atual legislação ii ni

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Legislao 2

Contedos Programticos1 Direito do Consumidor: Generalidades2 Aplicao do Cdigo do Consumidor ao imvel em Construo3 Direito Administrativo Licitao4 Direito Civil incorporaes imobiliriasDireito do Consumidor: generalidadesEvoluo das relaes de consumo1 - Produo predominantemente artesanal2 - Perodo anterior Revoluo Industrial: produo de bens estava sob o controle das Corporaes de Ofcio com a predominncia ainda da atividade manufatureira.3 - Revoluo Industrial.

Direito do Consumidor: generalidadesEvoluo das relaes de consumo(Continuao)4 - Sociedade da produo em Massa4.1 - Iniciou-se no perodo ps revoluo Industrial4.2 - Aumento excessivo da oferta com a diminuio dos custos da produo.5 Consolidao do Sistema de Produo em Massa5.1 Produo planejada unilateralmente pelo fabricante5.2 Planeja-se 01 item que reproduzido milhares de vezes

Direito do Consumidor: generalidadesEvoluo das relaes de consumo(Continuao)5.3 Planejamento reflete na seara contratual6 Contrato de adeso (art. 54 CDC)Art. 54. Contrato de adeso aquele cujas clusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou servios, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu contedo.7 Modelo legal ultrapassado regulamentou essa nova configurao das relaes de consumo por bastante tempo.Questionamento: E por que o modelo do Cdigo Civil no serve para regulamentar a nova face da relao consumidor e fornecedor?

Direito do Consumidor: generalidadesEvoluo das relaes de consumo(Continuao)Exemplos de diferenas: A oferta eo pacta sunt servanda.8 A Constituio da Repblica de 1988As constituies do ocidente so documentos histricos, polticos e ideolgicos que refletem o pensamento jurdico de uma sociedade. Vide: Princpio da Dignidade da Pessoa humana no ps-guerra.

Direito do Consumidor: generalidadesEvoluo das relaes de consumo(Continuao)8.1 - Supremacia ConstitucionalObs.: Dentre os fundamentos cabe destacar os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.

Art.170.A ordem econmica, fundada na valorizao do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existncia digna, conforme os ditames da justia social, observados os seguintes princpios: III- funo social da propriedade; V- defesa do consumidor; VII- reduo das desigualdades regionais e sociais;

Direito do Consumidor: generalidadesEvoluo das relaes de consumo(Continuao)9 - Cdigo de Defesa do ConsumidorToda a sistemtica do CDC tem sua vigncia, validada pela Constituio de 88

Direito do Consumidor: generalidadesConceito de Fornecedor e de Consumidor

Direito do Consumidor: generalidadesConsumidorO CDC definiu o termo consumidor em seu art. 2:Art. 2 Consumidor toda pessoa fsica ou jurdica que adquire ou utiliza produto ou servio como destinatrio final.O pargrafo nico do art. 2, bem como os arts. 17 e 29, equiparam algumas pessoas consumidores:Pargrafo nico. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indeterminveis, que haja intervindo nas relaes de consumo.Art. 17. Para os efeitos desta Seo(Captulo IV, Seo II), equiparam-se aos consumidores todas as vtimas do evento. (danos causados pela atividade comercial e/ou industrial)Art. 29. Para os fins deste Captulo (V) e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determinveis ou no, expostas s prticas nele previstas. (Oferta, Publicidade, Prticas abusivas, Cobranas de Dvidas, Banco de Dados, Contratos de adeso e Clusulas Abusivas).

Direito do Consumidor: generalidadesConsumidor

tanto quem adquire quanto quem consome.

Direito do Consumidor: generalidadesConsumidorDestinatrio finalPessoa NaturalPessoa Jurdica (at uma grande empresa pode ser).

Obs.: Pessoa jurdica como destinatria de bens de produo.Bens tpicos de consumo e bens que podem ser tanto de consumo quanto de produo: aplica-se o CDCBens tpicos de produo: O CDC no regula essas relaes. Por que? Protecionismo poderia gerar entraves.No est dentro dos princpios e finalidades do CDC: defesa dos vulnerveis

Direito do Consumidor: generalidadesConsumidorColetividade de pessoas: nico do art. 2.

Mesmo que no possam ser identificadas, desde que tenham de alguma maneira participado da relao de consumo.Permite que as chamadas universalidades possam figurar na relao de consumo: Massa falida ou condomnio podem ser consumidores de bens e servios.Direito do Consumidor: generalidadesConsumidorVtimas do Evento (art. 17)

O art. 17 deixa patente a equiparao do consumidor s vtimas do acidente de consumo que, mesmo no tendo sido ainda consumidoras diretas, foram atingidas pelo evento danoso.

Direito do Consumidor: generalidadesConsumidorTodas as pessoas expostas s prticas comerciais.

