AULA 01.2 - Princípios Orçamentários

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  • Aula 02

    Curso: Noes de Administrao Financeira e Oramentria p/ MTE - AgenteAdministrativo - Com videoaulas

    Professor: Srgio Mendes

  • Noes de Administrao Financeira e Oramentria p/ MTE

    Agente Administrativo

    Teoria e Questes Comentadas

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    AULA 2 - Oramento Pblico: Princpios APRESENTAO DO TEMA

    SUMRIO

    APRESENTAO DO TEMA ........................................................................ 1

    1. PRINCPIO DA UNIVERSALIDADE OU GLOBALIZAO .............................. 3

    2. PRINCPIO DA ANUALIDADE OU PERIODICIDADE .................................... 4

    3. PRINCPIO DA UNIDADE E DA TOTALIDADE ............................................ 6

    4. PRINCPIO DO ORAMENTO BRUTO ....................................................... 9

    5. PRINCPIO DA EXCLUSIVIDADE ...........................................................11

    6. PRINCPIO DA QUANTIFICAO DOS CRDITOS ORAMENTRIOS ..........14

    7. PRINCPIO DA ESPECIFICAO (ESPECIALIZAO OU DISCRIMINAO) ..15

    8. PRINCPIO DA PROIBIO DO ESTORNO ...............................................18

    9. PRINCPIO DA PUBLICIDADE ...............................................................19

    10. PRINCPIO DA LEGALIDADE ...............................................................20

    11. PRINCPIO DA PROGRAMAO ...........................................................21

    12. PRINCPIO DO EQUILBRIO ORAMENTRIO ........................................21

    13. PRINCPIO DA NO AFETAO (OU NO VINCULAO) DAS RECEITAS...23

    14. PRINCPIO DA CLAREZA OU DA INTELIGIBILIDADE ..............................25

    MAIS QUESTES DE CONCURSOS ANTERIORES - CESPE ............................26

    MEMENTO II ..........................................................................................47

    LISTA DE QUESTES COMENTADAS NESTA AULA ......................................50

    GABARITO .............................................................................................62

    Ol amigos! Como bom estar aqui! +RMHOHYDQWHLFHGRSHQVDQGRQRTXHWHQKRDID]HUDQWHVTXHRUHOyJLRPDUTXHmeia noite. minha funo escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque est chovendo ou agradecer s guas por lavarem a poluio. Posso ficar triste por no ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanas, evitando o desperdcio. Posso reclamar sobre minha sade ou dar graas por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por no terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tdio com o trabalho domstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepes com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as

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    coisas no saram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomear. O dia est na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo GHSHQGH Vy GH PLP &KDUOHVChaplin) 2KRPHPQmRFRQVHJXHGHVFREULUQRYRVRFHDQRVVHQmRWLYHUDFRUDJHPGHSHUGHUGHYLVWDDFRVWD$QGUp*LGH Na certeza de um belo dia e que outros ainda melhores viro, entusiasmados estudaremos nesta aula os princpios oramentrios, que so premissas, linhas norteadoras a serem observadas na concepo e execuo da lei oramentria. Visam a aumentar a consistncia e estabilidade do sistema oramentrio. Por isso, so as bases nas quais se deve orientar o processo oramentrio e so impositivos no oramento pblico, apesar de no terem carter absoluto por apresentarem excees. Ateno: um assunto importante para a compreenso geral da matria e tambm muito cobrado em concursos!

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    1. PRINCPIO DA UNIVERSALIDADE OU GLOBALIZAO De acordo com o princpio da universalidade, o oramento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos Poderes da Unio, seus fundos, rgos e entidades da Administrao direta e indireta. Assim, o Poder Legislativo pode conhecer, a priori, todas as receitas e despesas do governo. Tal princpio no se aplica ao Plano Plurianual, pois nem todas as receitas e despesas devem integrar o PPA. Est na Lei 4.320/1964: $UW$/HLGR2UoDPHQWRFRQWHUiDGLVFULPLQDomRGDUHFHLWDH despesa de forma a evidenciar a poltica econmica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princpios de unidade, universalidade e anualidade. Art. 3 A Lei de Oramentos compreender todas as receitas, inclusive as de operaes de crdito autorizadas em lei. Art. 4 A Lei de Oramento compreender todas as despesas prprias dos rgos do Governo e da administrao centralizada, ou que, por intermdio GHOHVVHGHYDPUHDOL]DUREVHUYDGRRGLVSRVWRQRDUW O 5 do art. 165 da CF/1988 se refere universalidade, quando o constituinte determina a abrangncia da LOA: $/HL2UoDPHQWiULDDQXDOFRPSUHHQGHUi I o oramento fiscal referente aos Poderes da Unio, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta, inclusive fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico; II o oramento de investimento das empresas em que a Unio, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III o oramento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e rgos a ela vinculados, da administrao direta ou indireta, bem como os IXQGRVHIXQGDo}HVLQVWLWXtGRVHPDQWLGRVSHOR3RGHU3~EOLFR

    Princpio da Universalidade

    A LOA deve conter todas as receitas e despesas referentes aos Poderes da Unio, seus fundos, rgos e entidades da administrao direta e indireta.

