aula 04 oab xx processo civil estrat‰gia

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  • Aula 04

    Direito Processual Civil p/ XX Exame de Ordem - OAB

    Professores: Equipe Gabriel Borges, Gabriel Borges

  • Direito Processual Civil Teoria e Exerccios comentados

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    DIREITO PROCESSUAL CIVIL P/ OAB

    AULA 04: DO JUIZ. DOS AUXILIARES DA JUSTIA.

    SUMRIO PGINA

    1. Captulo V: Do Juiz. Dos Auxiliares da Justia. 02

    2. Resumo 58

    3. Questes comentadas 61

    4. Lista das questes apresentadas 76

    5. Gabarito 81

    CAPTULO V: DO JUIZ. DOS AUXILIARES DE JUSTIA.

    DO JUIZ.

    Onde houver rgo jurisdicional haver jurisdio, sendo ela limitada pela

    competncia. Desse modo, todos os juzes esto investidos de jurisdio, mas no

    quer isso dizer que todos podero julgar todo tipo de litgio em qualquer lugar. O que

    define o litgio e o lugar em que cada um deles ir atuar a competncia.

    Para saber se o juiz detentor de determinada competncia, deve-se

    analisar a Constituio, as leis processuais e leis de ordem judiciria. A Carta Magna

    determina a estrutura do Poder Judicirio e, de modo geral, distribui as

    competncias matria regulada por legislao ordinria.

    No sistema brasileiro, os rgos judicantes so divididos em singulares e

    coletivos. Nos dois casos, quem exerce o poder jurisdicional, atuando em nome do

    Estado, so os juzes.

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    a) No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justia, esses

    juzes recebem o nome de Ministros;

    b) Nos Tribunais de Justia, de Desembargadores;

    c) Nos Tribunais Regionais Federais, de juzes mesmo, sendo que o

    regimento interno de vrios tribunais regionais federais fala em desembargadores.

    Uso que tem sido fortalecido pela prtica.

    1. ORGANIZAO JUDICIRIA

    O sistema constitucional brasileiro divide os rgos jurisdicionais em: rgo

    federal, com jurisdio nacional, e rgos estaduais, com jurisdio em cada

    Estado.

    Em matria constitucional, so chefiados pelo Supremo Tribunal Federal e

    em se tratando de matria comum, so liderados pelo Superior Tribunal de Justia.

    Tanto o STF como o STJ exercem jurisdio em todo o territrio nacional e tm sede

    na Capital Federal.

    Alm da justia civil, o aparelho federal compreende os rgos da justia

    especial, como justia militar, eleitoral e trabalhista.

    So rgos do Poder Judicirio:

    1 Supremo Tribunal Federal

    2 Conselho Nacional de Justia (rgo administrativo e disciplinar). Importante ressaltar que a Emenda Constitucional n 45/2004 instituiu o Conselho

    Nacional de Justia que no rgo jurisdicional, mas sim, rgo de carter

    administrativo e disciplinar.

    3 Superior Tribunal de Justia

    4 Tribunais Regionais Federais e Juzes Federais

    5 Tribunais e Juzes do Trabalho

    6 Tribunais e Juzes Eleitorais

    7 Tribunais e Juzes Militares

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    8 Tribunais e Juzes dos Estados e do Distrito Federal e Territrios.

    - O Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justia e os

    Tribunais Superiores tm sede na Capital Federal.

    - O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores tm jurisdio em

    todo o territrio nacional.

    Os rgos judicirios so representados em uma cadeia hierrquica que

    tem como pice o STF. Seguindo o STF na escala hierrquica, encontra-se o STJ e

    na base esto os juzes estaduais e federais de 1 grau de jurisdio.

    Assim, a matria de jurisdio civil administrada pelos rgos federais

    Tribunais Regionais Federais e juzes federais e pelos rgos estaduais

    Tribunais e juzes estaduais.

    Em cada aparelho, federal e estadual, os juzes so situados em dois

    planos: 1 grau de jurisdio e 2 grau de jurisdio.

    a) 1 grau de jurisdio: Juzes de direito e federais.

    b) 2 grau de jurisdio: TRF e Tribunais de Justia

    Primeiro grau de jurisdio rgos judicirios civis: singulares ou

    monocrticos; apenas um juiz.

    Graus superiores instncias recursais Juzes: coletivos ou colegiados; tribunais com vrios juzes.

    2. TRIBUNAIS

    Os Tribunais so rgos de competncia recursal que se colocam acima

    dos juzes. Entre eles existe uma hierarquia orgnica e funcional, pois os

    Tribunais exercem o poder de reexame e disciplina. J entre os rgos federais e

    estaduais e o STF e STJ existe somente hierarquia funcional, pois s exercido o

    poder de reexame.

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    Alm disso, so dotados de autonomia administrativa e funcional, podendo

    elaborar suas propostas oramentrias.

    Aos Tribunais compete privativamente:

    a) Eleger seus rgos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com

    observncia das normas de processo e das garantias processuais das partes,

    dispondo sobre a competncia e o funcionamento dos respectivos rgos

    jurisdicionais e administrativos;

    b) Organizar suas secretarias e servios auxiliares e os dos juzos que

    lhes forem vinculados, velando pelo exerccio da atividade correicional respectiva;

    c) Prover os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdio;

    d) Propor a criao de novas varas judicirias;

    e) Prover, por concurso pblico de provas, ou de provas e ttulos, os

    cargos necessrios administrao da Justia, exceto os de confiana assim

    definidos em lei;

    f) Conceder licena, frias e outros afastamentos a seus membros e aos

    juzes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados.

    Ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de

    Justia propor ao Poder Legislativo respectivo compete:

    a) Alterao do nmero de membros dos tribunais inferiores;

    b) Criao e a extino de cargos e a remunerao dos seus servios

    auxiliares e dos juzos que lhes forem vinculados, bem como a fixao do subsdio

    de seus membros e dos juzes, inclusive dos tribunais inferiores, onde houver;

    c) Criao ou extino dos tribunais inferiores;

    d) Alterao da organizao e da diviso judicirias;

    Aos Tribunais de Justia compete julgar os juzes estaduais e do Distrito

    Federal e Territrios, bem como os membros do Ministrio Pblico, nos crimes

    comuns e de responsabilidade, ressalvada a competncia da Justia Eleitoral.

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    3. DUPLO GRAU DE JURISDIO

    Consiste no reexame da deciso da causa, ou seja, a possibilidade de

    reviso da soluo da causa.

    imprescindvel a diferena hierrquica entre os rgos jurisdicionais que,

    respectivamente, profere a primeira deciso e que reexamina para que ocorra o

    duplo grau de jurisdio.

    Vejamos as vantagens e desvantagens em relao ao princpio do duplo

    grau de jurisdio.

    A Vantagens:

    a) O ser humano, no satisfeito com a deciso, poder ter uma segunda

    opinio acerca do caso.

    b) O magistrado est sujeito ao erro, assim necessrio manter um

    mecanismo de reviso das decises.

    c) Evita a arbitrariedade do magistrado.

    d) Deciso proferida por rgo colegiado pressupe melhor qualidade na

    prestao da jurisdio, pois os magistrados so mais experientes.

    B Desvantagens

    a) Prejudica a ideia de jurisdio una, uma vez que se pode obter uma

    deciso contrria primeira proferida.

    b) Afasta o princpio da oralidade, pois o duplo grau de jurisdio, em

    regra, interposto por meio da