O art. 29 diz, em suma, que existindo atividade comercial, toda a coletividade j est exposta a ela, ainda que em nenhum momento se possa identificar um nico consumidor real que pretenda insurgir-se contra tal prtica.

Direito do Consumidor: generalidadesFornecedor

Art. 3 Fornecedor toda pessoa fsica ou jurdica, pblica ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produo, montagem, criao, construo, transformao, importao, exportao, distribuio ou comercializao de produtos ou prestao de servios.Conceito sem excluso.Direito do Consumidor: generalidadesFornecedor Atividade tpica e atpica (ou eventual)O comerciante estabelecido regularmente exerce a atividade tpica descrita em seu estatuto.Atividade atpica ou eventual aquela exercida de forma paralela e acessria atividade tpica.Em acontecendo qualquer das duas situaes, o ente que exerce atividade tpica ou atpica considerado fornecedor.

Direito do Consumidor: generalidadesFornecedor ATENO! A simples venda de ativos sem carter de regularidade ou eventualidade no transforma a relao jurdica em relao jurdica de consumo.

Ente despersonalizado: Os compradores de imveis de uma construtora falida, iro se relacionar com a Massa Falida, nos termos do CDC. H possibilidade tambm de continuidade das atividades.Pessoas jurdicas de fato: CamelDireito do Consumidor: generalidadesFornecedor Pessoa Fsica O proteo da lei ao profissional liberal (4 do art. 14) 4 A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais ser apurada mediante a verificao de culpa.

Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoAspectos Formais do ContratoConceito: Vnculo jurdico entre dois ou mais sujeitos de direito, correspondido pela vontade e pela responsabilidade do ato formado. Acordo capaz de criar, modificar e extinguir direitos.

Forma: Prioritariamente livre!Excees!

Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoAspectos Formais do Contrato

Elementos de validade:CapacidadeObjeto possvel (material ou juridicamente)Objeto lcitoSuscetvel de valor econmicoDeterminado ou determinvel

Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoAspectos Formais do Contrato

Prestao

O contrato uma fonte de prestaes.Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoAtraso na entrega do imvel

Responsabilidade da ConstrutoraDanos emergentes e lucros cessantes.

Art. 6 So direitos do consumidor:VI a efetiva preveno e reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos.

Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoAtraso na entrega do imvel

Crescimento do setor imobilirioTolerncia no atraso de imveis.

Clusulas abusivas

Art. 51 So nulas de pleno direito, entre outras, as clusulas contratuais relativamente ao fornecimento de produtos e servios que:IV - estabeleam obrigaes consideradas inquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatveis com a boa-f ou a equidade.

Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoAtraso na entrega do imvel

Diz o artigo 55 3. lei 4.591/64:Nos contratos de construo por empreitada a Comisso de Representantes fiscalizar o andamento da obra e obedincia ao projeto e s especificaes, exercendo as demais obrigaes inerentes a sua funo representativa dos contratantes; a fiscalizadora da construo.Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoAtraso na entrega do imvel

Estipulao de um seguro imobilirio.

PL 178/2011Estipula multa de 2% pela mora, acrescida de 1% ao ms.A construtora tambm ficar sujeita 0,5% de multa administrativa.Aplicao do CDC ao Imvel em Construorea do Imvel Menor

Antiga tolerncia do Cdigo CivilArt. 500. Se, na venda de um imvel, se estipular o preo por medida de extenso, ou se determinar a respectiva rea, e esta no corresponder, em qualquer dos casos, s dimenses dadas, o comprador ter o direito de exigir o complemento da rea, e, no sendo isso possvel, o de reclamar a resoluo do contrato ou abatimento proporcional ao preo. 1o Presume-se que a referncia s dimenses foi simplesmente enunciativa, quando a diferena encontrada no exceder de um vigsimo da rea total enunciada, ressalvado ao comprador o direito de provar que, em tais circunstncias, no teria realizado o negcio.

Aplicao do CDC ao Imvel em Construorea do Imvel Menor

Banalizao da leso ao consumidor

Deciso do Superior Tribunal de Justia em 2006: A referncia a rea nos contratos regidos pelo CDC deve ser estritamente respeitada. nula a referncia contratual tolerncia nesses casos.(vide art. 51, inciso I)Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoPagamento dos custos de habite-se

O habite-se o documento expedido pela prefeitura municipal atestando que o imvel encontra-se legalmente construdo, ou seja, que observou todos os requisitos legais para ser habitado.Tambm chamado de alvar de utilizao.

Aplicao do CDC ao Imvel em ConstruoPagamento dos custos de habite-se

Exigncias para a obter o habite-se:Comprovao do recolhimento ao INSS das contribuies referentes mo-de-obra empregada (de responsabilidade do dono da obra, do incorporado