    1) (CESPE Analista Tcnico-Administrativo Ministrio da Integrao - 2013) A lei oramentria contm a discriminao da receita e da despesa, evidenciando, assim, a poltica econmico-

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    financeira e o programa de trabalho do governo, respeitando-se os princpios da unidade, da universalidade e da anualidade. A Lei do Oramento conter a discriminao da receita e despesa de forma a evidenciar a poltica econmica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princpios de unidade, universalidade e anualidade (art. 2 da Lei 4320/1964). Resposta: Certa 2) (CESPE Analista Judicirio Judiciria CNJ - 2013) Considerando que Joo seja responsvel pela elaborao da proposta oramentria de um tribunal federal, que ir compor o projeto de lei oramentria anual (LOA) para 2014. Ao inserir na proposta todas as despesas previstas para o exerccio seguinte, Joo atender ao princpio da especificao. Ao inserir na proposta todas as despesas previstas para o exerccio seguinte, Joo atender ao princpio da universalidade, desde que insira tambm todas as receitas. Resposta: Errada 3) (CESPE - Analista de Planejamento, Gesto e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gesto Financeira - INPI 2013) O princpio da universalidade deve ser seguido na parcela do oramento que trata dos Poderes Executivo e Judicirio. No entanto, esse princpio no precisa ser observado no caso das despesas relativas ao Poder Legislativo. De acordo com o princpio da universalidade, o oramento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos Poderes da Unio, seus fundos, rgos e entidades da Administrao direta e indireta. Assim, tal princpio deve ser observado por todos os Poderes. Resposta: Errada 2. PRINCPIO DA ANUALIDADE OU PERIODICIDADE Segundo o princpio da anualidade, o oramento deve ser elaborado e autorizado para um perodo de um ano. Est na Lei 4.320/1964: $UW$/HLGR2Uoamento conter a discriminao da receita e despesa de forma a evidenciar a poltica econmica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princpios de unidade, universalidade e anualidade E tambm na nossa Constituio Federal de 1988: $UW/HLVGHLQLFLDWLYDGR3RGHU([HFXWLYRHVWDEHOHFHUmR I o plano plurianual; II as diretrizes oramentrias;

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    III os oramentos anuais conhecido tambm como princpio da periodicidade, numa abordagem em que o oramento deve ter vigncia limitada a um exerccio financeiro. A ideia, em sua origem, era obrigar o Poder Executivo a solicitar periodicamente ao Congresso permisso para a cobrana de impostos e a aplicao dos recursos pblicos. No Brasil, ele coincide com o ano civil, segundo o art. 34 da Lei 4.320/1964: $UW2H[HUFtFLRILQDQFHLURFRLQFLGLUiFRPRDQRFLYLO Vrios artigos da Constituio remetem anualidade, como o 1 do art. 167: 1HQKXP LQYHVWLPHQWR FXMD H[HFXomR XOWUDSDVVH um exerccio financeiro poder ser iniciado sem prvia incluso no plano plurianual, ou VHPOHLTXHDXWRUL]HDLQFOXVmRVRESHQDGHFULPHGHUHVSRQVDELOLGDGH A Lei 4.320/1964 poderia ser alterada, porm no desconfiguraria o princpio, pois o conceito de anualidade no est relacionado ao ano civil, mas com o exerccio financeiro e o perodo de 12 meses. 2 WHPD &UpGLWRV $GLFLRQDLV p YLVWR HP DXOD HVSHFtILFD TXDQGR SUHYLVWR HPedital. Por agora, temos que saber que a Lei Oramentria Anual poder ser alterada no decorrer de sua execuo por meio de crditos adicionais. Temos trs espcies de Crditos Adicionais: suplementares, especiais e extraordinrios. Os crditos adicionais especiais e extraordinrios autorizados nos ltimos quatro meses do exerccio podem ser reabertos no exerccio seguinte pelos seus saldos, se necessrio, e, neste caso, viger at o trmino desse exerccio financeiro. Por esse motivo, alguns autores consideram que se trata de excees ao princpio da anualidade.

