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SINDICATO DOS BIBLIOTECRIOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CURSO DE ATUALIZAO

Modulo 2 CLASSIFICAO DECIMAL UNIVERSAL

Prof. Dr. Marcos Luiz Miranda

Apoio: Diretrio Acadmico Mrio Ferreira da Luz - UNIRIO

Rio de Janeiro 2007

SUMRIO 1 2 3 4 5 6 6.1 6.2 6.2.1 6.2.2 PROGRAMA DO CURSO PLANO DO CURSO INTRODUO HISTRICO EDIES ESTRUTURA E NOTAO TABELA PRINCIPAL TABELAS AUXILIARES Auxiliares Especiais Auxiliares Comuns 3 4 5 6 7 8 8 12 13 14 14 16 23 24 24 24 25

6.2.2.1 Auxiliares Comuns Dependentes 6.2.2.2 Auxiliares Comuns Independentes 7 8 9 10 ORDEM DE ARQUIVAMENTO E ORDEM DE CITAO NDICE ATUALIZAO PERSPECTIVAS REFERNCIAS

CURSO DE ATUALIZAO Modulo 2 CLASSIFICAO DECIMAL UNIVERSAL Carga Horria: 16h Dias: 16/06, 23/06, 30/06 e 7/07/2007 Sbados Horrio: 9 s 13h Prof. Dr. Marcos Luiz Miranda Local: Laboratrio de Biblioteconomia (LABBIB) EB/CCH/UNIRIO Endereo: Av. Pasteur, 458 Prdio do CCH Urca Rio de Janeiro RJ 1 PROGRAMA DO CURSO 1.1 EMENTA: A CDU e a Organizao do Conhecimento. Sistemas de Organizao do Conhecimento. Classificao Decimal Universal: origem, evoluo, estrutura e notao, atualizao. Estudo terico-prtico da CDU Edio Padro Internacional em Lngua Portuguesa. 1.2 OBJETIVOS: - reconhecer a CDU como sistema de organizao do conhecimento - conhecer a origem, a evoluo e a estrutura da CDU; - representar a informao utilizando os recursos da CDU; - analisar a CDU como instrumentos de representao/recuperao da informao em ambientes atuais e virtuais. 1.3 CONTEDO PROGRAMTICO: Unidade I: Sistemas de Organizao do Conhecimento. A CDU como instrumento de representao/ recuperao da informao. Unidade II: Classificao Decimal Universal: origem, evoluo e perspectivas. Estrutura, Notao e ndice. Atualizao. Unidade III: Tabelas Principais. Auxiliares Especiais. Unidade IV: Tabelas Auxiliares Comuns Dependentes e Independentes. Unidade V: A CDU e as Tecnologias da Informao. 1.4 METODOLOGIA: - Exposio oral; - Aulas tericas e prticas dialogadas. 1.5 AVALIAO: O aluno ser avaliado durante todo o processo de ensino aprendizagem.

2 PLANO DE AULAS Junho (12 h) 16 (4 h) Apresentao do curso. Leitura do programa e do plano do curso. Explicao das unidades programticas Apresentao da bibliografia CDU: histrico e evoluo. Estrutura da CDU. Tabela Principal e Tabelas Auxiliares. Notao e ndice. Sinais Grficos + Coordenao / Extenso consecutiva : Relao [ ] Colchetes - Subagrupamento : : Dois pontos duplos - Ordenao Exerccios. Correo dos Exerccios. 23(4 h) Auxiliares Especiais: princpios e aplicaes. .01/.09, -1/19, 1/9. .01/.09 -1/-9 Apstrofo: 1/9. Exerccios. Correo dos exerccios. 30 (4 h) Auxiliares comuns dependentes e independentes. Auxiliares comuns dependentes: A/Z Subdiviso alfabtica, * Asterisco, -02 Propriedades, -03 Materiais, -05 Pessoas Exerccios A/Z Subdiviso alfabtica e * Asterisco. Correo dos exerccios. Auxiliares comuns independentes. = Lngua. Lngua e Literatura. (0...) Forma (...) Lugar. (=...) Raa e Nacionalidade. ... Tempo. Exerccios. Correo dos Exerccios. Julho (4 h) 7 (4 h) Ordem de Citao e Ordem de Arquivamento. Exerccios. Correo dos Exerccios.

3 INTRODUO O processo de classificar inerente aos seres humanos desde cedo, em contato com nosso mundo atravs da comparao entre objetos novos ou da experincia com aqueles com que estamos familiarizados, identificando padres e categorizando o que novo em nosso quadro de referncia existente. A nfase no desenvolvimento de SOC pode ser encontrada nos escritos de nossos mais antigos filsofos, muitos dos quais continuam influenciando nossa viso do mundo. Por exemplo, o esforo de Aristteles para categorizar o conhecimento em grupos (como fsica, poltica ou metafsica) est refletido em nosso idioma, nossa educao e nossa cincia. O esquema de classificao original da Biblioteca do Congresso, usado entre 1800 e 1814, estava baseado nos trabalhos filosficos de Francis Bacon que herdou da tradio inglesa, que por sua vez originou a CDD e esta a CDU. Comeando em 1814, a influncia de Thomas Jefferson pode ser vista na coleo da Biblioteca do Congresso. Foi Jefferson quem reclassificou a biblioteca, luz de uma filosofia mais humanista (Lesk, 1997). Lesk afirma que no existe um nico SOC com o qual todos concordem, mas especula que um nico seria vantajoso, porm seria improvvel que tal sistema fosse desenvolvido. A questo cultural pode limitar um sistema de organizao do conhecimento de forma que o que significante para uma cultura pode no ser necessariamente significante para outra (Lesk, 1997). Ento, habitamos um mundo de mltiplas vises, com vrias maneiras para organizar o conhecimento. At mesmo porque toda classificao, toda organizao, pressupe uma escolha, um corte epistemolgico frente a seu objetivo especfico. Apesar dessa diversidade, os SOC possuem as seguintes caractersticas comuns que so crticas em relao ao seu uso para organizao do conhecimento:

impem uma viso particular de mundo sobre uma coleo e sobre os itens que a compe; a mesma entidade pode ser caracterizada de modos diferentes, dependendo do SOC que usado. Os sistemas bibliogrficos de organizao do conhecimento surgiram para serem aplicados ao arranjo de livros nas estantes: No princpio eram sem notaes mas, devido ao crescente volume de livros comearam as ser criados com notao. O mais antigo sistema de organizao do conhecimento bibliogrfico sem notao que se tem notcia o de Aldo Manuzzi, elaborado em 1505. E o mais recente o de Quinn & Brown, elaborado em 1894 (Kaula, 1984). Com o passar do tempo houve a necessidade de se criar sistemas de organizao do conhecimento bibliogrficos com notao. Durante o sculo XX algumas bibliotecas adotaram alguns sistemas de organizao do conhecimento bibliogrficos mencionados no quadro abaixo, em alguns casos introduzindo certas modificaes. E outros sistemas de organizao do conhecimento bibliogrficos significativos com notao foram surgindo, como por exemplo, a Colon Classification Ranganathan, em 1933; a Bibliographic Classification Bliss, em 1935 e a Rider International Classification Rider, em 1961. (Kaula, 1984). Aps o desenvolvimento da teoria de Ranganathan outros sistemas de organizao do conhecimento bibliogrficos especializados foram criados para atender s demandas de reas especficas do conhecimento. Com o passar do tempo sete se firmaram e so utilizados at hoje sendo considerados os maiores sistemas de organizao do conhecimento bibliogrficos universais. SOC ANO CLASSIFICACIONISTA

Classificao Decimal de Dewey Classificao Expansiva Classificao da Biblioteca do Congresso Classificao Decimal Universal Classificao de Assunto Colon Classification Classificao Bibliogrfica

1876

Melvil Dewey

1891-1903 Charles Ammi Cutter 1902 1905 1906 1933 1935 Biblioteca do Congresso FID James Duff Brown S. R. Ranganathan H. E. Bliss

Quadro 1: Sistemas Bibliogrficos Universais de Organizao do Conhecimento. Fonte: Kaula (1984). A Classificao Decimal Universal (CDU), criada por Paul Otlet e Henry La Fontaine em 1905, com a finalidade de organizarem o Repertrio Bibliogrfico Universal por assunto, teve como base a 5. ed da CDD. 4 HISTRICO

A primeira edio da CDU foi publicada como Manuel du Rprtoire Bibliographique Universel. A segunda edio foi publicada de 1927-1933, j com o nome de Classification Dcimale Universelle. Essa edio francesa, continuamente atualizada, tornou-se a Edio-Mestra at 1993, quando foi substituda pela Edio Padro Internacional, tambm conhecida como MRF Master Reference File,um arquivo mestre de referncia em CD/ISIS, base para todas as edies mdias (UDC Consortium, 1997). Em 1895 realizou-se em Bruxelas a Conferncia Internacional de Bibliografia. Dessa Conferncia nasceram duas organizaes: o Instituto Internacional de Bibliografia (IIB) e o Repertrio Bibliogrfico Universal (R.B.U.). Os belgas Paul-Marie-Ghislain Otlet (18681944) advogado e Henry-Marie La Fontaine (1854-1943) cientista poltico, foram encarregados de organizar as bases do IIB e do R.B.U. Otlet & La Fontaine com preocupaes em organizar o R.B.U., consultaram, no final do sc. XIX, o classificacionista M. Dewey, para a utilizao de seu esquema de classificao - CDD, 5.ed. - com a finalidade de adotarem a CDD para solucionar o problema da organizao do R.B.U., onde obtiveram autorizao, observando que no poderiam modificar a estrutura do esquema. Ento, decidiu-se adotar a CDD como base, por considerarem a mais adequada para a compilao e organizao de uma bibliografia universal que, abrangendo todos os assuntos, em todas as lnguas e todos os perodos da histria da humanidade, seria bem compreendida por todos. Em 1920 quando era comemorado o 25 aniversrio do IIB, j existiam 12 milhes de fichas. No ano de 1931, o IIB, passou a se chamar Instituto Internacional de Documentao (IID). J em 1937, no Congresso Mundial de Documentao, na Frana, o IID foi reconhecido como autoridade internacional na rea de Documentao e devido a seu carter federativo passou a denominar-se Federao Internacional de Documentao

(FID), atual Federao Internacional de Informao e Documentao (FID), acompanhando o avano da rea. A FID tem como objetivos facilitar e incrementar a pesquisa no mbito da Informao e da Documentao; agrupar pessoas fsicas e jurdicas com interesse pela Informao e Documentao, coordenando esforos; e divulgar a CDU, que continua sendo sua principal atividade. A CDU vem sendo desenvolvida e divulgada pela FID atravs dos anos nas suas mais diferentes edies: desenvolvida, mdia, abreviada, especial. No Brasil, a atuao na CDU data de 1899, poca em que o Dr. Juliano Moreira fazia parte do IIB, como membro representante do nosso pas. J em 1890 , Oswaldo Cruz introduziu a Classificao de Bruxelas (CDU) no Instituto de Manguinhos, atual Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), onde at hoje utilizada. A CDU no Brasil est aos auspcios do Instituto Brasileiro de Informao em Cincia e Tecnologia (IBICT), que em 1955, ento Instituto Brasileiro de Bib