inexistncia de

    prejuzo.

    O Ministrio Pblico instituio permanente, essencial funo

    jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurdica, do regime

    democrtico e dos interesses sociais e individuais indisponveis (art. 127, CF 1988).

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    Por princpio da inrcia da jurisdio, determina-se que a justia s agir quando provocada. Para defesa dos direitos individuais, o indivduo afetado toma as providncias para provocar a Justia. E quanto defesa dos interesses pblicos, quem deve agir? Nesses casos, o Ministrio Pblico que atuar. A seu cargo fica a responsabilidade pela defesa dos direitos sociais e coletivos e a fiscalizao da lei (custus legis).

    2. PRINCPIOS E GARANTIAS

    Nos termos constitucionais, h trs princpios institucionais que regem o

    Ministrio Pblico: o princpio da unidade, em que o Ministrio Pblico possui carter

    uno, ou seja, um organismo nico que atua de maneira sistmica; o princpio da

    indivisibilidade, o Ministrio Pblico no se divide internamente em seus membros e

    o ltimo princpio o da independncia funcional.

    A Constituio Federal tambm outorgou aos membros do Ministrio Pblico

    algumas garantias:

    a) Autonomia funcional e administrativa;

    b) Estruturao em carreiras;

    c) Ingresso: mediante concurso de provas e ttulos, bacharelado em

    direito, no mnimo, trs anos de atividade jurdica;

    d) Vitaliciedade, aps dois anos de exerccio, s perder o cargo por

    sentena transitada em julgado;

    e) Inamovibilidade; e

    f) Irredutibilidade de vencimentos.

    3. OBJETIVOS

    No Processo Civil, a funo processual do MP jamais ser a de

    representante da parte material. Ele ocupa a posio jurdica de substituto

    processual. Defende direitos alheios, mas em nome prprio. Isso leva concluso

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    de que o MP, atuando como parte principal ou substituto processual, ser parte

    quando estiver em juzo; no sendo, porm, procurador ou mandatrio de terceiros.

    O Ministrio Pblico tem legitimidade, em regra, ativa; contudo, em carter

    eventual, assume a defesa de terceiros, como na interdio. Por sua vez, quando

    atua como fiscal da ordem jurdica, deve somente defender a prevalncia da ordem

    jurdica e do bem comum. Nesse caso, no tem nenhum compromisso com a parte

    ativa nem passiva da relao processual.

    Em suma, no ambiente cvel, a atividade do MP deve ser entendida, quanto

    ao contedo estrutural, sob duas ticas: da natureza de atuao, que pode ser

    extrajudicial ou judicial, e em relao legitimao, em que o Ministrio Pblico se

    manifesta como parte ou como fiscal da ordem jurdica.

    4. ATRIBUIES EXTRAJUDICIAIS

    A partir da Constituio de 1988, o Ministrio Pblico passou a se destacar

    no s como titular da ao penal, mas tambm como guardio da sociedade, em

    especial dos direitos transindividuais coletivos, difusos e individuais homogneos.

    O art. 129 da Constituio Federal enfatiza o papel essencial do Ministrio Pblico

    na tomada de iniciativa para aes, medidas e providncias em benefcio da

    sociedade.

    4.1. FUNES INSTITUCIONAIS DO MINISTRIO PBLICO

    a) Promover, privativamente, a ao penal pblica, na forma da lei;

    b) Zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Pblicos e dos servios de

    relevncia pblica aos direitos assegurados nesta Constituio, promovendo as

    medidas necessrias a sua garantia;

    c) O inqurito civil e a ao civil pblica, para a proteo do patrimnio

    pblico e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;

    d) A ao de inconstitucionalidade ou representao para fins de

    interveno da Unio e dos Estados, nos casos previstos nesta Constituio;

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    e) Defender judicialmente os direitos e interesses das populaes

    indgenas;

    f) Expedir notificaes nos procedimentos administrativos de sua

    competncia, requisitando informaes e documentos para instru-los, na forma da

    lei complementar respectiva;

    g) Exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei

    complementar mencionada no artigo anterior;

    h) Requisitar diligncias investigatrias e a instaurao de inqurito

    policial, indicados os fundamentos jurdicos de suas manifestaes processuais;

    i) Outras funes que lhe forem conferidas, desde que compatveis com

    sua finalidade, sendo-lhe vedada a representao judicial e a consultoria jurdica de

    entidades pblicas.

    As funes do Ministrio Pblico s podem ser exercidas por integrantes da

    carreira, que devero residir na comarca da respectiva lotao, salvo autorizao do

    chefe da instituio. O ingresso na carreira do Ministrio Pblico faz-se mediante

    concurso pblico de provas e ttulos, assegurada a participao da Ordem dos

    Advogados do Brasil em sua r