    Mais algumas consideraes sobre o princpio da anualidade: _ Estamos tratando da anualidade oramentria. A anualidade tributria determinava que deveria haver autorizao para a arrecadao de receitas previstas na Lei Oramentria Anual. Assim, as leis tributrias deveriam estar includas na LOA, no se admitindo alteraes tributrias aps os prazos constitucionais do oramento anual. Tal princpio tributrio no foi recepcionado pela atual CF/1988 e foi substitudo pelo princpio tributrio da anterioridade. _ Anualidade princpio oramentrio, porm anterioridade no . O princpio constitucional da anterioridade princpio tributrio e no oramentrio.

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    _ A existncia no ordenamento jurdico de um plano plurianual com durao atual de quatro anos no excepciona o princpio da anualidade, pois tal plano estratgico e no operativo, necessitando da Lei Oramentria Anual para sua operacionalizao.

    4) (CESPE Tcnico Administrativo ANCINE 2012) Consoante o princpio da periodicidade, o exerccio financeiro corresponde ao perodo de tempo ao qual se referem a previso das receitas e a fixao das despesas. O princpio da anualidade conhecido tambm como princpio da periodicidade, numa abordagem em que o oramento deve ter vigncia limitada a um exerccio financeiro. Resposta: Certa 5) (CESPE Analista Administrativo - IBAMA 2013) Considere que um parlamentar tenha apresentado projeto de lei para revogar uma norma vigente, segundo a qual o exerccio financeiro deve coincidir com o ano civil. Nessa situao, correto afirmar que, ainda que esse projeto de lei seja aprovado, o princpio oramentrio da anualidade continuaria em vigor no Brasil. A Lei 4.320/1964 poderia ser alterada, porm no desconfiguraria o princpio, pois o conceito de anualidade no est relacionado ao ano civil, mas com o exerccio financeiro e o perodo de 12 meses. Resposta: Certa

    3. PRINCPIO DA UNIDADE E DA TOTALIDADE Segundo o princpio da unidade, o oramento deve ser uno, isto , deve existir apenas um oramento, e no mais que um para cada ente da Federao em cada exerccio financeiro. Objetiva eliminar a existncia de oramentos paralelos e permite ao Poder Legislativo o controle racional e direto das operaes financeiras de responsabilidade do Executivo. Tambm est consagrado na Lei 4.320/1964: $Ut. 2 A Lei do Oramento conter a discriminao da receita e despesa de forma a evidenciar a poltica econmica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princpios de unidadeXQLYHUVDOLGDGHHDQXDOLGDGH Vale ressaltar que, apesar de ter previso legal desde a Lei 4.320/1964, o princpio da unidade foi efetivamente colocado em prtica somente com a CF/1988. Antes disso, havia diversas peas oramentrias no consolidadas,

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    como o oramento monetrio, o qual sequer passava pela aprovao legislativa.

    Aprofundando no tema, vamos tratar do princpio da totalidade. Alguns autores como Jos Afonso da Silva defendem que o princpio da unidade oramentria, na concepo de oramento-programa, no se preocupa com a unidade documental; ao contrrio, desdenhando-a, postula que tais documentos se subordinem a uma unidade de orientao poltica, numa hierarquizao dos objetivos a serem atingidos e na uniformidade de estrutura do sistema integrado. Tem-se tambm a sntese de Ricardo Lobo Torres, dispondo que o princpio da unidade no significa a existncia de um nico documento, mas a integrao finalstica e a harmonizao entre os diversos oramentos. Desta forma, houve uma remodelao pela doutrina do princpio da unidade, de forma que abrangesse as novas situaes, sendo por muitos denominado de princpio da totalidade, sendo construdo, ento, para possibilitar a coexistncia de mltiplos oramentos que, entretanto, devem sofrer consolidao. A Constituio trouxe um modelo que, em linhas gerais, segue o princpio da totalidade, pois a composio do oramento anual passou a ser a seguinte: oramento fiscal, oramento da seguridade social e oramento de investimentos das estatais. Tal tripartio oramentria apenas de cunho instrumental, no implica dissonncia e, portanto, no viola o princpio em estudo. Concluindo, o princpio da totalidade no necessariamente significa um documento nico, j que o processo de integrao planejamento-oramento tornou o oramento necessariamente multidocumental, em virtude da aprovao, por leis di...

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